quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CATOLICOFOBIA! Roubam hóstias consagradas em igreja católica nos Andes do Peru (ACI)

Huaraz, 30 Ago. 11 / 02:50 pm (ACI)

O Bispo de Huaraz (Peru), Dom José Eduardo Velásquez Tarazona, celebrou no domingo passado uma Missa de desagravo pelo roubo que sofreu na madrugada do sábado 27 de agosto a paróquia Nossa Senhora de Belém na sua diocese de Huaraz, quando desconhecidos profanaram o Sacrário e levaram uma âmbula cheia de hóstias consagradas.

O Pe. Santiago León Quiñones, pároco de Nossa Senhora de Belém, informou do roubo mediante um comunicado à comunidade católica e à opinião pública em geral.

Terminada a Missa foi feita uma vigília, com cânticos e orações, também como um ato de reparação, no qual também se pediu pelos autores do roubo sacrílego.

Representantes da paróquia repudiaram este fato que atenta contra a fé dos católicos. Em sua homilia da Missa de ontem, Dom Velásquez repudiou o roubo sacrílego e pediu aos delinqüentes devolver as jóias levadas que têm um valor incalculável para a Igreja e para todos os católicos.

Ao fechamento desta edição e logo depois das investigações do caso que ainda continuam, a polícia local já teria cercados os autores do roubo.

FONTE: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22419

31 de Agosto - São Raimundo Nonato, Confessor

Nasceu de família nobre em 1204 na cidade de Portella, diocese de Urgel, Catalunha, Espanha. Nonatus significa em Latin non–natus (não nascido) tendo em vista que ele foi retirado do ventre de sua mãe já morta com um faca ( tipo uma cesariana de emergência ) pela parteira e escapou. Alguns estudiosos acham que ele foi retirado com uma navalha e apresentava nas costas pequenas marcas de cortes do referido instrumento.
Bem criado e educado, seu pai planejava uma brilhante carreira para Raimundo Nonato na corte de Aragon. Quando Raimundo se inclinou para a vida religiosa seu pai ordenou que ele cuidasse de uma das fazendas da família. Entretanto Raimundo passava seu tempo com os pastores e os trabalhadores, estudando e orando até que o seu pai desistiu de sua brilhante carreira na corte.
Raimundo Nonato se tornou um padre mercedário (Ordem das Mercês) recebendo seu hábito de São Pedro Nolasco, o fundador da Ordem. Raimundo passou a ser o Mestre Geral da Ordem e passava seu tempo resgatando cristãos dos muçulmanos que dominavam parte da Espanha na época, com o dinheiro que possuía. Por várias vezes ele trocou de lugar com prisioneiros cristãos mas certa vez foi ele próprio sentenciado a morte pela fome, mas sua sentença foi convertida para prisão perpétua mediante grande soma em dinheiro. Prisioneiro e torturado ele ainda conseguiu converter alguns de seus guardas. Para impedir que ele pregasse a sua fé os seus captores furaram em seus lábios grandes buracos com um ferro em brasa e por ele colocaram um cadeado. Eventualmente resgatado ele retornou a Barcelona em 1239.
Elevado a Cardeal pelo Papa Gregório IX Raimundo continuou vivendo como um monge mercedário. Ele veio a falecer em Cardona, Espanha,quando ia para Roma atender ao chamado do papa, no dia 31 de agosto de 1240.Foi enterrado na Capela de São Nicholas, perto da fazenda da família a qual ele deveria ter cuidado quando jovem. Seu túmulo logo se tornou local de peregrinação e vários milagres são creditados a sua intercessão.
Foi canonizado pelo Papa Alexandre VII em 1657.

É o patrono das parteiras e o padroeiro de um bom parto.

Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como: 1) um monge mercedário com um cadeado nos lábios, 2) um monge rodeado de mouros , 3) um monge rodeado de escravos libertados, 4) um monge rodeado de mouros e prisioneiros , 5) um monge mercedário com o chapéu vermelho cardinalício.

Sua festa é celebrada no dia 31 de agosto.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_raimundo_nonatus.htm

Catecismo Romano: "Morto e sepultado" (Parte II)

Confessamos que Jesus depois de morto foi sepultado. Propõe-se esta parte do artigo, não porque contenha nova dificuldade, além das que já foram resolvidas acerca da sua morte. Na verdade, se cremos que Jesus Cristo morreu, fácil será também persuadir-nos de que foi sepultado.

Acrescentou-se esta circunstância, antes de tudo, para que ficasse acima da menor dúvida a realidade de sua morte. O sinal mais seguro de um trespasse está, pois, em provar-se que o corpo foi sepultado. Este fato devia também dar maior prova e realce ao milagre da ressurreição.

Conforme o dogma da fé expresso por palavras, não cremos só que o corpo de Cristo teve sepultura; mas confessamos antes de tudo que Deus foi sepultado. De maneira análoga, dizemos em toda a verdade, e conforme a fé católica, que Deus morreu, e que nasceu de uma virgem. De fato, assim como a Divindade nuca se apartou do corpo, quando encerrado no sepulcro, assim temos também toda a razão de confessar que Deus foi sepultado.

Quanto a maneira e lugar da sepultura, basta-nos ater à exposição dos Santos Evangelistas. Dois fatos há, aos quais deve voltar a particular atenção. O primeiro é que o corpo de Cristo ficou no sepulcro perfeitamente livre de toda a decomposição, conforme havia vaticinado o profeta: "Não permitirei que vosso santo sofra a corrupção" (Sal 15,10).

O segundo é que todas as partes deste artigo, a saber, a sepultura, a paixão e a morte, são atribuídas a Cristo Jesus, enquanto homem, e não enquanto Deus. O sofrer e o morrer são um quinhão exclusivo da natureza humana. Isto não obstante, enunciamos todas estas coisas em relação a Deus. Como é evidente, podem ser ditas também daquela pessoa que, ao mesmo tempo, é Deus perfeito e perfeito homem.

Após esta exposição, devemos nos ater no propósito da Paixão e Morte de Cristo, em algumas reflexões apropriadas, pelas quais os fiéis consigam, senão compreender, ao menos meditar a profundeza de tão grande mistério.

Em primeiro lugar, devem considerar quem é aquele que suporta todos esses sofrimentos. Realmente, não temos palavras para explicar sua dignidade, nem inteligência capaz de compreendê-la.

São João diz ser o "Verbo que estava com Deus" (Jo 1,1). O apóstolo designa-o, em linguagem sublime, como sendo aquele "a quem Deus constituiu Herdeiro do Universo, e pelo qual também criou os séculos; o qual é resplendor de sua glória e a linguagem de sua essência; o qual sustenta o universo com o poder de sua palavra" (Heb 1,2-3). E aquele que "depois de dar resgate pelos pecados, está sentado a direita da Majestade nas alturas" (Heb 1,2-3).

Para dizer tudo numa palavra, quem sofre é Jesus Cristo, Deus e homem ao mesmo tempo. Sofre o Criador pelas criaturas. Sofre o Senhor pelos seus escravos. Sofre aquele que criou os anjos, os homens, os céus e os elementos da natureza. Aquele, afinal, "em quem, por quem, e de quem subsistem todas as coisas" (Rom 11,36).

Se ele se contorcia aos golpes de tantos tormentos, que muito se abalasse também todo o edifício do mundo, como diz a escritura: "A terra tremeu, e partiram-se os rochedos" (Mt 27,51); "toda a terra se cobriu de escuridão, e o sol perdeu sua claridade". Ora, se até as criaturas mudas e insensíveis prantearam o sofrimento do seu Criador, reconheçam os fiéis com que lágrimas devem exprimir a própria dor, "este que são pedras vivas deste edifício" (1Ped 2,5).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Ed Vozes - 1962)

CATÓLICOFOBIA! Eliminar símbolos religiosos é ignorar a história e a cultura (ACI)

BUENOS AIRES, 30 Ago. 11 / 11:11 am (ACI)

O Bispo de Mar del Plata (Argentina), Dom Antonio Marino, criticou um projeto de lei que busca suprimir os símbolos religiosos na capital Buenos Aires e explicou que fazê-lo seria ignorar a identidade histórica e cultural do país, assim como a tentativa de refundar a nação sobre fundamentos "diversos aos já colocados".

Em uma coluna publicada no Jornal La Capital e recolhida pela agência argentina AICA, o Prelado criticou que a autora da iniciativa, a doutora María José Lubertino, invoque um suposto "direito a não acreditar".

Também recordou que "existem outros antecedentes que vão na mesma direção, como o questionamento da presença do sinal da cruz no escudo da cidade de Buenos Aires, ou a proposta do retiro dos restos do general San Martín do recinto da catedral primaz".

"Se levássemos a sério a proposta de erradicar os símbolos religiosos das instituições civis e dos espaços públicos, isto nos levaria muito longe. A aplicação coerente e sistemática deste princípio impulsionado por uma minoria, parece supor que na organização da sociedade pode-se ignorar seu passado e sua identidade histórica e cultural. Isto equivaleria a pretender fundar novamente a pátria sobre fundamentos diferentes dos que já foram postos", advertiu.

Do mesmo modo, indicou que "seria preciso mudar o preâmbulo da Constituição Nacional onde invocamos Deus como ‘fonte de toda razão e justiça’. Haveria também que eliminar o artigo 2 da mesma, conforme ao qual a Igreja Católica é considerada como uma instituição de direito público".

O Prelado ressaltou logo que "segundo a mesma linha de argumentação, que vê nos símbolos religiosos uma ameaça para a democracia e a liberdade, deveríamos então mudar os nomes de inumeráveis cidades, províncias e ruas que levam a marca do cristão e do católico".

"Será preciso rebatizar as províncias de Santa Fe, San Juan, San Luis, Santa Cruz, Misiones, Santiago del Estuário? Trocaremos de nome as cidades de Jesús María,(...) Concepción, Pilar, San Miguel de Tucumán, Santa Rosa (...)? A lista seria tão longa!", assegurou.

O bispo também se referiu "aos ressaibos da linguagem bíblica que ficaram impressos nas línguas romances” (...). Por isso afirmou: “A proposta, se for levada adiante de forma sistemática e coerente, desembocaria na negação mesma da história e da cultura do Ocidente".

Logo depois de sublinhar que "o cristianismo é a força espiritual que levou a distinguir, sem opor, o âmbito do poder espiritual e o âmbito do poder político. ‘Dêem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’", o Bispo explicou que "retamente entendida a laicidade do Estado se origina com a fé cristã. Outra coisa diferente é o laicismo, que tenta marginar Deus da vida pública e relegá-lo ao interior da consciência e ao interior dos templos".

Por último, Dom Marino questionou que se fale do "direito a não acreditar", ao interpelar: "Alguém é perseguido por não acreditar? Não se deveria falar do direito a acreditar? Ou por defender o direito de minorias devemos atacar as convicções das maiorias?”

“Além disso, deve nossa pátria renunciar ao seu passado e à sua identidade histórica e cultural?", concluiu.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22418

terça-feira, 30 de agosto de 2011

30 de Agosto - Santa Rosa de Lima, Virgem

Rosa de Lima é a padroeira do Peru, da América do Sul, foi um membro da Ordem Terceira de São Francisco como Terciária dominicana e é a primeira santa das América. Nasceu como Mariana de Jesus Paredes y Flores, em Lima Peru. Tomando o nome de Rosa em 1597 na sua confirmação(diz a lenda que na sua infância sua face teria sido transformada em uma rosa). Ela cuidava de flores e fazia rendas e brocados para se sustentar e ajudar a sua pobre família, mas sempre tinha em foco sua via espiritual. Tornando-se uma dominicana em 1606 ela sofreu duras perseguições de sua família e amigos pela sua recusa em se casar e seus votos de perpetua virgindade. Ao mesmo tempo, ela fez vários atos de mortificação e penitencia dando-se totalmente a Virgem Maria, Jesus e aos Sagrados Sacramentos.

Santa Rosa, que foi contemporânea de São Martinho dos Pobres e Santo Toríbio de Mongrovejo, nasceu em Lima, em 1586.

Mudou seu nome de Isabel por Rosa, que recebeu em sua confirmação, nas serras de Lima, das mãos de Santo Toríbio e, depois, acrescentou o nome de Santa Maria por causa de sua filial devoção Mariana. Aquela que seria Santa Rosa de Santa Maria, desde criança, se dedicou a uma vida de oração e serviço, sacrificando ao próximo, em especial, aos mais pobres e aos enfermos. Vestiu o hábito da Terceira Ordem de São Domingos.

Jejuando rigorosamente, comungando diariamente passava horas orando e com terrível desolação e penitencia. Sempre dizia que iria morrer("dia de minhas núpcias eternas") no dia de São Bartolomeu e na verdade veio a falecer no dia 24 de agosto 1617 (dia do santo) com 31 anos de idade. Ofereceu sua penitencia ao Senhor e as almas do Purgatório. Logo após a sua morte, seu túmulo tornou-se local de peregrinações e vários milagres são creditados a sua intercessão. O Papa Clemente IX (1667-1669) a beatificou em 1668. Foi canonizada pelo Papa Clemente X (1670-1676) em 1671. Ela foi a primeira americana canonizada e tinha grande preocupação com os nativos do Peru e pelos escravos no Novo Mundo e isto fez com que ela fundasse uma instituição destinada ao cuidar dos pobre e índios do Peru.

Sua festa é celebrada no dia 23 de agosto.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_rosa_lima.htm

Preparação para a morte: Incerteza da hora da morte

PONTO II
O Senhor não nos quer ver perdidos. Por isso, com ameaça de castigo, não cessa de advertir-nos que mudemos de vida. “Se não vos converterdes, vibrará sua espada” (Sl 7,13). Vede — disse em ou-tra parte — quantos são os desgraçados que não quiseram emendar-se, e a morte repentina os surpre-endeu quando não esperavam, quando viviam des-preocupados, julgando terem ainda muitos anos de vida (1Ts 5,3). Disse-nos também: “Se não fizerdes penitência, todos haveis de perecer”. Por que tantos avisos do castigo antes de infligi-lo, senão porque quer que nos corrijamos e evitemos morte funesta. Quem dá aviso para que nos acautelemos, não tem a intenção de matar-nos — disse Santo Agostinho.
É mister, pois, que preparemos nossas contas antes que chegue o dia do vencimento. Se durante a noite de hoje devesses morrer, e ficasse decidida as-sim a tua salvação eterna, estarias bem preparado? Quanto não darias, talvez, para obter de Deus a tré-gua de mais um ano, um mês, um dia sequer! Por que agora, já que Deus te concede tempo, não pões em ordem tua consciência? Acaso não pode ser este teu último dia de vida? “Não tardes em te converter ao Senhor, e não o adies, porque sua ira poderá irromper de súbito e no tempo da vingança te per-derás” (Ecl 5,7). Para salvar-te, meu irmão, deves abandonar o pecado.
E se algum dia hás de abandoná-lo, por que o não deixas desde já? (Santo Agostinho). Esperas, talvez, que chegue a morte? Mas esse instante não é tempo do perdão, senão da vingança. “No tempo da

vingança, te perderás”.
Se alguém te deve soma considerável, tratas de assegurar o pagamento por meio de obrigação escri-ta, firmada pelo devedor; dizes: Quem sabe o que pode suceder? Por que, então, deixas de usar da mesma precaução, tratando-se da alma, que vale muito mais que o dinheiro? Por que não dizes tam-bém: quem sabe o que pode ocorrer? Se perderes aquela soma, não estará ainda tudo perdido e ainda que com ela perdesses todo o patrimônio, ficaria a esperança de o poder recuperar. Mas se, ao morrer, perdesses a alma, então, sim, tudo estaria irremedia-velmente perdido, sem esperança de recobrar coisa alguma.
Cuidas em arrolar todos os bens de que és pos-suidor, com receio 17 de que se percam quando so-brevier morte repentina. E se esta morte imprevista te achasse na inimizade para com Deus? Que seria de tua alma na eternidade?

AFETOS E SÚPLICAS
Ah! meu Redentor, derramastes todo o vosso sangue, destes a vida para salvar minha alma, e eu, quantas vezes a perdi, confiando em vossa miseri-córdia! Abusei de vossa bondade para vos ofender; mereci, por isso, que me deixásseis morrer e precipi-tásseis no inferno.
Estamos, pois, como que numa competição. Vós

usando piedade comigo, eu vos ofendendo; vós a correr para mim; eu fugindo de vós; vós, dando-me tempo para reparar o mal que pratiquei, eu, valendo-me desse tempo para acrescentar injúria a injúria. Senhor, fazei-me conhecer a grandeza das ofensas que vos fiz, e a obrigação que tenho de amar-vos.
Ah! meu Jesus! Como podeis amar-me ao ponto de ir à minha procura, quando eu vos repelia? Como cumulastes de tantos benefícios a quem de tal modo vos ofende? De tudo isto vejas quando desejais não me ver perdido. Arrependo-me de ter ultrajado a vos-sa infinita bondade.
Aceitai, pois, esta ovelha ingrata que volta a vos-sos pés. Recebe-ia e ponde-a aos ombros para que não fuja mais. Não quero apartar-me de vós, mas amar-vos e pertencer-vos inteiramente. E desde que seja vosso, gostosamente aceitarei qualquer trabalho. Que desgraça maior poderia afligir-me do que viver sem vossa graça, afastado de vós, que sois meu Deus e Senhor, que me criou e que morreu por mim? Ó malditos pecados, que fizestes? Induzistes-me a ofender a meu Salvador, que tanto me amou.
Assim como vós, meu Jesus, morrestes por mim, assim deverei eu morrer por vós. Morrestes pelo a-mor que me tendes. Eu deverei morrer de dor por vos ter desprezado. Aceito a morte como e quando vos aprouver enviá-la. Mas, já que até agora pouco ou nada vos hei amado, não quisera morrer assim. Dai-me vida para que vos ame antes de morrer.

Para isso, renovai meu coração, feri-o, inflamai-o com o vosso santo amor. Atendei-me, Senhor, por aquela ardentíssima caridade que vos fez morrer por mim. Amo-vos de toda a minha alma. Não permitais que vos perca. Dai-me a santa perseverança. Dai-me o vosso amor.
Maria Santíssima, minha Mãe e meu refúgio, se-de minha advogada!

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Peregrinos da JMJ Madrid 2011 respondem com orações às manifestantes anti-Papa (ACI)

Jovens rezam o terço contra manifestante Gayzista
MADRI, 18 Ago. 11 / 11:32 am (ACI)

Ante os insultos, oração. Essa foi a resposta de dezenas de peregrinos de todo o mundo que na quarta-feira 17 se encontraram nas ruas de Madrid com os manifestantes da furiosa marcha anti-Papa convocada por grupos radicais laicistas e de ativistas homossexuais para protestar pela visita do Papa Bento XVI.

Diante da grande publicidade que recebeu a marcha, vários meios de imprensa calculam em dois mil os participantes dela. Entretanto, fontes da polícia de Madrid consideram que a cifra poderia alcançar as cinco mil pessoas, números muito longínquos dos 20 mil que ostentam os mais de cem grupos organizadores do protesto.

Os “anti-Papa” percorreram várias ruas de Madrid sob o lema de “Meus impostos, ao Papa: zero” em uma marcha autorizada pela Delegação do Governo para a véspera da chegada de Bento XVI.

Embora os organizadores tenham defendido seu protesto como “não-confessional e econômico”, os manifestantes acompanharam um falso papa-móvel com um sujeito disfarçado de Pontífice e um demônio como chofer, levavam pôsteres com insultos e vociferavam lemas ofensivos contra o Papa e a Igreja Católica.

Quando a cabeceira da marcha chegou à Porta do Sol, o grupo de manifestantes se encontrou com um numeroso grupo de peregrinos que, com o terço na mão, começou a fazer coro de vivas ao Papa e rezar em voz alta.

Segundo a plataforma cidadã espanhola HazteOir.org, “a tensão começou junto à estação de Cercanias del Sol onde a Polícia Nacional optou por desalojar jovens que defendiam a JMJ para permitir que a marcha seguisse seu curso. Deste modo, com todo a distancia da Porta do Sol ao seu dispor, os manifestantes puderam circular. Entretanto, parte da marcha ficou detida na praça e seguiu repreendendo aos jovens católicos”.

A marcha terminou com violentos enfrentamentos entre os manifestantes anti-Papa e a polícia anti-motins de Madrid que os desalojou à força da praça da Porta do Sol. Ao menos seis manifestantes foram presos.

O jornal El País oferece em sua edição digital uma galeria de fotos em que se apreciam várias imagens de peregrinos resistindo aos insultos de furiosos manifestantes com suas orações.
Entretanto, para a maioria de peregrinos da JMJ Madrid 2011 os fatos de ontem são intrascendentes.

Em diálogo com o grupo ACI, peregrinos como os irmãos Giacomo e Loredana Finocchio, que peregrinaram desde Roma (Itália) disseram que nem souberam da marcha.

“Talvez seja uma coisa de espanhóis, não sei, não estivemos vendo as notícias... mas o único que se vê aqui é gente como nós, gente que ama o Papa", disse Giacomo.

“Sempre há gente que protesta, tem de tudo”, interrompeu Loredana mas perguntou: “Eles são tantos como nós?”, em referência à multidão de jovens da JMJ que encheu ontem à noite o Passeio da Castellana.

“Houve um protesto? Primeira notícia!”, respondeu Maureen Lyle, uma peregrina do Texas (Estados Unidos), que fazia fila com seu grupo em um restaurante de comida rápida no Passeio do Prado. “Em todo caso rezamos por eles para que se convertam... mas rápido, antes que a festa termine!”

Para o advogado Francisco José Fernández de la Cigoña, autor do popular blog “A cegonha da torre” do site Intereconomia.com, a marcha foi um fracasso terminante. “Mais de cem organizações não foram capazes de reunir mais de duas mil pessoas. Não os seguem nem vinte por movimento convocante. Eu diria que nem dois. Porque a maioria dos ‘pingaos’, se é que nesse terminante fracasso cabe falar de maioria, vêm de outros lugares”, indicou.

Vídeo recomendado:

Veja a cobertura da BBC sobre a marcha anti-Papa
http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/08/110818_video_protesta_contra_papa_madrid_lav.shtml

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22377

Liturgia: O altar (Acessórios do Altar - Parte II)

Para concluirmos com o fim deste módulo no qual estamos tratando sobre o altar e seus acessórios, hoje falaremos sobre os componentes do altar e outras partes que constituem a igreja.

Os acessório prontamente ditos, isto é, tudo que é parte integrante do altar, suas guarnições e as dependências do altar, em prol do culto divino. Os acessórios são: os degraus, as banquetas, o retábulo e o tabernáculo.

Os degraus: Qualquer altar deve ter, pelo menos, um degrau. Quanto ao altar-mor, convém que haja três. Seu significado vai além da hierarquia superior que oferece o santo sacrifício, como também por ser a parte mais elevada da igreja, já que por meio do altar se oferece a Deus o santo sacrifício.

Banquetas: São também degraus, em número de dois ou somente um, ao modo de prateleira, situados atrás do altar e nos quais se colocam os castiçais, os relicários, as estátuas e os ramos de flores.

O Retábulo (do latim, retro e tabula): A princípio era consoante a etimologia, uma segunda mesa atrás do tabuleiro do altar e fazendo de estante para receber os castiçais e demais adornos da igreja. Até o século XIV, não se prendia ao altar, para não esconder a cadeira episcopal que era colocada ao fundo da abside. Depois, só fizeram retábulos fixos, para cuja construção laçaram mão dos materiais mais preciosos.

O Tabernáculo: É o mais importante dos acessórios do altar. Nem por isso deixa de ser acessório, isto é, dispensável. Nem todos os altares terão tabernáculos, e na origem nenhum possuía. Os padres da Igreja e até simples fiéis levavam para casa e ali guardavam a Santíssima Eucaristia. A ela destinavam um armário adornado e fechado, no qual deixavam o pequenino cofre com a partícula sagrada. Mais tarde, conservava-se as Santas espécies no sacrarium, ou armário colocado perto do altar, ou também em torres móveis que se conduziam habitualmente à sacristia, trazendo-se ao altar só na hora da comunhão dos fiéis. Já no século XII, em muitas igrejas catedrais e conventuais, se guardava a Santíssima Eucaristia, quer numa pomba, quer numa caixinha de ouro ou prata, suspensa no ciborium. No século XVI é que os armários e suspensões foram substituídos pelo tabernáculo, desde então fazem parte do altar.

Segundo a rubrica da Igreja, é preciso que o tabernáculo seja forrado, inteiramente, com pano de seda branca e envolvido, exteriormente, por uma cortina chamada conopeu ou pavilhão; este acessório é sinal de veneração e nos recorda a presença do Senhor ao despertar a devoção dos fiéis.

Agora falaremos sobre as guarnições do altar, que nada mais são: as toalhas, o antipendium, a cruz e os castiçais. Também iremos abordar sobre as guarnições do altar que são: A credencia, a mesa da comunhão e a lâmpada do Santíssimo.

As toalhas: Haverá para cobrir o altar, três toalhas (uma, dobrando-se, pode servir por duas). Tem por fim absolver o Preciosíssimo Sangue caso caísse por acidente, pois os panos são de purificação mais fácil que a pedra. As toalhas devem ser cânhamo¹ ou linho (lembrando que o Santo corpo de Nosso Senhor após sua morte, foi envolto em linho puro). O bispo, ou quem ele delegar, é que benze as toalhas.

Antipendium ou frontal: A rubrica encarece, se bem que não o importa, o frontal na frente do altar. A benção deste adorno não é obrigatória.

A Cruz: A rubrica preceitua que se coloque no altar um crucifixo, para nos recordar que o santo Sacrifício da Missa é o mesmo sacrifício do Calvário.

Luzes: O emprego das luzes é muito antigo. Encontramo-lo no Antigo Testamento. Nas origens do cristianismo, era mesmo absolutamente necessário o uso de velas, porque nada se via nas galerias subterrâneas das Catacumbas, onde se realizavam os atos de culto. Mas isso não tirava a demonstração de respeito, honra e deferência, que as luzes constituíam. Assim como se levavam tochas adiante dos príncipes, para manifestar profundo acatamento, era necessário e bastante conveniente que fulgurassem os círios diante do Príncipe dos príncipes, Nosso Senhor Jesus Cristo.

A princípio os castiçais eram postos em qualquer lugar do templo. Desde o século XII, começaram a serem postos em estantes e nas banquetas do altar. Os círios representam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tem que ser feitos de cera de abelha, não de sebo ou de outra composição qualquer (não é bem isso que fazem hoje em dia).

A Credência: É uma mesinha que fica a direita do altar, para que nela sejam depositados os objetos que serão utilizados nas cerimônias da missa: galhetas, prato para as abluções, e nas missas solenes o livro dos evangelhos, o cálice preparado e o véu umeral.

A mesa da Comunhão: trata-se de uma grade que separa o presbitério da nave da Igreja e que fica coberto de toalhas, ao pé da qual se ajoelham os fiéis, para receberem a comunhão. Na sua origem era uma mesa retangular, com cerca de 30 centímetro de largura.

Lâmpada do Santíssimo: É prescrição rigorosa conservá-la acesa, sem nenhuma interrupção, ao menos uma lâmpada no interior do santuário diante do altar onde reside o santíssimo sacramento. O que deve alimentar esta lâmpada é azeite de oliveira; mas o bispo permite que as igrejas pobres utilizem outros tipos de óleos minerais, petróleo e essência de petróleo.

A lâmpada que fica de sentinela e guarda de honra junto a Nosso Senhor simboliza, ao mesmo tempo, Jesus Cristo, luz do mundo, e as três virtudes teologais do católico: fé, esperança e caridade que lhe há de abrasar o coração de amor para com a Hóstia Santa.

1 - Cânhamo: sm. 1.Bot. Planta herbácea da família das canabidáceas [Cannabis sativa (v. cânabis], amplamente cultivada em muitas partes do mundo. As folhas são finamente recortadas em segmentos lineares; as flores, unissexuais e inconspícuas, têm pêlos granulosos que, nas femininas, segregam uma resina; o caule possui fibras industrialmente importantes, conhecidas como cânhamo; e a resina tem propriedades estupefacientes (v. maconha e haxixe). [Sin.: cânave, cânhamo-da-índia e maconha.] 2.Fibra, fio ou tecido de cânhamo. 3.Bot. Designação comum a várias plantas têxteis.

Resumo

O Altar é constituído de acessórios, guarnições e suas dependências que visam o aproveitamento e enriquecimento do culto divino.

Os degraus, as banquetas, o retábulo e o tabernáculo constituem os acessórios do altar, como o nome em si diz são partes integrantes do altar mas de caráter dispensáveis.

A Cruz, as luzes, as toalhas e o antipendium constituem as guarnições do altar.

As dependências do altar são: a credência, a mesa da comunhão e a lâmpada do santíssimo.

Todos os objetos de uso litúrgico apresentados foram se desenvolvendo ao longo da história da Igreja com finalidade de promover o culto a Deus e desenvolver a piedade dos fiéis.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

29 de Agosto, Degolação de São João Batista



Depois de celebrar a 24 de Junho o alegre nascimento de São João Batista na terra, a Santa Igreja honra hoje seu nascimento no Céu. Depois de Nosso Senhor e da Santíssima Virgem, é o único santo cujo nascimento e morte se festeja. João o Precursor, que vivera 30 anos no deserto e que lá florescera como a palma, e como o cedro do Líbano se elevou, teve a coragem de repreender Herodes na casa por haver ilegitimamente com Herodíades, esposa de seu irmão Felipe, vivo ainda. Herodias constrangeu o rei Herodes a prendê-lo e aproveitou-se de um incidente inesperado para obter por intermédio de sua filha Salomé a decapitação do santo, que repreendia a sua criminosa paixão. São João põe hoje remate a sua missão de precursor, ajuntando aos testemunhos que de Cristo só já dera no seu nascimento, pregação e batismo, mais este, o testemunho do seu sangue. Sofreu pela festa da páscoa, um ano antes da paixão do Senhor, mas celebra-se hoje o seu aniversário por se ter encontrado neste dia a sua admirável cabeça na Síria, em 452.

Que ensinamentos grandioso podemos tirar da vida deste grande santo para os dias atuais? Quando se defende a moral e os bons costumes o que nos acontece? Vejamos este exemplo como ele é tão atual e verdadeiro para nossas vidas.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

domingo, 28 de agosto de 2011

28 de Agosto - Santo Agostinho, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja

A conversão de Santo Agostinho é considerada um dos eventos mais importantes da historia da igreja. Santo Agostinho nasceu em Tagaste,norte da África, filho de Patricius, um oficial romano pagão. Sua mãe, Santa Mônica era cristã e criou Santo Agostinho na fé. Em 370 ele foi para Cartago, Turquia para estudar direito e em vez disto passou a estudar literatura. Ele juntou com uma amante que deu a ele um filho Adeodatus. Em 373 Santo Agostinho e seus amigos tornaram-se membros de uma seita herege. Ao mesmo tempo, sua brilhante e notável inteligência estava se manifestando e ele ganhou vários torneios de poesia e se tornou conhecido no mundo filosófico. Demorou nove anos para Santo Agostinho se libertar de sua vida herege. Em 383 ele foi para a Itália em segredo por causa da oposição de sua mãe. Santo Agostinho planejava ensinar em Roma mas, em vez disto foi para Milão onde conheceu Santo Ambrósio. Sob a influencia de Ambrósio, Agostinho descobriu a vida de celibatário, o estudo e a oração. Santa Mônica mais tarde encontrou-se com eles em Milão, onde São Alípio, velho amigo de Agostinho também passou a morar. Com ele, sua mãe e amigos se retiraram para uma vila, para estudarem as escrituras e os antigos filósofos. No domingo de Páscoa de 387 Santo Agostinho foi batizado. Planejando o retorno para Tagaste eles foram para Ostia, Itália a bordo de um navio. Mônica morreu em Ostia e Santo Agostinho ficou na Itália escrevendo e orando. Em 388 ele vendeu tudo que tinha e passou a distribuir para os pobres e começou uma vida de penitencia. Ele foi ordenado em 391e fundou dois monastérios e em outubro de 393 Santo Agostinho tomou parte no Concílio da África pregando para uma assembléia de bispos. Valerius, o bispo de Hippo indicou Agostinho como seu coadjutor e ele ocupou este cargo por 34 anos. Ele fez de sua residência episcopal um monastério enviando outros padres para fundar outras instituições e treinar bispos para as dioceses. Seu maior apostolado foi ensinar e escrever. Ele atendeu aos Concílios de 398, 401, 416, 418 e 419. Em 426 Santo Agostinho já com 72 anos nomeou Heraclius seu auxiliar e sucessor . Ele tentou encontrar paz mas teve que enfrentar a heresia dos Arianos e invasão dos Vândalos na região. Bispos e políticos procuraram refugio em Hippo que foi sitiada por 18 meses. Durante o cerco, Santo Agostinho teve um derrame e em 30 de agosto de 430 ele veio a falecer. Os trabalhos de Santo Agostinho proveram a Cristandade com lúcidos e atrativos argumento para a fé.
Em sua biografia fica imbuído a sua atração pelo Criador. Seus escritos sobre as escrituras são um tratado sobre a fé e lúcidos argumentos sobre a Confissão. No seu trabalho "Cidade de Deus" escrito em 426 Santo Agostinho traça o caminho para uma crescente fé, e uma reconciliaçao entre a fé e a razão e coloca Deus no Centro de tudo.
Diz a tradição que, certa vez, Santo Agostinho estava caminhando a beira mar, a pensar sobre o Mistério da Santíssima Trindade, quando encontrou com um menino a colocar, com uma pequena caneca, água do mar em um buraco que a criança havia feito. Santo Agostinho perguntou :"Que está fazendo? A criança respondeu: "Estou colocando o mar neste buraco". "Impossível!" disse o santo. E a criança, que na verdade era um anjo, respondeu: "Mais facil será eu colocar o mar neste buraco, que voce entender o mistério que está tentando compreender."
O mestre Dughet pintou um lindo quadro, retratando esta lenda.

Ele foi indicado como um dos Doutores da Igreja. Em 700 DC as relíquias de Santo Agostinho foram colocadas na igreja de São Pietro in Ciel dÓro em Pavia, Itália.
Ele é o padroeiro da agostinianos, dos teólogos, dos impressores e da cidade de Cartago.

Sua festa é celebrada no dia 28 de agosto.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santo_augustinho.htm

sábado, 27 de agosto de 2011

XI Domingo Depois de pentecostes: "Ephpheta! - Abre-te!" (Ev.)

"Ephpheta! - Abre-te!"
Separado das doze tribos do Norte, apenas morto Salomão e o reino de Judá durou 350 anos e contou vinte monarcas. Muitos entre eles foram ímpios e maus, tendo alguns como Salmão, acabado no pecado, quatro no entanto se distinguiram-se na virtude e armas que mereçam ser colocados em veneração do povo da Galiléia e dos varões ilustres de Israel. Ezequias que hoje nos recorda o breviário: "Confiou no Senhor, Deus de israel, e não teve semelhantes nos reis de judá. Por isso Deus foi sempre com ele. Quando Senacarib, rei dos assírios, se quis apoderar de Jerusalém, Ezequias subiu no templo e orou com tanto fervor como teria orado Davi e Salomão. Mandou-lhe então o Senhor o profeta Isaías para anunciar-lhe que não temesse. E com efeito o anjo exterminador do Senhor feriu de peste 185.000 assírios e Senacarib teve que retornar em marchas forçadas para Nínive. Alguns anos mais tarde caia o rei doente, e Isaías tinha anunciado-lhe que havia terminado seus dias. Temeu então Ezequias que Senacarib aproveitasse de sua morte para se vingar da derrota e cercar Jerusalém e pediu ao Senhor que prolongasse sua vida. Mais uma vez o Senhor ouviu as orações de Ezequias como nos descreve as Sagradas Escrituras: "Ouvi tuas orações e ouvi tuas lágrimas e curar-te-ei e subirás ao templo no terceiro dia." O Rei convalesceu, com efeito e Jerusalém foi libertada do terror dos inimigos. Ezequias prostado no leito e levantando três dias depois para defender o reino é a figura da morte e ressurreição do Senhor. Este pensamento domina toda a missa.

Santo Ezequias diante do Templo
O intróito proclama a vitória do povo de Deus e a fuga dos inimigos. Na epístola insiste São Paulo na ressurreição de Cristo, fundamento e garantia de nossa predestinação. No Evangelho, finalmente a cura do surdo e mudo com o Ephpheta que o Senhor pronunciou e a Igreja aplicou sabiamente no rito do batismo, recorda-nos que, passados da morte para a vida, ficamos daí em diante também "abertos" as coisas da fé.

Podemos também dizer que a escolha para o ofertório de um dos versículos do salmo 29 aplicado pela tradição da Igreja à ressurreição e ascensão do Senhor fora inspirada pela mesma ordem de idéias. De modo que a missa de hoje apresenta-se como uma espécie de tríptico. No primeiro plano, destaca-se a figura de Cristo ressurgindo glorioso do sepulcro; no painel da esquerda, Ezequias prostrado pela doença e curado por deus; à direita os frutos da vitória de Cristo aplicados ao povo pelo batismo.

É pois um programa de vida magnífico. Oxalá o ponhamos em práticas para vivermos com Cristo a vida nova e a que fomos chamados pela fé.

Profeta Santo Isaías

 Epístola:
leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor 15, 1-10) - Irmãos: Eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado, e ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas, e em seguida aos Doze. Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais a maior parte ainda vive (e alguns já são mortos); depois apareceu a Tiago, em seguida a todos os apóstolos. E, por último de todos, apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a graça que ele me deu não tem sido inútil. Ao contrário, tenho trabalhado mais do que todos eles; não eu, mas a graça de Deus que está comigo.
Evangelho de domingo:


Continuação do santo evangelho segundo São Marcos. Naquele tempo: Saindo Jesus dos confins de Tiro, foi por Sidônia ao mar da Galiléia, atravessando o território da Decápole. E trouxeram-lhe um surdo-mudo, e suplicavam-lhe que lhe impusesse a mão. Então Jesus, tomando a parte dentre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e cuspindo, com saliva tocou a sua língua. E, levantando os olhos ao Céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephpheta, que quer dizer, abre-te. E imediatamente se lhe abriram os ouvidos, e se lhe soltou a prisão da língua, e falava claramente. E Jesus ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia, tanto mais o publicavam, e tanto mais se admiravam, dizendo: Tudo tem feito bem, fez que ouçam os surdos e falem os mudos.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

MDV denuncia: Senado brasileiro recebe proposta de legalização do aborto (ACI)

BRASILIA, 25 Ago. 11 / 03:03 pm (ACI)

O Movimento em Defesa da Vida no Brasil (MDV) denunciou que na quinta feira, 18 de agosto, a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, reuniu em Brasília representantes de diversas ONGs que promovem a legalização do aborto no país para a realização de uma plenária após a qual representantes destas organizações tiveram uma audiência pública no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal para apresentar um documento favorável à despenalização do aborto no Brasil.

A audiência no senado foi convocada pela Senadora Lídice da Mata, do PT da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.
O tema da reunião, conforme a convocação oficial, era um "debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres."

Conforme havia sido anunciado pela Senadora Marta Suplicy, as organizações que promovem o reconhecimento do aborto como um direito humano no Brasil, pesadamente financiadas por um conglomerado de fundações norte americanas, estão voltando o foco de suas atenções para o Senado Federal.

Dois dias após o término das eleições de 2010, ao ser questionada por uma repórter sobre "as chances, depois do que aconteceu nas eleições de 2010, do PT retomar bandeiras históricas como o direito ao aborto e ao casamento gay", a senadora Suplicy respondeu: "certamente a prioridade do governo passará longe disso, e a presidente Dilma se comprometeu e não fará nenhum gesto neste sentido. Porém o congresso é outra coisa, e provavelmente deverá recuperar [o tema]".

Segundo o MDV, durante a mencionada audiência no Senado, representantes de várias ONGs, entre as quais entre as quais está a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram aos senadores o documento da plataforma para legalização do aborto no Brasil.

O documento, distribuído no Senado, mas não divulgado pelos meios de comunicação, afirma, entre outras coisas que pretende-se retomar, no Brasil, "a proposta de legalização elaborada pela comissão tripartite, instituída em 2005 pela secretaria de políticas para as mulheres, retirando a prática de abortamento do código penal".

Isto é, afirma o boletim do MDV, "o infame projeto elaborado pelo Governo Lula, apresentado sob a forma do substitutivo do PL 1135/91, que pretendia tornar o aborto legal durante todos os nove meses da gravidez, uma vez que, removido do Código Penal todas as figuras do crime de aborto, não haverá, no ordenamento jurídico brasileiro, qualquer tipificação de crime contra a vida antes do nascimento".

A Plataforma insiste, porém, paradoxalmente, em "refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono mês de gestação".

A Plataforma afirma também que o aborto é apenas "o resultado da interrupção da gravidez até a 22ª semana de gestação e cujo produto pesa até 500 gramas", discriminando o nascituro e ignorando que se trata de um ser humano completamente formado, dotado do mesmo direito inalienável à vida que qualquer outro ser humano, e não um simples produto que pesa até 500 gramas.

Ademais a Plataforma pretende "impedir que organizações religiosas participem na elaboração e controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos para ação social que seja orientada por princípios religiosos".

Segundo o MDV o documento pretende também "garantir a orientação sexual" nas escolas e "impedir a prática do ensino religioso na rede pública de educação".

Para ver a notícia da reunião pró-aborto feita pela Agência Senado, visite:
http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx

Para entender os desafios relacionados à defesa da vida no Brasil recomendamos também:
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22410

Frente parlamentar pró-LGBT leva proposta do Estatuto da Diversidade Sexual ao senado (ACI)

RIO DE JANEIRO, 26 Ago. 11 / 01:56 pm (ACI)

Segundo informou neste 24 de agosto o Jornal do Brasil, a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT entregou ao senado brasileiro o projeto do Estatuto da Diversidade Sexual, criado por uma comissão da OAB, que inclui “direitos homosseuxuais” já aprovados por lei, como o da união civil homossexual, além de outros que tramitam no Congresso. Ademais a Frente levou ao senado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças no texto constitucional estabelecendo que a união estável e o casamento independem da orientação sexual.

A Frente pró-LGBT, encabeçada pela senadora Marta Suplicy (PT) e o deputado gay Jean Willis (PSOL) entregou nesta terça-feira ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o projeto de lei que deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional por meio de uma proposta de iniciativa popular.

Segundo o JB o estatuto foi “formulado nos moldes de outros estatutos, como o da Criança e do Adolescente, o do Idoso e o da Igualdade Racial, o da Diversidade Sexual” e “deverá englobar todos os projetos de lei que tratam de direitos dos homossexuais. Ele inclui alguns que já estão juridicamente consolidados, como o do direito à dependência nos planos de saúde e o da união civil, além dos que tramitam em projetos isolados, como o direito a visto de permanência no país, no caso de união estável entre pessoas do mesmo sexo”.

Em declarações reunidas pelo jornal carioca Jean Willis (PSOL-RJ), conhecido pelo seu apoio aos grupos LGBT, afirmou que o intuito do estatuto é “esclarecer a sociedade sobre as diferenças entre direitos civis e o reconhecimento religioso”. Com esta afirmação o deputado Willis parece não reconhecer que o matrimônio é uma instituição natural antes de ser religiosa porque só a união entre o homem e a mulher podem gerar a vida.

"Vamos fazer uma campanha de esclarecimento, com artistas, para deixar claro que o direito é público, a religião é privada. A partir daí,vamos fazer uma pressão de fora para dentro, como foi o caso do Ficha Limpa", afirmou o parlamentar.

Além do projeto do estatuto, que já propõe medidas que afetariam o matrimônio e a família, a frente parlamentar foi além e levou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para o presidente do Senado que prevê mudanças no texto constitucional a fim de mudar a Carta Magna de tal forma para que estabeleça que a união estável e o casamento sejam independentes da orientação sexual, equiparando a união homossexual ao autêntico matrimônio. Atualmente, segundo explica o JB, o casamento é previsto apenas como a união entre um homem e uma mulher.

Segunda a presidente da comissão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que elaborou as propostas, Maria Berenice Dias, as medidas serão aprovadas facilmente em Brasília.

"Eu tenho certeza que é um projeto que vai ser aprovado", disse após participar da reunião com os parlamentares. Já temos a decisão do Supremo reconhecendo a união civil entre homossexuais”, afirmou.

“Ou o legislador faz o dever de casa, ou vai perder espaço", completou a jurista brasileira demonstrando assim a pressão mencionada pelo deputado Willis que certos grupos e políticos exercem sobre os parlamentares brasileiros para impulsionar o avanço da agenda gay na câmara e no senado.

A PEC deverá ser encaminhada para ser apresentada pelo Senado porque os parlamentares acreditam que a Casa terá menos resistência ao projeto, afirma também o JB.

Já o projeto de lei que cria o estatuto, passará primeiro pelo recolhimento de assinaturas para então dar entrada no Congresso Nacional como projeto de iniciativa popular.

Sites católicos brasileiros alertaram para o fato e afirmaram que o projeto do estatuto “visa legalizar toda a sorte de crimes contra a instituição familiar e, dependendo de como se interprete certas partes do texto, descriminalizará a pedofilia”.

“O que podemos ver nos pontos destacados é que a partir da publicação desta lei, ser gay garantirá direitos acima das outras pessoas, mediante incentivos do governo, politicas públicas e perseguição policial a todo aquele que de alguma maneira for contra a prática do homossexualismo”, afirmam os editores da web “O Sentinela Católico”.

Para entender os alcances e os perigos do estatuto recomendamos o artigo:
http://www.sentinelacatolico.com.br/index.php/2011/08/mais-um-projeto-de-contra-a-famlia/
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22412

27 de Agosto - São José Calazans, Confessor

Conhecido também como Jose Calazanctius.

Nasceu em 11 de setembro de 1556 em Peralta, Barbastro, Aragon, Espanha, no castelo de seu pai.
Mais novo de cinco filhos de Dom Pedro Calazans e Donna Maria Gastónia. Sua mãe e um irmão morreram quando estava ainda na escola. Estudou em Estadilla, na Universidade de Lereda, em Valença, e em Alcala de Henares. Graduou-se em Leis canônicas e em Teologia. Seu pai desejava que ele fosse um soldado, casasse e constituísse família. Mas uma doença muito grave em 1582 fez com que José examinasse seriamente sua vida, e sentisse uma chamada à vida religiosa.

Ordenado em 17 de dezembro de 1583. Pároco em Albarracin. Secretário do Bispo e confessor. Examinador e procurador. Notável pregador. Religioso muito zeloso implantou maior disciplina no clero da região.
Vigário Geral em Templo, Espanha.
Depois de uma visão, doou grande parte de sua herança e renunciou ao restante e viajou para Roma em 1592. Trabalhou com Ascanio, Cardeal de Colonha como conselheiro teológico e espiritual do cardeal e trabalhou diretamente com as vitimas da praga de 1595. Milagrosamente não contraiu a terrível doença.
Membro da Confraria para a Doutrina Cristã. Tentou colocar as crianças pobres e desabrigadas na escola. Os professores mal pagos se recusaram a trabalhar com estudantes novos sem aumento do salário. Assim em novembro de 1597 José e mais dois companheiros fundaram uma pequena escola para crianças pobres. Em breve ele supervisionava diversos professores e centenas de alunos.
Em 1602 eles reorganizaram o ensino na comunidade e mudaram para o Palácio de Torres com muito mais salas. Em 1621 a comunidade foi reconhecida como a Ordem religiosa “La Sciole Pio” e José se foi indicado como superior da Ordem: “Os Piaristas”
A comunidade encontrou muitos obstáculos: a amizade de José com o astrônomo Galileu o provocou certos problemas com alguns bispos da Igreja. Alguns governantes objetavam que educar os pobre poderia provocar agitação futura. Outras Ordens que trabalharam com os pobres ficaram receosas de serem absorvidas pelos Piaristas.
Mas o grupo continuava tendo a aprovação papal e continuava a fazer o seu extraordinário trabalho.
Já idoso, José viu sua Ordem ser quase extinta. Foi acusado de incompetente pelo Padre Mario Sozzi que foi escolhido como novo Superior. Quando Sozzi morreu em 1643 foi substituído pelo Padre Cherubino que seguiu o mesmo curso de Sozzi, quase acabando com a Ordem. Felizmente uma comissão papal examinou José e o liberou das acusações e o re instalou como a Superior da Ordem em 1645.
Mas os problemas continuaram, e em 1646 o Papa Inocêncio X dissolveu a Ordem e colocou os padres sob a jurisdição dos bispos locais.
Os Piaristas se reorganizaram em 1656, oito anos após a morte de Jose.
Foram restaurados os trabalhos como Ordem Religiosa em 1669 e seu bom trabalho continua até os dias de hoje.
São José Calazans faleceu no dia 25 de agosto de 1648, em Roma de causas naturais e foi enterrado em São Pantaleone, Roma.
Beatificado em 18 de agosto de 1748 Pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de junho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.
É padroeiro das escolas de crianças, escolas para pobres e estudantes pobres.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_jose_calazans.htm

Nossa Senhora do Sábado - Nossa Senhora da Paz



El Salvador é o menor entre todos os estados independentes da América Central. Costuma ser chamado de: "o país da paciência e da esperança".

Esta formosa faixa de terra banhada pela imensidão e imponência das águas do Pacífico foi descoberta pelo navegante André Niño y Cereda, em junho de 1522.

Conquistada pelo grande Tonatiú, feroz guerreiro, que para realizar seus objetivos não poupou a vida de centenas de pessoas: o mandatário Dom Pedro de Alavarado, audaz militar sob a ordens de Hernán Cortez, em junho de 1524.


Luis de Moscovo, obedecendo às ordens de Alvarado, fundou, no dia 8 de maio de 1530, a cidade de São Miguel.

Segundo a tradição, no ano de 1682, alguns mercadores encontraram na vila do Mar do Sul salvadorenho uma caixa abandonada; tão bem fechada que não conseguiram abri-la com ferramentas. Certos de que continha algum objeto valioso, levaram-na para a cidade de São Miguel, onde encontrariam recursos para abri-la. Puseram a caixa no lombo de um burro e iniciaram uma longa e perigosa viagem até chegarem à cidade no dia 21 de novembro. Visando garantir a posse do provável tesouro, dirigiram-se primeiramente às autoridades do lugar para lhes comunicar o achado; ao passarem diante da igreja paroquial, hoje Catedral, o burro deitou-se por terra decidida a não mais se levantar. Sem nenhum esforço conseguiram abrir a caixa que continha uma formosa imagem de Nossa Senhora com o Menino nos braços.

A origem da imagem permanece misteriosa e envolta em lenda. Nunca se pôde descobrir qual seria o destino daquela caixa, nem como chegou ao território salvadorenho.

Conta-se que no momento em que retiravam a imagem ocorria uma violenta luta entre os habitantes da região. Ao terem notícia do milagroso achado, todos depuseram as armas e imediatamente cessaram as hostilidades; também se relata que nas lutas fratricidas de 1883, o lado vitorioso, em vez de promover represálias, como se esperava, fez colocar a abençoada imagem no átrio da paróquia e, aos pés de Maria, jurou solenemente não guardar rancores e extirpar o ódio dos corações para que a paz gerasse fraternidade e reconciliação.

Por isso deram à imagem o título de Nossa Senhora da Paz, cuja festa é celebrada no dia 21 de novembro, para recordar sua chegada a São Miguel.

A imagem é de tamanho regular. Talhada em madeira e vestida de roupas brancas, tem à frente um bordado com o escudo nacional da República de Salvador. A imagem tem na mão uma palma de ouro, como lembrança da erupção do vulcão Chaparrastique, que ameaçou transformar a cidade num mar de lava ardente. Os atemorizados habitantes de São Miguel colocaram a imagem de Nossa Senhora da Paz na porta principal da Catedral e no mesmo instante a forte corrente de lava mudou de direção, afastando-se da cidade. No ponto exato onde a lava mudou seu rumo há um povoado chamado "Milagro de la Paz". Isto ocorreu no dia 21 de setembro de 1787. Neste dia todos testemunharam que a fumaça que saia do vulcão formava uma palma. Vendo nisto um sinal da proteção da Virgem, o povo resolveu colocar em sua mão uma palma de ouro, semelhante a que contemplaram no céu.

A coroação canônica da imagem ocorreu no dia 21 de novembro de 1921. O ourives que confeccionou a coroa da Virgem empregou 650 gramas de ouro e muitas pedras preciosas, entre as quais se destaca uma grande esmeralda cercada de brilhantes. O novo templo dedicado a Nossa Senhora da Paz foi concluído em 1953.

Fonte: http://www.acidigital.com/Maria/paz.htm

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Teologia Ascética e Mística: Da elevação do homem ao estado sobrenatural - Noção sobrenatural

Hoje iniciamos um estudo concentrado nas origens sobrenaturais do homem. A partir deste dia iremos focar nossa atenção sobre a vida sobrenatural e suas origens. Iniciaremos no homem e logo em seguida passaremos pela história salvífica do povo de Deus. A primeira parte deste estudo inicia no 2º capítulo da série de postagens. Depois de entender a logística dos pecados e das vias que conduzem as almas dos principiantes, tomaremos a cabo o assunto.

  
Noção sobrenatural
  
Sobrenatural, em geral, é tudo o que supera a natureza de um ser, as forças atuais; as suas exigências e os seus merecimentos.


Distingue-se duas espécies de sobrenatural:


1º O Sobrenatural Absoluto ou por essência (quoad substantiam) é um dom divino feito à criatura inteligente, o qual transcende absolutamente as exigências de toda a criatura, ainda mesmo possível, neste sentido que não só não pode ser produzido, mas nem sequer postulado, exigido, merecido por ela; excede, pois, não somente todas as suas capacidades ativas, mas ainda todos os seus direitos e exigências. É algo finito, pois que é um dom concedido a uma criatura; mas ao mesmo tempo é algo de divino, visto que só o divino pode sobrepujar as exigências de toda a criatura. Mas é divino comunicado, participado dum modo finito, e assim evitamos o panteísmo. Não há em realidade senão duas formas de sobrenatural por essência: a Encarnação e a graça santificante.



No primeiro caso, une-se a Deus à humanidade na pessoa do Verbo, de tal sorte que a natureza humana de Jesus tem por sujeito pessoal a segunda pessoa da Santíssima Trindade, sem ser alterada como natureza humana, é verdadeiramente Deus, quanto a sua personalidade. É esta uma união substancial, que não funde duas naturezas em uma só, senão que as une, conservando-lhes a integridade, em uma só e mesma pessoa, a pessoa do Verbo; é pois, uma união pessoal e hipostática. É o mais alto grau de sobrenatural quoad substântiam.



A graça santificante é um grau menor deste mesmo sobrenatural. Por ela, conserva o homem, sem dúvida, a sua personalidade própria, mas é modificado divina, posto que acidentalmente, na sua natureza e capacidade de ação; torna-se não certamente Deus, mas deiforme, isto é, semelhante a Deus, divinae consors naturae, capaz de atingir a Deus diretamente pela visão beatífica, quando a graça for transformada em glória, e de o ver face a face, como ele se vê a si mesmo: privilégio que evidentemente, sobrepuja as exigências das mais perfeitas criaturas, pois, que nos faz participar da vida intelectual de Deus, da sua natureza.



2º O sobrenatural relativo ou quanto ao modo (quoad modum) é em si uma coisa que não transcende as capacidades ou exigências de toda a criatura, mas somente as de alguma natureza particular. Assim por exemplo a ciência infusa, que sobrepuja as capacidades do homem, não porém as do anjo, é sobrenatural deste gênero.



Deus comunicou ao homem estas duas formas de sobrenatural: com efeito, conferiu aos nossos primeiros pais o dom de integridade (sobrenatural quoad modum) que, completando-lhes a natureza, a dispunha à recepção da graça, dom sobrenatural quoad substântiam: o complexo destes dois dons constituiu o que se chama a justiça original.



(Fonte: Compêdio de Tologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

CAPÍTULO III
Jesus por nosso amor quis desde o princípio de sua vida sofrer as penas de sua Paixão.
1. Para fazer-se amar do homem foi que o Verbo divino veio ao mundo tomar a natureza humana. Veio com tão grande desejo de sofrer por nosso amor, que não quis perder um só momento em dar
começo a seus tormentos, ao menos pela apreensão. Apenas concebido no ventre de Maria, já se representou em espírito todos os tormentos de sua Paixão e para nos obter o perdão e a graça divina se
ofereceu ao Padre Eterno para satisfazer por nós, sujeitando-se a todas as penas e castigos devidos a nossos pecados. Deste esse instante começou a padecer tudo o que depois veio a sofrer na sua
dolorosa morte. Ah! meu amorosíssimo Redentor, e eu até agora que fiz ou que padeci por vós? Se durante mil anos suportasse por vós os tormentos sofridos pelos mártires, seria ainda pouco em comparação daquele só primeiro momento em que vos oferecestes e começastes a padecer por mim. 2. Os mártires sofreram de fato grandes dores e ignomínias, mas unicamente na ocasião de seu martírio. Jesus padeceu sempre, desde os tormentos de sua Paixão, já que, desde o primeiro momento,
se pôs diante dos olhos toda a cena horripilante dos tormentos e das injúrias que devia receber dos homens. Por isso ele, por boca do profeta, disse: Minha dor está sempre à minha vista (Sl 37,18).Ah!
meu Jesus, vós por meu amor vos mostrastes tão desejoso de padecer, que quisestes sofrer antes do tempo e eu sou tão ávido de prazeres da terra. Quantos desgostos vos dei para satisfazer o meu corpo!
Senhor, pelos méritos de vossos padecimentos, tirai-me o afeto aos prazeres terrenos. Eu proponho por vosso amor abster-me de tal satisfação (nomeai-a). 3. Deus, por compaixão conosco, não nos revela antes do tempo os sofrimentos que nos estão preparados. Se a um réu condenado à forca fosse revelado desde o uso da razão o suplício que o esperava, poderia ele ter um só dia de alegria? Se, desde o começo de seu reinado, fosse mostrada a Saul a espada que o deveria traspassar; se Judas previsse o laço que deveria sufocá-lo, quão amarga não lhes seria a vida! Nosso amável Redentor, desde o primeiro instante de sua vida, tinha diante dos olhos os açoites, os espinhos, a cruz, os
ultrajes da sua paixão, a morte dolorosa que o esperava. Quando via as vítimas que eram sacrificadas no templo, sabia muito bem que todas elas eram figura do sacrifício que esse Cordeiro imaculado deveria consumar no altar da cruz. Quando via a cidade de Jerusalém, sabia que aí deveria sacrificar sua vida num mar de dores e de vitupérios. Quando olhava para sua querida Mãe, já a imaginava agonizante ao pé da cruz, junto a si moribundo. E assim, meu Jesus, a vista horrível de tantos males em toda a vossa vida vos afligiu sempre e vos atormentou antes do tempo de vossa morte. E vós aceitastes tudo e sofrestes por meu amor.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Santo Ofício: As Grandes heresias do II, III e IV século

O Arianismo negava a divindade de
Cristo
» Montanismo (final do Séc. II)

Montanus iniciou inocentemente sua carreira pregando um retorno à penitência e ao fervor. Todavia ele alegava que seus ensinamentos estavam acima dos ensinamentos da Igreja porque ele era diretamente inspirado pelo Espírito Santo. Logo, logo ele começou a ensinar sobre uma eminente volta de Cristo em sua cidade natal na Frígia. Seu movimento enfatizava sobretudo a continuidade dos dons extraordinários como falar em línguas e profecias.

Montano afirmava que a Igreja não tinha capacidade de perdoar pecados mortais. Esta heresia, de uma certa forma, está presente em muitas seitas atuais, cuja rigidez de costumes traz esta idéia no fundo. Um exemplo seria a "Assembléia de Deus", ou até a seita suicida africana.

» Sabelianismo (Princípio do Séc. III)

Os Sabelianistas ensinavam que Jesus Cristo e Deus Pai não eram pessoas distintas, mas simplesmente dois aspectos ou operações de uma única pessoa. De acordo com eles, as três pessoas da Trindade existem apenas em referência ao relacionamento de Deus com o homem, mas não como uma realidade objetiva.

Esta visão também está presente em muitos movimentos "ecumênicos" protestantes atuais, especialmente entre as seitas mais antigas. Nosso Senhor para eles dissolve-se em uma vaga "divindade".

» Arianismo (Séc. IV)

Uma das maiores heresias que a Igreja teve que confrontar foi o Arianismo. Arius ensinava que Cristo não era Deus e sim uma criatura feita por Deus. Ao disfarçar sua heresia usando uma terminologia ortodoxa ou semi-ortodoxa, ele foi capaz de semear grande confusão na Igreja, conquistando o apoio de muitos Bispos e a rejeição de alguns. O Arianismo foi solenemente condenado no ano 325 pelo Primeiro Concílio de Nicéia, o qual definiu a divindade de Cristo e no ano 381 pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, o qual definiu a divindade do Espírito Santo. Esses dois Concílios deram origem ao Credo Niceno que os Católicos recitam nas Missas Dominicais.

Os "Testemunhas de Jeová" têm esta crença, assim como os Unitarianos.

(Gálatas 1,9)
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

25 de Agosto - São Luís Rei de França, Confessor

Não surpreende muito que um homem, retirado num claustro e separado das ocasiões de pecado, domine as inclinações desregradas da natureza e progrida na prática das mais belas virtudes do Cristianismo. Mas que um príncipe, ao qual não se tem a liberdade de repreender nem contradizer, e que vivendo em meio às honrarias e às mais perigosas volúpias, domine suas paixões, conservando a inocência e a pureza de coração, é realmente admirável, podendo ser chamado um prodígio na ordem da graça.


Entretanto, aquilo que é impossível para as forças do homem, não o é para Deus. E se a História do Antigo Testamento nos apresenta muitas cabeças coroadas que souberam aliar a santidade com a autoridade soberana, e a qualidade de profeta à de chefe, de juiz e de rei, a História do Novo Testamento nos fornece um número bem maior em quase todos os reinos cristãos.

Nesse mês, dia 25, a Igreja nos propõe um príncipe, que podemos chamar de pérola dos soberanos, glória da coroa da França, modelo de todos os príncipes cristãos; e para dizer tudo em duas palavras, um Monarca verdadeiramente segundo o coração de Deus, da Igreja e do povo.

É o incomparável São Luís, quadragésimo Rei da França desde o início da monarquia, e o nono da terceira raça, da qual Hugo Capeto foi o tronco.

Seu pai foi Luís VIII, filho de Filipe Augusto, e sua mãe a princesa Branca, de quem os historiadores atribuem a glória de haver sido filha, sobrinha, esposa, irmã e tia de reis. Com efeito, seu pai foi Afonso IX, Rei de Castela, que infligiu aos mouros sério revés na batalha de Navas de Tolosa, quando mais de duzentos mil infiéis pereceram no campo de batalha; era sobrinha dos reis Ricardo e João, da Inglaterra; esposa de Luís VIII, Rei da França; irmã de Henrique, Rei de Castela; mãe de São Luís IX e de Carlos, Rei de Nápoles e da Sicília; e tia, através de suas irmãs Urraca e Berengüela, de Sanches, Rei de Portugal, e de São Fernando III, Rei de Leão.

Nasceu São Luís no Castelo de Poissy, a 30 quilômetros de Paris, no dia 25 de abril de 1215, quando em toda a Cristandade procissões solenes comemoravam o dia de São Marcos. Vivia ainda seu avô, Filipe Augusto, o qual acabava de ganhar a célebre batalha de Bouvines, oito anos antes de lhe suceder seu filho, o futuro Luís VIII.

A infância de São Luís foi um espelho de honestidade e sabedoria. Seu pai, que unia virtude e zelo pela religião a uma bravura marcial que lhe valeu o nome de Leão, foi particularmente zeloso na sua educação. Deu-lhe bons preceptores e um sábio governante: Mateus II de Montmorency, primeiro barão cristão; Guilherme des Barres, Conde de Rochefort; e Clemente de Metz, marechal-da-França, que lhe inspiraram os sentimentos que deve ter um rei cristianíssimo e um filho primogênito da Igreja.

Sua mãe, Branca, não poupou esforços para torná-lo um grande rei e um grande Santo, sobretudo após a morte de seu filho primogênito, Filipe. Ela lhe repetia com freqüência estas palavras, dignas de serem imitadas por toda mãe verdadeiramente católica: "Meu filho, eu gostaria muito mais ver-te na sepultura, do que maculado por um só pecado mortal".

Com a morte prematura do Rei aos 40 anos, em 1226, na cidade de Montpellier, quando voltava da guerra contra os hereges albigenses, nosso Santo subiu ao trono, sob a tutela da mãe, tendo sido sagrado na Catedral de Reims em 30 de novembro daquele mesmo ano.

Sua minoridade foi pródiga em guerras intestinas, causadas pela ambição e orgulho de senhores feudais do reino, que desejavam valer-se da pouca idade do soberano para impor as suas pretensões. Mas Deus dissipou todas as facções por uma proteção visível sobre a pessoa sagrada desse jovem Monarca.

Uma minoridade tão conturbada serviu de ocasião para fazer reluzir a prudência, o valor e a bondade daquele que se tornaria um protótipo do Rei Católico.

Matrimônio abençoado por Deus

No dia 27 de maio de 1235, pouco depois de completar 20 anos, casou-se com Margarida, filha mais velha de Raimundo Béranger, Conde de Provence e de Forcalquier, e de Beatriz de Sabóia. Era uma princesa que a graça e a natureza haviam dotado de toda sorte de perfeições, e que lhe daria, ao longo de uma santa e harmoniosa existência, 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres. Acompanhou ela o jovem esposo na sua primeira expedição além-mar, e após a morte deste, retirou-se no Mosteiro de Santa Clara, onde terminou seus dias em 20 de dezembro de 1285. Seu corpo, precedido e seguido por pobres, que a chamavam de mãe, foi enterrado em Saint-Denis.

Luís IX procurava acima de tudo tributar a Deus o serviço e a honra que Lhe eram devidos. Este lhe retribuía assistindo-o em todas as necessidades, aconselhando-o nos empreendimentos, protegendo-o dos inimigos e conduzindo a bom termo todas as suas iniciativas.

O segundo de seus filhos varões foi Filipe III, que lhe sucedeu no trono, e cujos filhos foram, por sua vez, Reis, até Henrique III. O caçula de São Luís foi Roberto de Bourbon, cuja descendência subiu ao trono francês durante nove gerações. Das filhas, com exceção de uma, falecida prematuramente, todas foram esposas de Reis.

Educação cristã dos filhos: modelo de pai

Ao contrário de outros Monarcas, que negligenciam a educação dos filhos, ou os deixam, sem maior preocupação, aos cuidados de governantes, São Luís chamava pessoalmente a si o cuidado de os instruir, imprimindo-lhes na alma o desprezo pelos prazeres e vaidades do mundo e o amor pelo soberano Criador. Ele os exercitava normalmente à noite, após as horas Completas, quando os fazia vir a seu quarto a fim de ouvir as suas piedosas exortações. Ensinava-lhes, além disso, a rezar diariamente o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, obrigava-os a assistir às Missas de preceito, e incutia-lhes a necessidade da mortificação e da penitência. Às sextas-feiras, por exemplo, não permitia que portassem qualquer ornamento na cabeça, porque foi o dia da coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ainda hoje existem os manuscritos das instruções por ele deixadas à sua filha Isabel, Rainha da Navarra: são tão santas e cheias do espírito de Nosso Senhor, que nenhum diretor espiritual, por mais esclarecido que seja, seria capaz de apresentar outras mais excelentes.

O governante: justiceiro e moralizador dos costumes

Se São Luís soube educar tão bem os filhos, foi entretanto ainda mais admirável em governar os negócios públicos. Nunca a França experimentou tanta paz e prosperidade como em sua época. Enquanto as outras nações, em todas as latitudes, estavam em convulsão, os franceses por ele governados gozavam de uma feliz tranqüilidade, assegurada pela sabedoria do Monarca. Ele soube banir do Estado, através de sábias leis, todos os desregramentos então existentes. O primeiro deles foi a blasfêmia e os juramentos ímpios e execráveis. Foram tão rigorosas as punições contra eles estipulados, que o Papa Clemente IV julgou dever atenuá-las.

Outros desregramentos que se esforçou em exterminar foram os duelos, os jogos de azar e a freqüentação a lugares de tolerância. Antes de São Luís, nenhum Rei havia proibido os duelos: toleravam-no, e às vezes o ordenavam, a fim de se conhecer o direito das partes; o que importava meio enganoso e contrário aos preceitos da justiça.

Modelo em tudo para os homens públicos de todos os tempos e sobretudo de nossos dias, Luís IX o era de modo especial no tocante à boa administração dos bens do Estado e ao exímio cumprimento da lei. Assim, por exemplo, quando enviava juizes, oficiais e outros emissários às províncias para ali exercerem durante algum tempo Justiça, proibia-lhes de adquirir bens e empregar seus filhos, com receio de que isso pudesse ensejar a que viessem cometer injustiças.

Nomeava, acima deles, juizes extraordinários para examinar sua conduta e rever seus julgamentos, a exemplo de Deus, que assegura que julgará a Justiça. E se por acaso encontrava que em algo haviam agido mal, impunha-se primeiramente a si mesmo uma severa penitência, como se tivesse sido o culpado pelo excesso praticado por eles, e em seguida ministrava-lhes severa punição, obrigando-os a restituir o que haviam tomado do povo, se fosse esse o caso, ou a reparar aqueles que haviam sido condenados injustamente. Pelo contrário, quando tomava conhecimento de que haviam cumprido dignamente os seus deveres, recompensava-os regiamente e os fazia ascender a funções mais honrosas.

Além de administrar Justiça, não negligenciava o Santo Monarca o cuidado dos pobres.

Zelo pela ortodoxia e piedade

Se foi notório seu zelo em extirpar a libertinagem no reino de França, o que dizer de seu empenho em relação ao extermínio da heresia e ao estabelecimento da Fé e da disciplina cristã? Para isso tomou-se de grande afeição pelos religiosos de São Domingos e de São Francisco, a quem ele via como instrumentos sagrados dos quais a Providência queria se servir para a salvação de uma infinidade de almas resgatadas pelo precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele os convidava com certa freqüência para jantar, sobretudo São Tomás de Aquino e São Boaventura, dois luzeiros a iluminar o firmamento da Santa Igreja a partir da Idade Média.

Um dos traços em que a religiosidade desse grande Monarca mais se manifestou foi a aquisição, junto a Balduíno II, Imperador de Constantinopla, da Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a qual mandou edificar essa verdadeira maravilha da arquitetura gótica que é a Sainte-Chapelle, no coração de Paris.

Voto de cruzar-se: realiza-se a VI Cruzada

Deus, quando suscita numa alma um grande desejo, fá-la não raro passar por uma grande provação antes de atendê-la. Foi o que sucedeu com São Luís, que em 1245 caiu gravemente enfermo, a ponto de alguns terem como certa sua morte. Nessa contingência os franceses, que o amavam como a um pai, fizeram violência ao Céu, organizando vigílias, procissões e outros atos de piedade pela sua convalescença. O Monarca fez então um voto: caso sobrevivesse, partiria para libertar o Santo Sepulcro.

Cumpriu-o três anos depois, ao partir para Lyon, onde se encontrou com o Papa Inocente IV, de quem recebeu a bênção apostólica. Dirigiu-se em seguida para Aigues-Mortes, onde o aguardavam as embarcações que deveriam conduzi-lo com os cruzados ao Oriente. Era o dia 25 de agosto de 1248, data em que se iniciava a VI Cruzada da História.

As naus tocaram inicialmente a Ilha de Chipre, onde o Monarca se viu obrigado a permanecer durante o inverno, devido a uma peste que arrebatou a sexta parte de seu exército. Sua demora e essas perdas foram contudo de algum modo recompensadas pela conquista do Rei de Chipre, a quem São Luís conseguiu convencer de juntar-se à expedição.

Reencetou o Santo Cruzado a sua expedição no dia 13 de maio de 1249, à frente de uma formidável armada de 1800 embarcações, grandes e pequenas. Entretanto, devido às tempestades, mais da metade delas desviou-se da rota. De sorte que, ao passar em revista suas tropas, encontrou apenas 700 cavaleiros, dos 2800 de que se compunha seu exército.

De batalha em batalha; vitorioso numas e com reveses em outras; passando por humilhações pelos pecados de seus soldados ou por honrarias em pleno cativeiro (os emires do Egito quiseram elegê-lo Sultão!); sendo informado do nascimento de um dos filhos em Damiette, em plena época de negociação com os algozes, e do falecimento de sua bondosa mãe, a Rainha Branca, na França; enfrentando pestes e naufrágios, retomou o Rei-Cruzado, em 25 de abril de 1254, festa de São Marcos, o caminho da doce França, onde aportou no dia 19 de julho do mesmo ano. Em 5 de setembro encontrava-se no Castelo de Vincennes, e no dia seguinte entrava solenemente em Paris.

Seu regresso foi acolhido com eloqüentes manifestações de dileção do Papa Clemente IV e de Henrique III, Rei da Inglaterra.

Provações e santa morte do Rei Cruzado

Decidiu então o Santo lançar uma VII Cruzada, a última da História, para a qual se apresentaram seus filhos e Ricardo, Rei da Inglaterra, além de numerosos príncipes e senhores. Após terem sido tomadas todas as providências, partiram em direção a Túnis, no dia 4 de julho de 1270.

Mais uma vez no mar, e eis que outra grande tempestade dispersa as embarcações, fazendo com que muitas sejam impedidas de partir. São entretanto reparadas e chegam todas a Túnis. Mas o rei daquelas terras, bárbaro, traidor e infiel, que havia chamado São Luís à África dizendo que queria tornar-se cristão, sequer permitiu que sua armada descesse. O embate começou então ali mesmo, com os franceses assediando vários pontos nevrálgicos dos infiéis e a própria capital. Como esta resistisse, decidiram dominá-la cortando os víveres.

Mas a decomposição da cidade atingiu o exército francês, que foi logo empestado por todos os lados, ceifando inúmeras vidas. São Luís viu morrer seu filho Jean Tristan, nascido por ocasião do seu cativeiro no Egito, e pouco depois ele mesmo entregaria serena e santamente sua bela alma a Deus, o que se deu no dia 25 de agosto de 1270, precisamente 22 anos após sua partida para a VI Cruzada.

As relíquias de São Luís foram levadas para a França por seu filho Filipe, com exceção das entranhas, destinadas à Abadia de Montréal, na Sicília, a pedido do Rei Carlos, irmão do Santo Monarca. O resto de seu corpo repousa na Abadia de Saint-Denis. Seu culto foi juridicamente examinado e aprovado pelo Papa Bonifácio VIII, que o canonizou em 1297.

Fonte de referência:

Les Petits Bollandistes, Vie des Saints, Typographie des Célestins, ancienne Maison L. Guérin, 1874, t. V, p. 192 a 217, Bar-le-Duc

Fonte: http://www.lepanto.com.br/dados/HagSLuizR.html