sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Teologia Ascética e Mística: A Redenção e seu efeito; Sua Natureza

A Redenção é uma obra maravilhosa, a obra-prima de Deus, que refaz o homem desfigurado pela culpa e o repõe, em certo sentido, num estado melhor que o anterior a queda, a tal ponto que a Igreja, na sua liturgia, não receita bendizer a culpa que nos valeu um tal Redentor como o Homem-Deus: "O felix culpa quae talem ac tamtum meruit habere Redemptorem!"


Deus, que de toda a sua eternidade previra a queda do homem, quis também de toda a eternidade preparar aos homens um Redentor na Pessoa de seu Filho, que resolveu-se fazer homem. Assim constituído cabeça da humanidade, poderia expiar perfeitamente os nossos pecados e restituir-nos, com a graça, todos os direitos do céu. Deste modo soube tirar o bem do mal e conciliar os direitos da justiça, com os da bondade.


É evidente que não era obrigatório a exercer plenamente todos os direitos da justiça; teria podido perdoar ao homem contentando-se na reparação imperfeita que a este fosse possível. Julgou porém, mais digno da sua glória e mais útil ao homem colocá-lo no estado de reparar completamente a culpa.


A justiça perfeita exigia uma reparação adequada, igual à ofensa, oferecida por um representante legítimo da humanidade. É o que Deus realiza plenamente pela Encarnação e Redenção.
  

Deus encarna o seu filho, constitui-o como chefe da humanidade, cabeça de um corpo místico, cujos os membros somos nós; este filho tem, pois, direito de operar e reparar em nome dos seus membros.


Esta reparação é não somente igual a ofensa, senão que imensamente a supera por ter valor moral infinito; por quanto, como o valor moral duma ação vem, antes de tudo da dignidade da pessoa, todas as nações do Homem-Deus tem valor infinito. Um só dos seus atos teria, pois, bastado para reparar adequadamente todos os pecados dos homens. Ora Jesus praticou atos inumeráveis de reparação, inspirados pelo mais puro amor; completou-os pelo ato mais sublime e heróico: A imolação total de si mesmo durante sua dolorosa Paixão e no Calvário; por conseguinte satisfez abundante e superabundante: "Ubi abundavit delictum, superabundavit et gratia" (Rom 5,20).


Esta reparação é do mesmo gênero que a culpa. Adão tinha pecado por desobediência e orgulho; Jesus expia por meio de humilde obediência, inspirada pelo amor, que foi até a morte e morte e morte de cruz: "factus obediens usque ad mortem, mortem autem crucis" (Fil 2,8). E, assim, como na queda interviera uma mulher, para arrastar Adão, assim também na Redenção intervém uma mulher pelo seu poder de intercessão e por seus méritos; é Maria a Virgem Imaculada, a Mãe do Salvador, que coopera com ele, posto que secundariamente, na obra reparadora. Assim plenamente satisfeita a justiça, mas a bondade sê-lo-á ainda mais.

 
E com efeito, a infinita misericórdia de Deus, ao amor excessivo que Ele nos tem, é que a Sagrada Escritura atribui a Redenção: "Deus, que é rico em misericórdia, diz São Paulo, pela sua extrema caridade com que nos amou... convivificou-nos em Cristo: "Deus qui dives est in misecordia, propter nimiam caritatem suam, qua dilexit nos: ... convivificavit nos in Christo"(Efe 2,4-5).


As três divinas pessoas concorrem, à porfia, nesta obra, e cada uma delas, com um amor que parece verdadeiramente ir até o excesso.


O Pai não tem senão um filho, igual a si próprio, qua ama como a Si mesmo e de quem é infinitamente amado; ora, esse filho único dá-o, sacrifica-o por nós, para nos restituir a vida que pelo pecado havíamos perdido: "Sic Deus dilexit mundum ut Filium suum unigenitum daret, ut omnis qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam" (Jo 3,16). Podia acaso o Pai ser mais generoso, dar mais que o filho? E depois nos dar o próprio Filho, não foi dar-nos tudo: "Qui etiam proprio Filio suo non pepercit, sed pro nobis omnibus tradidit ilium, quomodo non etiam cum ilio omnia nobis donavit?"(Rom 8,32).

  
O Filho aceita jubilosamente, generosamente a missão que lhe é confiada; desde o primeiro momento da Encarnação, oferece-se a seu Pai como vítima, para substituir todos os sacrifícios da antiga lei, e toda a sua vida não será mais que mais que um longo sacrifício, completado pela imolação do Calvário, sacrifício inspirado pelo amor que nos tem: "Cristus dilexit nos et tradidit semetipsum, pro nobis oblationem et hostiam Deo in odorem suavitatis" (Efe 5,2).
  

Para completar a sua obra, envia-nos o Espírito Santo, o amor substancial do Pai e do Filho, que não contente de derramar em nossas almas a graça e as virtudes infusas, sobretudo a divina caridade, se nos dará a si mesmo, para podermos gozar não somente da sua presença e dos seus dons, senão também de sua pessoa: "A caridade de Deus foi difundida nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado: Caritas Dei diffusa est in cordibus nostri per Spiritum Sanctum qui datus est pro nobis" (Rom 5,5).
  

A Redenção é, pois, obra do amor por excelência; o que nos permite pressagiar os seus efeitos.


(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

30 de Setembro - São Jeronimo, Confessor e Doutor

Doutor da igreja, e um dos maiores especialistas em bíblias de sua época

Ele nasceu em Stridonium perto de Aquiléia, Itália e estudou em Roma. Foi batizado na idade de 18 anos, mas foi criado desde pequeno como cristão .Em 374 foi para a Antiópia e teve um visão em que Cristo o admoestava dizendo:
"Ciceronianus es, non Christianus" "Você é um Cicerone e não um Cristão" uma condenação da preferencia de Jerônimo a literatura romana e não aos escritos cristãos. Ele foi então para Chalcis, no deserto da Síria e ficou lá por quatro anos, aprendendo hebreu e os escritos de São Paulo de Tebas. Após sua ordenação ele viveu em Constantinopla, hoje Istambul, estudando sob São Gregório Nazaianzus. Retornando a Roma ele chamou a atenção do Papa Damascus e serviu com secretario papal tornando-se uma figura muito popular até a morte de Damascus. Depois foi para Belém onde ficou lá com Santa Paula, São Eustáquio e outros, pregando na Palestina e no Egito. São Jerônimo devotou a sua via aos propósitos escolares traduzindo Sagradas Escrituras, revisando versões em Latin do Novo testamento principalmente a tradução da bíblia do grego para o Latin chamada "Vulgate ", na qual ficou 15 anos (teria sido uma sugestão do Papa Damascus). De 405 até a sua morte ele continuou a escrever e atacar a heresia Pelagiana. Seus outros trabalhos incluem :

1)"Uma Continuação da Historia Eclesiástica ".

2)"De Viris Illustribus" (uma apresentação dos maiores escritores dos anos anteriores).

3)Um grande número de cartas ; uma tradução de Origines e a tradução e comentários de uma vasta variedade de tratados controvertidos.

Ele morreu em 30 de setembro após longa doença.
Ele é honrado com sendo um dos primeiros estudiosos do início da Igreja e um gênio que deu uma grande contribuição para a área escolástica bíblica.

Na arte litúrgica ele mostrado as vezes como um cardeal atendido por um leão ou ainda como um eremita. Outras vezes como um escolástico.
Padroeiro dos bibliotecários e das secretárias.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_jeronimo.htm

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

5. Dizia a esposa dos Cânticos que, cada vez que seu esposo a introduzia na sagrada cela de sua paixão, se via de tal modo assaltada pelo amor divino, que, desfalecida de amor, era obrigada a buscar
alívio ao seu coração ferido: “Introduziu-me em sua adega e ordenou em mim a caridade. Confortai-me com flores, alentai-me com pomos, porque desfaleço de amor” (Ct 2,4). E como é possível que uma alma, pondo-se a considerar a paixão de Jesus Cristo, as dores e a agonia que tanto afligiram o corpo e a alma de seu amado Senhor, não se sinta ferida como por outras tantas setas de amor e docemente forçada a amar a quem tanto o amou? Ó Cordeiro sem mancha, como me pareceis belo e amável quando vos contemplo nessa cruz assim dilacerado, ensangüentado e desfigurado! Sim, porque todas essas chamas que em vós eu vejo, são provas e sinais do grande amor que me tendes. Ah, se todos os homens vos contemplassem nesse estado, em que fostes dado um dia em espetáculo a Jerusalém, quem poderia deixar de sentir-se cativo de vosso amor? Meu amado Senhor, aceitai o meu amor, pois eu vos consagro todos os meus sentido e toda a minha vontade. E como vos poderei negar alguma coisa quando vós não me negastes o vosso sangue, a vossa vida e todo o vosso ser?
6. Tão grande foi o desejo de padecer por nós, que na noite anterior  à sua morte não somente seguiu espontaneamente para o horto, onde sabia que os judeus o haviam de prender, mas também disse a
seus discípulos, sabendo que Judas, o traidor, já estava próximo com a escolta dos soldados: Levantai-vos, vamos; já está próximo quem me vai trair (Mc 14,42). Quis ele mesmo ir ao seu encontro, como se viessem para conduzi-lo não já ao suplício da morte, mas à coroa de um grande reino. Ó meu doce Salvador, fostes ao encontro da morte com tão ardente desejo de morrer, pelo excessivo anseio que tínheis de ser amado por mim. E eu não desejarei morrer por vós, meu Deus, para testemunhar-vos o amor que vos tenho? Sim, meu Jesus, porto por mim, eu também desejo morrer por vós. Eu vos consagro o sangue, a vida, tudo o que tenho! Eis-me pronto a morrer por vós como e quando vos aprouver. Aceitai este mesquinho sacrifício que vos faz um miserável pecador, que antigamente vos ofendeu, mas agora mais vos ama do que a si mesmo. 7. S. Lourenço Justiniano considera aquele Sítio que Jesus proferiu na cruz ao morrer e diz que essa sede não foi uma sede que provinha da necessidade de água, mas que nascia do fogo do amor que Jesus sentia por nós: Essa sede provinha do ardor da caridade. Com essa palavra nosso Redentor quer manifestar-nos, mais que a sede do corpo, o desejo que tinha de sofrer por nós, demonstrandonos o seu amor e juntamente o desejo que sentia de ser amado por nós depois de tantos sofrimentos suportados por nós. E S. Tomás afirma igualmente: Por este Sítio mostra seu ardente desejo de salva ção do gênero humano (In Jo 19,1.5). Ah! Deus de amor, é possível que fique sem correspondência um tal excesso de caridade? Costuma-se afirmar que amor com amor se paga, mas com que amor se poderá pagar o vosso amor? Seria necessário que um outro Deus morresse por nós, para compensar o amor que nos testemunhastes, morrendo por nós. Como, pois, Senhor meu, como pudestes afirmar que vossas delícias consistiram em estar com os homens, se deles não tendes recebido senão injúrias e maus tratos? O amor, pois, vos transforma em delícias as dores e os vitupérios que sofrestes por nós. 8. Ó Redentor amabilíssimo, não quero resistir por mais tendo às vossas finezas: eu vos consagro todo o meu amor. Vós sereis entre todas as coisas e haveis de ser sempre o único amor de minha alma. Fizestes-vos homem para ter uma vida que dar por mim e eu desejaria ter mil vidas para sacrificá-las todas por vós. Eu vos amo, bondade infinita, e quero amar-vos com todas as minhas forças; quero fazer quanto em mim estiver para vos agradar. Vós, inocente, tanto
padecestes por mim e eu, pecador, que mereci o inferno, quero sofrer por vós o que vos aprouver. Meu Jesus, auxiliai este meu desejo que vós mesmo me inspirais, pelos vossos merecimentos. Ó Deus infinito, eu creio em vós, em vós eu espero, a vós eu amo. Maria, minha Mãe, intercedei por mim. Amém.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vitória pró-vida: Corte Suprema não consegue aprovar o aborto no México (ACI)

MEXICO D.F., 28 Set. 11 / 07:32 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Corte Suprema não alcançou a maioria legal de votos para derrubar as reformas constitucionais que blindaram a vida ante o aborto no México. Com quatro votos contra, o projeto abortista do juiz Fernando Franco foi descartado em uma histórica jornada para a defesa da vida no país.

Nesta quarta-feira, no terceiro dia do debate sobre o projeto de Franco, a Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) escutou a decisiva opinião do juiz Jorge Pardo quem manifestou sua oposição à iniciativa anti-vida e somou o quarto voto contra. O projeto necessitava oito de onze votos para impor o aborto no país até o nono mês de gestação.

Entre a segunda-feira e a terça-feira oito ministros se pronunciaram: cinco a favor do projeto abortista e três contra.

Conforme informa o diário Milênio, Pardo disse que o debate não deve centrar-se na despenalização do aborto mas na constitucionalidade de uma norma em nível estatal.

Além disso considerou que o direito à vida reconhecido no artigo 7 da Constituição de Baja California está de acordo com o artigo 1 da Constituição Federal.

Além disso, precisou que a Constituição federal outorga direitos ao "concebido não-nascido" e negou que se esteja criando "direitos novos".

Pardo também disse que uma legislatura local (estatal) pode precisar um direito reconhecido pela Constituição: "As entidades federativas em uso de sua liberdade de configuração podem estabelecer este ponto de início do direito à vida", explicou.

Em total são 18 os estados que reformaram suas constituições para blindar o direito à vida desde a concepção até a morte natural, diante de ameaças como o aborto.

Além de Baja California e San Luis Potosí, os estados que têm feito estas modificações foram Chiapas, Veracruz, Querétaro, Chihuahua, Campeche, Colima, Puebla, Durango, Jalisco, Nayarit, Quintana Rôo, Guanajuato, Yucatán, Sonora, Morelos e Oaxaca.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22518

Santo ofício: Origens das seitas protestantes

João Calvino
Antes de começar a falar sobre um dos segmentos heréticos sobreviventes no mundo atual, o protestantismo, vamos falar de suas origens e ver que não são tão divinas mas sim meramente humanas e até diabólicas. Cansado de ver sites e livros protestantes proferindo calúnias e falsas afirmações vamos começar o combate a verdadeira heresia:
Martinho Lutero
De todas as Igrejas cristãs, somente uma foi fundada por Cristo e confiada a Pedro e seus legítimos sucessores (os Papas): “Mateus 16,18”.

Por isso desde os primeiros séculos, foi chamada IGREJA CATÓLICA, que quer dizer Universal, para todos.

Protestantes tradicionais:

- Luteranos: fundada por Martinho Lutero (1483 – 1546) na Alemanha – sacerdote Agostiniano que depois se casou com uma ex-freira.

- Calvinismo: por João Calvino (1509 – 1564) em Genebra, Suíça.

- Anglicanos: fundada pelo rei da Inglaterra, Henrique VIII (1509 – 1547). Obcecado pela paixão, casou-se oito vezes, mandando executar algumas ex-esposas.

- Congregacionistas: por Robert Brawne, clérico Anglicano, na Inglaterra em 1600.

- Metodistas: por John Wesley, na Inglaterra em 1727.

- Batistas: por John Smith, clérico Anglicano, na Inglaterra e Holanda, no Século XVII. No Brasil desde 1871.

Protestantismo moderno:

- Adventistas: por Willia, Miller – Estados Unidos, em 1931. Agricultor, sem estudos, predisse algumas vezes o fim do mundo, sem efeito!

Pentecostalismo protestante:

- Assembléia de Deus: teve origem em 1900. Foi trazida para o Brasil em 1910 por dois missionários suecos – Gunnar Vingren e Daniel Berg.

- Congregação Cristã do Brasil: fundador o italiano Luigi Francescon, em 1910, em Platina no Paraná, Brasil. Depois estabeleceu-se em São Paulo junto aos imigrantes italianos.

- Igreja do Evangelho Quadrangular: trazida ao Brasil por Harold Williams, vindo dos Estados Unidos desde 1940.

- Igreja Universal do Reino de Deus: fundada em 1977 por Edir Macedo Bezerra. Passou pela Igreja Católica, espiritismo, terreiros de macumba. Passou então pela Igreja Pentecostal Nova Vida onde permaneceu até 1974.

- Árvore da Vida: com origem nas publicações da Editora Árvore da Vida.

Os pseudos cristãos:

- Os mórmons ou Igreja dos Santos dos Últimos Dias: fundada por Joseph Smith (1805 – 1844) nos Estados Unidos. Era de família Metodista.

29 de Setembro - FESTA DA DEDICAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO



Roma consagrou mais 10 santuários dedicados ao culto do Arcanjo São Miguel. A feste de hoje é a mais antiga de Arcanjo. Comemora-se a dedicação do antigo santuário consagrado a São Miguel nos subúrbios de Roma, as sete milhas da Via Salária. A Missa composta para aquela festa é atualmente a missa do 18º domingo depois de pentecostes, que se reporta a uma dedicação de igreja.

Miguel quer dizer: "Quem como Deus?", recorda-nos o combate que se travou no Céu entre o Arcanjo de Deus, príncipe da milícia celeste, e o Demônio. A batalha que aí então começou, continua ainda depois da rebelião de Lúcifer, e há de continuar até o fim dos tempos. Nesta luta terrível entre as potências do bem e do mal, está de um lado Jesus Cristo e seus aliados, São Miguel e os Anjos, a Igreja e os Santos; do outro lado, satanás com os demônios e seus aliados.

Andamos pessoalmente envolvidos em contenda. Peçamos humildemente ao poderoso Arcanjo que nos guie e nos livre de perecer no dia do juízo final. Quando deste mundo sai uma alma, a Santa Igreja pede que o porta-estandarte São Miguel a introduza na luz Céu. Daqui nasceu o costume de representar São Miguel segurando uma Balança divina em que as almas devem ser pesadas. São Miguel também preside o culto de adoração que se deve tributar a Deus. Viu-o São João no Céu diante do altar, agitando o incenso que se evolava em perfume, juntamente com as orações dos Santos. O nome de São Miguel vem no Confíteor a seguir do nome de Maria Santíssima que é considerada a Rainha dos Anjos. Foi considerado patrono da Sinagoga e agora continua sendo patrono da Igreja Universal que sucedeu aquela.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso guarda contra a maldade e as ciladas do Demônio. Instantemente e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere; e vós, príncipe da milícia celeste, com o poder divino, precipitai ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Amém

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Facebook, Google e outros sites censuram conteúdos cristãos

O Secularismo moderno, o anticristianismo e o modernismo
ameaçam a sociedaede ocidental
Escrito por Jeremy Kryn | 27 Setembro 2011
Notícias Faltantes - Perseguição Anticristã
Um novo estudo revelou que o Google e outros grandes sites de mídia social como Facebook de forma enérgica estão censurando as opiniões cristãs e conservadoras.
O relatório, conduzido pela Mídia Religiosa Nacional (MRN) e pelo Centro Americano de Lei e Justiça, examinou as políticas e práticas de várias grandes plataformas de comunicação da “nova mídia” interativa de internet e provedores de serviço de internet, inclusive a Apple e sua Loja de Aplicativos iTunes, Facebook, Google e outros.
O estudo revelou que algumas empresas de tecnologia da nova mídia estão de forma descarada banindo conteúdo cristão, e que todos os sites de mídia social, exceto o Twitter, têm políticas de liberdade de expressão que são mais restritivas do que os direitos de livre expressão garantidos na Constituição dos EUA.
De acordo com o estudo, sete grandes sites de mídia social baniram “expressões de ódio”, um termo que os autores do estudo apontam que “é muitas vezes aplicado na cultura para reprimir comunicadores cristãos”.
Os autores do estudo também revelaram que algumas das empresas de mídia reagem de forma favorável às exigências de grupos de pressão que pedem que as opiniões conservadoras ou cristãs sejam censuradas.
O estudo nota que quando estabeleceu novas normas para seu “Google para Uso Sem Fins Lucrativos” em março de 2011, o Google recusou colocar na lista “igrejas e outros grupos religiosos” que consideram “a religião ou orientação sexual em práticas de contratação”. As igrejas cristãs que solicitaram o software completo das ferramentas do Google produzidas para uso sem fins lucrativos foram rejeitadas.
Em outra ocasião o mais potente programa de busca do mundo inicialmente proibiu o Instituto Cristão Britânico de comprar espaço para um anúncio sobre aborto. O mecanismo de busca só permitiu o anúncio depois que o Instituto Cristão Britânico processou o Google.
Por duas vezes, a Apple removeu, de sua Loja de Aplicativos do iTunes, aplicativos que continham conteúdo cristão, documentou o estudo. Em ambos os exemplos, a Apple confessou que esses aplicativos tiveram acesso negado porque a Apple considerou as opiniões cristãs expressas nesses aplicativos como “ofensivas”.
“Dos 425.000 aplicativos disponíveis no iPhone da Apple, os únicos censurados pela Apple por expressarem opiniões normalmente legais foram aplicativos com conteúdo cristão”, comenta o estudo.
Por sua parte, o Facebook vem de forma pública fazendo parceria com ativistas homossexuais para “erradicar comentários anti-homossexualismo em sua plataforma”, revelou o relatório. “Tudo isso indica que conteúdos cristãos que critiquem a homossexualidade, o casamento de mesmo sexo ou práticas semelhantes estarão em risco de sofrer censura [por parte do Facebook]”, diz o estudo. Aliás, em alguns casos tais conteúdos já foram removidos pelo site de rede social.
Myspace, outro site de rede social semelhante, mas menos popular do que o Facebook, também tem uma política de banir conteúdo “homofóbico”.
A organização pró-vida Live Action tem enfrentando muitos casos de censura da nova mídia. Numa conversa com LifeSiteNews sobre o estudo da MRN, David Schmidt, diretor de meios de comunicação de Live Action, recordou uma ameaça de censura vinda do YouTube no começo deste ano.
“Fomos ameaçados no começo deste ano”, disse ele. “Depois que nosso advogado enviou uma carta ao YouTube, eles não removeram nossos vídeos. Felizmente, eles foram considerados como vídeos que ‘merecem ser publicados’, uma política padrão para todos os usuários”.
Schmidt disse que a maioria dos vídeos de Live Action foram rejeitados pelos Vídeos Promovidos pelo YouTube por causa “de alguma questão de conteúdo”.
Os autores do estudo da MRN apontam para o fato de que as atitudes das empresas da nova mídia para com os conteúdos cristãos são importantes, pois atualmente “algumas das gigantescas empresas da ‘nova mídia’ são os guardiões das novas plataformas de comunicação com base na internet”.
“Há um perigo real e presente de que essas empresas possam, e em alguns exemplos realmente tenham, feito o compromisso de censurar opiniões como consequência de seu controle exclusivo dessas tecnologias”.

Tradução: Julio Severo

Comissão Mexicana de DDHH: Projeto de aborto na Corte Suprema é nazista e discriminatóri (ACI)


MEXICO D.F., 27 Set. 11 / 05:53 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Comissão Mexicana de Direitos humanos difundiu uma declaração na qual rechaça a pretensão do ministro (juiz) Fernando Franco, da Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN), o equivalente ao Supremos Tribunal Federal no Brasil, que busca declarar como inconstitucionais as reformas que blindam a vida contra o aborto em dois estados do país, o que ademais permitiria esta prática anti-vida em todo o México.

O debate do projeto de sentença apresentado por Franco teve início ontem, segunda-feira 26, na SCJN. No mesmo, posposto para ser continuado hoje, ele e o ministro Luis María Aguilar se manifestaram a favor, enquanto que o ministro Sergio Aguirre expressou sua oposição.

Aguirre assinalou que o projeto de Franco dá a entender que "se (um indivíduo) não nascer, então é uma coisa". Aguirre recordou também que a vida humana começa na fertilização, com a união entre o espermatozóide e o óvulo, e termina com a morte natural, o qual não é "uma ficção jurídica".

Em sua declaração titulada "Não mais sangue de crianças inocentes", a Comissão Mexicana de Direitos humanos denuncia que a argumentação do projeto do ministro Franco "tem como transfundo uma visão da pessoa humana semelhante à que provocou o genocídio de Hitler e o escravismo, ao introduzir um falso conceito de pessoa com o qual nega a dignidade de ser humano ao recém concebido e, portanto, que seja titular de direitos".

Depois de recordar que a Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos foi reformada, precisamente

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22509

Catecismo Romano: "Desceu aos infernos e ao terceiro dia ressurgiu dos mortos." (Parte I)

Se muito importa conhecer a glórias a sepultura de Jesus Cristo Nosso Senhor (Is 11,10), conforme acabamos de tratar, de maior alcance para o povo cristão é saber os nobres triunfos que ele alcançou, com a derrota do demônio, e com a tomada dos infernos.

Disso vamos ocupar-nos agora, juntamente com a Ressurreição. Poderíamos, sem dúvida, falar desta parte separadamente; mas, a exemplo dos santos padres, julgamos melhor juntá-la com a descida aos infernos.

A primeira cláusula deste artigo propõe-nos a crer que, após a morte de Cristo, Sua alma desceu aos infernos, e lá todo o tempo que o corpo esteve no sepulcro.

Com estas palavras, confessamos igualmente que a mesma pessoa de Cristo esteve nos infernos, ao mesmo tempo que jazia no túmulo. Este fato não deve causar estranhamento a ninguém. Conforme já dissemos várias vezes, a Divindade nunca se apartou da alma nem do Corpo, não obstante a separação que houve entre a alma e o corpo.

Para maior evidência deste artigo, devemos entender o significado da palavra "infernos", neste artigo. Devemos compreender também que esta palavra não designa o sepulcro como alguns asseveravam, com uma impiedade igual a própria ignorância.

No artigo anterior, vimos com efeito que Cristo Nosso Senhor fora sepultado. Ora, não havia motivo para que os Santos Apóstolos, na doutrinação da fé, repetissem a mesma verdade com outras palavras, por sinal que mais obscuras.

A expressão "infernos" designa os ocultos receptáculos onde são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do Céu.

Neste sentido, ocorrer em muitos lugares da Sagrada Escritura. Lê-se, por exemplo, no Apóstolo: "Ao nome de Jesus, deve-se dobrar reverente todos os joelhos, seja no Céu, na terra ou nos infernos" (Fil 2,10). E nos Atos dos Apóstolos atesta São Pedro que "Cristo Nosso Senhor ressuscitou, depois de vencer as dores do inferno" (Ato 2,24).

Mas esses receptáculos não são todos da mesma categoria. Um deles é a horrenda e tenebrosa prisão, em que as almas réprobas são atormentadas num fogo eterno e inextinguível (Mc 9,44ss), juntamente com os espíritos imundos. Chama-se também "geena" (Mt 5,22; 23,15-33; 25,41), e "abismo" (Apoc 9,11; 20,3). É o inferno propriamente dito.

Há também um fogo expiatório, no qual por certo tempo sofrem e se purificam as almas dos justos, até que lhes seja franqueado o acesso da Pátria eterna, onde nada de impuro pode entrar (Apoc 21,27).

Consoante as declarações dos Santos Concílios, essa verdade tem por si os testemunhos da Escritura e da Tradição Apostólica. Essa verdade deve ser defendida durante todo católico até chegarmos ao tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina (2Tim 4,3).

Existe, afinal, um terceiro receptáculo, em que eram recolhidas as almas justas, antes da vinda de Cristo Nosso Senhor. Ali desfrutavam um suave remanso, sem nenhuma sensação de dor. Alentavam-se com a ditosa esperança do resgate. Estas almas eleitas aguardavam o Salvador no seio de Abraão (Lc 16,22-23); foi a elas que Cristo Nosso Senhor libertou, na descida aos infernos.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

27 de Setembro - Santos Cosme e Damião, Mártires

Cosme e Damiao foram dois irmãos e médicos, martirizados,eram chamados de Anaryroi ou seja "os sem dinheiro" por causa dos seus serviços de caridade. Ele estudaram medicina na Síria e ficaram famosos pelas sua habilidades, as quais eles usavam para curar pessoas sem cobrar nenhuma taxa ou consulta. Algumas das suas curas são tidas como milagrosas. Durante a perseguição aos cristão, os irmãos foram presos e levados a frente de Lysias, governador de Cilicia em Cyrrhus( moderna Turquia). Eles foram torturados e por fim decapitados.
Diz a tradição que eles, milagrosamente não sentiam as torturas com fogo, água, óleo fervendo, ou a roda por isso foram finalmente decapitados.

As relíquias de Cosme e Damião, mais tarde foram levadas para Roma. Na Idade Média muitas lendas as mais lindas, sempre os envolveram. Na arte litúrgica da igreja eles são mostrados como médicos, segurando instrumentos cirúrgicos. Eles são os patronos dos médicos, junto com São Lucas, e padroeiros de Florença, dos químicos e farmacêuticos. Alguns escolares afirmam eles eram gêmeos e com isso eles são considerados tambem padroeiros dos gemeos.
São muito venerados na Grécia, Rússia e na Igreja Ortodoxa.

No Calendário atual modificado pelo Papa Paulo VI a data da memória passou a ser dia 26/09

Mudanças do Calendário:

Após o Concílio Vaticano II a Igreja assistiu uma alteração nunca vista em toda a história eclesiástica. Mudou a missa e o missal, os rituais de todos os sacramentos ganharam uma aparência nova, foi retirado a obrigatoriedade do véu das mulheres e a abstinência e a penitência foram colocadas de lado. Tudo isso e muito mais aconteu no pontificado do Papa Paulo VI. O Calendário mudou das festas dos Santo e do Ano Eclesiástico. Acabou-se a oitava de Pentecostes, da Assunção, da Natividade de São João, e etc. No Santoral mudou-se a data de comemoração de muitos santos, São Bento comemorado em Março passou para Julho, Santo João Maria Vianey passou a ser comemorado em 4 de Agosto e antes era 09, São Gabriel e São Rafael perderam suas datas particulares e foram unidas ao dia de São Miguel em 29 de Setembro, assim como o dia de São Cosme e Damião que se comemorava no dia 27 e passou ser dia 26/09. Muitos alegam que por causa do sincretismo religioso a data de Santos Cosme e Damião fora alterada, o que é uma afirmação de profunda ignomia, ignorância e de causar desprezo por ser extremamente falsa esta afirmação. Essa mudança fora realizada por motivos que segundo Paulo VI, que alguns santos em que não se tem muitos dados para comprovar suas passagens na terra eles teriam que ser rebaixados a memórias não obrigatórias, e até mesmo dar seu dia a outro Santo que fora considerado de maior relevância, assim para evitar expeculações sobre os mesmos. Porém, Paulo VI não contava que isso piorou a situação, pois historiadores, de grande malicia, começaram a questionar a existência de Santos como Cosme e Damião, São Jorge e outros. A verdade é que mudar algo de quase 2 mil anos não se faz de um dia para o outro, ou em apenas um mês, ou em um ano ou muito mesmos em quatro décadas pós concílio. Essa mudança pode ser observada em nosso site que adota o calendário do Papa João XXIII. Já que a maioria dos fiéis continuaram a comemorar as festas tradicionais nas datas antigas. Essa nota de esclarecimento serve de alerta para que os fiéis que se dizem católicos para ficarem mais atento aos fatos que envolve sua fé.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_cosme_e_damiao.htm

preparação para a morte: A morte do Pecador

PONTO III
Caso digno de admiração! Deus não cessa de ameaçar o pecador com o castigo de uma morte infe-liz. “Virá um dia em que me invocarão e então já não os atenderei” (Pr 1,28). Esperam, porventura, que Deus dê ouvidos a seu clamor quando estiver na desgraça? (Jó 27,9). Rir-me-ei de sua morte e es-carnecerei de sua miséria (Pr 1,26). “Rir-se Deus significa não querer de usar de misericórdia” (São Gregório).
“A mim pertence a vingança, e eu lhes darei a paga a seu tempo, quando seu pé resvalar” (Dt 32,15). O mesmo ameaça o Senhor em outros luga-res da Escritura, e, não obstante, os pecadores vivem tão tranqüilos e seguros, como se Deus lhes houvesse prometido o perdão e o paraíso na hora da morte. É verdade, sempre que o pecador se converter Deus prometeu perdoar. Mas não disse que o pecador se converterá no transe da morte. Pelo contrário, repetiu muitas vezes que aquele que vive em pecado, em pecado morrerá (Jo 8,21-24) e que, se na morte o procurar, não o encontrará (Jo 7,34). É mister, pois, procurar a Deus, enquanto o podemos encontrar (Is 55,6), porque virá tempo em que já não será possível encontrá-lo. Pobres pecadores! pobres cegos que se contentam com a esperança de se converter na hora da morte, quando já não o poderão fazer! Disse San-to Ambrósio: “Os ímpios não aprenderão a praticar o bem, senão quando já não é tempo”. Deus quer que todos os homens se salvem; mas castiga os pe-cadores obstinados.
Se infeliz, em estado de pecado, fosse acometido repentinamente por mal violento e perdesse os senti-dos, que compaixão não inspiraria a todos os que o vissem morrer sem sacramentos e sem sinal de con-trição! E que contentamento teriam todos se ele, vol-tando a si, pedisse a absolvição, fazendo atos de ar-rependimento! Mas, não é um louco aquele que, ten-do tido tempo de por em ordem a sua consciência, permanecesse no pecado, ou voltasse a pecar, ex-pondo-se assim ao perigo de ser surpreendido pela morte quando, talvez, não pudesse arrepender-se? Espantamo-nos ao ver morrer alguém de repente, e, contudo, quantas pessoas se expõem voluntariamen-te ao perigo de morrer assim, estando em pecado! Peso e balança são os juízos do Senhor” (Pr 16,11). Não fazemos caso das graças que o Senhor nos dá; mas Ele as conta e mede, e quando as vê despreza-das até ao limite que fixa sua justiça, abandona o pe-cador no pecado, e o deixa morrer neste estado. Desgraçado daquele que difere a conversão até ao último dia! Como diz Santo Agostinho: “Penitentia, quae ab infirmo petitur, infirma est”. E São Jerônimo dizia que, cem mil pecadores que teimam viver no pecado até a morte, apenas um só se salvará no momento supremo. São Vicente Ferrer afirmava que a salvação de um desses pecadores seria um milagre maior que a ressurreição de um morto. Que arrepen-dimento se pode esperar na hora derradeira de quem

viveu amando o pecado até àquele instante? Conta Belarmino que, assistindo a um moribundo e tendo-o exortado a fazer o ato de contrição, lhe respondeu o enfermo que não sabia o que era contrição, lhe res-pondeu o enfermo que não sabia o que era contrição. Tratou Belarmino de lho explicar, mas disse-lhe o do-ente: “Padre, não compreendo, nem estou agora ca-paz de entender essas coisas”. E nesse estado fale-ceu, “dando visíveis sinais de sua condenação”, se-gundo o testemunho escrito de Belarmino. É para o pecador justo castigo — disse Santo Agostinho — o esquecer-se de si próprio na morte, depois de ter es-quecido a Deus durante a vida.
O Apóstolo dá-nos este aviso: “Não vos enganeis, de Deus não se pode zombar. Aquilo que o homem semeia, isto também colherá. Aquele que semeia em sua carne, da carne colherá corrupção” (Gl 6,7). Seria zombar de Deus o viver no desprezo de suas leis e alcançar depois eterna recompensa e glória. “Mas Deus não pode ser burlado”. O que nesta vida se semeia, recolhe-se na outra. Aquele que semeia pro-ibidos prazeres carnais, não recolhe, por conseguin-te, senão corrupção, miséria e morte eterna.
Cristão, aquilo que se diz relativamente aos ou-tros, aplica-se também a ti. Se te visses no transe da morte, abandonado dos médicos, privado do uso dos sentidos e já agonizando: quanto não rogarias a Deus que te concedesse ainda um mês, uma semana de vida para regular as contas de tua consciência?!

Deus te dá agora esse tempo preciso. Agradece-lhe, pois, e remedeia sem demora o mal que tens feito, aplicando todos os meios precisos para te achares em estado de graça quando a morte vier, porque en-tão já não será tempo de o fazer.

AFETOS E SÚPLICAS
Ah, meu Deus! Quem, como vós, teria tido tanta paciência para comigo? Se não fosse infinita vossa bondade, não ousaria esperar perdão.
Mas o meu Deus morreu para me perdoar e para me salvar, ordena- me, pois, que tenha esperança: nele esperarei... Se me espantam e me condenam os meus pecados, vossos merecimentos e promessas me animam. Prometestes a vida da graça a quem voltar a vossos braços.
Convertei-vos e vivei (Ez 18,32). Prometestes abraçar o que a vós acudir: Convertei-vos a mim e eu me voltarei para vós (Zc 1,3). Dissestes que não sabeis desprezar o que se arrepende e se humilha (Sl 50,19).
Aqui me tendes, Senhor: a vós recorro; reconhe-ço-me merecedor de mil infernos e arrependo-me de vos ter ofendido. Proponho firmemente não tornar a ofender-vos, mas amar-vos sempre. Não permitais que continue ingrato a tanta bondade. Pai eterno, pe-los méritos da obediência de Jesus Cristo, que mor-reu para vos satisfazer, fazei com que obedeça à

vossa vontade até à morte. Amo-vos, meu Sumo Bem; e pelo amor que vos tenho quero obedecer-vos em tudo. Dai-me a santa perseverança; dai-me vosso amor, e nada mais vos peço. Maria, minha mãe, rogai por mim.

 Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Liturgia: Vasos Liturgicos III

Hoje concluímos os nossos estudos sobre os objetos litúrgicos utilizados nas celebrações. Vamos dar continuidade estudando os objetos litúrgicos que não precisam ser abençoados e nem consagrados. Os objetos litúrgicos que não precisam ser abençoados e nem benzidos são:

As galhetas: são pequenos recipientes de cristais, vidro ou metal. Em que se colocam a água e o vinho destinados ao Santo Sacrifício da Missa.

O turíbulo: pequeno fogareiro, suspenso por correntes no qual faz-se arder o incenso. O uso do incenso remonta a mais remota antiguidade; os judeus ofereciam a Deus no altar dos perfumes. A Igreja o aproveitou para os mesmos fins. Serve para prestar homenagens ao Santíssimo Sacramento, isto é, a Divindade. Também, por extensão, para honrar pessoas e coisas que, de algum modo, participam da natureza, e da autoridade de Deus.

A Naveta: (do latim "naus", navio) tem esse nome por causa de sua forma. Serve para guardar o incenso.

A Caldeirinha e o hissope: Caldeirinha é um vaso portátil, em que os clérigos levam a água benta que o padre necessita, para diferentes aspersões litúrgicas. O instrumento utilizado para fazer estas aspersões é chamado de Hissope, porque primitivamente usavam, para este fim, um ramo de planta chamada hissopo.

A campainha: serve para chamar a atenção dos fiéis às partes mais importantes da celebração da missa.


O purificatório: com a água na qual o sacerdote purifica os dedos, quando distribui a comunhão fora da missa.

Incluímos também outros objetos litúrgicos aos quais não necessitam ser benzidos e consagrados: o baldaquino, o pálio ou umbela que serve como teto móvel para guardar o santíssimo sacramento nas procissões; também os estandartes e bandeiras de irmandades contendo imagens de Nosso Senhor, da Virgem e dos Santos.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários -
Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo
Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

Homem que disparou com ar comprimido contra a guarda papal antes da Missa em Erfurt é preso (ACI)

BERLIM, 25 Set. 11 / 02:57 pm (ACI/EWTN Noticias)

Um homem foi detido detrás efetuar vários disparos contra guarda de segurança, possivelmente com ar comprimido, nas proximidades da Missa Papal celebrada ontem pelo Papa Bento XVI na localidade alemã do Erfurt, conforme informaram fontes policiais à cadeia alemã N-TV.

O guarda foi atendido pelos serviços médicos e seu estado não é grave.

Os agentes estão agora registrando o apartamento do detido, que tentou chegar à missa, oficiada na praça da catedral de Erfurt diante de quase 28.000 pessoas.

A Eucaristia procedeu sem maiores incidentes.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22498

sábado, 24 de setembro de 2011

XV Domingo Depois de Pentecostes: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)

"Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)
As lições deste domingo são geralmente do livro de Jó, desse venerável patriarca da Idumeia, que Satanás quis experimentar com danada tenção para ver se este era realemante fiel a Deus com desinteresses ou porque lhe tinha cumulado de bens e riquezas. Um dia, diz o livro sagrado, Satanás apresentou-se diante de Deus e disse: Percorri a Terra inteira e vi seu servo Jó, que vós tem protegido e enriquecido de consideráveis riquezas. Estendei, no entanto, a vossa mão e tocai-lhe, juro-te que te amaldiçoará na tua face. E o Senhor respondeu: Vai e faze-lhe tudo que está em seu poder, mas não lhe retire a vida. Partiu Satanás e depois de tirar todos os bens, feriu-o com um chaga terrível e de odor insuportável, desde as plantas dos pés até a cabeça. É pensando na malícia de Satanás que a Igreja pede hoje ao Senhor que nos defenda das insídias do espírito das trevas. Jó clamava: "Na casa dos mortos é minha morada e o meu leito num lugar tenebroso. Disse ao pús que saia de suas chagas, tú és meu pai, e aos vermes, tú és a minha mãe e minha irmã. Consumiu a minha carne como um vestido roído de traças e os ossos pregaram-se na minha pele. Tende compaixão de mim, vós que ao menos que sois meus amigos, porque a mão do Senhor feriu-me". Porém ninguém atendia seu apelo, e desiludido dos falsos e ingratos, voltou-se para Deus, entoando o mais belo cântico de esperança que jamais se ouviu na face da Terra: "Eu sei que vive o meu Redentor, que me ressuscitará da terra no último dia. Então serei revestido da minha pele novamente e verei o meu Deus. Eu mesmo o verei e contemplarei com os meus olhos. Esta esperança vive dentro de mim.


A Santa Igreja, de que jó é figura, tem consciência dos ataques incessantes com que o demônio pretende destruí-la, e não cessa de pedir a Deus que a proteja, que a conduza e a defenda. A sua voz é ainda o eco da oração de Jó, a confissão humilde da sua impotência e a esperança invencível naquele que é poderoso e cheio de entranhas de misericórdia com os que o Invocam.


A Epístola é uma exortação freqüente e ansiosa para que andemos nos caminhos do Senhor e assim sejamos fiéis às aspirações do espírito. Se vivemos no espírito, andemos também em conformidade com ele, quer dizer, sejamos mais humildes, mais pacientes, tenhamos mais caridade com os que saem do caminho da justiça e pensemos que somos fracos também e que havemos de prestar apertadas contas dos nossos pecados a não dos pecados alheios.


O Evangelho, segundo a interpretação unânime dos padres, é um símbolo admirável da Igreja, deplorando os seus filhos que vivem em pecado mortal e pedindo aquele que veio a Terra para perdoar que se compadeça deles e os ressuscite.

Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas (5, 25-26; 6, 1-10) - Irmãos: Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós. Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão. E tem cuidado de ti mesmo, para que não caias também em tentação! Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine o seu procedimento. Então poderá gloriar-se do que lhe pertence e não do que pertence a outro. Pois cada um deve carregar o seu próprio fardo. Aquele que recebe a catequese da palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé.



Evangelho de Domingo:



Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas: Naquele tempo: Ia Jesus para uma cidade, chamada Naim; e iam com ele seus discípulo e uma multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado um defunto a sepultar, filho único de sua mãe; e esta era viúva; e ia com ela muita gente da cidade. E, tendo-a visto o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse: Não chores. E aproximou-se e tocou o esquife. E os que levavam pararam. Então disse Ele: Jovem, Eu te ordeno, levanta-te. E sentou-se o que estava morto, e começou a falar. E Jesus o entregou a sua mãe. E todos ficaram possuídos de temor, e glorificando a Deus, dizendo: Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus visitou o seu povo.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado - Aparição de Nossa Senhora em Akita

Onde aconteceu: No Japão.

Quando: Em 1973.

A quem: A Irmã Agnes Sasagawa Katsuko.

Histórico.

Akita é uma cidade situada a noroeste do Japão.

Os acontecimentos se deram num pequeno convento de Irmãs chamado de: "Instituto das Servas da Eucaristia". O instrumento que a Virgem Santíssima escolheu para transmitir Sua mensagem ao mundo, foi a Irmã Agnes Sasagawa Katsuko. Ela tinha um problema de ouvidos que por ocasião destes acontecimentos estava completamente surda.

Na capela das Irmãs há uma estátua de madeira, em que fora talhada uma Cruz (aproximadamente um metro de altura) e, em frente à cruz foi esculpida a imagem da Virgem MARIA.

No ano 1973 nos dias 12,13 e 14 de junho, a irmã Inês viu raios luminosos em roda do Sacrário. No dia 28 junho quinta-feira, uma ferida em forma de cruz apareceu na palma da mão esquerda, causando-lhe vivíssimas dores. A noite, a ferida estava seca, mas inchada; na sexta-feira de manhã, o sangue corria; no sábado o sangue parava e a chaga ficava seca.

No dia 29 sexta-feira (Festa do S. Coração de Jesus), apareceram dois anjos em volta do altar, cantando: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus da Glória!" Todas as religiosas viram os anjos e ouviram o canto. No dia 5 julho, a surda irmã Agnes, na capela, ouviu uma voz dulcíssima e melodiosa que vinha da imagem de madeira.

Primeira Mensagem (dia 6 de julho de 1973).

“Minha filha, minha noviça, você tem me obedecido bem, abandonando tudo para me seguir.

A doença em seus ouvidos é dolorosa? Sua surdez será curada, tenha certeza. A ferida em sua mão causa-lhe sofrimento? Reze em reparação pelos pecados dos homens.

Cada pessoa nesta comunidade é minha filha insubstituível.

Você reza direito a prece das Servas da Eucaristia? Então, vamos rezá-la juntas.”

A oração:

“Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.

Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.

Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.”

Quando a prece acabou, a Voz Celeste disse:

“Reze muito pelo Papa, Bispos, e Sacerdotes. Desde o seu Batismo você tem sempre rezado fielmente por eles. Continue a rezar muito... muito.

Diga ao seu superior todo que se passou hoje e obedeça-o em tudo que ele lhe dirá. Ele pediu que você ore com fervor.”

Os sinais:

No dia 6 de julho, uma chaga (igual à da irmã) apareceu na mão direita da imagem de madeira e o sangue começou a escorrer. No dia 26 de julho, o sangue brotou da estátua (de Maria) e as dores da Irmã aumentaram, tornando-se quase insuportáveis.

No dia 27 julho, um anjo disse à irmã:

"As tuas dores terminarão hoje. O derramamento de sangue de MARIA (na imagem) é para obter a vossa conversão; para implorar a paz; para reparar as ingratidões e injúrias feitas a DEUS. Reza em reparação por todos os homens."

Segunda Mensagem (dia 3 agosto de 1973.)

”Minha filha, minha noviça, você ama o Senhor? Se você ama o Senhor, ouça o que eu tenho a lhe dizer.

É muito importante... Você irá comunicar isso ao seu superior.

Muitos homens neste mundo afligem o Senhor. Eu desejo almas para consolá-lo, para aliviar a ira do Divino Pai. Eu desejo, com meu Filho, almas que reparem através de seu sofrimento e sua pobreza pelos pecadores e ingratos.

De modo a que o mundo possa conhecer Sua ira, o Pai Celeste está preparando para infligir um grande castigo em toda a humanidade. Com meu Filho eu tenho interferido tantas vezes para aplacar a ira do Pai.

Eu tenho evitado a vinda de calamidades oferecendo a Ele os sofrimentos de meu Filho na Cruz, Seu Precioso Sangue, e almas amadas que O consolem formando uma corte de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios corajosos podem aliviar a ira do Pai. Eu desejo isto também para a sua comunidade... que ela ame a pobreza, que ela se santifique e reze em reparação pelas ingratidões e ultrajes de tantos homens.

Recitem a oração das Servas da Eucaristia com consciência do seu significado; coloquem-na em prática; ofereçam em reparação (o que quer que Deus envie) pelos pecados. Deixe cada uma esforçar-se, de acordo com sua capacidade e posição, para oferecer a si mesma ao Senhor.

Mesmo em uma instituição secular a oração é necessária. Almas que desejam orar já estão a caminho de serem reunidas. Sem prender-se demasiadamente à forma, sejam fiéis e fervorosas na oração para consolar o Mestre.

Após um silêncio:


”O que você está pensando em seu coração é verdade? Você está realmente decidida a tornar-se a pedra rejeitada? Minha noviça, você que deseja pertencer sem reserva ao Senhor, a tornar-se a esposa digna do Esposo, faça seus votos sabendo que você deve ser pregada à Cruz com três cravos. Estes três cravos são a pobreza, a castidade, e a obediência. Dos três, a obediência é o fundamento. Em total abandono, deixe-se guiar pelo seu superior. Ele vai saber entendê-la e dirigi-la.“

Os Sinais:

As Lágrimas escorrem do rosto da imagem de Nossa Senhora de Akita no Japão.

No dia 29 de setembro, a imagem irradiou raios luminosos. A chaga da irmã Agnes desapareceu totalmente. De noite, a imagem foi inundada de luz e o sangue jorrou dos seus pés; todas as religiosas foram testemunhas.

Um anjo disse:

"MARIA derrama sangue; Ela está muito triste.“

Depois, apareceu uma espécie de suor em todo o corpo da imagem e, ao mesmo tempo, a capela ficou cheia dum agradável perfume. Este perfume permaneceu durante os primeiros 15 dias do mês de outubro (mês do santo Rosário).

Terceira Mensagem (dia 13 outubro de 1973.)

”Minha querida filha, ouça bem ao que eu tenho a lhe dizer. Você irá informar seu superior.“

Após um curto silêncio:

”Como eu lhe disse, se os homens não se arrependerem e melhorarem, o Pai irá infligir uma terrível punição a toda a humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, tal como nunca se viu antes. Fogo irá cair do céu e vai eliminar uma grande parte da humanidade; os bons assim como os maus, sem poupar nem sacerdotes nem fiéis. Os sobreviventes irão ver-se tão desolados que irão invejar os mortos.

As únicas armas que irão restar para vocês serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Recitem todos os dias as orações do Rosário.

Com o Rosário, rezem pelo Papa, os bispos e os sacerdotes.

A obra do maligno vai infiltrar-se até mesmo dentro da Igreja de tal modo que se verão cardeais opondo-se a cardeais, bispos contra bispos.

Os sacerdotes que me veneram serão desprezados e combatidos pelos seus confrades... igrejas e altares saqueados. A Igreja ficará cheia daqueles que aceitam compromissos, e o demônio, vai pressionar muitos sacerdotes e almas consagradas a deixarem o serviço do Senhor.

O demônio vai ser especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza.

Se os pecados aumentarem em número e gravidade, não haverá mais perdão para eles.

Com coragem, fale ao seu superior. Ele saberá como encorajar cada uma de vocês a rezar e fazer obras de reparação.

É o Bispo Ito, que dirige a sua comunidade.

E Ela sorriu e então disse:

Você ainda tem algo a perguntar?

Hoje é a última vez que eu vou falar com você em viva voz. De agora em diante você irá obedecer aquele que foi enviado para você e seu superior.

Reze muito as orações do Rosário. Eu sozinha ainda sou capaz de salvar vocês das calamidades que se aproximam.

Aqueles que colocarem sua confiança em mim serão salvos.

A 13 outubro 1974, durante a Bênção do Santíssimo Sacramento, a irmã Agnes foi repentinamente curada da surdez. De noite, ela telefonou ao bispo responsável, Dom John Shojiro Ito, em Niigata (a 300 km) comunicando-lhe a notícia.

Até 15 setembro 1981, portanto, durante 6 anos e 9 meses, a Santíssima Virgem chorou 101 vezes.

O Bispo Dom John Shojiro Ito estabeleceu uma Comissão de Estudos. Amostras do "sangue", do "suor" e das "lágrimas" foram examinadas nas Universidades de Akita e Gifu.

Conclusão: são lágrimas humanas e o sangue pertence ao grupo sangüíneo 'O' .

Em 1975, a Imprensa, Rádio e TV japonesas, fizeram ampla divulgação.

(Na vila japonesa de Akita, uma estátua da Mãe, de acordo com o testemunho de mais de 500 cristãos e não-cristãos, incluindo o prefeito da cidade, budista, exalou sangue, suor e lágrimas.

Uma religiosa, Agnes Katsuko Sasagawa recebeu os estigmas e também recebeu mensagens de Nossa Senhora.)

A Igreja aprovou as mensagens e as lacrimações da estátua como sobrenaturais.

Abril de 1984: O Reverendíssimo John Shojiro Ito, Bispo de Niigata, Japão, após anos de investigações, após consulta com a Santa Sé de extensas investigações, declarou que os eventos de Akita, Japão são de origem sobrenatural, e autorizou para toda a diocese a veneração da Santíssima Mãe de Akita.

Esta mensagem: pede muita oração; convida a uma urgente conversão; ensina que o pecado é uma realidade, é o grande mal; pede a Reza diária do Rosário; aumenta nossa fé, confiança e amor à querida Mãe do Céu, nossa grande protetora e intercessora.

Junho de 1988, Cidade do Vaticano: Joseph Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, proferiu julgamento definitivo sobre os eventos e mensagens de Akita como confiáveis e dignos de fé.

A mensagem de Nossa Senhora revelada em Akita no Japão em 1973 a toda humanidade é forte, porém, vem mais uma vez recordar e atualizar o que Nosso Senhor nos diz no Evangelho: "Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo." (Lc 13,5)

Não nos esqueçamos, porém, de que a Virgem Santíssima promete especial proteção para os que confiarem na Sua poderosa intercessão, como nos garantiu em Fátima (Portugal, 1917):

"Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará"!


 Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Aparições%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20Akita.htm

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Teologia Ascética e Mística: O castigo (Parte II)

O que se pode dizer é que, pela queda original, o homem perdeu esse belo equilíbrio que Deus lhe tinha dado; que é, relativamente ao estado primitivo, um ferido e um desequilibrado, como bem o mostra o estado presente das nossas faculdades.
  
É isto o que aparece, antes de tudo, em nossas faculdades sensitivas.

  
Os nossos sentidos exteriores, os olhos, por exemplo, atiram com sofreguidão para o que lisonjeia a curiosidade, os ouvidos escutam com ânsia tudo o que nos satisfaz o desejo de conhecer as novidades, o tato busca sensações agradáveis, e tudo isso sem a mínima preocupação da regra moral.
  
O mesmo passa com os sentidos interiores: a imaginação representa-nos toda a espécie de cenas mais ou menos sensuais, as paixões se precipitam com ardor, com violência e até, para o bem sensível e sensual, sem se inquietarem com o lado moral, procurando arrastar ao consentimento a vontade. Certos que estas tendências não são irresistíveis, visto que estas faculdades ficam em certa medida, sujeitas ao império da razão; mas que tática, que esforços não se requerem para submeter estes vassalos em revolta!
  
As faculdades intelectuais que constituem o homem propriamente dito, a inteligência e a vontade, foram atingidas também pelo pecado original. a) É certo que nossa inteligência permanece capaz de conhecer a verdade, e com trabalho paciente, adquire, até mesmo sem o auxílio da revelação, conhecimento de um certo número de verdades fundamentais da ordem natural. Mas que de fraquezas humilhantes:
  
1) Em lugar de subir espontaneamente para Deus e as coisas divinas, em vez de se elevar as criaturas para o criador como o houvera feito no estado primitivo, tende-se a absolver-se no estudo das coisas criadas sem remontar a sua causa, a concentrar a sua atenção sobre o que satisfaz a sua própria curiosidade e a descurar o que se refere a seu fim; as preocupações do tempo impedem-na muitas vezes de pensar na eternidade.


2) E que facilidade em cair no erro! Os enormes preconceitos que somos propensos, as paixões, que nos agitam a alma e lançam um véu entre ela e a verdade, extraviam-nos infelizmente muitas vezes, até nas questões mais vitais, donde depende a direção da nossa vida moral. b) A nossa vontade em lugar de se submeter a Deus, tem pretensões à independência; custa a se sujeitar a Deus e sobretudo aos representantes na terra. E então, quando de trata de vencer as dificuldades que se opõe à realização do bem, quanta fraqueza e quanta inconstância no esforço! E quantas vezes não se deixam a ela arrastar pelos sentimentos e pelas paixões! São Paulo descreveu, em termos frisantes, esta deplorável fraqueza: "Eu não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero... Porque me deleito na lei de Deus, segundo o bem interior; vejo porém, nos meus membros outra lei que luta contra as leis do meu espírito, e me torna cativo da lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor"(Rom 7,19-25). Assim, pois, conforme o testemunho do Apóstolo, o remédio para este estado lamentável é a graça da redenção, de que nos resta falar.


(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

3. Sabendo Jesus que chegara a sua hora de se ir deste mundo para seu Pai, tendo amado os seus, amou-os até ao fim (Jo 13,1). Diz S. João que Jesus chamou sua hora a hora de sua Paixão, porque,
como escreve um piedoso comentador, foi esse o momento da vida mais ardentemente desejado por nosso Redentor; com padecer e morrer pelo homem, ele queria fazê-lo compreender o amor imenso
que lhe dedicava: É aquela hora do amante em que padece pelo amigo (Barrad t. 4. 1. 2., c. 5). É cara ao que ama a hora em que sofre pela pessoa amada, já que o padecer por outrem é a coisa mais própria
para manifestar-lhe o nosso amor e ganhar-lhe o seu. Ah! meu caro Jesus, para me patenteardes o vosso grande amor, não quisestes confiar a outrem a obra de minha redenção. Tão caro vos era o meu
amor, que quisestes padecer tão grandes penas para conquistá-lo. E que mais poderíeis fazer, se tivésseis de granjear o amor de vosso Eterno Pai? Que mais poderia padecer um escravo para obter o amor de seu senhor, do que aquilo que suportastes para serdes amado por mim, escravo vil e ingrato?
4. Vejamos nosso amado Jesus, já próximo a ser sacrificado sobre o altar da cruz por nossa salvação, naquela noite bem-aventurada que precedeu a sua paixão. Ouçamos o que diz a seus discípulos
na última ceia que toma com eles. “Ardentemente desejei comer esta páscoa convosco” (Lc 22,15). S. Lourenço Justiniano, considerando estas palavras, assevera que foram todas expressões de amor. Como se nosso amante Redentor tivesse dito: ó homens, sabei que esta noite, na qual se dará início à minha paixão, é o tempo pelo qual mais suspirei durante toda a minha vida, porque agora com meus sofrimentos e com minha acerba morte vos farei compreender quanto eu vos amo e assim vos obrigarei a amar-me da maneira mais eficaz que me é possível. Diz um autor que na paixão de Jesus a onipotência divina se uniu com o amor; o amor pretendeu amar o homem com toda a extensão da onipotência e a onipotência procurou satisfazer o amor em toda a extensão de seu desejo. Ó sumo Deus, vós me haveis dado tudo, dando-vos a mim, e como posso deixar de amar-vos com todo o meu ser? Eu creio, sim, eu o creio, que vós morrestes por mim e como posso amar-vos tão pouco, esquecendo-me tão a miúdo de vós e do quanto padecestes por mim! E por que, Senhor, não me
sinto todo abrasado no vosso amor, ao pensar na vossa paixão e não me rendo todo a vós, como tantas almas santas, que, considerando vossos sofrimentos, tornaram-se presas felizes de vosso amor e deram-se por inteiro a vós?

O Papa ao Parlamento alemão: Não se pode prescindir de Deus nas leis (ACI)

Imagem de Bento XVI no Parlamento em Berlim
Imagem ACI Digital
BERLIM, 22 Set. 11 / 03:06 pm (ACI/EWTN Noticias)

Diante de um abarrotado Parlamento alemão ou Bundestag aonde também esteve presente o bloco que tinha anunciado um boicote à viagem papal, Bento XVI deu um extenso discurso no qual explicou que é um erro prescindir de Deus nas leis porque Dele provém a dignidade inerente a todo ser humano, o que constitui a base para o direito.

Ao chegar ao Parlamento alemão o Santo Padre foi recebido com uma grande ovação de pé que durou vários minutos, por parte dos parlamentares presentes, bispos e líderes de outras confissões cristãs.

Aos parlamentares e demais presentes que seguiram com atenção seu discurso em um ambiente que se percebia espectador, o Papa tomou a passagem bíblica no que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para discernir o bem do mal, para fazer uma reflexão sobre os fundamentos do direito.

Com este relato, disse Bento XVI, "a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material. A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz".

Seguidamente o Papa advertiu que quando esta perspectiva não está em um político, o Estado pode converter-se "no instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício".

Por isso, precisou, "servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece sendo a tarefa fundamental do político".

Bento XVI disse logo que em muitos casos para legislar não é suficiente o consenso da maioria. Além disso, explicou, é necessário procurar o verdadeiramente justo, um assunto que atualmente "fez-se ainda mais difícil".

"Como se reconhece o que é justo? Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação".

Mas, prosseguiu o Papa, o cristianismo "apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus".

Da relação entre os cristãos e o movimento filosófico e jurídico do século II antes de Cristo, "nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade".

A partir deste vínculo pré-cristão entre direito e filosofia, precisou o Santo Padre, "parte o caminho que leva, através da Idade Média cristã, ao desenvolvimento jurídico do Iluminismo até a Declaração dos Direitos Humanos e depois à nossa Lei Fundamental alemã, pela qual o nosso povo reconheceu, em 1949, “os direitos invioláveis e inalienáveis do homem como fundamento de toda a comunidade humana, da paz e da justiça no mundo”".

O Papa advertiu logo que atualmente se vive uma espécie de retrocesso em que "a ideia do direito natural uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo".

Depois de criticar a visão positivista que vê a natureza e a razão como meras coisas funcionais, o Papa explicou que com esta perspectiva a ética e a religião " devem ser atribuídas ao âmbito subjectivo, caindo fora do âmbito da razão no sentido estrito do termo. Onde vigora o domínio exclusivo da razão positivista – e tal é, em grande parte, o caso da nossa consciência pública –, as fontes clássicas de conhecimento da ética e do direito são postas fora de jogo.".

Bento XVI alertou também que "onde a razão positivista se considera como a única cultura suficiente, relegando todas as outras realidades culturais para o estado de subculturas, aquela diminui o homem, antes, ameaça a sua humanidade".

"Digo isto pensando precisamente na Europa, onde vastos ambientes procuram reconhecer apenas o positivismo como cultura comum e como fundamento comum para a formação do direito, enquanto todas as outras convicções e os outros valores da nossa cultura são reduzidos ao estado de uma subcultura".

Assim coloca-se a "Europa, face às outras culturas do mundo, numa condição de falta de cultura e suscitam-se, ao mesmo tempo, correntes extremistas e radicais".

"A razão positivista, que se apresenta de modo exclusivista e não é capaz de perceber algo para além do que é funcional, assemelha-se aos edifícios de cimento armado sem janelas, nos quais nos damos o clima e a luz por nós mesmos e já não queremos receber estes dois elementos do amplo mundo de Deus".

Ante esta postura, disse o Papa, é necessário "voltar a abrir as janelas" para que a razão e a natureza recuperem a profundidade que lhes é própria.

Depois de recordar a aparição do movimento ecologista nos anos 70, como expressão de um sinal de alarme de que algo não ia bem, e logo depois de precisar que com isto "não faço propaganda para um determinado partido político", Bento XVI disse que efetivamente a importância da ecologia é indiscutível, mas mais importante é a "ecologia do homem".

"Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece.
O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo", disse o Papa e foi interrompido pelos aplausos dos presentes.

O homem, continuou o Pontífice, é "espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele escuta a natureza, respeita-a e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana".

Bento XVI disse logo que "base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir".

"Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade".

A cultura da Europa, assinalou o Papa, " A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa".

"Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico".

Finalmente o Papa recordou novamente o rei Salomão, e disse que um político da atualidade deveria pedir a Deus "um coração dócil, a capacidade de distinguir o bem do mal e, deste modo, estabelecer um direito verdadeiro, servir a justiça e a paz".

Ao finalizar o discurso o Santo Padre foi novamente ovacionado durante vários minutos pelos parlamentares e saudou alguns deles para dirigir-se logo a um encontro privado com líderes judeus e depois ao Estádio Olímpico onde celebrou uma multitudinária Missa.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22484

Observações

Houve oposições de parlamentares em motivo da separação da Igreja e o Estado, mas quem disse que ele foi propor esta união? Foi apenas um discurso em favor da moral e da ética cristã que governou a Europa por milênios e agora é desprezada e que está a beira de uma crise de proporções desastrosas.

Houve protestos de alguns anticatólicos que não tem nada para fazer e somente gostam de aparecer na mídia, pois fazer nada para melhorar o mundo não estão fazendo nada. Apenas gritam para aparecerem.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Santo ofício: As Heresias do janseismo e Mordenismo

São Pio X em uma encíclica condenou o
modernismo como uma praga.
» Jansenismo (Séc. XVII)

Jansenius, bispo de Yvres, França deu início a essa heresia num jornal em que ele escreveu sobre Santo Agostinho, no qual ele redefinia a doutrina sobre a graça. Entre outras doutrinas, seus seguidores negavam que Cristo morreu pela salvação de todos os homens, alegando que Ele havia morrido apenas por aqueles que serão finalmente salvos (ou seja, os eleitos). Este e outros erros Jansenistas foram oficialmente condenados pelo Papa Inocêncio X em 1653.

O jansenismo, infelizmente, é hoje encontrado em muitos meios ditos "tradicionalistas". Este debate é frequentemente provocado pelas objeções que muitos fazem à má tradução do Cânon Romano, que traz "por todos" (e não "para muitos") como tradução de "pro multis". Esta tradução está errada como tradução, mas não é teologicamente errada, pois afirma ser o Sacrifício de Cristo suficiente para todos. Os neo-jansenistas, porém, afirmam que teologicamente também está errada.

» Modernismo (Séc. XX)

Os modernistas ensinam, essencialmente, que o homem é incapaz de compreender a realidade e que as "verdades" são meramente idéias relativas. Para o modernista não existem verdades absolutas. As doutrinas que foram infalivelmente definidas pela Igreja podem portanto serem mudadas com os tempos, ou rejeitadas ou reinterpretadas para se adaptarem às modernas preferências.

O Modernismo está entre as mais sérias heresias porque permite a uma pessoa rejeitar qualquer doutrina que foi definida, inclusive aquelas mais cêntricas como a divindade e ressurreição de Cristo. Essa heresia permite a reintrodução de todos os erros das heresias anteriores, bem como novos ensinamentos falsos que os antigos heréticos jamais imaginaram.

O Modernismo é especialmente grave porque ele frequentemente advoga suas crenças usando uma terminologia aproximadamente ortodoxa. O erro é frequentemente expresso através de uma nova interpretação simbólica, por exemplo: Cristo não ressuscitou fisicamente dos mortos, mas a história de sua ressurreição produz uma importante verdade. Uma das táticas mais comuns usadas pela maioria dos modernistas é insistir na premissa de que eles estão dando a interpretação ortodoxa das verdades do Catolicismo.

Da última vez que estive lá, o ninho desta espécie ficava na lista "católicos" da Summer.

As heresias sempre nos acompanharam desde o início da Igreja até os nossos tempos atuais. Geralmente elas sempre tiveram início por membros da hierarquia da Igreja, mas eram combatidas e corrigidas pelos Concílios e Papas. Felizmente temos a promessa de Cristo de que as heresias jamais prevalecerão contra a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mat 16,18), pois a Igreja é verdadeiramente, nas palavras do Apóstolo Paulo, "coluna e sustentáculo da verdade" (1Tim 3,15).