domingo, 31 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010 E AGORA BRASIL?


Farsantes Olavo de Carvalho | 29 Outubro 2010 Artigos - Eleições 2010
Que parem de usurpar a autoridade de Nosso Senhor para fazer o que Ele condena e abomina. Que parem de ludibriar o povo brasileiro, vendendo-lhe como católica, seguindo o exemplo dos heresiarcas de todos os tempos, uma política que é anticatólica no mais alto grau.
Em discurso pronunciado ontem, quinta-feira, o Papa Bento XVI declarou que é estrita obrigação dos bispos combater abertamente quaisquer projetos políticos que promovam a descriminalização do aborto (v.http://www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente/conteudo.phtml? tl=1&id=1062052&tit=Bento-XVI-defende-acao-politica-da-Igreja-contra-o-aborto).
O pronunciamento, voltado diretamente aos bispos do Nordeste, reconhecida base eleitoral de Dilma Rousseff, deixa claro quais são os verdadeiros bispos, cumpridores de suas obrigações, e quais são os falsificadores, os traidores, os vendidos.
O PT teve o cinismo de mandar prender os distribuidores de um panfleto anti-abortista da Regional Sul I da CNBB, sob a alegação de que era "falso". Pois bem, não só a Regional Sul I provou a autenticidade do documento, como agora o Papa Bento XVI confirma que seu conteúdo reflete estritamente a doutrina da Igreja, a obrigação dos bispos, o dever dos fiéis.
Os signatários da abjeta "Nota Pró-Dilma" que vem circulando pela internet (v.http://papeleletronico.wordpress.com/2010/10/15/bispos-e-
religiosos-divulgam-nota-pro-dilma-e-contra-difamacoes/) não falam em nome da Igreja. nem têm a mais mínima autoridade para fazê-lo. Não merecem obediência, nem respeito, nem tolerância. Se querem promover abortismo e comunismo, que se dispam de suas vestes eclesiais e passem a falar como cidadãos comuns, sem fingir uma autoridade que não têm. Ter opiniões, por estúpidas e desprezíveis que sejam, é direito do cidadão. Vendê-las em nome de quem não as aprova é fraude, e a fraude se torna blasfema e herética quando praticada contra a Igreja por aqueles que se dizem seus porta-vozes e representantes. Que se calem imediatamente e, se têm um pingo de vergonha na cara, que confessem em público o pecado que em público foi cometido. Que parem de usurpar a autoridade de Nosso Senhor para fazer o que Ele condena e abomina. Que parem de ludibriar o povo brasileiro, vendendo-lhe como católica, seguindo o exemplo dos heresiarcas de todos os tempos, uma política que é anticatólica no mais alto grau.
Desgraçados, patifes, farsantes, os autores e signatários da "Nota" não se contentam com encenar, diante dos olhos de toda a Igreja, uma farsa blasfema. Partem para a mentira factual, substantiva, negando como invencionice difamatória o abortismo militante de Dilma Rousseff, cuja veracidade sólida qualquer um pode comprovar com seus próprios olhos e ouvidos, da boca mesma da candidata: http://www.youtube.com/watch?v=PWquWQwyAtI.
Com igual ou maior descaramento, protestam contra o "uso político" de motivos religiosos, ao mesmo tempo que se confessam adeptos da Teologia da Libertação, a qual não é outra coisa senão a transformação total, radical e sistemática da Igreja em órgão de militância política - e de militância, aliás, em favor dos regimes mais anticristãos do universo.
Até quando teremos paciência com gente tão desprovida de credibilidade que, para se fazer acreditar por instantes, tem de roubar a identidade e a voz da instituição que odeiam, e, junto com ela, a do próprio Deus ao qual voltaram as costas?
Até quando, por um excesso mórbido de respeito humano, aceitaremos fazer de conta que esses sujeitos são homens da Igreja?

SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO


Para a grande maioria dos católicos a festa de Cristo Rei se dá no último domingo do tempo comum. Na liturgia tradicional esta festa se dá hoje no último domingo de Outubro. É uma oportunidade de conhecer as origens da fé a qual pertecemos.


Pio XI quis ao instituir a festa de Cristo Rei, proclamar solenemente perante aos homens o reinado social de Cristo. Rei das almas e das consciências, rei das inteligências e das vontades, Jesus Cristo é o rei também das famílias, da cidade, do povo, da nação e do mundo todo. Como Pio XI demonstrou bem na encíclica "Pax Christi in regno Christi", o laicismo, tão presente atualmente, é a negação radical a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Organizando a vida social como se Deus não existisse, gera no espírito das massas a apostasia e conduz a sociedade a ruina. Para combater esta terrível heresia julgou o Papa que a liturgia seria o meio mais eficaz porque iria propor durante todos os homens nos seus espíritos vazios a proclamação solene de que que Cristo é o Rei de nossas vidas. A missa e o ofício desta festa são, com efeito, a proclamação solene da realeza universal de Cristo sobre os homens e sobre o mundo. Fixada no último domingo de Outubro a festa de Cristo Rei se torna quase na vigília de Todos os Santos, esta festa portanto se torna na coroação de todos os eleitos do Reino de Deus. A grande realidade do cristianismo é precisamente Cristo ressuscitado reinando gloriosamente no meio dos eleitos, que são a aquisição do seu sangue.


Evangelho da Festa:


Seq. S. Evangelii sec. Joannem. In illo tempore: dixit Pilatus: Tu es rex Judæorum?
et respondit Jesus: a temet ipso hoc dicis an alii tibi dixerunt de me
respondit Pilatus numquid ego Judæus sum gens tua et pontifices tradiderunt te mihi quid fecisti
respondit Jesus regnum meum non est de mundo hoc si ex hoc mundo esset regnum meum ministri mei decertarent ut non traderer Judæis nunc autem meum regnum non est hinc
dixit itaque ei Pilatus ergo rex es tu respondit Jesus tu dicis quia rex sum ego ego in hoc natus sum et ad hoc veni in mundum ut testimonium perhibeam veritati omnis qui est ex veritate audit meam vocem




   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João:
Naquele Tempo disse Pilatos a Jesus:
És tu o rei dos judeus?
Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

sábado, 30 de outubro de 2010

Bento XVI e o silêncio dos bispos Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr. | 28 Outubro 2010

Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
Faltando três dias para a votação do segundo turno, o acalorado debate eleitoral ganhou um interlocutor de peso: o Papa Bento XVI.
Num discurso pronunciado, nesta manhã de quinta-feira, para bispos do Nordeste - reconhecida base eleitoral do PT de Dilma Rousseff - Bento XVI condenou com clareza "os projetos políticos" que "contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto".
Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o "Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras", em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf.Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o "ato subversivo" de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo.
O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer "a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade".
O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem "o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas". E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência "de símbolos religiosos na vida pública".
Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem  passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo.
Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu "projeto político" está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.
Abaixo, na íntegra, o discurso do Papa (cf. Página do Vaticano)
Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
O blog, pede permisãopara divulgar esta verdade e que apoia o Papa e um futuro melhor para o Brasil)
Fonte( Mídia sem máscaras: http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11556-bento-xvi-e-o-silencio-dos-bispos.html de Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr. | 28 Outubro 2010)

domingo, 24 de outubro de 2010

23º Domingo depois de Pentecostes: "Ele tomou a jovem pela mão e ela se levantou". (Ev.)

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O tempo depois de pentecostes é a imagem da longa peregrinação que a Igreja vai descrevendo sobre a terra, e estes últimos domingos são, por assim dizer as etapas finais. E é por este motivo que se lê no breviário os profetas maiores e menores que nos falam no fim dos tempos. Jeremias, depois da deportação dos judeus para a Babilônia, corria para as muralhas em ruínas da cidade santa e gritava: "Vede, Senhor a solidão desta cidade outrora cheia de riquezas! Está sentada na desgraça e no luto a rainha dos povos. Tem chorado todas as noites e as suas faces estão cavadas pelas lágrimas". Mas pouco tempo depois clama, iluminado pela esperança do Redentor: "O Senhor resgatou e salvou seu povo. Eles hão-de voltar e abalar com cânticos a montanha de Sião". O profeta Ezequiel, que fora cativo para Babilônia, proclama os dias da libertação para todos os que quiserem andar nos caminhos da verdade: "Não quero a morte do ímpio, diz o Senhor, mas que ele se converta e viva. Deixai, deixai os caminhos errados". E contempla o grande templo do futuro onde se reunirá o povo para prestar a Deus um culto perfeito, quando estiver regressado as colinas eternas de Sião. Daniel, um dos cativos, declara a Nabucodonosor que a pedra que ele vira em sonhos derrubar a grade estátua de ouro, prata, ferro e barro, e tornar-se depois uma grande montanha, era a figura de Cristo cujo o reino ia de absorver todos os outros e substituir para sempre. Dos profetas menores a Igreja cita especialmente Oséias, que anuncia especialmente o término do reino de Israel e que há um povo que não era de Deus seria dito: "Vós sois os filhos do Deus vivo"; e que estão aos filhos de Judá e de Israel terá um só chefe. Palavras, diz santo Agostinho, que nos revelam claramente a vocação dos gentios e a união definitiva de todos os povos, no fim dos tempos, sob o estandarte comum da Redenção. O intróito da missa de hoje retirado do livro do Profeta Jeremias é um cântico de libertação. Que força não devemos sentir ao pensar no termo do nosso exílio que a Igreja nos assegura ao recordar-nos que os "pensamentos de Deus são pensamentos de paz".
O Aleluia e o Ofertório da missa de hoje são um grito de dor imensa, cheio de certezas consoladoras. A Epístola nos convida a renunciar aos prazeres da Terra para acertarmos os passos pelas veredas do Céu, onde temos os nossos direitos de cidadãos e donde esperamos o Salvador. Finalmente o Evangelho, o relato duplo de prodígio de cura e ressurreição, fala-nos também da infinita misericórdia de Deus que se há de revelar simultaneamente com a sua justiça no fim dos tempos, e de cuja grandeza e extensão, ainda que os milagres de Cristo nos dê uma idéia, só poderemos julgar a plena luz da revelação. E todos estamos compreendidos nesta grande obra de resgate que se opera continuamente. Peçamos a Deus com a Santa Igreja, que dê remate a obra que por sua infinita misericórdia começou em nós.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nossos Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus: Naquele Tempo:
Falava Jesus, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá.
Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos.
Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto.
Dizia consigo: Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada.
Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente.
Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes:
Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme. Eles, porém, zombavam dele.
Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se.
Esta notícia espalhou-se por toda a região.(Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960)

22º Domingo Após Pentecostes


Os Judeus submetidos ao império romano, deviam pagar anualmente
a César um tributo que lhes era tanto mais odioso quanto lhes feria diretamente
o espírito de domínio universal de que Israel acreditava ter recebido as promessas.
De maneira que, se Jesus respondesse à pergunta capciosa dos rabinos que deviam
pagar o tributo, indispunha o povo contra Ele; se respondesse que não, seria
condenado pela autoridade de Roma. Julga­vam-se portanto da posse dum meio que
lhes permitiria prender o Redentor.
Jesus, porém, com infinita sabedoria, sem procurar de
modo nenhum furtar-se ao astuto dilema, aproveitou a ocasião para nos dar uma
lição magnífica, dos nossos deveres cívicos e religiosos. De quem é esta imagem
e inscrição: Perguntou Ele aos Judeus. De César, responderam. Pois então, dai a
César que é de César e a Deus o que é de Deus. “A autoridade humana, que
governa com o poder que lhe vem de Deus, devem-se os tributos materiais” o
acatamento às suas leis justas. A Deus deve-se amor, serviço e adoração, tributados
de corpo e alma. Deve-se, de justiça, o culto litúrgico. Somos moeda cunhada
por Deus à sua imagem e semelhança. E Deus reclama essa moeda como
César a sua.
                                  O pároco celebra a Missa por intenção dos paroquianos.
Continuação do
Santo Evangelho segundo São Mateus: Naquele tempo
Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si
sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus
discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és
verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares
com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o
que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a
sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com
que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é
esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então
Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal
Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

21 de Outubro - São Pedro de Alcântara, Co-padroeiro do Brasil

Poucas pessoas o sabem, mas o primeiro padroeiro do Brasil foi São Pedro de Alcântara. Este grandioso santo, hoje está como co-padroeiro do Brasil. Juntamente com Nossa Senhora Aparecida é invocado para proteger e zelar pelo nosso país. Hoje terminando a oitava de Nossa Senhora Aparecida, temos a honra de festejar nosso patrono. Vejamos nessa postagem retirada de um site, como foi a vida deste nosso protetor:

Famoso por suas terríveis penitências, nasceu em 1499 na comunidade espanhola de Alcântara. Seu pai era governador da região e sua mãe era de muito boa família. Ambos se distinguiam por sua grande piedade e seu excelente comportamento. Estando estudando na universidade de Salamanca, o santo se entusiasmou pela vida dos franciscanos devido a que os considerava pessoas muito desprendidas do material e muito dedicadas à vida espiritual. Pediu ser admitido como franciscano e elegeu para viver ao convento onde estavam os religiosos mais observantes e estritos dessa comunidade. No noviciado o puseram de porteiro, hortelão, varredor e cozinheiro. Mas neste último ofício sofria freqüentes repreensões por ser bastante distraído. Chegou a mortificar-se tão asperamente no comer e o beber que perdeu o sentido do paladar e assim todos os mantimentos lhe pareciam iguais. Dormia sobre um duro couro no puro chão. Passava horas e horas de joelhos, e se o cansaço lhe chegava, apoiava a cabeça sobre um prego na parede e assim dormia alguns minutos, ajoelhado. Passava noites inteiras sem dormir nem um minuto, rezando e meditando. Por isso foi eleito protetor dos zeladores e guardas noturnos. Com o tempo foi diminuindo estas terríveis mortificações porque viu que lhe arruinavam sua saúde. Foi nomeado superior de vários conventos e sempre era um modelo para todos seus súditos quanto ao cumprimento exato dos regulamentos da comunidade. Mas o trabalho no qual mais êxitos obtinha era o da pregação. Deus lhe tinha dado a graça de comover os ouvintes, e muitas vezes bastava apenas sua presença para que muitos começassem a deixar sua vida cheia de vícios e começassem uma vida virtuosa. Preferia sempre os auditórios de gente pobre, porque lhe parecia que eram os que mais vontade tinham de converter-se. Pediu a seus superiores que o enviassem ao convento mais solitário que tivesse a comunidade. Mandaram-no ao convento de Marisco, em terrenos desabitados, e lá compôs um formoso livro a respeito da oração, que foi extremamente estimado pela Santa Teresa e São Francisco de Sales, e foi traduzido a muitos idiomas. Desejando São Pedro de Alcântara que os religiosos fossem mais mortificados e se dedicassem por mais tempo à oração e a meditação, fundou um novo ramo de franciscanos, chamados de "estrita observância". O Supremo Pontífice aprovou tal congregação e logo houve em muitos lugares, conventos dedicados a levar a santidade a seus religiosos por meio de uma vida de grande penitência. Os últimos anos de sua vida os dedicou a ajudar a Santa Teresa à fundação da comunidade de Irmãs Carmelitas que ela tinha baseado, obtendo muitos êxitos na extensão da comunidade carmelita.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO AO CATECISMO ROMANO: Orações básicas do Cristão

IntroduçãoPersignar-se Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos,
Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai , e do Filho e
do Espírito Santo . Amém.Per signun crucis , de inimicis nostris
libera-nos Deus noster. In nonime Patris
et Fílio et Spitiui Sancto . Amen.

Credo
Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador
do céu e da terra. E em Jesus Cristo,
um só seu Filho, nosso Senhor, o qual foi
concebido do Espírito Santo, nasceu de
Maria Virgem; padeceu sob o poder de
Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro
dia ressurgiu dos mortos; subiu aos
céus, está sentado à mão direita de Deus
Padre todopoderoso, donde há de vir a
julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito
Santo; na santa Igreja Católica; na
comunhão dos santos; na remissão dos
pecados; na ressurreição da carne; na
vida eterna. Amém.Credo in Deum, Patrem omnipoténtem,
Creatórem caeli et terrae. Et in Jesum Christum,
Filium eius únicum, Dóminùm
nostrum : qui concéptus est de Spíritu
Sancto, natus ex María Virgine, passus
sub Pontio Piláto, crucifíxus, mórtuus, et
sepúltus : descéndit ad ínferos; tértia die
resurréxit a mórtuis; ascéndit ad caelos;
sedet ad déxteram Dei Patris omnipoténtis:
: inde ventúrus est judicare vivos et
mórtuos. Credo in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecelésiam cathólicam, Sanctórum
communionem, remissiónem peccatórum
carnis resurrectiónem, vitam aetérnam.
Amen.

Padre nosso
Padre nosso, que estais nos céus, santificado
seja o vosso nome; venha a nós o
vosso reino; seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu; o pão nosso
de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos
as nossas dívidas, assim como nós perdoamos
aos nossos devedores; e não nos
deixeis cair em tentação;
R/. Mas livrai-nos do mal. Amém.Pater noster, qui es in caelis Sanctificétur
nomen tuum: Advéniat regnum tuum:
Fiat voluntas tua, sicut in caelo, et in terra.
Panem nostrum quotidiánum da nobis
hódie : Et dimítte nobis débita nostra,
sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris.
Et ne nos indúcas in tentatiónem.
R/. Sed líbera nos a malo. Amen



Ave, Maria
Ave, Maria, Cheia de graça, o Senhor é
convosco; bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre,
Jesus.
R/. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por
nós, pecadores, agora e na hora da nossa
morte. Amém.Ave, María, grátia plena: Dóminus tecum:
benedícta tu in muliéribus, et benedictus
fructus ventris tui Jesus.
R/. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis
peccatóribus, nunc et in hora mortis
nostrae. AmenSalve, Rainha
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida,
doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos, os degredados filhos de
Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas. Eia, pois
advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos
a nós volvei; e depois deste
desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto
do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó
doce sempre Virgem Maria.
V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus,
R/. Para que sejamos dignos das promessas
de Cristo.Salve, Regina, Mater misericordiae, vita,
dulcédo et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, éxsules fiIii Evae.
Ad te suspirámus geméntes et flentes in
hac lacrimárum valle.
Eia ergo, advocáta nostra, illos tuos
misericórdes óculos ad nos convérte.
Et Jesum benedíctum fructun Ventris tui,
nobis, post hoc exsílium, osténde.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo María!
V/. Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.
R/. Ut digni efficiámur promissiónibus
Christi.GlóriaV/. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito
Santo.
R/. Assim como era no princípio, agora e
sempre, por todos os séculos dos séculos.
Amém.

V/. Glória Patri, et Fílio, et Spíritui Sancto.
R/. Sicut erat in pricípio, et nunc, et semper,
et in saécula saeculórum. Amen.

Ato de Contrição
Meu Senhor Jesus Cristo,
Deus e homem verdadeiro,
Criador, Pai e Redentor meu,
Por ser vós quem sois e
porque vos amo sobre todas as coisas,
pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido,
proponho firmemente a emenda de minha vida
para nunca mais pecar,
apartar-me de todas ocasiões de ofender-vos,
confessar-me e cumprir a penitência que me foi imposta.
Vos ofereço, Senhor minha vida,
obras, e trabalhos em satisfação de todos os meus pecados
e assim como vos suplico,
assim confio em vossa bondade e misericórdia infinitas
que mos perdoareis pelos méritos de vosso preciosíssimo sangue,
paixão e morte e me dareis graça para emendar-me e perseverar
em vosso santo serviço até o fim de minha vida.
Amém.

domingo, 17 de outubro de 2010

21º Domingo Depois de Pentecostes



Continua-se a ler no ofício divino as histórias de Macabeus que se bateram pela pátria e tradições de povo eleito. A vida cristã é também um combate contínuo que se vai desenrolando através dos tempos e em que estão igualmente em jogo a glória de Deus e a salvação do povo. E nesta luta, que quase todo o povo cristão deve travar, fica bem desinteressado o ardor do cavaleiro e sem mancha que se bate até cair sem sangue, gritando, num último arranco, o nome de seu Rei e Senhor. Lembremo-nos que nós como eles combatemos pela fé de nossos pais, pelo patrimônio sagrado de filhos de Deus, que devemos colocar acima de todos os títulos e grandezas da Terra. Todos estes imenso tesouros espirituais, que guardamos em vasos de barro, são ameaçados constantemente pelas forças do mal em rebelião perpétua contra Deus. A luta não se trava contra os homens, diz São Paulo, mas com os espíritos das trevas, cuja ação é grandemente poderosa e deletéria. E o Apóstolo convida-nos que nos armemos como as aramas de Deus: Com a fé, com a verdade, com a justiça com o evangelho da paz e da caridade. O Intróito é um hino de confiança na vitória: "Todas as coisas dependem da vossa vontade, Senhor, e nada há que lhe possa resistir".


O gradual e a comunhão exprimem os mesmos sentimentos de esperança invencível. Sentimos realmente dentro de nós uma força nova, ao erguermos a nossa voz débil a um Deus Onipotente, que se compraz em ajudar os que o invocam. A Igreja, que sabe os rudes combates que temos de sustentar, coloca-nos assim nos lábios orações magníficas para nos infundir coragem e nos dobrar a misericórdia divina. Não obstante, porém, o auxílio do Céus, a nossa fraqueza e inconstância não nos permite agüentar por muito o peso da peleja sem deixar terreno ao inimigo. É nestes momentos culminantes que devemos recorrer mais do que nunca a misericórdia de Deus. O Evangelho nos diz que ela é infinita e que nunca nos poderá faltar, se nunca a negarmos àqueles que no-la pedem também.


Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus: Naquele tempo:
Disse Jesus a seus discípulos: Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!
Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!
O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!
Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida.
Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.
Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.
Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?
E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.
Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.
(Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.)

sábado, 16 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO AO CATECISMO ROMANO: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso...

Estas palavras querem dizer: creio com toda a certeza, e sem nenhuma hesitação confesso a Deus Pai, a primeira pessoa da Santíssima Trindade, que pela virtude de sua onipotência criou do nada o próprio céu, a terra e tudo que se contém em suas dimensões; que sustenta e governa todas as coisas criadas. Não só de coração creio, e de boca o confesso, mas com o maior afeto filial piedade a ele me entrego, por ser o bem sumo e perfeito.

 Neste lugar a palavra "creio", não tem a significação de "pensar", "julgar" ou "dar opinião". Conforme a doutrina da sagrada escritura, significa uma adesão absolutamente certa. Pela qual a inteligência aceita, com firmeza e constância, os mistérios que Deus lhe manifesta.



A concluirmos pelo que foi dito, quem recebeu o celestial conhecimento da fé, já não sente o desejo de investigar só por curiosidade. Quando nos deu o preceito de crer, Deus não nos incumbiu de sondar os juízos divinos, nem de lhes aferir as causas e razões. Prescreveu-nos, ao contrário, uma fé inalterável, cuja ação faz a alma repousar no conhecimento da verdade.


(Fonte: Catecismo da Igreja Católica).

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

15 de Outubro - Santa Teresa Dávila

Ela nasceu no dia 28 de março de 1515 e foi batizada
Tereza de Cepeda Y Ahumada ,em Avila, Castilha, Espanha. Ela era filha de Alonso
Sanchez de Cepeda e Beatrice Davila y Ahumada. Tereza foi educada pelas irmãs
Agostinianas até 1532 quando ela voltou para casa por causa de sua saúde. Quatro
anos mais tarde ela entrou para o Convento das Carmelitas Descalças, em Ávila,
um estabelecimento que era negligente com relação pobreza e a clausura. Ela
voltou de novo para casa em 1536 por dois anos devido a sua saúde. De 1555 a
1556 ela teve visões e ouviu vozes. No não seguinte São Pedro de Alcântara
passou a ser o seu diretor espiritual e ajudou-a sobremaneira em seu apostolado
religioso. Desejosa de ser uma freira que obedecesse rigidamente as regra das
Carmelitas, Santa Tereza fundou em 1567 o convento de São José em Ávila onde ela
foi seguida por outras irmãs que desejavam uma vida mais rígida. Em 1568 ela
recebeu permissão do Pior Geral da Ordem das Carmelitas para continuar no seu
trabalho e ela fundou 16 outros conventos ,recebendo o apelido e "a freira
ambulante " devido as suas freqüentes viagens. Tereza se encontrou com São João
da Cruz outro Carmelita buscando a reforma, em Medino del Campo, local do seu
segundo convento. Ela fundou ainda um monastério para homens em Duruelo em 1568
, mas passou a responsabilidade dirigir e reformar ou fundar outros novos
monastérios para São João da Cruz.
A oposição se desenvolveu entre as
Carmelitas (calçadas)e membros da Ordem original e o Consilho de Piacenza em
1575 restringiu muito as suas atividades. A rixa continuou até que o Papa
Gregório XIII (1572-1585) a pedido do Rei Felipe II, da Espanha, reconheceu as
Reformadas Carmelitas Descalças como uma província separada da Ordem das
Carmelitas originais. Nesta altura a maturidade espiritual de Santa Tereza era
evidente e os seu livros e cartas foram sendo conhecidos e passaram a se tornar
clássicos da literatura espiritual e logo incluíram sua autobiografia chamada "O
caminho da Perfeição" e o seu livro "Castelo Interior" como clássicos da
teologia espiritual. Santa Tereza foi reverenciada como uma grande mística,
tendo notável senso de humor e bom senso, combinando uma deslumbrante atividade,
com uma mística contemplação. Ela morreu no dia 4 de outubro de 1582 (14 de
outubro pelo calendário Gregoriano que entrou em efeito no dia seguinte a sua
morte, e avançou o calendário por 10 dias).Ela foi canonizada em 1622 pelo Papa
Gregório XV e foi declarada Doutora da Igreja em 1970 pelo Papa Paulo
VI.

A sua festa é celebrada no dia 15
de outubro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Deus Pai Fala à Seus filhos: Revelações à Santa Catarina de Sena - íntrodução


Introdução
Santa Catarina, por sua vida exemplar e pelo conhecimento adquirido de Deus e da Sua "visão" para com o mundo e a humanidade, constituiu-se em sua época em formidável instrumento da Providência Divina, para iluminar o mundo e a Igreja, tendo nesta desfrutado de enorme autoridade.
Teve um intensa vida mística iniciada aos 6 anos de idade quando desfrutou de uma extraordinária visão de Jesus.
Em 1370, aos 23 anos, passou por sua experiência mística mais importante, quando chegou a parecer morta por várias horas em um êxtase profundo no que foi acompanhada por diversas pessoas inclusive vários padres. Neste, conta o seu primeiro biografo e diretor espiritual, Frei Raimundo da Cápua, que ela posteriormente lhe teria revelado que sua alma havia sido retirada do seu corpo e levada à conhecer os mistérios divinos, e como se mostrasse contrariada em retornar ao corpo, o Senhor lhe disse: "Vês de quanta glória estão privados e com que tormentos sãs punidos aqueles que Me ofendem? Retoma, pois, a vida e faze-os compreender seu erro e perigo da condenação. A salvação dos homens exige que retornes à vida. Mas não viverás mais, como até agora. O pequeno quarto não será mais tua costumeira moradia; pelo contrário, para a salvação das almas deverás sair de tua cidade. Estarei sempre contigo na ida e na volta. Levarás o louvor do Meu nome e a Minha mensagem a pequenos e grandes, a leigos, clérigos e religiosos. Colocarei em tua boca uma sabedoria à qual ninguém poderá resistir. Conduzir-te-ei diante de Papas, Bispos e Governantes do povo cristão, a fim de que por meio dos fracos, como é do Meu feitio, Eu, humilhe a soberba dos fortes."
Após este fato, conhecido como sua morte mística, Santa Catarina projetou-se numa intensa e importantíssima ação doutrinária e pacificadora na Igreja, conforme a profecia do Senhor.
Ela foi canonizada em 1461 e declarada Doutora da Igreja em 1970, pelo Papa Paulo VI.
Para avaliar a importância de seus escritos consta que em 1950 publicou-se uma lista de livros e estudos a seu respeito e já eram 1044.
A reflexão sobre estes extraordinários ensinamentos nos possibilitam compreender nitidamente o porque de nossa peregrinação terrena e assim constituir-se em forte ponto de apoio ao difícil processo de mudança interior na direção de Deus, que chamamos conversão

terça-feira, 12 de outubro de 2010

12 DE OUTUBRO- SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL


Ela foi encontrada sem cabeça.
Ficou em cacos depois de um atentado. E teve até uma réplica chutada por um
bispo evangélico durante transmissão ao vivo pela televisão. Mas nenhum desses
fatos conseguiu tirar da Nossa Senhora da Conceição Aparecida o título de
preferida dos brasileiros. Em uma pesquisa do Datafolha divulgada em maio de 2007, a santa foi citada
espontaneamente por 18% dos entrevistados, perdendo apenas para São Francisco
de Assis. O que explica tamanha predileção? Para os menos religiosos, apenas
mais um dia de descanso, já que 12 de outubro, dia oficial da santa, padroeira
do Brasil, é feriado nacional. Para os católicos, a predileção pela santa está
nos milagres que ela opera desde a primeira aparição, quase três séculos atrás,
quando abarrotou de peixes as redes e a canoa de uma família de pescadores
pobres, apagou e acendeu velas misteriosamente e libertou escravos. Hoje, a
padroeira do país mais católico do mundo atrai ao longo de um ano mais de 7
milhões de romeiros e devotos à cidade de Aparecida do Norte, no Vale do
Paraíba, onde encontra-se seu santuário. Mas como a santa ficou tão famosa e
como ela virou padroeira do Brasil?
História
No dia 16 de outubro de 1717, pescadores da vila de
Guaratinguetá, na antiga Capitania de São Vicente, colocaram suas canoas no
velho rio Paraíba com a finalidade de garantir o prato principal do banquete
que seria servido no dia seguinte ao novo governador, o conde de Assumar.
Depois de passarem o dia puxando para os barcos redes vazias, os pescadores foram
desistindo um a um, restando apenas uma canoa com Domingos Alves Garcia, seu
filho, João Alves, e seu cunhado, Felipe Cardoso. Os três resolveram tentar
mais um pouco e, numa das redes recolheram uma pequena imagem sem cabeça.
Jogaram a rede novamente, e trouxeram o que restava da estatueta. Os pescadores
embrulharam as duas peças cuidadosamente e decidiram jogar uma última rede.
Desta vez, recolheram muitos peixes. E continuaram a pescaria até o barco quase
afundar. Os três pescadores voltaram para suas casas com a imagem e os bolsos
cheios pela venda dos peixes.



A estátua da Nossa Senhora “Aparecida” foi colada com cera e colocada num altar
de família, em agradecimento ao milagre dos peixes. Durante os 28 anos
seguintes, a imagem da santa peregrinou por várias casas da família. Virou
referência para outros moradores da Vila, que acorriam à casa do pescador e de
seus familiares sempre que queriam pedir algo para a santa ou pagar uma
promessa. Em 1745, a
imagem foi levada ao altar de uma igreja construída no alto do Morro dos
Coqueiros, conhecida hoje como Basílica Velha. Ali ela atraiu milhares de fiéis
de todo o país, incluindo a princesa Isabel, que em 1888, durante sua segunda
visita à basílica, deixou como ex-voto a coroa de ouro cravejada de diamantes e
rubis que cobre a cabeça da santa até hoje.



A fama de milagreira de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tirou de São Pedro
de Alcântara o título de padroeiro do Brasil. O santo havia sido escolhido pelo
então imperador D. Pedro I, que tinha o nome do santo, devoção por ele e que
afirmava não poder reger os negócios da coroa sem a ajuda celeste. A pedido do
imperador, o santo foi confirmado no posto pelo papa Leão XII. Mas como o santo
era praticamente desconhecido, Aparecida ganhava notoriedade e a República
precisava de um novo símbolo, o papa Pio XI, em 16 de julho de 1930, declarou-a
como padroeira do Brasil. Em 31 de maio do ano seguinte, o então presidente do
país Getúlio Vargas declarou oficialmente a imagem de barro da Conceição
Aparecida padroeira do Brasil.

O título de padroeira deu à santa mais fama ainda. Milhares de peregrinos,
fiéis, curiosos, religiosos de todo o país passaram a visitar a Basílica Velha,
que ficou pequena demais para abrigar os visitantes e os votos deixados pelos
pagadores de promessa. Foi construído então um novo templo, no Morro das Pitas,
batizado de Catedral-Basílica de Aparecida e consagrado pelo papa João Paulo
II, em visita ao local em 1980, mesmo ano em que o dia 12 de outubro foi
decretado feriado. Dois anos depois, a imagem da santa foi levada para lá em
definitivo. O Santuário Nacional de Aparecida, como é chamado o complexo, só
perde em tamanho para a Basílica de São Pedro, no Vaticano. O edifício
principal, em forma de cruz grega, tem 173 m de comprimento e 168m de largura. As
naves têm 40 m
e a cúpula, 70 m
de altura. Ali cabem 45 mil pessoas. O estacionamento do complexo tem 272 mil
m2 e abriga 4 mil ônibus e 6 mil carros.



Atualmente a Basílica Nova recebe cerca de 700 mil visitantes por mês. E,
segundo o Centro de Documentação e Memória do Santuário Nacional, em setembro
de 2007, bateu recorde de público, ultrapassando o marca de 1 milhão de
pessoas.


Os milagres

Nossa Senhora da Conceição
Aparecida, a Virgem Maria, é conhecida por seus supostos milagres. Conheça
abaixo alguns deles:


* Peixes – foi considerado o primeiro milagre a pesca farta que conseguiram os
pescadores que encontraram a imagem no velho Paraíba


* Velas – na casa de um dos pescadores, devotos rezavam para a santa, quando as
duas velas que a iluminavam se apagaram repentinamente. Quando levantaram-se
para acendê-las, elas acenderam-se sozinhas.


* Libertação do escravo – o escravo fugitivo Zacarias, preso por grossas
correntes, pede ao feitor que o capturara para rezar à Nossa Senhora. Ajoelhado
aos pés da Santa, as correntes soltam-se misteriosamente, libertando o escravo.


* Menino no rio – durante uma pescaria, um menino cai no rio e é arrastado pela
forte correnteza. O pai, desesperado, pede à Nossa Senhora Aparecida para
salvar o garoto. De repente, o corpo do menino pára de ser arrastado, e o pai
consegue retirá-lo da água.


* Homem sem fé – passando pela Basílica Velha, um cavaleiro começa a zombar da
fé dos romeiros e quer entrar a cavalo na igreja. Ao tentar entrar, a pata do
animal fica presa na escadaria da igreja e o homem, impressionado, acaba
entrando a pé, agora como devoto.

A padroeira


A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida pesa 2,765 kg e mede 39 cm com o pedestal de
prata. É feita de terracota, material que adquiriu uma cor castanho-dourada
depois de ficar anos no leito do rio. Como um dos primeiros milagres da Nossa
Senhora Aparecida foi a libertação de um escravo acorrentado, a cor da estátua
passou a ser interpretada como um vínculo simbólico da mistura racial brasileira.
Pela análise do material original e do estilo de modelagem, especialistas
acreditam que a estátua é seiscentista, oriunda de Santana do Parnaíba, na
Grande São Paulo, onde vivia o monge beneditino e escultor Frei Agostinho de
Jesus. A autoria, no entanto, não foi confirmada.


12 de Outubro


O dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida era comemorado em 8 de dezembro
desde que, em 1928, o papa Pio XI a declarou padroeira do Brasil, mas a partir
de 1954, ela passou a ser homenageada em 12 de outubro, quando o governo
brasileiro decretou esse como seu dia­ oficial. Neste dia comemoram-se mais
duas datas: o Dia das Crianças e o Dia do Descobrimento da América. O feriado
nacional, contudo, deve-se somente ao dia da padroeira.



Fonte: http://www.anjosdejesus.com/start/index.php?option=com_content&task=view&id=4559&Itemid=36m

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Artigo do Padre José do Vale: Idolatria no Protestantismo

“O ídolo número um entre o povo
de Deus atualmente não é adultério, pornografia ou álcool. É a cobiça, um
desejo dominante muito mais forte. O que é este ídolo? É a ambição obcecante de
alcançar sucesso. E tem até mesmo uma doutrina para justificar”.


David Wilkerson  -  Pastor Americano



A Estátua de Zeus em Olímpia, no sul da Grécia, antigo local dos Jogos
Olímpicos, erguia-se um conjunto de templos dóricos, 70 altares e centenas de estátuas
em honra dos vencedores dos Jogos. A estrutura mais imponente era o Templo de
Zeus, erguido entre 466 e 456
a
.C. Ali os visitantes contemplavam atônitos a figura do
rei dos deuses sentado num trono de 13 metros, toda em marfim e ouro, com o rosto envolto
por uma ampla cabeleira. Ao vê-la, o general romano Aemilius Paulus declarou
que era como se tivesse visto o próprio deus.

A idolatria, sem dúvida alguma, é um dos terríveis pecados que o ser humano
pode praticar contra o único Deus verdadeiro (II Sm 7:22; Is 45:22; Jr 10:10).
É uma negação e rejeição do Deus que criou o mundo e o ser humano a sua imagem
e semelhança (Gn 1:26). É uma afronta a Deus que merece todo louvor, adoração,
exaltação, santidade e abissal respeito (Sl 26:9; 34:9).

Mesmo assim, estamos vendo o crescimento maligno da idolatria. E o pior de
tudo, é que muitos dos que afirmam serem cristãos, estão se enveredando pela
trilha da idolatria do hedonismo, narcisismo, capitalismo, culto a
personalidade e a avareza (Cl 3:5).

São Paulo Apóstolo exortou com veemência aos irmãos de Corinto dizendo:
“Portanto, meus amados irmãos, fugi da idolatria” (I Co 10:14).

Na sua carta aos Coríntios, o mesmo apóstolo afirma que os gentios sacrificam
as suas oferendas aos demônios, e não a Deus (I Co 10:19,20). O diabo é o
criador da idolatria (Gn 3:5; Is 14:14; Jo 8:44). São Paulo Apóstolo diz: “Só
há um Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos”, “e um só Senhor,
Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (I Co 8:6). Está explícito
que todo o nosso culto é para glória de Deus e todas as nossas obras são para
exaltar Jesus, Nosso Senhor (I Co 10:31: Cl 1:18). São Pedro Apóstolo afirma
com categoria: “Para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem
pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém (I Pe 4:11). A idolatria é a
terrível abominação contra o Criador.

A pior idolatria não a que se ver, mas aquela que se encontra dentro do coração
(Mt 15:18,19). O coração não pode servir a Deus e ao diabo (Mt 6:24). O Senhor
Deus não dá a sua glória ao um coração de ídolos (Is 42:8). Deus habita no
coração abatido e contrito (Is 57:15). Quando deixamos de honrar e glorificar
ao bom Deus como a fonte de todas as nossas bênçãos (At 17:25; Tg 1:17,18),
corremos um risco tremendo de cair no pecado de idolatria.

Infelizmente, muitos cristãos têm cometido tal pecado. É muito fácil aponta o
ídolo do outro, muito difícil é admitir o ídolo que carregamos dentro de nós. A
idolatria é abominável aos olhos do Senhor Deus (Ap 22:15).

A Revista Graça, agosto de 2002, p. 44, está escrito: “Embora não adorem
imagem, muitos evangélicos – às vezes, inconscientemente – praticam a
idolatria”. “Estou profundamente incomodado com a situação das nossas igrejas
hoje. Estão cheias dos ídolos da civilização moderna. Achamos que podemos ter
tudo que este mundo tem para oferecer e, de alguma forma, ficar com Deus
também”. Afirma Del Fehsenfeld Jr. Pastor americano. O principal ídolo dos
falsos líderes religiosos é o dinheiro. (I Tm 6:10).

A Revista Eclésia, maio de 2004, p. 26, descreve: “A relação entre fé e riqueza
nunca despertou tanto interesse quanto nos dias de hoje. Graças à predominância
do capitalismo, as religiões são cada vez mais atraídas por um apelo
financeiro. O principal alvo dos críticos dessa relação são os evangélicos”.

A Revista cita o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC – RS, que diz: “A teologia
da prosperidade, ao justificar o intenso pedido de dízimos e ofertas, agrada
aos pastores cujos projetos evangelísticos são ambiciosos e de alto custo.
Pastores, sem cerimônia, passaram a pedir dinheiro em grandes quantias,
enquanto os fiéis, sem culpa, assumiram seus desejos de consumo e ambições
materiais”.

A matéria de capa da Revista Impacto de Julho/Agosto de 2004, foi: “Idolatria
Evangélica – Buscando a Deus em troca de benefício pessoal”. Diz o editorial da
revista: “A bem da verdade, admitimos, ainda existem pessoas idólatras hoje.
Não só entre povos pagãos, em terras distantes ou tribos indígenas, mas entre
aqueles que se chamam cristãos e ainda ignoram o segundo mandamento, enchendo
seus templos e casas de esculturas proibidas. Mas, novamente, isso nada tem a
ver comigo – como diria o fariseu – graças dou ao meu Deus, que não sou um
deles!”.

Líderes religiosos, templos, catedrais, denominações, status e títulos, tem se
tornado verdadeiros ídolos para os falsos cristãos.

Cabeça de elefante, corpo humano, quatro braços, um barrigão e acompanhada de
um ratinho, assim é Ganesh, deusa da Índia. Porque Ganesh é deusa pop no
concorridíssimo panteão do hinduísmo? Quem responde é o cientista da religião
Frank Usarski, professor da PUC – SP. “Ganesh é uma divindade funcional que
recebe sacrifícios em momentos determinados, de acordo com a necessidade”.

Os falsos líderes religiosos vivem a ideologia Ganesh. Tais líderes são
especialistas na arte de enganar o povo em nome de Deus. São duas estratégias:
a primeira é fabricar ídolos conforme a necessidade do povo, e a segunda é
torna-se o próprio ídolo com discursos que agrade as solicitudes das pessoas.

Por falta de conhecimento o povo é enganado (Os 4:6). A falta principal é do
conhecimento da poderosa Palavra de Deus (Mt 22:29; Jo 5:39).

É vergonhoso o comércio da idolatria dentro e fora dos templos religiosos do
Brasil e do mundo.

“Deus é Espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em Espírito e em
verdade.” (Jo 4:24). Muitos estão adorando outro espírito, praticando outro
evangelho que é o da idolatria e adorando a mentira dos líderes religiosos. Os
líderes religiosos estão fingindo que estão pregando Jesus e os fiéis estão
fingindo que estão acreditando. Na realidade, estamos vivendo a era comercial
das igrejas, e a superficialidade da fé.

Em sua coluna semanal na revista Veja, Diogo Mainardi escreveu em 11/06/2003,
p. 127: “O Brasil tem deus demais. Tem deus no futebol, nos vidros dos carros,
na TV, no rádio, nos hospitais, nas salas de aula, na reforma agrária, na
política. Qualquer um pode atribuir-se milagres em nome de deus. E, em nome de
deus, qualquer um pode enfiar a mão no bolso dos outros”.

A doutrinação da teologia da prosperidade nos templos “ditos cristãos” tem
criado uma multidão de idólatras.

Para denunciar esse grave pecado contra o Senhor Deus, onde estão os profetas
como São João Batista? Os pregadores como São Francisco de Assis? Os teólogos
como Jonathan Edwards?
Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Fonte: (http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7541/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Idolatria-no-Protestantismo)

domingo, 10 de outubro de 2010

20º Domingo Depois de Pentecostes

[centuriao.jpg]

As lições que estes se lêem no Ofício divino são tiradas quase todas do livro dos Macabeus. Depois do cativeiro da Babilônia, o povo de Deus tinha voltado a Jerusalém e reconstruído o templo. Os primeiros anos foram de paz. A mão de Deus, porém, não tardou a pesar sobre este povo de "cabeça dura", em conseqüência de novas e lamentáveis infidelidades. Antíoco Epifânio, com efeito apoderou-se de Jerusalém, saqueou a cidade e o templo, e decretou a abolição do judaísmo sob toda a extensão do império. Ergueram-se numerosos alteres aos ídolos e o número de apóstatas cresceram de forma tão assustadora, que parecia que ia desaparecer da face da terra a fé dos profetas de Israel. Deus, porém, esperava o momento oportuno para mostrar mais uma vez a este povo ingrato que, embora às vezes a mãe esquece o filho, ele nunca o esqueceria. Com efeito o sacerdote Matias reuniu um pequeno exército liderado pelo seu filho Judas Macabeu, que iria desviar o rumo dos acontecimentos e acender na alma dos velhos patriotas a chama fulgurante dos dias gloriosos. Esse punhado de homens decididos, rápidos como os abutres e Implacáveis como o Espírito de Deus, derrotaram o exército de Antioco e restauraram nas terras de Israel o culto ao Verdadeiro Deus.

Todas as partes da missa exprimem sentimentos semelhantes. O gradual por exemplo: "Todos os olhos se levantaram para vós, Senhor, Cheios de Esperança", traduz perfeitamente o sentido daquela oração tão bela: " O nosso olhar voltou-se para vós, Senhor, não nos deixe perecer". O ofertório, um dos versículos mais sentidos referentes ao cativeiro, revela-nos bem o estado de espírito dos Macabeus perante o templo profanado. Finalmente o Intróito, depois de dizer que o povo de Deus foi castigado, por causa dos seus crimes, pede ao senhor que mostre a sua misericórdia e glorifique o seu nome. Façamos estes, os nossos pensamentos. Reconheçamos que os males que sofremos são provenientes de nossa infidelidade à vontade divina, e roguemos também ao senhor que se compadeça de nós, que nos perdoe e nos una, para que o sirvamos em paz e glorifiquemos o seu nome.


Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo:
Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente.
Ao ouvir que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer.
Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes...
Pediu-lhe o oficial: Senhor desce antes que meu filho morra!
Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu.
Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem.
Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou.
Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

12 de Outubro dia das Crianças?


Alguém por acaso já parou para pensar de onde vem essa data dia das Crianças? Sim Óbvio que um dia o comercio crie uma data para celebrar a Maternidade, como o dia das mães, sem sua verdadeira importância, mas sim em caráter puramente consumista. Criou este também o dia dos Pais para que o papai não ficasse desgostoso ao ver todo ano a mamãe ganhar presentes e ele nada. O dia dos namorados que no Brasil se celebra dia 12 de junho, sem menor sentido, se em todo o mundo se celebra o dia 14 de fevereiro, dia de São Valentin, que ficou conhecido por promover a reconciliação de casais separados e de unir de volta as famílias. Mas o dia das crianças porque ele é celebrado justamente no dia 12 de Outubro, dia que os verdadeiros Cristãos Católicos seguidores da doutrina Apostólica celebram o dia de sua Padroeira? Seria uma forma de abafar o dia da Virgem venerada de norte a sul deste país? Seria mais um dia para promover o materialismo e o consumismo desenfreado antes do Natal, justamente nas pobres crianças?
Destruir a inocência das crianças meus caríssimos é o maior propósito dos grandes poderosos deste mundo e nada melhor que utilizar uma data católica, não para celebrar a infância com sua ternura, inocência e fragilidade, pois todos nós um dia fomos ou somos crianças, mas sim para destruir nelas tudo que é de puro e meigo com essa sociedade exploradora e manipulada pelas pequenas elites poderosas que fazem com que muitos pais esqueçam da importância da disciplina na formação de um futuro adulto, dando-lhes, amor, sabedoria, atenção, etc. O dia 12 de Outubro é o dia da Nossa Mãe, e mãe de todas as crianças. Será que quevemos deixar de fazer a nosso papel de católicos, não ensinando a fé católica aos nossos filhos, netos, sobrinho, para depois influenciado pó um mundo torpe e podre para assim futuramente elas venha se tornar rebeldes e apostatas da verdadeira fé, procurando em drogas lícitas ou ilícitas para seu amparo e conforto ao encararem a realidade triste que estão diante de seus olhos.
Veja como surgiu o dia das crianças no Brasil: No Brasil, o Dia da Criança é comemorado juntamente com o dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, que é um feriado.
O Dia da Criança no Brasil foi criado na década de 1920, por proposta do deputado federal Galdino do Valle Filho (cidadão de Nova Friburgo, Rio de Janeiro). A Câmara aprovou a idéia e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, através do decreto nº 4867 de 5 de novembro de 1924.
Mas somente em 1960, quando a empresa Estrela decidiu fazer uma promoção em conjunto com a Johnson & Johnson, para aumentar suas vendas, lançando a "Semana do Bebê Robusto", é que a data passou a ser comemorada. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança para aumentar as vendas de brinquedos
O Dia Mundial da Criança, oficialmente, é 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança.[1] Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país.
O ódio a mãe de Deus não é uma ilusão ou fantasia criada de nossas cabeças, é algo visível. Veja o trecho abaixo descrevendo acontecimentos sacrílegos contra a Virgem:
Na revista Catolicismo não poderia deixar de tratar do episódio religioso de maior repercussão nacional em 1995: o sacrílego atentado cometido a 12 de outubro, contra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
A edição do número especial de novembro e dezembro, dedicado à memória do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fez com que somente agora possamos fazê-lo.
Três meses após o chocante episódio da agressão a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, no próprio dia da festa da Santa Padroeira do Brasil, perpetrada por um auto-intitulado "bispo" da auto-denominada "Igreja Universal do Reino de Deus", é oportuna uma análise da sadia reação popular a esse sacrílego atentado. Chocada por tal acontecimento, a opinião pública católica reagiu em uníssono, manifestando, de modo surpreendente para muitos, o quanto a devoção à Santíssima Virgem está enraizada no sentimento religioso de nosso povo.

Há tempos se vem dizendo que, com o progresso das seitas, a porcentagem de católicos no País estaria se reduzindo consideravelmente. Houve até quem falasse que somente 60% da nossa população professa a religião católica. O que pensar disso, diante da quase unanimidade com que os brasileiros manifestaram sua repulsa nessa ocasião? E se a reação tomou este porte nacional, o problema estaria na falta da verdadeira Fé ou na falta de orientação da piedade popular?
O que teria levado tal "pastor" a essa ignominiosa atitude? Terá sido um ato impensado? Não parece. O mais provável é que, por um erro de interpretação da opinião pública, a Igreja Universal tenha julgado o momento propício para externar, pela TV, as agressões que internamente essa seita já faz a Nossa Senhora.
Próprio noticiário da imprensa deixou claro que, inúmeras vezes, em seitas de origem protestante se praticam ofensas brutais a imagens da Virgem Santíssima. Várias delas foram despedaçadas. Já existe o caso de Denilson Fonseca de Carvalho, presidente do Centro de Evangelismo Luz para o Mundo, que foi condenado a um mês e vinte dias de prisão por ter quebrado oito imagens da Padroeira do Brasil.

A PIEDADE POPULAR
O que nos importa saber é o que se passou no seio da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana, a única Igreja Verdadeira do único Deus Verdadeiro.
Em 1959, o saudoso Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escrevia em sua fundamental obra Revolução e Contra-Revolução:
Estatisticamente, a situação dos católicos é excelente: segundo os últimos dados oficiais, constituímos 94% da população. Se todos os católicos fôssemos o que devemos ser, o Brasil seria hoje uma das mais admiráveis potências católicas nascidas ao longo dos vinte séculos de vida da igreja" (Revolução e Contra-Revolução - 2ª edição, Diário das Leis Ltda., São Paulo, 1982, pg. 12).

De então para cá a situação só piorou. Nas últimas décadas, o clero progressista foi abandonando cada vez mais a pregação religiosa, substituindo-a por um discurso político-social a favor da luta de classes. As imagens de Nossa Senhora e dos Santos foram, muitas vezes, retiradas dos altares, substituídas por faixas e cartazes de sabor marxista. As procissões, as associações religiosas, novenas solenes, as cerimônias de bênção do Santíssimo Sacramento e de comemoração dos meses de Maria e do Rosário, que tanto tocavam a piedade popular, deram lugar a "romarias da terra", às comunidades eclesiais de base, ao batuque, ao violão e à música profana.
Infelizmente muitos sacerdotes piedosos, julgando ver nisso uma orientação superior, se omitiram, adotando também tais mudanças.
povinho fiel, sem perder a antiga fé, deixou aos poucos de freqüentar as igrejas, e foi sendo enganosamente atraído por seitas, em geral de orientação pentecostalista. Proliferando em todo o País, procuram sagazmente atender aos anseios de religiosidade dessa população mais simples, vendendo-lhe curas e milagres.
A imensa reação popular contrária à recente profanação indicou - melhor do que qualquer pesquisa de opinião - o quanto o povo permanece fiel a Maria Santíssima, e como somente a piedade tradicional baseada na devoção mariana o poderá trazer de volta a freqüentar as igrejas.
Atos de desagravo
Essa reação popular foi completada por expressivos atos de desagravo realizados em todo o País. Em Recife, por ordem do Arcebispo D. José Cardoso Sobrinho, milhares de católicos saíram às ruas, ao som dos sinos das igrejas próximas, em homenagem à Virgem Aparecida.
Salvador, no encerramento do Congresso do Coração de Jesus, setenta mil pessoas lotaram um estádio de futebol. Após a celebração de solene Missa, o cardeal D. Lucas Neves conduziu a imagem da Padroeira pelo gramado, com manifestações da assistência.
Em todo o Brasil, centenas de paróquias realizaram procissões e outros atos de desagravo.
Reações do Clero
As primeiras reações do clero progressista manifestavam preocupação com o prejuízo que o sacrilégio causava ao ecumenismo. O presidente em exercício da CNBB, D. Jayme Chemello, declarou: "Lamentamos profundamente o fato ocorrido e outras atitudes que se colocam como obstáculo à convivência respeitosa entre os povos e a vivência ecumênica entre os cristãos.... Espero que o povo católico absorva essas agressões, dando testemunho do amor a Cristo".
A CNBB, em nota oficial, lamenta o "ataque da Igreja Universal", o qual prejudica o "diálogo entre as igrejas".
Outras declarações manifestavam o receio de que o incidente desse origem a uma guerra religiosa.
Ante o aumento do clamor popular contra o sacrilégio cometido, começou-se a falar de um grande ato nacional de desagravo. A Comissão Pró-Santuário sugeriu uma grande romaria no dia 19 de dezembro, data em que é comemorada a emancipação do município de Aparecida. Por que esperar tanto tempo para fazer uma manifestação que teria todas as condições de ter um grande sucesso nos dias seguintes ao atentado? Parece mesmo que a preocupação de salvar o ecumenismo foi maior do que o desejo de promover uma grande reparação.
O povo brasileiro permanece com um fundo de piedade católica muito acentuado. Se o clero progressista retomar o ensino e a prática da piedade tradicional da Igreja e abandonar a pregação da luta de classes, em pouco tempo o Brasil voltará a ser uma nação eminentemente católica, e as seitas de origens e orientações as mais diversas constituirão uma inexpressiva minoria, deixando de preocupar a CNBB.
Nossa Senhora, Rainha destronada
Além do gravíssimo atentado sacrílego referido acima, em nossa época outros ultrajes são perpetrados contra a Senhora Aparecida. De passagem, citemos alguns: em 12-10-95, o pastor protestante Sérgio Von Helder, chutou uma cópia da imagem d’Ela, perante câmaras de televisão; em 4-4-99, o evangélico Carlos Antonio Macedo atirou uma pedra na bendita imagem (não sendo ela danificada, porque a protegia um vidro blindado); filmes, shows e teatros com peças blasfemas, que ridicularizam Nossa Senhora; grupos evangélicos que, por meio de projeto de lei, tentam destronar Nossa Senhora, arrancando-lhe o título de Rainha do Brasil; e outros que tentam eliminar o feriado nacional de 12 de outubro, em honra à Virgem Mãe Aparecida.
Como percebemos, Ela continua a ser virulentamente atacada pelos inimigos e abandonada até por filhos. E nós? Nada faremos para desagravar essa situação? Ficaremos de braços cruzados?
Precisamos ugentemente agir, enquanto é tempo, pois um país como nosso não podemos deixar que nossa nação seja entregue a um bando de lobos em peles de Cordeiros que são os verdadeiros anticristos. E finalizo com minha leitura da carta de São Paulo aos Gálatas:
Paulo apóstolo - não da parte de homens, nem por meio de algum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos -e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo, que se entregou por nossos pecados, para nos libertar da perversidade do mundo presente, segundo a vontade de Deus, nosso Pai, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém. Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
"E e é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos," (Mc 7,21)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

07 de Outubro - Nosa Senhora deo Rosário







Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar. Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da eficácia desta excelente oração.




A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”. Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.




À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV); “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV); “propagando-se esta devoção, os cristãos entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V); "desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os lugares, de todos os dias" (Leão XIII).




Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:




Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus, sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.





Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto, flagelação de Jesus, a coroação de espinhos, o calvário, a crucificação e morte de Jesus.




Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus, a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos, a Sua Assunção e gloriosa Coroação




santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.









Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria. E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.










Fonte: (http://www.paginaoriente.com/titulos/nsros0710.htm)

domingo, 3 de outubro de 2010

19º Domingo Pós Pentecostes “Como entraste aqui, não tendo a veste nupcial?” (Evan.)'





É É por estes dias (no primeiro Domingo de Outubro) que a Igreja lê no Oficio divino a história de Ester. Julgamos, pois que vem a propósito. Conforme a nossa intenção de rever o oficio a Igreja as figura do Antigo Testamento e de estudar a luz do Breviário e do Missal. a liturgia destes Domingo! Depois de Pentecostes. Julgamos que vem a propósito falar hoje de Ester Assuero, rei dos Persas, tinha-se casado com uma donzela judia chamada. Ester. Sobrinha de ardoqueu. Nomeara por outro lado intendente do Palácio o amalecita Amam, muito conhecido pelo ódio que alimentava contra os Judeus. Invejoso da preponderância que 08 Judeus, por intermédio de Mardoqueu e de Ester, exerciam no ânimo do monarca, o amalecita convenceu o rei de que os Judeus conspiravam contra a paz do reino, e fez levantar em todo o pais as forcas para as execuções. Ester então, violando o decreto preventivo do tirano, de que ninguém se aproximasse dele naquele; dias, entrou à sua presença e lamentou que ela e o seu povo fossem entregues assim ao extermínio. Conhecendo Assuero por este meio que Ester era judia e sobrinha de Mardoqueu, perguntou irritado: “ e quem ousa falar isso?”E então Ester respondeu: “O nosso inimigo, o cruel Amam”. Então o rei, enfurecido contra o ministro, mandou revogar o decreto promulgado contra os Judeus, e suspender Amam na mesma forca que ele preparara para Mardoqueu. Assim salvou Ester o seu povo. Isto mostra como Deus vigia por aqueles que esperavam nele. E as coisas ainda não mudaram “Eu sou salvação do povo, diz o Senhor, e se ele chamar por Mim, ouvi-lo-ei”. Quando a tribulação me oprimia, Vós, Senhor, dáveis-me coragem, e contra a cólera dos meus inimigos levantáveis a Vossa mão direita. Amam, que Assuero condenou tão severamente, é como aquele homem







do Evangelho que entrou no banquete sem a veste nupcial,e que o rei condenou às trevas exteriores. Deus tratará assim também todos os que, pertencendo ao corpo d a Igreja pela fé do Batismo, entraram na sala do banquete sem a veste das virtudes cristãs. Falta-lhes na alma a graça vivificante. São estranhos nas assembléias dos vivos. E é aqui visado particularmente o grande preceito da caridade: Rejeitando a mentira, digam todos a verdade a respeito do seu próximo. São membros uns dos outros. Que o Sol se Dão ponha sobre a vossa cólera. Os que não cumprirem este preceito serão lançados pelo juiz soberano nas trevas do Inferno, onde haverá pranto e ranger de dentes. Assuero encolerizado mandou prender Amam. “O rei, diz O Evangelho. Encolerizou-se e enviou três. seus assassinos para exterminar os assassinos e lhes queimar a cidade . “Mais dum milhão de Judeus morreu no cerco de Jerusalém. A cidade foi destruída e o Templo incendiado Amam foi substituído por Mardoqueu. Os convidados das núpcias foram substituídos pelos; que. se encontravam nas estradas e nas encruzilhadas e nos caminhos. Os Judeus foram substituídos pelos pagãos. Foi para estes últimos que os Apóstolos cheios do Espírito Santo se voltaram no dia de Pentecostes. E no juízo final, que estes domingos Simbolizam, serão promulgadas as sentenças definitivas, núpcias eternas aos bons eternas, e os pecadores serão lançados nas trevas exteriores.
(Fonte: Missal Cotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)