sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

São Silvestre, Papa (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta



São Silvestre nasceu em Roma e foi ordenado pelo Papa São Marcelino durante a paz que precedeu as perseguições do imperador Diocleciano. Ele passou através desses anos de terror, e assistiu a abdicão de Diocleciano e de Maximiliano e assistiu ao triunfo de Constantino em 312. Dois anos mais tarde ele sucedeu a São Melquiades como Bispo de Roma. No mesmo ano, ele enviou quatro legatários para representa-lo no grande Concílio da Igreja Ocidental em Aries. Ele confirmou suas decisões naquele Concílio implementou-as na Igreja.
No Concilio de Nicéia, também reunido no seu reinado, no ano de 325, mas não podendo assistir devido a sua idade avançada, enviou seus legatários que encabeçavam a lista dos signatários dos seus decretos, precedendo assim aos Patriarcas da Alexandria.
O Livro dos Pontífices "Liber Pontificalis" diz que ele era filho de um romano chamado Rufinus. Em 31 de janeiro de 314 ele foi eleito para a cadeira de São Pedro, sendo que poucos dias antes o Imperador Constantino, com o Edito de Milão dava permissão a existência do cristianismo. Ele teria conseguido isto por ser conselheiro e diretor espiritual de Constantino.
Diz a tradição que Constantino havia sido aconselhado pelo seu médico que a melhor maneira de curar a lepra seria se banhar no sangue de uma criança. Uma visão de São Pedro apareceu ao imperador, insistindo que o batismo nas mãos de São Silvestre seria a sua cura o que fez Constantino mudar de idéia e São Silvestre o batizou e o imperador se curou. Em gratidão deu as ilhas de Sicília e Córsega ao papado. Essas terra conhecidas como a ‘Doação de São Silvestre " formaram a base do futuro Vaticano.
Constantino doou grandes terrenos em volta de Roma para a construção de basílicas e outros prédios. Os cristãos oravam em pequenas capelas ou as escondidas mas Silvestre imaginava uma Igreja grande de modo a conter todo o clero, bem como basílicas e cemitérios para os mais ilustres mártires.
Constantino deu ainda o Palácio Lateran para ser a residência do papa.
Na época muitos cristãos romanos olhavam com suspeita a legalização do cristianismo a qual marcava o fim de uma gloriosa tradição.
Deve ser lembrado que os cristãos foram impiedosamente perseguidos no reinado de Diocleciano e de Maximiliano.
Na arte litúrgica da Igreja São Silvestre é mostrado com o Imperador Constantino, ou 2) cavalgando um dragão (símbolo do demônio na época), ou 3) com um anjo segurando uma cruz e um ramo de oliva (significando paz na Igreja),ou 4) com Santa Romana e finalmente 5)batizando Constantino.
é especialmente reverenciado em Pisa, Itália
Ele morreu em 335 DC.
Sua festa é celebrada em 31 de dezembro.


(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_silvestre.htm)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Domingo dentro da Oitava de Pentecostes: “Eis, diz Simeão, que este menino está posto para ruína e salvação de muitos” (Ev.)



Antes da vinda do Filho de Deus, enviado pelo Pai, para que também recebêssemos a adoção de filhos de Deus, o homem era como um herdeiro na sua menoridade que em nada se distinguia dum escravo. Pelo contrario, agora que a nova lei o emancipou da tutela da antiga, “ele já não é servo mais filho” (Epístola). Desta Maneira o culto dos filhos de Deus resume-se nesta palavra proferida com Jesus : “Pai!” (Epístola)
O Evangelho descobre-nos qual será o grandioso Papel, no Futuro, deste Menino cuja manifestação começar hoje no templo. É o Rei cujo reino penetrará até o interior dos corações. Será para todos a pedra de toque, pedra de escândalo pra os que o rejeitarem, e pedra angular de suporte para os que o recebem.

Só depois da maioridade é que o filho entra na posse da herança a que tem direito. Antes disso depende daqueles que em seu nome administram o patrimônio. Era assim para os Judeus na lei mosaica. Esperavam pelo rico patrimônio da Nova Lei, mas ainda estavam sujeitos aos ritos e prescrições da antiga aliança, espécie de tutela do povo de Deus, enquanto esperavam a herança que lhes fora prometida. Mas essa hora da herança chegou; o Filho de Deus se fez homem para nos libertar da escravidão da Lei e nos tornar filhos de Deus, co-herdeiros do Reino dos Céus. Com os tempos Messiânicos cessa a Lei Mosaica e começa a maioridade do povo de Deus, alcançada por meio do Batismo.

O Velho Simeão e a Profetiza Ana (de mais de oitenta anos de idade), que passavam seus dias no templo dão testemunho de Jesus. Ele é o Messias e a sua vinda implica necessariamente uma separação ou um julgamento. Os Pensamentos secretos de cada homem referentes a Cristo serão revelados no último dia, porque Ele perscrutava os rins e os corações. Condenam-se os que o rejeitam, porque fora Dele, não há Salvação.

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas, irmãos: Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai.. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!. Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.



Evangelho do Domingo: Continuação do Santo Evangelho Segundo São Lucas. Naquele Tempo: José e Maria Mãe de Jesus estavam admirados das coisas que dele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação. Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.

Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

28 de Dezembro, Santos inocentes (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


A festa dos santos Inocentes é do Século V. A morte destas crianças manifesta, a seu modo, a realeza de Jesus. Foi por ter acreditado na palavra dos magos e do príncipe dos sacerdotes, por ele consultados, que Herodes viu o menino de Belém como uma ameaça a seu trono. Assim que sou mandou perseguir o Rei dos Judeus que acabara de nascer. Mas, como canta a Igreja: "Cruel Herodes, que receia tu da vinda de Cristo? Não arrebata os cetros mortais, aquele que dá os reinos celestes".




É a glória deste rei divino que os inocentes proclamam com a sua morte e a honra que eles dão a Deus é um motivo de confusão para os ímpios de Jesus porque, longe de conseguirem o fim que se propunham, não fazem mais do que dar cumprimento as profecias aos quais anunciavam que o filho do homem voltaria do Egito e que em Belém seria grande o choro das mães lamentando a morte dos filhos. E para por mais ao vivo a desolação dessas mães, Jeremias evoca Raquel, mãe de Benjamim, chorando a perda de seus descendentes. Mãe compassiva, a Igreja reveste os seus ministros de paramentos de tristeza, suprimindo o Glória e o Alleluia.




Confessemos nós por uma vida isenta de vícios a divindade de Jesus que estas almas inocentes confessaram com a morte.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São João Evangelista (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


São João nasceu na Galiléia em 6 DC e era filho de Zebedeu e Salomé e era o irmão mais novo de Tiago, o Maior. Os dois irmãos viviam da pesca no Lago Genesare até serem chamado por Jesus. João seria o discípulo mais amado do Senhor e é dito que teria escrito o Livro das Revelações (o Apocalipse), o último livro da Bíblia, quando estava em exílio na ilha de Patmos perto da costa da Turquia. Este livro é uma soberba conclusão das sagradas escrituras. O livro do Gênesis começa com a odisséia do homem ao ser expulso do Éden e o Livro das Revelações seria uma visão de encorajamento a espera do homem, para o retorno ao Paraíso.
João é o mais jovem dos apóstolos tendo cerca de 25 anos ao ser chamado. João deve ter sido um seguidor de João Batista , porque ele relata todas as circunstancias da vida do Percursor de Jesus e embora, por modéstia, ele esconda , as vezes, o seu nome em algumas partes do Evangelho que tem o seu nome.( Evangelho de São João).
Cristo deu a Tiago e a João o apelido de "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo(Lu 9:54-56). Queriam sofrer com Jesus como testemunhas (Mar10:35-41). Este santo heroísmo beneficia a fé, porque permite a eles propagar a lei de Deus sem medo do poder dos homens.Era mesmo João o mais amado de Cristo? Primeiro, o amor que João dava a Ele e depois pela sua humildade e a sua disposição pacífica fazia com que João fosse muito parecido com Cristo e ainda a sua singular pureza e virgindade, segundo alguns, teria feito que ele tivesse mais valor perante o Senhor.Que João era um dos mais próximos de Jesus é evidente já que somente ele, Pedro e Tiago estavam presentes a eventos importantes, tais como a Transfiguração, a cura da sogra de Pedro, a ressurreição da filha de Jairus e a Agonia no Jardim das Oliveiras.Por essa razão São Paulo nomeia João, Pedro e Tiago como sendo os líderes ou os pilares da Igreja de Jerusalém. (Gal2:9).Ele e Pedro foram os primeiros apóstolos na tumba do Cristo ressuscitado. (Jo 20:3-8) Na ultima ceia ele se inclinou e se apoiou no peito de Jesus e foi o único apóstolo presente a crucificação, onde Jesus deu a ele a tarefa de cuidar de Sua mãe a Virgem Maria e de Seus amigos.Ele estava na Corte porque conhecia os altos sacerdotes e ele conseguiu que os serventes da Corte do Califa deixassem São Pedro entrar.(Jo 18:15-16).
Mais tarde quando Cristo apareceu para eles no lago e com eles comeu, João por instinto reconheceu quem era e disse a Pedro (Jo21:7). Juntos eles caminharam ao longo da margem do lago. Vendo João seguindo Pedro a Ele o que seria do seu amigo, pensando talvez que Ele iria dar a ele um favor especial . "O que será de ti?" o Senhor perguntou, "Então eu terei ele aqui até eu voltar e ele me seguirá. "Alguns discípulos pensaram que isto significava que João não iria morrer nunca, mas ele mesmo tratou de dizer o que realmente significava. (Jo21:20-23). Ele viveu por 70 anos após a morte de Jesus. Por muito tempo ele continuou junto a São Pedro. Eles estavam juntos quando o homem é curado no Portão do Paraíso(Atos 3:1-11) e foram presos juntos e apareceram diante do Sanhedrin juntos(Atos 4:1-21) Ele acompanhou Pedro a Samaria para transmitir o Espirito Santo aos novos convertidos. João permaneceu em Jerusalém alguns anos após a Ascensão de Jesus embora algumas vezes ele pregou no exterior, visto que São Paulo (alguns anos após a sua conversão) encontra-se com João e confirma sua missão aos gentios. Ele provavelmente foi um assistente ao Conselho de Jerusalém.A tradição diz que seus afazeres apostólicos foram primeiro para os judeus nas províncias de Parthia, onde ele plantou a fé cristã.Ele voltou de novo a Jerusalém no ano de 62 DC para se reunir e conferenciar com outros apóstolos que ainda viviam. Depois disto ele foi para Éfesus(Turquia) onde deu a Ásia Menor a sua particular atenção e onde ele estabeleceu igrejas e dirigiu congregações.. Com quase toda certeza, João estava presente a morte da Virgem Maria em Éfesus.Sua autoridade apostólica era universal e embora São Timóteo permanecesse Bispo de Éfesus, até o seu martírio em 97 , não há diferenças entre eles nos relatos de jurisdição. É provável que ele tenha colocado bispos em todas as Igrejas da Ásia porque enquanto os apóstolos viveram, eles supriram as igrejas com suas próprias nomeações em virtude do poder recebido do próprio Jesus.
Uma linda historia sobre João é contada por São Clemente de Alexandria. Perto do fim João escolheu um jovem para ser padre e encarregou o seu tutor para que fosse instruído, batizado e confirmado.No seu retorno, algum tempo depois, ele disse ao tutor:" Devolva-me o que eu dei a você perante esta Congregação e perante Jesus!""Ele está morto". disse o tutor "Morto?" perguntou João."Após a sua instrução e seu batismo, ele caiu em más companhias e foi caindo nos degraus da honra até chegar ao fim, tornando-se até um ladrão" disseram eles.João então disse ao jovem que estava presente: " Existe ainda espaço para arrependimento A sua salvação não é irrecuperável. Eu responderei por você diante de Cristo e implorarei a Jesus por você e estou disposto a sacrificar minha vida por você, como Jesus sacrificou a dele por todos nós. Acredite, fique comigo, eu sou um enviado de Cristo".O jovem ficou parado com os olhos no chão e cheios de lagrimas. Ele abraçou seu tutor e implorou o perdão. Ele encontrou um segundo batismo nas lágrimas. João beijou-o afetuosamente e devolveu a ele os Santos Sacramentos.
Esta veia de caridade percorre toda a vida de São João e é a grande lei da fé cristã, sem a qual todas, as pretensões a uma Religião Divina seriam em vão e sem valor. Outra história conta que um visitante encontrou João jogando bola com os seus discípulos. O visitante reclamou e como o visitante carregava um arco e flechas João perguntou a ele se ele poderia jogar todas as fechas sem parar ."Não" respondeu ele, o arco iria quebrar. João então respondeu que o nosso espírito também precisa descansar para não quebrar. Assim, no dia a dia, podemos as vezes brincar e relaxar para acalmar as tensões. Esta a é a "Regra dos Jogos" que São Tomas de Aquino nos ensina na Questão 169, artigo 10 na sua "Summa Teológica ".
Nos anos 95 durante a Segunda perseguição do Imperador Domiciano, João foi preso na Ásia e levado para Roma onde conseguiu escapar ao martírio de forma milagrosa. Tertuliano diz que ele saiu de dentro de um caldeirão de óleo fervendo sem nenhum dano aparente. Seus perseguidores atribuíram este milagre a feitiçaria e ele foi exilado na ilha de Patmos.Até ser removido do calendário Romano em 1960, este evento era usado para comemorar litúrgicamente, na Igreja Ocidental, o dia 6 de maio como sendo o dia de São João. Relatos deste julgamento dão a ele o título de mártir, embora ele seja o único apostolo que não morreu martirizado. Entretanto, este fato vem de encontro a previsão de Cristo de que João beberia do cálice do sofrimento.Na ilha de Patmos, já com idade extremamente avançada, ele teria sido favorecido com uma visão que foi descrita e relatada no Livro das Revelações.O seu exílio não teve longa duração visto que, com a morte de Domiciano, seus éditos foram declarados nulos pelo Senado Romano por serem suas sentenças muito duras e cruéis. João estava livre para voltar a Éfesus de novo em 97 DC. Alguns acham que ele escreveu o seu Evangelho quando retornou a Éfesus já com 92 anos de idade. A tradição identifica João como o autor do 4° Livro do Evangelho já no século segundo. Com certeza sabemos que os fragmentos descobertos por Cherster-Beatty, datam os escritos como sendo do inicio do século segundo ou um pouco mais cedo, no final do século primeiro.
O Livro das Revelações, também atribuído a ele, e tão diferente em pensamento, conteúdo e estilo do genuíno escrito joanino, que parece ser mais um produto dos seus seguidores.
Quando a fraqueza apoderou-se dele e ele não mais podia pregar, era carregado para a assembléia dos fiéis e constantemente ele era ouvido dizer : "Minhas queridas crianças, amai uns aos outros" e quando perguntado porque repetia sempre as mesmas palavras disse :"Porque é o preceito mais importante do Senhor e se vocês o cumprirem será o bastante".
São Jerônimo diz: "estas palavras deveriam estar incrustado em caracteres de ouro nos corações de cada cristão".
São João morreu em Éfesus quando tinha mais de 92 anos de idade.Usava cabelos longos, como Jesus e muito comum na época. Mas como estava sentado a direita de Jesus na Santa Ceia do mestre Leonardo da Vinci (1495), alguns acreditam ser ele Maria Magdalalena, mas aí ficaria faltando ( na pintura) um dos doze apóstolos, presentes a Ultima Ceia. Veja em diversos.Diz a tradição que ele era o único dos doze apóstolos que sabia escrever (antes de receberem o Espirito Santo) por isso é representado algumas vezes, segurando, em sua mão direita, uma pena de escrever, e na outra um livro.(SãoLucas médico, tambem sabia escrever. Seu Evangelho é o mais longo de todos, mas São Lucas não era um dos doze apóstolos).Veja em S Lucas .Alguns estudiosos acham que Matheus, apezar de ser coletor de impostos, nao sabia escrever e grande parte dos escritos eram ditados a um escrevente, mas na verdade sao apenas conjecturas pois nada disso pode ser hoje comprovado.
Na arte litúrgica da Igreja, São João geralmente é representado como um jovem belo, as vezes como um patriarca , as vezes com o livro do Evangelho nas mãos ou com o "Atos dos Apóstolos", ou com o Livro das Revelações , ou escrevendo o Livro das Revelações na ilha de Patmos ( algumas vezes é representado com o demônio voando para fora do seu tinteiro), as vezes com uma águia representando a majestade do Evangelho e as vezes dentro de um caldeirão de óleo, as vezes bem velho lendo ou escrevendo, ou as vezes levantando Drusilla dos mortos ou ainda sendo carregado pelos anjos ao céu .
Sua festa é celebrada no dia 27 de dezembro
A sua festa na Igreja Oriental é celebrada no dia 26 de setembro



(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_o_divino.htm)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Santo Estevão, Mártir (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


São Estevão, protomártir da fé Cristã, e um dos mais reverenciados de todos os mártires. Estefan é um nome obviamente grego e tem sido postulado que ele era um Helenita, significando os judeus que nasceram em uma terra distante de Palestina e que falavam grego como sua língua nativa. Contra esta teoria, temos a tradição que começou no seculo 5° que São Estevão era um nome equivalente do Aramaico "Kelil", talvez o nome original de São Estevão, o qual foi escrito na sua tumba encontrada em 415. Que São Estevão teria origem judaica ficou mais patente ainda na lista dos decanos nos "Atos dos Apóstolos"(6:5) onde lista apenas Nicolau como sendo da Antiópia, o que significaria que os demais diáconos seriam judeus. Virtualmente nada se conhece de sua vida antes de ser convertido. A primeira menção a ele de fato ocorre nos Atos(6:5) quando ele é escolhido para ser um dos sete diáconos dos Apóstolos e tem a missão de trabalhar com os pobres. São Estevão foca a sua atenção nos convertidos Helenistas e dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.
Seu martírio foi contado nos Atos (6-7)e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele se defendeu com paixão e eloquência (Atos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte de acordo com a Lei Mosaic.
Os seu executores colocaram suas mantas sob a guarda de Saul (futuro São Paulo) que estaria "consentindo na sua morte (8-2)".
As ultimas palavras de São Estevão foram:"Jesus, meu Senhor receba meu espirito".
Pedindo ainda perdão para seus atacantes, ele foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. A sua tumba foi esquecida até ser descoberta por Lucian e uma igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460) .
É padroeiros dos pedreiros e dos coletores de moedas (uma espécie de coletor de impostos que colecionava um décimo da produção colhida, que mais tarde passou a se chamar dízimo).
Na Europa ele é padroeiro dos cavalos
Era uma pratica muito comum entre os fazendeiros da Europa decorar os seus cavalos no dia de São Stefano e leva-los para a igreja para serem bentos pelo pároco local e após faziam uma cavalgada com três voltas em torno da igreja, um costume ainda observado em varias regiões rurais. Mais tarde no mesmo dia toda a família saia em um cavalgada festiva, em geral numa carruagem, e a festa tinha o nome de " A Cavalgada de São Stefano".
Na Suíça o sagrado diácono foi mudado na figura de um santo nativo local que seria um rapaz cuidador de um estábulo que teria sido morto pelos pagãos em Helsingland. Seu nome "S. Staffan" revela a origem do nome .
Lá também tem a "Parada de S. Staffan" .
Em algumas cidades da Suécia no dia 26 de dezembro, os devotos saem as ruas a cantar hinos e cânticos em honra do "santo dos cavalos".Noutras localidades da Europa rural, no dia São Stefano, o sal é levado para ser bento pelo padre local e é dado aos cavalos como sendo um sal milagroso e capaz de prevenir varias doenças dos cavalos.
É padroeiro dos fabricantes de caixão, diáconos, cavalos, pedreiros e da Diocese de Owensboro Kentucky,USA e invocado contra dores de cabeça.
Na arte litúrgica da igreja ele é representado com um diácono carregando pedras e com a palma do martirio.
Sua festa é celebrada no dia 26 de dezembro.
(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_estevao.htm)

sábado, 25 de dezembro de 2010

25 DE DEZEMBRO, SOLENIDADE DO NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

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O Verbo desde toda a eternidade gerado pelo Pai elevou a união pessoal com ele o fruto Bendito do seio Virginal de Maria; quere dizer que a natureza humana e divina se ligaram em Jesus na unidade duma só pessoa que é a segunda da Santíssima Trindade e visto que quando se fala de filiação é a pessoa a que se designa, deve dizer-se que Jesus é o filho de Deus, porque a sua pessoa é divina: É o Verbo incarnado. Daqui se segue que Maria é com razão chamada Mãe de Deus, não porque gerou a humanidade que o Verbo uniu a si no mistério da incarnação. Compreendemos então que a Igreja cante na Missa o Solene Intróito: "Tu és meu filho, Eu hoje te gerei".



Filho Eterno de Pai, constantemente gerado por ele na Eternidade, Cristo continua a sê-lo no dia do se nascimento sobre a Terra, revestido da nossa humanidade. É no meio da noite que Maria dá a lua a seu filho divino e o coloca no presépio. Por isso celebra-se a Missa da meia-noite, e a estação faz-se na
Basílica de Santa Maria maior, no altar onde se conservam as relíquias do Presépio.


Este nascimento de Cristo em plena noite é simbólico: "Deus nascido de Deus, Luz nascida da luz" (Credo), Cristo dissipa as trevas do pecado; "É a verdadeira luz" cujo esplendor ilumina os olhos de nossa alma, para que enquanto conhecemos a Deus de uma maneira visível, por ele sejamos arrebatados ao amor das coisas invisíveis. Veio arrancar-nos da impiedade e dos prazeres do mundo e
ensinar-nos a merecer, pela dignidade da vida neste mundo a feliz esperança que nos foi prometida. Será em plena luz que se realizará a vinda da glória de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Natal é aparição na noite do mundo da Luz Divina, cujo o fulgor, em nós, e em volta de nós, se estende até o fim dos tempos.

Se o Tempo do Advento nos faz aspirar à dupla vinda do filho de Deus, o Natal celebra o aniversário do seu nascimento em Belém e prepara-nos para a vinda final em que virá julgar-nos. A partir do natal, o Ciclo Litúrgico segue passo a passo Jesus na sua obra de redenção, para que a Igreja enriquecidas com as graças que dimanam de cada um dos mistérios da vida de Cristo, seja, como diz
São Paulo, a Esposa sem mancha, sem rugas, santa e imaculada, que Ele poderá apresentar ao Pai, quando vier, no fim do mundo, para nos introduzir no seu reino. Esta nova vinda de cristo, celebrada pelo último domingo depois de Pentecostes, é o término de todas as festas do calendário Cristão. A festa do natal a 25 de dezembro, correspondendo ao 25 de março, coincide com a festa que os povos pagãos celebravam no solstício de Inverno para honrar o nascimento do Sol que eles divinizavam. A Igreja Cristianizou deste modo o rito pagão. A Imperatriz S. Helena mandou construir uma basílica em Belém, muito simples já que Jesus nascera na pobreza. O verbo desde toda a eternidade gerado pelo Pai elevou a união pessoal com Ele o fruto bendito do seio virginal de Maria; quer dizer a natureza humana e a divina se ligaram em Jesus na unidade de um só pessoa que se designa, deve-se que Jesus é o filho de Deus por que sua pessoa é divina.

Evangelho da Festa:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo apareceu um decreto de César Augusto,
ordenando o recenseamento de toda a terra.
Este recenseamento foi feito antes
do governo de Quirino, na Síria.
Todos iam alistar-se, cada um na sua
cidade.
Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à
Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,
para se
alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.
Estando eles ali,
completaram-se os dias dela.
E deu à luz seu filho primogênito, e,
envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para
eles na hospedaria.
Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e
guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
Um anjo do
Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram
grande temor.
O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova
que será alegria para todo o povo:
hoje vos nasceu na Cidade de Davi um
Salvador, que é o Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal: achareis um
recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.
E subitamente ao
anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e
dizia:
Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos
da benevolência (divina).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Equipe do blog Em defesa da Santa Fé!












Desejamos a todos um Feliz e
Santo Natal!!


São os Votos da
Equipe do blog Em defesa da Santa Fé!!!

24 de DEZEMBRO, VIGÍLIA DO NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO




A vigília do Natal é ela toda cheia de santa alegria, e se não fossem os
paramentos indicando a penitência e o jejum, dizíamos que a festa já
principiara. Com efeito, a Santa Igreja espera na alegria a vinda do Senhor que vem salvar seu povo do pecado. Todos os que crêem em Cristo fazem parte deste povo; "toda a carne verá a salvação de nosso Deus", disse Isaías. São Paulo também afirma na Epístola de hoje que foi escolhido para levar o Evangelho a todas as gente e chamá-lo para Cristo.



A missa da vigília é uma preparação para bem celebrarmos o aniversário "do
adorável nascimento do filho de Deus", daquele que a Esposa de José deu a luz e
que, da raça de Davi, segundo a carne, foi predestinado a reinar com poder, pela
ressurreição dos mortos. O Nascimento de Cristo aparece desde já orientado,
através da Paixão, para a sua ressurreição e reino glorioso. Há duas vindas, ou
melhor, dois momentos da mesma vinda: O nascimento do Redentor já é a preparação
para a vinda final e do juízo Triunfador. É a esta luz que devemos compreender a
maior parte dos textos litúrgicos do Natal. Na humilhação do presépio cantamos
já a vinda de glória e saudamos, desde a sua aurora uma obra de redenção
completamente realizada. Sob este ponto a Missa da vigília é particularmente
notável: o mesmo pensamento por toda ela. Compreendemos melhor São Bernardo, a
comentar em Matinas o Hodie e o Mane de que fala-o Êxodo, que ele diz
significar: um, o dia da vinda presente, breve e cheio de trevas ainda, o outro
o da eternidade nos esplendores dos Santos.



Preparemo-nos, portanto, para recebermos com alegria Aquele que nos vem
resgatar para que um dia o possamos comtemplar sem receio, quando nos vier
julgar.



Feliz Natal!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Liturgia: Símbolos do Natal e do Advento (Especial de Natal)




As celebrações da Igreja possuem uma riqueza no que diz respeito aos símbolos e cerimônias que a acompanham. Hoje Véspera de Natal iremos falar sobre o significado dos símbolos natalinos.

Coroa do Advento: Sua forma de círculo representa a eternidade. Acredita-se que tenha sua origem no paganismo como um amuleto contra as maldições. Os Cristãos utilizaram a Guirlanda ou coroa do Advento como um símbolo de esperança e amor divino. O material da qual é formada, galhos de
pinheiros e azevinho, é verde como a esperança e seu laço vermelho, simboliza o amor de Deus aos homens. As quatro velas simbolizam os 4 domingos do advento que por sua vez simbolizam os 4000 anos de Adão até a chegada do Messias na terra.



Árvore de Natal: O uso de árvore em festividades de Dezembro já estava presente no Egito Antigo. A Árvore é símbolo de esperança e de vitória da vida contra a morte, simbolizada pelo rigor do inverno no hemisfério Norte. Os Druidas utilizavam carvalhos enfeitados neste mesmo dia na Festa pagã do Sol Invíctus. Os primeiros relatos sobre a Ávore de Natal aparecem na Alemanha no século XVI. No cristianismo o seu significado refere-se ao Reino de Deus com seus galhos e frutos coloridos, que foi inaugurado com o nascimento do Messias. Lembremo-nos também que no Inverno rigoroso da Europa, todas as árvores, exceto o pinheiro, perderam suas folhagens no outono, por isso, o pinheiro é visto também como o cristão que nunca deixa sua fé ser abalada diante das adversidades da vida.

Presépio: É mais comum nos países católicos, e sua origem remonta o século XIII. Obra de São Francisco de Assis que queria recriar a cena do nascimento do Salvado no ano de 1223. São Francisco utilizou pessoas e animais de verdade para o presépio. Depois disso com o passar dos anos as pessoas começaram a fabricar imagens de gesso e madeira do nascimento de Jesus para adornar as casas e as igrejas.

As bolas de Natal: São os frutos, os dons e as virtudes do bom cristão. Suas cores são variadas e seu significados distintos. As bolas douradas simbolizam a realeza; as bolas vermelhas o amor; as bolas
azuis simbolizam o prêmio aos santos que é o céu; as bolas verdes simbolizam a esperança; as bolas prateadas simbolizam a glória.

A estrela: Simboliza a Estrela que guiou os Magos vindos do Oriente a adora o Senhor, o Rei dos reis
(Mt 2, 2.9.10).

Velas: Simbolizam a Cristo que é Luz do Mundo que rompeu as trevas da noite e do pecado para nos
salvar.
Papai Noel: Sua origem se deve a figura do Bispo São Nicolau, que era conhecido como bom e generoso para com os pobres. Sua festa é dia 06 de Dezembro. Morreu no ano de 350 d.C. Sua transformação em símbolo natalino ocorreu na Alemanha. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força. A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.

Ceia de Natal: Lembra-nos a última ceia na qual Jesus Instituiu a Santíssima Eucaristia. A família reunida na ceia lembra-nos de que Cristo é nosso centro. Nossa vida deve está em torno do Salvador que veio ao mundo redimir os pecadores.



Cartões de Natal: A prática de enviar cartões de Natal começou na Inglaterra no ano de 1843. Mas,
foi em 1849 que os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
Presentes: Presenteamos as pessoas num gesto simbólico no qual todos nós ganhamos o maior
de todos os presentes: Jesus. A origem de dar presentes no natal é incerta. Atribui-se a São Nicolau que presenteava os pobres com moedas para sobrevirem. O costume de colocar presentes sob as árvores de Natal provavelmente começou durante o reinado de Elizabete I, filha de Henrique VIII, na Inglaterra, no século XVI. Ela promovia festas natalinas e recebia muitos presentes.

Luzes: Simbolizam assim como as velas que Jesus é a Luz do mundo.



Flor do Natal: Euphorbia pulcherrima, flor-de-papagaio ou espírito santo, possui brácteas vermelhas e folhas bem verdes. É decorativa, ilustra cartões natalinos. Foi encontrada no México em 1828 e depois introduzida na América Latina. Conta-se que uma humilde camponesa desejava oferecer um presente ao Menino Jesus e não tinha o que dar. Surge um anjo e lhe sugere que leve uma planta que existia junto à estrada. Feliz, ela vai entregá-la ao Menino Jesus. As pessoas que presenciavam a cena começaram a rir da pobre senhora, que começou a chorar. Suas lágrimas, ao caírem sobre as folhas, as tornaram vermelhas, para espanto de todos. A poinsettia ou espírito santo é uma planta que, exposta ao
sol, é verde. Se estiver à sombra torna-se vermelha: é fato científico.



Missa do Galo: O fato da missa da meia-noite que já era celebrada nas origens do cristianismo se
chamar dessa forma se deve ao fato de que o horário que correspondia as 00h até as 3h da madrugada era conhecida em Roma antiga como hora do Galo. Hora do galo pois é nesse horário que os galos cantam. Por isso ficou conhecida como Missa do Galo até hoje.



Cânticos natalinos: São numerosos e belos, e começou quando a Igreja Católica querendo evangelizar os pagãos que não sabiam ler e nem escrever, compôs músicas de melodia simples. Existem músicas natalinas cantadas até hoje e que se originaram no século IV.



Sinos: Os sinos emitem sons agradáveis e audíveis à distância, e são tocados em ocasiões geralmente
festivas. Fazem parte do campanário das igrejas e também têm uso particular. Servem para enviar mensagens pelo ar. De modo geral, seu toque é festivo. Tocado por ocasião do Natal, nos lembra o fato de termos um Salvador que e fez homem, habitou entre nós e partiu deixando sua mensagem de amor e paz.

domingo, 19 de dezembro de 2010

IV Domingo do Advento: "João preparava as almas para a vinda de Cristo pelo batismo e pela penitência" (Ev.)




Como toda a liturgia deste tempo, a Missa do IV Domingo do Advento tem por fim preparar-nos para as duas vindas de Cristo, vinda de misericórdia para o Natal, em que comemoramos o nascimento de Jesus, e vinda de justiça no fim do mundo. O Intróito, o Evangelho, o Ofertório e a Comunhão referem-se à primeira; a Epístola, à segunda; e a Oração, o Gradual e o Alleluia podem se aplicar a uma e a outra.



Encontra-se nesta missa as três grandes figuras do Tempo do Advento: Isaías: ele é a voz que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas... e toda a carne verá a salvação de Deus. Ao comentar a pregação do Precursor, São Gregório explica que a ira futura com que São João ameaça o auditório é o castigo final que o pecador não poderá evitar,
senão pela penitência: "o amigo do Esposo excita-nos a que não façamos apenas
frutos de penitência, mas frutos dignos de penitência. Tais palavras são um
apelo a consciência de cada um, convidando-nos a alcançar pela penitência um
tesouro de boas obras, que deve ser tanto maior quanto mais profundos foram os
estragos causados pelo pecado".



Vemos como a Igreja nunca perde de vista a última vinda de Jesus.
Recordando-nos a Santíssima Virgem e lugar principal que ela ocupa no mistério
do Natal a comunhão e o ofertório leva-nos ao nascimento em Belém. Na comunhão
escutamos a profecia de Isaías, que anuncia sete séculos antes do nascimento
virginal: Uma Virgem conceberás e dará a luz o Emanuel. O ofertório é uma
saudação delicada e pura em que a Santa igreja, ouvindo as palavras do Arcanjo
São Gabriel e de Santa Isabel, canta a graça especial de Maria ao gerar o homem
Deus. "Gabriel quer dizer força de Deus, explica São Gregório, foi enviado a
Maria, porque ele vinha anunciar o Messias, que se dignou a aparecer pequenino e
humilde para vencer a todos os potentados. Convinha que fosse Gabriel, a força
de Deus, a anunciar aquele que vinha como o Senhor dos Exércitos, Todo-Poderoso,
o Invencível nos combates, que havia de vencer todas as potências do
Mal".

A Oração alude a força de Deus, que antes de se mostrar na segunda vinda,
se manifesta já na primeira, pois, que é revestido da nossa fraca e mortal
natureza que Jesus vence o Demônio.

Vendo se aproximar a vinda de Jesus Nosso Salvador, digamos-lhe com a Santa
Igreja: "Vinde Senhor, não tardeis".


Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
No
ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos
governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da
Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina,
sendo
sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João,
filho de Zacarias.
Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo
de arrependimento para remissão dos pecados,
como está escrito no livro das
palavras do profeta Isaías (40,3ss.): Uma voz clama no deserto: Preparai o
caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
Todo vale será aterrado, e
todo monte e outeiro serão arrasados; tornar-se-á direito o que estiver torto, e
os caminhos escabrosos serão aplainados.
Todo homem verá a salvação de Deus.

sábado, 18 de dezembro de 2010

SÁBADO DAS TÊMPORAS DO ADVENTO


O sábado era o dia mais solene das Têmporas, porque era o dia em que a Igreja ordenava os presbíteros na Basílica de São Pedro em Roma. O Sábado das quatros Têmporas fora sempre celebrado nas grandes Basílicas construídas por Constantino, e reconstruídas no século XVI e XVII pelos Papas na colina do Vaticano, onde São Pedro foi martirizado, e onde repousam suas relíquias. Na noite das ordenações reunia-se o povo na ampla Basílica a liam-se doze lições,
das quais são um vestígio das seis missas solenes. Estas celebrações de Dezembro eram outrora as únicas celebradas somente em Roma. A data, era por conseguinte, muito importante; na missa de hoje tudo nos apresenta sinais de uma liturgia antiguíssima, lembrando-nos, com suas numerosas leituras entremeadas de responsórios e orações, a forma primitiva da Antemissa. A alma que se deixa compenetrar na beleza dos textos deste Sábado das Quatros Têmporas do Advento
sentir-se-á inválida de uma santa impaciência. Com a Igreja realça as mais belas
profecias de Isaías, e aspira ao novo nascimento do Filho Único de Deus que deve
vir resgatar-nos do pecado"; espera com confiança o Senhor Jesus que vem
livrar-nos dos inimigos, "destruindo o Anticristo com esplendor da sua
chegada".
O Evangelho evoca mais uma vez a figura de São João Batista o Precursor,
que prepara as almas para a vinda do Salvador. Encontramos ainda neste mesmo
Evangelho na missa do dia de amanhã, porque fazendo-se, outrora, a Ordenação à
tarde, as leituras se prolongavam noite a dentro, estendendo-se até o
domingo.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
No ano
décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador
da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e
da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina,
sendo sumos
sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de
Zacarias.
Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de
arrependimento para remissão dos pecados,
como está escrito no livro das
palavras do profeta Isaías (40,3ss.): Uma voz clama no deserto: Preparai o
caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
Todo vale será aterrado, e
todo monte e outeiro serão arrasados; tornar-se-á direito o que estiver torto, e
os caminhos escabrosos serão aplainados.
Todo homem verá a salvação de Deus.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

17 de Dezembro Início das Antífonas Maiores


O imenso desejo da vinda de Cristo que caracteriza todo o Advento, exprime na liturgia com uma impaciência tanto maior quanto se aproxima do Santo Natal. "O Senhor vem de longe" (Intróito do 1º Domingo Advento). "O Senhor virá"
(Intróito do 2º Domingo do Advento). "O Senhor está próximo" (Intróito do 3º Domingo do Advento). E esta gradação acentua-se cada vez mais. Assim começam no dia 17 de Dezembro as antífonas Maiores, também chamadas de "Antífonas do Ó" por causa de sua inicial. São um apelo vibrante ao Messias cuja as prerrogativas e títulos gloriosos nos declaram.

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DO ADVENTO


A missa de hoje é um perfeito resumo de todo o espírito do Advento, o qual se pode dizer o primeiro ato do drama grandioso da Encarnação. Poderíamos intitular este ato: A espera de Cristo, e representá-lo em tríptico: à esquerda os profetas, sobressaindo Isaías, que perscrutam o horizonte e
anunciam a vinda de Cristo, Sol de justiça; à direita São João Batista que ainda no ventre de sua mãe saúda a Jesus que mais tarde o apresentará às turbas como o Messias esperado; no painel do meio a Virgem, no primeiro e segundo mistérios gozosos, a anunciação e a visitação, dos quais nos falam os Evangelhos de hoje e de quarta-feira.



Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele
tempo:
Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma
cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Ora, apenas
Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel
ficou cheia do Espírito Santo.
E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as
mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me vem esta honra de vir a
mim a mãe de meu Senhor?
Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus
ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
Bem-aventurada és tu
que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram
ditas!
E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
meu espírito exulta
de alegria em Deus, meu Salvador.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DO ADVENTO


Já no século V a Igreja Romana santificava as quatro estações do ano por meio das
Têmporas do Advento. Porém somente no século XI que o Papa São Gregório VII as limitou aos dias em que conhecemos hoje. Constam de três dias de jejum, 4ª, 6ª e sábados, afim de consagrar a Deus os diversos períodos do ano agrícola e servirem de preparação para as ordenações. Era grande a importância que gozavam na primitiva Igreja. Os sábados eram os dias mais importantes.
O Evangelho é o da anunciação e a sua primeira palavra missus
serve para designar a Missa deste dia, a qual gostavam de assistir os viajantes.
Recorda a missão do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora para lhe anunciar a
maternidade divina. "Não era a boca de um homem, mas de um anjo, a que devia
anunciar o mistério de tal mensagem. Pela primeira vez é hoje que se ouve: "O
Espírito Santo virá sobre ti". Ouve-se e acredita-se. "Eis aqui, diz Maria, a
escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra". Há afinidades muito
antigas na liturgia, entre a anunciação do dia 18 de Dezembro, em vez de 25 de
Março, por este dia cair muitas vezes na Quaresma. Este primeiro dos mistérios
gozosos da Santíssima Virgem adapta-se perfeitamente ao Espírito de alegria que
caracteriza o Advento, em que esperamos "o Senhor que está próximo" e que depois
de ter vindo na humildade da carne humana para nos salvar, voltará um dia como
Rei e cheio de glória para se vingar de seus inimigos e nos libertar para
sempre.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele
tempo:
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma
cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem que
se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
Entrando, o
anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Perturbou-se ela com
estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
O
anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
Eis
que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será
grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu
pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
e o seu reino não terá
fim.
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço
homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do
Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti
será chamado Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um
filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por
estéril,
porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis
aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo
afastou-se dela.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

13 de Dezembro - Santa Luzia, Virgem e Mártir




Temos
mais de uma Santa Luzia, mas a mais venerada é a Santa Luzia de Syracuse,
Sicília, que é considerada a protetora dos olhos e da visão.É uma das mais
famosas mártires da igreja. Ela era de sangue nobre e os atos de seu martírio
contam que ela sofreu os mais hediondos martírios inclusive os seguintes :Como
era virgem a levaram para um prostíbulo mas ninguem lá, nem mesmo os mais fortes
soldados conseguiram move-la ou não tiveram meios para possui-la. De volta a
prisão, como ainda se recusasse a renunciar a sua fé, retiraram, com punhais, os
seus dois olhos e no dia seguinte os olhos estavam no lugar e normais (Na
liturgia da igreja ela é apresentada com uma pequena almofada na mão direita com
os seu dois olhos).Depois a cobriram com uma espécie de resina e foi colocada
numa grande fogueira e quando as chamas finalmente desapareceram, ela estava
como antes, sem nenhum dano ou ferida. A comoção dos presente foi enorme, mas o
prefeito ficou ainda com mais ódio mandou cortarem sua garganta com uma
espada.

Todos estes tormentos pelos quais passou se devem ao fato de Luzia ter se
consagrado Virgem e casta por amor à Nosso Senhor. Sua mãe queria que Luzia se
casasse, mas Luzia recusara. Sua mãe ficou enferma e acompanhou a filha ao
túmulo de Santa Águeda. Ao chegar no túmulo, Santa Luzia recebera a visão de
Santa Águeda que anunciara que ela se tornaria uma Mártir e que o Cristianismo
treze anos após sua morte seria livre da perseguição. Sua festa é celebrada no
dia 13 de dezembro

domingo, 12 de dezembro de 2010

12 DE DEZEMBRO, NOSSA SENHORA DE GUADALUPE PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA


Por volta de 1531, havia os missionários espanhóis aprendido a língua indígena para
fins de evangelização. Conforme antiga tradição foi justamente nesse ano que a
Virgem Mãe de Deus apareceu ao neófito João Diogo, um piedoso índio na colina do
Tepyac, perto da capital do México. Com muita afabilidade o exorta a ir ter com
o bispo dizer-lhe que nesse lugar erigissem um santuário em sua honra. O bispo
da diocese, João de Zumárraga retardou a resposta a fim de averiguar
cuidadosamente o ocorrido. Quando o neófito, movido por uma segunda aparição e
nova insistência da Santíssima Virgem, renovou suas súplicas e lágrimas,
ordenou-lhe o bispo que pedisse um sinal que comprovasse a veracidade das
aparições da Santa Mãe de Deus.
Vindo o neófito, certo dia, de um lugar mais distante, por um caminho que não
passa pela colina do Tepyac e dirigindo-se a capital, à procura de um padre que
administrasse os últimos sacramentos de seu tio moribundo, a Santíssima Virgem
veio-lhe ao encontro pela terceira vez, o consola com a notícia do perfeito
restabelecimento do tio, pedindo que colocasse belíssima flores sobre o manto,
apesar da esterilidade do solo e do Inverno: "Escute meu filho, não há nada o
que temer; não fique preocupado e nem assustado; não tema esta doença, nem outro
qualquer dissabor ou aflição. Não estou aqui ao teu lado? Eu sou a sua mãe
dadivosa. Não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais
que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto a doença do seu tio
ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo que ele está curado...
Querido filho, estas rosas que você irá levar será o sinal para o Bispo.
Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e cumprirá. Você
é meu embaixador e merece minha confiança... Quanto chegar diante do bispo,
desdobre o seu manto e mostre-lhe o que carrega, porém só na presença do bispo.
Diga tudo que viu e ouviu e nada omitindo..."
João Diogo obedece e, ao despejar as flores diante do bispo, aparece uma
linda pintura de Nossa Senhora tal como ela se mostrara na colina perto da cidade. O bispo acompanhou até o local designado por Nossa Senhora e depois foi
ver o tio dele, já curado. Este, ouviu descrever a Senhora, assentiu sorrindo: "Eu também a vi. Ela veio esta casa e falou-me. Disse-me também que desejava a construção de uma Igreja na colina de Tepyac. Disse que sua imagem seria chamada de "Santa Maria de Guadalupe", embora não tenha explicado porquê".
A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar
piedosamente a santa imagem na capela do paço Episcopal. Mais tarde, após várias
construções e ampliações, chegou-se ao magnífico templo atual. De toda parte não
só no México acorrem os homens a Senhora de Guadalupe. Muito se
discutiu o significado da palavra "Guadalupe".
No dia 25 de janeiro de 1787, um grupo de peritos integrados pelos melhores pintores mexicanos, todos eles a mesmo tempo professores de arte, realizaram um exame, promovido pelo Dr. José Ignácio Bartolache.
Quando lhes perguntaram se supostas as regras de faculdade, e
prescindindo de toda paixão ou empenho, consideram por miraculosamente pintada essa santa imagem
, eles responderam que sim. Tentaram fazer uma cópia da imagem, sendo que as cópias duraram pouco tempo, devido o ambiente salitroso e úmido. Tais peritos alegam, assim como os atuais, que o tecido da imagem duraria no máximo 20 anos, sendo que a imagem de Guadalupe tem quase 500 anos.
Após uma série de atentados (inclusive à bomba), a imagem de Nossa Senhora de
Guadalupe continua intacta até os dias atuais. Segundo registrou o Jornal "O
Globo", do Rio de Janeiro de 3 de janeiro de 1975, "Após oito anos de intensas
pesquisas, uma comissão de oculistas, químicos, optometristas e desenhistas
mexicanos confirmou que os olhos da imagem de Guadalupe refletem a fisionomia de
Juan Diego, o índio a quem a Senhora apareceu quatro vezes.

Fora descoberto em 1980, por José Aste Tonsmann, engenheiro membro do Centro de estudos Guadalupanos do México que na íris da imagem de Guadalupe consta 13 pessoas presentes, e que aí está impressa uma espécie de instantâneo do que
aconteceu no momento em que se realizou o milagre. Após uma série de estudos, verificou-se que a tinta da imagem é de uma substância que não existe na tabela periódica. Uma substância que não provém nem de vegetais, nem de animais e nem de minerais.
Nossa Senhora de Guadalupe é, aos olhos da fé, um dos sinais claros da verdade do Evangelho tão atacada nos dias atuais por órgãos de imprensa e
governamentais ateus e agnósticos. Um sinal verdadeiro de que a ciência não
encontrou resposta para todos os fenômenos e possivelmente não encontrará. A
ciência e a fé não andam de lados opostos como propunham os iluministas
anticlericais, mas ambas devem andar juntas em busca da verdade. Deus usa dos
humildes e pequenos para confundir os fortes e sábios. Peçamos a Virgem e Juan
Diego que interceda por nós a Cristo Nosso Senhor para livrar o mundo do
Ateísmo, do Ceticismo, do Agnosticismo e das falsas doutrinas que como
profetizara o Príncipe dos Apóstolos: "Muitos os seguirão nas suas desordens e
serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado"(II São Pedro
2,2).
Fonte: Um Santo para cada dia - Paulus - Mario Sgarbossa, Luigi
Giovannini - 6ª Edição - 2005 /O Milagre da Virgem de Guadalupe - Enrique M.
Loaiza - Ed. Artpress - 2005 - São Paulo)

III Domingo do Advento: "Eu sou, diz João Batista, a voz que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor". (Ev.)


São João Batista é, como o profeta Isaías e a Santíssima Virgem, uma das três grandes figuras que enchem a liturgia do advento. Ao mesmo tempo profeta do Messias (o último dos profetas) e testemunha de Cristo (foi o primeiro a pregar as multidões a sua vinda).
São João Batista suscitado por Deus para preparar os caminhos do Senhor continua como outrora a cumprir sua missão junto de nós. A Santa Igreja compraz-se em repetir-nos o testemunho do Precursor, as suas exortações a penitência, e aponta-no-lo como exemplo de profunda humildade. Como os homens o tomassem por Cristo, humilhou-se até o ponto de declarar indigno de desatar os
cordões de seus sapatos. As suas exortações conservam ainda hoje toda a importância. O Salvador, que para nós já veio, está para vir ainda para muitas das almas que continuam a ignorá-lo. Nós mesmo devemos recebê-lo cada vez mais
em nossas almas. Na festa do Natal realiza-se a nossa filiação divina. Além disso, devemos preparar-nos para a última vinda do Senhor, em que Ele virá julgar-nos sobre a maneira como recebemos nesse mundo. A Igreja prepara-nos assim para a festa do Natal e também para essa última vinda do Salvador. A grande alegria dos cristãos à qual nos convida a Igreja, é a de sentirmos que o dia do Senhor se aproxima, dia em que virá cheio de glória para nos introduzir consigo na Jerusalém Celeste. Façamos votos para que o Natal nos prepare para esse grande dia que o Apóstolo diz está próximo e para que ele se realize depressa. Todas essas aspirações do Advento, estes "Vinde", são como um eco dos profetas e daquele "Veni" com que João termina o livro do Apocalipse: "Vinde Senhor Jesus!" é a última frase do Novo Testamento. Como sinal de alegria, tocam-se os órgãos à missa solene e o sacerdote pode usar paramentos de cor rosa, os quais simbolizam a alegria da Jerusalém Celeste e um alívio as penitências do Advento roxo. Alega-te ó Jerusalém, com Grande Alegria, porque há
ti virá o Salvador, Aleluia. "Per adventum tuum libera nos Domine", cantamos nós na ladainha de todos os Santos.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo segundo São João
:
Naquele Tempo:
Os judeus enviaram de
Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar a João: Quem és tu?
Ele fez
esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
Pois, então,
quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o
profeta? Ele respondeu: Não.
Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem
és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti
mesmo?
Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho
do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
Alguns dos emissários eram
fariseus.
Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o
Cristo, nem Elias, nem o profeta?
João respondeu: Eu batizo com água, mas no
meio de vós está quem vós não conheceis.
Esse é quem vem depois de mim; e eu
não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
Este diálogo se passou em
Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal.
Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

08 DE DEZEMBRO, SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM (FESTA DE PRECEITO)


"Tota pulcra és! Toda sois formosa, Ó Maria, e em vós não há mácula original". Essa
exclamação que a Santa Igreja coloca nos nossos lábios é bem o grito da
humanidade inteira, que traz consigo, gravadas na sua carne, as conseqüências
funestas do pecado diante da pureza imaculada de Maria a Mãe do Verbo de Deus.
Maria traz consigo todas as graças de santidade e fez assim da sua alma, que
ilibou do pecado, digna da morada do filho de Deus.
Esta redenção total que assim preservou a Virgem, desde a Conceição, da
mancha das conseqüências do pecado de Adão, não deve separar-se da nossa própria
redenção. A festa da Imaculada anuncia, no coração do Advento, os esplendores da
Encarnação Redentora. A festa que hoje celebramos e que foi instituída por Pio
IX, trata-se da confirmação do dogma, que conheceu vários precedentes. Já no
século VIII se celebrava no Oriente a festa da Imaculada Conceição, que vamos
encontrar no século IX na Irlanda e no século XI na Inglaterra.


Estas festas são o testemunho do culto tradicional da pureza tão desprezada
e ridicularizada na sociedade mundana pós-revolução sexual dos anos 60. Tal
devoção deve ser mais que propagada nos dias atuais, em que o pecado e a
destruição de valores têm sido motivos de elogios e louvores dos homens
"modernos".

"Ave Maria plena de graça o Senhor é contigo" (Lc 1,28) Um ser do mundo
celestial saúda a plena de graça, que não reserva espaço algum para o pecado.
Como um copo pleno, até a borda, que não tem como mais ser preenchido, já que
está pleno. "Como se fará isso, pois não conheço homem?" (Lc 1,34) A sua
pergunta a princípio não parece ter sentido. Como uma virgem desposada com um
homem pergunta ao anjo como se fará a concepção de seu filho. Para uma virgem
que não tem interesse pelas coisas do mundo, ela demonstra nessa pergunta que
não tem interesse de perder sua virgindade, pois se o tivesse não faria tal
pergunta.



Evangelho da Festa:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:Naquele tempo:
No sexto mês, o anjo Gabriel foi
enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
a uma virgem
desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem
era Maria.
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é
contigo
Tota
Pulcra es, Maria, et mácula originalis non est in te.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

06 de Dezembro - São Nicolau


Conhecido como Mikulas; Nicolas; Niklas; Klaus; Santa Claus; Nicholas
of Bari; Nicolaas

Patrono da cidade de Alicante, da Rússia e da Grécia.
Foi bispo de Mira (Turquia ) viajou a Terra Santa e ao Egito onde converteu
vários ao cristianismo. Faleceu em 325. É conhecido como São Nicolau de Bari e
suas relíquias foram levadas em 1087 para esta cidade italiana. A partir de
então seu culto se estendeu a todo o ocidente. Diz a tradição que em Mira ele
tinha grande afeto para com os meninos pobres e era o protetor dos meninos que o
re-batizaram de Papai Noel. A tradição da figura de Papai Noel se estendeu por
toda a França e todos os países nórdicos e particularmente no continente
americano onde levou o nome de Santa Claus ou Santa Klaus .
A representação cultural de São Nicolau é baseado nos
países baixos e no costume de dar as crianças um presente no dia do seu
padroeiro e os Protestantes de New Amsterdã (agora Nova York) juntaram o
folclore mágico a festa do Natal.
É de se notar que a figura de Santa Claus ou Papai Noel
é baseado numa figura não cristã, no deus Thor, que associava o inverno a
carruagem puxada pelas renas chamadas de Cracker e Gnasher.
Por toda a Europa, na idade media, a festa de São
Nicolau era a ocasião de se eleger um "Bispo menino" que reinava até a "Festa
dos Inocentes" em 28 de dezembro. Até hoje este costume existe em Montserrat, na
Catalunha , Espanha.
São Nicolau, na arte litúrgica da Igreja, as vezes é
mostrado como um jovem jogando três bolas de ouro na direção de três crianças
pobres e as vezes retirando três crianças de um navio naufragando. É padroeiro
dos marinheiros e dos navegantes.
Muito venerado em Mari, Monserrat e na Rússia e é
padroeiro dos fazedores de perfumes, isto porque do seu templo em Bari, de
quando em vez, exala inexplicavelmente, odores de Mirra.
Sua festa é celebrada no dia 6 de Dezembro.

domingo, 5 de dezembro de 2010

II Domingo do Advento: "João enviou dois de seus discípulos a dizer-lhe: És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro" (Ev.)


A liturgia está repleta de pensamentos do profeta Isaías, o profeta por excelência da vinda do Senhor. São Paulo na Epístola, e Nosso Senhor no Evangelho, fazem ver que os oráculos do grande profeta encontram plena realização com a vinda do Messias. Não se limita apenas a este Domingo a importância dada ao profeta Isaías pela liturgia do Advento. Não há dia em que, nas Matinas, não se leia algum passo de suas profecias; são todas dele as lições do sábado das quatro têmporas; e no Natal a liturgia serve-se ainda das suas palavras para cantar o Emanuel nascido da Virgem, a alegria da Nova Jerusalém que agora abrange todo o mundo e as divinas grandezas do Príncipe da paz.
Em Roma a estação era a basílica de Santa Cruz em Jerusalém, onde se conserva grande parte da verdadeira Cruz trazida de Jerusalém.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo:
Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:
Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?
Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:
os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres...
Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!
Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?
Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.
Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.
É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

domingo, 28 de novembro de 2010

I Domingo do Advento: "Vede a figueira e todas as árvores: quando começam a desabrochar, conheceis que está perto o verão". (Ev.)




Durante todo o tempo do advento a Igreja não perde de vista o duplo aparecimento do Senhor: Seu nascimento em Belém, cujo esplendor sempre atual se deve estender até o fim dos tempos, e seu regresso no dia do Juízo final para "condenar às chamas os pecadores e convidar os justos à bem-aventurança" (Hino de matinas). A missa do dia de hoje fala-nos destas duas vindas de Jesus: de misericórdia (1ª vinda) e da justiça (2ª vinda). Alguns passos referem-se indiferentemente a ambas (Intróito, Oração, Gradual, Alleluia), outros fazem apenas alusão ao nascimento do Salvador na humildade do presépio (comunhão, Post-comunhão), e outras finalmente falam de sua vinda como rei em todo o esplendor de seu poder e majestade (Epístola e Evangelho). Os acolhimentos que fizemos a Jesus, agora que ele nos vem salvar, ditará o que ele nos há de fazer quando ele nos vier julgar. Preparemo-nos, portanto, para a festa do Natal por meio de santas expiações e pela emenda de nossas vidas, para estarmos preparados para o julgamento final do qual dependerá, por toda eternidade, o nosso destino. Tenhamos confiança, pois "nenhum dos que esperam em Cristo será confundido" (Intróito, Gradual, Ofertório).



Era na basílica de Santa Maria Maior que todo o povo romano estacionava no primeiro domingo do Advento, para assistir a missa solene celebrada pelo Papa. Escolhia-se essa Igreja por ter sido Maria quem nos deu Jesus e por se conservarem aí as relíquias do presépio no qual a Santíssima Virgem colocou seu divino filho.




Evangelho de Domingo:




Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: Disse Jesus a seus díscípulos: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.
Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas.
Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade.
Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.
Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores.
Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão.
Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus.
Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra.
Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 de Novembro - São João da Cruz, Doutor e Confessor

[sao%20joao%20da%20cruz.jpg]Ele nasceu com o nome de João de Ypes de Alvares em Fontiveros, Castilha, Espanha. Foi criado por sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino. Ele estudou no Colégio Jesuíta em Medina, e já era aprendiz com a idade de 15 anos no hospital de Nossa Senhora da Conceição. Em 1563 ele entrou para o Monastério dos Carmelitas em Medina do Campo e tomou o nome de João de São Mathias, e após o noviciado foi enviado para o monastério Carmelita perto da Universidade de Salamanca. Ele estudou ali de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567.João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e ele considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘Ávila. Ela logo depois lançava a famosa reforma na Ordem das Carmelitas. João imediatamente conseguiu permissão para aderir ao rígido ascetismo da regra original da ordem e imediatamente se juntou a Santa Teresa em sua causa. Os dois se tornaram bons amigos e eles em pouco tempo estabeleceram o primeiro monastério dos Descalços em Duruelo, adotando ao mesmo tempo o nome de João da Cruz. O resto de sua vida foi devotado a promoção, reformas e escritos. De 1571 ele foi o reitor do monastério em Alcala ,de 1572 a 1577 foi o confessor do convento da Incarnação em Ávila e conseguiu em 1579 a separação das Carmelitas em Carmelitas Calçadas Descalças, duas comunidades separadas, sendo a Segunda com regras bem mais duras. De 1579 a 1582 ele foi o Reitor do Colégio que ele fundou em Baeza e depois Reitor em Granada e Prior em Segovia.
Através dos anos João sofreu grandes provações. Sofreu vários julgamentos e severas oposição às suas reformas mesmo dentro da Ordem, especialmente daqueles frades que recusavam a validade dos Carmelitas Descalços e tramavam intrigas e esquemas contra Santa Tereza d’Ávila e São João da Cruz. Em 1577, por exemplo, ele ficou preso em uma cela no Monastério de Toledo, escapando após nove meses com um corda feita de pedaços de pano e subiu para a liberdade no dia da Festa da Ascensão. Ele se refugiou no Monastério de El Calvário em Andaluzia.
Ele viveu em constante ameaça da Inquisição Espanhola e foi muito maltratado por Nicola Doria eleito superior da Ordem dos Carmelitas Descalços em 1583. A política de Doria era tão cruel que João se opôs a ele no Conselho Geral em 1591. Isto levou a Doria a retirar dele todos os postos e bani-lo para o Monastério de La Peneula, em Andaluzia. João morreu em 14 de dezembro de 1591 no Monastério de Ubeba. Ele fundou a Ordem dos Hospitaleiros de São João da Cruz destinada a atender os pobres e doentes.
Conhecido como Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas em tratados, em forma de poemas com comentários teológicos. Estes renomados poemas incluem o "Cântico Espiritual ", "Ascensão ao Monte Carmel", "Chama de Amor" e "Noite Sombria da Alma". Através destes trabalhos João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus. Ele permanece um dos mais expressivos e profundos teólogos místicos da historia da Igreja. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 pelo Papa Benedito XIII e declarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI.
(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_cruz.htm)