quarta-feira, 30 de novembro de 2011

30 de Novembro - Santo André, Apóstolo

André era filho de um pescador da Galiléia de nome Jonas e era irmão de Simão Pedro. André vivia em Capharnaum e era um seguidor de São João Batista antes de ser apresentado a Jesus. Ele reconheceu Jesus imediatamente como sendo o Messias, e foi o seu primeiro apóstolo. Foi André que apresentou Jesus a seu irmão São Pedro. Com Pedro, João e Tiago, André formava o núcleo dos apóstolos de Jesus. Ele é mencionado no novo testamento como estando presente nos mais importantes evento da vida e missão de Jesus. Após a ressurreição de Cristo e Sua Ascensão André recebeu o Dom de Pentecostes com os outros apóstolos .Historiadores do inicio da era cristã mencionam que ele conduziu missões na Capadócia, Galatia, Bithynia Scythia (do Mar Negro até áreas de parte da Turquia e Ásia) Ele pregou também em Thrace, Macedonia e em Téssala na Grécia.
Ele foi crucificado numa cruz em forma de X em Patrae ,na Achaea .

André foi amarrado, não pregado de modo que seu sofrimento foi mais prolongado. Seu martírio ocorreu no reinado o do Imperador Nero em 30 de novembro de 60 DC. Ele escapou varias vezes da prisão e de julgamentos e de algumas dessas fugas com a ajuda de anjos. Ele enfrentou demônios, salvou um barco naufragado cheio de gente, trouxe pessoas de volta a vida, sofreu perseguições e foi atacado por multidões enfurecidas.

Quando ele foi a julgamento em Achaea, André brigou porque não merecia ser crucificado como seu mestre Jesus e ainda na cruz ele continuou a pregar por dois dias. Perto de vir a morrer, uma luz divina envolveu o seu corpo e aqueles que tentavam atormenta-lo ficavam paralisados. O governador romano, Aegeas ficou louco e sua esposa Maximila, que tinha sido batizada por André, foi quem o sepultou.

Santo André é o patrono da Escócia, Rússia, Grécia, Burgundy, Espanha, Sicília, Baixa Áustria, Nápoles, Ravenna, Brescia, Amalfi , Mantua , Manila, Bruges, Bordeux e Patras. Ele é ainda o padroeiro dos açougueiros, pescadores, mineiros, fazedores de cordas e dos casamentos.
Ele é invocado na proteção contra a gota, contra dores de garganta e tosse e pelos casais com problemas de infertilidade.

Algumas relíquias de Santo André foram levadas para Constantinopla (moderna Istambul) e outras relíquias para Ravenna, Milão, Brescia , Nola e Namur.
Santo André é mostrado na arte litúrgica da Igreja como pescador ou missionário e normalmente com a sua cruz em forma de X.

O início da Advento é sempre no primeiro Domingo após a festa de Santo André. Veja em Diversos como isso pode afetar o ano litúrgico a Sexta da Paixão em relação ao primeiro plenilúrio após o equinócio da primavera.

Sua festa é celebrada no dia 30 de novembro.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santo_andre.htm

Catecismo Romano: "Subiu aos céus e está sentado a direita de Deus Pai Toto-Poderoso" (Parte III)

Pela doutrina do Apóstolo, também subiu aos céus "para apresentar-se agora ante a face de Deus em favor nosso" (Hebr 9, 24), e exercer perante ao Pai o ofício de advogado. "Filhinhos meus, diz São João, escrevo-vos isto, para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar; por advogado junto ao Pai temos a Jesus Cristo, o justo. Ele próprio é propiciação dos nossos pecados" (I João 2, 1ss).

Nada pode inspirar aos fiéis mais alegria e felicidade, do que verem a Jesus Cristo feito patrono de nossa causa, e intercessor pela nossa salvação. Ele que goza junto do Eterno Pai de suma valia e autoridade.

Afinal, preparou-nos um lugar, conforme o havia prometido. Foi em nome de todos nós que Jesus Cristo, como nosso chefe, entrou na glória celeste.

Com sua ida para o céu, abriu as portas que se tinham fechado, em conseqüência do pecado de Adão. Franqueou-nos um caminho para chegarmos à celestial bem-aventurança, conforme predissera aos discípulos na última Ceia. Para confirmar sua promessa com a realidade dos fatos, levou consigo, para a mansão da eterna bem-aventurança, as almas dos justos que tinha arrancado dos infernos.

Esta admirável abundância e dons celeste vem acompanhada de valiosa série de frutos e vantagens.

Primeiramente o mérito de nossa fé cresce até o último grau; porquanto a fé se refere as coisas inacessíveis à nossa vista, e que não ficam ao alcance de nossa razão e inteligência. Portanto, se o Senhor se apartara de nós, diminuir-se-ia o mérito de nossa fé; pois Cristo Nosso Senhor exalta como bem-aventurados "os que não viram, mas creram" (João 20, 29).

Ademais, a subida de Cristo aos céus tem a grande força de confirmar a esperança que se aninha em nossos corações. Crendo que Cristo subiu aos céus, em quanto Homem, e colocou a natureza humana à direita de Deus Pai, grande é a nossa esperança de que também para lá haveremos de subir, como membros seus e de unir-nos com nossa Cabeça (Efes 4, 15 / Col 1, 18). Foi o que o Senhor asseverou pessoalmente: Pai, quero que, onde eu estou, estejam também aqueles que tu me destes" (Jo 17, 24).

Além disso o maior benefício que auferimos foi o de Cristo arrebatar consigo para o céu nosso amor, e de abrasá-lo no Espírito Santo de Deus. Com grande verdade se disse: "Nosso coração está onde estiver nosso tesouro" (Mat 6, 21).

Realmente, permanecesse Jesus Cristo na terra, todas as nossas considerações se concentrariam em seu porte e trato humano. Nele veríamos um homem, que nos cumulou de assinalados benefícios, e por ele teríamos certa afeição natural e terrena.

No entanto, pelo fato de ter subido aos céus, ele espiritualizou nosso amor; fez-nos amar e venerar, como Deus, Aquele que sabemos estar agora ausente.

Nós o verificamos em parte pelo exemplo dos Apóstolos. Enquanto o Senhor estava presente no meio deles, parecia que o consideravam por um prisma quase humano. De outro lado, o próprio Senhor nos afirma com sua palavra: "para vós é bom que eu vá"(Jo 16, 7). Aquele amor imperfeito com que eles amavam Jesus Cristo presente devia ser aperfeiçoado pelo amor divino, e por sinal a vinda do Espírito Santo. Razão porque logo acrescentou: "Se eu não me ausentar, não virá para vós o Consolador" (Jo 16, 7).

Acresce que, assim, Nosso Senhor dilatou sua casa na terra, que é a Igreja, cujo o governo devia ser dirigido pela virtude e assistência do Espírito Santo. Como pastor e chefe supremo de toda a Igreja deixou entre os homens a Pedro, príncipe dos Apóstolos.

Além disso, "a uns constituiu apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres"(Efes 4, 11 / 1Cor 12, 28ss). E, sentado à direita do Pai, não cessa de distribuir, a uns e a outros, os dons que lhes convém a eles como diz o Apóstolo: "A cada um de nós foi dado a graça, segundo a medida com que Cristo a distribuiu"(Efes 4, 7).

Ao fato da Ascensão deve os fiéis aplicar por último os mesmos princípios que expusemos, anteriormente, a propósito dos mistérios da Morte e Ressurreição.

Nossa perfeita salvação, nós a devemos aos sofrimentos de Cristo; e seus méritos plantearam aos justos a entrada para os céus.

Isto não obstante, a Ascensão de Cristo apresenta-se-nos como um modelo, que nos ensina a olhar para o alto, e transportar-nos ao céu em espírito. Dá-nos, entretanto, uma força divina que nos pões em condições de fazê-lo.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

29 de Novembro - São Saturnino, Bispo e Martir


São Saturnino era de Cartago e sofreu o martírio durante a perseguição de Diocleciano. Primeiramente foi condenado a trabalhos forçados na construção das termas que o Imperador quis levantar na Colina Viminal. Juntamente com São Sizínio, foi decapitado na Via Nomentana. São Saturnino é um dos santos mais populares na França e na Espanha. Segundo a Paixão de Saturnino (430-450), ele era bispo de Toulouse, em 250, sob o consulado de Décio e Grato. É o protetor das corridas. Isto porque, segundo a Paixão, recusando-se a sacrificar um touro sobre o altar de Júpiter, foi amarrado ao pescoço do animal que, arrastando o santo pelas escadarias do templo, despedaçou os seus membros.


(Fonte: http://www.catolico.org.br/santo_do_dia/santo.php?codigo=335 )

Preparação para a morte: Paz do justo na hora da morte

PONTO II
“As almas dos justos estão nas aos Deus e não os tocará o tormento da morte. Pareceu, aos olhos dos insensatos, que morriam, mas elas estão na paz” (Sb 3,1). Parece aos olhos dos insensatos que os servos de Deus morrem na aflição e contra sua von-tade, do mesmo modo como os mundanos. Mas não é assim, porque Deus bem sabe consolar os seus filhos no derradeiro transe, e comunicar-lhes, mesmo entre as dores da morte, maravilhosa doçura, como antecipado sabor da glória que brevemente lhes dá de outorgar. Assim como os que morrem em pecado começam já a sentir no leito mortuário algo das pe-nas do inferno, pelo remorso, pelo terror e pelo de-sespero, os justos, ao contrário, com seus atos fre-qüentíssimos de amor a Deus, seus desejos e espe-ranças de gozar a presença do Senhor, já antes de morrer começam a desfrutar aquela santa paz que depois gozarão plenamente no céu. A morte dos San-tos não é castigo, mas sim recompensa.
Quando dá o sono a seus amados, eis aqui a he-rança do Senhor (Sl 126,2-3). A morte daquele que ama a Deus não é morte, mas sono; de sorte que bem poderá exclamar: Dormirei e repousarei na paz do Senhor (Sl 4,8).
O Padre Soares morreu em tão doce paz, que disse ao expirar: “Nunca pude imaginar que a morte me trouxesse tal suavidade”! O Cardeal Barônio foi admoestado por seu médico que não pensasse tanto na morte; ao que ele respondeu: “Por que não? Aca-so hei de temê-la? Não a receio; ao contrário, amo-a”. Segundo refere Santero, o Cardeal Ruffens, pre-parando-se para morrer pela fé, mandou que lhe trouxessem o seu melhor traje, dizendo que ia às bo-das. Quando avistou o patíbulo, atirou para longe o báculo em que se apoiava, e exclamou: Eia, meus pés, caminhai depressa, que o paraíso está perto. Antes de morrer, entoou o “Te Deum” para render graças a Deus de o fazer mártir da fé, e, cheio de a-legria, ofereceu a cabeça ao verdugo. São Francisco de Assis cantava na hora da morte e convidou a que o acompanhassem os demais religiosos presentes. “Meu Pai, — disse-lhe o irmão Elias, — ao morrer, antes devemos chorar do que cantar”. “Pois eu, — replicou o Santo, — não posso fazer outra coisa se-não cantar, porque vejo que dentro em breve irei go-zar a Deus”. Uma religiosa de Santa Teresa, ao mor-rer na flor de sua idade, disse às irmãs que choravam ao derredor dela: “Ó meu Deus! Por que é que cho-rais vós? Vou encontrar-me com meu Jesus Cristo... Alegrai-vos comigo, se me amais”. Conta o Padre Granada que um caçador encontrou, certa vez, um solitário moribundo todo coberto de lepra, mas que estava a cantar. Disse-lhe o caçador: “Como é que podeis cantar nesse estado?” — E o ermitão respon-deu: “Irmão, entre Deus e mim não se interpõe outra muralha que este meu corpo, e como agora vejo que se vai ela caindo aos pedaços, que se desmorona o cárcere, e que, em breve, verei a Deus, me regozijo e canto”. Semelhante desejo de ver a Deus nutria San-to Inácio, o mártir, quando disse que, se as feras vi-essem devorá-lo, ele mesmo as provocaria para que o fizessem. Santa Catarina de Gênova não podia consentir que se considerasse a morte como desgra-ça, e exclamava: “Ó morte querida, quanto és mal apreciada! Por que não vens a mim, que te chamo noite e dia?”. Santa Teresa de Jesus desejava tanto a morte que o não morrer era sua morte, e com esse sentimento compôs sua célebre poesia: Morro, por-que não morro... Tal a morte dos Santos.

AFETOS E SÚPLICAS
Meu Deus e Sumo Bem, se pelo passado não vos amei, agora me entrego, porém, todo a vós. Re-nuncio a todas as criaturas e vos escolho como meu único amor, amabilíssimo Senhor meu. Dizei o que quereis de mim, pois estou decidido a cumprir vossa santa vontade... Jamais tornarei a vos ofender; em vosso serviço quero empregar o resto de minha vida. Dai-me força e ânimo para que compense com meu amor a ingratidão de que usei para convosco. Há muitos anos já que merecia arder nas chamas do in-ferno; mas vós esperastes e até me procurastes para me atrair todo a vós. Fazei agora que arda no fogo do vosso santo amor. Amo-vos, Bondade infinita. Que-reis ser o único objeto do meu  amor, e é justo, porque ninguém me amou tanto como vós, e porque unicamente a vós quero amar, e farei quanto puder para vos ser agradável.
Fazei de mim o que quiserdes. Basta que vos ame e que me ameis... Maria, minha Mãe, ajudai-me e rogai por mim a Jesus!

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Liturgia: Diferentes tipos de missa

1º Espécies: Podem-se distinguir duas espécies de missa - Missa Maior e Missa rezada

Missa Maior será assim chamada por constar de cerimônias numerosas e durar mais tempo.

Dir-se-á: - 1. A missa solene, quando houver diácono e subdiácono a acolitar; - 2. Missa cantada, quando o padre celebrar sozinho, com os meninos do coro.

Nos primeiros séculos, diziam quase sempre Missa solene. Celebrava o Pontífice, rodeado pelos sacerdotes que celebravam conjuntamente e ajudado pelos demais ministros inferiores que exerciam as funções próprias da respectiva Ordem.

Missa rezada, é o nome da missa em que o padre não canta. No século VIII, é que se tornou geral o uso das missas rezadas mas não deixava de ser conhecido nos alvores do cristianismo. Acontecia que os apóstolos e seus sucessores celebravam, sem aparato de solenidade, os santos mistérios, ora em residência particulares, ora nas masmorras e nos cemitérios, e não só de motivo de força maior, mas também por simples devoção. Falta qualquer base histórica na acusação dos protestantes, dizendo que a missa rezada é invenção da Igreja, contrariando a primitiva instituição. Neste compêndio, é o estudo da Missa solene que se faz, porque é mais complexo abrangendo o mais simples.

Divisão da Missa: A missa consta de seis partes principais que são: - a) preparação para o sacrifício; b)instrução; c) oblação; d)cânon; e) comunhão, e f) ação de graças.

Nos primórdios do cristianismo era outra a divisão da missa. O começo era até o ofertório. Abrangia a preparação e a instrução e tinha o nome de missa dos catecúmenos. É porque os catecúmenos, com os judeus e os pagãos, a 2ª classe e a 3ª classe dos penitentes, quer dizer os ouvintes e os prostrados, podiam assistir até à instrução, sendo então despedidos pelo diácono. A segunda parte era o sacrifício eucarístico propriamente dito. Era a missa dos fiéis porque só eles, com os penitentes de 4ª classe ou consistentes, podiam assistir. Entende-se que estes usos desapareceriam quando desaparecesse o próprio catecumenato e a penitência pública. Todavia, permaneceu o caráter especial de cada parte. Na primeira, sucedem-se leituras dos livros Santos, cânticos de salmos e pregações referentes a estes textos. O papel principal é dos fiéis e dos ministros inferiores. A segunda parte diz respeito exclusivamente do sacrifício, e é quase só do padre.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

sábado, 26 de novembro de 2011

I Domingo do Advento: "Vede a figueira e todas as árvores: quando começam a desabrochar, conheceis que está perto o verão". (Ev.)




Durante todo o tempo do advento a Igreja não perde de vista o duplo aparecimento do Senhor: Seu nascimento em Belém, cujo esplendor sempre atual se deve estender até o fim dos tempos, e seu regresso no dia do Juízo final para "condenar às chamas os pecadores e convidar os justos à bem-aventurança" (Hino de matinas). A missa do dia de hoje fala-nos destas duas vindas de Jesus: de misericórdia (1ª vinda) e da justiça (2ª vinda). Alguns passos referem-se indiferentemente a ambas (Intróito, Oração, Gradual, Alleluia), outros fazem apenas alusão ao nascimento do Salvador na humildade do presépio (comunhão, Post-comunhão), e outras finalmente falam de sua vinda como rei em todo o esplendor de seu poder e majestade (Epístola e Evangelho). Os acolhimentos que fizemos a Jesus, agora que ele nos vem salvar, ditará o que ele nos há de fazer quando ele nos vier julgar. Preparemo-nos, portanto, para a festa do Natal por meio de santas expiações e pela emenda de nossas vidas, para estarmos preparados para o julgamento final do qual dependerá, por toda eternidade, o nosso destino. Tenhamos confiança, pois "nenhum dos que esperam em Cristo será confundido" (Intróito, Gradual, Ofertório).



Era na basílica de Santa Maria Maior que todo o povo romano estacionava no primeiro domingo do Advento, para assistir a missa solene celebrada pelo Papa. Escolhia-se essa Igreja por ter sido Maria quem nos deu Jesus e por se conservarem aí as relíquias do presépio no qual a Santíssima Virgem colocou seu divino filho.




Evangelho de Domingo:




Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: Disse Jesus a seus díscípulos: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.
Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas.
Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade.
Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.
Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores.
Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão.
Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus.
Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra.
Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado - Nossa Senhora das Graças

O ano de 1830 ficou marcado pela manifestação da Imaculada Virgem Maria que, do Céu veio trazer-nos o seu retrato da Medalha bendita, à qual por causa dos seus prodígios e milagres, o povo cristão deu o título de Milagrosa.

Não é a Medalha Milagrosa como muitas que se tem inventado para representar os títulos e invocações de Maria Santíssima, medalhas dignas de respeito e veneração pelo que representam, mas que não tem origem mais do que o gosto do artista que as fabricou, ou o fervor do Santo que as divulgou.

Não assim a Medalha Milagrosa; ela é um rico presente que Maria Imaculada quis oferecer ao mundo no século XIX, como penhor dos seus carinhos e bênçãos maternais, como instrumento de milagres e como meio, de preparação para a definição dogmática de 1854.

Foi na comunidade das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, que a Santíssima Virgem escolheu a confidente dos seus desígnios, para recompensar de certo a devoção que o Santo sempre teve à Imaculada Conceição de Nossa Senhora, e que deixou por herança aos seus filhos e filhas espirituais.

Chamava-se ela Catarina Labouré. Nasceu a 2 de maio de 1806, na Côte d'Or, em França, e aos 20 anos de idade tomou o hábito das Filhas da Caridade. Noviça ainda,muito humilde, inocente e unida com Deus, era ternamente devota à Santíssima Virgem, a quem escolhera por Mãe desde que em pequenina ficara órfã, ardia em contínuos desejos de a ver e instava com o seu Anjo da Guarda para que lhe alcançasse este favor. Não foi baldada a sua esperança; entre outras, foi bem célebre a aparição de 18 para 19 de julho de 1830, em que Nossa Senhora a chamou à Capela, e com a irmã se dignou conversar por algumas horas, anunciando-lhe o que em breve aconteceria, enchendo-a de carinhos e consolações.

Mas a mais importante das aparições foi a do dia 27 de novembro de 1830, sábado antes do primeiro domingo do Advento. Neste dia, estando a venerável irmã na oração da tarde, nessa Capela da Comunidade, rua du Bac, Paris, a Rainha do Céu se lhe mostrou, primeiro, junto do arco cruzeiro, do lado da epístola, onde hoje está o altar " Virgo Potens", e depois por detrás do Sacrário, no altar-mor. "A Virgem Santíssima, diz a irmã, estava de pé sobre um globo, vestida de branco, com o feitio que se diz à Virgem, isto é, subido e com mangas justas; véu branco a cobrir-lhe a cabeça, manto azul prateado que lhe descia até aos pés; o cabelo em tranças, seguro por uma fita debruada de pequena renda, sobre ele pousava, o rosto bem descoberto de uma formosura indescritível. As mãos, elevadas até à cinta, sustentavam outro globo, figura do mundo, rematado por uma cruzinha de ouro; a Senhora toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la; o rosto iluminou-se-lhe de radiante claridade no momento em que com os olhos levantados para o céu, oferecia ao Senhor esse globo".

"De repente os dedos cobriram-se de anéis e pedrarias preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Senhora em tal esplendor que já se lhe não via a túnica nem os pés. As pedras preciosas eram maiores umas, menores outras e proporcionais eram também os raios luminosos".

"O que então experimentei e aprendi naquele momento é impossível explicar".

"Como estivesse ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima baixou para mim os olhos, e uma voz interIor me disse no íntimo do coração: ' Este globo que vês representa o mundo inteiro e em especial a França e cada pessoa em particular'. Aqui não sei exprimir o que descobri de beleza e brilho nos raios tão resplandecentes. A Santíssima Virgem acrescentou: 'Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem'."

" Desapareceu então o globo que tinha nas mãos; e como se estas não pudessem com o peso das graças, os braços se abaixaram e se abriram na atitude graciosa reproduzida na Medalha".

"Formou-se então em torno da Virgem, um quadro um pouco oval onde em letras de ouro se liam estas palavras: 'Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Fez-se ouvir então uma voz que me dizia: 'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança' ."

No mesmo instante o quadro pareceu voltar-se e a irmã viu no reverso a letra "M" encimada por uma cruz, tendo um traço na base e por baixo do monograma de Maria os dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro cercado por uma coroa de espinhos, o segundo atravessado por uma espada; e segundo tradução oral comunicada pela vidente, uma coroa de doze estrelas a cercar o monograma de Maria e os corações. Também a mesma irmã disse depois, que a Santíssima Virgem Maria calcava aos pés uma serpente de cor esverdeada com pinturas amarelas.

Passaram-se dois anos sem que os superiores eclesiásticos decidissem o que havia de Fazer-se; até que, depois do inquérito canônico, se cunhou a Medalha por ordem e com aprovação do Arcebispo de Paris, Monsenhor Quélen. Para logo, começou a espalhar-se com muita rapidez a devoção pelo mundo inteiro, acompanhada sempre de prodígios e milagres extraordinários, reanimando a fé quase extinta em muitos corações, produzindo notável restauração dos bons costumes e da virtude, sarando os corpos e convertendo as almas. Entre outros prodígios é célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbonne, acontecida depois da visão que ele teve na Igreja de Santo Andrea delle Frate, em Roma, em que a Santíssima Virgem lhe apareceu como se representa na Medalha Milagrosa.

O primeiro a aprovar e abençoar a Medalha foi o Papa Gregório XVI, confiando-se à proteção dela e conservando-a junto de seu crucifixo. Pio IX,, seu sucessor, o Pontíficie da Imaculada, gostava de a dar como prenda particular da sua benevolência pontífica. Não admira que, com tão alta proteção e à vista de tantos prodígios, se propagasse rapidamente. Só no espaço de quatro anos, de 1832 a 1836, a firma Vechette, incumbida de a cunhar, produziu dois milhões delas em ouro e prata e dezoito milhões em cobre.

Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a crença na Imaculada Conceição de Maria e a devoção para com tão excelsa Senhora; assim se preparou essa apoteose sublime da definição dogmática de 1854, que a Virgem Santíssima veio como que confirmar e agradecer em Lourdes em 1858, coroando assim a aparição de 1830.

Em outras aparições subseqüentes a Santíssima Virgem falou a Catarina de Labouré da fundação de uma Associação das Filhas de Maria que depois o Papa Pio IX aprovou a 20 de junho de 1847, enriquecendo-a com as indulgências da Prima-primária. Espalhou-se pelo mundo inteiro e conta hoje com mais de 150.000 associadas. Leão XIII a 23 de junho de 1894 instituiu a Festa da Medalha Milagrosa; a 2 de Março de 1897 encarregou o Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, de coroar em seu nome a estátua da Imaculada Virgem Milagrosa que está no altar-mor da Capela da Aparição, o que se fez a 26 de julho do mesmo ano. Pio X não esqueceu a Medalha Milagrosa no ano jubilar; a 6 de junho de 1904 concedeu 100 dias de indulgência de cada vez que se diga a invocação: "Ó Maria concebida sem pecado, etc", a todos quantos tenham recebido canonicamente a Santa Medalha; a 8 de julho de 1909 instituiu a Associação da Medalha Milagrosa com todas as indulgências e privilégios do Escapulário azul. Bento XV e Pio XI encheram a Medalha e a Associação de novas graças e favores.

Reflexões:

A Virgem toda radiante de luz calcando a serpente lembra-nos a sua Conceição Imaculada, portanto a queda original e o Salvador prometido.

No reverso vemos a cruz, símbolo da Redenção. Maria associada a essa obra divina, mediadora junto de Jesus; a cruz e os dois corações falam-nos de caridade, penitência, mortificação e amor; as doze estrelas lembram o zelo do apostolado e a recompensa que o espera. Não há inscrição deste lado, porque a cruz e os corações dizem bastante.

Quem não há de procurar trazer, amar, estudar esta Santa Medalha para receber dela todos os frutos de bênção e salvação que Maria Imaculada prometeu e deseja comunicar?

Fonte: http://www.paginaoriente.com/titulos/nsgrac2711.htm

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25 de Novembro - Santa Catarina de Alexandria, Virgem e Mártir

Santa Catarina nasceu no ano 300, em Alexandria, no Egito, numa época em que existia uma forte perseguição aos cristãos. Pertencente a uma família nobre, estudou filosofia, teologia e outras ciências. Além de muito inteligente e culta, era dotada de singular beleza. Fascinado por seus encantos, o imperador Maximino Daia procurou divorciar-se de sua esposa a fim de se casar com Catarina. Diante de sua recusa, ele convocou cinqüenta sábios com o objetivo de convencê-la de que Jesus não era Deus e fazê-la abandonar a sua fé. Entretanto, a Santa não somente refutou as posições dos sábios, como converteu-os ao cristianismo. Furioso pela derrota, Maximino mandou executar todos os sábios e torturá-la sob uma roda com pontas de ferro que, em contato com o seu corpo, quebrou-se ao meio e nada fez contra ela - por causa disso, Santa Catarina é invocada pelos que trabalham com rodas. Foi ordenado, então, que ela fosse decapitada. Quando deceparam sua cabeça, do seu pescoço começou a brotar leite ao invés de sangue -daí, ser ela invocada pelas mães que, tendo pouco leite, precisam amamentar seus filhos. Os relatos de seu martírio continuam. Contam que os anjos desceram dos céus e levaram seu corpo para o Monte Sinai, onde mais tarde teria surgido um mosteiro consagrado à sua memória. Em exaltação à Santa Catarina, foram levantadas numerosas igrejas em toda a Europa. Por sua sabedoria, a Santa é invocada como protetora pelos estudantes, intelectuais e filósofos. Literatura e arte celebraram os louvores e imortalizaram sua figura. A Universidade de Paris escolheu-a como padroeira. E o Brasil honra-se em tê-la protetora de um Estado, que leva seu nome.

O dia 25 de novembro é dedicado a Santa Catarina de Alexandria.



(Fonte: http://www.fundasantos.org.br/index.php?id=interna&index=28&id_parceiro=2 )

Teologia Ascética e Mística: Da graça habitual (Parte I)

Deus Nosso Senhor, querendo, na sua infinita bondade, elevar-nos até Si, na medida em que o permite a nossa fraca natureza, dá-nos um princípio vital e sobrenatural, deiforme: é a graça habitual, graça que se chama criada, por oposição à graça incriada, que consiste na habitação do Espírito Santo em nós. Esta graça torna-nos semelhantes a Deus e une-nos a Ele de uma maneira estreitíssima: "Est autem haec edificatio, Deo quaedam, quoad fieri potest, assimilatio unioque". São estes os dois aspectos que vamos expor, quando a definição tradicional, e determinando com precisão a união produzida pela graça entre a nossa alma e Deus.


Definição


Define-se ordinariamente a graça habitual: uma qualidade sobrenatural, inerente à nossa alma, que nos faz participar, dum modo real, formal, mas acidental, da naturezas e vida divinas.


É pois uma realidade de ordem sobrenatural, não porém substância, pois que substância nenhuma criada pode ser sobrenatural; é uma maneira de ser, um estado da alma, uma qualidade inerente à substância da nossa alma, que transforma e eleva acima de todos os seres naturais, ainda os mais perfeitos; qualidade permanente, de sua natureza, que fica em nós, enquanto não expelimos da nossa alma cometendo voluntariamente um pecado mortal. "É, diz o Cardeal Mercier¹, apoiando-se em Bossuet, esta qualidade espiritual que Jesus difunde em nossas almas; que penetra o mais intimo da nossa substância; e que se imprime no mais secreto de nossas almas e se derrama (pelas virtudes) em todas as potências e faculdades da alma; que, tomando posse dela interiormente, a torna pura e agradável aos olhos deste divino Salvador e faz seu santuário, seu templo, seu tabernáculo, enfim seu lugar de delícias"


Esta qualidade tornar-se, segundo a enérgica expressão de São Pedro, participantes da natureza divina, divinae consortes nature; faz-nos entrar, communicatio Sancti Spiritus; em sociedade com o Pai e o Filho, ajunta São João. É que não nos faz iguais a Deus, mas unicamente seres deiformes, semelhantes a Deus; dá-nos, não a vida divina em si mesma, que é necessariamete incomunicável, senão uma vida semelhante à de Deus. Eis o que vamos explicar, na medida em que a inteligência humana pode atingir mistério tão sublime.


A vida própria de Deus é ver-se a si mesmo diretamente e amar-se infinitamente. Criatura alguma, por mais perfeita que se suponha, pode si mesma comtenplar a essência divina "que habita uma luz inacessível, lucem inhabitat inacessibilem". Mas Deus, por um privilégio inteiramente gratuito, chama o homem a comtemplar esta divina essência no céu; e, como este por si mesmo é incapaz, Deus eleva, dilata, fortifica-lhe a inteligência pelo lume da glória. Então, diz-no-lo São João, seremos semelhantes a Deus, porque o veremos como ele é em si mesmo: "Smiles ei erimus, quoniam videbimus eum sicut est". Veremos, acrescenta São Paulo, não já através do espelho das criaturas, senão face a face, sem intermédio e sem nuvem, como uma claridade luminosa: "Videmus nunc per speculum in aenigmate, tunc autem facie ad faciem". E assim, participaremos, se bem que de modo finito, da vida própria de Deus, pois o conheceremos como ele se conhece e o amaremos como ele se ama a si mesmo. O que os teólogos explicam, dizendo que a essência divina virá unir-se ao mais íntimo da nossa alma, e nos servirá de espécie impressa para nos permitir vê-la sem intermédio algum criado, sem imagem alguma.


(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor

9. Prostrou-se com o rosto por terra (Mt 26,39). Vendo-se Jesus sobrecarregado com a incumbência de satisfazer pelos pecados do mundo inteiro, prostrou-se com a face em terra para suplicar pelo homem, como se se envergonhasse de levantar os olhos para o céu ao ver-se sob o peso de tantas iniqüidades. Ah! meu Redentor, eu vos vejo todo aflito e pálido por vossos sofrimentos e, numa agonia mortal, rezais: Posto em agonia rezava com mais instância (Lc 22,43). Dizei-me por quem orais? não foi tanto por vós que então suplicastes, mas sim por mim, oferecendo ao Eterno Pai vossas poderosas súplicas
unidas às vossas penas, para obter-me o perdão de minhas culpas. “O qual, nos dias de sua mortalidade, oferecendo com grande clamor e com lágrimas e súplicas àquele que o podia salvar da morte, foi atendido pelo seu submisso respeito” (Hb 5,7). Ah! meu Redentor, como pudestes amar tanto a quem tanto vos ofendeu? Como pudestes aceitar tantos sofrimentos por mim, conhecendo já então a ingratidão com que vos haveria de tratar? 10. Ó meu Senhor afligido, fazei que eu participe da dor que então sentistes pelos meus pecados. Eu os detesto no presente e uno este meu arrependimento ao pesar que sentistes no horto. Ah! meu Salvador, não olheis para meus pecados, pois não me bastaria o inferno; olhai para os sofrimentos que suportastes por mim. Ó amor de meu Jesus, sois o meu amor e minha esperança. Senhor, eu vos amo com toda a minha alma e quero amar-vos sempre. Pelos merecimentos daquela angústia e tristeza que sofrestes no horto, dai-me fervor e coragem nas empresas para vossa glória. Pelos merecimentos de vossa agonia, dai-me força para resistir a todas as tentações da carne e do inferno. Dai-me a graça de me recomendar sempre a vós e de repetir sempre com Jesus Cristo: Não o que eu quero, mas sim o que vós quereis. Não se faça a minha, mas sempre a vossa divina vontade. Amém.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia nacional de Ação de graças - Última Quinta-feira depois de Pentecostes


Hoje é o dia nacional de ação de graças no Brasil. Todo o dia é dia de rendermos graças ao Senhor Onipotente criador do Céu e da Terra, mas o dia de hoje foi criado de forma a recordar esta nossa obrigação para com Deus Nosso Senhor. Render graças é reconhecer que tudo e todos tem sua origem em uma única pessoa. Devemos hoje render graças por mais um ano que está preste a findar e por outro que se aproxima. Nesta última quinta-feira depois de Pentecostes, devemos olhar para o Céu e render graças por toda nossa existência e pelos bens que Deus nos tem proporcionado.



Hoje é um dia de reflexão em que ao reconhecermos que os bens são provenientes de Deus, também devemos reconhecer que os males são causados pela desordem originária do pecado. Os males da sociedade, e que também são nossos, são provenientes da miséria humana, fruto do egoísmo que impele que outros possam ter acesso aos bens que Deus nos concede. Rendamos graças a Deus e peçamos também para que nosso coração se torne semelhante ao coração generoso de Deus, que faz o bem sem olhar a quem e que faz brilhar o Sol para os justos e para os maus.


TE DEUM
Te Deum laudamus: te Dominum confitemur.
Te æternum Patrem omnis terra veneratur.
Tibi omnes Angeli, tibi Cæli, et universæ Potestates: Tibi Cherubim et Seraphim incessabili voce proclamant: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.
Pleni sunt cæli et terra majestatis gloriæ tuæ.
Te gloriosus Apostolorum chorus, Te Prophetarum laudabilis numerus, Te Martyrum candidatus laudat exercitus.
Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia, Patrem immensæ majestatis: Venerandum tuum verum et unicum Filium: Sanctum quoque Paraclitum Spiritum. Tu Rex gloriæ, Christe.
Tu Patris sempiternus es Filius, Tu, ad liberandum suscepturus hominem, non horruisti Virginis uterum.
Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna cælorum. Tu ad dexteram, Dei sedes, in gloria Patris. Iudex crederis esse venturus.
(Ao versículo seguinte, todos se inclinam) Te ergo quæsumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti.
Æterna fac cum Sanctis tuis in gloria munerari.
Salvum fac populum tuum, Domine, et benedic hereditati tuæ.
Et rege eos, et extolle illos usque in æternum.
Per singulos dies benedicimus te; Et laudamus Nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi.
Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire.
Miserere nostri domine, miserere nostri.
Fiat misericordia tua, Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.
In te, Domine, speravi: non confundar in æternum.
V. Benedicamus Patrem, et Filium, cum Sancto Spiritu.
R. Laudemus, et superexaltemus eum in sæcula.
V. Benedictus es, Domine, in firmamento cæli.
R. Et laudabilis, et gloriosus, et superexaltatus in sæcula.
V. Domine, exaudis orationem meam.
R. Et clamor meus ad te veniat.
V. Dominus vobiscum.
R. Et cum spiritu tuo.
Oremus.
Deus, cujus misericordiæ non est numerus, et bonitatis infinitus est thesaurus: + piissimæ maiestati tuæ pro collatis donis gratias agimus, tuam semper clementiam exorantes; * ut, qui petentibus postulata concedis, eosdem non deserens, ad præmia futura disponas. Per Christum Dominum nostrum.
R. Amen.

24 de Novembro - São João da Cruz, Confessor e Doutor da Igreja


Ele nasceu com o nome de João de Ypes de Alvares em Fontiveros, Castilha, Espanha. Foi criado por sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino. Ele estudou no Colégio Jesuíta em Medina, e já era aprendiz com a idade de 15 anos no hospital de Nossa Senhora da Conceição. Em 1563 ele entrou para o Monastério dos Carmelitas em Medina do Campo e tomou o nome de João de São Mathias, e após o noviciado foi enviado para o monastério Carmelita perto da Universidade de Salamanca. Ele estudou ali de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567.
João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e ele considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘Ávila. Ela logo depois lançava a famosa reforma na Ordem das Carmelitas. João imediatamente conseguiu permissão para aderir ao rígido ascetismo da regra original da ordem e imediatamente se juntou a Santa Teresa em sua causa. Os dois se tornaram bons amigos e eles em pouco tempo estabeleceram o primeiro monastério dos Descalços em Duruelo, adotando ao mesmo tempo o nome de João da Cruz. O resto de sua vida foi devotado a promoção, reformas e escritos. De 1571 ele foi o reitor do monastério em Alcala ,de 1572 a 1577 foi o confessor do convento da Incarnação em Ávila e conseguiu em 1579 a separação das Carmelitas em Carmelitas Calçadas Descalças, duas comunidades separadas, sendo a Segunda com regras bem mais duras. De 1579 a 1582 ele foi o Reitor do Colégio que ele fundou em Baeza e depois Reitor em Granada e Prior em Segovia.

Através dos anos João sofreu grandes provações. Sofreu vários julgamentos e severas oposição às suas reformas mesmo dentro da Ordem, especialmente daqueles frades que recusavam a validade dos Carmelitas Descalços e tramavam intrigas e esquemas contra Santa Tereza d’Ávila e São João da Cruz. Em 1577, por exemplo, ele ficou preso em uma cela no Monastério de Toledo, escapando após nove meses com um corda feita de pedaços de pano e subiu para a liberdade no dia da Festa da Ascensão. Ele se refugiou no Monastério de El Calvário em Andaluzia.

Ele viveu em constante ameaça da Inquisição Espanhola e foi muito maltratado por Nicola Doria eleito superior da Ordem dos Carmelitas Descalços em 1583. A política de Doria era tão cruel que João se opôs a ele no Conselho Geral em 1591. Isto levou a Doria a retirar dele todos os postos e bani-lo para o Monastério de La Peneula, em Andaluzia. João morreu em 14 de dezembro de 1591 no Monastério de Ubeba. Ele fundou a Ordem dos Hospitaleiros de São João da Cruz destinada a atender os pobres e doentes.

Conhecido como Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas em tratados, em forma de poemas com comentários teológicos. Estes renomados poemas incluem o "Cântico Espiritual ", "Ascensão ao Monte Carmel", "Chama de Amor" e "Noite Sombria da Alma". Através destes trabalhos João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus. Ele permanece um dos mais expressivos e profundos teólogos místicos da historia da Igreja. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 pelo Papa Benedito XIII e declarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI.


(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_cruz.htm )

Santo ofício: Respostas católicas a heresia protestante: Livre interpretação da Bíblia

Heresia Protestante: os protestantes proclamam a total liberdade individual na interpretação da Bíblia. E questionam: Por que a Igreja Católica não permite?

Resposta: o resultado lamentável da livre interpretação e a divisa em milhares e milhares de seitas, contrariando a vontade de Jesus Cristo na Última Ceia: “João 17, 20-21”. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.

Outro terrível efeito nestas seitas é a negação de alguns sacramentos e de muitas verdades importantes, ordenadas por Cristo: “Mateus 28, 19-20”. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

A Igreja Católica zelava e zela para permanecer fiel e obediente à vontade de Cristo. Por isso que, ao longo dos séculos, entre tantas línguas e raças, permanece firme na unidade, na doutrina e em todos os sacramentos recebidos de Jesus. Por isso, São Paulo chama a Igreja de Cristo: “1 Timóteo 3, 14-15”. Estas coisas te escrevo, mas espero ir visitar-te muito em breve. Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.

O mesmo São Paulo nos dá instruções de como organizarmos a Igreja: “Tito 1, 5-9”... Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as formas que te tracei. (Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação. Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.

Alguns crentes (protestantes) argumentam em favor da livre interpretação da Bíblia com as palavras de São Paulo em: “2 Timoteo 3, 14-17”. Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.

Pois bem, toda a obra boa por excelência, recomendada por Jesus e também por São Paulo, repetidas vezes, é a união de todos os Cristãos na mesma Igreja – “o corpo de Cristo”, na mesma fé, na mesma doutrina e tradição Apostólica.

Ao contrário, a livre interpretação da Bíblia leva a divisão, ao abuso e às provocações entre o povo de Deus. Escutemos a advertência de São Pedro: “2 Pedro 1, 20”. E mais: “2 Pedro 3, 16”.

Alguns protestantes argumentam em favor da liberdade de interpretação da Bíblia com as palavras de São Paulo (II Tim 3,14-17): "Desde a infância você conhece as Escrituras... Toda a Escritura divinamente inspirada é útil para ensinar, para repreender e para corrigir, para formar na justiça, afim de que todo homem de Deus seja perfeito, apto para toda boa obra". Pois bem; claro a boa obra por excelência, recomendada por Jesus e por São paulo, repetidas vezes, é a união de todos os cristãos na mesma igreja - o Corpo místico de Cristo, na mema fé, na mesma doutrina e tradição apostólica. Pelo contrério, as divisões e seitas são a pior obra, nascida por uso leviano e lamentável abuso da Bíblia.

Escutemos ainda as claras advertências de São Pedro sobre a livre interpretação: (II Pd 1,20): Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. . E mais para frente escreve: (II Pd 3,16) É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escritura.

(São João 8,44)
Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
 
(Gálatas 1,9)
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

Fonte: Respostas da Bíblia às acusações dos "crentes" contra a Igreja Católica - Pe. Vecente, SDV


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Catecismo Romano: "Subiu aos céus e está sentado a direita de Deus Pai Todo-Poderoso." (Parte II)

Para mostrar mais amplamente o sentido deste artigo, devemos estudar a história de Ascensão, conforme descreveu com admirável precisão o evangelista São Lucas, nos Atos dos Apóstolos (Atos 1, 1-11).

Na explicação, será preciso antes de tudo observar que todos os outros mistérios se referem a Ascensão como a um ponto final, que resume a perfeição e a consumação de todos.

Com efeito, assim como pela Encarnação do Senhor começam todos os mistérios de nossa religião, assim também pela Ascensão termina a sua peregrinação neste mundo.

Os demais artigos do credo, relativos a Cristo Nosso Senhor, dão a conhecer sua extrema humildade e aviltação; pois nada se pode conceber de mais baixo e aviltante que o filho de Deus se revista, por nossos amor, na natureza humana e fragilidade, e queira sujeitar-se ao sofrimento e a morte.

Ora, como no artigo anterior confessamos que ressuscitou dos mortos; e no presente que subiu aos Céus, e está sentado a direita de Deus Pai, não existe expressão mais sublime e grandiosa, para nos dar uma idéia de sua glória suprema e divina majestade.

Depois desta exposição, é preciso explicar bem as razões porque Cristo subiu aos Céus. Antes de tudo, subiu aos céus, porque a seu corpo, dotado de glória imortal desde a ressurreição, já não lhe convinha esta obscura morada da Terra, mas antes a elevada e esplendorosa mansão dos céus.

E não foi só para tomar posse do trono de glória e poder, merecido a custo de sangue; mas também para diligenciar tudo o que concerne à nossa salvação.

Além disso, foi para provar que realmente que "seu reino não é deste mundo" (Jo 18, 36). Os reinos do mundo são terrenos e passageiros, apóiam-se e grandes cabedais e na força da carne. Ora, o reino de Cristo não era terrestre, como os judeus esperavam, mas espiritual e eterno. Colocando seu trono nos céus, demonstrou que as forças e as riquezas de seu reino eram de natureza espiritual.

Neste reino, os mais ricos e os mais providos com a abundância de todos os bens são aqueles que procuram com maior ardor as coisas de Deus. Santiago, com efeito declara que Deus escolheu os pobres deste mundo, para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que Deus prometeu aqueles que o amam" (Tiago 2, 5).

Pela Ascensão, Nosso Senhor queria também que, subindo ele aos céus, continuássemos a segui-lo com saudosos pensamentos. Com efeito, pela sua morte e ressurreição, deixou-nos um exemplo que nos mostra como se deve morrer e ressurgir espiritualmente. Pela sua Ascensão também nos ensina a educar a erguer-nos nossas mentes aos céus, enquanto vivemos na terra; a reconhecermos que, na terra somos hóspedes e peregrinos em demanda da pátria, concidadãos dos santos e membros das família de Deus (Efe 2, 19), pois como diz o mesmo Apóstolo: "Nosso viver é no céu" (Filip 3, 20).

A eficácia e a grandeza destes inefáveis benefícios que a bondade de Deus derramou sobre nós, desde muito as havia vaticinado o santo profeta Davi: "Subindo ao alto, arrebatou como presas os escravos, e distribuiu os dons aos homens" (Sal 67, 19). Neste sentido interpreta o Apóstolo a presente passagem (Efe 4, 8).

Efetivamente, ao cabo de dez dias, enviou ele o Espírito Santo, de cuja virtude e exuberância encheu a multidão de fiéis que ali estavam. Então cumpriu verdadeiramente aquela grandiosa promessa: "Para vós convém que eu me vá. Se eu não for, não virá a vós o Consolador; mas se eu for, eu vo-lo enviarei" (João 16, 7).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

22 de Novembro - Santa Cecília, Virgem e mártir

Viveu no terceiro século
Uma das mais famosas virgens mártires. Ela era um membro de uma família nobre e casou-se contra sua vontade com Valeriano, mas o convenceu a respeitar sua virgindade e ele se converteu ao cristianismo. Valeriano e o irmão de Cecília, Tiburcio foram presos e seu corpos martirizados. Eles foram decapitados no vilarejo de Pagus Tropius perto de Roma.
Quando estava enterrando os dois, Cecilia foi presa e julgada por Almachius, que a condenou a morte por asfixia, presa em uma sala de banho turco totalmente lacrada.
É a padroeira dos músicos porque diz a tradição que, quando foi colocada para morrer asfixiada na câmara de banho turco, não parava de cantar musicas de louvor ao Senhor e depois de longo tempo, os seus executores ficaram furiosos e mandaram que ela fosse degolada.
O soldado encarregado de cortar sua cabeça falhou de maneira inexplicável e Santa Cecília viveu por três dias antes de morrer pelos seus ferimentos em 16 de setembro. Ela foi enterrada no cemitério de São Callistus.
Seu nome entrou para a "Prece Euscaristica" bem cedo. O Papa Paschal I (817-824) mandou que suas relíquias fossem levadas para Trastevere. Assim suas relíquias estão hoje na Catedral de Santa Cecília em Trastevere.
É a santa que tem mais capelas e templos, com seu nome, na Europa.
Temos varias igrejas e capelas paroquiais com o seu nome em Boadella d'Empordà, Montcal, Sadernes, Les Serres, Terrades y Torrentbó. Tambem temos capelas em São Miquel de Pineda e outra na Catedral de Girona . Em Mieres se celebra uma festa no seu dia com todos os músicos da cidade e dos arredores.

Sua festa é celebrada no dia 22 de novembro.


Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_cecilia.htm

Preparação para a morte: Paz do justo na hora da morte

Justorum animae in manu Dei sunt; non tanget illos tormentum mortis; visi sunt oculis insipien-tium mori, illi autem sunt in pace. As almas dos justos estão na mão de Deus e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; mas e-les estão em paz (Sb 3,1).

 PONTO I
Justorum animae in manu Dei sunt. Se Deus tem em suas mãos as almas dos justos: quem é que poderá lhas arrebatar? Certo é que o inferno não dei-xa de tentar e perseguir os próprios Santos na hora da morte, mas Deus, — diz Santo Ambrósio, — não cessa de assisti-los, aumentando seu socorro à me-dida em que cresce o perigo de seus servos fiéis1. O servo de Eliseu ficou consternado quando viu a cida-de cercada de inimigos. Mas o Santo animou-o, di-zendo: “Não temas, porque há mais gente conosco que da parte deles” (4Rs 6,16), e em seguida mos-trou-lhe um exército de anjos enviados por Deus para a sua defesa. O demônio não deixará de tentar o mo-ribundo, mas acudirá também o Anjo da Guarda para confortá-lo; virão os santos protetores; virá São Mi-guel, destinado por Deus para a defesa dos servos fiéis, no combate derradeiro; virá a Virgem Santíssi-ma, e acolhendo sob o seu manto quem foi seu devo-to, derrotará os inimigos; virá Jesus Cristo mesmo a livrar das tentações essa ovelha inocente ou peniten-te, cuja salvação lhe custou a vida. Dar-lhe-á a espe-rança e a força necessária para vencer nessa bata-lha, e a alma, cheia de valor, exclamará: “O Senhor se fez meu auxiliador” (Sl 29,11). “O senhor é a mi-nha luz e a minha salvação: que tenho a recear?” Sl 26,1). Deus é mais solícito para salvar-nos do que o demônio para perder-nos; porque Deus nos tem mais amor que aborrecimento nos tem o demônio.
Deus é fiel — disse o Apóstolo, e não permite que sejamos tentados além das nossas forças (1Cor 10,13). Dir-me-eis que muitos santos morreram com receio da sua salvação. Respondo que são pouquís-simos os exemplos de pessoas que, depois de uma vida boa, tenham morrido com esse temor. Vicente de Beauvais diz que o Senhor permite, às vezes, que isto ocorra a alguns justos, a fim de, na hora da mor-te, purificá-los de certas faltas leves. Por outra parte, lemos que quase todos os servos de Deus morreram com o sorriso nos lábios. Todos tememos na morte o juízo de Deus; mas, assim como os pecadores pas-sam desse temor ao horrendo desespero, os justos passam do temor à esperança.
Segundo refere Santo Antonino, São Bernardo, estando enfermo, sentia-se receoso e estava tentado de desconfiança, mas, lembrando-se dos merecimen-tos de Jesus Cristo, dissipou-se-lhe todo o temor, e dizia: Vossas chagas são meu merecimento. Santo Hilarião temia também, mas exclamou logo alegre-mente: “Que temes tu, minha alma? Cerca de se-tenta anos serviste a Cristo; e agora temes a mor-te?” O que equivale a dizer: Que temes, minha alma, depois de haver servido a um Deus fidelíssimo, que não sabe abandonar os que lhe foram fiéis durante a vida? O Padre José de Scamaca, da Companhia de
Jesus, respondeu aos que lhe perguntaram se morria com esperança: Então! Servi acaso a Maomé para duvidar da bondade de meu Deus, até ao ponto de temer que não queira salvar-me? Se na hora da mor-te vier a atormentar-nos o pensamento de termos al-guma vez ofendido a Deus, recordemos que o Se-nhor prometeu esquecer os pecados dos penitentes (Ez 18,31-32). Dirá alguém talvez: Como poderemos estar seguros de que Deus nos perdoou?... Essa mesma pergunta se fez São Basílio4, e respondeu, dizendo: Não só odiei a iniqüidade, mas a abominei. Aquele que detesta o pecado pode estar certo de que Deus lhe perdoou. O coração do homem não vive sem amor: ou ama a Deus ou ama as criaturas. Mas quem é que ama a Deus? Aquele que observa os seus mandamentos (Jo 14,21). Portanto, aquele que morre observando os preceitos de Deus, morre a-mando a Deus; e o que ama a Deus, nada tem a te-mer (Jo 4,18).

AFETOS E SÚPLICAS
Ó Jesus! Quando chegará o dia em que vos pos-sa dizer: Deus eu, já não vos posso perder? Quando poderei vos contemplar face a face, certo de amar-vos com todas as minhas forças por toda a eternida-de? Ah, Sumo Bem e meu único amor! Enquanto vi-ver, estarei sempre em perigo de ofender-vos e per-der vossa graça. Houve um tempo de desleixo em que não vos amei, em que desprezei vosso amor... Pesa-me 29 dele com toda a minha alma, e espero que me tenhais perdoado, pois vos amo de todo o coração e desejo fazer quanto possa para amar-vos e vos ser agradável. Mas como ainda estou em perigo de negar-vos meu amor e de afastar-me de vós outra vez, rogo-vos, meu Jesus, minha vida e meu tesouro, que não o permitais... Se tão grande desgraça tiver de me suceder, fazei-me antes morrer neste momen-to da morte mais dolorosa que escolhereis, que assim o desejo e vo-lo peço. Meu Pai, pelo amor de Jesus Cristo, não me deixeis cair em tão grande ruína! Cas-tigai-me como vos aprouver. Mereço-o e o aceito, mas livrai-me do castigo de ver-me privado do vosso amor e da vossa graça. Meu Jesus, recomendai-me ao vosso Pai! Maria, minha Mãe, rogai por mim ao vosso divino Filho; alcançai-me a perseverança em sua amizade e a graça de amá-lo; e depois que faça de mim o que lhe aprouver.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

21 de Novembro, Apresentação de Nossa Senhora


Depois de celebrarmos no dia 08 de Setembro o Natal da Senhora e, quatro dias depois o seu Santo nome de Maria que lhe foi imposto, vamos celebrar hoje a apresentação no templo dessa filha da benção. As três primeiras festas do ciclo marial são eco do ciclo Cristológico que igualmente celebra o natal do Senhor (25 de Dezembro), o Santíssimo Nome de Jesus (2 de Janeiro) e a Apresentação ao templo (2 de Fevereiro). A festa de hoje já se celebrava no Oriente no século VI. Gregório XI introduziu-a em Avinhão em 1562. Sixto V declarou-a de obrigação para toda a Igreja em 1850, e Clemente VIII elevou-a a uma categoria maior. O oferecimento da Senhora no templo confunde-se com o de Jesus; e o nosso deve confundir-se com o dela naquela unidade perfeita que Deus quer realizar por meio de Jesus Cristo.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

Liturgia: Cerimônias Simbólicas

As principais cerimônias simbólicas vêm a ser: o uso das luzes, o uso do incenso, e o emprego do sinal da santa cruz.

O uso de luzes: É claro que nas origens era para fins de necessidade. Em meio das trevas das catacumbas, onde os cristãos perseguidos tinham que celebrar os Sagrados Mistérios, era indispensável acender as luzes. Mudando a situação e os fiéis podendo aparecer em plena luz do dia, conservaram-se as luzes a fim de: - 1. Realçar e embelezar as funções sacras de culto, e - 2. Representar, ha um tempo, Nosso Senhor Jesus Cristo que é luz do mundo e luz verdadeira a ser imolado no altar, e a alma cristã a quem deve abrasar o fogo da caridade para com Deus.

O uso do incenso: Volutas de fumo, a evolar-se para as alturas, concretizam admiravelmente a adoração e as preces que ascendem da nossa alma ao trono de Deus. É ainda sinal de profundo acatamento por tudo quanto participa da santidade, incensando-se, por isso, as relíquias, o livro dos evangelhos, o padre que diz a missa, o clero e os fiéis.

Emprego do sinal da Santa Cruz: O sacerdote, na missa, faz muitas cruzes sobre si mesmo, sobre o livro, a hóstia e o cálice, ou sobre os fiéis. Varia a significação destas cruzes, de acordo com as palavras ou atos que acompanham, e com o momento em que se praticam. - 1. A intenção geral é recordar os mistérios da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Redenção. - 2. Antes da consagração, indica benção e santificação: é destinado a preparar os elementos de pão e vinho para a mais sublime das transformações. - 3. Após a consagração, o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo não podem receber bênçãos do sacerdote. Logo, há de ser outra a intenção do sinal. É o gesto de reforçar a palavra. De uma parte, a prece designando o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo; de outra, o sinal da cruz afirmando que são os mesmos, a mesma vítima, este Corpo e este Sangue presentes no altar, e o holocausto do Calvário.

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

sábado, 19 de novembro de 2011

Último Domingo depois de Pentecostes: "Então aparecerá no céu o sinal do filho do homem". (Ev.)

O ciclo litúrgico termina com esta ultima semana do ano eclesiástico, e com ela a história do mundo, que nos veio revelando desde a origem, no Advento até o seu término no último domingo depois de Pentecostes.


O breviário e o missal chamam a atenção para o fim do mundo e para o juízo final. Eis que o Senhor vai sair do seu lugar - diz o profeta Miqueias nas lições das orações de Matinas (Ofício divino). Descerá e pisará os altos da Terra. Destruirá as montanhas. E os vales fundir-se-ão como a cera na chama e como as águas que rolam para o abismo. E fará tudo isso por causa dos crimes de Jacó e dos pecados da casa de Israel. Depois de fulminar Israel com estas ameaças, o Profeta há de revelar a promessa de salvação. Cristo nascerá em Belém, e seu reino, o reino de Jerusalém celeste não terá fim. Os profetas Nahum, Abacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, que se leram durante a semana, confirmam o vaticínio de Miqueias. E Jesus no Evangelho começa por evocar a profecia de Daniel, que anuncia a a ruína total e definitiva do templo de Israel pelas armas romanas. Aquela abominável desolação era o castigo que o povo merecera por haver elevado ao auge, a sua infidelidade, rejeitando a pedra angular, que era Jesus Cristo. E nós sabemos como a profecia se realizou alguns anos após a morte do Salvador. A angústia foi tanta que se o assédio durasse por mais algum tempo nenhum judeu teria escapado da morte. Deus abreviou, porém, aqueles dias, para que se convertesse os que se salvassem depois desta prova tão rude. Assim acontecerá no fim do mundo "Tunc, então", quer dizer, quando Cristo voltar as atribulações serão mais angustiantes ainda. De novo reinará a abominação da desolação, porque "o homem da iniqüidade da oposição levantar-se-á, segundo o apóstolo, contra tudo que está ligado a Deus, e há de se sentar no templo e exigir um culto de divindade". Mas ainda Deus aqui abreviará estes dias terríveis por causa dos eleitos. Virá então o Senhor, não como da primeira vez, apagado e humilde num recanto da Terra, mas coroado de glória e fulgurante como um relâmpago. Os eleitos voarão ao seu encontro como as águias. Os cataclismos dos Céus e da terra darão sinais de sua vinda e todas as tribos verão o estandarte flutuante da Redenção e do filho do homem que se aproxima com grande poder e majestade. "Quando os maus desejos se apoderam de vós, comenta São Basílio, queria que pensassem naquele tribunal terrível onde todos de nós iremos ter de comparecer. Conduzidos um a um, nós, que estamos aqui a falar, daremos contas na presença do Universo de todas as ações de nossas vidas. E então aqueles que pecaram gravemente ver-se-ão cercados de anjos terríveis e disformes que os arrastarão para os abismos infernais e de confusão eterna. Isto deveis temer, e penetrados deste temor, servi-vos dele como um freio para cobrir a alma dos vícios e do pecado." E a Santa Igreja, instituindo no pensamento do Santo Doutor, exorta-nos pela boca de São Paulo, anda de maneira digna do Senhor, e há de frutificar de todas as espécies de obras, para que, fortalecidos com a graça divina, soframos com alegria e paciência as contrariedades da vida. Dando graças ao Pai que nos deu parte na herança do seu filho Nosso Senhor Jesus Cristo.


No fim dos tempos, tendo vencido totalmente os inimigos, que ressuscitarão para o castigo, e feito rei incontestável dos eleitos, que esperavam a sua vinda para entrar de corpo e alma na glória, Cristo deporá nas mãos do Pai o reino que conquistou por meio do seu Sangue, como homenagem perfeita da cabeça e dos membros. E será então a verdadeira Páscoa, a passagem plena a terra da promessa, a conquista e a ocupação definitiva da Jerusalém celeste, onde, nesse templo que não é obra humana, louvaremos o nome de Deus para sempre.

Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses (1, 9-14) - Irmãos: Por isso, também nós, desde o dia em que o soubemos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus: Naquele Tempo:
Jesus disse a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem o que é dito - então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas.
Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa.
E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias!
Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado;
porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.
Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.
Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais.
Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.
Eis que estais prevenidos.
Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais.
Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem.
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas.
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade.
Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra.
Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo.
Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta.
Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

19 de Novembro - Santa Isabel da Hungria, Confessora, Viúva


Nasceu em 1207 em Presburg, Hungria e era princesa e filha do Rei André da Hungria, casou-se com o príncipe Luís de Thuringa na idade de 13 anos Construiu um hospital no sopé da montanha na qual o seu castelo ficava e ela mesmo cuidava dos doentes. Sua família se opunha a isto, mas ela insistia que deveria seguir os ensinamentos de Cristo.
Certa vez ela estava levando comida para um doente pobre e Luís mandou que ela parasse e olhou debaixo do seu manto, mas em vez de comida ele só encontrou rosas. Este teria sido o seu primeiro milagre. Com a morte de Luís ela vendeu tudo que tinha e deu maior assistência aos pobres e doentes. Diz a tradição que ela curava certos doentes apenas com suas preces.
Como Wartburg era localizado no alto de um morro íngreme e de difícil acesso aos doentes ela construiu um hospital no pé do morro e várias vezes ela mesma alimentava e cuidava dos doentes. Certa vez foi vista carregando para dentro do castelo uma criança pequena com lepra e o colocou em um cama e as criadas da corte se assustaram e chamaram seu marido Luís, para mostrar o que sua esposa havia feito. A chegar e olhar para a criança ele somente viu o Menino Jesus sorrindo para ele. Desmaiou.
Após esse milagre ela, com a benção de seu marido, construiu orfanatos, fundou outro hospital com 28 camas (considerado de bom tamanho para a época) e ainda providenciou para que centenas de pessoas fossem alimentadas diariamente.
Certa vez horrorizada com a coroa de espinhos na cabeça de Jesus, nunca mais usou sua coroa dentro de uma igreja ou capela, e nos dias de jejum e na semana santa e feriados religiosos ela não usava a coroa e nem as vestimentas de rainha e sim modestas vestes comuns, algumas em farrapos. Seus criados e criadas eram proibidas de a servirem ou a atenderem nesses dias. Fazia questão de fazer tudo sozinha.

Ela deu grande quantidade de grãos a uma Alemanha faminta e por isto é a padroeira dos padeiros e dos campos de trigo. Ela faleceu de causas naturais em 1231 em Marburg. Seu túmulo passou logo a ser um local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.
Suas relíquias, inclusive seu crânio coberto com o seu véu e com a coroa de princesa, são cuidadosamente preservadas no Convento de Santa Elizabeth em Viena, na Áustria.
Foi canonizada em 1231.
Ela é representada na arte litúrgica como uma mulher carregando pães ou rosas no seu manto, ou usando coroa de princesa ou dando comida a um pedinte.

(Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_elizabeth_da_hungria.htm )