domingo, 27 de fevereiro de 2011

Domingo da Sexagésima: "A semente é a palavra de Deus" (Ev.)

Postado por Elias,O Profeta 

O dilúvio e suas águas fazem uma associação ao Batismo.
O breviário Romano fala-nos de Noé durante toda esta semana. "Vendo Deus que era grande a malícia do homem sobre a Terra, disse: Vou exterminar o homem que criei. Faze pois, uma arca de madeira e entra nela, que estabelecerei contigo a minha aliança. E Deus fez chover então sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. A arca flutuava à superfície das águas que se elevaram acima das grandes montanhas. Os homens pereceram e Noé salvou-se com os seus na arca... Passou algum tempo e Noé soltou uma pomba, que regressou com um ramo de oliveira. Noé compreendeu que as águas tinham baixado. E então disse-lhe Deus: Sai da arca e multiplicai-vos sobre a Terra. E Noé elevou um altar e elevou a Deus um sacrifício de agradável odor".

Esta narração referida ao mistério Pascal, é comentada por uma bela oração de Sábado Santo. Ei-la: "A justa cólera do Criador submergiu o mundo culpado nas águas da vingança, e só Noé se salvou na arca. Depois a virtude admirável do amor lavou o universo no sangue". Foi no madeiro da arca que salvou o gênero humano e foi no madeiro da Cruz que resgatou o mundo. "Só tu foste digna, diz a Igreja ao falar da Cruz, de seres para o mundo naufragado a arca que o leva ao porto". A porta aberta no costado da arca e por onde entraram os que se haviam de salvar do dilúvio é-nos representada na liturgia como figura do mistério da redenção; porque do lado de Jesus saiu sangue e água, simbolizando os sacramentos do Batismo e da Eucaristia.

"Ó Deus que, lavando nas águas os crimes do mundo corrompido, nos deste no mesmo dilúvio a imagem da regeneração, para que um mesmo elemento fosse o fim dos vícios e a imagem das virtudes, olhai com bondade a vossa Igreja e multiplicai nela a vossa intervenção regeneradora, abrindo por toda a terra as fontes batismais que devem renovar os povos". No tempo de Noé, diz São Pedro, salvaram-se do dilúvio somente oito pessoas e isto é símbolo do batismo que nos salva a todos. E quando o bispo benze na quinta-feira santa o azeite de oliveira que há de servir para os sacramentos, diz: "Quando os crimes do mundo já tinham sido expiados nas águas do dilúvio, veio uma pomba anunciar a paz na Terra com um ramo de oliveira no bico, que era o símbolo das graças que nos reservava o futuro. Este símbolo realiza-se, quando a unção do azeite, depois que a água do Batismo nos lavou, nos vem dar ao rosto paz e beleza". Mas no que Noé assemelha mais com Jesus Cristo é na missão que Deus lhe confiou na missão de ser pai de numerosos povos. Noé é, com efeito, o segundo progenitor do gênero humano e o símbolo da vida renascida. "O ramo da oliveira simboliza a feliz fecundidade que Deus concederia a Noé depois de sair da arca, e a arca é denominada no ofício de hoje por Santo Ambrósio "seminarium", quer dizer, lugar onde se guarda a semente da vida que deve recobrir o mundo. Ora, bem melhor que Noé, Jesus repovoou o mundo com a prodigiosa descendência das almas crentes e fiéis a Deus. É por isso que a oração da profecia do Sábado Santo pede ao Senhor que realize seus desígnios eternos e complete na paz a obra da redenção do homem: "...possa sentir e ver no mundo a reparação do que estava caído e a renovação do que envelhecera e todas as coisas restabelecidas na integridade primeira por aquele que deu a todos o ser".

No princípio foi pelo Verbo, quer dizer, pela palavra que Deus fez o mundo. E foi pela pregação do Evangelho, que Jesus, o Verbo de Deus, veio regenerar os homens. Fomos regenerados, diz São Pedro, por uma semente incorruptível, que é a palavra de Deus, que nos foi anunciada pelo Evangelho. A esta luz, já vemos todo o relevo da palavra do semeador, que vem na missa de hoje.


Se no tempo de Noé os homens pereceram, diz São Paulo, foi por serem incrédulos. Noé que acreditou salvou-se na arca. Do mesmo modo, os que acreditarem a palavra do Senhor serão salvos. E São Paulo enumera na Epístola de hoje tudo o que é necessário para levar aos povos a fé no nome de Deus. Ele foi, com efeito, o pregador por excelência, o ministro de Cristo que Deus escolheu para levar aos povos os clarões da boa nova do Verbo Encarnado.

Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo:
Havia se reunido uma grande multidão: eram pessoas vindas de várias cidades para junto dele. Ele lhes disse esta parábola:
Saiu o semeador a semear a sua semente. E ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram.
Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade.
Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na.
Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um. Dito isto, Jesus acrescentou alteando a voz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola.
Ele respondeu: A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam.
Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem.
Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque crêem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam.
A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem.
A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança. 

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São Policarpo de Smyrna, 23 de Fevereiro


Foi um discípulo e convertido por São João, o apóstolo e evangelista, amigo e de Santo Inácio da Antióquia

Foi bispo de Smyrna ( moderna Izmir na Turquia). Muito reverenciando pelos cristãos como um líder que o escolheram para representar o Papa Anicetus na questão da data da celebração da Páscoa. O Papa Anicetus o admirava tanto que pediu que ele celebrasse a consagração em sua igreja. Uma das várias cartas escritas por Policarpo foi preservada e ainda partes de outra que ele escreveu a Igreja de Philippi, Macedonia. Aos 86 anos, durante as perseguições do Imperador Marcos Aurélio foi preso. Ele pediu a Santo Inácio que continuasse a construção das igrejas que não havia podido terminar. Foi torturado e martirizado para renegar a sua fé e como não o fizesse foi queimado vivo no Anfiteatro de Smyrna mas, milagrosamente, as chamas não o atingiam e não o machucavam e ele continuar a cantar hinos de louvor a Jesus. Impressionado com o acontecimento os guardas chamaram um arqueiro para que ele perfurasse o santo com uma flecha. Ao ser atingido o seu sangue apagou as chamas. Os guardas tentaram de novo acender a pira mas sem sucesso.

O procônsul encarregado do martírio, furioso ordenou que fosse decapitado com uma adaga. O atos do martírio de São Policarpo foram preservados e são considerados uma vívida e completa descrição do martírio deste grande santo.

Morreu no ano de 155 em Smyrna

É invocado como protetor das dores de ouvido e das queimaduras..

Sua festa é celebrada no dia 23 de fevereiro

Em sua carta para os Philippians ele diz:

“Fique firme e na sua conduta siga o exemplo do Senhor, firme e imutável em sua fé, ame seu irmão, amando a cada um e a todos unidos na verdade e ajudando a cada um com a bondade do Senhor Jesus, não desprezando a nenhum homem”.

Parte de uma carta descrevendo o martírio de São Policarpo:

Quando a pira estava pronta Policarpo tirou suas roupas ficando só com as de baixo e ele foi rodeado pelo material da pira. Quando tentaram prega-lo com pregos ele disse: “ deixe-me que não fugirei. Aquele que me ama me dará forças para resistir ao fogo e me dará forças para ficar quieto sem os seu pregos para me penderem. Então eles não o fixaram, mas apenas o amarraram. Olhando para o céu ele disse :
“Senhor Deus, pai de seu amado filho Jesus, Deus dos anjos e de todas as criaturas, poder de toda a criação, de todas as raças que vivem em sua vista, eu vos abençou-O por me julgar digno deste dia, desta hora, de modo que em companhia dos mártires eu irei beber do cálice de Cristo que levantou-se de novo da morte para a vida eterna em corpo e alma pelo poder do Espírito Santo. Eu Vos venero por todas estas coisas e glorifico o eterno príncipe dos céus Jesus, Vosso amado Filho. Para a Vossa maior gloria e do Espírito Santo, Amem".

Quando ele disse Amem e terminou sua preces os guardas acenderam a pira mas quando uma grande chama levantou-se e alguns privilegiados puderam ver um estranho e maravilhoso acontecimento. Como um barco com as velas ao vento, a chama formava uma cúpula em volta do corpo de Policarpo, cercado pelo fogo seu corpo era como um pão que é tostado ou ouro ou prata branca no calor no forno, mas não como uma carne sendo queimada e seu rosto era de tranquilidade e paz. Uma suave flagrância saia daquela pira como se fosse um incenso sendo queimado e não um corpo. O odor era de uma doce fragrância de incenso dos mais caros e raros.

Segundo o historiador Euzébio, várias testemunhas foram convertidas por esse milagre de São Policarpo e após sua morte, seu túmulo passou ser local de veneração e peregrinação, e vários milagres são creditados a sua intercessão.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/Sao%20Policarpo.htm

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

22 de Fevereiro, Cátedra de Pedro em Roma



Postado por Elias, O Profeta

Como já foi comemorado no dia 18 de janeiro, festejar a cadeira de São Pedro é festejar a Primazia do príncipe dos Apóstolos como cabeça da Igreja Universal. Temos atualmente duas festas da cadeira de São Pedro, ambas com o mesmo objetivo. A de hoje, que é anterior, como geralmente cai durante a quaresma, começou-se muito cedo a celebrar-se também a 18 de janeiro, daí a conservação de duas festas da Cátedra de Pedro no calendário, a primeira (22 de Fevereiro) aplicada a Antioquia e a segunda a Roma (18 de Janeiro). Celebremos pois, com grande alegria a festa da Cátedra de Pedro que tem como finalidade de afirmar a Primazia de Pedro e de seus sucessores. Onde está Pedro está a Igreja de Cristo!


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Domingo da Septuagésima: "Ide vós também para a minha vinha" (Ev.)

Postado por Elias, O Profeta



Depois assistirmos à recepção entusiástica com que a Igreja recebeu o Verbo encarnado, vamos entrar nos recessos tenebrosos da decadência humana.




A Septuagésima principia sempre na nona semana antes da Páscoa e compreende os três domingos denominados: Septuagésima, Sexagésima e Qüinquagésima. A designação derivante do sistema de numeração em uso, marca a série das dezenas sobre que recaem estes domingos. Com efeito se dividirmos as nove semanas antes da Páscoa em séries de dez dias, poderemos constatar que o primeiro Domingo dos 9 domingos cai na sétima dezena, o segundo na 6ª dezena e o terceiro na 5ª dezena.





A festa da Páscoa é móvel e pode ser celebrada conforme os anos, entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. Quando vem mais cedo, a Septuagésima começa ainda no tempo da Epifania.





O tempo da Septuagésima é o prelúdio do grande jejum da Quaresma e serve de preparação remota para as festas da Páscoa. Serve de transição a alma cristã que deve passar das alegrias do Natal para as penitências austeras da Quaresma. E se o jejum ainda não é rigoroso, a cor dos paramentos já é roxa, a cor da penitência. Não se reza o Glória, porque esse canto de alegria que celebrou Cristo nascido em nossa carne mortal, deve se cair durante este período de tristeza, que envolve a alma da Igreja por causa dos pecados dos homens, para irromper de novo no dia da ressurreição.





A Quaresma, de quarenta dias e as três décadas da Septuagésima, simbolizam perfeitamente os setenta anos de cativeiro na Babilônia. Este tempo termina para o ciclo litúrgico na Quarta-Feira de Cinzas.





A aproximação dos textos do breviário e do missal, essa semana, esclarece-lhes singularmente o sentido e a importância. As lições e os responsórios dos ofícios da noite são tirados do Gênesis e relatam a história da criação do mundo e do homem, a queda dos primeiros pais, a promessa do redentor e finalmente a morte de Abel e a seqüela das gerações até Noé. "No princípio, diz o livro santo, Deus criou o Céu e a Terra, formou o homem e colocou-o num Jardim de delícias para o cultivar". Jesus Cristo, observa São Gregório, diz-nos que o Reino dos Céus é semelhante a um Pai de família que assalaria um monte de operários para a sua vinha. Olha quem pode melhor representar o Pai de Família que o Criador, que governa com a sua providência tudo que é criado neste mundo e traz neste mundo os seus escolhidos como o Senhor traz o Servo na sua casa? A vinha é a Igreja. Todos os aplicaram com retidão à prática do bem e exortaram os outros com a palavra ou com o exemplo a enveredar pelos caminhos da virtude, são operários desta vinha. Pelos da primeira, terceira, sexta e nona hora, quis o Senhor designar o povo judeu, que desde o princípio se esforçou a servir a Deus na pessoa de seus profetas e de seus santos não cessou de trabalhar no cultivo da vinha. Pelos da Undécima, designou os gentios e a eles se dirige:" Porque estais aqui o dia todo sem fazer nada?" Todos os homens são pois convidados a trabalhar na vinha do Senhor, quer dizer, na própria santificação e na alheia, e glorificar por este modo a Deus. Mas Adão falhou na sua missão: "porque tu comeste do fruto da árvore que te ordenara que não comesse, a terra por tua causa será maldita e tirará dela teu sustento à força do trabalho. Só dará espinhos e cardos. Comerás o pão do suor do teu rosto até que voltes da terra donde saístes." Exilados do Paraíso, diz Santo Agostinho, o primeiro homem comunicou a pena de morte e reprovação a todos os descendentes. O gênero humano, assim condenado, foi por assim dizer afundado na desgraça que vai arrastando consigo através das misérias da vida. Os textos das missas estão cheios dos mesmos pensamentos. "Dores de morte me cercaram", diz o Intróito. E é com justiça, diz a oração, que sofremos pelos nossos pecados. A Epístola nos apresenta a vida como um circo onde é necessário lutar para ganhar a coroa. O denário da vida Eterna, acrescenta o evangelho, será dado só aquele que trabalhar na vinha do Senhor. Deus na sua sabedoria preferiu, diz Santo Agostinho, tirar bem do mal, e não permitir mal algum. Deus com efeito compadeceu-se dos homens e prometer-lhes um segundo Adão que restabeleceria a ordem perturbada pelo primeiro. O Paraíso era a "sombra duma vida mais perfeita". Exilados de lá com Adão veio nos abrir as portas e dar-nos a oportunidade de lá entrarmos. Senhor, canta a Igreja, vós sois o nosso auxílio na angústia e na indigência. Tendes o perdão convosco, iluminais sobre nós a vossa face e salvai-nos.





A missa da Septuagésima assim estudada prepara-nos para começar este novo período do ano litúrgico com uma compreensão mais perfeita dos mistérios pascais. Aprende-se melhor deste modo tudo o que a Páscoa representa e o que a Igreja nos ensina quando diz: Deus criou o homem duma maneira admirável e o resgatou de uma maneira mais admirável ainda.









Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo:
Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.
Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.
Disse-lhes ele: - Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário.
Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.
Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: - Por que estais todo o dia sem fazer nada?
Eles responderam: - É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: - Ide vós também para minha vinha.
Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: - Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.
Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.
Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.
Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:
- Os últimos só trabalharam uma hora... e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.
O senhor, porém, observou a um deles: - Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?
Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.
Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?
Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. [ Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.]




Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Santa Bernadete, Virgem






Também conhecida como Santa Maria Bernadete e Santa Bernadete Soubirous

Nasceu em 7 de janeiro de 1844 em Lourdes, França. A mais velha de seis filhos de uma família muito pobre chefiada por Francois e Louise Casterot.Ela serviu como empregada de 12 aos 14 anos.Depois foi pastora de ovelhas. Em 11 de fevereiro de 1858, mais ou menos na época de sua primeira comunhão ela recebeu uma visão da Virgem; sua descrição de como foi pode ser lida abaixo. Ela recebeu 18 novas visões nos próximos cinco meses e foi levada a uma fonte de água que curava. Ela mais tarde mudou-se para uma casa do Convento das Irmãs de Nevers em Lourdes onde ela vivia, trabalhava, aprendeu a ler e a escrever. As irmãs cuidavam dos doentes e indigentes e quando Bernadete fez 22 anos foi admitida na Ordem. Sempre muito doente ela morreu enquanto orava a Virgem Maria.

Faleceu em 16 de abril de 1879 em Nevers, França.

O corpo de Maria Bernadete permanece incorruptível.

Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 1933.

Desde que apareceu a Santa Bernadete em 1858 mais de 200 milhões de pessoas visitaram o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.



Sua festa é celebrada no dia 16 de abril.

Na França, é celebrada no dia 18 de fevereiro.


A Aparição em Lourdes



“Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as arvores e elas estavam paradas e o ruído não eram delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz ela mesma e na segunda tentativa eu consegui fazer o sinal da cruz embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios”.

Quando eu terminei a Ave Maria, ela desapareceu.

Eu perguntei as minhas duas companheiras se elas haviam notado algo e elas responderam que não haviam visto nada. Naturalmente elas queriam saber o que eu estava fazendo e eu disse a elas que tinha visto uma senhora com um lindo vestido branco, embora eu não soubesse quem era. Disse a eles para não dizer nada sobre o assunto porque iriam dizer que era coisa de criança. Voltei no domingo ao mesmo lugar sentindo que era chamada ali.

Na terceira vez que fui à senhora reapareceu e falou comigo e me pediu para retornar todos os próximos 15 dias. Eu disse que viria e então ela disse para dizer aos padres para fazerem uma capela ali. Ela me disse também para tomar a água da fonte. Eu fui ao rio que era a única água que podia ver. Ela me fez realizar que não falava do rio Gave e sim de um pequeno fio d’água perto da caverna. Eu coloquei minhas mãos em concha e tentei pegar um pouco do liquido sem sucesso. Aí comecei a cavar com as mãos o chão para encontrar mais água e na quarta tentativa encontrei água suficiente para beber. A senhora desapareceu e fui para casa.

Voltei todos os dias durante 15 dias e cada vez, exceto em uma Segunda e uma Sexta a Senhora apareceu e disse-me para olhar para a fonte e lavar-me nela e ver se os padres poderiam fazer uma capela ali. Disse ainda que eu deveria orar pela conversão dos pecadores. Perguntei a ela, varias vezes, o que queria dizer com isto, mas ela somente sorria. Uma vez finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu e disse-me que era a Imaculada Conceição. Durante 15 dias ela me disse três segredos que não era para revelar a ninguém e até hoje não os revelei.”

Fonte: (http://www.cademeusanto.com.br/santa_bernadete.htm)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

VI Domingo Depois da Epifania "Revelarei coisas ocultas desde a Criação do Mundo" (Ev.)

Deus, diz São Paulo, falou-nos pelo seu Filho, a quem constitui herdeiro de tudoe do qual sendo esplêndor da glória do Pai e a figura da sua substância e conservando tudo por meio da sua palavra, quis operar a purificação dos pecados, e está sentado a direita de Deus Pai. "A nenhum dos anjos disse Deus: Tu és meu Filho e hoje te gerei". E quando o enviou ao Mundo disse: "Que os anjos todos o Adorem". O Apóstolo, comenta Santo Atanásio, declara Jesus superior aos anjos para evidenciar a diferença que existe entre a natureza de Filho e das criaturas. A missa de hoje revela igualmente a Divindde de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão claramente expressa no ofício de Matinas, como acabamos de ver. É Deus, porque revela as coisas ocultas em Deus e que o mundo ignora. A sua palavra é divina por ter o condão de apaziguar as tempestades das paixões e capaz de produzir na alma de quem a receber maravilhas de fé, de esperança e de caridade. A Igreja também é divina pois, pega em raiz divina, na palavra do Senhor e está admiravelmente figurada nas três medidas de farinha que a força expansiva do fermento leveda, e no grão de mostarda, a mais pequena das sementes, que em breve se torna árvore frondosa, onde as aves do céu gostam de nidificar.
Meditemos com frequência no Evangelho para que nos penetre e nos transforme como crescente e se forme, na nossa alma e na nossa vida, árvore frondosa a vergar de frutos de santidade. Desta maneira trabalhemos no alargamento do reino de Deus.
Leitura da Santa Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses: (ITess. 1, 2-10) Irmãos: Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, Em verdade, partindo de vós, não só ressoou a palavra do Senhor pela Macedônia e Acaia, mas também se propagou a fama de vossa fé em Deus por toda parte, de maneira que não temos necessidade de dizer coisa alguma. De fato, a nosso respeito, conta-se por toda parte qual foi o acolhimento que da vossa parte tivemos, e como abandonastes os ídolos e vos convertestes a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e aguardardes dos céus seu Filho que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira iminente. Deo Gratias
Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus: Naquele tempo, Jesus em seguida, contou-lhes esta parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2)
(Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11 de Fevereiro - Aniversário das Primeiras Aparições de Nossa Senhora em Lourdes, França





Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo-se a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous.

A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.

Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida, “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.

“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.

Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.

Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubiruos, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltassem em 18 de fevereiro.

Desta vez, Bernadete foi acompanha por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez. Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a via. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.

Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.

Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.

Entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858 houve 18 aparições. Estas se caracterizaram pela sobriedade das palavras da Virgem, e pela aparição de uma fonte de água que brotou inesperadamente junto ao lugar das aparições e que deste então é um lugar de referência de inúmeros milagres constatados por homens de ciência.


As seguintes aparições

Na quarta aparição, no domingo, dia 21 de fevereiro, a Santíssima Virgem lançando um olhar de tristeza sobre a multidão, disse à menina vidente: “É necessário rezar pelos pecadores”.

Em seguida, em 25 de fevereiro, a Santa Mãe disse-lhe: “Vai e toma água da fonte”, a menina pensou que lhe pedia que fosse tomar água do rio Gave, mas a Mãe indicou-lhe que procurasse no chão. Bernadete começou a escavar e a terra se abriu e começou a brotar água. Desde então aquele manancial mina água sem cessar, uma água prodigiosa onde foram alcançadas curas milagrosas de milhares e milhares de doentes. Este manancial produz cem litros de água por dia continuamente desde aquela data até hoje.

No dia seguinte, a Virgem Maria destacou: “É necessário fazer penitência”, então Bernadete começou naquele momento a fazer alguns atos de penitência. A Virgem, disse-lhe também:: “Rogarás pelos pecadores...Beijarás a terra pela conversão dos pecadores”. Como a Visão retrocedia, Bernadete a seguia de joelhos beijando a terra.
Mais adiante, em 2 de março, a Virgem diz a Bernadete que diga aos sacerdotes que Ela deseja que se construa ali um templo e que sejam feitas procissões.

Em 25 de março, ao vê-la mais amável do que nunca, Bernadete pergunta várias vezes: Senhora, quer me dizer o seu nome? A Virgem sorri e por fim, com a insistência da menina, eleva suas mãos e seus olhos ao céu e exclama: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Na aparição do dia 5 de abril, a menina permanece em êxtase, sem se queimar com a vela que se consome entre suas mãos.

Finalmente, em 6 de Julho, festa da Virgem do Carmo, Nossa Senhora apareceu mais bela e mais sorridente do que nunca e inclinando a cabeça em sinal de despedida, desapareceu. E Bernadete nunca mais voltou a vê-la nesta terra. Até essa data a Virgem apareceu a Bernadete 18 vezes, desde o dia 11 de fevereiro.

Em 1876, foi edificada ali a atual Basílica, um dos lugares de peregrinação do mundo Católico. Bernadete foi canonizada pelo Papa Pio XI em 8 de dezembro de 1933.

Desta maneira, Lourdes tornou-se um dos lugares de maior peregrinação do mundo, milhões de pessoas vão todos os anos e muitos doentes foram curados em suas águas milagrosas.

A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada no dia de sua primeira aparição, 11 de fevereiro.


A Mensagem da Virgem

A Mensagem que a Santíssima Virgem deu em Lourdes, pode ser resumida nos seguintes pontos:

1.- É um agradecimento do céu pela definição do dogma da Imaculada Conceição, que tinha sido declarado quatro anos antes por Pio IX (1854), ao mesmo tempo que assim apresenta Ela mesma como Mãe e modelo de pureza para o mundo que está necessitado desta virtude.

2.- Derramou inumeráveis graças físicas e espirituais, para que nos convertamos a Cristo em sua Igreja.

3.- É uma exaltação às virtudes da pobreza e humildade aceitas cristanamente, ao escolher a Bernadete como instrumento de sua mensagem.

4.- Uma mensagem importantíssima em Lourdes é o da Cruz. A Santíssima Virgem repete que o importante é ser feliz na outra vida, embora para isso seja preciso aceitar a cruz. "Eu também te prometo fazer-te ditosa, não neste mundo, mas no outro"

5.- Em todas as aparições veio com seu Rosário: A importância de rezá-lo.

6.- Importância da oraçao, da penitência e humildade (beijando o solo como sinal disso); também, uma mensagem de misericórdia infinita para os pecadores e do cuidado com os doentes.

7.- Importância da conversão e a confiança em Deus.


Os primeiros milagres

26 de fevereiro

A água milagrosa operou o primeiro milagre. O bom pároco de Lourdes havia pedido um sinal, e em vez do pequeno que havia pedido, a Virgem acabava de dar um sinal muito grande, e não somente a ele, mas a toda a população.

Havia em Lourdes um pobre operário dos canteiros, chamado Bourriette, que vinte anos antes havia tido o olho esquerdo severamente atingido por uma explosão de uma mina. Era um homem muito honrado e muito cristão, que mandou a filha buscar água na nova fonte e se pôs a rezar, embora estivesse um pouco suja, esfregou os olhos com ela. Começou a gritar de alegria. As trevas haviam desaparecido, não lhe restava mais do que uma leve nuvem, que foi desaparecendo enquanto lavava.

Os médicos haviam dito que ele jamais se curaria. Ao examiná-lo novamente não sobrou outra alternativa que chamar o ocorrido por seu nome: milagre. E o maior foi que o milagre havia deixado as cicatrizes e lesões profundas da ferida, mas havia devolvido mesmo assim a vista.

Muitos milagres continuam ocorrendo em Lourdes, havendo no santuário sempre uma multidão de doentes.

4 de março

Seguindo seu costume, Bernadete, antes ir à gruta, assistiu á Santa Missa. No final da aparição, teve a grande tristeza, a tristeza da separação. Voltaria a ver a Virgem?

A Virgem sempre generosa, não quis que terminasse o dia sem uma manifestação de sua bondade: um grande milagre, um milagre maternal.

Um menino de dois anos estava já agonizando, chamava-se Justino. Desde que nasceu teve uma febre que ia pouco a pouco destruindo sua vida. Seus pais, nesse dia, o deram por morto. A mãe em seu desespero o pegou e o levou para a fonte. O menino não dava sinais de vida. A mãe o colocou 15 minutos na água que estava muito fria.

Ao chegar em casa, notou que se ouvia com normalidade a respiração do menino.

Ano dia seguinte Justino acordou com a fronte fresca e viva, seus olhos cheios de vida, pedindo comida e suas pernas fortalecidas.

Este fato comoveu a toda a comarca e logo toda a França e Europa; três médicos de grande fama certificaram o milagre, chamando-o de primeira ordem.


Santa Bernadete

Santa Marie Bernard –Bernadete– Soubirous nasceu em 7 de janeiro, de 1844, no povoado de Lourdes, França. Era a primeira de vários irmãos. Seus pais viviam em um sótão úmido e miserável, e o pai tinha por ofício coletar o lixo do hospital.

Desde pequena, Bernadete teve uma saúde bem delicada por causa da falta de alimentação suficiente, e do estado lamentavelmente pobre da casa onde morava. Nos primeiros anos sofreu de cólera que a deixou muito enfraquecida. Em seguida, por causa também do clima terrivelmente frio no inverno, a santa adquiriu aos dez anos uma asma.

Tempos depois das aparições, Bernadete foi admitida na Comunidade de Filhas da Caridade de Nevers. Em julho de 1866 começou seu noviciado e em 22 de setembro de 1878 pronunciou seus votos, faleceu alguns meses depois, no dia 16 de Abril de 1879.

A vida da jovenzinha, depois das aparições esteve cheia de enfermidades, penalidades e humilhações, mas com tudo isto foi adquirindo um grau de santidade tão grande que ganhou enorme prêmio para o céu.

Em seus primeiros anos com as freiras, a jovem Santa sofreu muito, não somente pela falta de saúde, com também por causa da Madre superiora do lugar que não acreditava em suas doenças, inclusive dizia que coxeava a perna, não pelo tumor que tinha, mas para chamar a atenção.

Em sua comunidade, a santa dedicou-se a ser enfermeira e sacristã, e mais tarde, por nove anos esteve sofrendo ma dolorosa doença. Ao chegar-lhes os agudos ataques exclamava “O que peço a nosso Senhor não é que me conceda saúde, mas que me conceda valor e fortaleza para suportar com paciência minha enfermidade.

Para cumprir o que recomendou a Santíssima Virgem, ofereço meus sofrimentos como penitência pela conversão dos pecadores”.

Quando lhe faltava pouco para morrer, chegou um Bispo para visitá-la disse que estava a caminho de Roma, que escrevera uma carta ao Santo Padre para que lhe enviasse uma benção, e que ele a levaria pessoalmente. Bernadete, com mão estremecida, escreve: “Santo Padre, quanto atrevimento, que eu uma pobre irmãzinha escreva ao Sumo Pontífice. Mas o Senhor Bispo mandou que o fizesse. Peço uma benção especial para esta pobre doente”. De volta da viagem, o Bispo trouxe uma benção especialíssima do Papa e um crucifixo de prata como presente do Santo Padre.

Em 16 de abril de 1879, estando muito mal de saúde e tendo apenas 35 anos, exclamou emocionada: “Eu vi a Virgem. Sim, a vi, a vi! Que formosa era!” E depois de alguns momentos de silêncio disse emocionada: “Rogai Senhora por esta pobre pecadora”, e apertando o crucifixo sobre seu coração faleceu.

Uma imensa multidão assistiu aos funerais de Santa Bernadete. E ela começou a conseguir milhares de Deus em favor dos que lhe pediam ajuda. 30 anos mais tarde, seu cadáver foi exumado, e encontrado em perfeito estado de conservação, alguns anos depois, pouco antes de sua beatificação, efetuada em 12 de Junho de 1925, foi feito um segundo reconhecimento do corpo, que continua intacto.

Santa Bernadete foi canonizada em 8 de Dezembro de 1933. Seu corpo incorrupto ainda pode ser visitado no Convento de Nevers, dentro de um féretro de cristal. A festividade da Santa se celebra em 16 de Abril.


A Igreja e as Aparições da Virgem

Em 18 de janeiro de 1862: o bispo assinou a carta pastoral aprovando as aparições. Seu caráter sobrenatural e a vida tão autêntica da vidente.

1874: o Papa Pio IX concedeu ao santuário o título de Basílica.

1876: coroação solene da estátua da Virgem.

Leão XIII: aprovou o ofício e missa de Lourdes

Pio X chamou o santuário de Lourdes: "sede do poder e da misericórdia de Maria, onde ocorreram maravilhosas aparições da Virgem". Além disso, em 1907, estendeu a celebração da festa de Nossa Senhora de Lourdes a toda a Igreja universal.

Pio XI afirmou: “Lourdes, onde a Virgem apareceu várias vezes à bem-aventurada se Bernadete, onde exortou a todos os homens à penitência”.

Elevou à honra dos altares a Santa Bernadete Soubirous em 8 de Dezembro de 1933.

Pio XII: escreveu a encíclica "A peregrinação à Lourdes", o mais completo de todos os documentos sobre Lourdes".

João XXIII: no encerramento do centenário das aparições de Lourdes, recordava o seguinte: "A Igreja, pela voz de seus Papas, não cessa de recomendar aos católicos que prestem atenção à mensagem de Lourdes"

Finalmente, João Paulo II é o primeiro Papa a peregrinar até Lourdes, em 1983, pelos 125o aniversário das aparições. Ali celebrou a Santa Missa no dia 15 de Agosto, afirmando duas vezes: "Viemos em peregrinação a Lourdes, onde Maria disse a Bernadete: "Eu sou a Imaculada Conceição" e acrescentou: "Aqui falou com uma simples menina de Lourdes, rezou com ela o terço, deu-lhe várias mensagens, e o Papa concluiu dizendo: "a Virgem vem para salvar os pecadores".

Fonte: ACI

Fonte: ( http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/3841/150-anos-das-Aparicoes-de-Nossa-Senhora-de-Lourdes )

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Santa Escolástica, Irmã de São Bento.Virgem




Nasceu em 480 DC e era irmã gêmea de São Benedito de Núrsia (conhecido no Brasil como São Bento) fundador da Ordem dos Beneditinos. Quase nada é conhecido sobre ela a não ser algumas passagens escritas sobre ela pelo Papa São Gregório magno, um grande estudioso dos santos. Em seus "Dialogues" ele destaca Scholástica como dedicada a Deus desde pequena e descreve que quando Benedito estabeleceu seu monastério em Monte Cassino, ela fundou um convento em Plombariola, cerca de 7 km de distancia ao sul. O convento é tido como sendo sob a direção de Benedito e sua Regra, assim ela é considerada a primeira freira beneditina.

As regras das duas casas eram praticamente as mesmas e eram proibidos de entrarem, um na casa do outro.

Apenas se encontravam uma vez por ano para discutir as matérias espirituais de grande importância para ambos, e ela teria ajudado a ele a escrever as "Regras de São Benedito", que são seguidas até hoje pelos beneditinos.

Gregório conta que no último encontro dos dois, eles passaram o dia em conforto mútuo e Benedito sabia que seria a última vez que estariam juntos na terra. Scholástica também havia pressentido que seria seu último dia com ele, pediu que ele passasse a tarde e parte da noite com ela. Benedito rispidamente recusou por não querer quebrar a sua própria regra que proibia, sem um motivo de força maior, passar uma noite fora do monastério. Santa Scholástica chorou copiosamente e colocando sua cabeça sobre uma mesa pediu a Deus que a ajudasse e repentinamente uma forte tempestade desabou sobre o local impedindo Benedito e seus companheiros de retornarem ao mosteiro.

Disse Benedito:

"Deus todo poderoso perdoai minha irmã pelo que ela fez ".

Scholástica retrucou:

"Eu pedi um favor a você e você recusou e eu pedi a Deus e ele não recusou. Ele me concedeu o que pedi!"

Logo após seu retorno a Monte Cassino, Benedito teve uma visão da alma de Scholástica saindo de seu corpo na forma de uma pomba. Ela veio a falecer três dias depois em 543. Ele colocou seu corpo em uma tumba que ele havia preparado para si próprio e deu ordem para que ele também fosse ali enterrado. As relíquias dela foram trasladadas pelo monge Adrevaldo para um Santuário na Igreja de São Pedro em Le Mans, França. Isto teria sido feito quando as relíquias de São Benedito foram trasladadas para Fleury. Em 1562 o santuário foi preservado da destruição pelos Huguenotes.

Alguns dizem que nós devemos somente pedir a Deus coisas importantes, mas o amor de Deus é tão grande que Ele nos dá todas as boas coisas que desejamos. Ele ouve nossas preces, nossos louvores e nossos agradecimentos. Nada é tão grande ou trivial para Deus. Santa Scholástica é obviamente uma daquelas que aprendeu a lição do amor de Deus ao pedir a ele uma tempestade no momento certo.

Na arte litúrgica da Igreja Santa Scholástica é mostrada como uma freira segurando um crucifixo; ou 2) mostrada com Santa Justina de Pádua; ou 3) recebendo o véu de São Benedito; ou 4) com sua alma deixando o corpo como uma pomba; ou 5) com uma pomba a seus pés ou; 6) ajoelhada junto a cela de São Benedito.

Ela é invocada contra tempestades e é a padroeira de Monte Cassino.

Sua festa é celebrada no dia 10 de fevereiro.

Fonte( http://www.cademeusanto.com.br/santa_escholastica.htm)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

V Domingo depois da Epifania - "Quanto dormiam, veio o inimigo e semeou o joio". (Ev.)





A Nossa vocação à fé é uma graça. Fomos chamados por misericórdia a fazer parte do corpo místico do Senhor. Sendo ser necessário agora, em virtude deste procedimento do Senhor para conosco, e da nossa própria natureza renovada de membros de Cristo, que usemos de misericórdia com todos. Esta caridade perfeita é difícil, sem dúvida. Supõe-se que a perseverança e o esforço continuado nos faça muitas das vezes deixar sangue no caminho, porque o Reino de Deus na terra está em via de consumação. Ainda não é perfeito. E entre o trigo louro dos campos que vivem a vagar inebriantes de bondade, lá aparece também o joio, que nos morde com ferocidade indomada. Mas não nos compete arrancá-lo. Mas nos compete sim, a transformá-lo em trigo. E poderemos fazê-lo com o nosso sangue e caridade. Às vezes há joio pelo simples fato de que falta alguém que lhe dê caridade.
Evangelho de Domingo: 
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele Tempo:
Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.
Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?
- Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.

Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Santa Agatha ou Santa Agueda, Virgem e Martir






Santa Agatha ou Santa Agueda

Santa Ágata foi uma das mais veneradas virgens do inicio da igreja Ela foi martirizada e executada nas perseguições conduzidas pelo Imperador Trajanus Decius numa serie de campanhas anti cristãs que o mesmo conduziu de 250 a 253. Ágata está na lista da Martirologia Hieronyminiana e na Martirologia Cartaginense do sexto século. Está tambem indicado o local do seu martírio na Catania, Sicília . O Papa Damascus escreveu um hino em sua honra e incluiu um poema para ela, escrito por uma outra pessoa, em seu livro de devoções. Segundo os atos de seu martírio, ela era filha de uma proeminente e nobre família siciliana e era muito bonita. Um senador romano de nome Quintianus nomeado prefeito da região, pediu Agata em casamento. Quando ela recusou e ele descobriu que ela era cristã, ele retaliou, colocando-a em um bordel onde ela milagrosamente escapou incólume.
Quando isto não funcionou, Quintianus acusou-a de pertencer a seitas fora da lei e ela foi condenada e esticada na roda, acoitada, marcada com ferros em brasa e finalmente seus seios foram cortados.
Nenhum remédio ou ataduras foram permitidas que se colocassem nas suas feridas e ela foi jogada num calabouço escuro e sem comida. Conta a tradição que ela teve uma visão de São Pedro acompanhado de um jovem carregando uma tocha. O jovem aplicou óleos medicinais em seus ferimentos, ficando curada. Quatro dias mais tarde, furioso pela cura milagrosa de Santa Ágata, Quintianus mandou que a rolassem nua, sobre uma cama de carvão em brasa misturado com pedaços de vasos. Ágata orava com grande paixão e fervor a Deus dizendo : "Meu Senhor e Jesus Cristo, Vós sois meu coração e a minha mente. Leve-me e faça-me seu."
Santa Ágata acreditava que a morte seria um feliz final para a sua torturas. Os carrascos tinham o cuidado para não deixa-la morrer e carregaram o seu corpo alquebrado de volta a cela, enquanto ela orava pela liberdade. Naquele exato momento um terremoto sacudiu a prisão e ela então veio a falecer.
No seu funeral, inexplicavelmente apareceu um jovem com uma tocha para honra-la. Pouco tempo depois, Quintianus foi jogado no rio pelo seu cavalo e afogou-se. No primeiro aniversário da morte de Ágata o vulcão do Monte Edna iniciou uma erupção. Os devotos de Santa Ágata tomaram o seu véu e colocando-o na ponta de uma lança subiram a montanha e o fluxo de lava milagrosamente parou. Santa Ágata também curou a mãe de Santa Luzia em um visão. Ela é a padroeira da Catania e é invocada contra terremotos e erupções.
Uma santa que resiste a tais torturas é muito reverenciada e o local de sua tumba é um local sagrado para os cristãos. São Gregório, o Magno tomou a igreja dos Góticos em Roma, e a consagrou a Santa. A Igreja de Santa Ágata está lá até hoje, para lembrarmos dela. Mais tarde pinturas de Santa Ágata carregando seus seios cortados em um prato, foram confundidos com pães e isto levou a prática dos pães de Santa Ágata, que são distribuídos no dia da santa para uma grande variedade de doenças e infortúnios.
Sua intercessão como padroeira de Malta é creditada, como tendo preservado a ilha dos Turcos em 1551.
A sua tumba está na Catania, Sicília e o seu véu está num santuário na Catedral de Florença. Varias igrejas são dedicadas a ela.
Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada como uma mártir com uma palma e os dois seios em um prato ou as vezes como os seios em duas pinças ou coroada com palmas. Ela é mostrada no mosaico de Santo Apolinário Nuevo em Ravenna, Itália e em outro mosaico, mostrando seu martírio por Sebastião del Piombo, no Palácio del Pitti em Florença, Itália

Sua festa é celebrada no dia 5 de fevereiro.

Fonte: (http://www.cademeusanto.com.br/santa_agatha.htm)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

São Brás, Martir




São Brás

em Latin S.Blasius, em Catalão Blai, em Francês Blaise, em Espanhol Blas

Ficou famoso porque retirou de uma criança, sem nenhum instrumento um espinho que o mesmo tinha na garganta. Por isso é considerado padroeiro das doenças da garganta e no dia de sua festa, 3 de fevereiro, nas cidades da Espanha e algumas do interior do Brasil, as mães levam os filhos para benzerem a garganta.
Morreu em 316, foi bispo de Sebaste na Armênia .Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305), Braz fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agricolaus, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324).Braz foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado. O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje e em alguns locais são usadas nas cerimonias comemorativas e velas. As velas são usadas porque a mãe do menino curado por São Braz, levou para ele velas na prisão.Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Braz e ele muito venerado na França e Espanha.
Suas relíquias estão em Brusswick,Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial.Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália.
Na liturgia da Igreja Católica São Braz é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com mão na garganta, como pedindo para ele cura-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia. Alguns interpretam como sendo uma mãe pedindo a benção de São Braz para a garganta do filho.
Após se tornar um bispo, durante a perseguição dos cristãos recebeu uma mensagem Divina para se esconder nas colinas para escapar. Os homens que o caçavam descobriram um caverna cercada de animais selvagens que estavam doentes. Dentro da caverna estava São Braz, que andava entre eles, sem que os animais o atacassem. Reconhecido como bispo foi levado para julgamento. No caminho de volta ele convenceu o um lobo a soltar um porco que pertencia a uma camponesa. A sentença foi para que morresse vagarosamente de fome na prisão.
Duas mulheres o visitaram na prisão. A do porco que levava de uma maneira muito engenhosa comida para ele, e a outra a do menino que levava velas.
Lá pelas tantas, como São Braz não parecia definhar de fome, o governador mandou decapita-lo.
Ele é padroeiro dos animais selvagens.

É padroeiro dos Veterinários junto com Santo Egídio.

A benção das gargantas é feito da seguinte forma: Duas velas são abençoadas, e seguras ligeiramente abertas e comprimidas de encontro a garganta do doente e a benção então é pronunciada.

Sua festa é celebrada no dia 3 de fevereiro

Fonte(http://www.cademeusanto.com.br/sao_braz.htm)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

02 DE FEVEREIRO, FESTA DA PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA E APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO




02 DE FEVEREIRO, FESTA DA PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA E APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO
Postado por Elias, O Profeta

A festa de hoje celebra ao mesmo tempo a apresentação do Senhor no templo de Jerusalém como também a Purificação de Nossa Senhora, quarenta dias depois do Natal do Senhor. Pretende-se pois, pelo duplo objetivo que encerra os mistérios da Epifania e do Natal, de que ainda se sente alegria envolvente. É uma festa de luz e por duplo motivo: Primeiro pela profecia do velho Simeão, que ao receber no templo o Salvador o "saudou como a luz que vinha iluminar os povos", e em segundo lugar porque é a festa das candeias. A procissão das velas, suprimida noutras festas da Virgem, conservou-se nesta para evocar a manifestação de Cristo, Luz do Mundo. Os cânticos da procissão da missa celebram a apresentação do Senhor no Templo. É o tema que domina a festa sem excluir no entanto o pensamento da Senhora, que surge e se mistura por toda a parte. Esta é das mais antigas se não for realmente a mais antiga festa mariana.



Evangelho do Dia:



Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo:
Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2);
e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
Porque os meus olhos viram a vossa salvação
que preparastes diante de todos os povos,
como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.

Hoje após a Festa na maioria dos países tem se o costume de guardar os enfeites de Natal, já que esta festa encerra por definitivo o ciclo do Natal. 

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.