domingo, 31 de julho de 2011

31 de Julho - Santo Inácio de Loyola, Confessor

Ignacius de Loyola nasceu em 1491 no castelo da familia Loyola em Azpeitia na Espanha. Ele tornou-se um soldado em 1521 e foi ferido na perna durante o cerco de Pamplona. Durante o seu longo período de convalescência ele sofreu uma conversão notável e a transformação iluminada pelas leituras da vida de Cristo e da vida e vários santos fez com que ele em 1522 ficasse determinado a ser não só um cristão mas um santo. Saindo do castelo da família ele embarcou em uma peregrinação ao Monastério Beneditino de Monsserrat. Ali ele confessou seus pecados e colocou a sua espada no altar da Virgem Maria para a qual ele se dedicou com o "cavaleiro" da Virgem Maria. Vivendo por um tempo em contemplação e estudos em uma caverna, ele iniciou a escrita do seu famoso trabalho chamado "Exercícios Espirituais".
Ele deixou Manresa em 1523 e foi para Roma e de lá para Jerusalém onde ele converteu muçulmanos locais. Os franciscanos o convenceram a voltar para Barcelona onde ele ficou 11 anos estudando em Alcalá, Salamanda e Paris. Em março de 1534 ele recebeu o seu grau de mestrado.Durante este tempo Inácio reuniu um grupo de seguidores que fortaleceu a sua busca espiritual. Em 15 de agosto de 1534 na capela beneditina do Monastério de Paris eles tomaram os votos de pobreza,castidade e obediencia e uma especial esperança de expedições missionárias na Terra Santa. Este momento foi o nascimento da Sociedade de Jesus. Eles foram a Itália e receberam a ordenação em 1537, mas ficou logo claro que a peregrinação a Terra Santa seria impossível. Assim eles se apresentaram ao Santo Padre e ofereceram os seu serviços. O Papa Paulo III (1534-1549) imediatamente reconheceu o potencial deles e deu sua aprovação verbal para a Ordem em 1539. A aprovação formal veio em 1540 através da Bula Papal "Regimini Militantis Ecclesiae". Inacio foi eleito o primeiro Provincial Geral da Ordem da Companhia de Jesus em 22 de abril de 1541. O resto de sua vida ele se devotou a avançar a causa da Sociedade. Ele redigiu a Constituição da Ordem em 1550 e fundou o Colégio Romano (mais tarde chamado de Universidade Gregoriana)e iniciou o Colégio Germano em Roma para preparar padres para o esforço de recuperar a Alemanha perdida ao protestantismo. Inácio foi o responsável por criar uma ordem religiosa única e a mais significativa da historia da igreja. Os Jesuítas provaram ser uma corajosa e nova comunidade com uma devoção especial a Santa Sé , educados de forma brilhante e ampla, com especial atenção a teologia, a filosofia e a pregação missionária, eles se converteram nos melhores e mais preparados educadores e missionários da Igreja. Santo Inácio foi tambem o responsável pela implantação dos "Exercícios Espirituais", uma profunda coleção de meditações e regras, dirigidas a fortificar o desenvolvimento espiritual e a fé.
Santo Inácio de Loyola faleceu em 31 de julho de 1556 em Roma. Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1609 e canonizado pelo Papa Gregório XV em 22 de março de 1622. O Para Pio XI o declarou padroeiro dos exercícios espirituais e dos retiros espirituais.

O Jesuítas hoje tem 30.000 membros, 500 universidades e colégios, e ensinam a 200.000 estudantes a cada ano.



Sua festa é celebrada no dia 31 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santo_inacio_de_loyola.htm

sábado, 30 de julho de 2011

VII Domingo depois de Pentecostes "Pelos frutos conhece a qualidade da árvore" (Ev.)

As lições do Breviário terminam hoje a história do Rei Davi e começam a contar a história do rei salomão. Ao ascender ao trono de seu Pai, Salomão pediu a Deus que lhe desse sabedorianecessária para discernir o bem do mal e conduzir seu povo no caminho da justiça. E Deus respondeu-lhe: "Porque isto me pedes, porque não me pedes uma vida longa e venturosa, nem riqueza, nem a morte dos inimigos, mas apenas inteligência para praticar a justiça, farei o ue tu queres. Dar-te-ei um coração tão sábio como nunca existiu sobre a face da terra. E dar-te-ei mais isto que não me pediste: Terás Glória e riqueza a tal ponto, que não se chará nenhum semelhante a ti em todos os séculos passados. E se andares nos meus caminhos e guardares os meus mandamentos como fez o teu pai Davi, Eu prolongarei os teus dias." E a promessa de Deus cumpriu-se, Salomão tornou-se um monarca poderoso e sábio, cuja a aliança era desejada pelos povos vizinhos. Rei pacífico, Salomão é a figura de Cristo, o principe da paz, proclamado pelas nações; sábio entre os sábios, préánuncia a vinda do filho de Deus, a sabedoria incarnada que virá estabelecer finalmente e definitivamente a separação do bem e do mal e guiar seu povo nos caminhos do altíssimo. Melhor que Salomão ensinou Jesus a Sabedoria verdadeira que nos legou no evangelho e na palavra de sua esposa a Igreja.
É extremamente necessário e indispensável que para entrarmos no reino dos céus, saber e amar de corpo e alma esta santa doutrina. A Epístola e o Evangelho deste domingo nos irá confirmar tal afirmação: "Não é aquele que diz Senhor, Senhor, ue entrará no reino dos Céus, mas o que fizer a vontade de Deus". E São Paulo proucura convercer-nos da mesma verdade e da necessidade para todos impreterível de pertencer a Cristo sem reservas e de lhe ser fiel até a morte.  E neste ponto Davi e Salomão são para nós uma lição ao mesmo tempo terrível e consoladora. Salomão não perseverou, foi infiel ao Senhore a sua glóri, ainda que deslumbrante, não tardou em diluir-se no vácuo onde se erguera. Faltou-lhe a consistência. Davi, não obstante o seu pecado terrível, é maior, porque chorou amargamente, e foi sicera sua conversão e sua piedade e até hoje inspira a piedade das almas santas. Peçamos a Deus que nos guie nos caminhos de sua justiça e que aparte de nós tudo o que nos pode causar dano e nos conceda tudo o que nos pode servir de auxílio.

Jesus nos advertiu contra os falsos profetas que iriam surgir ao
longo da história para preparar o caminho do anticristo

Leitura da Epístola:


 Leitura da Santa Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (6,19-23) - Irmãos: 19. Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. 20. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. 21. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte. 22. Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida
eterna. 23. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.





Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus (7, 15-21): Naquele tempo disse Jesus: 15. Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. 16. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? 17. Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. 18. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. 19. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.
20. Pelos seus frutos os conhecereis. 21. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado - APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM GUADALUPE - México -1531

Onde Aconteceu: No México.
Quando: Em 1531.
A quem: A um Índio.

> Descobertas sobre o Manto da Virgem de Guadalupe.

Nossa Senhora de Guadalupe é a protetora das Américas, das vocações, das famílias e dos nascituros.

Todos os escritos narrados sobre as quatro aparições de Nossa Senhora de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo índio erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI.

O que se divulga é uma cópia publicada em Nahuatl por Luis Lasso de la Vega em 1649.

As Aparições:

Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos. Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan. No que diz respeito às coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.

Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobre passava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo:

“Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?”.

Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:

“Juanito, Juan Dieguito.”

Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar.

Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobre humana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro.

Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:

”Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde estás indo?“

Ele respondeu:

“Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar à Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor”.

Juan Diego


Ela então lhe disse:

”Sabe e entende, tu é o mais humilde dos meus filhos. Eu sou a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os vossos lamentos e remédio todas as vossas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Tu dirás exatamente tudo que viste, admiraste e ouviste. Tem a certeza que ficarei muito agradecida e te recompensarei. Porque Eu te farei muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que terás para cumprir o que Eu te ordeno e confio. Observa, tu ouviste minha ordem, meu humilde filho, vai e coloca todo teu esforço.“

Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse:

“Minha Senhora, Eu estou indo cumprir Tua ordem, agora me despeço de Ti, Teu humilde servo”.

Logo desceu para cumprir sua tarefa e foi em linha reta pela estrada, até a Cidade do México.

Tendo entrado na cidade, sem perder tempo, foi direto ao palácio do Bispo, que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um religioso Franciscano. Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado para anunciá-lo. Esperou muito tempo. Quando entrou, se ajoelhou e disse ao Bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo que havia visto, escutado e admirado. Mas após ouvir toda a conversa, o Bispo incrédulo disse-lhe:

“Volte depois, meu filho e eu lhe ouvirei com muito prazer. Eu examinarei tudo e pensarei no motivo pelo qual você veio”.

Juan Diego saiu triste, porque sua mensagem não se realizou de forma alguma.

Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha aparecido. Vendo-A, prostrou-se diante Dela e disse:

“Senhora, a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde me mandaste para levar Tua mensagem, como me havias instruído. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora".

Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Teu desejo de construção de um templo neste lugar para Ti. E que isso não é Tua ordem. Por isso eu, encarecidamente Te peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha.

E Tu, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envias-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoa o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo.”

A Virgem Santíssima respondeu:

”Escuta, meu filho caçula, deves entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que voltes novamente amanhã ao Bispo. Tu vais em meu Nome e faze saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente dize que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, te ordenei.“

Juan Diego respondeu:

“Senhora, minha Criança, não deixes que eu Te cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Tua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar Teu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se for, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Tua mensagem com a resposta do Bispo. Descansa neste meio tempo”.

Ele, então, foi para sua casa.

No dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em seguida estar presente a tempo para ver o Bispo. Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter dispersado, ele apressadamente se foi.

Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente.

Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado.

O Bispo para assegurar-se, fez várias perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu perfeitamente em detalhes ao Bispo. Apesar da precisa descrição de Sua imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu.

Após ouvir o Bispo, disse Juan Diego:

“Meu senhor, escuta! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que me enviou aqui”.

O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e falava. E assim foi feito.

Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac, perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo. E o que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar em Juan Diego. Eles lhe disseram que foi enganado.

Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido não passava simplesmente de um sonho. Eles então arquitetaram um plano, que se ele de alguma forma voltasse, eles o prenderiam e o puniriam com severidade e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.

Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe:

”Muito bem, meu querido filhinho, retornarás aqui amanhã, então levarás ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabe, meu querido filhinho, Eu te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vai agora. Espero por ti aqui amanhã.”

No outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal pelo qual então acreditariam, ele não pôde ir porque, ao chegar em casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave.

Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouvi-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade.

Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia de sua casa ao Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse:

“Se eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio certamente o espera.

” Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas, ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde eles anteriormente se encontraram.

Ela aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse:

”O que há, meu caçula? Onde você esta indo?”

Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante dela e A saudou dizendo:

“Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou te causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Teus servos está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Tua casa no México para chamar um de Teus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Tua mensagem. Senhora e minha Criança perdoa-me, sê paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível.”

Depois de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu:

”Escuta-Me e entende bem, meu caçula, nada deve te amedrontar ou te afligir. Não deixes teu coração perturbado. Não temas esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é tua Mãe? Não estás debaixo de minha proteção? Eu não sou tua saúde? Não estás feliz com o meu abraço? O que mais podes querer? Não temas nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não te aflijas por esta enfermidade de teu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tem a certeza de que ele já está curado.“

(E então, seu tio foi curado, como mais tarde se soube.)



A imagem de Guadalupe

Quando Juan Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela lhe disse:

”Sobe, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui e traze-as em minha presença.»

Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragrantes e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas.

Imediatamente ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas.

Ocasionalmente as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual toda vegetação é destruída pelo frio. Ele voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no tilma, dizendo:

”Meu caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao Bispo. Tu irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo desenroles o manto e descubras o que estás carregando. Tu contarás tudo direito. Que Eu te ordenei a subir ao topo da montanha, e cortar estas flores, e tudo que viste e admiraste, então, tu podes induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido.“

Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragrância das variadas e belas flores.

No palácio do Bispo, os serventes tentaram ver o que Juan Diego carregava. Com cuidado, ele descobriu o manto que escondia e eles puderam ver algumas flores; ao verem que eram rosas fora de época, ficaram impressionados, ainda mais por verem-nas frescas, tão fragrantes e belas. Estenderam a mão para as rosas, mas, ao tentar pegá-las, elas pareciam pintadas ou estampadas ou costuradas no tecido. Ao relatarem esse fato ao Bispo, ele compreendeu que Juan Diego carregava a prova desejada.

Ao ser admitido na presença do Bispo, Juan Diego contou o que havia visto e feito, renovando a mensagem de Nossa Senhora que pedia a construção de uma igreja no monte das aparições. Então, desdobrou seu manto, onde estavam as rosas; quando elas caíram ao chão, apareceu subitamente o desenho da preciosa imagem de Nossa Senhora, como ela é vista até hoje no templo de Tepeyacac, chamada Nossa Senhora de Guadalupe

A figura no manto é cheia de sinais, entre palavras, imagens e símbolos. Aqui destacamos apenas alguns:

 Nossa Senhora está diante de uma Luz Brilhante: os índios veneravam o deus sol. Ela está vestida de sol, o que mostra que Seu Deus é mais poderoso.

 Manto Azul: azul era sinal de realeza, virgindade e a cor que as deusas vestiam. As estrelas no manto estão como no céu da noite de 12 de dezembro de 1531. Os índios viviam sob as estrelas e aqui Ela as veste, mostrando que Seu Deus é mais poderoso que as estrelas.

 Cabeça curvada: na cultura indígena, os deuses e deusas olhavam diretamente nos olhos para mostrar seu poder e eram representados com olhos grandes. Maria, com Sua cabeça abaixada, mostra que não é um deus ou uma deusa, mas que há um poder maior acima dela.

 Lua: os índios veneravam Quetzalcoatl (serpente de pedra), representado por uma lua encrespada. Os pés de Maria estão firmemente apoiados sobre a lua, simbolizando que Ela está esmagando o deus deles.

Coração nas costas da mão: o Coração Imaculado de Maria, como representamos, com chamas. Somente nas aparições de Guadalupe e Fátima esse sinal apareceu, o que mostra que são eventos relacionados.

Chave entre as mãos postas: a oração é a chave para o Céu

Outros sinais representam: o Espírito Santo; Abraão; os Reis Davi e Salomão; o profeta Daniel; a maternidade de Maria; Maria, Mãe de Deus; Natividade de Jesus; apresentação do Menino Jesus no Templo; a Última Ceia; um rosto de duas caras: Judas e o demônio; agonia de Jesus no Horto; flagelação de Jesus; a Cruz; a Sagrada Face.

Porque "Guadalupe”?

A origem do nome Guadalupe (um nome espanhol) nas aparições do México sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações têm sido dadas.

A razão mais provável é que o nome seja a passagem, do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego.

Acredita-se que Nossa Senhora tenha usado a palavra Azteca Nahuatl coatlaxopeuh - que é pronunciado "quatlasupe" e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe. Coa siginifica "serpente"; tla, o artigo "a"; xopeuh significa "esmagar". Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como "Aquela que esmaga a serpente" - também numa referência ao deus Quetzalcoatl, ou serpente de pedra, ao qual os Aztecas costumavam oferecer sacrifícios humanos.

Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, cerca de 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios em uma só cerimônia que durou quatro dias.

Certamente, neste caso Nossa Senhora esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.

Análises da imagem de Guadalupe

Em primeiro lugar, chamou a atenção dos peritos a singular conservação do rude tecido da tilma (avental) de Juan Diego. Durante séculos, esteve exposto, sem maiores cuidados, aos rigores do calor, da poeira e da umidade, e mesmo assim sua tessitura não se desfibrou, nem tampouco se lhe desvaneceu a admirável policromia.

A matéria sobre a qual a imagem foi estampada é tecido confeccionado com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe por putrefação aos 20 anos, aproximadamente. Em contraposição, o avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor e, por motivos inexplicáveis, é imune à umidade e à poeira.

Atribuiu-se essa virtude ao tipo de pintura que cobre o pano, a qual poderia atuar como matéria protetora. Em conseqüência, foi enviada uma amostra para ser analisada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, cuja resposta deixou perplexos os consultantes. Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal, afirmou o pesquisador.

Pensou-se, então, que a tela estivesse tratada por um procedimento especial. Mas de que consistência seria essa preparação da tela para que a pintura pudesse aderir e se conservar incólume sobre matéria tão frágil e perecível como é o ayate?

Mais: confiaram a dois estudiosos norte-americanos — o doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College — a tarefa de submeter a imagem à análise fotográfica com raios infravermelhos.

As suas conclusões foram as seguintes:

1ª. o ayate — tela rala de fio de magüey — não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos, que os corantes impregnem fibra tão inadequada e nela se conservem.

2ª. não há esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações.

3ª. não há pinceladas. A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irrepetível.

Os Mistérios nos olhos de Maria




Em 1929, Alfonso Marcue, fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, teve a impressão de ver a imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem. Depois de várias análises de sua fotografia em preto e branco, ele não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Ele foi orientado para manter completo silêncio a respeito do descobrimento. Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, José Carlos Salinas-Chavez examinou uma boa fotografia da face e redescobriu a imagem que parece claramente ser um homem de barba refletido no olho direito da Virgem, localizando-o também no olho esquerdo.

O primeiro relatório dos olhos da imagem, emitido por um médico, certifica a presença de uma tripla reflexão (efeito Samson-Purkinje), característica de todo olho humano vivo; o resultado diz que as imagens estão localizadas exatamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens combina com a curvatura da córnea. No mesmo ano, outro oftamologista examinou os olhos da imagem com um oftamoscópio em grande detalhe. Ele observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.

O oftalmologista Torija Lauvoignet examinou com um oftalmoscópio de alta potência a pupila da imagem e observou, maravilhado, que na íris se via refletida uma mínima figura que parecia o busto de um homem. E este foi o antecedente imediato para promover a investigação mais profunda, ou seja, a "digitalização" dos olhos da Virgem de Guadalupe, que pode ser assim descrita:

Sabemos que na córnea do olho humano se reflete o que a pessoa está vendo no momento. O doutor Aste Tonsmann fez fotografar (sem que ele estivesse presente) os olhos de uma filha sua e, utilizando o procedimento denominado "processo de digitalizar imagens", pôde, sem mais, averiguar tudo quanto via sua filha no momento de ser fotografada.

Este mesmo cientista, cuja profissão era a de captar as imagens da Terra transmitidas do espaço pelos satélites artificiais, "digitalizou", no ano de 1980, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e os resultados foram surpreendentes. Tal procedimento consiste em dividir a imagem em quadrículas microscópicas, até o ponto de, numa superfície de um milímetro quadrado, caberem 27.778 ínfimos, mínimos quadrinhos. Uma vez feito isso, cada miniquadrícula pode ser ampliada, multiplicando-se por dois mil, o que permite a observação de pormenores impossíveis de serem captados a olho nu.

Ora, os pormenores que se observaram na íris da imagem são:

Um índio no ato de desdobrar sua tilma perante um franciscano; o próprio franciscano, em cujo rosto se vê escorrer uma lágrima; uma pessoa muito jovem, tendo a mão sobre a barba com ar de consternação.

Um índio com o torso desnudo, em atitude quase orante.

Uma mulher de cabelo crespo, provavelmente uma negra, serviçal do bispo.

Um varão, uma mulher e umas crianças com a cabeça meio raspada.

E mais outros religiosos vestidos com hábito franciscano. Isto é... o mesmo episódio relatado em náhualt por um anônimo escrito indígena na primeira metade do século XVI e editado em náhualt e em espanhol por Lasso de La Veja em 1649.

Foram feitos também estudos iconográficos para comparar estas figuras com os retratos conhecidos do arcebispo Zumárraga e de pessoas do seu tempo ou do lugar. O que é radicalmente impossível, é que num espaço tão pequeno como a córnea de um olho, situada numa imagem de tamanho aproximado ao natural, um miniaturista tenha podido pintar aquilo que foi necessário ampliar duas mil vezes para que pudesse ser percebido.

Todo fiel católico sabe que a Igreja não impõe à fé dos cristãos alguma revelação particular, mas deixa a critério de cada um aceitar ou não as respectivas narrações. Ora as que se referem a Nossa Senhora de Guadalupe têm forte cunho de verosíssima semelhança, dados os estudos científicos que acabamos de mencionar.

Deus seja louvado pelos sinais que Se digna de dar aos homens, para manifestar a Sua presença e providência no mundo conturbado em que vivemos!

Uma família na pupila dos olhos de Maria

Talvez um dos aspectos mais fascinantes é que Nossa Senhora não só nos deixou sua imagem impressa como prova de sua aparição, mas também mensagens que permaneceram escondidas em seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobri-las — e em um tempo em que fossem mais necessárias.

Este seria o caso da imagem de uma família, presente no centro dos olhos da Virgem, justamente quando a Família se encontra precisamente diante de sérios ataques, em nossos dias.

A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se costumava no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro de sua visão.



As Lágrimas de Maria

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Guadalupe verteu lágrimas de óleo em 1994.

A Protetora dos Nascituros.

Durante sua guerra contra a vida humana, a antiga serpente nunca se satisfez com o extermínio causado pelas contínuas guerras e violências promovidas por ela neste mundo. Ela sempre pediu rituais de morte, vidas humanas inocentes sacrificadas a seus disfarces ao longo da história.

Lemos no Livro do Levítico como o Senhor diz a Moisés sobre o sério crime e a extrema punição de se oferecer os filhos a Moloc, referindo-se ao costume cananeu de sacrificar crianças ao deus Moloc. As pequenas vítimas eram primeiro mortas [decapitadas] e então cremadas (Veja Levítico 20,1-5 e 18,21).

Nas Américas, há cinco séculos atrás, os rituais mais cruéis de sacrifício humano, registrados pela história, eram feitos pelo império Azteca. Entre 20.000 e 50.000 eram sacrificados por ano. Os rituais incluíam o canibalismo dos órgãos das vítimas. A maioria eram cativos ou escravos,e além de homens eles incluíam mulheres e crianças. O antigo historiador mexicano Ixtlilxochitl fez uma estimativa de que uma de cada cinco crianças no México era sacrificada.

O clímax destes rituais de morte foi em 1487 para a dedicação do novo templo de Huitzilopochtli, ricamente decorado com serpentes, em Tenochtitlan (hoje Cidade do México), quando em uma única cerimônia, que durou quatro dias e quatro noites, com o constante soar de gigantescos tambores de pele de cobra, o soberano e adorador do demônio Azteca, Tlacaellel, presidiu o sacrifício de mais de 80.000 homens.

Nossa Senhora de Guadalupe esmagou esta serpente em 1531.

Hoje, a antiga Serpente certamente conseguiu outra obra-prima de seus rituais de sangue contra a vida humana. Milhões de crianças não nascidas são mortas todos os anos ao redor do mundo, em procedimentos que em alguns países são não apenas legais mas também oficialmente apoiadas e financiadas por seus governos.

Em muitos casos, os procedimentos seguem as mesmas regras dos sacrifícios ao deus Moloc: a morte e cremação das criancinhas.

A Mulher vestida de sol, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, esmagará esta serpente mais uma vez.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Aparições%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20Guadalupe.htm

sexta-feira, 29 de julho de 2011

29 de Julho - Santa Marta, Virgem

Marta, irmã de São Lazarus e Maria de Bethany,( no oeste também chamada de Margareth), perto de Jerusalém e é a padroeira da cozinheiras e donas de casa. Ela era a anfitriã e a dona da casa por ser a irmã mais velha. Quando Jesus se hospedava em sua casa, em Bethany, Marta era solícita e cuidava do seu bem estar. Em uma visita, recorda Lucas no seu evangelho, Marta reclamou que Maria ficava sentada ouvindo Jesus, deixando-a com todo o trabalho. Jesus respondeu em tom de brincadeira, " foi Maria que escolheu a melhor parte". Assim Marta tornou-se o protótipo da ativista Cristã e Maria o símbolo da vida contemplativa. Assim Marta foi a única que foi procurar Jesus, quando Lázaro morreu, enquanto Maria ficou em casa .A tradição diz ainda que, para aqueles que diziam que já era tarde e que Lázaro já estava morto, Marta retrucou energicamente "que não tinha a menor importância e que Jesus iria cura-lo". E de fato quando Jesus chegou Lázaro já estava enterrado e seu corpo já apresentava sinais de putrefação, mas Marta não se abalou, e com enorme fé, pediu a Jesus para cura-lo e este foi o maior dos milagres de Jesus.
Mais ainda: Ela disse a Jesus que acreditava que o Senhor Pai daria a ele o que pedisse. Em resposta aquela fé inabalável, ela foi a primeira a ouvir de Jesus a sua mais profunda revelação. Quando Marta disse que ela acreditava que seu irmão iria se levantar de novo, Jesus disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim viverá mesmo que ele morra, e todos que vivem e crêem em mim, nunca morrerão."
"Voce acredita nisto ?" perguntou Jesus a Marta, e ela respondeu: "Sim meu Senhor, eu acredito que Voce é o Messias e o Filho de Deus."
A tradição diz ainda que Marta foi com Maria e Lázaro para a França servindo de missionária em Provence.
Em outra versão Lázaro e suas irmãs vão para Chipre onde ele se torna bispo de Kition ou Lanarka. As suas supostas relíquias teriam sido transladadas para Constantinopla e varias igrejas e capelas foram erigidas em sua honra na Síria. A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: "Lazarus, o amigo de Cristo". Isto reforça a tradição que ele viveu sua "segunda vida ressuscitado" em Kition, Lanarka.
A tradição diz ainda que Santa Marta é protetora das falsas preocupações e superstições.
Isto no Brasil, significaria proteção contra: mau olhado, inveja, pragas, bruxarias, descarrego e outras superstições para as quais ela oferece um escudo impenetrável.
Ela é a padroeira das donas de casa.

Sua festa é celebrada no dia 29 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_marta.htm

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

12. “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá sua alma por suas ovelhas” (Jo 10,11). Onde, porém, ó Senhor, se encontram no mundo pastores semelhantes a vós? Os outros pastores dão a morte às suas
ovelhas para a conservação da própria vida divina para obter a vida para as vossas amadas ovelhas. E eu sou uma dessas felizes ovelhas, ó meu amabilíssimo pastor. Que obrigação, pois, a minha, de
amar-vos e de dar a minha vida por vós, já que vós por amor de mim em particular vos entregastes à morte. E que confiança não devo pôr no vosso sangue, sabendo que foi derramado para pagar os meus
pecados. E dirás naquele dia: Eu te confessarei, ó Senhor... Eis aqui o Deus meu Salvador; agirei com toda a confiança e não temerei (Is 12,1-2). E como poderia desconfiar de vossa misericórdia, ó meu
Senhor, contemplando as vossas chagas? Eia, pois, ó pecadores, recorramos a Jesus, que está em sua cruz como num trono de misericórdia. Ele aplacou a justiça divina contra nós irritada. Se ofendemos
a Deus, ele fez penitência por nós: basta que tenhamos arrependimento.
13. Ah! meu caríssimo Salvador, a que vos reduziu a compaixão e o amor que me consagrastes: peca o escravo e vós, Senhor, pagais a pena. Se penso nos pecados devo, pois, tremer por causa do castigo
que mereço; mas, pensando na vossa morte, tenho mais razão de esperar que de temer. Ó sangue de Jesus, tu és toda a minha esperança!
14. Mas este sangue, à medida que desperta confiança, obriganos a ser totalmente de nosso Redentor. O Apóstolo exclama: “Não sabeis que não sois vossos? Fostes comprados por um grande preço”
(1Cor 6,19). Reconheço, ó meu Jesus, que eu não posso sem injustiça dispor de mim e de minhas coisas, já que sou propriedade vossa, visto me haverdes comprado com vossa morte. O meu corpo,
a minha alma, a minha vida não é mais minha, é vossa e inteiramente vossa. Só em vós, portanto, quero por minha esperança, só a vós quero amar, ó meu Deus, por mim morto e crucificado. Não tenho outra coisa para oferecer-vos que esta alma resgatada em vosso sangue, e ela eu vos ofereço. Permiti que vos ame, pois nada mais quero fora de vós, meu Salvador, meu Deus, meu amor, meu tudo. Ao tempo passado fui mui grato para com os homens, mas fui mui ingrato para convosco. Presentemente eu vos amo e não há coisa que mais me aflija que o ter-vos desgostado. Ó meu Jesus, dai-me que eu confie em vossa Paixão e tirai de meu coração todo o afeto que não for para vós. Quero amar-vos exclusivamente, já que mereceis todo o meu amor e de tantas maneiras me obrigastes a vos amar.
15. E quem poderá deixar de vos amar, vendo-vos, como o filho dileto do Eterno Pai, terminar vossa vida com uma morte tão amarga e desumana por nosso amor? Ó Mãe do belo amor, pelos merecimentos de vosso coração abrasado em amor, obtende-nos a graça de viver somente para amar o vosso Filho, que, merecendo um amor infinito, quis a tanto custo conquistar o amor de um mísero pecador. Ó amor das almas, meu Jesus, eu vos amo; dai-me mais amor, mais chamas que me façam viver abrasado em vosso amor. Eu não mereço, mas vós o mereceis, bondade infinita. Amém, assim o espero, e assim seja.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CATECISMO ROMANO - "Nasceu de Maria Virgem..."

Esta parte do presente artigo do credo impõe aos fiéis a obrigação de crerem que o Senhor Jesus não só foi concebido por obra do Espírito Santo, mas também que nasceu de Maria Virgem, e por ela foi posto neste mundo.

O anjo foi o primeiro a anunciar esta verdade ao mundo. Esta mensagem de grande felicidade, e suas palavras dão-nos facilmente a entender, com quanta alegria e elevação de espírito não devemos meditar este mistério da fé: "Eis que venho anunciar-vos uma grande alegria para todos os povos". E também aos cantos dos coros celestiais: "Glória a Deus nos mais alto dos céus e paz aos homens de boa vontade!"

Desde aquele instante, começou portanto a cumprir-se a grandiosa promessa de Deus a Abraão, quando lhe dissera que, um dia, "todos os povos seriam abençoados em sua descendência". Maria, a qual proclamamos e veneramos como sendo a verdadeira mãe de Deus, por ter dado a Luz ao Salvador que é ao mesmo tempo Deus e homem, descendente da estirpe real de David.

Se a própia conceição já excede toda a ordem da natureza, em seu nascimento nada podemos contemplar que não seja de caráter divino.

O que há de mais admirável, o que sobrepuja a tudo quanto se possa dizer ou imaginar, é o fato de ele nascer de sua mãe, sem a menor lesão a sua virgindade materna.

Assim como mais tarde Cristo saiu do sepulcro fechado e selado; assim como "entrou para junto de seus discípulos, apesar de as portas estarem fechadas"; assim como, na observação diária da natureza, vemos os raios solares atravessarem um vidro compacto, sem o quebrar, e sem lhe fazer o menor estrago; assim também, e de maneira mais sublime, nasceu Jesus Cristo do seio de sua mãe, sem nenhum dano para a integração materna.

É pois, com mais justos louvores que, em Maria, enaltecemos uma virgindade perpétua e intemerata. Operado este milagre pela virtude do Espírito Santo. De tal modo a Mãe na conceição e no nascimento do filho que, dando-lhe fecundidade, lhe conservou todavia a perpétua virgindade.

De vez em quando, costuma o Apóstolo designar a Cristo como sendo o "Segundo Adão", e a confrontá-lo com o primeiro Adão. Realmente, assim como pelo primeiro todos os homens sofrem a morte, assim pelo segundo são todos novamente chamados à vida. Assim como Adão foi pai do gênero humano pelas leis da natureza, assim também Cristo é o autor da graça e bem-aventurança.

Por idêntica analogia, podemos comparar com Eva à Virgem Maria. A primeira Eva corresponde com a segunda, que é Maria; assim como acabamos de mostrar que o segundo Adão, isto é, Cristo, corresponde ao primeiro Adão.

Por ter dado crédito à serpente, Eva acarretou morte e maldição ao gênero humano. Maria acreditou nas palavras do anjo, e obteve para os homens que viesse as bênçãos e a vida. Por culpa de Eva, nascemos filhos da ira; por Maria recebemos Jesus Cristo, que nos regenera como filhos da graça. A Eva foi dito: "Em dores darás luz a teus filhos". Maria ficou isenta desta lei. Conservando sua integridade de virginal pureza, como dizíamos há pouco, Maria deu a luz a Jesus, filho de Deus, sem sofrer dor de espécie alguma.

Visto serem tão grandes e tão numerosos os mistérios desta admirável conceição e nascimento, covinha que a divina providência os fizesse anunciar, por meio de muitas figuras e profecias.

Esta é a razão por que os Santos Doutores aplicam a este mistério muitos trechos, que lemos em vários lugares da Sagrada Escritura. Entre os quais se fala principalmente da porta do Santuário, que Ezequiel viu fechada; da pedra que se desprendeu do monte, "sem a intervenção das mãos humanas", como diz Daniel, " a qual se avolumou em grande montanha, e encheu toda a superfície da Terra" (Dan 2,34-35); da "vara de Aarão, a única que deitou rebentos, entre as varas dos príncipes de Israel" (Num 17,8); da sarça-ardente que Moisés viu arder sem se consumir (Exod 3,2ss).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Editora Vozes - 1961)

terça-feira, 26 de julho de 2011

26 de Julho - Santa Ana, Mãe de Maria Santíssima e Avó de Jesus

Viveram no primeiro século e sua festa é celebrada no leste no dia 9 de setembro. A tradição dá o nome de Joaquim e Ana (significa graciosa em hebreu) aos pais da Virgem Maria (Luc 3:23) .
São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.
A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Anna quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o padre do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias. O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Anna. Após o casamento de sua filha com Joaquim tambem ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atende-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces. Ela estava sob uma árvore pensando que Joaquim a havia abandonado(ele estava no deserto). O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Anna teria respondido; "Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida."
O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Anna deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Anna cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no templo de Jeruzalém.
O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Anna lá pelo anos de 550.Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren (Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).
O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção de Santa Anna era celebrada em Nápoles e se espalhou para Canterbury lá pelos anos de 1100 DC e daí por diante até século 14, quando o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a Virgem Maria.
O culto a Santa Ana chegou a ser até atacada por Martinho Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, um objeto favorito dos pintores da Renascença. Em resposta, a Santa Sé estendeu a sua festa para toda a Igreja em 1582.
São Joaquim tem sido honrado no Leste desde o início e no Ocidente desde o 16º século e imagens do culto a São Joaquim começaram no ocidente nas Comunas e nos Arcos em Veneza que datam do século 6º .
A Imaculada Concepção de Maria é comemorada no dia 8 de dezembro e o nascimento da Virgem Maria, nove meses depois, ou seja no dia 8 de Setembro.



A festa de São Joaquim era celebrada, no Ocidente no dia 16 de agosto.

Agora, ambos são comemorados no dia de Santa Ana ou seja no dia 26 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_ana.htm

Liturgia Católica: A origem das Basílicas

As primeiras igrejas edificadas pelos cristãos e denominada Basílicas derivam de casas romanas e da basílica civil. Da casa romana imitam o atrium. Com efeito, eram precedidas de um pátio ou pórtico. Da basílica civil, adotavam a forma retangular, o telhado alto e as vasta dimensões. Mas o que diferencia da Basílica civil a basílica cristã, é que esta é recortada por naves paralelas, constituídas mediante pórticos interiores, enquanto aquela é uma simples sala retangular. As basílicas cristãs eram divididas em três partes principais: Vestíbulo, nave e abside.
 

A). Vestíbulo: A primeira parte da igreja era chamada de vestíbulo, pórtico ou narlex. O narlex exterior era destinado a separar a igreja do tumulto das movimentadas ruas de Roma. Servia de parada, para a primeira classe de penitentes, chamados "lugentes " ou "plangentes. No centro do pórtico ficava um reservatório baixo, com água, onde os fiéis limpavam as mãos e o rosto, antes de entrar no templo. O nartex interior era a parada da segunda classe de penitentes, chamados de ouvintes.

  

B). Nave: Do pórtico, três entradas permitiam o ingresso no interior da igreja: a do meio era destinada aos clérigos; as portas laterais eram para o povo, homens a direita e mulheres a esquerda.



C). Abside: Esta terceira parte chamava-se santuário, lugar sagrado, onde se realizava o divino sacrifício. Em redor do abside, ficava os assentos para os sacerdotes, e ao fundo o trono do bispo, que era no mais degrau mais elevado. Sentado neste trono, o bispo que presidia, via por cima do altar e dominava a assembléia. No centro da abside estava o altar encimado pelo ciborium. Dos dois lados do santuário, ou de um lado só, colocavam-se armários de madeira, mais ou menos artísticos, utilizados para guardar os objetos, paramentos sacerdotais, e as vezes até a Santíssima Eucaristia.


Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 de Julho - OS QUATORZE SANTOS PATRONOS

São designados pela liturgía pelo epiteto comum de Santos Patronos. Quatorze santos célebre pela eficácia de sua intecessão. Representados Ordináriamente juntos. a devoção do povo a estes santos tão compassivos e com necessidades dos homens tomou origem a maior parte das vezes em algum mosteiro célebre que possuía suas relíquias. Todos exceto São Gil que sofrera o martírio. O culto de alguns como São Jorge, São Cristóvão, Santa Bárbara, Santa Catarina e de Santa Margarida, espalharam-se muito durante a idade média e deu origem aos novos costumes e divertimentos populares. O nome deles ainda conservam grande popularidade:

São Jorge: Padroeiro dos Soldados

Santo Erasmo: Advogado das dores do ventre e dos viajantes do mar

São Brás: Advogado dos males da garganta

São Pantaleão: Patrono dos médicos

São Vito: Contra os animais peçonhentos

São Cristóvão: Padroeiro dos motoristas

São Dionísio: Contra as possessões diabólicas

São Ciríaco: Contra as doenças dos olhos e possessões

São Acácio: Contra as dores de Cabeça

Santo Eustáquio: Contra o fogo temporal e eterno

São Gil: Contra Epilepsia, Esquizofrenia e os males e medos da noite

Santa Margarida: Contra as dores de rins e pelas mulheres em trabalho de parto

Santa Bárbara: Contra os Raios e a morte repentina

Santa Catarina de Alexandria: Padroeira dos filósofos
oradores e advogados.
 Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

25 de Julho - São Cristóvão, Mártir

Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!
Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros).
As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.
Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.
Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.



Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.


Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_cristovao.htm

Preparação para a morte: Brevidade da vida

PONTO III

Que grande loucura expor-se ao perigo de uma morte infeliz e começar com ela uma eternidade des-ditosa, por causa dos breves e miseráveis deleites desta vida tão curta! Oh, quanta importância tem es-se último instante, esse último suspiro, esta última cena! Vale uma eternidade de gozos ou de tormen-tos. Vale uma vida sempre feliz ou sempre desgraça-da. Consideremos que Jesus Cristo quis morrer víti-ma de tanta amargura e ignomínia para nos obter morte venturosa. Com este fito nos dirige tantas ve-zes seu convite, dá-nos suas luzes, nos admoesta e ameaça, tudo para que procuremos concluir a hora derradeira na graça e na amizade de Deus.

Até um pagão, Antístenes, a quem perguntaram qual era a maior dita deste mundo, respondeu que era uma boa morte. Que dirá, pois, um cristão, a quem a luz da fé ensina que nesse momento começa a eternidade e se toma um dos dois caminhos, o do eterno sofrimento ou o da eterna alegria? Se numa bolsa metessem dois bilhetes: um com a palavra
in-ferno, outro com a palavra glória, e tivesses que tirar à sorte um deles para seguir imediatamente ao lugar indicado, que precaução não tomarias para tirar o que desse entrada para o céu? Os desgraçados, condenados a jogar a vida, como tremem ao estender a mão para lançar os dados, dos quais depende sua vida ou morte.

Com que espanto te verás próximo desse mo-mento solene em que poderás dizer a ti mesmo: Des-te momento depende minha vida ou minha morte eterna! Decide-se agora se hei de ser eternamente feliz ou desesperado para sempre. Refere São Bernar-dino de Sena que certo príncipe, ao expirar, dizia a-temorizado:
Eu, que tantas terras e palácios possuo neste mundo, não sei, se morrer esta noite, que mansão irei habitar! Se crês, meu irmão, que hás de morrer, que existe eternidade, que se morre só uma vez, e que, dado este passo em falso, o erro é irrepa-rável para sempre e sem esperança de remédio: por que não te decides, desde o momento em que isto lês, a praticar quanto puderes para te assegurar uma boa morte? Era a tremer que Santo André Avelino dizia: Quem sabe a sorte que me estará reservada na outra vida: salvar-meei? Tremia um São Luís Beltrão de tal maneira que, em muitas noites, não lograva conciliar o sono, acabrunhado pelo pensamento que lhe dizia: Quem sabe se te condenarás? E tu, meu irmão, que de tantos pecados és culpado, não tre-mes? Apressa-te em tomar o remédio oportuno; deci-de entregar-te inteiramente a Deus, e começa, desde já, uma vida que não te aflija, mas proporcione con-solo na hora da morte. Dedica- te à oração; freqüenta os sacramentos, evita as ocasiões perigosas e, se tanto for preciso, abandona o mundo para assegurar tua salvação, persuadido de que, quando esta se tra-ta, não há confiança que baste.

AFETOS E SÚPLICAS

Quanta gratidão vos devo, meu amado Salvador! Como pudestes prodigalizar tantos benefícios a um
traidor e ingrato para convosco? Criastes-me, e, cri-ando-me, já prevíeis quantas ofensas vos havia de fazer um dia. Remistes-me, morrendo por mim, e, já então, víeis toda a ingratidão com que havia de pro-ceder. Apenas entrando no mundo, afastei- me de vós; entreguei-me à morte, à corrupção, mas vós, por vossa graça, me restituístes à vida. Estava cego e me abristes os olhos. Tinha-vos perdido, e fizestes que vos tornasse a encontrar. Era vosso inimigo e me ofe-recestes vossa amizade.

Ó Deus de misericórdia, fazei-me conhecer o muito que vos devo e que chore as ofensas que vos fiz. Vingai-vos de mim, dando-me dor profunda de meus pecados; mas não me castigueis, privando-me de vossa graça e do vosso amor.

Ó Pai Eterno, abomino e detesto acima de tudo os ultrajes que fiz.

Tende piedade de mim, por amor de Jesus Cristo! Olhai vosso Filho morto na cruz, e desça sobre mim o seu sangue divino para lavar a minha alma. Ó Rei do meu coração,
venta o vosso Reino. Estou resolvido a repelir toda a afeição que não seja por vós. Amo-vos sobre todas 12 as coisas; vinde reinar em minha alma. Fazei com que vos ame como único objeto de meu amor. Desejo agradar-vos quanto me for possí-vel no tempo da vida que me resta. Abençoai, meu Pai, este meu desejo, e concedei-me a graça de permanecer sempre unido a vós. Consagro-vos todas as minhas afeições e doravante só quero ser vosso, ó 35

meu tesouro, minha paz, minha esperança, meu a-mor, meu tudo! Tudo espero de vós pelos mereci-mentos de vosso Filho.

Ó Maria, minha Rainha e minha Mãe, ajudai-me pela vossa intercessão! Mãe de Deus, rogai por mim.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004 

25 de Julho - FESTA DE SÃO TIAGO APÓSTOLO

Também conhecido como Saint James, the Greater
Apóstolo, santo patrono da Espanha como Santiago, tem em sua honra um grande templo em Compostela. Filho de Zebedeu e Salomé ele pescava para viver com o seu irmão João (o evangelista) na Galiléia . Mateus, Marcos, e Lucas atestam o seu chamamento por Cristo. Cristo deu a Tiago e a João o apelido "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo (Lu 9:54-56) e queriam sofrer com Jesus como testemunhas (Mar10:35-41).
Tiago estava com Pedro e João quando Jesus ressuscitou a filha de Jairus dos mortos(Mc5:37). Estes mesmos três apóstolos estavam também presentes na " Transfiguração" e na "Agonia no Jardim das Oliveiras". Tiago, o maior, é considerado o protomártir dos apóstolos, morto pelo Rei Herodes Agrippa em Jerusalém (Acts 12:2). Ele foi decapitado e seu martírio é o único relatado pelos apóstolos no Novo Testamento. De acordo com a tradição ele pregou na Espanha antes de sua morte e por isso tornou-se o santo mas venerado dos santos espanhóis. É costume aceito na Espanha que os seus restos mortais foram levados para Compostela durante a Idade Media. Na arte litúrgica ele é mostrado como um velho senhor e as vezes como um peregrino.

Catedral de São Tiago de Compostela - Espanha


Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_tiago.htm

sábado, 23 de julho de 2011

VI Domingo depois de Pentecostes "Comeram todos e ficaram saciados" (Ev.)

Jesus e o milagre da multiplicação dos pães e peixes
Um grande pensamento domina toda a liturgia de hoje: a necessidade de destruir o pecado por meio de um arrependimento sincero, e de pedir a Deus a graça de não cair novamente nele. É pelo Batismo que morremos para o pecado e é na Eucaristia que encontramos as forças necessárias para podermos caminhar sem desfalecer no caminho da virtude. A Igreja impregna ainda do pensamento destes dois sacramentos que conferiu aos fiéis na Páscoa e no dia de Pentecostes, e continua a falar deles neste tempo. As lições de matinas conta-nos com efeito o caso lamentável de Davi, em que este poderoso monarca sucumbiu as insinuações malignas da serpente, demonstrando que todo homem conserva sempre a lama original de que Deus o formou.

Queria Davi casar-se com Betsabé, esposa de um dos oficiais do exército, e para conseguir tal feito enviu o general Urias que andava em campanha para um lugar perigoso onde o risco de morte era iminente. Urias efetivamente morreu e Davi consegui se casar com Betsabé, de quem teve um filho. Mandou então o Senhor ao Rei o profeta Natan a dizer-lhe: "Ó Rei, havia na cidade dois homens, um rico outro pobre. O rico tinha ovelhas e manadas de bois em grande número, o pobre não tinha coisa alguma senão uma ovelhinha que ele comprara e criava e que tinha crescido juntamente em sua casa com seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do mesmo copo e dormindo no seu regaço. Ele lhe queria como filha. Como pois, um forasteiro quiseste ver o rico, não querendo pois, tocar nas suas ovelhas, nem nos seus bois, para dar um banquete aquele forasteiro tomou a ovelha do pobre para dar de comer ao hóspede". Davi indgnado exclamou: "Porque Deus, que tal homem era merecedor de tal morte!" E tornou Natan a dizer: "Pois és tu este homem. Tinha todas as donzelas de Israel mas para escolher sua esposa violentasse a mulher de Urias. Por isso Deus sucitará da tua própria casa a tua desgraça." Então Davi arrependido exclamou: "Ai de mim  que pequei contra o Senhor!" E tornou Natan: "Por causa do teu arrependimento o Senhor perdoou-te. Não morrerás mas serás castigado e o filho de betsabé perecerá." Passado o tempo o pequeno morria e Davi oprimido pela dor ia prostar diante do templo  diante de Deus.

Davia, comenta Santo Ambrósio, não pode tolerar o peso do pecado que oprimia e sem dilação  confessou diante do Senhor o seu crime. A maioria dos homens não o faz assim pois, onde se encontra hoje um homem mais rico que os seus vizinhos, que não se irrita com outras coisas consideradas indignas de sua considerada posição social, se seu confessor o repreende e aconselha a seguir por caminhos mais retos e mais santos! Mas os santos do Senhor que ardem por avançar nas apertadas fendas que levam a Deus, se lhes acontece de cair, levantam-se com maior ardor para a carreira e estimulados pela vergonha da queda, redobram de coragem no combate para ressacir, e sempre com vantagem, o inadvertido lapso.


A missa completa maravilhosamente as lições do breviário. Na Epístola São Paulo nos recorda com insistência, que, uma vez mortos para o pecado, no Batismo, devemos viver a vida nova, a vida que é sem pecado e que vem de Deus. Caso venha ocorrer que caindo em pecado, estando então na grande desgraça de nos despojar dessa vida nova, deveremos então recorrer aos pés de Deus implorar o seu perdão para continuarmos a louvá-lo em torno do altar. Deus não deixará de ouvir a nossa prece e de firmar os nossos passos na vereda dos seus mandamentos, porque ele diz que é a coragem, o escudo e o guia de seu povo. O Evangelho, finalmente, aponta-nos a fonte divina aonde devemos beber a força de que precisamos para seguir o Senhor até ao Céu sem desfalecer pelo caminho.


A multiplicação dos pães é com efeito figura da Eucaristia, que é viático para todos nós, não apenas no fim da vida quando se empreende a viagem para ó além, mas durante a vida toda. Ela aperfeiçoa a graça do Batismo, dando-nos força para não cair, e alentando e desenvolvendo a vida de Deus em nós até desabrocharmos na plenitude da pátria aonde vamos.

O Rei Davi


Leitura da Epístola da Missa:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rom. 6, 3-11) - Irmãos: 3. Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? 4. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. 5. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição.
6. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. 7. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) 8. Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele,
9. pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. 10. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! 11. Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.


Evangelho do Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos (Mac 8, 1-9): 1. Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, enão tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: 2. Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. 3. Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! 4. Seus discípulos esponderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto? 5. Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. 6. Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. 7. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. 8. Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. 9. Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

 Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado - Aparição de Nossa Senhora Aparecida

Onde aconteceu: No Brasil.
Quando: Em 1717.
A quem: A três pescadores.

Festa: 12 de Outubro.

Oração de Consagração a Nossa Senhora.

Ó Maria Santíssima, que em vossa querida Imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil; eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção.

Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja.

HISTÓRICO.

Em 1717 três pescadores, após frustrada tentativa de apanhar peixes no rio Paraíba do Sul perto de Guaratinguetá (SP), colheram em suas redes o corpo de uma estátua de Maria SS. e, depois, a cabeça da mesma. A este fato se seguiu farta pescaria, que surpreendeu os três homens. Tendo limpado e recomposto a imagem, expuseram-na à veneração dos fiéis em casas de família.

Verificaram-se, porém, alguns portentos, que chamaram a atenção do Pe. José Alves Vilela, pároco de Guaratinguetá. Este então decidiu construir para a Santa Mãe uma capela capaz de satisfazer ao crescente número de devotos da Virgem. Tal capela foi substituída por outra maior no morro dos Coqueiros em 1745, morro que tomou o nome de “Aparecida” (hoje cidade de Aparecida do Norte). Em 1846 foi iniciada a construção de templo mais vasto, que ainda hoje subsiste. No ano de 1980 foi concluída monumental basílica, alvo de peregrinações numerosas durante o ano inteiro. Em 1930 o Brasil foi solenemente consagrado a Nossa Senhora Aparecida pelo Cardeal D. Sebastião Leme na presença do Sr. Presidente da República e de numerosas autoridades religiosas, civis e militares.

Os acontecimentos de fins de 1995 chamaram a atenção para Maria Santíssima tal como é venerada em Aparecida do Norte (SP) e no Brasil inteiro na qualidade de Padroeira do nosso país. Sabe-se que tal devoção se deve a uma pesca surpreendente cercada de fatos extraordinárias, que suscitaram a piedade dos fiéis da região de Guaratinguetá e, posteriormente, a da população de todo o Brasil. Em 1930 a Virgem Santíssima foi proclamada Padroeira do Brasil sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (ou Nossa Senhora Imaculada em sua Conceição e Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul).¹

Já que versões diversas correm sobre o desenrolar dessas aparições e os atos subseqüentes, apresentaremos, a seguir, a genuína história dos eventos registrados.



1. APARIÇÃO E AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES POPULARES (1717-1745)

Como se deu a manifestação de Nossa Senhora Aparecida?
Eis o que relatam os documentos históricos:

Em princípios do séc. XVIII lutas, por vezes sangrentas, agitavam os exploradores dos veios de ouro em Minas Gerais.

Em março de 1717, embarcou em Lisboa, com destino ao Rio, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Conde de Assumar, que vinha substituir Dom Braz Balthasar da Silveira no governo da Capitania de São Paulo e Minas.

Chegando ao Rio em junho de 1717, o Conde de Assumar mostrou-se logo interessado em conhecer a situação da sua capitania. Seguiu, pois, em agosto para São Paulo, sede do governo respectivo, do qual tomou posse aos 4 de setembro do mesmo ano. Em vista, porém, dos tumultos registrados em Minas por motivo das minas de ouro. Dom Pedro de Almeida e Portugal resolveu dirigir-se ao local das desordens. Partiu, portanto, de São Paulo aos 25 ou 26 de setembro de 1717, deixando como substituto nessa cidade Manoel Bueno da Fonseca, oficial de grande patente.

Após cerca de 17 dias de viagem, isto é, aos 11 ou 12 de outubro de 1717, chegava o Conde de Assumar, com sua comitiva, à região de Guaratinguetá. Entre os acontecimentos faustosos que então se deram relatam os manuscritos da época o seguinte:

A Câmara da Vila notificou então os pescadores que apresentassem todo o peixe que pudessem haver para o dito governador. Entre muitos, foram pescar em suas canoas Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso e, principiando a lançar suas redes no porto de José Corrêa leite, continuaram até o porto de Itaguassú, distância bastante, sem tirar peixe algum. E lançando neste porto João Alves a sua rede, de rasto tirou o corpo da Senhora, sem cabeça, e, lançando mais abaixo outra vez a rede, tirou a cabeça de mesma Senhora, não se sabendo nunca quem ali a lançasse.

“E, continuando a pescaria, não tendo até então peixe algum, dali por diante foi tão copiosa em poucos lances que, receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, ele e os companheiros se retiraram a suas moradas, admirados deste sucesso” (cf. Marcondes Homem de Mello, Álbum da Coroação. Brasílio Machado, A Basílica de Aparecida).



Eis o que referem os documentos mais antigos em torno do aparecimento da Virgem.

A título de ilustração, pode-se acrescentar que o porto de José Corrêa Leite, donde partiram os três mencionados pescadores, se achava à margem esquerda do rio Paraíba no bairro Tetequera (município de Pindamonhangaba). A imagem encontrada media 38 cm de altura e apresentava cor bronzeada.

Impressionados pelo fenômeno, principalmente pela pesca portentosa que se seguiu à descoberta da estátua, os três mencionados pescadores limparam com grande cuidado a imagem, e verificaram que representava Nossa Senhora da Conceição, que o povo sem demora passou a chamar “Senhora Aparecida”. Felipe Pedroso conservou a imagem em sua casa durante vários anos; por fim, resolveu dá-la a seu filho Atanásio, que morava em Itaguassú, porto onde se dera o encontro da estátua. Atanásio, movido então pela sua fé, ergueu um pequeno oratório, onde depositou a venerável efígie; aí começou o povo da vizinhança a reunir-se aos sábados à noite, a fim de rezar o santo rosário e praticar as suas devoções.

Certa vez, durante uma dessas práticas aconteceu que, embora a noite estivesse muito calma, de repente se apagaram as velas que alumiavam a imagem da Senhora. Os fiéis, querendo reacendê-las, verificaram com surpresa que elas por si, sem intervenção de alguém, se reacenderam.

Foi este o primeiro prodígio registrado em torno da Senhora Aparecida. O mesmo portento se repetiu em outras ocasiões, chegando a notícia ao conhecimento do pároco de Guaratinguetá, Pe. José Alves Vilela. O sacerdote decidiu então construir para a estátua uma capelinha mais ampla, capaz de satisfazer ao crescente número dos devotos da Virgem, a qual ia multiplicando graças a benefícios sobre os fiéis. Em breve, também essa capelinha se tornou pequena demais. Foi preciso pensar em nova construção em lugar mais elevado que a margem do rio.

Escolhido o morro dos Coqueiros, o mais vistoso e acessível dos que margeiam o Paraíba, começou-se ali em 1743 a edificação de novo santuário, com a provisão do bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz; aos 26 de julho de 1745, a obra terminada foi devidamente benta, dando lugar à celebração da primeira Missa. Doravante o morro e suas cercanias tomaram o nome de “Aparecida”, designação até hoje conservada. “Aparecida do Norte” é designação popular, pois a cidade fica a sudeste do Estado de São Paulo.

Entre os milagres que muito provocavam o fervor do povo, conta-se o do escravo, ocorrido por volta de 1790 e famoso nos tempos subseqüentes. Segundo a versão mais abalizada, as correntes se soltaram das mãos do escravo, quando este implorava a proteção de Nossa Senhora Aparecida diante da respectiva imagem. Eis como o refere o Pe. Claro Francisco de Vasconcelos pelo ano de 1838:

“Um escravo fugitivo, que estava sendo conduzido de volta à fazenda pelo seu patrão, ao passar pela Capela, pediu para fazer oração diante da Imagem. Enquanto o escravo estava em oração, caiu repentinamente a corrente, deixando intato o colar que prendia seu pescoço. A corrente se encontra até hoje pendente da parede do mesmo Santuário como testemunho e lembrança de que Maria Santíssima tem suprema autoridade para desatar as prisões dos pecadores arrependidos. Aquele senhor, tocado pelo milagre, ofereceu a Nossa Senhora o preço dele e o levou para casa com uma pessoa livre, a fim de amar e estimar aquele seu escravo como pessoa protegida pela soberana Mãe de Deus” (relato extraído da obra de Júlio J. Brustoloni, A Mensagem da Senhora Aparecida, Ed. Santuário, Aparecida, SP, 1994).

2. DE 1745 AOS NOSSOS DIAS:



A DEDICAÇÃO DO BRASIL À VIRGEM SS.

A nova igreja foi diversas vezes reformada e aumentada, até que em 1846 foi iniciada a construção de um templo ainda mais vasto. Os trabalhos, porém, diversas vezes interrompidos, só chegaram a termo em 1888; aos 8 de dezembro desse ano, Dom Lino Deodato de Carvalho, oitavo bispo de São Paulo, procedeu à bênção do novo santuário, que até nossos dias subsiste em Aparecida, ornado com o título de “Basílica Menor”, título concedido por S. Pio X aos 29 de abril de 1908.

Para atender aos numerosos grupos de peregrinos que afluíam ao local, o mesmo prelado obteve a vinda dos RR. PP. Redentoristas, os quais desde 1894 têm a seus cuidados o santuário e a respectiva cura pastoral.

Aos 8 de setembro de 1904, realizou-se a solene coroação de Nossa Senhora Aparecida, com a participação do Sr. Núncio Apostólico Dom Júlio Tonti, do representante do Presidente da república, do Episcopado do Brasil Meridional e de grande multidão de sacerdotes e fiéis.

Finalmente, o S. Padre Pio XI houve por bem acolher o pedido da hierarquia e dos fiéis, que desejavam fosse Nossa Senhora Aparecida proclamada Padroeira principal de todo o Brasil. Aos 16 de julho de 1930 publicava S. Santidade o seguinte “Motu proprio”:

“… Por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude de Nosso poder apostólico, pelo teor das presentes letras, constituímos e declaramos a mui Bem-aventurada Virgem Maria concebida sem mancha, sob o título de “Aparecida”, Padroeira principal de todo o Brasil diante de Deus. Este padroado gozará dos privilégios litúrgicos e das outras honras que costumam competir aos Padroeiros principais de lugares ou regiões. Concedendo isto para promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e aumentar cada vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decretamos que cada vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decretamos que as presentes letras estejam e permaneçam sempre firmes, válidas e eficazes, surtindo seus plenos e inteiros efeitos”.

Este decreto pontifício foi publicado na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, fazendo-se a consagração do Brasil à Virgem Ssma., com grande júbilo dos fiéis.

No ano seguinte, o mesmo ato se repetiu em termos mais solenes na capital da República. A imagem da Virgem foi, sim, entusiasticamente levada de Aparecida para o Rio de Janeiro, onde percorreu em procissão o centro da cidade aos 31 de maio de 1931. Finalmente na Esplanada do Castelo, em presença do Sr. Presidente da república, de altas autoridades civis e militares, de numerosas divisões das Forças Armadas, do Episcopado Brasileiro e de enorme multidão de fiéis, o Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro proferiu o ato de consagração de todo o Brasil a Nossa Senhora Aparecida, recomendando à Excelsa Padroeira todos os interesses e as necessidades da pátria.

Este ato, que mereceu os aplausos da opinião pública em geral, estava bem na linha de venerável tradição da nação brasileira, a qual sempre mostrou especial devoção à Virgem Imaculada. Entre outros fatos expressivos dessa estima, pode-se notar que, ao proclamar a independência do Brasil, D. Pedro I, o primeiro Imperador, confirmando aliás antiga provisão de Sua Majestade o rei de Portugal do ano de 1646, declarou a Virgem da Conceição Padroeira do Brasil.

Numerosos são os relatos de milagres que tanto a imprensa como a voz do povo atribuem à Virgem Aparecida. As autoridades eclesiásticas não se empenham por definir a autenticidade de tais portentos, nem mesmo a dos episódios concernentes à aparição da Senhora Imaculada no porto de Itaguassú em 1717. Doutro lado, não vêem razão para se opor à devoção de Nossa Senhora Aparecida: ao contrário, esta tem produzido os melhores frutos, espirituais e corporais, no povo brasileiro. É por isto que os Srs. Bispos têm mesmo patrocinado e fomentado a piedade para com a Excelsa Padroeira do Brasil. Contudo, a bem da verdade, deve-se notar que tal atitude favorável é independente de qualquer pronunciamento da autoridade eclesiástica sobre a genuinidade dos prodígios que se narram em torno da Virgem e do Santuário de Aparecida.

A Santa Igreja de modo nenhum entende fazer de tais relatos matéria de fé; deixa, antes, a cada um de seus filhos a liberdade de ponderar o grau de autoridade que merecem os respectivos documentos (o que de resto não desmerece o valor de autenticidade que realmente possa caber a tais episódios).

A presença do sobrenatural em Aparecida exigiu que se empreendesse a construção de nova e mais vasta Basílica. Esta, iniciada em 1955 sob os auspícios do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, estava concluída, com todas as suas capelas e quatro naves, em 1980. A área construída é de 23.000 m² e a área coberta mede 18.000 m². A lotação normal é de 45.000 pessoas, podendo a lotação máxima chegar a 70.000 pessoas. Até hoje são relatados milagres e favores de ordem física obtidos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida em seu Santuário; todavia o que mais importa aí, são os numerosos casos de conversão espiritual e reencontro da paz interior alcançada pelo patrocínio de Maria SSma.

O fato de que a imagem da Senhora Aparecida tem a cor preta, tem sido objeto de comentários … Na verdade, o fenômeno se explica bem pela longa permanência da estátua dentro da água do rio. Na época da descoberta o fato não deve ter tido a repercussão e importância que hoje lhe querem atribuir.

A propósito recomenda-se a leitura do livro do Pe. Júlio J. Brustoloni: A Mensagem da Senhora Aparecida, Ed. Santuário, Rua Padre Claro Monteiro, 342, Aparecida (SP), 1994.

¹ O título “Nossa Senhora Aparecida” designa a Santíssima Mãe de Deus tal como ela apareceu na localidade do Estado de São Paulo que hoje traz o nome de “Aparecida do Norte” (nas proximidades de Pindamonhangaba e Guaratinguetá). Lá Nossa Senhora se manifestou com as notas que, na arte sacra, a caracterizam como imaculada em sua conceição; daí dizer-se comumente “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”. – A mesma Virgem Ssma., tendo-se manifestado em Fátima, é chamada “Nossa Senhora de Fátima”; tendo aparecido em Lourdes, é dita “Nossa Senhora de Lourdes”, etc. Tais denominações não supõem diversas “Nossas Senhoras”, mas significam sempre a mesma Santa (“Santa Maria, Mãe de Deus …”), apenas invocada sob títulos diferentes.

Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 405 – Ano 1996 – Pág. 72

Detalhes importantes:
__ O Santuário de Aparecida e a paróquia da cidade, onde situa-se a primeira basílica, são conduzidas e geridas pelos sacerdotes de congregação dos Redentoristas;

__ Foi o Papa Pio XI que proclamou Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil;

__ O grande e santo Papa Pio X foi quem autorizou e abençoou, desde o Vaticano, a coroação da Imagem como sendo de Nossa Senhora, em 04/09/1904;

__ Comprovando que não foi acaso ter sido escolhido em 13 de para a abolição da escravatura, a coroa de Nossa Senhora foi doada pela Princesa Isabel;

__ Anteriormente, ano da abolição 1988, foi inaugurada a 1ª Basílica em Aparecida; (hoje, transformada na Matriz da Paróquia).

__ A atual Basílica, Santuário Nacional de Aparecida, foi concluída em 1984, após 29 anos de construção;

__ No subsolo encontramos a Sala dos Milagres, com milhares de testemunhas e agradecimentos por graças alcançadas;

__ Na Basílica de Aparecida é possível receber até setenta mil pessoas. Em todo o mundo apenas a Basílica de São Pedro, em Roma, é maior;

__ A festa em honra a Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional, acontece em 12 de outubro. O comparecimento médio anual situa-se próximo a 250.000 pessoas, apenas no dia da festa. Durante o ano todo o total estimado fica próximo a 4 milhões de romeiros.

__ Dois Papas já estiveram em Aparecida: João Paulo II em junho de 1980 e Bento XVI recentemente, maio de 2007.

“Todos nós, brasileiros, agradecemos a Santíssima Trindade e a Nossa Senhora por tão grande graça concedida”.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Aparições%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20Aparecida.htm