sábado, 31 de dezembro de 2011

1º DE JANEIRO – SOLENIDADE DA CIRCUNCISÃO DO SENHOR (OITAVA DO NATAL)


A liturgia deste dia celebra três festas. A primeira é que os antigos sacramentários designavam sob o título de Oitava do Senhor. É realmente, na sua maior parte uma missa de oitava a missa celebrada hoje.

Celebrava-se outrora na basílica de Santa Maria Maior uma segunda missa em honra da Mãe de Deus. Resta dela um vestígio nas orações da missa, retiradas da missa votiva de Nossa Senhora. São particularmente belas as antífonas de vésperas e a preferência por elas dadas a Santíssima Virgem revela a delicada atenção da Igreja em reconhecer quanto deve a mãe do Senhor.

Finalmente a terceira festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI. Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado "pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor"(Santo Ambrósio).
 

Evangelho da Festa:



Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele Tempo: Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.


(Fonte Missal Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)

31 de Dezembro - São Silvestre, Papa

São Silvestre nasceu em Roma e foi ordenado pelo Papa São Marcelino durante a paz que precedeu as perseguições do imperador Diocleciano. Ele passou através desses anos de terror, e assistiu a abdicão de Diocleciano e de Maximiliano e assistiu ao triunfo de Constantino em 312. Dois anos mais tarde ele sucedeu a São Melquiades como Bispo de Roma. No mesmo ano, ele enviou quatro legatários para representa-lo no grande Concílio da Igreja Ocidental em Aries. Ele confirmou suas decisões naquele Concílio implementou-as na Igreja.
No Concilio de Nicéia, também reunido no seu reinado, no ano de 325, mas não podendo assistir devido a sua idade avançada, enviou seus legatários que encabeçavam a lista dos signatários dos seus decretos, precedendo assim aos Patriarcas da Alexandria.
O Livro dos Pontífices "Liber Pontificalis" diz que ele era filho de um romano chamado Rufinus. Em 31 de janeiro de 314 ele foi eleito para a cadeira de São Pedro, sendo que poucos dias antes o Imperador Constantino, com o Edito de Milão dava permissão a existência do cristianismo. Ele teria conseguido isto por ser conselheiro e diretor espiritual de Constantino.
Diz a tradição que Constantino havia sido aconselhado pelo seu médico que a melhor maneira de curar a lepra seria se banhar no sangue de uma criança. Uma visão de São Pedro apareceu ao imperador, insistindo que o batismo nas mãos de São Silvestre seria a sua cura o que fez Constantino mudar de idéia e São Silvestre o batizou e o imperador se curou. Em gratidão deu as ilhas de Sicília e Córsega ao papado. Essas terra conhecidas como a ‘Doação de São Silvestre " formaram a base do futuro Vaticano.
Constantino doou grandes terrenos em volta de Roma para a construção de basílicas e outros prédios. Os cristãos oravam em pequenas capelas ou as escondidas mas Silvestre imaginava uma Igreja grande de modo a conter todo o clero, bem como basílicas e cemitérios para os mais ilustres mártires.
Constantino deu ainda o Palácio Lateran para ser a residência do papa.
Na época muitos cristãos romanos olhavam com suspeita a legalização do cristianismo a qual marcava o fim de uma gloriosa tradição.
Deve ser lembrado que os cristãos foram impiedosamente perseguidos no reinado de Diocleciano e de Maximiliano.
Na arte litúrgica da Igreja São Silvestre é mostrado com o Imperador Constantino, ou 2) cavalgando um dragão (símbolo do demônio na época), ou 3) com um anjo segurando uma cruz e um ramo de oliva (significando paz na Igreja),ou 4) com Santa Romana e finalmente 5)batizando Constantino.
é especialmente reverenciado em Pisa, Itália
Ele morreu em 335 DC.
Sua festa é celebrada em 31 de dezembro.


(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_silvestre.htm)

Nossa Senhora do Sábado - Devoção ao Imaculado Coração de Maria

O Primeiro Sábado de cada Mês.

A devoção ao coração imaculado de Maria é tão antiga como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ela surgiu com os membros de várias confrarias do Rosário que tinham o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário. Isto mostra quão unido está o Coração Imaculado de MARIA ao Sagrado Coração de JESUS Seu Filho e Nosso Senhor.

Assim os dois Corações são inseparáveis pois onde está Um está também o Outro tornando-se assim a Mãe Co-redentora da Humanidade. Quem não honra a Mãe, despreza Seu Filho JESUS.

Vejamos como DEUS, A Virgem Imaculada, os Anjos, Santos do Céu e a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana através de seus Papas estão intimamente unidos pela salvação da humanidade.

O HISTÓRICO.

Os quinze sábados em honra de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário. "Durante muito tempo, os membros das várias Confrarias do Rosário tiveram o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário, antes da Sua festa ou em alguma outra época do ano. Em cada um destes sábados, todos recebiam os sacramentos e realizavam exercícios piedosos em honra dos quinze mistérios do Rosário". Em 1889, o Papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária num destes quinze sábados. Em 1892, "concedeu também, àqueles que estavam legitimamente impedidos ao sábado, a possibilidade de realizar este exercício piedoso no Domingo, sem perder as indulgências".

Os doze Primeiros Sábados do mês. Com o Papa São Pio X, a devoção dos primeiros sábados do mês foi aprovada oficialmente: "Todos os fiéis que, no primeiro sábado ou no primeiro domingo de doze meses seguidos, dedicarem algum tempo à oração vocal ou mental em honra da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem ganham, em cada um desses dias, uma indulgência plenária. As condições são: confissão, comunhão e oração pelas intenções do Soberano Pontífice".

A devoção reparadora dos Primeiros Sábados do mês. Por fim, a 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu novas indulgências a práticas que parece anteciparem exatamente os pedidos de Pontevedra: "Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório.

As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada". Exatamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, "cercado de espinhos que O pareciam cravar". A Irmã Lúcia disse depois: "Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação".

A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos.

Uma devoção tradicional ... Que maravilhoso é ver o Céu contente pela coroação dum grande movimento de piedade católica, sem fazer mais nada senão dar precisão às decisões de um Papa, sendo esse Papa São Pio X! Também a Santíssima Virgem tinha vindo a Lourdes, confirmar as declarações infalíveis do Papa Pio IX.

Ora bem: ao pedir ao Papa a aprovação solene da Devoção de Reparação revelada em Pontevedra, Nossa Senhora não estava realmente a pedir nada impossível. A Providência tinha preparado tudo tão bem que, em 1925-1926, esta devoção concordava perfeitamente com uma série de decisões papais que foram precursoras e que "anunciavam" a devoção do Primeiro Sábado.

... Em Fátima, no entanto, uma devoção novíssima ... Apesar do que foi dito, encontramos novos elementos na mensagem de Pontevedra! Em primeiro lugar, a concessão de excessos de generosidade que só o Céu pode ter a liberdade de conceder: no dia 10 de Dezembro, a Virgem Maria já não pede quinze, nem doze, nem sequer oito sábados a Ela dedicados; Ela bem sabe da nossa falta de constância e pede só cinco sábados – tantos como as dezenas do nosso Terço.

Porém, é sobretudo a promessa unida a esta devoção que aumentou de um modo impressionante. Já não é um caso de indulgências (ou seja, a remissão do castigo por pecados já perdoados); trata-se, antes, de uma graça muito mais notável: a certeza de receber, à hora da morte, "todas as graças necessárias para a salvação". É difícil imaginar uma promessa mais maravilhosa, porque se refere ao êxito ou ao fracasso na "nossa única e mais importante tarefa: a da nossa salvação eterna".

A Revelação do dia 29 de Maio de 1930

A Irmã Lúcia estava em Tuy - Espanha nessa época. O seu confessor, o Padre Gonçalves, tinha-lhe feito uma série de perguntas por escrito. Lembramos aqui só a quarta: "Porque hão de ser cinco sábados – perguntou ele – e não nove, ou sete em honra das Dores de Nossa Senhora?” Nessa mesma noite, a vidente implorou a Nosso Senhor que a inspirasse com uma resposta a essas perguntas. Poucos dias depois, ela enviou o seguinte ao seu confessor.

"Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:

“Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;

3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.

Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...”

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/2.%20DEVO%C3%87%C3%95ES%20A%20MARIA%20SANT%C3%8DSSIMA/Ao%20Imaculado%20Cora%C3%A7%C3%A3o%20de%20Maria/A%20devo%C3%A7%C3%A3o%20ao%20Imaculado%20Cora%C3%A7%C3%A3o%20-%20Hist%C3%B3rico..htm

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Teologia Ascética e Mística: Das virtudes e dos dons ou das faculdades da ordem sobrenatural - Do dons do Espírito Santo

Mais tarde os descreveremos pormenorizadamente; baste-nos aqui mostrar a sua correspondência com as virtudes.
  

O dons sem serem mais perfeitos que as virtudes teologais e sobretudo que a caridade, aperfeiçoam o exercício de todas elas. Assim, o dom de entendimento faz-nos penetrar mais intimamente nas verdades da fé, para descobrirmos os seus tesouros escondidos, e harmonias misteriosas; o de ciência faz-nos considerar as coisas criadas nas suas relações com Deus. O dom de Temor fortifica a esperança, desapegando-nos dos falsos bens da terra que nos poderiam arrastar para o pecado, e por isso mesmo aumenta em nós os desejos dos bens do céu. O dom da sabedoria ou sapiência, fazendo-nos gostar das coisas divinas, aumenta o nosso amor para com Deus. A prudência é sobremaneira aperfeiçoada pelo dom do conselho, que nos permite conhecer, nos casos particulares e dificultosos, o que é conveniente fazer ou omitir. O dom de piedade aperfeiçoa a virtude de religião, que se relaciona com a justiça, fazendo-nos ver em Deus um pai que somos venturosos de glorificar por amor. O dom da fortaleza completa a virtude do mesmo nome, excitando-nos a praticar o que há de mais heróico na paciência e na ação. Enfim o dom de temor, além de facilitar a esperança, aperfeiçoa em nós a temperança, fazendo temer os castigos e os males que resultam do amor ilegítimo dos prazeres.
  

É assim que se desenvolvem harmoniosamente em nossa alma as virtudes e os dons, sob a influência da graça atual que será o tema da nossa próxima postagem.

  
(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

9. Falaremos depois dos outros opróbrios que Jesus Cristo teve de sofrer até morrer numa cruz: suportou a cruz, desprezando a ignomínia (Hb 12,2). Consideremos, entretanto, como em nosso Redentor se realizou perfeitamente o que dissera o Salmista, isto é, que ele se tornaria na sua paixão o opróbrio dos homens e o ludíbrio da plebe: “Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e a abjeção da plebe” (Sl 21,7), chegando a morrer coberto de vergonha, justiçado pela mão do carrasco num patíbulo, como um malfeitor, no meio de dois celerados: “E foi posto no número dos malfeitores” (Is 53,12). Ó Senhor altíssimo, tornado o mais baixo de todos os homens, exclama S. Bernardo; ó excelso tornado vil, ó glória dos anjos tornada o opróbrio dos homens! 10. Ó graça, ó força do amor de um Deus, continua S. Bernardo (Serm. de pass. Dm.). É assim que o senhor supremo de todos se fez o ínfimo de todos! E quem fez isto? O amor. Tudo fez o amor que Deus consagra aos homens, para nos patentear quanto ele nos ama e ensinar-nos com seu exemplo a sofrer pacientemente os desprezos e as injúrias. “Cristo padeceu por nós, diz S. Pedro, deixando-vos o exemplo para que sigais os meus vestígios (1Pd 2,21). Eleazar, perguntado por sua esposa como podia suportar com tanta paciência as injúrias que lhe eram feitas, respondeu: Eu me ponho a considerar Jesus desprezado e confesso que minhas afrontas nada são em comparação com as que ele, sendo meu Deus, quis suportar por amor de mim. Ah, meu Jesus, e como é que eu, à vista de um Deus tão ultrajado
por meu amor, não sei suportar o mínimo desprezo por vosso amor? Pecador e soberbo! Donde, Senhor, me pode vir este orgulho? Ah! pelos merecimentos dos desprezos que sofrestes, dai-me a graça de suportar com paciência e alegria as afrontas e injúrias. Proponho de agora em diante com o vosso auxílio não mostrar mais ressentimento e receber com alegria todas as injúrias que me forem feitas. Outros desprezos mereci eu, que desprezei a vossa divina majestade e por isso mereci os desprezos do inferno. Vós, meu amado Redentor, me fizestes mui doces e amáveis as afrontas, abraçando tantos desprezos por meu amor. Proponho, além disso, para vos comprazer, beneficiar quanto puder quem me desprezar ou pelo menos dizer bem dele e rezar por ele. E agora vos suplico encher de graças aqueles de quem recebi alguma injúria. Eu vos amo, bondade infinita, e quero amar-vos sempre quanto eu puder. Amém.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Santo ofício: Respostas católicas a heresia protestante: PURGATÓRIO

Objeção protestante: Os católicos acreditam na existência do purgatório, mas a Bíblia não fala dele!
Resposta: É verdade que não se encontra na Bíblia a palavra “purgatório”, como também não achamos nela as palavras de “sacramento da confissão”, da “Eucaristia” e do “Crisma”. No entanto, a Bíblia descreve duas situações, estados ou lugares que se identificam com a idéia de purgatório: “
2 Macabeus 12, 43-46. 42. "e puseram-se em oração, para implorar-lhe o perdão completo do pecado cometido. O nobre Judas falou à multidão, exortando-a a evitar qualquer transgressão, ao ver diante dos olhos o mal que havia sucedido aos que foram mortos por causa dos pecados. Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um
sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.

Vejam: ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.

Nas palavras de Jesus em: “
Mateus 5, 25-26
, é claro que Jesus fala do justo juízo, depois da morte. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.
Assim, “sair desta prisão depois da morte”, depois de ter pago o último centavo (seja pelo sofrimento próprio, seja pelas orações e expiações dos vivos), pode acontecer só no purgatório.

Outra alusão à existência do purgatório encontramos: “
1 Coríntios 3, 12-15
. Também aqui a Tradição Apostólica entendia fogo do purgatório. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo.
Entre várias testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte”. (De Monogamia, 10)
(São João 8,44)
Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
 
(Gálatas 1,9)
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

Fonte: Respostas da Bíblia às acusações dos "crentes" contra a Igreja Católica - Pe. Vecente, SDV

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

28 de Dezembro - Santos inocentes (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


A festa dos santos Inocentes é do Século V. A morte destas crianças manifesta, a seu modo, a realeza de Jesus. Foi por ter acreditado na palavra dos magos e do príncipe dos sacerdotes, por ele consultados, que Herodes viu o menino de Belém como uma ameaça a seu trono. Assim que sou mandou perseguir o Rei dos Judeus que acabara de nascer. Mas, como canta a Igreja: "Cruel Herodes, que receia tu da vinda de Cristo? Não arrebata os cetros mortais, aquele que dá os reinos celestes".




É a glória deste rei divino que os inocentes proclamam com a sua morte e a honra que eles dão a Deus é um motivo de confusão para os ímpios de Jesus porque, longe de conseguirem o fim que se propunham, não fazem mais do que dar cumprimento as profecias aos quais anunciavam que o filho do homem voltaria do Egito e que em Belém seria grande o choro das mães lamentando a morte dos filhos. E para por mais ao vivo a desolação dessas mães, Jeremias evoca Raquel, mãe de Benjamim, chorando a perda de seus descendentes. Mãe compassiva, a Igreja reveste os seus ministros de paramentos de tristeza, suprimindo o Glória e o Alleluia.

Confessemos nós por uma vida isenta de vícios a divindade de Jesus que estas almas inocentes confessaram com a morte.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Catecismo Romano: "Donde há de vir e julgar os vivos e mortos" (Parte IV)

Seguem-se então as palavras: "para o fogo eterno". A esta segunda espécie de tormentos chamam os teólogos "pena dos sentidos"(Mt 25,41), porque empolga os sentidos do corpo, como acontece nos açoites, flagelações, e outros gêneros de suplícios mais pesados.

Entre eles, não é para duvidar que a tortura do fogo causa a mais intensa sensação de dor. Como tal suplício sobrevém para durar todo sempre, temos nesta circunstância uma prova de que o castigo dos réprobos concentra em si todos os suplícios possíveis.

Mostram-no, com maior clareza, as últimas palavras da condenação: "que foi preparado para o demônio e para os seus anjos"(Mt 25,41). Por índole nossa, sentimos menos todos os sofrimentos, quando temos algum parceiro a repartir conosco o infortúnio, e que até certo ponto nos assiste e conforta, com sua prudência e bondade. Qual não será, porém, a miséria dos condenados, uma vez que em tantas aflições não poderão jamais apartar-se da companhia dos mais perversos demônios?

Muito justa será, naturalmente, a condenação de Nosso Senhor e Salvador há de proferir contra os maus; porque vilipendiaram todas as obras de verdadeira piedade; não deram de comer, nem de beber, ao faminto e ao sequioso; não agasalharam o peregrino; não cobriram o desnu; não visitaram o preso e nem o enfermo.

São estes os pontos que os pastores devem, muitas vezes, inculcar aos ouvidos do povo cristão. Quando aceitam com espírito de fé, a verdade deste artigo tem grande virtude para refrear as depravações da alma, e arredar os homens do pecado. Por esse motivo diz o Eclesiástico: "Em todas as tuas obras, lembra-te de teus novíssimos, e não pecarás eternamente"(Eccl 7,40).

Na verdade, dificilmente alguém se arroja em pecados, com tanta cegueira, que não seja de novo atraído pelo amor à virtude, em se lembrando que um dia dará contas a um juiz de suma justiça, não só de todas as suas ações e palavras, mas até dos mais ocultos pensamentos; que terá de satisfazer pelas penas que merecidamente tiver incorrido.

Ainda que a vida lhe decorra em privações, calúnias e sofrimentos, pode o justo afervorar-se cada vez mais na prática da virtude, e dar larga a sua alegria, quando se lembra daquele dia em que, após as lutas desta vida laboriosa, será aclamado vencedor na presença de todos os homens, e recebido na Pátria Celestial, onde Deus lhe dará o quinhão das honras eternas.

Resta, pois, que os fiéis sejam exortados a procurarem uma santa maneira de viver, a adestrarem-se em todas as obras de piedade. Isto lhe permitirá aguardar, com maior firmeza de ânimo, o grande Dia do Senhor que está próximo; e almejar, até, a sua vinda com o mais vivo amor e empenho, como convém a filhos.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

27 de Dezembro - São João Evangelista (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


São João nasceu na Galiléia em 6 DC e era filho de Zebedeu e Salomé e era o irmão mais novo de Tiago, o Maior. Os dois irmãos viviam da pesca no Lago Genesare até serem chamado por Jesus. João seria o discípulo mais amado do Senhor e é dito que teria escrito o Livro das Revelações (o Apocalipse), o último livro da Bíblia, quando estava em exílio na ilha de Patmos perto da costa da Turquia. Este livro é uma soberba conclusão das sagradas escrituras. O livro do Gênesis começa com a odisséia do homem ao ser expulso do Éden e o Livro das Revelações seria uma visão de encorajamento a espera do homem, para o retorno ao Paraíso.
João é o mais jovem dos apóstolos tendo cerca de 25 anos ao ser chamado. João deve ter sido um seguidor de João Batista , porque ele relata todas as circunstancias da vida do Percursor de Jesus e embora, por modéstia, ele esconda , as vezes, o seu nome em algumas partes do Evangelho que tem o seu nome.( Evangelho de São João).
Cristo deu a Tiago e a João o apelido de "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo(Lu 9:54-56). Queriam sofrer com Jesus como testemunhas (Mar10:35-41). Este santo heroísmo beneficia a fé, porque permite a eles propagar a lei de Deus sem medo do poder dos homens.Era mesmo João o mais amado de Cristo? Primeiro, o amor que João dava a Ele e depois pela sua humildade e a sua disposição pacífica fazia com que João fosse muito parecido com Cristo e ainda a sua singular pureza e virgindade, segundo alguns, teria feito que ele tivesse mais valor perante o Senhor.Que João era um dos mais próximos de Jesus é evidente já que somente ele, Pedro e Tiago estavam presentes a eventos importantes, tais como a Transfiguração, a cura da sogra de Pedro, a ressurreição da filha de Jairus e a Agonia no Jardim das Oliveiras.Por essa razão São Paulo nomeia João, Pedro e Tiago como sendo os líderes ou os pilares da Igreja de Jerusalém. (Gal2:9).Ele e Pedro foram os primeiros apóstolos na tumba do Cristo ressuscitado. (Jo 20:3-8) Na ultima ceia ele se inclinou e se apoiou no peito de Jesus e foi o único apóstolo presente a crucificação, onde Jesus deu a ele a tarefa de cuidar de Sua mãe a Virgem Maria e de Seus amigos.Ele estava na Corte porque conhecia os altos sacerdotes e ele conseguiu que os serventes da Corte do Califa deixassem São Pedro entrar.(Jo 18:15-16).
Mais tarde quando Cristo apareceu para eles no lago e com eles comeu, João por instinto reconheceu quem era e disse a Pedro (Jo21:7). Juntos eles caminharam ao longo da margem do lago. Vendo João seguindo Pedro a Ele o que seria do seu amigo, pensando talvez que Ele iria dar a ele um favor especial . "O que será de ti?" o Senhor perguntou, "Então eu terei ele aqui até eu voltar e ele me seguirá. "Alguns discípulos pensaram que isto significava que João não iria morrer nunca, mas ele mesmo tratou de dizer o que realmente significava. (Jo21:20-23). Ele viveu por 70 anos após a morte de Jesus. Por muito tempo ele continuou junto a São Pedro. Eles estavam juntos quando o homem é curado no Portão do Paraíso(Atos 3:1-11) e foram presos juntos e apareceram diante do Sanhedrin juntos(Atos 4:1-21) Ele acompanhou Pedro a Samaria para transmitir o Espirito Santo aos novos convertidos. João permaneceu em Jerusalém alguns anos após a Ascensão de Jesus embora algumas vezes ele pregou no exterior, visto que São Paulo (alguns anos após a sua conversão) encontra-se com João e confirma sua missão aos gentios. Ele provavelmente foi um assistente ao Conselho de Jerusalém.A tradição diz que seus afazeres apostólicos foram primeiro para os judeus nas províncias de Parthia, onde ele plantou a fé cristã.Ele voltou de novo a Jerusalém no ano de 62 DC para se reunir e conferenciar com outros apóstolos que ainda viviam. Depois disto ele foi para Éfesus(Turquia) onde deu a Ásia Menor a sua particular atenção e onde ele estabeleceu igrejas e dirigiu congregações.. Com quase toda certeza, João estava presente a morte da Virgem Maria em Éfesus.Sua autoridade apostólica era universal e embora São Timóteo permanecesse Bispo de Éfesus, até o seu martírio em 97 , não há diferenças entre eles nos relatos de jurisdição. É provável que ele tenha colocado bispos em todas as Igrejas da Ásia porque enquanto os apóstolos viveram, eles supriram as igrejas com suas próprias nomeações em virtude do poder recebido do próprio Jesus.
Uma linda historia sobre João é contada por São Clemente de Alexandria. Perto do fim João escolheu um jovem para ser padre e encarregou o seu tutor para que fosse instruído, batizado e confirmado.No seu retorno, algum tempo depois, ele disse ao tutor:" Devolva-me o que eu dei a você perante esta Congregação e perante Jesus!""Ele está morto". disse o tutor "Morto?" perguntou João."Após a sua instrução e seu batismo, ele caiu em más companhias e foi caindo nos degraus da honra até chegar ao fim, tornando-se até um ladrão" disseram eles.João então disse ao jovem que estava presente: " Existe ainda espaço para arrependimento A sua salvação não é irrecuperável. Eu responderei por você diante de Cristo e implorarei a Jesus por você e estou disposto a sacrificar minha vida por você, como Jesus sacrificou a dele por todos nós. Acredite, fique comigo, eu sou um enviado de Cristo".O jovem ficou parado com os olhos no chão e cheios de lagrimas. Ele abraçou seu tutor e implorou o perdão. Ele encontrou um segundo batismo nas lágrimas. João beijou-o afetuosamente e devolveu a ele os Santos Sacramentos.
Esta veia de caridade percorre toda a vida de São João e é a grande lei da fé cristã, sem a qual todas, as pretensões a uma Religião Divina seriam em vão e sem valor. Outra história conta que um visitante encontrou João jogando bola com os seus discípulos. O visitante reclamou e como o visitante carregava um arco e flechas João perguntou a ele se ele poderia jogar todas as fechas sem parar ."Não" respondeu ele, o arco iria quebrar. João então respondeu que o nosso espírito também precisa descansar para não quebrar. Assim, no dia a dia, podemos as vezes brincar e relaxar para acalmar as tensões. Esta a é a "Regra dos Jogos" que São Tomas de Aquino nos ensina na Questão 169, artigo 10 na sua "Summa Teológica ".
Nos anos 95 durante a Segunda perseguição do Imperador Domiciano, João foi preso na Ásia e levado para Roma onde conseguiu escapar ao martírio de forma milagrosa. Tertuliano diz que ele saiu de dentro de um caldeirão de óleo fervendo sem nenhum dano aparente. Seus perseguidores atribuíram este milagre a feitiçaria e ele foi exilado na ilha de Patmos.Até ser removido do calendário Romano em 1960, este evento era usado para comemorar litúrgicamente, na Igreja Ocidental, o dia 6 de maio como sendo o dia de São João. Relatos deste julgamento dão a ele o título de mártir, embora ele seja o único apostolo que não morreu martirizado. Entretanto, este fato vem de encontro a previsão de Cristo de que João beberia do cálice do sofrimento.Na ilha de Patmos, já com idade extremamente avançada, ele teria sido favorecido com uma visão que foi descrita e relatada no Livro das Revelações.O seu exílio não teve longa duração visto que, com a morte de Domiciano, seus éditos foram declarados nulos pelo Senado Romano por serem suas sentenças muito duras e cruéis. João estava livre para voltar a Éfesus de novo em 97 DC. Alguns acham que ele escreveu o seu Evangelho quando retornou a Éfesus já com 92 anos de idade. A tradição identifica João como o autor do 4° Livro do Evangelho já no século segundo. Com certeza sabemos que os fragmentos descobertos por Cherster-Beatty, datam os escritos como sendo do inicio do século segundo ou um pouco mais cedo, no final do século primeiro.
O Livro das Revelações, também atribuído a ele, e tão diferente em pensamento, conteúdo e estilo do genuíno escrito joanino, que parece ser mais um produto dos seus seguidores.
Quando a fraqueza apoderou-se dele e ele não mais podia pregar, era carregado para a assembléia dos fiéis e constantemente ele era ouvido dizer : "Minhas queridas crianças, amai uns aos outros" e quando perguntado porque repetia sempre as mesmas palavras disse :"Porque é o preceito mais importante do Senhor e se vocês o cumprirem será o bastante".
São Jerônimo diz: "estas palavras deveriam estar incrustado em caracteres de ouro nos corações de cada cristão".
São João morreu em Éfesus quando tinha mais de 92 anos de idade.Usava cabelos longos, como Jesus e muito comum na época. Mas como estava sentado a direita de Jesus na Santa Ceia do mestre Leonardo da Vinci (1495), alguns acreditam ser ele Maria Magdalalena, mas aí ficaria faltando ( na pintura) um dos doze apóstolos, presentes a Ultima Ceia. Veja em diversos.Diz a tradição que ele era o único dos doze apóstolos que sabia escrever (antes de receberem o Espirito Santo) por isso é representado algumas vezes, segurando, em sua mão direita, uma pena de escrever, e na outra um livro.(SãoLucas médico, tambem sabia escrever. Seu Evangelho é o mais longo de todos, mas São Lucas não era um dos doze apóstolos).Veja em S Lucas .Alguns estudiosos acham que Matheus, apezar de ser coletor de impostos, nao sabia escrever e grande parte dos escritos eram ditados a um escrevente, mas na verdade sao apenas conjecturas pois nada disso pode ser hoje comprovado.
Na arte litúrgica da Igreja, São João geralmente é representado como um jovem belo, as vezes como um patriarca , as vezes com o livro do Evangelho nas mãos ou com o "Atos dos Apóstolos", ou com o Livro das Revelações , ou escrevendo o Livro das Revelações na ilha de Patmos ( algumas vezes é representado com o demônio voando para fora do seu tinteiro), as vezes com uma águia representando a majestade do Evangelho e as vezes dentro de um caldeirão de óleo, as vezes bem velho lendo ou escrevendo, ou as vezes levantando Drusilla dos mortos ou ainda sendo carregado pelos anjos ao céu .
Sua festa é celebrada no dia 27 de dezembro
A sua festa na Igreja Oriental é celebrada no dia 26 de setembro



(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_o_divino.htm)

preparação para a morte: Meios de preparar-se para a morte

PONTO III
É necessário o cuidado de nos acharmos em qualquer tempo, como quiséramos estar na hora da morte. “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor” (Ap 14,13). Diz Santo Ambrósio que morrem felizmente aqueles que ao morrer já estão mortos pa-ra o mundo, ou seja desprendidos dos bens que por força então hão de deixar. Por isso, é necessário que desde já aceitemos o abandono de nossa fazenda, a separação de nossos parentes e de todos os bens terrenos. Se não o fizermos voluntariamente durante a vida, forçosa e necessariamente o teremos de fazer na morte, com a diferença de que então não será sem grande dor e grave perigo de nossa salvação eterna. Adverte-nos, neste propósito, Santo Agosti-nho, que constitui grande alívio, para morrer tranqüi-lo, regular em vida os interesses temporais, fazendo previamente as disposições relativas aos bens que temos de deixar, a fim de que na hora derradeira so-mente pensemos em nossa união com Deus. Convirá então só ocupar-se das coisas de Deus e da glória, pois são demasiadamente preciosos os últimos mo-mentos da vida para dissipá-los em assuntos terre-nos. No transe da morte se completa e se aperfeiçoa a coroa dos justos, porque é então que se recolhe a melhor soma de méritos, abraçando as dores e a própria morte com resignação ou amor.
Mas não poderá ter na morte estes bons senti-mentos quem neles não se exercitou durante a vida. Para este fim alguns fiéis praticam, com grande apro-veitamento, a devoção de renovar em cada mês o protesto da morte, com todos os atos em tal transe próprios de um cristão, e isto depois de receber os sacramentos da confissão e comunhão, imaginando que se acham moribundos e a ponto de sair desta vida.
O que se não faz na vida, difícil é fazê-lo na mor-te. A grande serva de Deus, irmã Catarina de Santo Alberto, filha de Santa Teresa, suspirava na hora da morte, exclamando: “Não suspiro, minhas irmãs, por temor à morte, pois há vinte e cinco anos que a espe-ro; suspiro porque vejo tantos pecadores iludidos que esperam para reconciliar-se com Deus até à hora da morte, quando apenas poderão pronunciar o nome de Jesus”.
Examina, pois, meu irmão, se teu coração tem apego a qualquer coisa da terra, a determinadas pes-soas, honras, riquezas, casa, sociedade ou diver-sões, e considera que não hás de viver aqui eterna-mente.
Virá o dia, talvez próximo, em que deverás deixar tudo. Por que, neste caso, manter o afeto nessas coi-sas, correndo risco de ter morte inquieta?...
Oferece-te, desde já, por completo a Deus, que pode, quando lhe aprouver, privar-te desses bens. Quem quiser morrer resignado, há de ter resignação desde agora em todos os acidentes contrários que lhe possam suceder; e há de afastar de si os afetos às coisas da terra. — Afigura-te que vais morrer — diz São Jerônimo — e facilmente conseguirás des-prezar tudo.
Se ainda não escolheste estado de vida, toma aquele que na hora da morte quererias ter escolhido e que possa proporcionar-te um trânsito mais conso-lador à eternidade. Se já tens um estado, faze tudo que ao morrer quiseras ter feito nesse estado. Proce-de como se cada dia fosse o último da vida, cada a-ção a derradeira que praticas; a última oração, a últi-ma confissão, a última comunhão. Imagina que estás moribundo, estendido sobre o leito, e que ouves aquelas palavras imperiosas: Sai deste mundo. Quan-to estes pensamentos nos podem ajudar a caminhar bem e a menosprezar as coisas mundanas! “Bem-aventurado aquele servo, a quem o seu senhor, quando vier, achar procedendo assim” (Mt 24,46). Aquele que espera a toda hora a morte, ainda que esta venha subitamente, não pode deixar de morrer bem.

AFETOS E SÚPLICAS
Todo cristão, quando se lhe anuncia a hora da morte, deve estar preparado para dizer o seguinte: Senhor, restam-me poucas horas de vida; quero em-pregá-las em amar-vos quanto posso, para entrar na eternidade amando-vos. Pouco me resta para vos oferecer, mas ofereço-vos estas dores e o sacrifício que vos ofereceu por mim Jesus Cristo na cruz. Pou-cas e breves são, Senhor, as penas que padeço, em comparação com as que hei merecido; mas, tais co-mo são, abraço-as em sinal do amor que vos tenho.
Resigno-me a todos os castigos que me queirais infligir nesta e na outra vida. Contanto que possa a-mar-vos eternamente, castigai-me quanto vos aprou-ver. Peço não me priveis de vosso amor. Reconheço que não mereço amar-vos por haver tantas vezes desprezado o vosso amor, mas vós não podeis repe-lir uma alma arrependida. Pesa-me, ó Suma Bonda-de, de vos ter ofendido. Amo-vos com todas as veras do meu coração, e em vós deposito toda a minha confiança, ó Redentor meu! Nas vossas mãos chagadas encomendo a minha alma... Ó meu Jesus, pa-ra salvar-me derramastes todo o vosso sangue. Não permitais que me aparte de vós (Sl 30,6). Amo-vos, Eterno Deus, e espero amar-vos durante toda a eter-nidade... Virgem e Mãe minha, ajudai-me na minha última hora! Entrego-vos minha alma! Dizei a vosso Filho que tenha piedade de mim! A vós me recomen-do: livrai-me da condenação eterna!

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

26 de Dezembro - Santo Estevão, Mártir (OITAVA DO NATAL)


Postado por Elias, O Profeta


São Estevão, protomártir da fé Cristã, e um dos mais reverenciados de todos os mártires. Estefan é um nome obviamente grego e tem sido postulado que ele era um Helenita, significando os judeus que nasceram em uma terra distante de Palestina e que falavam grego como sua língua nativa. Contra esta teoria, temos a tradição que começou no seculo 5° que São Estevão era um nome equivalente do Aramaico "Kelil", talvez o nome original de São Estevão, o qual foi escrito na sua tumba encontrada em 415. Que São Estevão teria origem judaica ficou mais patente ainda na lista dos decanos nos "Atos dos Apóstolos"(6:5) onde lista apenas Nicolau como sendo da Antiópia, o que significaria que os demais diáconos seriam judeus. Virtualmente nada se conhece de sua vida antes de ser convertido. A primeira menção a ele de fato ocorre nos Atos(6:5) quando ele é escolhido para ser um dos sete diáconos dos Apóstolos e tem a missão de trabalhar com os pobres. São Estevão foca a sua atenção nos convertidos Helenistas e dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.
Seu martírio foi contado nos Atos (6-7)e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele se defendeu com paixão e eloquência (Atos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte de acordo com a Lei Mosaic.
Os seu executores colocaram suas mantas sob a guarda de Saul (futuro São Paulo) que estaria "consentindo na sua morte (8-2)".
As ultimas palavras de São Estevão foram:"Jesus, meu Senhor receba meu espirito".
Pedindo ainda perdão para seus atacantes, ele foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. A sua tumba foi esquecida até ser descoberta por Lucian e uma igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460) .
É padroeiros dos pedreiros e dos coletores de moedas (uma espécie de coletor de impostos que colecionava um décimo da produção colhida, que mais tarde passou a se chamar dízimo).
Na Europa ele é padroeiro dos cavalos
Era uma pratica muito comum entre os fazendeiros da Europa decorar os seus cavalos no dia de São Stefano e leva-los para a igreja para serem bentos pelo pároco local e após faziam uma cavalgada com três voltas em torno da igreja, um costume ainda observado em varias regiões rurais. Mais tarde no mesmo dia toda a família saia em um cavalgada festiva, em geral numa carruagem, e a festa tinha o nome de " A Cavalgada de São Stefano".
Na Suíça o sagrado diácono foi mudado na figura de um santo nativo local que seria um rapaz cuidador de um estábulo que teria sido morto pelos pagãos em Helsingland. Seu nome "S. Staffan" revela a origem do nome .
Lá também tem a "Parada de S. Staffan" .
Em algumas cidades da Suécia no dia 26 de dezembro, os devotos saem as ruas a cantar hinos e cânticos em honra do "santo dos cavalos".Noutras localidades da Europa rural, no dia São Stefano, o sal é levado para ser bento pelo padre local e é dado aos cavalos como sendo um sal milagroso e capaz de prevenir varias doenças dos cavalos.
É padroeiro dos fabricantes de caixão, diáconos, cavalos, pedreiros e da Diocese de Owensboro Kentucky,USA e invocado contra dores de cabeça.
Na arte litúrgica da igreja ele é representado com um diácono carregando pedras e com a palma do martirio.
Sua festa é celebrada no dia 26 de dezembro.
(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_estevao.htm)

Liturgia: Missa - Segunda parte, Introdução

A introdução constituía nos primórdios do cristianismo, a parte mais importante da missa dos catecúmenos. Constava, efetivamente, de várias leituras separadas pelo canto de salmos.

Foram estes usos que deram origem à segunda parte da missa. Compreende: 1º a Epístola; 2º o Gradual com Aleluia ou Trato; 3º Evangelho; 4º Sermão; e 5º Credo.

Epístola: Tira-se do Antigo como do Novo Testamento. Quem canta a Epístola é o subdiácono e no fim o acólito tem que responder "Deo gratias". Demos graças a Deus. Ou seja devemos agradecer a Deus pelo ensinamento que nos foi dado.

Gradual; Aleluia; Trato; Prosa; e Seqüência: O gradual é o salmo que se cantava primitivamente antes da leitura da epístola e do evangelho, e foi substituído por dois versículos que geralmente é extraído dos salmos. Gradual quer dizer degrau, já que este salmo era cantado pelo diácono nos degraus do púlpito.

Aleluia: De ordinário acompanhavam o gradual dois aleluias, um versículo da sagrada escritura e o terceiro aleluia. No tempo da Páscoa, não se diz gradual. São quatro aleluias em vez de três, e dois versículos. O Aleluia é mais para demonstrar júbilo e triunfo. Aleluia vem do Hebraico e quer dizer louvem e adorem a Deus. A prosa e a seqüência têm sua origem antes do século IX. No século IX virão a necessidade de introduzir melodia a prosa. A Prosa tem esse nome, porque não sujeitavam às exigências da metrificação latina, ou seqüências porque, de fato é uma continuação ou um prolongamento do aleluia. Eram muitas as seqüências existentes na Idade média. São Pio V suprimiu todas menos quatro: Victime Paschali. Veni Sancte Spiritus, Lauda Sion e o Dies irae. No século XVIII, acrescentaram a Stabat Mater Dolorosa, para a Festa de Nossa Senhora das Dores.

Evangelho: Nas missas solenes, o diácono canta. As velas e o incenso significam a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo. Todos os outros gestos e reverências são símbolos do profundo respeito que deve o cristão ter para com Nosso Senhor e sua verdade.

Sermão: Ensinamento e explicação que o celebrante faz em relação a Sagrada Escritura e da festa do dia aos fiéis presentes.

Credo: Introduzido no século VI na missa, sua origem tem no século II como um código de fidelidade para com Deus e sua Igreja. Devido ao grande número de heresias a Igreja criou o Credo para proteger os fiéis menos instruídos contra os erros. A primeira vez em que foi cantado, foi no ano 510 pelo bispo de Constantinopla em protesto contra os hereges. Ao recitarmos o credo na Missa estamos realizando uma Afirmação firme a fé católica contra as heresias.

P: Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem coeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri: per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines, et propter nostram salutem descendit de coelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine: ET HOMO FACTUS EST (Ajoelhando-se). Crucifixus etiam pro nobis: sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas. Et ascendit in coelum: sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, judicare vivos et mortuos: cujus regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem: qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et exspecto resurrectionem mortuorum. Et vitam venturi saeculi. Amen.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

sábado, 24 de dezembro de 2011

25 DE DEZEMBRO, SOLENIDADE DO NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

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O Verbo desde toda a eternidade gerado pelo Pai elevou a união pessoal com ele o fruto Bendito do seio Virginal de Maria; quere dizer que a natureza humana e divina se ligaram em Jesus na unidade duma só pessoa que é a segunda da Santíssima Trindade e visto que quando se fala de filiação é a pessoa a que se designa, deve dizer-se que Jesus é o filho de Deus, porque a sua pessoa é divina: É o Verbo incarnado. Daqui se segue que Maria é com razão chamada Mãe de Deus, não porque gerou a humanidade que o Verbo uniu a si no mistério da incarnação. Compreendemos então que a Igreja cante na Missa o Solene Intróito: "Tu és meu filho, Eu hoje te gerei".



Filho Eterno de Pai, constantemente gerado por ele na Eternidade, Cristo continua a sê-lo no dia do se nascimento sobre a Terra, revestido da nossa humanidade. É no meio da noite que Maria dá a lua a seu filho divino e o coloca no presépio. Por isso celebra-se a Missa da meia-noite, e a estação faz-se na
Basílica de Santa Maria maior, no altar onde se conservam as relíquias do Presépio.


Este nascimento de Cristo em plena noite é simbólico: "Deus nascido de Deus, Luz nascida da luz" (Credo), Cristo dissipa as trevas do pecado; "É a verdadeira luz" cujo esplendor ilumina os olhos de nossa alma, para que enquanto conhecemos a Deus de uma maneira visível, por ele sejamos arrebatados ao amor das coisas invisíveis. Veio arrancar-nos da impiedade e dos prazeres do mundo e
ensinar-nos a merecer, pela dignidade da vida neste mundo a feliz esperança que nos foi prometida. Será em plena luz que se realizará a vinda da glória de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Natal é aparição na noite do mundo da Luz Divina, cujo o fulgor, em nós, e em volta de nós, se estende até o fim dos tempos.

Se o Tempo do Advento nos faz aspirar à dupla vinda do filho de Deus, o Natal celebra o aniversário do seu nascimento em Belém e prepara-nos para a vinda final em que virá julgar-nos. A partir do natal, o Ciclo Litúrgico segue passo a passo Jesus na sua obra de redenção, para que a Igreja enriquecidas com as graças que dimanam de cada um dos mistérios da vida de Cristo, seja, como diz
São Paulo, a Esposa sem mancha, sem rugas, santa e imaculada, que Ele poderá apresentar ao Pai, quando vier, no fim do mundo, para nos introduzir no seu reino. Esta nova vinda de cristo, celebrada pelo último domingo depois de Pentecostes, é o término de todas as festas do calendário Cristão. A festa do natal a 25 de dezembro, correspondendo ao 25 de março, coincide com a festa que os povos pagãos celebravam no solstício de Inverno para honrar o nascimento do Sol que eles divinizavam. A Igreja Cristianizou deste modo o rito pagão. A Imperatriz S. Helena mandou construir uma basílica em Belém, muito simples já que Jesus nascera na pobreza. O verbo desde toda a eternidade gerado pelo Pai elevou a união pessoal com Ele o fruto bendito do seio virginal de Maria; quer dizer a natureza humana e a divina se ligaram em Jesus na unidade de um só pessoa que se designa, deve-se que Jesus é o filho de Deus por que sua pessoa é divina.

Evangelho da Festa:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo apareceu um decreto de César Augusto,
ordenando o recenseamento de toda a terra.
Este recenseamento foi feito antes
do governo de Quirino, na Síria.
Todos iam alistar-se, cada um na sua
cidade.
Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à
Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,
para se
alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.
Estando eles ali,
completaram-se os dias dela.
E deu à luz seu filho primogênito, e,
envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para
eles na hospedaria.
Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e
guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
Um anjo do
Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram
grande temor.
O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova
que será alegria para todo o povo:
hoje vos nasceu na Cidade de Davi um
Salvador, que é o Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal: achareis um
recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.
E subitamente ao
anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e
dizia:
Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos
da benevolência (divina).

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Equipe do Blog "Em defesa da Santa Fé" deseja a Todos Feliz Natal!






A Equipe do Blog deseja a todos um Feliz e Santo Natal!

24 de DEZEMBRO, VIGÍLIA DO NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A vigília do Natal é ela toda cheia de santa alegria, e se não fossem os paramentos indicando a penitência e o jejum, dizíamos que a festa já principiara. Com efeito, a Santa Igreja espera na alegria a vinda do Senhor que vem salvar seu povo do pecado. Todos os que crêem em Cristo fazem parte deste povo; "toda a carne verá a salvação de nosso Deus", disse Isaías. São Paulo também afirma na Epístola de hoje que foi escolhido para levar o Evangelho a todas as gente e chamá-lo para Cristo.



A missa da vigília é uma preparação para bem celebrarmos o aniversário "do adorável nascimento do filho de Deus", daquele que a Esposa de José deu a luz e que, da raça de Davi, segundo a carne, foi predestinado a reinar com poder, pela ressurreição dos mortos. O Nascimento de Cristo aparece desde já orientado, através da Paixão, para a sua ressurreição e reino glorioso. Há duas vindas, ou melhor, dois momentos da mesma vinda: O nascimento do Redentor já é a preparação para a vinda final e do juízo Triunfador. É a esta luz que devemos compreender a maior parte dos textos litúrgicos do Natal. Na humilhação do presépio cantamos já a vinda de glória e saudamos, desde a sua aurora uma obra de redenção completamente realizada. Sob este ponto a Missa da vigília é particularmente notável: o mesmo pensamento por toda ela. Compreendemos melhor São Bernardo, a comentar em Matinas o Hodie e o Mane de que fala-o Êxodo, que ele diz significar: um, o dia da vinda presente, breve e cheio de trevas ainda, o outro o da eternidade nos esplendores dos Santos.



Preparemo-nos, portanto, para recebermos com alegria Aquele que nos vem resgatar para que um dia o possamos comtemplar sem receio, quando nos vier julgar.



Feliz Natal!

Nossa Senhora do Sábado - Devoção a Nossa Senhora do Bom Parto

Frei Agostinho de Santa Maria marca o ano de 1653 como o da fundação da igreja do Parto, mas parece que ela já existia em 1649. No início do século XVIII, a Irmandade dos Clérigos de São Pedro ali se estabeleceu e reedificou o santuário. Décadas depois o bispo D. Frei Antonio do Desterro ergueu, no terreno contíguo ao templo, um asilo para "mulheres desonestas" que estivessem arrependidas e fundou então o chamado Recolhimento do Parto, de triste memória por ser uma arma terrível na mão dos maridos que queriam desfazer-se de suas esposas. Tornou-se um espectro ameaçador para muitas senhoras e uma arma de prepotência e de disciplina doméstica para os maridos.

Uma das mais famosas esculturas brasileiras de Nossa Senhora do Parto é a da matriz de Vila Boa de Goiás, executada pelo escultor e dourador José Joaquim da Veiga Vale, natural de Pirenópolis, que viveu no século passado. Atualmente ela se encontra no Museu de Arte Sacra da capital goiana.

Nossa Senhora do Parto teve inúmeros devotos em vários países e em todas as épocas, especialmente entre as mulheres grávidas, pois o parto sempre foi um ponto de interrogação na vida de uma mulher, principalmente no tempo em que a medicina não possuía as condições atuais de proteger a mãe e a criança. Muitos homens casados também a invocavam para que suas esposas fossem bem sucedidas na hora de dar à luz.

Oração à Nossa Senhora do Bom Parto


Ó Maria Santíssima, vós, por um privilégio especial de Deus, fostes isenta da mancha do pecado original, e devido a este privilégio não sofrestes os incômodos da maternidade, nem ao tempo da gravidez e nem no parto; mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições das pobres mães que esperam um filho, especialmente nas incertezas do sucesso ou insucesso do parto. Olhai para mim, vossa serva, que na aproximação do parto, sofro angústias e incertezas. Dai-me a graça de ter um parto feliz. Fazei que meu bebê nasça com saúde, forte e perfeito. Eu vos prometo orientar meu filho sempre pelo caminho certo, o caminho que o vosso Filho, Jesus, traçou para todos os homens, o caminho do bem. Virgem, Mãe do Menino Jesus, agora me sinto mais calma e mais tranquila porque já sinto a vossa maternal proteção.

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por mim!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Teologia Ascética e Mística: Das virtudes e dos dons ou das faculdades da ordem sobrenatural - Das virtudes infusas

É certo conforme o Concílio de Trento, que no próprio momento da justificação recebemos as virtudes infusas da fé, da esperança e da caridade. E é doutrina comum, confirmada pelo catecismo do concílio de Trento, que as virtudes morais da prudência, justiça, fortaleza e temperança nos são comunicadas no mesmo instante. Não esqueçamos que estas virtudes nos dão, não a facilidade, senão o poder sobrenatural próximo de praticar atos sobrenaturais; senão necessários atos repetidos, para esse poder acrescentar a facilidade que dá o hábito adquirido.



Vejamos agora como estas virtudes no sobrenaturalizam as faculdades:



a) Umas são teologais, porque tem a Deus por objeto material, a algum atributo divino por objeto formal. A fé une-nos a Deus, suprema verdade, e ajuda-nos a ver e apreciar tudo a sua luz divina. A esperança une-nos Aquele que é a fonte de nossa felicidade, sempre disposto a derramar sobre nós os seus benefícios, para consumar a nossa transformação, e ajudar-nos com o seu poderoso auxílio e fazer atos de confiança absoluta e de filial entrega nas mãos de Deus sumamente bom em si mesmo; sob a sua influência, comprazemo-nos nas perfeições infinitas de Deus mais que se fossem nossas, desejamos que sejam conhecidas e glorificadas, travamos com ele uma santa amizade, uma doce familiaridade, e assim nos tornamos mais e mais semelhantes ao altíssimo. Estas três virtudes teologais une-nos, pois, diretamente a Deus.


b) As virtudes morais, que têm por objeto um bem honesto distinto de Deus, e por motivo a própria honestidade desse objeto, favorecem e perpetuam essa união com Deus, regulando tão bem as nossas ações que, a despeito dos obstáculos que se encontram dentro e fora de nós, tendem sem cessar para Deus. Assim é que a prudência nos leva a escolher os melhores meios para o nosso fim sobrenatural. A justiça, fazendo dar ao próximo o que lhe é devido, santifica as nossas relações com os nossos irmãos de tal forma que nos aproxima de Deus. A fortaleza arma-nos a alma contra a provação e a luta, faz-nos levar com paciência os sofrimento e empreender com santo arrojo os mais árduos trabalhos, para promover a glória de Deus. E, como o prazer criminoso nos afastaria disso, a temperança moderada em nós a ânsia do prazer, e subordina a lei do dever. E assim todas estas virtudes desempenham importantíssimo papel em remover o obstáculo, e a fornecer-nos até meios positivos que nos levem a Deus.


(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

7. Tendo amanhecido, os judeus conduziram Jesus a Pilatos, para que fosse condenado à morte. Pilatos declara-o inocente: “Não encontro nenhuma culpa neste homem” (Lc 23,4). E para ver-se livro
dos insultos dos judeus, que continuavam a exigir a morte do Salvador, o envia a Herodes. Muito se alegrou Herodes por ter Jesus em sua presença, esperando que, para livrar-se da morte, haveria de
fazer diante dele algum dos muitos prodígios de que ouvira falar. Fezlhe por isso muitas perguntas. Mas Jesus, porque não queria livrar-se da morte, haveria de fazer diante dele algum dos muitos prodígios de que ouvira falar. Fez-lhe por isso muitas perguntas. Mas Jesus, porque não queria livra-se porque aquele malvado não merecia resposta, cala-se e não responde. Então esse rei soberbo o desprezou com toda a sua corte e, cobrindo-o com uma veste branca, para mostrar que o considerava um ignorante e insensato, o reenviou a Pilatos (Lc 23,11). O cardeal Hugo diz: Zombando dele como de um louco, vestiu-lhe uma túnica. E S. Boaventura: Desprezou-o como inepto, porque não fez milagres; como ignorante, porque não respondeu uma única palavra; como louco, porque se não defendeu. Ó Sabedoria eterna, ó Verbo divino, só vos faltava essa ignomínia de ser tratado de louco, privado de senso. Tanto vos interessa a nossa salvação, que por nosso amor quereis não só ser vituperado, mas saciado de vitupérios, como já profetizara a vosso respeito Jeremias: “Apresentará a face a quem o esbofetear e ficará saciado de opróbrios” (Lm 3,30). E como podeis amar tanto os homens, dos quais só ingratidões e desprezos recebeis? Ai de mim, que sou um desses que vos ultrajou mais do que Herodes. Ah, meu Jesus, não me castigueis como a Herodes, privando-me da vossa voz. Herodes não vos reconhecia por quem sois, eu vos proclamo meu Deus; Herodes não vos amava, eu vos amo mais do que a mim mesmo. Por isso não me recuseis as vozes das inspirações como eu merecia pelas ofensas que vos fiz. Dizei o que quereis de mim, que eu, com a vossa graça, estou pronto a executá-lo. 8. Reconduzido Jesus a Pilatos, o governador o apresentou a povo, para saber a quem queriam libertar nessa páscoa, se a Jesus ou a Barrabás, o homicida. Mas o povo gritou: Não este, mas Barrabás. Ao que perguntou Pilatos: Que farei então de Jesus? Responderam: Crucifica-o. Que mal, porém, praticou este inocente? interroga Pilatos. Ao que replicam: Seja crucificado. Ó Deus! até agora a maior parte dos homens continua a dizer: Não este, mas Barrabás, preferindo a
Jesus Cristo um prazer sensual, um ponto de honra, um desabafo de cólera. Ah, meu Senhor, vós bem sabeis que houve um tempo em que vos fiz as mesmas injúrias, quando vos pospus aos meus malditos
prazeres. Meu Jesus, perdoai-me, que eu me arrependo de meu passado e de hoje em diante quero preferir-vos a todas as coisas. Eu vos estimo e vos amo acima de todos os bens; prefiro mil vezes morrer a abandonar-vos. Dai-me a santa perseverança, dai-me o vosso amor

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Santo ofício: Respostas católicas a heresia protestante:Acusação: Santificação do sábado ou domingo?

Questionamento Protestante: Santificação do sábado ou domingo?

Objeção: A Bíblia ordena: “Êxodo 20, 8-10” Lembra-te de santificar o dia de sábado.

Resposta: Jesus afirma: “Marcos 2, 27-28”. E dizia-lhes: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado; e, para dizer tudo, o Filho do homem é senhor também do sábado."

Sendo, pois, o Senhor do sábado, Jesus transferiu a santificação deste dia para domingo, o dia da Ressurreição e da vinda do Espírito Santo à Igreja da Nova e Eterna Aliança, como atesta toda a tradição cristã: “Marcos 16,9” e “Ato dos Apóstolos 2,1”. Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

Também as provas indiretas da santificação do domingo já no tempo dos Apóstolos, vejam: “Ato dos Apóstolos 20,7” "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite". e “1 Coríntios 16,2”. "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que tiver podido poupar, para que não esperem a minha chegada para fazer as coletas."

No último livro da Bíblia: “Apocalipse 1,10”. Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta...

Quase todos os biblistas estão de acordo com os cientistas, de que os sete dias bíblicos da criação, não eram sete dias de “vinte e quatro” horas, mas sete dias de milhares de anos.

Não existe povo ou cultura, que possa historicamente provar, qual dia da nossa semana era o primeiro dia.

O “sábado bíblico”, na língua hebraica, está relacionado com “descanso” e com o “sétimo dia”. Daí a intenção do autor da Bíblia era: ordenar à humanidade que trabalhasse durante seis dias, e no sétimo, dedicando em sua honra.

Por isso, a Igreja Católica respeita os muçulmanos que respeitam o “sétimo dia do descanso” na nossa sexta-feira; como também os judeus que o celebram no sábado.

Nós, os cristãos, desde o primeiro século, escolhemos para o dia do descanso o dia histórico de domingo, o dia da nova criação em honra da Ressurreição de Jesus Cristo.

(São João 8,44)
Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
 
(Gálatas 1,9)
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

Fonte: Respostas da Bíblia às acusações dos "crentes" contra a Igreja Católica - Pe. Vecente, SDV

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21 de Dezembro - São Tomé, Apóstolo e Mártir

Apostolo e mártir, mais conhecido como Tomé o Incrédulo e é um dos doze apóstolos e é citado nos 4 evangelhos embora o de São João é o mais detalhado nas epistolas envolvendo Tomé .Chamado por João Didymus, Grego para gêmeos, ele aparece em três momentos especiais. Primeiro quando se proclama pronto para morrer por Cristo ,dizendo no caminha para Bethany "Vamos morrer com ele"(João 11:16) Depois quando ele diz a Jesus: "Mestre nós não sabemos onde você está indo: como vamos saber o caminho?" E prontamente Jesus responde " Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai, exceto através de mim".

Finalmente, Tomé duvida dos seus companheiros discípulos quando eles dizem que ele haviam visto Jesus ressuscitado: "Se eu não ver as marcas dos pregos nas suas mãos e não colocar o meu dedo nas chagas das mãos e minha mão em seu lado ,eu não acreditarei (Lu 20:25)". Mas ele grita "Meu Senhor e meu Deus " quando fica face a face com o Senhor.

( Alguns estudiosos pensam que esta dúvida foi propositadamente sugerida por Deus, para que fosse possível alguém tocar nas chagas de Jesus, ficando assim sem a menor duvida, que Jesus havia ressuscitado. Este raciocínio ainda é confirmado, porque a frase "Vamos morrer com ele" foi dita quando os outros apóstolos não queriam que Jesus fosse ressuscitar Lázaro dos mortos e Tomé insistiu e foi o maior milagre de Jesus).

São Gregorio, o magno em uma de suas homilias diz claramente:" O que vocês pensam quando São Tomé não acreditou e Ele voltou para ser visto, ouvido, tocado e acreditado!? Uma maravilhosa Providencia Divina visto que Tomé era o único ausente e tudo foi arranjado por Ele para que Tomé fosse ser a maravilha da misericórdia Divina aos descrentes e Tomé ao tocar as feridas, curou a grande ferida da descrença.". Pouco é conhecido sobre sua vida posterior a morte de Jesus embora Euzébius da Cesárea confirmou na sua "Historia Eclesiástica" que Tomé pregou entre os Parthias no Leste. Esta assertiva confirma as varias lendas e tradições de São Tomé teria sido um missionário na Índia, onde ele é considerado o fundador dos Cristãos Malabares, perto de Madras, uma descrição a qual é prescrita nos "Atos de Tomé", escrito em Syriaco durante o terceiro século e influenciado os Agnósticos. Outros escritos atribuem a São Tomé o Evangelho de São Tomé , o Atleta , que outros consideram apócrifo. Suas relíquias estão supostamente guardadas em um santuário em Ortona, na Itália. Seus símbolos são a lança , o machado e o esquadro de carpinteiro.

Ele é padroeiro dos geólogos, geógrafos, geometristas, dos arquitetos, dos construtores e das pessoas em dúvida.

(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_tome.htm  )

Catecismo Romano: "Donde há de vir e julgar os vivos e mortos" (Parte III)

Sobretudo, era mister que a lembrança do juízo alentasse os bons, e aterrasse os maus. Conhecendo a justiça de Deus, aqueles não viriam a desfalecer; estes seriam arredados do mal, graças ao temor e à expectação dos eternos castigos.

Por isso, falando do último dia, Nosso Senhor e Salvador declarou que haveria um juízo universal. Descreveu os sinais do tempo em que há de chegar, para que, ao vê-los, reconhecêssemos estar perto o fim do mundo. Depois, no momento de subir ao Céu, enviou anjos que disseram aos apóstolos, tristes com sua ausência, as seguintes palavras de consolação: "Este Jesus que de vosso meio foi arrebatado ao céu, há de vir assim como o vistes subir aos céus" (Atos 1,11).

Ensinaram as sagradas escrituras, que a Cristo Nosso Senhor foi entregue o julgamento, não só enquanto Deus, mas também enquanto Homem. Ainda que o poder de julgar é comum a todas as Pessoas da Santíssima Trindade, contudo o atribuímos ao filho de modo particular, por dizermos que lhe compete também a sabedoria. Uma declaração do Senhor confirma que ele, em quanto homem, há de julgar o mundo: "Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu ao Filho ter a vida em si mesmo; e conferiu-lhe o poder de julgar, porque é o filho do homem"(Jo 5,26ss).

Fica muito bem que tal juízo seja efetuado por Cristo Nosso Senhor, já que os julgados são homens, se-lhes-á possível ver o juiz com os olhos corporais, e com os próprios ouvidos escutar a sentença que for lavrada, e pelos sentidos chegar ao perfeito conhecimento da ação judicial.

De mais a mais, era de suma justiça que aquele Homem, que fora condenado por sentença de homens extremamente malvado, tomasse assento à vista de todos, para julgar todos os homens. Por isso, depois de expor, em casa de Cornélio, os pontos capitais da religião cristã; depois de ensinar que Cristo fora crucificado e morto pelos judeus, mas que ao terceiro dia havia ressurgido: O Príncipe dos Apóstolos não deixou de acrescentar: "E deu-nos ordem de pregar ao povo, e testemunhar que foi por Deus instituído juiz dos vivos e dos mortos"(Atos 10,42).

Como sinais que precedem o juízo, as Sagradas Escrituras enumeraram três principais: a pregação do Evangelho pelo mundo inteiro, a apostasia, o anticristo.

Com efeito, assim falou Nosso Senhor: "Será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para servir de testemunho a todos os povos, e depois há de vir a consumação" (Mt 24,14). E o Apóstolo adverte-nos que ninguém se iluda, "como se o Dia do Senhor esteja vizinho"(1Thi 2,2); porquanto não se fará o juízo, "sem que venha antes a apostasia, e tenha aparecido o homem do pecado"(2Thi 2,3).

As circunstâncias do juízo pode-se ver comodamente nas profecias de Daniel (Dan 7,9), na doutrina dos Santos Evangelhos (Mt 24,1ss; 25,1ss Mc 13,26) e do Apóstolo (1Cor 15,52; 1Thi 2,1-11; 4,12-16; 5,1-11).

Neste lugar, contudo, merece maior atenção a sentença que o juiz vai pronunciar (Mt 25,34).

Cristo Nosso Senhor irá lançar um lugar de jubilosa complacência para os justos colocados à direita, e com extremos de bondade lhes dirá a seguinte sentença: "Vide, benditos de Meu pai, tomai posse do meu reino, que vos está preparado desde o princípio do mundo" (Mt 25,34).

Não se poderá ouvir palavra mais suave do que esta! Assim há de averiguá-lo quem a cortejar com a condenação dos maus; quem levar em conta que tal sentença chama os bons e justos, da labuta ao descanso, deste vale de lágrimas aos cimos da alegria, das tribulações à eterna bem-aventurança, que mereceram por suas obras de caridade.

Volvendo-se, então, para aqueles que estarão à esquerda, lançará sobre eles o rigor da sua Justiça, usando das palavras: "Apartai-vos de Mim malditos, para o fogo eterno que foi preparado ao demônio e seus anjos" (Mt 25,41).

As primeiras palavras - "apartai-vos de mim" - exprimem a maior das penas que afligirá os maus, quando forem lançados o mais longe possível da presença de Deus, sem que os possa consolar a esperança de virem jamais a gozar de um bem tão grande.

Esta é a pena que os teólogos chamam "pena do dano", porque os réprobos no inferno ficarão para sempre privados da luminosa visão de Deus.

O acréscimo "malditos agrava-lhes a miséria e a desgraça, de uma maneira pavorosa. Se, na verdade, ao serem escorraçados da presença de Deus, fossem pelo menos julgados dignos de alguma bênção, não há dúvida de que nisso poderiam ter grande consolo. Mas, como não lhes é dado esperar nada de semelhante para mitigar sua desgraça, de pleno direito a justiça divina os perseguirá, com todas as maldições, a partir do momento em que são repudiados.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

preparação para a morte: Meios de preparar-se para a morte

PONTO II
Já que é certo, meu irmão, que tens de morrer, prostra-te aos pés do Crucifixo; agradece-lhe o tempo que sua misericórdia te concede para regular tua consciência, e passa em revista a seguir todas as desordens de tua vida passada, especialmente as de tua mocidade. Considera os mandamentos divinos: recorda os cargos e ocupações que tiveste, as ami-zades que cultivastes; anota tuas faltas e faze — se ainda a não fizeste — uma confissão geral de toda a tua vida... Oh! quanto contribui a confissão geral para pôr em boa ordem a vida de um cristão.
Cuida que essa conta sirva para a eternidade, e trata de resolvê-la como se a apresentasses no tribu-nal de Jesus Cristo. Afasta de teu coração todo afeto mau e todo rancor ou ódio. Satisfaze qualquer motivo de escrúpulo acerca dos bens alheios, da reputação lesada, de escândalos dados, e propõe firmemente fugir de todas as ocasiões em que possas perder a Deus. Pensa que aquilo que agora parece difícil, im-possível te parecerá no momento da morte.
O que mais importa é que resolvas pôr em exe-cução os meios de conservar a graça de Deus. Esses meios são: ouvir Missa diariamente; meditar nas ver-dades eternas; fazer, ao menos uma vez por semana, a confissão e receber a comunhão; visitar todos os dias o Santíssimo Sacramento e a Virgem Maria; as-sistir aos exercícios das congregações ou irmanda-des a que pertenças; praticar a leitura espiritual; fazer todas as noites exame de consciência; escolher al-guma devoção especial à Virgem, como jejuar todos os sábados, e, por fim, propor recomendar- se a Deus e à sua Mãe Santíssima, invocando a miúdo, sobretudo no tempo da tentação, os santíssimos no-mes de Jesus e Maria.
Tais são os meios com que podemos alcançar uma boa morte e a salvação eterna.
Exercer essas práticas será sinal evidente de nossa predestinação.
Pelo que diz respeito ao passado, confiai no san-gue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos dá estas luzes porque quer salvar-vos, e esperai na interces-são de Maria, que vos obterá as graças necessárias. Com a vida assim regulada, e a esperança posta em Jesus e Maria, quanto nos ajuda Deus, e que força não adquire a alma! Coragem, pois, meu leitor, entre-ga-te todo a Deus, que te chama, e começa a gozar dessa paz que até agora, por culpa tua, não experi-mentaste. Pode, porventura, uma alma desfrutar paz maior que a de poder dizer todas as noites, ao des-cansar: se viesse esta noite a morte, morreria, se-gundo espero, na graça de Deus!? Que consolação se, ao ouvir o fragor do trovão, ao sentir a terra tre-mer, pudermos esperar resignadamente a morte, se Deus assim o tiver determinado!

AFETOS E SÚPLICAS
Quanto vos agradeço, Senhor, as luzes que me dais!... Não obstante ter eu tantas vezes vos abando-nado e me afastado de vós, não me abandonastes. Se o tivésseis feito, cego estaria eu, como quis sê-lo na vida passada; encontrar-me-ia obstinado em mi-nhas culpas, e não teria vontade nem de renunciar a elas nem de vos amar. Sinto agora dor grandíssima de vos ter ofendido, vivo desejo de estar na vossa graça, e profundo aborrecimento daqueles malditos prazeres que me fizeram perder vossa amizade. To-dos estes afetos são graças que de vós procedem e que me induzem a esperar que queirais me perdoar e me salvar... É, pois, a vós, Senhor, que, apesar de meus muitos pecados, não me abandonais e desejais minha salvação, que me entrego inteiramente; aflige-me de todo o coração o ter-vos ofendido, e proponho querer antes perder mil vezes a vida do que vossa graça... Amo-vos, Soberano Bem; amo-vos, meu Je-sus, que por mim morrestes, e espero por vosso pre-ciosíssimo sangue que jamais tornarei a afastar-me de vós.
Não, meu Jesus, não quero perder-vos outra vez, mas sim amar-vos eternamente. Conservai sempre e aumentai meu amor para convosco, o que vos suplico pelos vossos próprios merecimentos...
Maria, minha esperança, rogai por mim a Jesus!

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004