sábado, 30 de abril de 2011

DOMINGO IN ALBIS - PRIMEIRO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA


 

Chama-se este domingo
-Quasi modo - das primeiras palavras do intróito e in albis porque nele depunha-se outrora os neófitos a túnica branca do batismo.
Para ensinar a seus filhos recém-nascidos para a graça com que generosidade devem confessar o nome de Jesus, a Igreja condu-los a Basílica de São Pancrácio, que, de doze anos, rendeu ao Senhor o testemunho do seu sangue.
Todo o cristão deve dar testemunho de Cristo. A fé no filho de Deus ressuscitado dar-lhe-á coragem para vencer o mundo, como diz São João. É necessário, pois, que esta fé em Jesus tenha uma base sólida; e a Igreja no-la oferece na missa de hoje. Esta fé tem que ter por base, diz São João, o testemunho das três pessoas divinas e o da água, do sangue e do espírito que no batismo, no calvário e na vida da Igreja e dos cristãos dá testemunho da divindade de Jesus. A dupla aparição do Senhor aos Apóstolos e a incredulidade de Tomé que cede a evidência mas nos confirmam nesta fé.
Pela nossa crença esclarecida e forte e pela nossa conduta impoluta rendamos a divindade do Senhor, no meio desta sociedade corrompida, o testemunho sincero da nossa alma.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João: Naquele
tempo:
Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe
enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu?
Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele:
Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.
Perguntaram-lhe de novo:
Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos
enviaram. Que dizes de ti mesmo?
Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no
deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
Alguns dos emissários eram fariseus.
Continuaram a perguntar-lhe:
Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João
respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.É este de quem eu
disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim.
Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne
conhecido em Israel.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa senhora do Sábado: Nossa Senhora dos Prazeres




Sua Festa é celebrada no Festa no 2º domingo após a Páscoa

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres teve início em Portugal por volta do ano de 1590. Conta-se que uma imagem da Virgem apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos condes da Ilha. Pessoas que iam à fonte para beber água conseguiram curas milagrosas, que logo passaram a ser conhecidas na região. Os condes proprietários da fonte decidiram, então, levar a imagem para dentro de casa, mas logo depois a imagem desapareceu até que foi encontrada sobre um poço. Uma menina que foi ao poço beber água aproximou-se da imagem e, então, Nossa Senhora se manifestou e pediu que os habitantes do local construíssem ali uma igreja e que ela devia ser invocada como Nossa Senhora dos Prazeres. A menina relatou o fato com tamanha seriedade que o povo não duvidou de seu depoimento. Então, foi construída a igreja que logo tornou-se um local de peregrinação e onde há o relato de muitas graças alcançadas.

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias. A disseminação de sua devoção é de origem franciscana, isto porque os prazeres, ou alegrias, de Nossa Senhora foram escritos por um franciscano. São eles: a Anunciação, a saudação de Isabel, o Nascimento de Jesus, a visitação dos Reis Magos, o encontro com Jesus no Templo quando ele conversava com os doutores da Lei, a aparição de Jesus Ressuscitado e a coroação de Maria no céu.


Oração a Nossa Senhora dos Prazeres

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa Mãe querida,
lembrando-me de vossas grandes alegrias:
a Anunciação do Senhor,
a visita à vossa prima Santa Isabel,
o Nascimento do Menino Deus,
a adoração dos Magos ao vosso Divino Filho,
o encontro de Jesus no templo,
a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção,
queremos pedir a vossa intercessão por nós
e pelas nossas famílias junto a Deus.
Que Ele nos livre das doenças e dos perigos,
do desemprego e da desunião.
Nossa Senhora dos Prazeres,
ajudai-nos a sermos bons seguidores do vosso adorado Filho,
lendo e refletindo a Bíblia Sagrada,
alimentando-nos de Jesus na Eucaristia
e participando ativamente de nossa comunidade.
Queremos viver o mandamento do amor para com todos
e caminhar em nossa vida dentro da justiça,
colaborando para a construção da paz e da fraternidade.
Amém!


Fonte: FERRAZ, O. Maria, Mãe de Deus. Títulos que honram Nossa Senhora. Editora Novo Mundo. Curitiba. 2003. pg 128.

SÁBADO DE PASCOELA (OITAVA DE PÁSCOA)

Os neófitos ao saírem da fonte da regeneração recebiam uma túnica branca para simbolizar a graça que haviam recebido, segundo aquilo que o Apóstolo disse: "Vós que fostes batizados em Cristo revesti-vos de Cristo". Conservavam-na durante uma semana, e no sábado in albis depunham-na. Ao contemplar à volta de si estes novos filhos, a Igreja aconselha-os a beber do leite espiritual e a assentar na pedra angular que é o filho de Deus.
Em toda esta passagem da Epístola de São Pedro sente-se um não sei que de nobre altivez, que de cultivar todo o cristão consciente da sua grandeza.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João:
Naquele tempo:
No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao
sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.
Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus
amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! Saiu então
Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam juntos, mas
aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. Chegou
Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

29 de Abril – Santa Catarina de Sienna, Virgem


Santa Catarina de Sienna nasceu em Sienna no dia da Anunciação e começou a ter experiências místicas aos 6 anos vendo anjos da guarda, claramente com as pessoas as quais eles protegiam. Tornou-se uma Dominicana quando tinha 16 anos e ainda continuou a ter visões de Cristo, Maria e dos santos. Santa Catarina foi uma das mais brilhantes mentes teológicas do seu tempo, não tendo, entretanto qualquer educação formal. Trabalhou com êxito como moderadora entre a Santa Sé e Florença e persuadiu o Papa a voltar para Roma de Avignon. Finalmente conseguiu a conciliação no reinado do Papa Urbano VI. Mas tarde Santa Catarina se estabeleceu em Roma, onde lutou infatigavelmente com orações, exortações e cartas para ganhar novos partidários para o Papa legítimo. Em 1377 quando ela morreu, já havia conseguido curar as feridas e acabar com o Grande Cisma Ocidental.
Santa Catarina de Sienna foi ao Convento onde estava a sua sobrinha de nome Eugenia, e foi visitar o corpo incorrupto de Santa Agnes de Montepulciano, para beijar os pés de Santa Agnes, todos ficaram maravilhados ao verem que Agnes levantava o seu pé, suavemente, ao encontro dos lábios de Catarina.
Ela teve visões de Jesus, Maria, São João, São Paulo e São Domingos, o fundador da Ordem dos Dominicanos. Durante uma dessas visões a Virgem Maria a apresentou a Jesus que a desposou, colocando um anel de ouro com quatro pérolas em um círculo e um grande diamante no centro, dizendo a ela: "receba isto como um penhor e testemunho que você é minha e será minha para sempre". Experimentou maravilhosas experiências místicas. Com a idade de 26 anos, ela começou a sentir as dores de Cristo, em seu corpo. Dois anos mais tarde, em 1375, durante uma visita a Pisa, ela recebeu a Comunhão na pequena igreja de Santa Christina. Quando ela meditava e agradecia orando ao crucifixo, raios de luz furaram suas mãos, pés e o lado e todos puderam ver os estigmas de Cristo nela. Por causa de tanta dor ela não falava nem comia. Assim ficou por oito anos sem comer líquidos ou qualquer outra coisa que não fosse a Sagrada Comunhão (Inédita). Ela orava para que as marcas não fossem muito visíveis, e elas ficaram pouco visíveis, mas após sua morte os estigmas ficaram bem visíveis em seu corpo incorrupto, como uma transparência na pele, no local das chagas de Cristo.
As vezes quando orava ela levitava. Uma vez quando recebia a Sagrada Comunhão o padre sentiu a hóstia tornar-se viva, movendo-se agitada e voando de seus dedos para a boca de Catarina.
Na "Vida de Santa Catarina" a Madre Francisca Raphaela relata que a santa era imune ao fogo. Ela conta que certa vez Catarina caiu em um fogo na cozinha e apesar do fogo ser grande quando foi retirada dele por outros membros presentes, nem ela, nem suas roupas estavam sequer chamuscadas.
Das cartas de Santa Catarina de Sienna há uma trilogia chamada "O Diálogo" que é considerado o mais brilhante escrito da história da Igreja Católica. Morreu jovem, aos 33 em anos de idade, em 29 de abril de 1380, mas seu corpo foi encontrado incorrupto e conservado em 1430.
Foi canonizada em 1461 e declarada Doutora da Igreja em 1970. É co-padroeira do Continente Europeu junto com Santa Edith Stein e Santa Brígida da Suécia, e padroeira da Itália junto com São Francisco de Assis. Ela é padroeira dos Consultores. A festa em comemoração a santa em Criciúma, Santa Catarina é uma das mais lindas cidades do Brasil.
Sua festa é celebrada no dia 29 de abril

(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_catarina_de_sena.htm )

SEXTA-FEIRA DE PÁSCOA (OITAVA DE PÁSCOA)

A Igreja depois de reunir os neófitos em Latrão, em Santa Maria Maior, em São Pedro, São Paulo, São Lourenço e nos doze Apóstolos, faz a estação hoje na Basílica de Todos os mártires e sua Rainha, no antigo Panteão dos Césares que encerra para nós o símbolo perfeito da vitória da Cruz.
A liturgia deste ciclo faz-nos ver em Noé e Moisés as figuras dos acontecimentos e mistérios da Páscoa. E a missa de hoje completa e declara esta doutrina, recordando-nos no intróito, Epístola e Ofertório que a aliança estabelecida por Deus outrora com Noé e com os deles que sobreviveram ao dilúvio e depois reafirmada com Moisés e com o seu povo salvo das águas do mar vermelho,
era imagem e sombra da aliança nova em favor daqueles que salvos pelo batismo entraram na terra da promessa e da adoção dos filhos de Deus.
Na cruz, com efeito, o Senhor destruiu o pecado e com a sua ressurreição deu às almas a vida na graça.
Sejamos fiéis aos compromissos que tomamos no batismo, que nos admitiu ao grande mistério de vida e de morte com que selou o Senhor o pacto da reconciliação humana.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus:
Naquele tempo:
Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus
lhes tinha designado.
Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns
hesitavam ainda.
Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me
foi dada no céu e na terra.
Ide, pois, e ensinai a todas as nações;
batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ensinai-as a
observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o
fim do mundo.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

QUINTA-FEIRA DE PÁSCOA (OITAVA DE PÁSCOA)

O Evangelho de hoje fala-nos da aparição do Senhor a Madalena que foi, imediatamente, a mando dele, anunciar aos Apóstolos o duplo mistério da ressurreição e da Ascensão; e a Epístola refere-se a um dos sete diáconos, chamado Filipe, que batizou o eunuco pagão. É possível que a escolha do texto
fosse intencional, visto que na basílica onde era lida se encontram os restos do Apóstolo São Tiago e São Filipe. No entanto não devemos confundir com o diácono dos Atos dos Apóstolos.
A oração de hoje é particularmente bela. Lembra-nos que, ainda que diferentes e separados a muitos respeitos, fazemos parte de um todo uno e incomparável, assente na mesma fé de Cristo Ressuscitado.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João:
Naquele tempo:
Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava.
Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
Viu dois anjos vestidos
de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela respondeu: Porque
levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
Ditas estas palavras,
voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
Perguntou-lhe
Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o
jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar.
Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico:
Rabôni! (que quer dizer Mestre).
Disse-lhe Jesus: Não me retenhas, porque
ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e
vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
Maria Madalena correu para anunciar aos
discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha
falado.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

QUARTA-FEIRA DE PÁSCOA (OITAVA DA PÁSCOA)

A estação reunia-se em São Lourenço de fora dos muros. A Epístola refere-se ao testemunho que Pedro rendeu a Jesus Ressuscitado. O Evangelho conta-nos como o príncipe dos Apóstolos dirigia os companheiros nos trabalhos da pesca até a hora de chegar a cometer a grande campanha da pescaria das almas. Mais generoso que os outros, atirou-se ao mar indo de encontro ao Mestre e foi quem sacou a rede na praia a arrebentar com cento e cinqüenta e três peixes. Todos os padres são unânimes em ver nesta pesca miraculosa os novos filhos na fé, que Pedro havia de resgatar nas águas do batismo e conduzir aos pés do Senhor ressuscitado. Convidados por Deus a entrar no seu reino, comiam do pão eucarístico, a vítima da nova páscoa que os devia purificar e os regenerar.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João:
Naquele tempo:
Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto
ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:
Estavam juntos Simão Pedro,
Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de
Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou
pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na
barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.
Chegada a manhã, Jesus estava na
praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.
Perguntou-lhes Jesus:
Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não,
responderam-lhe.
Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e
achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade
de peixes.
Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o
Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica
(porque estava nu) e lançou-se às águas.
Os outros discípulos vieram na
barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão
cerca de duzentos côvados).
Ao saltarem em terra, viram umas brasas
preparadas e um peixe em cima delas, e pão.
Disse-lhes Jesus: Trazei aqui
alguns dos peixes que agora apanhastes.
Subiu Simão Pedro e puxou a rede para
a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem
tantos, a rede não se rompeu.
Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos
discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o
Senhor.
Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o
peixe.
Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus
discípulos, depois de ter ressuscitado.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal
Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

terça-feira, 26 de abril de 2011

TERÇA-FEIRA DE PÁSCOA (OITAVA DA PÁSCOA)

A estação de hoje reúne-se em São Paulo, a volta do túmulo do Apóstolo, os filhos mais novos da Igreja para lhes ler o discurso que ele dirigiu aos judeus e a todos nós a fim de nos confirmar na fé da Ressurreição. O evangelho encerra também uma prova magnífica da ressurreição do Senhor, conta-nos a aparição do Senhor aos discípulos e aos Apóstolos reunidos no cenáculo e como se fez tocar e
como comeu com eles de lhes deu a comer do que deixara. Durante toda a oitava, os intróitos evocam os riquíssimos tesouros que constituem o patrimônio daqueles que as águas do batismo regeneraram.
Evangelho do dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas:
Naquele tempo:
Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio
deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!
Perturbados e espantados, pensaram
estar vendo um espírito.
Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e
por que essas dúvidas nos vossos corações?
Vede minhas mãos e meus pés, sou
eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.
E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas, vacilando eles
ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer?
Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu à vista deles.
Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda
estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito
na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.
Abriu-lhes então o espírito,
para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
Assim é que está escrito, e
assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao
terceiro dia.
E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos
pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril – São Marcos, Evangelista


Evangelista e autor do Segundo Evangelho.
Ele é filho de Maria de Jerusalém, e primo de São Barnabé. Um Levite, ele provavelmente era um ministro na sinagoga local, quando encontrou Jesus.
Diz a tradição que ele fugiu quando Cristo foi preso. Marcos acompanhou São Paulo e São Barnabé até a Antioquia (Moderna Turquia)em 44 e depois para Chipre. Ele acompanhou São Paulo na sua primeira jornada missionária, mas retornou logo a Jerusalém. Ele não concordava com São Paulo, mas estava com ele em Roma durante a primeira prisão de São Paulo. Uma antiga tradição diz que Marcos foi o primeiro bispo de Alexandria no Egito, e ele é provavelmente o "João Marcos" a que se referem os "Atos de São Paulo". Marcos escreveu o Segundo Evangelho entre os anos 60 e 70, baseado nos ensinamentos de São Pedro. Ele é também chamado o "Interprete de São Pedro" pelos seus contemporâneos. Acredita-se que Marcos proveu a Mateus e Lucas com fontes básicas para os seus evangelhos.
Ele morreu como mártir na Alexandria, Egito. Ele foi arrastado com uma corda no pescoço de Alexandria até o porto de Bucoles e acabou morrendo estrangulado.
No século nono, suas relíquias foram trasladadas para Veneza, Itália. Ali elas foram envolvidas por uma linda catedral erigida em sua honra. Ele é o padroeiro de Veneza. É mostrado na liturgia católica com um leão com asas.
Sua festa é celebrada no dia 25 de abril
Fonte: (http://www.cademeusanto.com.br/sao_marcos.htm)

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA (OITAVA DA PÁSCOA)

A oitava de Páscoa foi de preceito nos primeiros tempos. No primeiro dia da semana fazia-se a estação em São Pedro, junto do túmulo do príncipe dos Apóstolos.
A Epístola é um trecho do seu discurso, em que nos fala da Ressurreição do Senhor e de quem fora das primeiras testemunhas. O Evangelho relata-nos a aparição de Jesus a Pedro e aos discípulos de
Emaús.
Os neófitos, e nós com eles, devemos todos afirmar como Pedro a nossa fé em Jesus Cristo e na sua Igreja, e, alimentados, com o mesmo pão e com mesmo vinho, procurar reintegrar-nos como corpos vivos na vida uma e unificante do redentor.
Evangelho do Dia:
Continuação do Santo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas:
Naquele tempo:
Nesse mesmo dia, dois discípulos
caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus
aproximou-se deles e caminhava com eles.
Mas os olhos estavam-lhes como que
vendados e não o reconheceram.
Perguntou-lhes, então: De que estais falando
pelo caminho, e por que estais tristes?
Um deles, chamado Cléofas,
respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que
nela aconteceu estes dias?
Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito
de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de
Deus e de todo o povo.
Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o
entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
Nós esperávamos que
fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o
terceiro dia que essas coisas sucederam.
É verdade que algumas mulheres
dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e
não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos,
os quais asseguravam que está vivo.
Alguns dos nossos foram ao sepulcro e
acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. Jesus
lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes
em tudo o que anunciaram os profetas!
Porventura não era necessário que
Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?
E começando por
Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito
em todas as Escrituras.
Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como
se quisesse passar adiante.
Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é
tarde e já declina o dia. Entrou então com eles.
Aconteceu que, estando
sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapareceu.
Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração,
quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?
Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam
reunidos os Onze e os que com eles estavam.
Todos diziam: O Senhor
ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão.
Eles, por sua parte, contaram
o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Lefebvre, Dom Gaspar.
Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André,
1960.

domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR - SOLENIDADE DAS SOLENIDADES (Oitava da Páscoa)






Exatamente como o Natal, é em Santa Maria Maior em que se faz a estação desta festa, a maior de todo o ano.
A Igreja não separa nunca Jesus de Maria e glorifica com a mesma apoteose o Filho e a Mãe.
Jesus Rescuscitado se dirige em primeiro lugar ao Pai, em homenagem de sujeição incondicional, enquanto a Igreja, por seu lado, levanta a Deus um hino de sentido reconhecimento e lhe suplica que venha em socorro dos filhos que lutam contra o mundo o demônio e a carne, a caminho da nova pátria do Céus. Mas para isto é necessário comer o cordeiro com os Ázimos da virtude, duma vida santa e impoluta. O Evangelho apresenta-nos as santas mulheres correndo ao sepulcro para ungir com o nosso amor e a nossa fidelidade à virtude o coração do mestre, não morto, porque é imortal, mas alanceado, dilacerado pelos crimes do nosso tempo e, possivelmente, da nossa má conduta.
Evangelho de Domingo de Páscoa:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos: Naquele tempo: Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus.
E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado.
E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro?
Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande.
Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se.
Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram.
Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse.
Victimae Paschali:



Victimae paschali laudesimmolent Christiani.Agnus redemit oves: Christus innocens Patri reconciliavit peccatores. Mors et vita duello conflixere mirando: dux vitae mortuus, regnat vivus. Dic nobis Maria, quid vidisti in via? Sepulcrum Christi viventis, et gloriam vidi resurgentis: Angelicos testes, sudarium, et vestes. Surrexit Christus spes mea: praecedet suos in Galilaeam. Scimus Christum surrexisse a mortuis vere: tu nobis, victor Rex, miserere. Amen. Alleluia.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 23 de abril de 2011

SÁBADO SANTO - A GRANDE VIGÍLIA PASCAL (TRÍDUO SANTO)






A Igreja, que vai anualmente renovando na liturgia os sucessos da vida do Salvador, dos quais nos convida a participar, celebra nas festas da Páscoa o aniversário de Jesus vitorioso sobre a morte. É o acontecimento central de toda a história, para onde converge toda a vida radiosa do Redentor, e o ponto culminante da vida da Igreja no seu ciclo litúrgico.
A Ressurreição do Salvador é prova irrefragável da sua divindade, porque era necessário, com efeito, ser Deus para poder, como dizia Jesus, "dar a vida e tomá-la de novo", e a base indestrutível da nossa fé.
A Páscoa é a sanção definitiva da vitória da humanidade sobre a morte, a carne e o mundo. Porque, de direito, nós morremos e ressuscitamos com Jesus Cristo; de fato é a virtude operante dos mistérios da redenção que fecunda e transforma a vida íntima da Igreja e dos fiéis.
Todos os anos, a Igreja, ao recordar-nos a ressurreição do Senhor e o batismo que nos permitiu a participação definitiva deste grande mistério, mergulha-nos, por assim dizer, num banho novo que nos regenera e transforma para a vida nova da graça. Por este motivo a Páscoa Cristã, mais que o aniversário de um acontecimento histórico, é o prolongamento da ressurreição do Senhor. O Martirológico Romano, com efeito, proclama "que a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é a solenidade das solenidades e a nossa páscoa", fórmula que encerra a réplica perfeita do mistério do Natal. Porque se no Natal devemos nascer com o Senhor para a vida divina que desceu com ele à terra, na Páscoa com igual razão devemos ressuscitar para a vida nova que nos mereceu com a sua Paixão. Isto permite-nos compreender que a Igreja tenha escolhido a Páscoa para se dedicar com carinho verdadeiramente maternal à formação daqueles que são, na frase de São Paulo, os filhos "rescém-nascidos" das chagas do Senhor, alimentando-os com o pão novo e instruindo-os nas coisas da vida sobrenatural. "Se ressuscitastes com Cristo, procurai o que é do alto, da vida nova a que fostes chamados, e não o que é da terra". "Mortificai os apetites da carne, despojai-vos do homem velho, revesti-vos do novo". Quando puserdes a túnica branca do batismo, pensais que deveis conservar sempre a brancura da vossa alma, diz Santo Agostinho.
O tempo pascal deve ser, pois, para nós todos um período de renovação. Deve ser a imagem da vida no céu. A vida sobrenatural e a vida dos batizados deve ser a terra a antevisão, a ante-experiência dulcíssima da ressurreição final e da posse definitiva da pátria celeste, onde Jesus nos precedeu para nos preparar o lugar.
A liturgia convida-nos a acompanhar as várias aparições do Senhor: no sepulcro em Emaús, na Galiléia e no Cenáculo; e apresenta-no-lo lançando os fundamentos da Igreja e preparando os Apóstolos para o mistério da Ascensão.
No dia seguinte ao Sábado, ainda com o lusco-fusco, Maria Madalena e mais duas santas mulheres foram ao sepulcro. Era o primeiro dia da semana judaica: o Domingo de Páscoa. Um anjo havia movido a pedra que tapava o sepulcro e os guardas fugiram com medo. Madalena, ao ver o túmulo aberto e vazio, corre a advertir Pedro e João, que ficaram em Jerusalém, de que tinham roubado o Senhor. Entretanto o anjo havia anunciado as outras duas que Jesus ressuscitara.
Pedro e João voam ao sepulcro e constatam dolorosamente a falta do Mestre. O corpo de Jesus não estava ali. Tinham no roubado certamente. Madalena, que regressara depressa, quer ver de novo o sepulcro. Talvez se tivesse enganado. E senão há de ver e beijar pelo menos o local onde repousara o corpo de seu amigo. E viu, não Cristo morto nem o lugar vazio, mas o Cristo vivo e ressuscitado. À tarde deste mesmo dia, dois discípulos que desciam para Emaús, vêem também o Mestre e veem anunciar a boa nova aos apóstolos que por sua vez lhe dizem de sua aparição a Pedro.
Depois apareceu no Cenáculo. E depois de oito dias volta a aparecer-lhes para reprender e confirmar na fé a incredulidade de Tomé. Depois da oitavas de Páscoa, regressando os Apóstolos a Galiléia, o Senhor aparece nas praias do mar aos sete que pescavam e revela-se igualmente a quinhentos discípulos numa montanha que previamente lhes designara e que terá sido o Tabor ou, com maior probabilidade, qualquer colina nas margens do lago, como as das bem-aventuranças.
O Evangelho do Segundo Domingo depois da Páscoa refere-nos a parábola do Bom pastor, e muito a propósito, a seguir o batismo dos neófitos. Os três domingos seguintes e o da vigília da Ascensão são tirado dos capítulos 16 e 17 de São João, quer dizer, do discurso da Ceia, em que o Senhor fala aos Apóstolos da Ascensão, da vinda do Espírito Santo e da sua nova presença entre os discípulos.
O Tempo Pascal é, por assim dizer, um longo dia de festa que vai da vigília Pascal até o Sábado depois de Pentecostes, e em que se celebram sucessivamente os mistérios da ressurreição e da Ascensão do Salvador, tendo por Epílogo a Solenidade de Pentecostes. A data da Páscoa de que dependem as demais festas móveis, foi objeto das decisões conciliares. Tendo o Senhor padecido e julgado na Páscoa Judaica e devendo a solenidade do novo mistério substituir na idade nova os velhos ritos judaicos, houve a Igreja por bem conservar para a Páscoa Cristã o modo de contar dos judeus. Ora entre o ano lunar, que eles seguem, e o Solar há uma diferença de onze dias, que obriga a festa da Páscoa a oscilar entre 22 de Março e 25 de Abril.
Durante o tempo pascal, a Igreja adorna-se com profusão e os órgãos que na quaresma se conservavam emudecidos ressoam de novo nas abóbadas engalanadas dos templos. O Alleluia, que é o cântico por excelência do ciclo pascal, enche as almas de alegria e plenitude. Ao asperges substitui-se o Vide aquam, evocativo da água e do sangue que correram do lado de Jesus símbolo do Batismo e da Eucaristia. Não há jejum e o Regina Coeli recita-se de pé, como convém a vencedores. Até a Ascensão o Círio Pascal, símbolo da presença visível de Jesus, ilumina e aquece com a sua chama radiosa a assembléia dos fiéis; e os paramentos brancos, sinal da graça da ressurreição, alegram as funções do culto.
Outrora, a Igreja proibia no tempo pascal as festas dos santos menos notáveis para não distrair a atenção dos fiéis da contemplação de Jesus Triunfante. Mas para os apóstolos e mártires compôs-se missa especial, por terem sido eles quem de mais perto se associou as lutas e vitórias de Cristo. Os Mártires sobretudo, nesta parte do ano, formam o cortejo do divino ressuscitado.
A liturgia da noite pascal era em outros tempos das mais importantes do ano. Durante a tarde do Sábado Santo, reunia-se os fiéis na Igreja de São João do Latrão, para o último escrutínio dos catecúmenos. Depois, à noite, começava a vigília ou a vela Pascal, que terminava ao romper da alva com o batismo solene: submergidos ou sepultados com Cristo nas águas batismais, os neófitos nasciam para a vida na graça a hora em que o Salvador saía triunfante do sepulcro, ao alvorecer do dia de Páscoa. Seguia-se a Missa: toda a comunidade dos fiéis celebrava o sacrifício da redenção, nas ações de graças e nas alegrias da ressurreição.
No século XIII, começou a celebração da vigília pascal a ser antecipada para o sábado de manhã. Pela recente reforma feita pela Santa Sé, passou-se de novo para o meio da noite de Páscoa. Voltando assim ao seu verdadeiro lugar, a antiga liturgia readquire todo o seu significado e permite ao povo cristão reviver, com mais perfeita compreensão, o mistério de graça e de luz em que se renova, de ano para ano, a vida dos batizados.

Evangelho da Festa:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
: Naquele Tempo:
Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo.
E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela.
Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve.
Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor.
Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou.
Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse.



Regina coeli, laetare, alleluia! Quia quem meruisti portare, alleluia! Resurrexit sicut dixit, alleluia! Ora pro nobis Deum, alleluia! Gaude et laetare, Virgo Maria, alleluia! Quia surrexit Dominus vere, alleluia!

Feliz Páscoa!

Alleluia, Alleluia, Alleluia!!! CRISTO RESSUSCITOU Alleluia!!!






Desejamos a todos os nossos leitores, familiares e amigos uma feliz e santa Páscoa! Feliz Páscoa! Alleluia!

SÁBADO SANTO (TRÍDUO SANTO)


Com a reposição da Vigília Pascal a seu tempo e lugar próprio e primitivo (noite do sábado para o domingo), o Sábado Santo passou a ser, com a nova reforma, como era antigamente, dia de luto para Igreja; dia em que esta se recolhe amorosamente junto do sepulcro do seu Divino Esposo, na meditação silenciosa da sua Paixão e Morte; dia alitúrgico", privado da celebração do Sacrifício Eucarístico e distribuição de comunhão.
O desnudamento e silêncio da Igreja (silêncio apenas interrompido pelo ofício das horas canônicas) traduz um sentimento de "ausência", sentimento este, no entanto, acompanhado de uma devota e "religiosa expectação" da vitória final daquele que, com sua morte, saiu vencedor da mesma morte.

OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE: HOJE É MEMÓRIA DO MÁRTIR SÃO JORGE, PORÉM COMO O MISTÉRIO PASCAL É MAIS IMPORTANTE NÃO SE DEVE COMEMORAR A MEMÓRIA DESTE SANTO E SIM A IGREJA EM COMUNHÃO COM AS DEMAIS EM PROFUNDO SILÊNCIO AGUARDAR A VIGÍLIA PASCAL.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Christus factus est pro nobis obediéns usque ad mortem, mortem autem crucis: propter quod et Deus exaltávit illum, et dedit illi nomen...





Christus factus est pro nobis obediéns usque ad mortem, mortem autem crucis: propter quod et Deus exaltávit illum, et dedit illi nomen...

Fiquemos em silêncio preservando nosso jejum juntamente com a Igreja, não se celebra mamória alguma de santo nem hoje, nem amanhã e nem na próxima semana (Oitava da Páscoa) o mistério da Redenção é o principal dogma de nossa fé Católica e não pode ser substituída por outras práticas devocionais que não envolva este tema. Fiquemos agora em silêncio aguardando a Páscoa do Senhor.

Christus factus est pro nobis obediéns usque ad mortem, mortem autem crucis: propter quod et Deus exaltávit illum, et dedit illi nomen...





Christus factus est pro nobis obediéns usque ad mortem, mortem autem crucis: propter quod et Deus exaltávit illum, et dedit illi nomen...

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.
Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.
Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.
No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.
Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

 Fiquemos portanto em silêncio e profundo respeito pelo sepultamento do Senhor e continuemos nosso Jejum que somente se encerra amanhã na parte da manhã, mas o jejum quaresmal iniciado na Quarta-feira de Cinzas prevalece até o fim da cerimônia do Sábado Santo.

15 HORAS - VIA CRUCIS EM MEMORIA DAS DORES DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ave! Ó Cruz, única esperança, do mundo glória e salvação. Aos bons aumenta
a graça e aos maus alcança perdão.
Oração Preparatória
Jesus amável Salvador, eis-nos humildemente prostrados a vossos pés, implorando a vossa divina misericórdia sobre nós e sobre as almas dos fiéis defuntos. Dignai-vos dispensar-nos os infinitos méritos de vossa dolorosa Paixão, que agora vamos meditar. Concedei que nesta via de lágrimas e suspiros, a que vamos dar início, que os nossos corações tão manchados pelo pecado se mova a contrição e a penitência, e que possamos aparelhados para sofrer todas as contradições, sofrimentos e humilhações desta vida.
E vós, Mãe de graça, que, abandonada em triste soledade, foste a primeira a percorrer a via-sacra, obtende-nos da Adorável Trindade um piedoso acolhimento destes nossos sentimentos de dor e de caridade, em reparação de tantas injúrias à sua Majestade Soberana.
R. Ó Santa Mãe gravai em meu coração as chagas do Crucificado!
V. Tende piedade de nós Senhor! 
R. Que as almas dos fiéis defuntos, por vossa misericórdia, descansem em paz.
Amém.

Iª Estação - Jesus é condenado a morte
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a admirável submissão de Nosso Senhor quando ouviu pronunciar-se a sentença iníqua, e convençamo-nos de que não foi Pilatos que condenou Jesus a morte, mas todos nós pecadores presentes e do mundo inteiro. Com vivos sentimentos de penitência digamos:
V. A morrer crucificado teu Jesus é condenado por teus crimes pecador, por teus crimes pecador!
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu
Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IIª Estação - Jesus carrega a Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos com que doçura Nosso Divino Mestre recebeu em seus ombros doloridos e ensangüentados o terrível instrumento de seu suplício. Assim nos quis ensinar a levar a nossa Cruz sem impaciência e murmuração, e a padecer resignadamente os males vindos do Céu ou das criaturas. Digamos:
V. Com a cruz é carregado e do peso acabrunhado. Vai morrer por teu amor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IIIª Estação - Jesus cai pela primeira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos Jesus a caminho do Calvário. Vejamos como ele Caminha com passos cansados e inseguros. Coberto de sangue, vem tão debilitado, que se abate ao peso da Cruz e cai no chão. Digamos:
V. Pela Cruz tão oprimido, cai Jesus desfalecido, pela sua salvação.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

IV Estação - Jesus encontra a sua mãe
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a imensa dor de Jesus ao ver Maria sua mãe santíssima, e a dor de sua mãe ao vê-lo sendo castigado no meio de tão cruéis ultrajes. Digamos:
V. De Maria lacrimosa, sua mãe tão piedosa vê a imensa compaixão.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

V Estação - O Cirineu ajuda a carregar a Cruz de Jesus
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a fineza do amor de Jesus para conosco: Se permite que o ajudem, é também para nos ajudar a partilhar com ele do seu cálice de amargura. Digamos: Em extremo desmaiado deve auxílio, tão cansado receber o Cireneu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a ação heróica desta mulher, que se dá a pressa a enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas. Digamos:
V. O seu rosto ensangüentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

VII Estação - Jesus cai pela segunda vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos o Homem Deus, de novo sucumbido ao peso do
madeiro. Ponhamos nossos olhos pecadores sobre esta grande vítima estendida por
terra, ensangüentada, sem forças para prosseguir. Digamos:
V. Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai em terra o Salvador.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

VIII Estação - Jesus consola as filhas de Israel
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Admiremos aqui a generosidade incomparável de Jesus: esquece-se por momentos os seus próprios sofrimentos, para abrir os seios de sua entranhável caridade às filhas de Israel, e diverti-las de sua dor. "Não choreis por mim mas por vossos filhos e filhas". Digamos:
V. Das matronas piedosas, de Sião filhas chorosas é Jesus consolador.

R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

IX Estação - Jesus cai pela terceira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos o nosso Bom Jesus ao ver o Calvário. É ali, no cimo do monte, que um altar vai se erguer a justiça ultrajada de Deus. Mas o coração de Jesus padece grande angústia. Não teme os horrores da morte tão cruel, mas antes a inutilidade de seu sangue para tantos pecadores. Este triste pensamento constrange-o e aflige-o, caindo o corpo no chão. Digamos:
V. Cai pela terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos pecados e da Cruz.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

Xª Estação - Jesus é despojado de suas vestes
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos como foi grande a confusão de Jesus ao ver-se reduzido em tão completa nudez, desabrigado daquela turba encarniçada e perversa. Digamos:
V. Das vestes despojado, por verdugos maltratado, eu vos vejo meu Jesus.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus..

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria -
Glória ao Pai...

XIª Estação - Jesus é pregado na Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos os atrozes sofrimentos de Nosso Senhor ao ser pregado, com grossos cravos, ao madeiro, e olhemos com piedoso amor para o estandarte da nossa redenção. Vítima de dor, todo o corpo de Jesus sofre, e o sangue corre e inunda a terra. Digamos:
V. Sois por mim na Cruz pregado, insultado, blasfemado, com cegueira e com furor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIIª Estação - Jesus morre na Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Momento de silêncio... depois prossegue
dizendo:
Consideremos um Deus de toda a Santidade, a morrer numa cruz, entre dois celerados, por amor das suas criaturas, tirando do peito, não palavras de maldição ou injúria, mas preces divinas de amor e perdão: "Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Tudo está consumado". E dizendo isto expirou. Digamos:
V. Por meus crimes padecestes: meu Jesus por mim morrestes, como é grande a minha dor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus. 

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIIIª - Jesus é descido da cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a extrema dor de Nossa Senhora, ao ver em seus
braços o seu amado filho, chagado, lívido, com as pálpebras cerradas no frio
sono da morte. Contempla os estragos feitos nas mãos e nos pés pelos duros
cravos, o lado aberto pela cruel lança, a cabeça ensangüentada e ferida pela
coroa de espinhos; e lastima-se de haver gente tão sem coração que tão mal
fizeram a seu amado filho. Digamos:
V. Da madeira vos tiraram e nos braços vos deixaram de Maria, que aflição.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...

XIV Estação - Jesus é sepultado
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos os discípulos do Senhor colocando seu santíssimo corpo no Sepulcro. Maria os acompanha, ela é quem arruma o túmulo de seu filho. Digamos:
V. Do pecado vem a morte, mas o amor, que é mais forte, dá a vida pelo irmão.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...
Oração final
Senhor, Jesus olhai vossos servos e concedei-lhes o dom da
vossa paz, de vosso amor, de vosso socorro; enviai-nos o vosso Espírito Santo
para que nos amemos uns aos outros, mantendo-nos num mesmo espírito, pelos
vínculos da paz e da caridade, para assim formarmos uma mesma fé, como fomos
chamados; a uma mesma esperança, por nossa vocação, para assim chegarmos ao
perfeito amor em Vós que viveis com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Amém.
Oração a Jesus
Crucificado:
Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos
diante da vossa Divina Presença, Vos peço e suplico com o mais ardente fervor,
que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um
verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os
emendar; enquanto eu, com grande afeto e dor de alma, considero e medito nas
vossas Cinco Chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia
por Vós, ó bom Jesus: "Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram
todos os meus ossos".
+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.