terça-feira, 31 de janeiro de 2012

31 de Janeiro - São João Bosco, Confessor

São João Bosco
Postado por Elias, O Profeta

João Bosco, fundador da ordem dos Salesianos e mentor de São Domingos Sávio. Nasceu em 1815, em Becchi, Piedment na Itália e começou seus estudos para sacerdote na idade de 16 anos, recebendo a ordenação em 1841.
Enviado para Valdocco, subúrbio de Turim ele atraiu centenas de jovens para a sua capela e seus sermões à tarde, e reabriu uma casa de pensão com sua mãe para aprendizes, seguido de uma pequena oficina de aprendizagem onde ensinava vários ofícios aos jovens. Fundou então uma Ordem para prestar esses serviços e a colocou sob a proteção de São Francisco de Salles, chamando-a de "Ordem dos Salesianos."
Isto foi seguido em breve por uma congregação similar para as mulheres chamada de "Filhas de Maria Auxiliadora" fundada por Santa Maria Mazzarelo popularmente conhecidas como " as salesianas" e na época de sua morte em 1888, a congregação tinha cerca de 1000 padres e 900 freiras. O seu trabalho era caracterizado por uma imensa paciência-nunca foi lembrado de ter punido uma criança - e grande capacidade de ensino.
Certa vez ele curou um homem de paralisia e outro da cegueira. De outra feita não havia hóstias suficientes para multidão que estava indo para a Comunhão, mas Dom Bosco fez suas orações e o Sagrado Sacramento milagrosamente multiplicou-se de modo que todos puderam receber a comunhão.
Hoje existem cerca de 40.000 salesianos (padres e irmãs) trabalhando em 120 paises. Eles cuidam de 220 orfanatos, 219 clínicas e hospitais, 864 creches e 3.104 escolas (das quais 287 são escolas técnicas e 59 são agrícolas).
O Papa Pio XI declarou por ocasião de sua canonização em 1934:
"Em sua vida, o sobrenatural tornou-se quase natural e o extraordinário ordinário".
Ele teria tido uma visão do que seria, o que hoje conhecemos como a cidade de Brasília. É o padroeiro de Brasília.
Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco". Escreveu o santo: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".
Dom Bosco faleceu em 31 de janeiro de 1888 e 100.000 ou mais pessoas foram ao seu funeral ou visitaram seu corpo na igreja em Turin e toda a cidade foi vê-lo sendo carregado para seu túmulo. Mas dizem que mais de 200.000 foram ao seu funeral e oraram a ele e não por ele.
Sua festa é celebrada no dia 31 de janeiro.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_bosco.htm

Preparação para a Morte: Importância da salvação II

PONTO II
A salvação eterna não é só o mais importante, senão o único negócio que nesta vida nos impende (Lc 10,42). São Bernardo deplora a cegueira dos cris-tãos que, qualificando de brinquedos infantis certos passatempos da infância, chamam negócios sérios suas ocupações mundanas. Maiores loucuras são as néscias puerilidades dos homens.
“Que aproveita ao homem — disse o Senhor — ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? (Mt 16,26). Se tu te salvas, meu irmão, nada importa que no mundo hajas sido pobre, perseguido e despreza-do. Salvando-te, acabar-se-ão os males e serás feliz por toda a eternidade. Mas, se te enganares e te per-deres, de que te servirá no inferno haveres desfruta-do de todos os prazeres do mundo, teres sido rico e cortejado? Perdida a alma, tudo está perdido: honras, divertimentos e riquezas.
Que responderás a Jesus Cristo no dia do juízo? Se um rei enviasse um embaixador a uma grande cidade, a fim de tratar de um negócio importante, e esse ministro, em vez de ali dedicar-se à missão que lhe fora confiada, só se ocupasse de banquetes, fes-tas e espetáculos, de modo que por sua negligência fracassasse a negociação, que contas poderia dar ao rei à sua volta? Do mesmo modo, ó meu Deus, que conta poderá dar ao Senhor no dia do juízo, aquele que, colocado neste mundo, não para divertir-se, nem enriquecer, nem adquirir honras, senão para salvar sua alma, infelizmente a tudo atendeu, menos à sua alma? Os mundanos não pensam no presente e nun-ca no futuro. São Filipe Néri, falando certa vez em Roma com um jovem talentoso chamado Francisco Nazzera, assim se expressou: “Tu, meu filho, terás carreira brilhante: serás bom advogado, depois prela-do, a seguir cardeal, quem sabe? talvez Papa... mas depois? e depois? Ide, disse-lhe alfim, pensai nestas últimas palavras.” Foi Francisco para casa e, medi-tando no sentido daquelas palavras “e depois? e de-pois?” abandonou os negócios terrenos, deixou o mundo para ingressar na mesma congregação a que pertencia São Filipe Néri, e aí ocupar-se somente em servir a Deus.
Este é o único negócio, porque só temos uma alma. Certo príncipe solicitou a Bento XII uma graça que não podia ser concedida sem pecado.
Respondeu o Papa ao embaixador: “Dizei a vos-so soberano que, se eu tivesse duas almas, poderia sacrificar uma por ele e reservar a outra para mim, mas como só tenho uma, não quero perdê-la”. São Francisco 39 Xavier dizia que no mundo há um só bem e um só mal. O único bem, salvar-se; condenar-se, o único mal. A mesma verdade expunha Santa Teresa e suas religiosas: “Minhas irmãs, uma alma e uma eternidade”; o que quer dizer: há uma alma, e perdida esta, tudo está perdido; há uma eternidade, e a alma, uma vez perdida, para sempre o será. Por isso, David suplicava a Deus, e dizia: Senhor, uma só coisa vos peço: salvai-me a alma, e nada mais quero (Sl 26,4).
Com receio e com temor trabalhai na vossa sal-vação (Fl 2,12).
Quem não receia nem teme perder-se, não se salvará, porque para se salvar é preciso trabalhar e empregar violência (Mt 11,12). Para alcançar a salva-ção é necessário que, na hora da morte, apareça a nossa vida semelhante à de Nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8,29). Para este fim devemos esforçar-nos em evitar as ocasiões perigosas e empregar os meios necessários para conseguir a salvação. “O reino dos céus não se dará aos indolentes — diz São Bernardo, — senão aos que trabalharam no serviço do Senhor”.
Todos desejariam salvar-se, mas sem o menor incô-modo. “O demônio — diz Santo Agostinho — trabalha sem repouso para perder-te, e tu, tratando-se de tua felicidade ou de tua desgraça eterna, tanto te descui-das?”.
AFETOS E SÚPLICAS
Ó meu Deus! quanto vos agradeço terdes permi-tido que me ache agora a vossos pés e não no infer-no, que tantas vezes mereci! De que me serviria a vida que me reservais, se continuasse a viver privado de vossa graça?... Ah, nunca mais será assim! Voltei-vos a costas, e vos perdi, meu Sumo Bem!... Mas ar-rependo-me de todo o coração... Oxalá tivesse eu morrido antes mil vezes! Perdi-vos, mas vosso Profe-ta me assegura que sois todo bondade e que vos deixais achar pelas almas que vos procuram. Se no passado me afastei de vós, ó Rei de minh’alma, ago-ra vos procuro... A vós somente procuro, Senhor. Amar-vos com todas as minhas forças. Aceitai-me e não vos indigneis de que vos ame este coração que outrora vos desprezou. Ensinai-me o que tenho a fa-zer para vos agradar (Sl 143,10), pois desejo pô-lo em prática. Ó meu Jesus, salvai esta alma que redi-mistes com vossa vida e vosso sangue.
Dai-me a graça de vos amar sempre nesta vida e na outra. Assim o espero pelos vossos infinitos mere-cimentos.
E também, Maria Santíssima, por vossa poderosa intercessão.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Liturgia: Missa; Quinta parte - Ação de graças


É o fim da missa, composta de Antífona chamada "comunhão", das duas últimas orações ou pós-comunhão, do Ite Missa est e de algumas preces suplementares.

Antífona de comunhão - Outrora, enquanto os fiéis iam comungando, o côro cantava um salmo inteiro ou, ao menos, um pedaço dele, conforme o tempo da cerimônia. Repetia-se a antífona. Atualmente, é só esta que o côro canta e o padre lê, e não já durante a comunhão mas logo depois. É antífona que varia conforme as missas e exprime sempre algum pensamento piedoso, referente à festa do dia.

Pós comunhão - Terminada a antífona da comunhão, o sacerdote volta-se ao meio do altar, saúda o povo (Dominus vobiscum) e convida-o a agradecer junto com ele os benefícios que Deus acaba de conceder pelo Santo Sacrifício e comunhão. Logo, a pós-comunhão é uma prece coletiva de ação de graças, de caráter idêntico ao da coleta e secreta, se bem que de objetivo diferente. A coleta encarece o sentido da festa do dia; A secreta diz respeito as oblações. E a pós-comunhão alude, ao mesmo tempo ao mistério e festividade do dia e à comunhão recebida.

Ite Missa est. Deo Gratias - O celebrante, depois de ler a pós-comunhão, dirige a assembléia uma última saudação. E então, por sua vez, o diácono voltando-se para os fiéis pronuncia a fórmula de despedida: Ite Missa est. Não quer dizer: "Ide, a missa acabou", ensina o cardeal Bona, mas sim: "Ide, é a despedida", porque a missa está no missio. O acólito responde: "Deo gratias". Em dias de jejum e de penitência, substitui-se o "Ite missa est" pelo "Benedicamus Domino", porque, naqueles dias, não despediam o povo. Tinham que ficar para rezar imediatamente depois da missa o ofício de Noa ou de Vésperas, como se pratica ainda nos mosteiros e nas catedrais. O "benedicamus Domino", cantado pelo diácono ou rezado pelo padre, é um convite para louvar a Deus. Também nas missas de finados, aos quais se segue regulamente as cerimônias de absolvição, o mesmo motivo fez substituir o Ite Missa est pelo "Requiescant in pace. Amém".

Preces suplementares - No século XVI, por ocasião de uma revisão no missal, o papa S. Pio V ordenou o Placeat, benção do sacerdote e a leitura do último evangelho.

A)Placeat: O sacerdote inclina-se profundamente no meio do altar e recita a seguinte oração, no qual pede humildemente a Deus que seja proveitoso, para si e para todos por quem foi oferecido, o divino sacrifício ora consumado.

P: Placeat tibi sancta Trinitas, obsequium servitutis meae; et praesta, ut sacrificium, quod oculis tuae majestatis indignus obtuli, tibi sit acceptabile, mihique et omnibus, pro quibus illud obtuli, sit, te miserante, propitiabile. Per Christum Dominum nostrum. Amen.

B) Benção: O rito da benção, é da antiguidade mais remota. As fórmulas são muitíssimas, variando com as solenidades e com as igrejas. O diácono convida os fiéis a inclinarem a cabeça para receberem a benção do pontífice:

P: Benedicat vos omnipotens Deus, Pater, et Filius + , et Spiritus Sanctus. R: Amen

C) Último Evangelho: Pelo século XIII, os sacerdotes, indo para a sacristia depois da missa, começavam a recitar, em voz baixa, o princípio do Evangelho de São João. Com o passar do tempo fora recitado em voz alta e logo depois de de se afastar do altar. Este princípio fora homologado por São Pio V.

P: Dominus vobiscum. R: Et cum spiritu tue.

P: Initium sancti Evangelii secundum Joannem. R: Gloria tibi Domine. P: In prinicipio erat Verbum, et Verbum erat apud Deum, et Deus erat Verbum. Hoc erat in principio apud Deum. Omnia per ipsum facta sunt, et sine ipso factum est nihil quod factum est. In ipso vita erat, et vita erat lux hominum: et lux in tenebris lucet, et tenebrae eam non comprehenderunt. Fuit homo missus a Deo, cui nomen erat Joannes. Hic venit in testimonium, ut testimonium perhiberet de lumine, ut omnes crederent per illum. Non erat ille lux, sed ut testimonium perhiberet de lumine. Erat lux vera quae illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum. In mundo erat, et mundus per ipsum factus est, et mundus eum non cognovit. In propria venit, et sui eum non receperunt. Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri, his qui credunt in nomine ejus. Qui non ex sanguinibus, neque ex voluntate carnis, neque ex voluntate viri, sed ex Deo nati sunt. (De joelhos) ET VERBUM CARO FACTUM EST, et habitavit in nobis et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi unigeniti a Patre, plenum gratiae et veritatis. R: Deo gratias.

D) Orações ao pé do altar: Em 1884, Leão XIII ordenou que se recitassem de joelhos, depois das missas rezadas, as seguintes orações:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum. Benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui, Jesus.

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc, et in hora mortis nostrae. Amen. (Três vezes)

SALVE REGINA

Salve Regina, Mater misericordiae. Vita, dulcedo, et spes nostra, salve. Ad te clamamus exsules filii Hevae. Ad te Suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eja ergo, Advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria.

P: Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.

R: Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

P: Oremus. Deus refugium nostrum et virtus, populum ad te clamantem propitius respice; et intercedente gloriosa et immaculata Virgine Dei Genitrice Maria, cum beato Josepho ejus Sponso, ac beatis Apostolis tuis Petro et Paulo, et omnibus Sanctis, quas pro conversione peccatorum, pro libertate et exaltatione sanctae Matris Ecclesiae, preces effundimus, misericors et benignus exaudi. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio. Contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur. Tuque princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo divina virtute in infernum detrude. Amen.

P: Cor Jesu sacratissimum, R: Miserere nobis. (Três vezes)

Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

sábado, 28 de janeiro de 2012

IV Domingo Depois da Epifania. “Jesus impera aos ventos e ao Mar”. (Ev.)


O Evangelho deste domingo e do anterior foram retirados do mesmo evangelho de São Mateus. Jesus manifesta a sua realeza e sua divindade imperando aos ventos e ao mar; e o evangelho, para revelar a importância do fato, põe em contraste a agitação furiosa das vagas com a tranqüilidade que depois se seguiu. Mas é no seio da Igreja e no domínio íntimo das consciências que se verifica sobretudo a realeza de Cristo. Por isso os padres viram no vento ruidoso da procela o símbolo de satanás que levanta as tempestades de perseguição contra os santos, e no mar tumultuoso, as paixões e as maldades dos homens que não cessam de promover na terra o ódio e a violação da lei de Deus. Na Igreja de Cristo ao contrário, é a grande lei da caridade que regula e harmoniza todos os membros, porque se os três primeiros preceitos do Decálogo nos impõem o amor de Deus, perfeito e absoluto, os últimos sete obrigam-nos, como conseqüência lógica, ao amor de todos os homens, Na Epifania Jesus revê-la se aos homens como filho de Deus e dar-lhes a faculdade de participar nos privilégios e na realeza do seu corpo místico, se o quiserem o reconhecer como tal e aceitar como Chefe e Cabeça. Todos os cristãos, com efeito, constituem um corpo só em que Jesus é a Cabeça, e todos se devem por conseguinte amar com aquele amor que dedicam em intensidade e pureza ao próprio Jesus Cristo. Aquela barca frágil que voga tranqüila entre as vagas, é a Igreja de Deus que vai conduzindo através da tempestade dos séculos a divindade de Cristo. E à proteção do Salvador, que leva dentro de si, deve o milagre de não deve desnortear aos assaltos das vagas.



Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos. Irmãos: A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei.



Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus. Naquele tempo: Subiu ele a uma barca com seus discípulos. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia. Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, nós perecemos! E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé? Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria. Admirados, diziam: Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?



Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

Nossa Senhora do Sábado: Pais de Maria Santíssima e Introdução aos Dogmas Marianos


26 - A que nação pertencia Maria?

A nação judaica, que foi outrora escolhida por Deus para conservar sobre a terra o depósito da verdadeira religião e dar ao mundo o Salvador prometido.

27 - Como se chamavam os pais de Maria?

São Joaquim e Santa Ana, ambos recomendáveis pela sua virtude.

28 - De que tribo e de que família eram os pais de Maria ?

Da tribo de Judá e da família de Davi.


Dogmas Marianos

29 - Que são dogmas?

São todas as verdades reveladas, e propostas a crer pela Igreja como tais, ou seja, como de fé divina; e ainda todas as verdades cujas contraditórias foram condenadas pela Igreja como heréticas; e todas as verdades manifestamente contidas na Sagrada Escritura.

30 -A Igreja é infalível quando nos propõe um dogma para crer?

Sim, porque a Igreja é assistida pelo Divino Espírito Santo: "Rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça convosco até a consumação dos séculos, Espírito de verdade" (Jo. 14, 16). Nosso Senhor disse ainda: "Ide, ensinai a todas as gentes... Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,20). Se a Igreja errasse na proposição de uma verdade da fé, teria falhado a promessa de Nosso Senhor. O que é manifestamente um absurdo.

31 - Quais são os dogmas marianos?

Os dogmas marianos, ou seja, as verdades sobre Nossa Senhora reveladas por Deus, definidas como tais pela Igreja e por Ela propostas à nossa crença são; a Imaculada Conceição, a Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua e a Assunção Gloriosa.

Fonte: Catecismo de Nossa Senhora (Publicções Ontem, Hoje e Sempre - Campos RJ) - 1997

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor: Da coroação de espinhos


1. Continuando os soldados a flagelar cruelmente o inocente Cordeiro, conta-se que se adiantou um dos presentes e corajosamente disse-lhes: vós não tendes ordem de matar este homem, como o pretendeis. E assim dizendo cortou as cordas com que estava ligado o Senhor. Isto foi revelado a S. Brígida (Lib. 1 Rev., c. 10). Mas, apenas terminada a flagelação, aqueles bárbaros, instigados e corrompidos com o dinheiro dos judeus, como assegura S. João Crisóstomo, fazem o Redentor sofrer um novo gênero de tormentos: “Então os soldados do governador conduziram Jesus ao pretório e reuniram ao redor dele toda a corte; despiram-no e revestiram com uma clâmide vermelha e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram sobre sua
cabeça e na sua mão direita uma cana (Mt 27,27-29). Os soldados, pois, o despiram novamente e, tratando-o como rei de comédia, lhe impuseram um manto carmesim, que outra coisa não era senão um
pedaço de um velho manto de soldado romano, chamado clâmide; deram-lhe na mão uma cana em sinal de cetro e um feixe de espinhos na cabeça em sinal de coroa.

Mas, ó meu Jesus, não sois vós o verdadeiro rei do universo? e como vos tornastes rei de dores e de opróbrios? Eis até onde vos levou o amor. Ó meu amabilíssimo Senhor, quando virá o dia em que
eu me una tão intimamente a vós que nenhuma coisa possa separar-me de vós e não possa mais deixar de vos amar? Ó Senhor, enquanto vivo nesta terra, estou sempre em perigo de voltar-vos as costas e
negar-vos o meu amor, como infelizmente o fiz no passado. Ah, meu Jesus, se virdes que eu, continuando a viver, hei de chegar a essa suma desgraça, fazei-me morrer agora que espero estar em vossa graça. Rogo-vos por vossa paixão não permitais que me suceda tão grande desgraça. Eu a mereci pelos meus pecados, mas vós não o merecestes. Escolhei para mim qualquer outro castigo, mas não esse. Ó Jesus, não quero ver-me outra vez separado de vós.

2. “E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lhe sobre a cabeça”. Bem reflete o devoto Landspérgio que este tomento de espinhos foi excessivamente doloroso, porque traspassaram toda a sagrada cabeça do Senhor, , parte sensibilíssima, já que da cabeça partem todos os nervos e sensações do corpo. Além disso, foi o tormento mais prolongado da paixão, pois Jesus suportou até à morte esses espinhos, tendo-os enterrados em sua cabeça. Todas as vezes que lhe tocavam nos espinhos ou na cabeça, se renovavam todas as dores. Segundo o sentir comum dos escritos, com S. Vicente Ferrer, a coroa foi entrelaçada de vários ramos de espinhos em forma de capacete ou chapéu, de modo que envolvia toda a cabeça e descia até ao meio da testa conforme foi revelado a S. Brígida (Lib. 4 Rev. c. 70). E, como afirma S. Lourenço Justiniano com S. Pedro Damião, os espinhos eram tão longos que chegaram até a penetrar no cérebro (De
triumph. Cti. Ag. c. 14). E o manso Cordeiro deixava atormentar-se ao gosto deles, sem dizer palavras, sem se lamentar, mas, fechando os olhos pelo excesso de dor, exalava continuamente amargos suspiros,
como um supliciado que está próximo da morte, conforme foi revelado à beata Ágata da Cruz. Tão grande era a abundância de sangue que corria nas feridas da sagrada cabeça que não se via em seu rosto senão sangue, segundo a revelação de S. Brígida: Várias torrentes de sangue corriam por sua face, enchendo seus cabelos, seus olhos, e sua barba, não se vendo outra coisa senão sangue (Lib. 4 Rev. c. 70). E S. Boaventura ajunta que não parecia ser mais a bela face do Senhor, mas a face de um homem esfolado.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

Teologia Ascética e Mística: Das virtudes e dos dons ou das faculdades da ordem sobrenatural - Da graça atual II


Santa Rosa de Lima - Exemplo de oração e
Piedade.
Sua Necessidade – O Princípio geral é que a graça atual é necessária para todo o ato sobrenatural, pois eu deve haver proporção entre o efeito e seu princípio.



Assim, quando se trata da conversão, isto é, da passagem do pecado mortal para o estado da graça, temo necessidade duma graça sobrenatural, para fazer os atos preparatórios da fé, esperança, penitência e amor, e até mesmo para o começo da fé, para aquele piedoso desejo de crer, que é seu primeiro passo. É também pela graça atual que perseveramos no bem no decurso da nossa vida até à hora da nossa morte. É que, na verdade, para isto:



1º - é mister resistir as tentações que acometem até as almas justas e por vezes são tão violentas e persistentes que não podemos vencê-las sem o auxílio de Deus. Assim Nosso Senhor recomenda aos seus apóstolos, até mesmo depois da última ceia, que vigiem e orem, isto é, que se apóiem não somente nos seus próprios, mas sobretudo na graça para não sucumbirem a tentação.



2º - Além disso, porém, é necessário cumprir todos os deveres; e o esforço energético , constantes, que este cumprimento requer, não se pode obter sem o auxílio da graça divina: Aquele que em nós começou a obra da perfeição, é o único que pode levar a bom termo: “ O Deus de toda a graça, que nos chamou em Jesus Cristo à sua eterna glória, depois de ter padecido um pouco, Ele mesmo nos aperfeiçoará, fortificará e consolidará.”



Isto é, sobretudo verdade, tratando-se de perseverança final, que é um dom especial e um grande dom: morrer em estado de graça, a despeito de todas as tentações que nos vem assaltar no último momento, ou escapar a essas lutas por meio da morte súbita ou suave, em que a alma adormece no Senhor, é, na expressão dos concílios, a graça das graças, que nunca poderá se pedir demasiadamente, que não se pode merecer estritamente, mas que se pode obter pela oração e fiel cooperação com a graça.



E quem deseja não somente perseverar, senão crescer cada dia em santidade, evitar os pecados veniais, de propósito deliberados e diminuir o número de faltas, de fragilidade, não tem que implorar intensamente os favores divinos? Pretender que podemos viver muito tempo sem cometer qualquer falta que retarde nosso adiantamento espiritual, é ir contra a experiência das melhores almas que se exprobram tão amargamente as nossas culpas, é contradizer a São João, que nos declara que se iludem grandemente aqueles que se imaginam sem pecados: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.”. (I Jo 1, 8); isso também é contradizer o concílio de Trento, que condenam aqueles que afirmam que o homem justificdo pode, durante toda sua vida, evitar as falts veniais, sem um privilégio especial de Deus,



A Graça atual é pois, necessária ainda mesmo depois da justificação, e eis os motivos que nos livro santos insistem tanto na necessidade da oração, pela qual se obtem essa graça da misericórdia divina, como explicamos mais tarde. Também a podemos obter pelos nossos atos meritórios, ou, por outros termos, pela nossa livre cooperação com a graça: é que na verdade, quanto mais fieis mostramos em aproveitar as graças atuais que nos são distribuídas, tanto mais se sente inclinado Deusa nos conceder novas mercês.

(Fonte: Compêndio de Teologia e Ascética e Mística - AD. Tanquerey - 1961)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Santo ofício: Respostas católicas a heresia protestante: A Bíblia como única fonte da verdade


Acusação: Os católicos não adotam a Bíblia como a única fonte da Fé?

Resposta: Para os protestantes a Bíblia é a única fonte da fé a da revelação divina, enquanto os católicos reconhecem três fontes: A Bíblia, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Quem tem razão?

Resposta: A Bíblia não apresenta nenhum índice dos Livros Sagrados, e não afirma em nenhuma parte, ser ela a única fonte da fé e da Palavra de Deus. Ao contrário, nela, lemos que por muitos séculos Deus confiou oralmente a sua Palavra e Aliança a Noé e Abraão, que pela tradição oral passava do pai para filhos por muitas gerações: “Gênesis 4, 8-9” e “Gênesis 15, 18-19”.

Depois de escrever os primeiros livros da Bíblia, guardados na Arca da Aliança, o ensinamento Bíblico foi confiado ao sacerdote Aarão e seus filhos: “Levítico 10, 8-11”.

Também, Jesus não escreveu nenhum livro e nem mandou escrever, mas escolheu, ensinou e autorizou oralmente os Apóstolos, ordenando-lhes: “Mateus 28, 18-20”.

Cumprindo a ordem de Jesus, os primeiros cristãos espalharam o Evangelho verbalmente, em toda a parte. Vejam as cartas de São Paulo: “Tito 1,5”, “2 Timóteo 2, 1-2”, “1 Tessolonicenses 2,15”.

Sobre a autoridade de Pedro: “Atos dos Apóstolos 15, 6-29”.

Autoridade, este, recebida de Jesus: “Mateus 16, 18-19”.

Jesus ainda acrescenta a promessa: “João 16, 12-13”.

Portanto, lógica e cronologicamente Jesus:

1. Escolheu, autorizou e enviou os Apóstolos, sob a presidência de Pedro a evangelizar os povos, estabelecendo assim o Magistério da Igreja;

2. Nos ensinamentos orais e pelas cartas, foi transmitido pelos Apóstolos, como Tradição Apostólica: “Mateus 1,5”, “2 Timóteo 2,12” e “1 Pedro 5, 1-2”.

3. Somente depois de mais de dois séculos, o Papa reunido com os Bispos em Concílio, com sua autoridade, declarou uma parte destes escritos da Tradição, com Cânon de Livros Sagrados, Sagrada Escritura ou Bíblia, reservando-se o direito e a obrigação de vigiar sua autêntica interpretação, de acordo com a Tradição Apostólica.

Quando os católicos obedecem ao Magistério da Igreja, estão certos que cumprem a vontade de Deus.

Os protestantes, porém, para os quais somente a Bíblia é a única fonte da Palavra de Deus, seriam ainda hoje obrigados a cumprir todas as prescrições do Antigo Testamento. Exemplo:
- “Êxodo 35,3”, “Levítico 19,19”, “Êxodo 23, 10-11”, “Levítico 25, 3-5”, “Levítico 19, 23-25”, “Levítico 17, 10-14”, “Levítico 19,26”, “Levítico 11, 1-47”, “Êxodo 35, 1-3”, “Levítico 20, 9-27”, “Levítico 24, 10-23”.


Qual a seita que está cumprindo estas e outras prescrições do Antigo Testamento?

E qual é a desculpa pelo não cumprimento?


(São João 8,44)
Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
 

(Gálatas 1,9)
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

Fonte: Respostas da Bíblia às acusações dos "crentes" contra a Igreja Católica - Pe. Vecente, SDV

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Catecismo Romano: "Creio no Espírito Santo" (Parte IV)


Cristo Nosso Senhor disse, numa ocasião em que falava do Espírito Santo: "Ele me glorificará, porque há de tomar o que é meu"(Jo 16,14).

A mesma verdade se releva do fato de que, nas Sagradas Escrituras, o Espírito Santo é chamado, ora "Espírito de Cristo"(Atos 16,7), ora pelo "Espírito do Pai"(Rom 8,9; Atos 8,39). Ora se diz que é enviado pelo Pai (Atos 2,17; Mt 10,20; Jo 14,26; Gal 4,6), ora pelo Filho (Jo 15,26; 16,7), para mostrar, com bastante clareza, que tanto procede do Pai, como do Filho.

Diz São Paulo: "Quem não possui o Espírito de Cristo, esse lhe não pertence"(Rom 8,9). Escrevendo aos Gálatas, chama-lhe Espírito de Cristo: "Enviou Deus a vossos corações o Espírito de seu filho, que clama: Abba, Pai!"(Gal 4,6).

Em São Mateus, é chamado "Espírito do Pai": "Não sois vós quem fala, mas o Espírito de vosso Pai"(Mat 10,20). Na última ceia, o Senhor explicou-se assim: "O consolador que Eu vos enviar, é o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dá testemunho de mim"(Jo 15,26). Noutra parte, afirma que o mesmo Espírito Santo será enviado pelo Pai: "O Pai há de enviá-lo em Meu nome"(Jo 14,26). Ora, devemos entender que tal linguagem se refere a processão do espírito Santo; mostra, pois, claramente, que o Mesmo procede de ambos.

São estes os pontos que se devem ensinar, com referência à Pessoa do Espírito Santo.

É preciso ensinar que existem certos efeitos admiráveis, e certos dons sublimes do Espírito Santo, que dele nascem e se derivam, como de uma fonte inexaurível de bondade.

Ainda que as operações exteriores da Santíssima Trindade são comum as três pessoas, muitas delas se atribuem como próprias do Espírito Santo, para entendermos que partem do imenso amor de Deus para conosco. Já que o Espírito Santo procede da vontade divina, e enquanto abrasada de amor, é óbvio que as operações, atribuídas propriamente ao Espírito Santo, promanam do soberano amor de Deus para conosco.

Por isso, o Espírito Santo chama-se "dom", conceito que exprime uma doação, feita por benevolência, a título gratuito, sem nenhum interesse de retribuição. Se o Apóstolo pergunta: "Que temos nós, que de Deus não temos recebido?"(1Cor 4,7) - devemos reconhecer, com piedosa gratidão, que todos os bens e benefícios que de Deus recebemos, nos foram concedidos por mercê e graça do Espírito Santo.

São várias, porém, as suas operações. Sem realçar aqui a criação do mundo, a propagação e a direção das criaturas - assunto já tratado no primeiro artigo do credo - acabamos de ver, há pouco, que o Espírito Santo se atribui de modo peculiar a vivificação, conforme o atesta Ezequiel: "Dar-vos-ei o Espírito, e vivereis"(Ezeq 37,6).

Ora, os efeitos principais e mais próprios do Espírito Santo, o profeta os enumera: "O Espírito de sabedoria e inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de ciência e de piedade, e o Espírito de do temor de Deus"(Isa 11,2-3; ver também: Gal 6,2).

Estes efeitos se chama dons do Espírito Santo, e por vezes levam até o nome de Espírito Santo. Por conseguinte, quando ocorre nas Escrituras o nome de "Espírito Santo", é com prudência que Santo Agostinho nos manda verificar se designa a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, ou apenas seus dons e operações. Estes dois sentidos diferem tento entre si, quanto cremos que o Criador difere das criaturas.

São estes os pontos que exigem maior explicação, pois que pelos dons do Espírito Santo chegamos a conhecer as normas da vida cristã, e por eles podemos verificar se em nós habita o Espírito Santo.

Entre todos e mais dons de sua liberalidade, devemos enaltecer a graça de justificação, porquanto nos assinala com o "prometido Espírito Santo, que é penhor de nossa herança"(Efe 1,13-14).

Esta é que, num elo íntimo de amor, une nossa alma a Deus. Tem por efeito que, abrasados por intenso ardor de piedade, começamos vida nova; que, "participando da natureza divina"(2Ped 1,4), "recebemos o nome de filhos de Deus, e o somos na realidade"(1Jo 3,1).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

25 de Janeiro, Conversão do Apóstolo São Paulo (ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO)




25 de Janeiro, Conversão do Apóstolo São Paulo
Postado por Elias, O Profeta


A festa litúrgica da Conversão de São Paulo Apóstolo apareceu na Igreja no século VI e é uma festa própria da festa Latina. O Martírio do apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de Junho. A celebração do dia 25 de Janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: "Eu trabalhei mais que todos os apóstolos...", Mais também: "Eu sou o menor dos apóstolos... não sou digno de ser chamado apóstolo".


Apresenta, ele mesmo, as credenciais: Viu o Senhor, Cristo Ressuscitado lhe aparecer, sendo portanto, um testemunho vivo da Ressurreição de Cristo. Naquela mesma hora em que caminhava rumo a Damasco e prostrado em terra, o Senhor lhe aparece e lhe questiona: Saulo porque me persegues? Neste exato momento o apóstolo pergunta: "Senhor o que queres que eu te faça? A partir de então Paulo passa a pregar o evangelho que antes perseguia. Em poucos segundo Jesus transformou o grande perseguidor de sua santa fé no maior propagador do Evangelho que o mundo já conheceu.


Celebremos com grande alegria a festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, pedindo a Deus que ilumine os perseguidores de sua santa religião. Que Deus afaste de todos nós o erro da heresia e da apostasia tão presente na decadente sociedade moderna.


Fonte: Um Santo para cada dia - Mario Sgarbossa, Luigi Giovannini - Paulus - 2005 - 6ª Edição

Preparação para a Morte: Importância da salvação

Rogamus autem vos, fratres... ut vestrum ne-gotium agatis. Mas vos rogamos, irmãos, a avançar cada vez mais (1Ts 4,10).

PONTO I
O negócio da eterna salvação é, sem dúvida, o mais importante, e, contudo, é aquele de que os cris-tãos mais se esquecem. Não há diligência que não se efetue, nem tempo que não se aproveite para obter algum cargo, ganhar uma demanda, ou contratar tal casamento...
Quantos conselhos, quantas precauções se to-mam! Não se come, não se dorme!... E para alcançar a salvação eterna? Que se faz? Que procedimento se segue?... Nada se costuma fazer; ao contrário, tudo o que se faz é para perdê-la, e a maior parte dos cris-tãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, a glória e a eternidade não fossem verdades da fé, mas ape-nas fábulas inventadas pelos poetas. Quanta aflição quando se perde um processo ou uma colheita e quanto cuidado para reparar o prejuízo!... Quando se extravia um cavalo ou um cão, quantas diligências para encontrá-los. Muitos perdem a graça de Deus, e entretanto dormem, riem-se e gracejam!... Coisa es-tranha, por certo! Não há quem não core ao passar por negligente nos negócios do mundo, e a ninguém causa rubor olvidar o grande negócio da salvação, que mais do que tudo importa. Confessam que os Santos são verdadeiros sábios porque só trabalha-ram para salvar-se, enquanto eles atendem a todas as coisas do mundo, sem se importar com sua alma. Mas vós — disse São Paulo — vós, meus irmãos, pensai unicamente no magno assunto de vossa sal-vação, pois constitui o negócio da mais alta importân-cia.
Persuadamo-nos, pois, de que a felicidade eterna é para nós o negócio mais importante, o negócio ú-nico, o negócio irreparável se não o pudermos reali-zar.
É, sem contestação, o negócio mais importante, porque é das mais graves conseqüências, em vista de se tratar da alma, e, perdendo-se esta, tudo está perdido. Devemos estimar a alma — disse São João Crisóstomo — como o mais precioso dos bens. Para compreender esta verdade, basta considerar que Deus sacrificou seu próprio Filho à morte para salvar nossas almas (Jo 3,16). O Verbo Eterno não vacilou em resgatá-las com seu próprio sangue (1Cor 6,20). De maneira que — disse um Santo Padre, — parece que o homem vale tanto como Deus.
Daí esta palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Que dará o homem em troco de sua alma”? (Mt 26). Se tem tamanho valor a alma, qual o bem do mundo que poderá dar em troca o homem que a vem a perder? Razão tinha São Filipe Néri em chamar de louco ao homem que não trabalhava na salvação de sua alma. Se houvesse na terra homens mortais e homens imortais e aqueles vissem estes se aplicarem afanosamente às coisas do mundo, procurando hon-ras, riquezas e prazeres terrenos, dir-lhes-iam sem dúvida: “Quanto sois insensatos! podeis adquirir bens eternos e só pensais nas coisas miseráveis e passa-geiras, condenando-vos a penas eternas na outra vi-da!... Deixai-os, pois; nesses bens só devem pensar os desventurados que, como nós, sabem que tudo se acaba com a morte!...” Isto, porém, não é assim: to-dos somos imortais... Como se haverá, portanto, a-quele que, por causa dos miseráveis prazeres do mundo, perde a sua alma?... Como se explica — dis-se Salviano — que os cristãos creiam no juízo, no inferno, na eternidade, e vivam sem receio de ne-nhuma dessas coisas?.
AFETOS E SÚPLICAS
Ah! meu Deus! De que me serviriam tantos anos de vida que me concedestes para adquirir a salvação eterna?... Vós, Redentor meu, resgatastes minha al-ma com o vosso sangue e me entregastes para que a salvasse; entretanto eu apenas me tenho aplicado em perdê-la, ofendendo-vos, que tanto me haveis amado! De todo o coração, agradeço- vos que ainda me concedeis tempo para reparar o mal que fiz. Perdi a alma e vossa santa graça; arrependo-me, Senhor, e detesto sinceramente os meus pecados. Perdoai-me, pois que estou firmemente resolvido a perder todos os bens, inclusive a vida, mas não quero perder a vossa amizade. Amo-vos sobre todas as coisas e tenho a firme vontade de amar-vos sempre, ó Sumo Bem, digno de infinito amor! Ajudai-me, meu Jesus, a fim de que esta minha resolução não seja semelhante a meus propósitos anteriores, que foram outras tantas infidelidades.
Fazei que morra, antes que volte a ofender-vos e deixe de vos amar...
Ó Maria, minha esperança, salvai-me, obtendo para mim o dom da perseverança!

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Liturgia: Missa - Quinta parte da Missa. Comunhão


Na quinta parte da Missa, incluem-se: - 1º a preparação para a comunhão, e - 2º a Comunhão.

Preparação para a comunhão: Abrange o Pater Noster e Libera nos; a fragmentação da hóstia; o angus Dei; uma oração antes da comunhão que precede o ósculo da paz e duas outras orações da comunhão.

Pater Noster e Libera nos: É coisa natural que se conservasse um lugar na missa à fórmula de oração mais excelente, o Pater noster, ensinado pelo próprio Cristo. É o que a Igreja entendeu, logo nos primórdios do cristianismo. Tanto que, se cremos no testemunho de São Gregório Magno, nas épocas de perseguição, quando era maior o perigo e escasso o tempo, reduzia-se a missa a consagração, recitação do Pater e Comunhão.

Atualmente é precedido de curto prefácio, tomado de São Cipriano. O sacerdote, meio receoso, mas ainda confiante, diz ao Senhor que não se atreveria a chama-lo com o doce nome de Pai, se não fosse a esta ordem terminante de Jesus Cristo. Depois, o Pater é cantado pelo celebrante, até "Sed libera nos a malo", que o coro ou o acólito responde. O Amém do fim é o padre que o diz, em voz baixa.

P: Oremus. Praeceptis salutaribus moniti, et divina institutione formati, audemus dicere:

P: Pater noster, qui es in coelis: sanctificetur nomen tuum: adveniat regnum tuum: fiat voluntas tua sicut in coelo et in terra. Panem nostrum quotidianum da nobis hodie: et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem.

R: Sed libera nos a malo.

P: Amen.

O sacerdote insiste no último pedido do Pater noster. Repete-o, desenvolve-o e implora que fiquemos livre de todos os males passados, presentes e futuros e vamos fruindo os benefícios da paz divina. Este acréscimo, feito a oração dominical, é geralmente chamado de embolismo.

P: Libera nos, quaesumus Domine, ab omnibus malis praeteritis, praesentibus, et futuris: et intercedente beata et gloriosa semper Virgine Dei Genitrice Maria, cum beatis Apostolis tuis Petro at Paulo, atque Andrea, et omnibus sanctis, da propitius pacem in diebus nostris: ut ope misericordiae tuae adjuti, et a peccato simus semper liberi, et ab omni perturbatione securi.

P: Per eumdem Dominum nostrum Jesum Christum Filium tuum. Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus. Per omnia saecula saeculorum.

R: Amen.

P: Pax † Domini sit † semper vobiscum † .

R: Et cum spiritu tuo.

Fração da Hóstia: Enquanto termina o "Libera nos", o padre inicia a fragmentação da hóstia. O fim deste rito vem a ser: - Imitar a Nosso Senhor, pois na última Ceia Jesus partiu o pão, antes de distribuir aos apóstolos; simboliza a morte do salvador na cruz, a separação de sua alma e do seu corpo; e preparação para a comunhão. Fragmenta-se o pão para distribuí-los aos fiéis, servindo-lhes como alimento espiritual. Nos primeiros séculos a hóstia era consideravelmente grande, partiam-se nas patenas. A partícula conservada, lançava-se no preciosíssimo sangue, figurando assim a percentualidade do sacrifício. Era de costume no início o papa e os bispos enviavam a outros bispos e a padres estas parcelas de hóstia consagrada em sinal de união e superioridade hierárquica.

Logo em seguida, o sacerdote traça o sinal da cruz com a patena, beijando-lhe a extremidade mostrando assim respeito ao corpo de Nosso Senhor que nela vai repousar. Toma então a hóstia e divide-a em três pedaços. O sacerdote que antes segurava um pedaço da hóstia, lança-o dentro do cálice simbolizando a união das duas espécie na Ressurreição de Nosso Senhor, e que Jesus Cristo está presente por inteiro nas duas espécies.

Agnus Dei: Pela fragmentação da hóstia e pela introdução de uma parcela no Preciosíssimo Sangue, vemos Jesus Cristo, Cordeiro de Deus sendo sacrificado e imolado e ao mesmo tempo ressurgindo da morte. Relaciona-se com estes dois ritos a súplica do Agnus Dei, o Cordeiro de Deus. Bate-se três vezes no peito durante esta oração na intenção de se demonstrar arrependimento.

P: Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.

Primeira oração antes da comunhão: É de suma conveniência que habite a paz de Deus nos corações que irão receber o corpo santíssimo de Nosso Senhor. Por isso o sacerdote insistentemente pede a paz interior para si e para toda a Igreja. A primeira oração antes da comunhão o sacerdote recorda a mensagem de Nosso Senhor que concedia a seus apóstolos e discípulos a paz. Essa oração vem seguida do ósculo da paz que remonta a Igreja dos primeiros séculos. No século XIII começou-se a fazer restrições. Reduziu-se as missas solenes e do clero.

P: Domine Jesu Christe, qui dixisti Apostolis tuis: pacem relinquo vobis, pacem meam do vobis: ne respicias peccata mea, sed fidem Ecclesiae tuae; eamque secundum voluntatem tuam pacificare et coadunare digneris. Qui vivis et regnas Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Duas últimas orações antes da comunhão: Dado o ósculo da paz o celebrante diz, em voz baixa, mais duas orações preparatórias antes da comunhão. Nelas dirige-se a Jesus Cristo, que está para entrar no seu peito, e rogar-lhes as disposições idôneas para auferir da comunhão todos os frutos da salvação.

P: Domine Jesu Christe, Fili Dei vivi, qui ex voluntate Patris cooperante Spritu Sancto, per mortem tuam mundum vivificasti: libera me per hoc sacrosanctum Corpus et Sanguinem tuum ab omnibus iniquitatibus meis et universis malis: et fac me tuis semper inhaerere mandatis: et a te nunquam separari permittas: qui cum eodem Deo Patre et Spiritu Sancto vivis et regnas Deus in saecula saeculorum. Amen.

P: Perceptio Corporis tui, Domine Jesu Christe, quod ego indignus sumere praesumo, non mihi proveniat in judicium et condemnationem: sed pro tua pietate prosit mihi ad tutamentum mentis et corporis, et ad medelam percipiendam. Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Comunhão do Sacerdote: Quando as corações preparatórias, o padre segura as duas metades da hóstia, traça com elas o sinal da cruz, como se benzer-se a si próprio, e consome o santíssimo corpo do Salvador dizendo:

Passando poucos instantes de recolhimento e adoração, o padre dobra o joelho. Ajunta então no cálice parcelas de hóstias que porventura tivesse ficado no corporal e na patena, e dá graças.

P: Panem coelestem accipiam et nomen Domini invocabo.

P: Domine, non sum dignus ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea (three times).

P: Corpus Domini nostri Jesu Christi custodiat animam meam in vitam aeternam. Amen.

Comunhão dos Fiéis: Segue abaixo do sacerdote. Realizava-se em tempos remotos, com as duas espécies. O celebrante depositava a Eucaristia, sob a espécie do pão, na mão direita de cada comungante, pronunciando a palavra: "Corpus Christi", o Corpo de Cristo. O diácono apresentava ao fiel o cálice, dizendo: "Sanguis Christi, calix vitae", o Sangue de Cristo o cálice da vida. Era ato de fé na presença real de Cristo debaixo das santas espécies. No século XIII, ficou abolida a comunhão sob a espécie do vinho. Entretanto, apresentava-se aos fiéis o vinho não consagrado, para que fosse mais fácil a deglutição da Santíssima Hóstia.

P: Corpus Domini nostri Jesu Christi custodiat animam tuam in vitam aeternam. Amen.

P: Quod ore sumpsimus Domine, pura mente capiamus: et de munere temporali fiat nobis remedium sempiternum.

P: Corpus tuum, Domine, quod sumpsi, et Sanguis, quem potavi, adhaereat visceribus meis: et praesta, ut in me non remaneat scelerum macula, quem pura et sancta refecerunt sacramenta. Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen.

Abluções: A rubrica prescreve duas abluções, para que nenhuma gotinha fique do Preciosíssimo Sangue e nenhuma parcela do Corpo sacratíssimo de Nosso Senhor. Ablução do cálice e dos dedos do sacerdotes que tocaram a santíssima hóstia.


Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927

sábado, 21 de janeiro de 2012

III Domingo Depois da Epifania. “Dizei uma só palavra e meu servo será Curado” (Ev.)


Estes quatros domingos têm todos os mesmo intróitos, Gradual, Aleluia, Ofertório e Comunhão, e referem-se a todos igualmente a realeza de Cristo. Os dois milagres referidos no Evangelho de hoje tem ambos a mesma significação. O Primeiro é a cura de um leproso judeu. E Nosso Senhor quer que os príncipes dos sacerdotes constatem oficialmente o prodígio. O segundo é o do Centurião, dum pagão, que humildemente confessa sua indignidade e a sua fé. Todos os povos são convidados pois a tomar parte na herança do reino e no banquete da glória, em que a própria divindade será o pão de nossa alma. Filhos do reino de Deus, renovemos nossa fé na divindade de Cristo e proclamemo-la com atos de virtude e daquela caridade que constitui o grande mandamento e que São Paulo nos recorda na Epístola de hoje. “A graça na fé em Jesus diz Santo Agostinho, opera a caridade”. Que nada nos separe desta caridade, e que ela produza na nossa alma sentimentos de paz e de amor para com todos os homens.



Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos: Irmãos: Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.



Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus. Naquele Tempo: Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura. Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz... Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.



 Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

21 de Janeiro - Santa Inês, Virgem e Mártir

Santa Inês, Virgem e Mártir
Postado por Elias, O Profeta

A existência desta Mártir de doze anos, que viveu no início do século IV e foi vítima da feroz perseguição de Diocleciano, é bem documentada. Sua popularidade e devoção se estenderam por toda a cristandade desde o início até agora. Acreditamos em uma tradição grega em que o papa Dâmaso diz que Inês foi martirizada numa fogueira. O poeta Prudêncio e toda a tradição latina afirma que Inês não quis sacrificar à deusa Vesta e por isso foi decapitada.
A festa de Santa Inês recorda-nos um tocante e glorioso triunfo de Cristo sobre o mundo. Uma vez teria dito a seu carrasco: "que ferisse, porque era grande injúria para o esposo, fazê-lo esperar", e desta maneira apresentou a espada ao peito tão delicado e pequeno que o algoz, diz Santo Ambrósio, teve dificuldade de encontrar lugar para a ferir.

Uma criança a confundir os poderes da terra. Não sabemos a data do seu martírio, mas nos princípios do século IV a princesa Constantina, filha mais velha do primeiro imperador cristão, mandou levantar sobre seu túmulo ao longo da Via Numentana uma basílica que é hoje ainda uma das mais célebres de Roma. O nome de Inês está presente no Cânon da missa.

Santa Inês rogai por nós!

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado: Figuras de Maria


16 - Que se entende por figuras de Maria?

São coisas e pessoas do Antigo Testamento que têm analogias particulares com essa divina Mãe.

17 - Quais são as principais coisas que prefiguram Maria no Antigo Testamento ?

A arca de Noé, a escada de Jacó, a sarça ardente, o velo de Gedeão, a arca da aliança.

18 - Explique as analogias entre a arca de Noé e Maria.

A arca era uma espécie de um grande navio feito por Noé, por ordem de Deus, no qual ele com sua família e as diversas espécies de animais se salvaram durante o dilúvio. Portanto:

a) A arca salvou a família de Noé e, por ela, o gênero humano; Maria, por Jesus, salvou os homens.

b) A arca flutuava sobre as águas, enquanto tudo o mais submergia; Maria foi a única preservada das ondas do pecado.

c) Todos aqueles que estavam na arca se salvaram; todos os que recorrem a Maria se salvam.

d) Depois do dilúvio a terra foi povoada pelos que estavam na arca: o paraíso é povoado pelos filhos de Maria.

19 - Explique as analogias entre a escada de Jacó e Maria.

Jacó teve a visão de uma escada que da terra se elevava ao céu, e os anjos por ela subiam e desciam, enquanto Deus lhe falava do alto da escada (Gen. 18, 10).

Maria, por ser da natureza humana, é da terra, mas eleva-se até ao céu, pelas suas prerrogativas, principalmente por ser Mãe de Deus. Por Ela, por sua intercessão, Deus envia constantemente seus anjos para nos socorrer.

20 - Por que Maria é comparada à sarça ardente?

Moisés avistou sobre o monte Horeb um arbusto que ardia sem se consumir e Deus lhe falou daquele arbusto (Ex. 3,1).

Assim canta a Igreja, na Liturgia: "Na sarça que Moisés viu permanecer incólume no meio das chamas, nós reconhecemos a vossa admirável virgindade, ó Santa Mãe de Deus.

Maria, nesse mundo, onde todos são consumidos pelas chamas do pecado, conservou-se intacta, sem a menor mancha do pecado.

Deus, oculto nas chamas da sarça, preparava Moisés para a libertação do povo do cativeiro do Egito. Também nosso Salvador, oculto no seio de Maria, preparava nossa redenção.

21 - O velo de Gedeão é figura de Maria?

O velo era uma pele de ovelha, instrumento de um duplo prodígio, destinado a convencer Gedeão da divindade de sua missão. Gedeão pedira a Deus um sinal da vitória: que seu velo, durante a noite ficasse encharcado de orvalho, enquanto toda a terra ao redor permanecesse seca; e, na noite seguinte, o contrário, que toda a terra ficasse molhada e seu velo seco. E assim aconteceu (Juízes 6 ss.)-

Assim como só o velo ficou coberto de orvalho, enquanto tudo em derredor estava seco, assim só Maria foi cheia de graça. E assim como só o velo, na noite seguinte ficou seco, enquanto a terra estava molhada; assim também só Maria ficou imune do pecado.

O orvalho no velo simboliza também Jesus vivendo em Maria. Gedeão espremeu o velo e encheu um jarro. Esse jarro simboliza a Santa Igreja que Jesus Cristo enche de graça através de sua Mãe. Assim canta a Igreja na sua Liturgia: "Descestes (Cristo), como chuva sobre o velo para salvar o gênero humano".

22 - Como a arca da aliança figura Maria ?

A arca da aliança era um grande cofre de madeira preciosa, todo revestido de ouro, por dentro e por fora, com dois querubins de ouro de cada lado. A parte superior chamava-se propiciatório. Dali Deus falava a Moisés e aos Sumos Pontífices (Exo. 37).

a) A arca da Aliança era de madeira de cedro incorruptível; Maria foi imaculada e seu corpo não conheceu a corrupção do sepulcro.

b) O ouro era considerado o mais precioso dos metais. A arca era forrada de ouro por dentro e por fora; Maria está toda adornada com a mais sublime das virtudes, a caridade, o amor de Deus.

c) A arca guardava as tábuas da lei, o maná, a vara de Aarão; Maria teve em seu seio o autor da Lei, o Pão vivo descido do céu, o verdadeiro Sacerdote da nova lei.

d) A arca era sinal da aliança de Deus com o povo. Maria é mais que sinal, pois, dando Jesus ao mundo, tornou-se instrumento da aliança que Deus fez com os homens, a Nova Aliança.

e) A arca é figura de Maria nos inúmeros prodígios que Deus realizava através dela. Diante da Arca, o Jordão se abriu para dar passagem ao povo a pé enxuto; à vista de Maria os demônios fogem e deixam os cristãos. A arca atraía prosperidade e as bênçãos de Deus sobre o povo escolhido; e os castigos mais terríveis contra os inimigos; imagem maravilhosa das graças que acompanham a verdadeira devoção a Nossa Senhora e dos castigos que comumente caem sobre os que desprezam e injuriam Maria.

23 - Existem ainda outras figuras de Maria?

O Paraíso terrestre, no qual Jesus, o novo Adão, estabeleceu sua morada.

A árvore da vida, plantada no meio do Paraíso, única digna de produzir o fruto de salvação.

O Tabernáculo, onde Deus habitou com toda a sua glória.

O candelabro de ouro com sete braços que dão luz admirável; Maria ornada com os sete dons do Espírito Santo.

A nuvenzinha avistada por Elias, anunciando a chuva benéfica.

O arco-íris, símbolo da aliança que Deus fez com Noé; Maria Medianeira entre Deus e os homens.

24 - Quais são as pessoas que prefiguram mais especialmente Nossa Senhora no Antigo Testamento?

A Santíssima Virgem Maria foi prefigurada por todas as mulheres santas do Antigo Testamento. Mais especialmente por:

EVA, mãe do gênero humano: Maria, mãe da nova raça purificada do pecado, Rainha de todos os eleitos, Mãe do inocente e verdadeiro Abel, traído e imolado.

SARA, esposa de Abraão: Maria foi mais maravilhosamente ainda fecunda do que ela, Mãe do verdadeiro Isaque, do filho único que carregou o instrumento no qual foi imolado.

REBECA, que brilhava com todos os dons da natureza, imperfeitamente figura a beleza incomparável de Maria, na ordem da graça.

RAQUEL, mãe do justo José, vendido pelos irmãos; Maria, Mãe do inocente Jesus, também traído e vendido.

ABIGAIL, esposa de Nabal, que, com suas súplicas a Davi, salvou toda a sua família da morte; Maria co-redentora do gênero humano, com seu Filho salvou-nos da morte eterna.

JUDITE, notável pela sua beleza, virtude e coragem, salvou seu povo da invasão de Holofernes. Maria, obra-prima das mãos de Deus, salvou-nos do cativeiro do demônio, dando ao mundo o Filho de Deus.

ESTER, esposa do rei Assuero, por suas súplicas também salvou seu povo da destruição; como Maria salvou-nos por seu Filho.

25 - Que lições podemos tirar dessas figuras de Maria?

Especialmente devemos concluir que, sendo a mediação de Maria poderosíssima junto de Deus, sem cessar devemos recorrer a Ela, para alcançarmos o perdão de nossos pecados e as graças de Deus.

Fonte: Catecismo de Nossa Senhora (Publicções Ontem, Hoje e Sempre - Campos RJ) - 1997