terça-feira, 29 de março de 2011

Neopaganismo: Uma sociedade cada vez mais voltada ao materialismo e uma vida desregrada sem ordem.


Muitos já se programam para o grande “Feriadão da semana Santa” com baladas, festas de orgias e bacanais, libertinagens, promiscuidades, alcoolismo entre tantas outras aberrações neste mesmo solo que se considera a nação mais católica do mundo. Na verdade estamos vivendo um processo de transformação de uma nação católica para uma das mais caóticas deste planeta. Eventos que vemos todos os dias ferem o sentimento cristão embutido na alma dos verdadeiros fiéis e nos põe uma questão reflexiva do que pensar sobre o futuro das nossas gerações.
Hoje é comum observar que não se respeita mais nada ao que se diz respeito ao sagrado (família, casamento, Igrejas, Santos, festas religiosas, etc.), este desrespeito vem de uma sociedade cada vez mais Neopaganizada pelo ideal laico difundido pela mídia maçônica e pelo governo voltado aos ideais socialistas e anti-católicos. Os valores cristãos estão cada vez perdendo espaço para os valores empregados por uma sociedade voltada para o consumo desregrado juntamente com a sensualidade utilizada como marketing de uma ideologia material, para criar um mundo onde o sentido da vida reduziu-se ao consumo, ao status de uma vida regrada de confortos da tecnologia, que a cada dia inventa mais uma novidade, e pelo egoísmo representado pelos prédios que nada mais é do que depósito de pessoas que não se conhecem e nem se relacionam (http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/03/em-visita-manaus-schwarzenegger-defende-ambientalismo-sexy.html).

Lamentavelmente vivemos tempos difíceis e os vitoriosos serão aqueles que conseguirem resistir às imposições desta vida. Faço muito bem esta observação, pois nem digo tentações, porque hoje as propostas mundanas são praticamente uma imposição a quem deseja buscar uma vida de virtudes louváveis do verdadeiro cristianismo e da verdadeira fé revelada por Deus através de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja lembra no Início de toda a Quaresma, que para vencer as tentações do Mundo, da Carne e do Diabo, devemos estar jejuando e orando com Cristo, como nos mostra o evangelho do I Domingo da Quaresma. Devemos ter ciência de que o Diabo e seus aliados além de tentadores são acusadores. Lembremo-nos da campanha que a mídia fez contra a Igreja e que ora ou outra volta atacando a moral, de algum de seus sacerdotes que agiram de forma libertina em desacordo com os ensinamentos da Mãe Igreja. Os ataque tomam forma agressiva e violenta como se os eventos fossem algo de caráter universal e não casos isolados como nos mostram os fatos.

Em uma sociedade que cada vez recorre a uma vida de puro conforto e que valoriza o egoísmo, a soberba, chamada de “auto-estima”, aprova o que consideram contrariar os interesses da nova sociedade Neopagã. Seitas protestantes prometem os céus a quem não merece, e pregam o ódio a verdadeira religião (Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. II São Pedro 2,2). Os Hereges que hoje habitam em cada esquina combatem o celibato alegando a pedofilia e esquecem que ela está mais presente nos homens casados que sofrem de uma perversão abominável, como a do pastor recém preso por pedofilia (http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/03/policia-prende-pastor-acusado-de-tentar-violentar-jovem-de-13-anos.html).

A revolta do mundo árabe que temos assistido nestes dias tem sido ocultada pelos grandes órgãos de mídia em sua verdadeira face. (http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/11946-semelhancas-entre-chavez-e-kadafi.html) A Crise na Antiga Europa Católica revela o fato da real torre de babel, construir um mundo sem Deus e chegar a arrogância de ser tão alto quanto o onipotente. A conseqüência meus caríssimos irmãos será desatrosa para os que tendem para esse mundo dessacralizado. Assim como Deus não poupou os arrogantes da torre de Babel, não poupará o homem que não se reconhecer criatura diante de seu Senhor e reconhecer as suas misérias que gritam por mudanças de um homem velho para um homem novo.

Fontes: http://www.bibliacatolica.com.br/01/68/2.php / G1.com.br /http://www.midiasemmascara.org/

segunda-feira, 28 de março de 2011

São João Capistrano, Confessor

Ele nasceu em Capistrano, Itália em 1386, estudou leis e tornou-se governador de Peruvia, Itália em 1412. Casado, obteve uma dispensa especial e tornou-se monge franciscano em 1416 e um grande
amigo e aluno de São Bernardino de Siena. Ele foi ordenado em 1420. Após uma carreira notável como franciscano João foi convidado a ser o legado papal na Palestina, Milão, Sicília, Áustria, Bavária, Polônia, Bohemia e Silésia para combater os "hussites" (seguidores de Jan Hus).

João encarava esses homens e mulheres como hereges e com implacável hostilidade, e
seus métodos eram tão obstinados que ele às vezes foi reprovado. (Tão grande era a revolta dos protestantes a veemência de João, que mais tarde, em 1526, os Calvinistas jogaram suas relíquias em um poço.

Quando os turcos capturaram Constantinopla, (hoje Istambul), a capital do Império Bizantino em 1453, João se devotou a uma incansável cruzada contra os Otomanos que estavam avançando
sobre os Balcãs.

João conseguiu uma audiência com o General Janos Hunyadi. Hunyadi inspirado pelo santo reuniu os húngaros que resistiram aos turcos e ele pessoalmente comandou uma ala do exercito cristão na batalha de Belgrado em 1456. A vitória de Belgrado salvou a Europa de ser conquistada pelos turcos.
Na arte Litúrgica da Igreja ele é representado como um franciscano apontando um crucifixo que ele segura; ou 2) com um crucifixo e uma lança; ou 3) pisando em um turbante; ou 4) pregando com anjos e um rosário e o emblema IHS acima dele; ou 5) com a bandeira com a cruz em seu peito.
Ele morreu em 23 de outubro de 1456 em Vilach, Áustria de uma praga que varreu a região. São João Capistrano foi canonizado em 1724.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_capistrano.htm

domingo, 27 de março de 2011

São João Damasceno, Doutor da Igreja

Teólogo, espiritualista, orador, escritor e, sobretudo, santo. Este é o perfil de São João Damasceno, cujas obras fazem
sentir o frescor da doutrina patrística oriental.
Pe. Juan Carlos Casté, EP
Situada aos pés do monte Hermon, à beira do deserto da Síria, Damasco é considerada por muitos estudiosos como a mais antiga cidade do mundo continuamente habitada.
De origem imemorial, sua história está repleta de vicissitudes. Treze séculos antes de Cristo, a região foi campo de batalha entre hititas e egípcios. Duzentos anos depois, os arameus a tornaram uma importante urbe que o Rei Davi submeteu, fazendo-a pagar-lhe tributo (cf. II Sm 8, 5-6). No século IV, apossou- -se dela Alexandre Magno; e, depois da morte deste, disputaram-na acirradamente o Império Selêucida e o Ptolomaico, até cair por fim, no ano 64 a.C., em mãos romanas.
Na época de Nosso Senhor Jesus Cristo, Damasco fazia parte da Decápolis, e pouco depois da Ressurreição do Divino
Sao Joao Damasceno.jpg
São João Damasceno logrou fazer
uma excelente síntese da doutrina
patrística usando uma oratória de
grande beleza
Mestre, já achamos nela um grupo de cristãos, cuja fé motiva a viagem de Saulo de Tarso com o intuito de persegui-los.
É nessa cidade lendária, crisol de raças e culturas, que veio ao mundo o último dos Padres da Igreja oriental: São João Damasceno.
Piedade, beleza e a mais pura ortodoxia
De família árabe, mas cristã de religião e socialmente bem situada, nasceu João por volta do ano 675, quando Damasco já se encontrava sob domínio muçulmano. Aos trinta anos abandonou as comodidades da casa paterna e ingressou no Mosteiro de São Sabas, situado no deserto da Judeia, próximo de Jerusalém. Pouco depois, foi ordenado presbítero e escolhido pelo Patriarca João de Jerusalém para pregar na Anástasis (lugar do sepulcro de Jesus) e em outros templos da Cidade Santa. De tal maneira brilharam sua eloquência e a segurança doutrinária que foi cognominado Chrysorrohas (rio de ouro), nome dado às águas que, procedentes do Antilíbano, tornavam um fecundo oásis os arredores de Damasco.
São João Damasceno logrou fazer uma excelente síntese da doutrina patrística usando uma oratória de grande beleza. A influência do seu pensamento se estendeu do Oriente ao Ocidente, onde suas obras foram objeto de estudo por São Tomás e os escolásticos. Lutou especialmente contra os erros dos iconoclastas, mas nas suas homilias e escritos encontramos a refutação de muitas das heresias que assolavam as comunidades cristãs da época.
Após alcançar uma avançada idade - calcula-se que tenha morrido aos 74 anos - entregou sua alma a Deus no ano 749, provavelmente em 4 de dezembro. Foi declarado doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII, em 19 de agosto de 1890. Como já foi apontado, saber unir piedade, beleza literária e a mais pura ortodoxia doutrinária foi um dos grandes méritos de São João Damasceno. Ele conseguiu, com um brilho verdadeiramente excepcional, aliar o Verum, o Bonum e o Pulchrum (Verdade, Bondade e Beleza) numa linguagem tão acessível que deleita e ao mesmo tempo ensina as mais elevadas verdades sobre Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima.
A obra deste Padre da Igreja é tão vasta, seus escritos de tal modo magistrais na exposição e ricos em conceitos teológicos, cristológicos, apologéticos, pastorais e mariológicos, que selecionar alguns excertos para ilustrar este artigo sem ultrapassar seus curtos limites torna-se um árduo desafio.
Sólida doutrina cristológica
Valendo-se de uma terminologia perfeita do ponto de vista teológico, São João Damasceno exalta em suas homilias os mistérios de Nosso Senhor e refuta os erros cristológicos correntes naqueles tempos. Afirmando a plena união do Verbo Encarnado com Deus Pai e Deus Espírito Santo, desqualifica o monofisismo, que pretende ver a natureza humana de Cristo absorvida pela divindade; o nestorianismo, que considera Nosso Senhor como uma pessoa humana na qual o Verbo haveria estabelecido sua morada como num templo ou mansão, sem assumir de fato a natureza do homem; ou o monotelismo que nega a existência da vontade humana n'Ele.
Assim, por exemplo, em sua homilia sobre a Transfiguração do Senhor, ecoam os ensinamentos antimonofisistas do Concílio de Calcedônia, realizado em 451: "Como é possível que coisas incomunicáveis se misturem e permaneçam sem confundir-se? Como podem se unir uns elementos inconciliáveis, sem perder as características próprias da natureza? Precisamente isto é o que se efetua na união hipostática, de maneira tal que os elementos que se unem formam um só ser e uma só pessoa, mas conservando a unidade pessoal e a duplicidade de naturezas, numa diversidade indivisível e numa união sem confusão, que se realiza mediante a encarnação do Verbo imutável e a incompreensível e definitiva divinização da carne mortal. Como consequência dessa permuta, dessa recíproca comunicação sem confusão e da perfeita união hipostática, os atributos humanos vêm a pertencer a Deus e os divinos chegam a pertencer a um homem. Um só é, com efeito, aquele que, sendo Deus desde sempre, depois Se faz homem".1
Com igual fé e profundidade teológica, o santo de Damasco não teme abordar um tema pouco tratado por teólogos mais recentes: o que aconteceu com a alma de Cristo após sua morte? A divindade separou-se da alma humana e do corpo do Senhor?
Explica ele: "Embora a alma santa e divina tenha se separado do corpo incontaminado e vivificante, a divindade do Verbo não se separou de nenhum desses dois elementos, ou seja, nem do corpo nem da alma, por efeito da indivisa união hipostática das duas naturezas, que se realizou na concepção efetuada no seio da santa Virgem Maria, Mãe de Deus. Assim resulta que, inclusive ao produzir-se a morte, continua havendo em Cristo uma só pessoa, que é o Verbo divino, e depois da morte do Senhor, nesta pessoa seguem subsistindo a alma e o corpo".2
Homilias sobre Nossa Senhora
Não são menos belas e esplendorosas as homilias do Damasceno sobre Nossa Senhora. Elas nos mostram como a devoção à Santíssima Virgem vem desde os primeiros tempos do Cristianismo, como o amor a Ela era muito patente já na época de Santo Inácio de Antioquia, que foi discípulo do Apóstolo João, de São Justino (†165) e de Santo Irineu (†202).
Nessas homilias se encontram em germe os elementos doutrinários que, séculos depois, facilitaram a proclamação de diversos dogmas marianos, como o da Imaculada Conceição e o da Assunção da Virgem Maria em corpo e alma aos Céus.
Cabe ressaltar nelas, além da profundidade teológica, o entusiasmo e o amor de seu autor à Santíssima Virgem. "La raison parle, mais l'amour chante" (a razão fala, mas o amor canta), escreveu o romancista Alfred de Vigny. Em São João Damasceno, a razão disserta e o amor canta, ao tratar d'Aquela que foi achada digna de ser a Mãe do Redentor.
Eis como ele entoa louvores à virgindade perpétua de Maria: "Ó Joaquim e Ana, casal bem-aventurado e verdadeiramente irrepreensível! Vós levastes uma vida agradável a Deus e digna d'Aquela de quem vos tornastes pais. Tendo vivido com pureza e santidade, gerastes a joia da virgindade, ou seja, Aquela que foi virgem antes do parto, virgem no parto e virgem depois do parto. Aquela que é a Virgem por excelência, virgem para sempre, virgem perpétua no espírito, na alma e no corpo".3
E com quanta beleza literária, servindo-se de figuras extraídas do Antigo Testamento, nos ensina ser Maria Mãe de Deus: "Ó Virgem, claramente prefigurada na sarça, nas tábuas escritas por Deus, na arca da lei, no vaso de ouro, no candelabro, na mesa e na vara de Aarão que floresceu. De Vós, com efeito, procede a chama da divindade, o Verbo e manifestação do Pai, o maná suavíssimo e celestial, o nome inefável que está acima de todo nome, a luz eterna e inacessível, o celeste pão de vida. De Vós brotou corporalmente aquele fruto que não é resultado do trabalho de nenhum cultivador".4
Essa capacidade de unir doutrina, poesia e fervor, é exemplo típico do que Urs Von Balthasar chama "teologia de joelhos", em oposição à "teologia de escritório", tão habitual nos dias atuais.5
Prenunciador do dogma da Assunção
São João Damasceno comparte uma opinião generalizada entre os Santos Padres, de que há uma estreita relação entre a virgindade perpétua de Maria e a incorrupção de seu corpo virginal depois da morte. Ao ponto de que, em trechos como os mencionados a seguir, ele prenuncia o dogma da Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma.
"Convinha que aquela que no parto manteve ilibada virgindade conservasse o corpo incorrupto mesmo depois da morte. Convinha que aquela que trouxe no seio o Criador encarnado, habitasse entre os divinos tabernáculos. [...] Convinha que
a Mãe de Deus possuísse o que era do Filho, e que fosse venerada por todas as criaturas como Mãe e Serva do mesmo Deus".6
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Foi na cidade lendária de Damasco, crisol de raças e
culturas, que veio ao mundo o último dos Padres da
Igreja oriental: São João Damasceno
Essa passagem do Damasceno foi reproduzida literalmente por Pio XII ao definir o Dogma da Assunção, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. Nela, o Papa elogia também a "veemente eloquência" desse santo "que entre todos
se distingue como pregoeiro dessa tradição".7
"São Tomás do Oriente"
São João Damasceno dizia de si mesmo que nada possuía de original, apenas compilava trechos de antigos escritores. No entanto, a luz de seu pensamento atravessou os séculos e ilumina até hoje os horizontes dos estudos teológicos.
O próprio Papa Bento XVI, tomando-o como tema da Audiência Geral de 6 de maio de 2009, põe em realce a originalidade de sua argumentação em defesa do culto às imagens e às relíquias dos santos e o qualifica de "personalidade de primeira grandeza na história da teologia bizantina, um grande doutor na história da Igreja universal".
São João Damasceno foi adequadamente cognominado "o São Tomás do Oriente". Feliz equiparação porque esses dois luminares da Igreja se assemelham a um título muito superior: ambos refulgem pela santidade de vida tanto ou mais que pela ciência. Deles se pode bem dizer: "Quando o amor vivifica a dimensão orante da teologia, o conhecimento, adquirido
através da razão, se dilata. A verdade é procurada com humildade, acolhida com enlevo e gratidão: numa palavra, o conhecimento cresce somente quando se ama a verdade. O amor se torna inteligência e a teologia se torna autêntica sabedoria do coração, que orienta e sustenta a fé e a vida dos fiéis".8
Notas:
1 SAN JUAN DAMASCENO. Homilía sobre la Transfiguración. In: PONS, Guillermo (Intr. e notas). Homilías Cristológicas y Marianas. Madrid: Ciudad Nueva, 1996, p.24.
2 SAN JUAN DAMASCENO. Homilía sobre el Sábado Santo. In: Op. cit., p.103.
3 SAN JUAN DAMASCENO. Homilía sobre la Natividad. In: Op. Cit., p.125.
4 SAN JUAN DAMASCENO. Homilía sobre la Dormición de María.
In: Op. cit., p.154.
5 Cf. BENTO XVI. Discurso aos monges reunidos na abadia de Heiligenkreuz, 9/9/2007.
6 Idem, ibidem.
7 Cf. Munificentissimus Deus, 1/11/1950. 8 Audiência Geral de 28/10/2009.

O trânsito de Maria aos Céus
Assuncao de Nossa Senhora.jpg
"Assunção de Nossa Senhora",
por Silvestro dei Gherarducci
- Museu Vaticano
Na verdade, poderemos designar com o nome de morte o mistério que se realizou em Vós, oh Maria? [...]

Uma vez que, quando Vos tornastes Mãe, vossa virgindade permaneceu incólume, vosso corpo foi preservado da decomposição ao emigrar deste mundo, ficando transformado num tabernáculo mais ilustre e excelso, não mais sujeito à morte, mas destinado a perdurar pelos séculos sem fim. [...] Não chamaremos de morte o vosso sagrado trânsito, mas dormição ou emigração e, com mais propriedade ainda, o designaremos como permanência na pátria, pois, ao deixar este mundo, obtendes uma morada muito mais excelente.

Os anjos e arcanjos Vos trasladaram. Ante vosso trânsito, os espíritos imundos que voam pelos ares, estremeceram-se de espanto. Com vossa passagem, o ar ficou abençoado e o éter santificado. O Céu, com gozo, recebe vossa alma [...].

Não subistes ao Paraíso à maneira de Elias, nem fostes como São Paulo transportada ao terceiro Céu, mas chegastes até ao trono real de vosso Filho, ao qual contemplais com vossos próprios olhos e com Ele habitais num clima de grande felicidade e confiança. (SAN JUAN DAMASCENO. Homilía sobre la Dormición de María)
 (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2010, n. 107, p. 36 à 39)

sábado, 26 de março de 2011

III Domingo da Quaresma: "Jesus expulsa um demônio"

Elias, O Profeta
A assembléia de hoje reunia-se na Igreja de São Lourenço Fora dos muros, onde descansam os
restos mortais de São Lourenço e de Santo Estevão, e que é uma das cincos Basílicas Patriarcais de Roma. A oração de São Lourenço pede a Deus a graça de venerarmos o ardor da concupiscência como o heroísmo e a tenacidade com que o mártir venceu as chamas do suplício; e a de Santo Estevão convida-nos a amar os inimigos e a pedir por aqueles que nos perseguem. Estas duas grandes virtudes,
melhor que ninguém praticou os patriarcas José cuja história o ofício deste semana relata. Fugiu às solicitações da mulher de purificar e perdoou e intercedeu pelos irmãos que o tinham vendido. Mas é como figura de Cristo, sobretudo, que a fisionomia de José toma particular relevo.
Conhecem todos assas a história de José, vendido pelos irmãos, preso e levado cativo para o Egito, conquistando as graças do Faraó até se lhe sentar a direita, encarregado por ele do governo do reino, para ver em tudo isto os traços, a figura por assim dizer, preexistente de Jesus Cristo nos mistérios da Paixão e Ressurreição. Familiarizados com a simbologia do Antigo Testamento, os nossos maiores amarram-na com predileção e encontravam nela a explicação dos mistérios da Redenção. Quando liam na Bíblia a história de José, o seu pensamento logo voava para o Salvador: "Sou eu José, a quem
vendestes. Mas não temais. Que Deus fez tudo para que vos salvasse da morte". Mais de um texto da missa de hoje pode colocar-se como uma oração nos lábios de José. Ao cantá-los procuremos fazê-lo com aquele espírito confiante e profundamente religioso que animou e conduziu todos os passos desta
grande figura. O Evangelho apresenta o Senhor a expulsar o demônio do corpo de um possesso. Confiemos nele, porque mais forte que Satanás, vencerá conosco o filho de Deus. Aos fariseus que não queriam admitir a sua missão redentora, declara que já chegou a hora, em que o príncipe deste mundo será corrido. Haverá também quem volte atrás, à lama do pecado, mas nem por isso a sua
vitória será menos completa.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo:
Jesus expelia um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a
falar e a multidão ficou admirada.
Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos
demônios.
E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu.
Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra
si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros.
Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino?
Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul.
Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos
filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes!
Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o
Reino de Deus.
Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que
possui.
Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas
as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos.
Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.
Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando
repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí.
Chegando, acha-a varrida e adornada.
Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e
estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a
primeira.
Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe
disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!
Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e
la observam
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal.
Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 24 de março de 2011

25 DE MARÇO - SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM



Elias, O Profeta
As grandes festas sucedem-se nestes fins de Março. A de hoje recorda-nos o maior de todos os acontecimentos da história, a Encarnação de Verbo no seio virginal de Maria Santíssima. Foi hoje (25 de Março) no seio da Virgem Maria que o Verbo de Deus se fez carne e uniu-se para sempre a humanidade de Jesus. O mistério da Encarnação mereceu Maria Santíssima o maior título de glória, o título de "Mãe de Deus", em grego "Theotocos", palavra que a Igreja do oriente escrevia sempre em letras de ouro, como diadema na fronte das imagens e das estátuas da Virgem. "Colocada assim nos confins da divindade" por haver dado ao Verbo a carne a que ele hipostáticamente se uniu, foi sempre honrada com culto supereminente ou de hiperdulia, porque, diz Santo Anselmo, o Filho do Pai e Filho da Virgem são um e o mesmo Filho. Maria é desde a Rainha do gênero humano, e como tal deve ser venerada. Ao dia 25 de Março corresponderá outro dia 25 que se dará nove meses mais tarde (Natal), em que se há-de revelar ao mundo o prodígio hoje apenas conhecido de Deus e da humilde Virgem. Que esta data nos recorde, no sagrado tempo em que estamos, "que foi por nós, homens, e pela nossa redenção que o Filho de Deus desceu dos Céus e encarnou por virtude do Espírito Santo no Seio da Virgem Maria, que ele se fez homem e sofreu sob o poder de Pôncio Pilatos, que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia". E porque o Título de Mãe de Deus confere a Maria todos os poderes diante do seu Filho, recorramos a sua intercessão para obtermos a graça de, pelos merecimentos da Paixão e Cruz de Jesus, chegarmos a glória da Ressurreição.



Evangelho da Festa:




Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas: Naquele tempo:
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
e o seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

24 de Março - São Gabriel, Arcanjo

Gabriel o "anjo da anunciação" mencionado como o anjo enviado para Zacarias (Lc 1:11-19) e no Livro de Daniel (8:16,9:21) para proclamar a anunciação da Virgem Maria (Lc1:26-38) ( magnificat) e é também associado a encarnação de Jesus Cristo. Ele anunciou vinda de Cristo no Velho testamento e disse a Zacarias do nascimento de São João Batista. Ele também apareceu a Virgem Maria para anunciar que ela tinha sido selecionada para ser a mãe do Salvador
(Luc1:25-38).

Seu culto começou muito cedo em Roma. Gabriel é também creditado em guardar a "Arvore da Vida" e pode ter sido o ser celestial que teria expulso Adão e Eva do Éden.
Ele é usualmente mostrado na liturgia da Igreja como um belo arcanjo segurando um rolo de papiro com a Ave Maria nele gravado. Gabriel é o patrono das modernas telecomunicações e serviço postal. Seu emblema é uma lança e um escudo gravado com um lírio.
 Fonte: (http://www.cademeusanto.com.br/sao_gabriel.htm)

segunda-feira, 21 de março de 2011

21 de março - São Bento, Abade

São Benedito nasceu emNúrsia na Itália central no ano de 480 e foi para Roma estudar em 499. Enojado pelos vícios da cidade, foi para Enfide, uma pequena comunidade de estudantes a
50 km de Roma. Ele tornou-se um eremita numa caverna perto de Subiaco, agora chamado
Dsacro Speco,e ficou lá por 3 anos cuidando de um frei chamado Ramanus. A santidade de Benedito atraiu outros seguidores e discípulos começaram a brotar de todos os lados para estudar com ele. Os monges perto de Vicovaro pediram a Benedito para ser o seu Abade. Benedito aceitou mas impôs regras severas hoje chamadas de "Regras de Benedito". Ouve então um atentado contra a sua
vida e ele retornou a Subiaco. Ali ele fundou um monastério constituído de 12 monastérios, edifícios que transformaram Subiaco em um centro para aprendizado e espiritualidade. Um monge chamado Florentius tentou minar o trabalho de Benedito e ele deixou de novo Subiaco e foi morar em Monte Cassino lá pelos anos de 530. Ele destruiu um templo dedicado ao deus Apolo e converteu a
população local. Em 531 começou um grande monastério em Monte Cassino que hoje é visto como o nascimento do monasterismo ocidental. Discípulos vieram para o monastério e Benedito escreveu regulamentos chamados de "Regra Sagrada", um sistema que envolvia orações, estudos, trabalhos, ascetismo moderado, vida comunitária e bom senso.Escreveu ainda O "Divino Oficio", uma oração diária na liturgia da igreja–passou a ser o núcleo da rotina monástica.
Enquanto atuando como Abade, Benedito aconselhou papas, líderes seculares e ensinou a todos, porem manteve sempre a rotina escolástica.

Ele é descrito pelos seus contemporâneos como tendo uma forte, mas amigável
personalidade.
Ele é mais conhecido pelas suas regras, até hoje obedecidas, e como sendo o fundador da Ordem dos Beneditinos. Morreu em 21 de março de 547, quando orava no altar. Seu corpo, bem como o da Santa Escolástica, parecem que  foram desenterrados durante o assalto a Monte Cassino
na Segunda Guerra Mundial. Mas tem uma tradição que diz que foram trasladados para Fleury na França, em 703. O Papa São Gregório, o Magno (590-604) escreveu a sua vida e São Benedito foi declarado padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI(1963-1978) em 1964.

Ele é invocado o contra veneno (tentaram mata-lo envenenado e ele sentiu o perigo, ainda assim bebeu o veneno, orou e nada sentiu), contra erysipelas, bruxarias, feitiços, encantos e outras supertições,  dermatomicoses provocadas por lagartixas e alguns tipos de aranhas(cobreiros).

Na arte litúrgia da Igreja ele é mostrado como um monge carregando uma copia da sua
regra, ou lendo um livro.

sábado, 19 de março de 2011

II Domingo da Quaresma: "Este é meu filho muito amado, escutai-o" (Ev)


 

Elias, O Profeta

A estação de hoje reunia-se na igreja de Santa Maria chamada In Dominica, pelo fato de os cristãos ai se congregarem no domingo. Era tradição ter sido nele que São Lourenço distribuía os bens da Igreja aos pobres. Era no Século V paróquia de Roma.

Como nos três domingos da Septuagésima, Sexagésima e Qüinquagésima, são nos 2º, 3º e 4º Domingos da Quaresma lidos textos do Antigo Testamento que formam a trama da composição das missas, de sorte que os séculos passados continuam a preparar-nos para os mistérios da Páscoa. No segundo Domingo da Quaresma, lemos em matinas a história da benção solene do velho Isaac, dada no leito da agonia do seu filho Jacó de preferência ao primogênito Esaú, para se tornar o herdeiro e transmissor das promessas e bênçãos divinas. "Sê o Senhor dos teus irmãos e que as nações se prostrem diante de ti. Todos os povos serão abençoados em ti e no que nascer de ti" (Gênesis).

Os Santos Padres vêem no Patriarca Jacó que suplanta o irmão para ser, em vez dele, o objeto dos favores divinos, uma figura de Cristo, o segundo Adão que se torna, em vez do primeiro, o chefe de uma humanidade regenerada e abençoada de Deus, aquele em que o Pai tem todas as complacências e os povos serão abençoados. Comparando os dois textos, o do Gênesis e o do Evangelho da missa, facilmente podemos ver como concordam e se completam no pormenor mais insignificante. Deus abençoou o seu filho revestido de nossa carne, como Isaac abençoou Jacó revestidos das vestes do irmão Esaú. Santo Agostinho, que olha as peles de cabrito como símbolo do pecado, diz que Jacó, cobrindo com ela as mãos e o pescoço, é imagem de Cristo, que, sendo sem pecado, tomou sobre si os pecados dos outros.

Isto deixa-nos ver como a história de Jacó é figura de Cristo e da Igreja. E lembremo-nos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, que o Evangelho de hoje nos apresenta transfigurado no Tabor como sendo o objeto das complacências do pai, solidarizou-se conosco a ponto de se vestir com a "nossa carne" e de se deixar morrer por nós para nos tornar co-herdeiros da sua glória e filhos queridos do Pai Celeste. Em Jesus fomos abençoados por Deus - Nele que é o mais velho, o primogênito de muitos irmãos.

Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo:
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.
Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele.
Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o.
Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo.
Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais.
Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus.
E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

SÁBADO DAS TÊMPORAS DA QUARESMA


 

Elias, O Profeta

A estação de Sábado das Têmporas da Quaresma reunia-se sempre na Basílica edificada por Constantino, e reconstruída pelos Sumo Pontífices dos séculos XVI e XVII, na colina do Vaticano onde São Pedro morreu e repousa. Era nesta Basílica que se faziam as ordenações, precedidas, durante a noite, de doze leituras, das quais nos resta ainda um vestígio na missa de hoje.

Como os Apóstolos que foram escolhidos para assistir no Tabor a Transfiguração de Jesus, os novos presbíteros subirão os degraus do altar para se porem em comunhão com a divindade. São eles agora que nos exortam a escultar e praticar a palavra do Filho de Deus com obras de penitência e caridade. Se nos abstivermos das obras do mal, o nosso corpo e nossa alma conserva-se-á sem mancha para o dia da Páscoa eterna, em que o Senhor nos fará participar a todos da glória da sua transfiguração. Peçamos a Deus que nos fortifique com a sua benção, para que durante esta Quaresma não nos apartemos do cumprimento de sua santa vontade.

Evangelho do dia:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo:
Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele.
Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o.
Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo.
Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais.
Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus.
E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 18 de março de 2011

19 DE MARÇO – SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ ESPOSO DA VIRGEM MARIA E PAI ADOTIVO DE JESUS, CONFESSOR


 

Elias, O Profeta

A Igreja não separa nunca São José de Maria e de Jesus. O evangelho que escolheu para festa de hoje aproxima estes três nomes. Esposo da Virgem Santíssima e pai adotivo de Jesus, São José é nos apresentados pela Igreja como o justo cuja alma se eleva forte e poderosa para Deus como o Cedro do Líbano. Fiel no desempenho humilde da delicada e belíssima incumbência de velar pela sagrada família de Nazaré, São José tornou-se o modelo vivo das virtudes da Família e das humildes tarefas quotidianas, o guarda das almas castas e protetor dos lares cristãos.

O seu culto só muito mais tarde desenvolveu-se. A sua festa que existia em vários lugares com datas diferentes, fora fixada a 19 de Março no século XV e Gregório XV estendeu-a em 1621 à Igreja Universal. Em 1870 Pio IX proclamou São José padroeiro da Igreja Universal.

Evangelho da Festa:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São
Mateus:

Naquele tempo:
Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Abraão gerou Isaac. Isaac gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara. Farés gerou Esron. Esron gerou Arão.
Arão gerou Aminadab. Aminadab gerou Naasson. Naasson gerou Salmon.
Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi.
O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias.
Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa.
Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias.
Ozias gerou Joatão. Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias.
Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias.
Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no cativeiro de Babilônia.
E, depois do cativeiro de Babilônia, Jeconias gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel.
Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliacim. Eliacim gerou Azor.
Azor gerou Sadoc. Sadoc gerou Aquim. Aquim gerou Eliud.
Eliud gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó.
Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações. Nascimento de Jesus
Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.
Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA


Elias, O Profeta

A estação de hoje reunia-se para o escrutínio das ordenações na igreja dos Doze Apóstolos, que fica aos pés do Quirinal em Roma. Os futuros sacerdotes e diáconos era assim colocados debaixo da proteção do colégio apostólico. Esta basílica, que é uma das mais antigas de Roma, foi mandada edificar por Júlio I pela ocasião da transladação das relíquias de São Felipe e São Thiago Menor. Dirigindo-se aos penitentes dos primeiros tempos, diz-lhes a Igreja pela boca de Ezequiel que Deus está pronto a perdoar-lhes porque se arrependeram. Como os doentes que se sentavam debaixo do pórtico da piscina, conservam-se também as portas da Igreja até o Grande Sábado, que é a festa da Páscoa, em que Jesus virá curá-los como curou o paralítico do Evangelho. As nossas almas, outrora mergulhadas na piscina resgatadora do batismo e manchadas depois pelo pecado, devem também expiar as faltas que o Senhor lhes perdoará por meio dos sacerdotes no tribunal da penitência. Não tenho homem que me ponha no tanque - dizia o paralítico do Evangelho, e tinha razão. Nós porém não podemos alegar esta desculpa; e se permanecemos paralíticos, é porque não queremos recorrer ao ministério sacerdotal que foi instituído para nos socorrer. 

Evangelho do dia:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo:
Depois disso, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos.
Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água.
[Pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.]
Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos.
Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: Queres ficar curado?
O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim.
Ordenou-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado.
E os judeus diziam ao homem curado: E sábado, não te é permitido carregar o teu leito.
Respondeu-lhes ele: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda.
Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?
O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar.
Mais tarde, Jesus o achou no templo e lhe disse: Eis que ficaste são; já não peques, para não te acontecer coisa pior.
Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 17 de março de 2011

17 de Março – Santa Gertrudes de Nivelles


Conhecida tambem como Santa Gertrudes de Bravantes
Nasceu em 626 na Bélgica, filha caçula de Pepino I e Ida de Nivelles, irmã de Santa Begga. Ela devotou-se à vida religiosa desde cedo e recusou um casamento com um nobre para seguir a vida religiosa. Com a morte de Pepino em 639 e seguindo o conselho de Santo Amando de Maastrich, sua mãe Ida construiu um Monastério em Nivelles para onde ela e suas filhas se retiraram. Gertrudes tornou-se Abadessa do mosteiro de Nivelles muito jovem.
Ficou muito conhecida pela sua hospitalidade para com os peregrinos e para com os missionários Irlandeses. Ela deu ao Santo Foillan um pedaço de terra no qual ele construiu o monastério de Fosses.
Para ajudar São Ultan na sua evangelização em 656DC, Santa Gertrudes renunciou ao seu posto de Abadessa e passou o resto de sua vida estudando as escrituras e fazendo penitencia. Era mística e tinha visões. Teve uma visão que iria morrer com a idade de Jesus o que acabou acontecendo. Ela morreu aos 33 anos em 659 em Nivelles.
O culto a Santa Gertrudes espalhou-se pelos Países Baixos ( Holanda, Bélgica, Suíça ), pela Inglaterra, Escócia e vários folclores e lendas foram vinculadas ao seu nome.
Até 1822 devotos ofereciam camundongos de prata e de ouro no seu santuário em Colonha, Alemanha.
Os camundongos representavam as almas do purgatório, para as quais ela tinha grande devoção.
É padroeira dos jardineiros visto que a tradição diz que no dia de sua festa sempre é boa hora de plantar rosas e flores da primavera.
É tambem invocada como padroeira daqueles que morreram recentemente visto que ela teria tido uma visão na qual fez uma jornada de três dias ao outro mundo e que aqueles que fossem seus devotos passariam a primeira noite, após a morte, sob os cuidados de Santa Gertrudes, segunda em influencia apenas para o Arcanjo São Miguel.
A tradição diz que ela teria enviado seus súditos em uma viagem a um país distante, prometendo a eles que nada aconteceria durante a jornada. Quando se encontravam no meio do oceano um grande monstro marinho teria tentado soçobrar o barco mas, teria imediatamente desaparecido com a invocação de Santa Gertrudes.
Assim, em memória desta ocorrência, os viajantes durante a Idade Media tomavam uma bebida chamada "Sinte Geerts Minne"ou seja Gertrudenminte" ( uma especie de menta) antes de iniciar uma viagem.
Alguns escoceses dizem que esta bebida existe até hoje e seria benta pelo pároco da Igreja de Santa Gertrudes em Nivelles ou no seu Santuário em Colonha.
Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada: 1) uma Abadessa com camundongos rodeando seu báculo (cajado pastoral), 2) como uma Abadessa com camundongos a seus pés, 3) como uma Abadessa com camundongos correndo em seu manto 4) segurando uma ratazana, 5) segurando o báculo e com um gato junto dela.

quarta-feira, 16 de março de 2011

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA


 

Elias, O Profeta

As têmporas da Primavera (Outono - Hemisfério Sul) coincidem com a primeira semana da Quaresma. Foram instituídas para consagrar a Deus a nova estação e atrair as graças do céu para aqueles que vão receber no sábado o sacramento da Ordem. A estação da Quarta-feira de Têmporas reuniu sempre na Santa Maria maior, a maior e mais bela igreja consagrada a Nossa Senhora em Roma. De fato convinha que a assembléia cristã reunisse, neste dia em que se procede ao escrutínio para as ordenações, num templo daquela que Proclo de Constantinopla saúda: "templo santíssimo em que Deus se fez sacerdote". As duas leituras que substituem a Epístola falam-nos de Moisés e de Elias, do legislador e do profeta que, antes de serem admitidos à presença de Deus na montanha santa, deveriam purificar-se pelo jejum e desfazer-se das coisas da Terra para ficarem mais livres para as coisas de Deus. No evangelho o Senhor fala-nos da sua ressurreição figurada no profeta Jonas. Preparemo-nos com jejuns e boas obras para a festa da ressurreição que nos há de aproximar mais de Deus.

Evangelho do dia:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo:
Então alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: Mestre, quiséramos ver-te fazer um milagre.
Respondeu-lhes Jesus: Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas:
do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra.
No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas.
No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará com esta raça e a condenará, porque veio das extremidades da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está quem é mais do que Salomão.
Quando o espírito impuro sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha.
Diz ele, então: Voltarei para a casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada.
Vai, então, buscar sete outros espíritos piores que ele, e entram nessa casa e se estabelecem aí; e o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro. Tal será a sorte desta geração perversa.
Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar.
Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te.
Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 12 de março de 2011

I Domingo da Quaresma: "E vieram anjos e serviram-no"(Ev.)


Neste domingo, que era outrora o primeiro dia da Quaresma, reuniam se todos na estação da Basílica do Santíssimo Salvador em Roma.Toda a liturgia inspira um pensamento de fortificante confiança, desde o Intróito, Gradual e Ofertório até
à Comunhão compostos todos com versículos do Salmo 90 que vem quase por inteiro no tracto e se repete pela Quaresma, para ser por assim dizer, o diapasão da vida nova, de bom combate, que devemos levar nestes dias. E não são acaso as lutas do Salvador, que se vão desenrolando diante de nós, para nos encorajar na batalha? A Igreja pelo menos, assim no-la dar a entender, propondo a nossa meditação o evangelho que refere a tentação de Cristo. Era a missão que
empreendera de esmagar a Satanás que começava, e feri-la a Igreja neste princípio de Quaresma para querer indicar o verdadeiro motivo de confiarmos na vitória. O senhor triunfou e a Igreja diz-nos que podemos triunfar com ele, porque afinal é que a tentação e o combate que se desenrola em nós e a nossa volta, são a tentação e o combate e também a vitória de Cristo. O nosso esforço é dele, a nossa força também é dele e o nosso triunfo na Páscoa é dele também. Empreendamos, pois, generosamente o bom combate cuja estratégia o Apóstolo em grandes linhas nos traça na Epístola da Missa. Encorajemo-nos com este pensamento de que o progresso espiritual nas almas é a vitória de Cristo que se prolonga e que o combate necessário para a garantir já foi dado. Estes dias da Quaresma são tempo de salvação, são o tempo favorável que nos permite marcar posições definitivas no combate incessante do espírito contra a carne. E a Igreja nos convida com maternal solicitude a terçar armas neste prédio glorioso, para celebrarmos purificados na alma e no corpo o mistério sublime da Paixão do
Senhor.
É verdade, diz São Leão em Matinas, que deveríamos viver sempre diante de Deus com as mesmas disposições requeridas para a condigna celebração dos mistérios pascais. Mas, porque isto é virtude e apanágio de poucos e porque a fragilidade humana tende sempre para o relaxamento, aproveitemo-nos ao menos a Quaresma para recuperarmos o perdido e reparemos, pela penitência e boas obras, as faltas e negligências do outro tempo.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus:

Naquele tempo:Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio.Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois,teve fome.O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães.Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13).Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

Sábado de Cinzas

A Estação de hoje reunia-se em são Trifão que morreu mártir no Oriente. Este santuário, que foi confiado aos eremitas de Santo Agostinho, caiu em ruinas e foi substituída por uma nova Igreja e consagrada ao Doutor de Hipona. O sábado que era para os judeus o dia do Senhor, simboliza o sábado eterno, consagrado todo ao serviço de Deus. Mas para lá chegar, é preciso, cá em baixo, subirmos acima das coisas da terra e procurar, com toda a alma a Deus e as coisas de seu Reino. O senhor está a nossa beira é claro, nas horas difíceis quando o vento sopra contrário, está permitindo de nós, o que anda sobre o mar não nos desampara, e se cairmos corre logo para nos curar com a pureza de seu sangue.

Continuação do Santo Evangelho segundo São Marcos: Naquele tempo: À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.
Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles.
À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;
pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: Tranqüilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!
E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,
pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis.
Navegaram para o outro lado e chegaram à região de Genesaré, onde aportaram.
Assim que saíram da barca, o povo o reconheceu.
Percorrendo toda aquela região, começaram a levar, em leitos, os que padeciam de algum mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava.
Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sexta Feira de Cinzas

A Estação de hoje reunia-se no monte Célio, na casa que fora de São João e São Paulo, que o senador cristão Pamáquio, genro que santa Paula e amigo e São Jerônimo, transformaram no século V em Igreja Paroquial. Seis frascos desta época ainda existem, apresentam várias cenas da morte e do cativeiro destes dois romanos que a mesma fé e o martírio tornou ainda mais irmãos. Perto desta Igreja se encontra o albergue dos peregrinos Xenodóquio Valeril; Pamaquio distribuiu sua fortuna com os pobres e o Evangelho aludem a sua caridade, a Epístola e o Evangelho ensina-nos que as obras externas de penitência, se não forem acompanhadas do espírito de sacrifício, não valem nada aos olhos de Deus. E este espírito revela-se nas obras de misericórdia praticadas sem distinção com todos os homens e animadas da intenção, não para guardar um diploma das obras feitas, ms de agradar unicamente a Deus e socorrer a necessidade, peçamos a Deus o spírito de sacrifício e misericórdia.

Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus: Naquele tem disse Jesus: Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.
Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.
Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?
Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito. Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Via Crucis


+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ave! Ó Cruz, única esperança, do mundo glória e salvação. Aos bons aumenta
a graça e aos maus alcança perdão.
 
Oração Preparatória
Jesus amável Salvador, eis-nos humildemente prostrados a vossos pés, implorando a vossa divina misericórdia sobre nós e sobre as almas dos fiéis defuntos. Dignai-vos dispensar-nos os infinitos méritos de vossa dolorosa Paixão, que agora vamos meditar. Concedei que nesta via de lágrimas e suspiros, a que vamos dar início, que os nossos corações tão manchados pelo pecado se mova a contrição e a penitência, e que possamos aparelhados para sofrer todas as contradições, sofrimentos e humilhações desta vida.
E vós, Mãe de graça, que, abandonada em triste soledade, foste a primeira a percorrer a via-sacra, obtende-nos da Adorável Trindade um piedoso acolhimento destes nossos sentimentos de dor e de caridade, em reparação de tantas injúrias à sua Majestade Soberana.
R. Ó Santa Mãe gravai em meu coração as chagas do Crucificado!
V. Tende piedade de nós Senhor! 
R. Que as almas dos fiéis defuntos, por vossa misericórdia, descansem em paz.
Amém.

Iª Estação - Jesus é condenado a morte
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a admirável submissão de Nosso Senhor quando ouviu pronunciar-se a sentença iníqua, e convençamo-nos de que não foi Pilatos que condenou Jesus a morte, mas todos nós pecadores presentes e do mundo inteiro. Com vivos sentimentos de penitência digamos:
V. A morrer crucificado teu Jesus é condenado por teus crimes pecador, por teus crimes pecador!
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu
Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IIª Estação - Jesus carrega a Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos com que doçura Nosso Divino Mestre recebeu em seus ombros doloridos e ensangüentados o terrível instrumento de seu suplício. Assim nos quis ensinar a levar a nossa Cruz sem impaciência e murmuração, e a padecer resignadamente os males vindos do Céu ou das criaturas. Digamos:
V. Com a cruz é carregado e do peso acabrunhado. Vai morrer por teu amor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IIIª Estação - Jesus cai pela primeira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos Jesus a caminho do Calvário. Vejamos como ele Caminha com passos cansados e inseguros. Coberto de sangue, vem tão debilitado, que se abate ao peso da Cruz e cai no chão. Digamos:
V. Pela Cruz tão oprimido, cai Jesus desfalecido, pela sua salvação.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IV Estação - Jesus encontra a sua mãe
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a imensa dor de Jesus ao ver Maria sua mãe santíssima, e a dor de sua mãe ao vê-lo sendo castigado no meio de tão cruéis ultrajes. Digamos:
V. De Maria lacrimosa, sua mãe tão piedosa vê a imensa compaixão.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

V Estação - O Cirineu ajuda a carregar a Cruz de Jesus
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a fineza do amor de Jesus para conosco: Se permite que o ajudem, é também para nos ajudar a partilhar com ele do seu cálice de amargura. Digamos: Em extremo desmaiado deve auxílio, tão cansado receber o Cireneu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
 
Consideremos a ação heróica desta mulher, que se dá a pressa a enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas. Digamos:
V. O seu rosto ensangüentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

VII Estação - Jesus cai pela segunda vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
 
Consideremos o Homem Deus, de novo sucumbido ao peso do
madeiro. Ponhamos nossos olhos pecadores sobre esta grande vítima estendida por
terra, ensangüentada, sem forças para prosseguir. Digamos:
V. Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai em terra o Salvador.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

VIII Estação - Jesus consola as filhas de Israel
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Admiremos aqui a generosidade incomparável de Jesus: esquece-se por momentos os seus próprios sofrimentos, para abrir os seios de sua entranhável caridade às filhas de Israel, e diverti-las de sua dor. "Não choreis por mim mas por vossos filhos e filhas". Digamos:
V. Das matronas piedosas, de Sião filhas chorosas é Jesus consolador.

R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

IX Estação - Jesus cai pela terceira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos o nosso Bom Jesus ao ver o Calvário. É ali, no cimo do monte, que um altar vai se erguer a justiça ultrajada de Deus. Mas o coração de Jesus padece grande angústia. Não teme os horrores da morte tão cruel, mas antes a inutilidade de seu sangue para tantos pecadores. Este triste pensamento constrange-o e aflige-o, caindo o corpo no chão. Digamos:
V. Cai pela terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos pecados e da Cruz.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

Xª Estação - Jesus é despojado de suas vestes
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos como foi grande a confusão de Jesus ao ver-se reduzido em tão completa nudez, desabrigado daquela turba encarniçada e perversa. Digamos:
V. Das vestes despojado, por verdugos maltratado, eu vos vejo meu Jesus.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

XIª Estação - Jesus é pregado na Cruz
 
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos os atrozes sofrimentos de Nosso Senhor ao ser pregado, com grossos cravos, ao madeiro, e olhemos com piedoso amor para o estandarte da nossa redenção. Vítima de dor, todo o corpo de Jesus sofre, e o sangue corre e inunda a terra. Digamos:
V. Sois por mim na Cruz pregado, insultado, blasfemado, com cegueira e com furor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIIª Estação - Jesus morre na Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Momento de silêncio... depois prossegue
dizendo:
Consideremos um Deus de toda a Santidade, a morrer numa cruz, entre dois celerados, por amor das suas criaturas, tirando do peito, não palavras de maldição ou injúria, mas preces divinas de amor e perdão: "Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Tudo está consumado". E dizendo isto expirou. Digamos:
V. Por meus crimes padecestes: meu Jesus por mim morrestes, como é grande a minha dor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus. 

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIIIª - Jesus é descido da cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a extrema dor de Nossa Senhora, ao ver em seus
braços o seu amado filho, chagado, lívido, com as pálpebras cerradas no frio
sono da morte. Contempla os estragos feitos nas mãos e nos pés pelos duros
cravos, o lado aberto pela cruel lança, a cabeça ensangüentada e ferida pela
coroa de espinhos; e lastima-se de haver gente tão sem coração que tão mal
fizeram a seu amado filho. Digamos:
V. Da madeira vos tiraram e nos braços vos deixaram de Maria, que aflição.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIV Estação - Jesus é sepultado
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos os discípulos do Senhor colocando seu santíssimo corpo no Sepulcro. Maria os acompanha, ela é quem arruma o túmulo de seu filho. Digamos:
V. Do pecado vem a morte, mas o amor, que é mais forte, dá a vida pelo irmão.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...
Oração final
Senhor, Jesus olhai vossos servos e concedei-lhes o dom da
vossa paz, de vosso amor, de vosso socorro; enviai-nos o vosso Espírito Santo
para que nos amemos uns aos outros, mantendo-nos num mesmo espírito, pelos
vínculos da paz e da caridade, para assim formarmos uma mesma fé, como fomos
chamados; a uma mesma esperança, por nossa vocação, para assim chegarmos ao
perfeito amor em Vós que viveis com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Amém.
Oração a Jesus
Crucificado:
Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos
diante da vossa Divina Presença, Vos peço e suplico com o mais ardente fervor,
que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um
verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os
emendar; enquanto eu, com grande afeto e dor de alma, considero e medito nas
vossas Cinco Chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia
por Vós, ó bom Jesus: "Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram
todos os meus ossos".
+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.