terça-feira, 31 de julho de 2012

Retrospecto do mês de Julho de 2012: Uma análise cristã dos acontecimentos do mês e dos que antecederam.

Concílio Vaticano II
Caríssimos irmãos elevemos a Deus nossas preces e súplicas para implorar seu infinito amor para conosco, afim de que, possamos alcançar a sua infinita misericórdia. Devemos, pois sobretudo dar graças a Deus pelo mês que termina e elevar nossos pedidos para o novo mês que se inicia.


 Podemos afirma com total clareza, que o mês de julho de 2012 foi um mês marcado com acontecimentos que nos deixaram tristes e perplexos, e que ao mesmo tempo nos fez parar por breves momentos para refletir sobre o uso da liberdade humana e suas consequências. Podemos também fazer uma breve observação sobre as nossas preferências neste mundo marcado pelo erotismo, pelo ódio, pelo secularismo e pela ganância.


 Uma das notícias estarrecedoras, que fora divulgada neste mês, foi a espantosa queda do número dos declarantes das práticas da fé cristã católica no Brasil. A apostasia e a heresia se tornaram algo latente, que nos envolve com sua atmosfera de relativismo e subjetivismo, causando um distanciamento das almas da verdade única de Nosso Senhor Jesus Cristo, proclamada pela sua única e autêntica Igreja, desde os primórdios da fé. Lamentamos os resultados da ultima pesquisa do IBGE sabendo muito bem os reais motivos para a sua queda. Os próprios fiéis já haviam tomado uma postura secularista e menos participativa da vida eclesiástica desde a segunda metade do século XX. Desde a década de 60 os católicos já se arrastavam por ventos doutrinários contrários a sã doutrina do Senhor. Buscavam uma vida desregrada e libertina, aos moldes dos cinemas e das novelas. A figura sacra do padre e da religiosa fora substituída por símbolos do erotismo e do hedonismo. 


Os fiéis perderam suas referências sacralizadas, para ganharem em apenas meio século, figuras mundanas e com virtudes distorcidas por falso valores. Uma grande porção dos sacerdotes católicos e demais religiosos, não viviam mais como fiéis seguidores do evangelho de Cristo, mas ardentes partidários das doutrinas dos homens corruptos e seguidores do socialismo e do consumismo exacerbado, provocando assim, uma avalanche de apostasia e de heresia no rebanho do Senhor. O campo foi justamente preparado e arado para o diabo espalhar o relativismo e a descrença diante dos fiéis. Foram lançadas pelos inimigos as sementes do joio para prejudicar a colheita do Senhor, e com isso a grande apostasia foi inevitável. “Não vos deixeis enganar de modo algum por pessoa alguma; porque deve vir primeiro a apostasia, e aparecer o homem ímpio, o filho da perdição,” (II Tessalonicenses 2,3).


 Algo também que não poderia ficar de lado em nossa análise seria a abominação do novo código penal, que vem trazer uma declaração explícita de como o Brasil tem decaído em sua moral e em suas raízes cristãs. O novo código penal vem trazer a eutanásia, a promoção do aborto e de tantos outros males que abusam da misericórdia de Deus.

Não poderíamos deixar de comentar o nosso profundo lamento pela perda de nosso Cardeal Arcebispo emérito, Dom Eugênio de Araújo Sales. Homem de grandes virtudes heróicas e defensor sublime da fé católica. Sua vida e morte foram exemplos que deixaram marcas de saudades para todos os seus admiradores. 


Diante deste quadro peçamos pela Igreja, que sofre ataques constantes de seus inimigos em nossa terra de Santa Cruz e em todo o mundo. Lembremo-nos que aquele que guardar até o fim o depósito da fé, poderá encontrar com o Senhor em sua morada celeste: "Eis por que sofro estas coisas. Todavia não me envergonho, porque eu sei em quem coloquei a minha fé, e estou certo de que ele tem poder para guardar o meu depósito, até aquele Dia". (II Timóteo 1,12).

Preparação para a morte: Loucura do pecador



PONTO II

Pobres pecadores! Afadigam-se com empenho para adquirir a ciência humana e procurar os bens da vida presente, que tão cedo se 63 acaba, e desprezam os bens dessa outra vida, que jamais terá fim! De tal modo perdem o juízo, que não somente se tornam insensatos, mas se reduzem à condição dos brutos; porque, vivendo como irracionais, sem considerar o que é o bem e o mal, seguem unicamente o instinto das afeições sensuais, entregam-se ao que lisonjeia a carne, sem pensar no que perdem, nem na ruína eterna que os ameaça. Isto não é portar-se co-mo homem, senão como besta.

“Chamamos homem, — diz São João Crisóstomo, — aquele que conserva a imagem essencial do ser humano”. Ser homem é, por conseguinte, ser racional, isto é, governar- se segundo os ditames da razão e não segundo o apetite sensual. Se Deus desse a uma besta o uso da razão, e ela conforme a razão procedesse, diríamos que procedia como homem. E, ao contrário, quando o homem se deixa guiar pelos sentidos contra a razão, deve dizer-se que procede como besta.

“Oxalá que eles tivessem sabedoria e compreendessem e previssem o fim” (Dt 32,29). O homem que se guia razoavelmente em suas obras, prevê o futuro, isto é, considera o que lhe há de acontecer no fim da vida: a morte, o juízo, e depois dele o inferno ou a glória. Quanto mais sábio é um simples aldeão que se salva, do que um monarca que se condena. “Vale mais um moço pobre, mas sábio, do que um rei velho e néscio, que não sabe prever nada para o futuro” (Ecl 4,13). Ó Deus! Não teríamos por louco aquele que, para ganhar um real, se arriscasse a perder to-dos os bens? E não deve passar por louco aquele que, a troco de um breve prazer, perde a sua alma e se expõe ao perigo de perdê-la para sempre? Esta é a causa da condenação de muitíssimas almas: ocupam-se em demasia dos bens e dos males presentes, e não pensam nos eternos.

Deus não nos colocou neste mundo para alcançarmos riquezas, nem adquirirmos honras ou contentarmos os sentidos, senão para procurarmos a vida eterna (Rm 6,22). E a consecução desta finalidade deve ser o nosso único interesse. Uma só coisa é necessária (Lc 10,42).

Ora, os pecadores desprezam este fim. Só pensam no presente. Caminham até ao término da vida e se acercam da eternidade, sem saberem para onde se dirigem. “Que diríeis de um piloto — diz Santo A-gostinho — que mostrasse ignorar completamente o rumo que deve dar a seu navio? Todos diriam que leva a nau à sua perdição”. “Tais são — continua o Santo — esses sábios do mundo, que sabem ganhar dinheiro, entregar-se aos prazeres, obter altos cargos, mas não acertam salvar suas almas”. Sábio do mundo foi Alexandre Magno, que conquistou numerosos reinos; mas, decorrido pouco tempo, morreu, e se condenou para sempre. Sábio foi o rico avarento que soube enriquecer; e, todavia, morreu e foi sepultado no inferno (Lc 15,22). Sábio dessa espécie foi Henrique VIII, que soube manter-se no trono, apesar de sua revolta contra a Igreja. Mas, no fim de seus dias, reconhecendo que tinha perdida sua alma, ex-clamou: Tudo para mim está perdido! Quantos desgraçados gemem agora no inferno! Vede, dizem eles, como todos os bens do mundo passaram qual som-bra e já não nos causam senão constante pesar e eterno pranto (Sb 5,8)! “Ante o homem, a vida e a morte: aquilo que ele escolher, ser-lhe-á dado” (Ecl 15,18). Cristão! diante de ti se apresentam a vida e a morte, isto é, a voluntária privação das coisas ilícitas para ganhar a vida eterna, ou o entregar-te a eles e à morte eterna... Que dizes? Que escolhes?... Procede como homem e não como bruto. Escolhe como cristão que tem fé, e dize: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo todo e perder sua alma?” (Mt 16,26).

AFETOS E SÚPLICAS

Ó meu Deus! Destes-me a razão, a luz da fé e, contudo, portei-me como um irracional, preterindo vossa divina graça aos vís prazeres mundanos, que se dissiparam como o fumo, deixando apenas remorsos de consciência e dívidas para com vossa justiça. Ah, Senhor, não me julgueis pelo que mereço (Sl 142, 2), mas tratai-me segundo vossa misericórdia! Iluminai-me, meu Deus; dai-me dor sobre meus pecados, e perdoai-me. Sou a ovelha tresmalhada; se me não procurardes, perdido continuarei (Sl 118, 176). Tende piedade de mim, pelo sangue precioso que por mim derramastes. Arrependo-me, meu Sumo Bem, de vos ter abandonado e de ter renunciado voluntariamente à vossa graça. Quisera morrer de dor; aumentai em mim essa contrição profunda e fazei que chegue ao céu para exaltar ali vossa infinita misericórdia...

Nossa Mãe Maria, meu refúgio e minha esperança, rogai por mim a Jesus; intercedei para que me perdoe e me conceda a santa perseverança.

V/: Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Requiescant in pace. R:/ Amém.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

31 de Julho - Santo Inácio de Loyola, Confessor

Paladino da Contra-Reforma. Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, destacou-se pela coerência e radicalidade de seu espírito.

Inácio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador mayor dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contato contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, o jovem Inácio “deu-se muito a todos os exercícios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar”1. Ou, como ele mesmo diz com humildade, “até os vinte e seis anos foi um homem dado às vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exercí cio das armas e no vão desejo de ganhar honra”2.

A hora esperada pela Providência

Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Providência. A desproporção das forças era esmagadora em favor dos franceses, mas Inácio não quis saber de capitulação e convenceu os seus a resistirem até o fim. “Confessou-se com um companheiro de armas. Depois de algum tempo de duração da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe a perna, quebrando-a toda. E como ela passou entre as duas pernas, a outra também foi duramente ferida”3. Inácio caiu por terra. Seus companheiros se renderam.

Os franceses, admirados da coragem do espanhol, trataram-no muito bem, fazendo-o levar depois, em liteira, para o castelo de seus pais. Os ossos haviam começado a se soldar de maneira defeituosa, e foi preciso quebrar de novo a perna para ajustá-los. Isso tudo, é bem preciso dizer, sem anestesia. O que levou-o às portas da morte, de modo a receber os últimos sacramentos. Quando todos esperavam o desenlace, na véspera da festa de São Pedro o doente, que era muito devoto desse Apóstolo, começou a melhorar.

Conversão de um homem coerente

Seria longo narrar todas as torturas a que se submeteu esse soldado para não ficar aleijado; pois, como poderia aparecer assim na corte? Veio depois a longa convalescença, a leitura da vida de Cristo e dos santos, únicos livros que havia no castelo, e sua conversão se deu da maneira mais radical.
O primeiro pensamento do novo soldado de Cristo foi o de ir para a Terra Santa e viver em oração, penitência e contemplação nos lugares em que se operou nossa Redenção.
Em Montserrat, fez uma confissão geral de sua vida e depôs a espada no altar da Virgem. Viveu depois algum tempo em Manresa, onde recebeu grandes favores místicos e escreveu seus famosos “Exercícios Espirituais”.

Não lhe permitiram ficar em Jerusalém, por causa da tensa situação então reinante. Inácio voltou a Barcelona para estudar, a fim de preparar-se para o sacerdócio. Foi depois para Alcalá e ainda Salamanca, onde, por causa de sua pregação e reunião de discípulos, sendo ainda leigo — o que era perigoso naquela época de novidades malsãs e heresias — foi denunciado à Inquisição e aprisionado até que sua inocência foi reconhecida.

“Companhia”, como num exército

Resolveu por isso ir a Paris, estudar na famosa universidade local. Foi lá que a Providência o fez encontrar os seis primeiros discípulos, com os quais fundaria a Companhia de Jesus. Entre eles estava o grande Apóstolo da Índia e do Japão, São Francisco Xavier, e o Beato Pedro Fabro.
Após os votos feitos em Montmartre, o que marcou propriamente o início da Companhia, eles se encontraram em Veneza, com o plano de ir à Terra Santa. Enquanto isso, trabalhavam nos hospitais.
Como, depois de um ano, não conseguiram realizar seu intento, decidiram ir a Roma colocar-se à disposição do Sumo Pontífice. Nas proximidades da Cidade Eterna, Inácio teve uma visão na qual Nosso Senhor prometeu ser-lhe favorável em Roma.

“Inácio tinha sugerido para nome de sua irmandade `Companhia de Jesus’. Companhia era compreendido em seu sentido militar, e naqueles dias uma companhia era geralmente conhecida pelo nome de seu capitão. Na Bula latina de fundação, no entanto, eles foram chamados `Societas Jesu’”4.

Paladino da Contra-Reforma Católica

O papel dos jesuítas na Contra-Reforma católica foi essencial. Na época, pareciam perdidas para o protestantismo não só a Alemanha, mas a Escandinávia, e ameaçados os Países Baixos, a Boêmia, a Polônia e a Áustria, havendo infiltrações da seita não só na França, mas até na Itália.
Santo Inácio enviou seus discípulos a essas regiões infectadas, e estes foram reconduzindo para a Igreja ovelhas desgarradas até na própria Alemanha. Ali trabalharam Pedro Fabro, Cláudio Le Jay e Bobadilha. Mas o jesuíta que seria o grande apóstolo dos povos germânicos, obtendo inúmeras reconversões, foi São Pedro Canísio, hoje considerado, com razão, o segun do apóstolo da Alemanha, depois de São Bonifácio.

O papel dos jesuítas foi também primordial no Concílio de Trento — onde brilharam os padres Laynes e Salmeron — bem como nas universidades e nos colégios, imunizando assim a juventude européia contra o erro.

Recebendo informações dos grandes triunfos de seus discípulos, exclamava Santo Inácio: “Demos graças a Deus por sua inefável misericórdia e piedade, tão copiosamente derramada em nós por seu glorioso nome. Porque muitas vezes me comovo quando ouço e em parte vejo o que me dizem de vós e de outros chamados à nossa Companhia em Cristo Jesus

Obediência pronta, humildade exemplar

Santo Inácio de Loyola queria uma companhia de escol, para combater os erros da época, principalmente os de Lutero e Calvino, e por isso estipulou que, diferentemente das outras congregações ou ordens religiosas, o noviciado seria de mais de um ano. Dizia no fim da vida, quando sua Companhia estava já estendida por quase todos os continentes: “Se eu desejasse que a minha vida fosse prolongada, seria para redobrar de vigilância na escolha de nossos súditos“6.
Quando um noviço se ajoelhava junto a ele para pedir perdão e penitência por alguma falta, depois de ter concedido uma e imposto a outra, Inácio dizia: “Levante-se”. Se, por uma humildade mal compreendida o noviço não se levantasse imediatamente, ele o deixava ajoelhado e saía, dizendo: “A humildade não tem mérito quando é contrária à obediência”.

Discernimento na seleção dos súditos

Um dia chamou um irmão coadjutor e o mandou sentar-se na presença de uma visita. O irmão não o fez, pensando faltar ao respeito ao Superior e à visita. Inácio ordenou-lhe então que pusesse o banco sobre a cabeça, e assim estivesse até a saída da visita.
Quando o noviço não servia, Inácio não tinha contemplação nem mesmo pela sua posição social. Expulsou da Companhia o filho do Duque de Bragança e sobrinho do grande benfeitor da Companhia, D. Manuel, rei de Portugal, e ainda um primo do Duque de Bivona, parente do vice-rei da Sicília, que era também seu amigo e benfeitor.

“A obstinação nas idéias era um dos principais motivos de exclusão ou de expulsão, para o santo fundador. Um espanhol de grande capacidade, duma ciência pouco comum e duma virtude reconhecida, entrou na Companhia e exercia o cargo de ministro na casa professa de Roma, com habilidade; mas quando se lhe metia uma idéia na cabeça, não lhe saía mais. Inácio tirou-lhe o cargo, julgando inapto para mandar aquele que não sabia obedecer. [...] Uma noite Inácio soube que ele acabava de dar uma nova prova da sua teimosia; no mesmo instante envia-lhe ordem de abandonar a casa sem esperar para o dia seguinte”.

Venerado como santo ainda em vida

Essa severidade era entretanto balanceada com tanta doçura, que ele era uma verdadeira mãe para os noviços. Tal equilíbrio fazia com que fosse venerado como santo mesmo em vida.
Sua mais preciosa conquista, São Francisco Xavier, tinha-lhe tanta veneração, que muitas vezes lhe escrevia de joelhos. E nos perigos e tempestades invocava seu nome, trazendo ao pescoço, como proteção, junto a seus votos de profissão, a assinatura do Padre Inácio. Constantemente afirmava: “O Padre Inácio é um grande santo”.
Laínez, outro dos primeiros discípulos de Inácio e seu sucessor no generalato da Companhia, também o venerava como santo, do mesmo modo que São Francisco de Borja, depois terceiro Superior Geral da Companhia.

Sua vida interior era profunda, e passava-se constantemente na presença de Deus. Conforme narra em sua autobiografia, toda vez que queria encontrar a Deus ele O encontrava, bastando um pouco de recolhimento. Tinha visões, repetidamente, sobretudo quando se tratava de acertar algum negócio importante da Companhia, ou quando redigia suas Constituições. Essas visões lhe eram constantes também quando celebrava a Missa.

“Sua roupa foi sempre pobre e sem enfeites, mas limpa e asseada, porque, se bem amasse a pobreza, nunca lhe agradou pouca limpeza”.

Santo Inácio faleceu em Roma, no dia 31 de julho de 1556.

Notas:

1.
Pedro de Ribadeneira, Vida de San Ignácio de Loyola, Espasa-Calpe Argentina S.A., Buenos Aires, 1946.

2.Saint Ignace de Loyola, Autobiographie, Éditions du Seuil, 1962, p. 43. Esta autobiografia foi relatada ao Pe. Luís Gonçalves da Câmara pelo próprio Santo. Com uma memória prodigiosa, o jesuíta português, imediatamente depois de cada conversa, transcrevia-a para o papel. Santo Inácio ditou o texto na 3a. pessoa.

3.Id., ib.

4.Saint Ignatius of Loyola, J. H. Pollen, Transcribed by Marie Jutras, The Catholic Encyclopedia, Volume VII, 1910, Robert Appleton Company. Online Edition Copyright © 1999 by Kevin Knight.
5.R.Garcia-Villoslada, S.I., Ignácio de Loyola _ Um español al servicio del Pontificado, Hechos y Dichos, Saragoça, 1956, p. 221.

6.J.M.S. Daurignac, Santo Inácio de Loiola _ Fundador da Companhia de Jesus, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1958, 4a. edição, p. 255.

7.Id., p. 257 e ss.

8.Pedro de Ribadeneira, op. cit., p. 258.

9.Cfr. Autobiographie, p. 163.

10.Id., pp. 260-261.

Artigo oferecido pela Revista Catolicismo

Fonte: Lepanto

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Liturgia Católica II: PUREZA DO RITO E OBRIGAÇÃO DAS RUBRICAS

18. PUREZA DO RITO


74. 1. Para impedir a impressão de livros litúrgicos menos exatos, existem leis eclesiásticas rigorosas. A primeira edição, fiscalizada pela S. R. C., se chama típica. E' fornecida ou por uma tipografia autorizada ou, nos últimos tempos, pela tipografia Vaticana. As outras edições (justatípicas), organizadas pelas várias casas editôras, precisam só da aprovação do bispo competente, dada depois de se verificara exata conformidade com a edição típica.


2. As emendas novas dos livros litúrgicos, prescritas pela S. R. C., devem ser inseridas nas edições futuras. As edições antigas (Urbano VIII, in Bulla Missali inserta) podem ser usadas até serem imprestáveis, se não fôr disposto o contrário como se fêz para as edições antigas do cantochão. Pois, quando apareceu a edição Vaticana típica do Gradual (1907), Pio X (d. 4203) determinou: "Cetera editiones, ad tempus tantummodo tolerat, nullo iam in futurum dure gaudeant, quo typicw substitui possint."


§ 19. OBRIGAÇÃO DAS RUBRICAS


75. A distinção entre rubricas preceptivas e diretivas é admitida pelos autores como sententia communis, apesar das afirmações de alguns liturgistas em contrário. Diz, p. ex., Lehmkuhl (II, 238): "As rubricas que regulam o que antes e depois da missa se deve fazer, provavelmente não devem ser consideradas como preceptivas, mas somente como diretivas, então infringi-las não é propriamente pecado, mas parece menos conveniente, a não ser que haja razão justa para agir doutra maneira ou se cumpra equivalentemente a rubrica. (S. Alf. n. 399.) 0 que acumulam nos últimos tempos para a interpretação mais rigorosa não é novo, e foi já ponderado pelos antigos autores e contudo não julgado concludente."


Às rubricas de defectibus chamam diretivas.


Fonte: Curso de Liturgia - 2ª Edição - Pe. João Batista Reus, S. J. - Ed Vozes Limitada - Petrópolis - Rj 1944

domingo, 29 de julho de 2012

29 de Julho - Santa Marta, Virgem

Marta, irmã de São Lazarus e Maria de Bethany,( no oeste também chamada de Margareth), perto de Jerusalém e é a padroeira da cozinheiras e donas de casa. Ela era a anfitriã e a dona da casa por ser a irmã mais velha. Quando Jesus se hospedava em sua casa, em Bethany, Marta era solícita e cuidava do seu bem estar. Em uma visita, recorda Lucas no seu evangelho, Marta reclamou que Maria ficava sentada ouvindo Jesus, deixando-a com todo o trabalho. Jesus respondeu em tom de brincadeira, " foi Maria que escolheu a melhor parte". Assim Marta tornou-se o protótipo da ativista Cristã e Maria o símbolo da vida contemplativa. Assim Marta foi a única que foi procurar Jesus, quando Lázaro morreu, enquanto Maria ficou em casa .A tradição diz ainda que, para aqueles que diziam que já era tarde e que Lázaro já estava morto, Marta retrucou energicamente "que não tinha a menor importância e que Jesus iria cura-lo". E de fato quando Jesus chegou Lázaro já estava enterrado e seu corpo já apresentava sinais de putrefação, mas Marta não se abalou, e com enorme fé, pediu a Jesus para cura-lo e este foi o maior dos milagres de Jesus.
Mais ainda: Ela disse a Jesus que acreditava que o Senhor Pai daria a ele o que pedisse. Em resposta aquela fé inabalável, ela foi a primeira a ouvir de Jesus a sua mais profunda revelação. Quando Marta disse que ela acreditava que seu irmão iria se levantar de novo, Jesus disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim viverá mesmo que ele morra, e todos que vivem e crêem em mim, nunca morrerão."
"Voce acredita nisto ?" perguntou Jesus a Marta, e ela respondeu: "Sim meu Senhor, eu acredito que Voce é o Messias e o Filho de Deus."
A tradição diz ainda que Marta foi com Maria e Lázaro para a França servindo de missionária em Provence.
Em outra versão Lázaro e suas irmãs vão para Chipre onde ele se torna bispo de Kition ou Lanarka. As suas supostas relíquias teriam sido transladadas para Constantinopla e varias igrejas e capelas foram erigidas em sua honra na Síria. A Basílica de São Lázaro, santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: "Lazarus, o amigo de Cristo". Isto reforça a tradição que ele viveu sua "segunda vida ressuscitado" em Kition, Lanarka.
A tradição diz ainda que Santa Marta é protetora das falsas preocupações e superstições.
Isto no Brasil, significaria proteção contra: mau olhado, inveja, pragas, bruxarias, descarrego e outras superstições para as quais ela oferece um escudo impenetrável.
Ela é a padroeira das donas de casa.

Sua festa é celebrada no dia 29 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_marta.htm

sábado, 28 de julho de 2012

IX Domingo depois de Pentecostes: "Não conheceste o tempo da tua visita"(Ev.)

"Não conheceste o tempo da tua visita"
A liturgia de hoje fala-nos dos castigos terríveis com que Deus há de punir os que renegam a Cristo. Perecerão Todos. Nenhum deles entrará no reino dos Céus. Pelo contrário, os que no meio das contrariedades e dos enganos deste mundo permanecem fiéis, serão arrancados das mãos dos inimigos e entrarão com o senhor para a glória do reino.

É o que nos sugere as lições de Matinas, Elias era de Judá e habitava Galaad. Por três vezes saiu o profeta para anunciar aos Israelitas prevaricadores os castigos terríveis e iminentes com que a justiça divina os ameaçavam  por seus crimes. A primeira por causa do escândalo de Acab e de Jezabel que tinha arrastado o povo a idolatria. A segunda devido aos 450 profetas de Baal, que ele fez condenar a morte. A terceira finalmente, ainda contra Jezabel. por tudo isso, Elias foi perseguido e teve que fugir para o monte Horeb, citado por Ocozias, flho de Jezabel a comparecer a sua presença, fez descer fogo do céus sobre os emissários do rei, morrendo todos queimados. foi, pois como vemos, um paladino terrível dos direitos de Deus. Diz a sagrada escritura que foi elevado aos céus numa carroagem de fogo.



Profeta Santo Elias

"Elias, diz Santo Agostinho, é a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi perseguido pelos judeus, do mesmo modo que o Salvador, o verdadeiro Elias, foi rejeitado e desprezado por eles. Elias separou se do seu povo e Cristo abandonou a sinagoga e chamou para si os gentios." Arrancou Deus a Elias das mãos e da conspiração dos ímpios e arrebatou-o aos Céus num carro de fogo, do mesmo modo que libertou Cristo da espectativa dos seus inimigos e o fez subir ao Céu no dia da Ascensão. O triunfo do Salvador sobre aqueles que o odiavam, figurado pelo triunfo de Elias, deve ser também o nosso triunfo. Mas para isso, temos de permanecer fiéis ao Senhor sob pena de incorrermos dos castigos que vieram sobre os Judeus. São Paulo põe-nos de guarda contra este perigo e convida-nos a meditar na história de nossos pais: "Por que tudo o que sucedeu com eles é figura do que há de vir e foi escrito para nossa instrução, para nós que vivemos no fim dos tempos". No Evangelho os ensinamentos do Senhor, chorando sobre Jerusalém e expulsando do templo os vendilhões, são ainda uma lição de fidelidade. Procuremos assimilar bem estes pensamentos do ofertório, tão belos e tão sábios: "Os preceitos do Senhor são retos e dão alegria as almas: os seus juízos são mais suaves do que o mel puro dos favos. Por isso, ser-lhe-ei fiel.
Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor 10, 6-13) - Irmãos:Estas coisas aconteceram para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos coisas más, como eles as cobiçaram. Nem vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo sentou-se para comer e para beber, e depois levantou-se para se divertir (Ex 32,6). Nem nos entreguemos à impureza como alguns deles se entregaram, e morreram num só dia vinte e três mil. Nem tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram, e pereceram mordidos pelas serpentes. Nem murmureis, como murmuraram alguns deles, e foram mortos pelo exterminador. Todas estas desgraças lhes aconteceram para nosso exemplo; foram escritas para advertência nossa, para nós que tocamos o final dos tempos. Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia. Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.

Santo Elias

Evangelho de Domingo:

 
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas.
Naquele Tempo: Aproximando-se Jesus de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela dizendo: Se ao menos neste dia, que te é dado, tu conhecesses ainda o que te pode te trazer a paz! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque virão para ti dias em que teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão por terra a ti e teus filhos, que estão dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra; porque não conheceste o tempo da tua visita. E, tendo entrado no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam nele, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é uma casa de oração; e vós fizeste dela um covil de ladrões. E todos os dias ensinava no templo.

(Fonte Missal Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)

Nossa Senhora do Sábado: Nossa Senhora do Bom Conselho

A devoção que comemoramos hoje, remonta a Igreja Primitiva, de forma que não temos dados precisos sobre sua origem. Tão antiga é a devoção que a Mãe do Bom Conselho é invocada na Ladainha Lauretana. Sabemos, contudo, que entre os anos de 432 e 440, o Papa Xisto III mandou construir uma Igreja dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Genezzano, Itália, ao lado de um convento fundado por Santo Agostinho. Esta cidade havia sido doada à Igreja com o advento dos imperadores cristãos, sucessores do Imperador Constantino que, convertido, decretara o fim da perseguição aos cristãos e da crucifixão (ano 312). Genezzano iria ser agraciada, cerca de mil anos depois, com um presente milagroso de Nossa Senhora, como veremos a seguir:
Havia, na idade média, também uma outra igreja, na cidade de Scutari - Albânia, onde o povo venerava com ardor uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, a que eram atribuídos muitos milagres. A devoção crescia vertiginosamente, até que no ano de 1467, maometanos turcos invadiram e dominaram a Albânia, culminando em sérias conseqüências aos cristãos. A perseguição implacável, colocou a Igreja numa situação dificílima, de forma que muitos cristãos tiveram de abandonar o país e, os que ficaram, tiveram de permanecer na clandestinidade . Foi nessa ocasião, que dois albaneses de nomes Solavis e Georgi, ao entrarem no santuário, testemunharam um grande milagre, a princípio, muito intrigante. Uma nuvem divina rodeou a estampa de Nossa Senhora que foi como que retirada da parede e elevou-se ao céu, tomando a direção de Roma, sobre o Mar Adriático. Os peregrinos, impelidos a seguir sua trajetória, passaram a acompanhar a estampa. Com muita confiança entraram no mar e passaram a caminhar sobre as ondas a pé enxuto e o atravessaram até chegar às vizinhanças de Roma. Ali, a estampa rodeada de nuvens foi se afastando até que acabaram perdendo-a de vista.
Ao mesmo tempo, lá na cidade de Genezzano, na Itália, a estrutura da Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho estava seriamente comprometida. A velha igreja construída pelo Papa Xisto III no século V, havia ficado em ruínas não só pela ação do tempo, mas também pela falta de recursos. Há muito tempo, porém, uma irmã da Ordem Terceira de Santo Agostinho, chamada Pedrina, havia tomado à frente do empreendimento, e cuja reconstrução confiou unicamente à Providência Divina, à Santíssima Virgem e ao santo padre Agostinho, fundador da ordem a que pertencia. Aos que duvidavam, respondia com muita fé e confiança que seus esforços não eram vãos e que brevemente seriam postos a têrmo, com a força da graça divina.
Era dia 25 de abril, nos festejos de São Marcos Evangelista, onde também realizava-se uma feira pública naquela cidade e que contava com grande multidão. Repentinamente surgiu no céu uma nuvem em forma de coluna milagrosamente suspensa no ar, chamando a atenção de todos os circunstantes. Tal coluna vagarosamente baixou em direção a uma das paredes mais elevadas da igreja em reconstrução e dissipou-se, imprimindo na parede, à vista de todos, uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, pintada a fresco. Os sinos, por si só, passaram a badalar consecutivamente, causando estupefação pública, conseqüentemente a conversão de muito pagãos em Genezzano. Surpresos, uns aos outros, perguntavam sobre a origem da estampa, quais os desígnios de Deus acêrca de tão grandioso mistério.
A partir deste acontecimento , os padres agostinianos começaram a divulgar o culto à Nossa Senhora do Bom Conselho, e não tardou que o número de fiéis de toda a Itália e países circunvizinhos viessem em peregrinação para reverenciar Nossa Senhora.
Tomando conhecimento do grande milagre ocorrido em Genezzano, os dois peregrinos Solavis e Georgirs, foram também reverenciar Nossa Senhora do Bom Conselho, a quem eram extremamente devotos. Mas, não haviam relacionado o primeiro milagre ao segundo. Chegando na cidade, qual não foi a perplexidade deles ao constatarem que a estampa fixada na parede da igreja era a mesma estampa que haviam visto ser levada aos céus na sua cidade de origem, Scutari. Ficou claro que a estampa havia sido trasladada de um país para o outro pelos anjos de Deus. Com muito entusiasmo proclamaram o fato ao povo local. Foram por isso interrogados por uma comissão e, sob juramento, contaram o que ocorrera na igreja da sua cidade de origem. Detalhadamente narraram desde o momento em que testemunharam ocularmente a estampa que sendo retirada da Igreja de Scutari, a travessia do mar a pé enxuto, a chegada na Itália até o momento em que a perderam de vista. Desvendaram-se assim os milagrosos acontecimentos, simultaneamente ocorridos desde a Albânia até a Itália, para onde a imagem foi levada pelos anjos por desígnio de Nossa Senhora.
O fato foi levado ao Papa Paulo II (Pietro Barbbo - pontificado 1464 a 1471), que na ocasião foi quem iniciou o processo para apurar a veracidade dos fatos.
O Papa Leão XIII mandou construir um altar em seu oratório privado, pessoalmente visitou o santuário, instituiu a Pia União, do qual se fez membro, redigiu poesias e agraciou a igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho com o título de "Basílica Menor".
No dia 25 de abril de 1993 (viagem apostólica do Papa João Paulo II à Albânia), mesma data em que a imagem foi levada por anjos de Scutari para Genezzano (25 de abril de 1467), João Paulo II pessoalmente dirigiu-se ao antigo templo e doou umaa reprodução da imagem original, a qual lá foi entronizada, marcando definitivamente a reconciliação do governo e da nação albaneza com a Igreja de Cristo.
O Vaticano, a partir daquele ano, financiou as obras de reconstrução do Santuário, depreciado por consequência da perseguição do regime comunista.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Teologia Ascética e Mística: Da luta contra os ínimígos espirituais

Devemos buscar forças em Deus para superar a
concupiscência
Estes inimigos são a concupiscência. o mundo e o demônio: a concupiscência. inimigo interior que trazemos sempre connosco; o mundo e o demônio, inimigos exteriores, que atiçam o fogo da concupiscência. A Luta contra a "concupiscência ' . S. João descreveu a concupiscência neste texto célebre: «Omne quod est in mundo concupiscentia carnis est et concupiscentia oculorum et superbia vitae» ". O que vamos dizer será a explicação deste texto.

1.0 Concupiscência da carne

193. A concupiscência da carne é o amor desordenado dos prazeres dos sentidos.

A) O mal. O prazer não é mau em si; Deus permite-o, ordenando-o a um fim superior, o bem honesto; se liga o prazer a certos atos bons, é para os facilitar e nos atrair assim ao cumprimento do dever. Gozar o prazer com moderação, referindo-o ao seu fim, que é o bem moral e sobrenatural, não é mal; é até um ato bom, pois que tende a um fim bom, que em última análise é Deus. Querer, porém, o prazer independentemente desse fim que o legitima, querê-lo, por conseguinte, com um fim no qual se pára, é desordem, pois é. ir contra a ordem sapientíssima estabelecida por Deus. E esta desordem arrasta consigo outra: quem opera pelo prazer, fica exposto a amá-lo com excesso, porque já não se guia pelo fim que impõe limites à sede imoderada do prazer que existe em cada um de nós.

191. Assim, por exemplo, quis Deus na sua sabedoria que um certo prazer andasse inerente à comida, para nos estimular a sustentar as forças do corpo. Mas, como bem diz Bossuet , «os homens ingratos e carnais tomaram ocasião deste deleite, para se afeiçoarem ao seu corpo mais que a Deus, que o havia feito... O prazer do alimento cativa-os: em lugar de comerem para viver, parece como dizia um antigo, e depois. dele S. Agostinho, que não vivem senão para comer. Ainda aqueles que sabem regular os seus apetites, e são levados à mesa pela necessidade da natureza, iludidos. pelo prazer, e arrastados mais longe do que convém pelos seus engôdos, são transportados para além dos justos limites;deixam-se insensivelmente ganhar pelo apetite, e não crêem jamais haver satisfeito inteiramente à necessidade, enquanto o comer e o beber lhes lisonjeiam o gosto». Daqui, excessos no comer e beber, opostos à temperança .. E que dizer do prazer, ainda mais perigoso, da volúpia, «dessa profunda e vergonhosa chaga da: natureza, dessa concupiscência que liga a alma ao corpo por laços tão amaviosos e violentos, de que tanto nos custa desprender-nos· e causa também no gênero humano tão espantosas  desordens?

195. Este prazer sensual é tanto mais perigoso quanto é certo que se encontra espalhado por todo o corpo. A vista é por ele inficionada, visto ser pelos olhos que começa a sorver o veneno do amor sensual. Os ouvidos são por ele infectados, quando, por meio de conversas perigosas e cantos eivados de moleza, se acendem ou se alimentam as chamas do amor impuro e essa disposição secreta que temos para os gozos sensuais. E o mesmo se diga dos outros sentidos. O que aumenta o perigo, é que todos esses prazeres sensuais se excitam uns aos outros; aqueles que seríamos levados a ter por mais inocentes, se não estamos continuamente de sobreaviso, preparam o caminho aos mais culpáveis. Há até mesmo uma certa moleza e delicadeza espalhada em todo o corpo que, levando-nos a buscar descanso no sensível. o despertam e lhe mantêm a viveza. Ama-se o corpo com uma paixão que faz esquecer a alma; um cuidado excessivo da saúde faz que se lisonjeie o corpo em tudo, e todos estes sentimentos são outros tantos ramos da concupiscência da carne

(Fonte: Compêndio de Teologia e Ascética e Mística - AD. Tanquerey - 1961)

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor: Das últimas palavras de Jesus

3. Que sofrimentos, pois, não experimentaram esses corações amorosíssimos de Jesus e Maria, quando chegou o momento em que o Filho, antes de expirar, teve de se despedir de sua Mãe. Eis as últimas palavras com que Jesus se despediu neste mundo de sua Mãe: “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26), indicando-lhe João que lhe deixava por filho em seu lugar.

Ó Rainha das dores, as recordações de um filho amado que morre são muito caras e não saem mais da memória de uma mãe. Recordai-vos que vosso Filho, que tanto vos amou, vos deixou a mim, pecador, por filho, na pessoa de João. Pelo amor que tendes a Jesus, tende piedade de mim. Eu não vos peço os bens da terra: vejo vosso Filho que morre em tantos tormentos por mim; vejo-vos a vós, minha Mãe inocente, sofrendo tantas dores por mim e vejo que eu, miserável réu do inferno, nada padeci pelos meus pecados por vosso amor. Quero sofrer alguma coisa por vós antes de morrer. Esta é a graça que vos peço e vos digo com S. Boaventura que, se vos ofendi, é de justiça que eu padeça por castigo, e seu eu vos servi, é justo que eu sofra por recompensa. Impetrai-me, ó Maria, uma grande devoção e uma recordação contínua da paixão de vosso Filho. E por aquele tormento que sofrestes, vendo-o expirar na cruz, obtende-me uma boa morte; assisti-me, minha Rainha, naquele último momento e fazei que eu morra amando e proferindo os santíssimos nomes de Jesus e Maria.

4. Vendo Jesus que não encontrava quem o consolasse neste mundo, levantou os olhos e o coração para seu Pai, para pedir-lhe alívio. Mas o eterno Pai, vendo seu Filho coberto com as vestes de pecador: Não, Filho, disse-lhe, não te posso consolar, já que estás satisfazendo a minha justiça pelos pecados de todos os homens; convém que agora eu te abandone aos teus sofrimentos e te deixe morrer sem conforto. E foi então que o nosso Salvador, elevando a voz, disse: “Deus meu, por que me abandonais”? (Mt 27,46). Explicando esta passagem, o Beato Dionísio Cartusiano diz que Jesus proferiu essas palavras com grande brado, para fazer todos compreenderem a grande dor e tristeza em que morria. E quis nosso amantíssimo Redentor morrer privado de toda consolação, acrescenta S. Cipriano, para nos demonstrar seu amor e atrair para si todo o nosso amor. Ah, meu amado Jesus, queixai-vos injustamente, dizendo: Meu Deus, por que me abandonastes? Perguntas por quê? E eu pergunto-vos: por que quisestes vos encarregar de pagar por nós? Não sabíeis que só pelos nossos pecados merecíamos ser abandonados por Deus? Com razão, pois, vos abandonou o vosso Pai e vos deixou morrer num mar de dores e de tristezas. Ah, meu Redentor, o vosso abandono me aflige e me consola: aflige-me, porque vos vejo morrer com tantos sofrimentos, mas consola-me dando-me confiança de que, pelos vossos merecimentos, não serei abandonado pela misericórdia divina, como eu merecia por vos ter abandonado tantas vezes para seguir os meus caprichos. Fazei-me compreender que, se para vós foi tão cruel o ser privado por breve tempo da presença sensível de Deus, qual seria o meu tormento se tivesse de ficar privado de Deus para todo o sempre. Por esse vosso abandono, suportado com tanta dor, não me abandoneis, ó meu Jesus, especialmente na hora de minha morte. Nesse momento em que todos me abandonarão, não me abandoneis, vós, meu Salvador. Sede então vós, meu Senhor desolado, o meu conforto nas minhas desolações. Bem sei que se vos amasse sem consolação, contentaria o vosso coração; conheceis, porém, a minha fraqueza, ajudai-me com a vossa graça. infundindo-me então perseverança, paciência e resignação.

V. Senhor, não nos trateis segundo os nossos pecados.
R. Nem nos castigueis segundo as nossas iniquidades.

Para um Bom Católico a sexta-feira é dia de Penitência e dia de meditar sobre a paixão do Senhor!
Para os mundanos dia de ignorar o Senhor em sua Cruz e agonia.
Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santo Ofício: A Heresia Pentecostal

Divisão Pentecostal
(Padre Inácio José do Vale)


O jornal: “The New York American” do dia 03 de dezembro de 1906 falou que algo de estranho estava acontecendo. “Um novo movimento religioso, formado por negros e brancos, estava começando. A tradição metodista sendo misturada à religiosidade popular dos negros”. Que movimento era esse? Era o controvertido Movimento Pentecostal.
1.100.000.000 de pentecostais deverão construir 45% dos cristãos em 2025, segundo estimativa do Hartford Institute for Religion Research (1).
O pastor pentecostal assembleiano Rikk Watts, professor do Regent College, em Vancouver, Canadá disse: “De cada 20 pessoas no mundo, uma é pentecostal. E o mundo não é um lugar lindo. O que está errado?”.
A revista luterana Boas Novas, edição de nº 26 dar a sua resposta: “No mundo inteiro, a Igreja Cristã está sofrendo uma perseguição feroz e, em grande parte, imperceptível. O movimento que o diabo está usando para perseguir a Igreja Cristã é conhecido como Pentecostalismo. O ensinamento básico do Pentecostalismo é heresia” (2).
O político e ecologista carioca Alfredo Sirkis diz “da sua terrível experiência negativa com vários políticos pentecostais que conheceu alinhado às piores práticas do parlamento e da administração pública” (3). Que o diga o escândalo da CPI dos Sanguessugas.

Heresia Pentecostal

Ninguém tem duvida que esse é o movimento que mais cresce no mundo inteiro. Ninguém também não tem dúvida que esse movimento é o que mais têm crentes desviados da fé e o que mais causa divisão e escândalos no protestantismo.
O Movimento Pentecostal e a caracterizado pelas práticas: dos dons “espirituais”, visões, revelações, profecias, arrebatamentos e êxtases emocionais. Sendo o “batismo no Espírito Santo” o tema principal.
Na pregação pentecostal é explorado o exorcismo, cura divina, milagres, bênçãos, dom de línguas e críticas pesadas contra as Igrejas Cristãs Tradicionais.
O famigerado “dom de línguas” é o que mais causa transtorno no pentecostalismo e fora dele. Ele é o principal motivo para divisão nas denominações cristãs. Afirma o pastor batista Nilson do Amaral Fanini: “o dom de língua tem trazido muitos problemas e tristezas para a Igreja de Cristo. O Espírito Santo só faz as operações de somar e multiplicar. Ele não sabe fazer a operação de dividir” (4).
Ninguém deve fazer parte dessa heresia, para que não venha responder a pergunta de São Paulo Apóstolo: “Estais loucos?” (1 Cor 14,23).
Desde o início do pentecostalismo nos Estados Unidos, foi agregado em seu seio um número maior de pessoas pobres e iletradas. Em cima desse povo é fácil pela pregação “carismática” levá-los ao fanatismo e ao fundamentalismo bíblico.
A doutrinação pentecostal, junto com a graça, está carregada de ensinamentos de usos e costumes e sacrifícios como meios de salvação eterna. Essa foi e continua sendo a marca primordial de muitas denominações pentecostais.
Hoje a doutrinação pentecostal está carregada de ideologia comercial da fé. O sacrifício atual é o meio para barganhar com Deus os interesses de bens materiais.
O Deus vingativo e punitivo de outrora que castigava por falta de “santificação” da oração, do jejum, da desobediência dos usos e costumes e outros sacrifícios; hoje ele não abençoa quem não paga o dízimo e ofertas, quem não faz campanha, corrente e novena de libertação. Claro, que não podemos esquecer as simpatias, os amuletos que acompanham esse “show da Fé”.
O fundamento desse neopentecostalismo comercial é a herética teologia da prosperidade. Essa teologia é o “Banco Central” de muitos líderes do movimento pentecostal e neopentecostal. Tais líderes são verdadeiros Faraós, Herodes, Pilatos, Caifás e apóstolos da luxúria. São tão infames que nem ligam mais para a tática de “aparência de piedade” (2 Tm ,5). São religiosos descarados que usam da política e da religião como empresas em prol de benefícios próprio e familiar.

Ninguém Vos Engane

Jesus respondeu: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4). Nosso Senhor Jesus Cristo várias vezes alertou rigorosamente os seus discípulos a respeito dos falsos ensinamentos dos fraudulentos líderes religiosos da sua época (Mt 7, 15; 15, 1-9; 24, 11 e 24).
Nada mudou, hoje como nunca, os ensinamentos dos falsos profetas tem ganhado o mundo na mesma velocidade da internet.
Os meios de comunicação nos Estados Unidos têm falado com uma freqüência cada vez maior sobre a presença de um movimento herético chamado “Só Jesus” em algumas Igrejas que se dizem cristãs. Entre os que ensinam essa heresia está o famoso pregador T. D. Jakes, de Houston, Texas, que já apareceu na capa da revista TIME como um possível sucessor de Billy Graham. Jakes, juntamente com esse movimento “Só Jesus”, ensina que o Pai celestial e o Espírito Santo não existem como pessoas distintas da Santíssima Trindade. Essa heresia perigosa está arrebanhando milhares de seguidores na Jamaica e em outras partes do mundo.


     Por que essa heresia tem encontrado receptividade em muitas igrejas? Porque o dogma da Saníssima Trindade não tem sido ensinado profundamente nas igrejas. Não só essa doutrina como outras que são omitidas para a formação dos verdadeiros seguidores de Cristo.
São Jerônimo (348-420) escreve uma linda carta de elogios a Santo Agostinho (354-430) pela sua defesa da santíssima fé cristã: “Os católicos veneram e reconhecem em vós o restaurador da antiga fé —o que é sinal de ainda maior glória— todos os hereges vos detestam e me perseguem convosco com igual ódio, até matar em desejo aqueles a quem não podem matar com suas espadas”.
Dizia Santo Ambrósio: “Sem perseguidores não há mártires”.
Será que somos perseguidos por amar e depender a nossa doutrina cristã?
O pastor e escritor alemão Norbert Lieth escreve: “Até mesmo no setor evangelical há falsas profecias, prometendo bênção, cura (e não santificação), sucesso e prosperidade. Em alguns lugares, um certo “empreendedorismo cristão” se espalhou na Igreja de Jesus, que não se distingue mais em nada do mundo dos negócios: a única coisa que ainda importa é a multiplicação financeira, não mais o compromisso com os padrões da Palavra de Deus. Não importa mais que pessoas encontrem Jesus Cristo como seu Salvador e assim tenham seus pecados perdoados, mas que a igreja cresça e a quantidade de membros aumente. “Em uma aparição diante de milhares de pessoas em Copenhague (Dinamarca), Benny Hinn, o televangelista americano da ala carismática extrema, pediu doações para comprar um novo jato particular para si. (...) O avião tornaria mais fácil o seu trabalho de evangelismo mundial. “Vou escrever o nome de toda pessoa que doar 1.000 dólares na parede interna do avião”. (...) Prometeu que oraria por todas aquelas pessoas cada vez que lesse seus nomes durante uma viagem. Depois de recolher as ofertas, Hinn disse: ‘pelo fato de hoje ter sido levantada uma oferta tão grande, a Escandinávia experimentará um avivamento (...)” (5).
Esse é parte do quadro atual que vive o Movimento Pentecostal. Que vergonha!

Sincretismo Pentecostal

O insigne estudioso da Religiosidade Popular Francisco Cartaxo Rolim nos informa: “Na pesquisa que realizamos na Baixada Fluminense, sobre a expansão pentecostal, verificou-se que os adeptos do pentecostalismo tinham como religião anterior o catolicismo popular. Isto nos leva a pensar que no aumento do pentecostalismo, problema de saber se estes elementos religiosos sofrem ou não uma transformação no pentecostalismo a religiosidade católica de tipo popular está sendo canalizada para o seio dos grupos pentecostais. E seus adeptos são portadores de elementos religiosos do catolicismo popular, o que coloca o problema de saber se estes elementos religiosos sofrem ou não uma transformação no pentecostalismo, problema que deixamos de elucidar ou pelo menos encaminhá-lo, dado o limite deste trabalho. Mas podemos adiantar que explodem no seio de pentecostalismo as características básicas do catolicismo popular — a emoção, o contato direto com o sagrado, o sentido de proteção, a individualização religiosa”.
“Nos cultos público, animados com cânticos populares, a espontaneidade que neles reina, nas praças públicas, hospitais e prisões, a pregação da palavra, nas vigílias de oração, a busca da experiência de falar línguas estranhas, sob o impulso da crença no batismo do Espírito Santo, tudo isso exprime aspectos de religiosidade individual e de contato direto com o sagrado ao mesmo tempo em que revelam um clima de alta emotividade” (6).

Trocas Simbólicas Entre a Universal e a Umbanda





      A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) apropriou-se de símbolos da Umbanda, como o descarrego, o sal grosso e a arruda, trouxe-os para dentro do seu culto, alegando que eles foram criados por Deus, mas que através de uma manifestação sombria esses elementos acabaram nas religiões afro-brasileiras. A constatação é de Antonio Vieira, que apresentou dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em fevereiro, sob o título “Filho-de-santo ou filho-de-encosto? Conflitos e aproximações nas disputas simbólicas entre Igreja Universal do Reino de Deus e Umbanda”. Ele sustentou, na dissertação, que há trocas simbólicas entre as duas manifestações religiosas (7).
“O neo-pós-pseudo-pentecostalismo não prega conversão e santidade, mas neo-indulgências e sessões de descarrego. Do novo nascimento ao sabonete de arruda tem sido caminho, por onde possam os sócios “evangélicos” dos escândalos da República”, afirma o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti (8).

PERTURBAÇÕES DAS SEITAS


            Vivemos em um mundo cheio de religiões, denominações seitas e heresias.
Há religiões de adeptos que promovem terrorismo e guerras, denominações que glorificam o pecado da divisão, seitas que perturbam a paz social, familiar, eclesial e causam escândalos, principalmente pelo cisma, e as heresias causam contendas no Corpo de Cristo.
Tudo isso cria uma confusão danada na cabeça das pessoas que não tem conhecimento bíblico e teológico.
Poucas décadas após a morte dos santos apóstolos, as divisões já se haviam acontecido na Igreja de Cristo. O historiador americano Will Durant escreve: “O próprio Celso (inimigo do cristianismo, do segundo século) havia sarcasticamente notado que os cristãos ‘se dividiam em muitas facções, cada um desejando ter a sua própria igreja”.
Por volta do ano 187, Santo Irineu de Lião (140? - 203), denunciava, vinte variedades de seitas. Já no ano 384, Santo Epifânio ( † 403), grande lutador contra as heresias, menciona oitenta seitas”.
Esse jamais foi o projeto de Jesus Cristo, e sim do diabo. Cristo trabalhou e orou para que todos sejam um (Jo 17, 21). O diabo trabalha para matar, roubar e destruir (Jo 10, 10).
O jornalista americano James A. Haught escreveu: “Apesar da crença universal de que a religião torna as pessoas ‘boas’, é obvio que ela faz com que algumas pessoas cometam atrocidades”. Esse é o papel da falsa religião, que tem como chefe superior o diabo.

LÍDERES PERNICIOSOS


         São Pedro Apóstolo já tinha profetizado a corja de líderes falsos. “Houve, contudo, também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou e trazendo sobre si repentina destruição. Muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas” (1 Pd 2, 1.2).
Na força do diabo tem de levantado líderes religiosos com poder político, financeiro e de comunicação eletrônica, promotores de doutrinas perniciosas, de escândalos sexuais, de cismas, de corrupção, de fausto e de luxúria.
Vejamos na reportagem a prática perniciosa desses líderes.
“A Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro decidiu recolher uma amostra do suposto óleo sagrado que a na cura da ‘dengue’ e que está sendo distribuído durante os cultos de domingo na sede de uma denominação neopentecostal em Del Castilho. Além do óleo, oferecido em copinhos, panfletos divulgados pelo publicitário Antônio Pedro Tabet no site Kibeloco e reproduzidos no GLOBO convidam os fiéis para o culto e diz que eles receberão “um cálice com óleo santo, para que todos sejam livres desta epidemia” (1). Que Horror!”
O povo vive tremendamente, enganados e escravizados por esses líderes fraudulentos.
Cabe a cada cristão verdadeiro pregar urgentemente o Santo Evangelho Libertador de Cristo, que tem poder de libertar o ser humano desses perigosos apóstolos de Satanás. “Procurai convencer os hesitantes; a outros procurai salvar, arrancando-os do fogo; de outros ainda tende misericórdia, mas com temor, aborrecendo a própria veste manchada pela carne” (Judas vv. 22 e 33).
Dizia Santo Tomás de Aquino: “Levar os homens à verdade é o maior beneficio que se pode prestar aos outros”.
No Antigo Testamento, Deus deu a Lei ao seu povo para não cair nas garras da diabólica idolatria (Ex 20, 1-5). Porque por detrás dessa terrível prática, existiam líderes que lucravam com o comércio de ídolos e fazia desviar o povo do culto ao único e verdadeiro Deus.
No Novo Testamento, Cristo ensinou os apóstolos à guardarem seus mandamentos e pregar a Boa Nova sem fins lucrativos (Cf. Mt 10, 7-10).
Para a Igreja foi ensinado a ser fiel a doutrinas dos santos apóstolos (At 2, 42; 2 Tm 1, 12-14).
O diabo tem lutado terrivelmente nesses últimos dias contra os fieis cristãos para fazê-los quebrar a fidelidade da unidade da Santa Madre Igreja. Mas temos a promessa de Jesus Cristo: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

FALTA AMOR EVANGÉLICO

O pregador da Casa Pontifícia, o erudito Padre Raniero Cantalamessa afirma em sua pregação sobre seitas:

1. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.
2. São visionários fanáticos ou astutos aproveitadores que abusam da boa vontade e da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos fundadores ou chefes de seitas religiosas que estão por ai.
3. As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas características. Antes de tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham pontos essenciais de fé cristã, como a divindade de Cristo e a Trindade; ou misturam com doutrinas cristãs elementos alheios incompatíveis com elas, como a reencarnação. Quanto aos métodos, são literalmente <<ladrões de ovelhas>>, no sentido de que tentam por todos os meios arrancar os fiéis da sua Igreja de origem torná-los adeptos da sua seita.
4. Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor conteúdos próprios, passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa Senhora e em geral tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas antípodas do Evangelho de Jesus, que é amor doçura, respeito pela liberdade dos outros. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.
5. Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: << Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis>> (Mt 7, 15). E os frutos mais comuns da passagem das seitas são as famílias destruídas, fanatismo, expectativas apocalípticas do fim do mundo, regularmente desmentidas pelos fatos.
6. Existe outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo cristão, em geral importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não são agressivas; elas se apresentam com <<fantasia de cordeiro>>, pregando o amor por todos, pela natureza, pela busca do eu profundo. São formações freqüentemente sincretistas, ou seja, que agrupam elementos de diversas procedências religiosas, como no caso da Nova Era. O imenso prejuízo espiritual para quem se deixa convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo e, com Ele, essa <<vida em abundância>> que Ele veio trazer.
7. Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da saúde mental e da ordem pública. Os recorrentes casos de seqüestros e suicídios coletivos nos advertem até onde pode levar o fanatismo do chefe de uma seita.
Atentemos com muito respeito à exortação do Revmº Padre Cantalamessa, o Pregador do Papa: “Quando se fala de seitas, no entanto, devemos recitar também um <<meã culpa>>. Com freqüência, as pessoas acabam em alguma seita pela necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade que não encontraram em sua paróquia.” (2).


CONCLUSÃO
Vivemos entre:
Ovelhas e lobos
Bons e ruins
Sadios e psicopatas
Santos e profanos
Salvos e perdidos
Crentes e incréus
Deus e o diabo
Igreja e seitas

O maior bem do sacerdote

O maior investimento que um sacerdote católico pode fazer em prol dos seus fiéis é deixá-los bem formados e informados sobre os perigos das seitas.

Ser católico verdadeiro

O católico que não é fiel a TRADIÇÃO da Santa Igreja Católica cai em TRAIÇÃO.
O católico que não se APROFUNDA na doutrina católica se AFUNDA em heresias.
O católico que vive criticando a Igreja e crendo em FANTASIAS é um forte candidato à APOSTASIA.
O católico que é relaxado nos SACRAMENTOS vive uma vida de TORMENTOS.
Quem não é um fiel SECRETÁRIO da fé católica é um verdadeiro SECTÁRIO.
Quem não ACEITA a unidade da verdade católica a SEITA a mentira dos cismáticos.
Quem tarda dar os dízimos em sua comunidade, mais CEDO pagou o pedágio a MACEDO.
“Nossa maior ameaça “é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” (DA n.12)”.
No mundo em que vivemos, tomado pelo pluralismo religioso, pela cultura do engano sincretista e pelo relativismo, não há espaço para o católico, medíocre, ingênuo, superficial, boçal e irresponsável com as práticas do reino de Deus.

Conclusão

O Movimento Pentecostal foi um marco de sucesso no século XX e continua sendo na era pós-moderna. Todavia, a sua prática divisionista tem arrastado uma avalanche de heresias e escândalos.
De todo desmoronamento social, o pentecostalismo é o que mais está incluso, devido a sua fragilidade estrutural e operacional.
A sua amálgama hoje, serve de espelho para o futuro de um movimento igual ao da Nova Era. Porém, mantendo o seu eclesiologismo particular (igrejas empresas) e pluralismo religioso (ecumenismo eclético).
O pentecostalismo se divide para sua sobrevivência. Suas células divididas, vão sendo agregadas a outros elementos de várias correntes religiosas heréticas. Daí o sucesso na pós-modernidade com o seu pluralismo esotérico.

Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
  
Referências

(1) Ultimato, maio-junho, 2006, p.20.
(2) Boas Novas, Nº 26, 2007, p.30.
(3) Jornal do Brasil, 11/04/2008, p.A16.
(4) Folheto: A Necessidade de Ordem no Culto – Subsídios Complementares do texto: 1 Cor. 14, pp.4 e 8, s/d.
(5) Revista Chamada da Meia-Noite, fevereiro de 2008, p. 13.
(6) Instituto Diocesano de Ensino Superior de Würzburg. Teologia para o cristão de hoje, versão brasileira sob a coordenação de P. Silvino Arnhold, São Paulo: Loyola, 1975, p.237.
(7) Mensageiro Luterano, junho de 2007, p.28.
(8) Ultimato, novembro-dezembro de 2006, p.43.



Fonte: Fim dos tempos

26 de Julho - Santa Ana, Mãe de Maria Santíssima e Avó de Jesus

Viveram no primeiro século e sua festa é celebrada no leste no dia 9 de setembro. A tradição dá o nome de Joaquim e Ana (significa graciosa em hebreu) aos pais da Virgem Maria (Luc 3:23).
São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.
A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Anna quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o padre do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias. O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Anna. Após o casamento de sua filha com Joaquim tambem ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atende-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces. Ela estava sob uma árvore pensando que Joaquim a havia abandonado(ele estava no deserto). O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Anna teria respondido; "Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida."
O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Anna deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Anna cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no templo de Jeruzalém.
O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Anna lá pelo anos de 550.Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren (Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).
O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção de Santa Anna era celebrada em Nápoles e se espalhou para Canterbury lá pelos anos de 1100 DC e daí por diante até século 14, quando o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a Virgem Maria.
O culto a Santa Ana chegou a ser até atacada por Martinho Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, um objeto favorito dos pintores da Renascença. Em resposta, a Santa Sé estendeu a sua festa para toda a Igreja em 1582.
São Joaquim tem sido honrado no Leste desde o início e no Ocidente desde o 16º século e imagens do culto a São Joaquim começaram no ocidente nas Comunas e nos Arcos em Veneza que datam do século 6º .
A Imaculada Concepção de Maria é comemorada no dia 8 de dezembro e o nascimento da Virgem Maria, nove meses depois, ou seja no dia 8 de Setembro.



A festa de São Joaquim era celebrada, no Ocidente no dia 16 de agosto.

Agora, ambos são comemorados no dia de Santa Ana ou seja no dia 26 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_ana.htm

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho - São Cristóvão, Mártir


Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!
Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros).
As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.
Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.
Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.



Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.


25 de Julho - FESTA DE SÃO TIAGO APÓSTOLO


Apóstolo, santo patrono da Espanha como Santiago, tem em sua honra um grande templo em Compostela. Filho de Zebedeu e Salomé ele pescava para viver com o seu irmão João (o evangelista) na Galiléia . Mateus, Marcos, e Lucas atestam o seu chamamento por Cristo. Cristo deu a Tiago e a João o apelido "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo (Lu 9:54-56) e queriam sofrer com Jesus como testemunhas (Mar10:35-41).
Tiago estava com Pedro e João quando Jesus ressuscitou a filha de Jairus dos mortos(Mc5:37). Estes mesmos três apóstolos estavam também presentes na " Transfiguração" e na "Agonia no Jardim das Oliveiras". Tiago, o maior, é considerado o protomártir dos apóstolos, morto pelo Rei Herodes Agrippa em Jerusalém (Acts 12:2). Ele foi decapitado e seu martírio é o único relatado pelos apóstolos no Novo Testamento. De acordo com a tradição ele pregou na Espanha antes de sua morte e por isso tornou-se o santo mas venerado dos santos espanhóis. É costume aceito na Espanha que os seus restos mortais foram levados para Compostela durante a Idade Media. Na arte litúrgica ele é mostrado como um velho senhor e as vezes como um peregrino.

Catedral de São Tiago de Compostela - Espanha


Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/sao_tiago.htm

25 de Julho - OS QUATORZE SANTOS PATRONOS

São designados pela liturgía pelo epiteto comum de Santos Patronos. Quatorze santos célebre pela eficácia de sua intecessão. Representados Ordináriamente juntos. a devoção do povo a estes santos tão compassivos e com necessidades dos homens tomou origem a maior parte das vezes em algum mosteiro célebre que possuía suas relíquias. Todos exceto São Gil que sofrera o martírio. O culto de alguns como São Jorge, São Cristóvão, Santa Bárbara, Santa Catarina e de Santa Margarida, espalharam-se muito durante a idade média e deu origem aos novos costumes e divertimentos populares. O nome deles ainda conservam grande popularidade:

São Jorge: Padroeiro dos Soldados

Santo Erasmo: Advogado das dores do ventre e dos viajantes do mar

São Brás: Advogado dos males da garganta

São Pantaleão: Patrono dos médicos

São Vito: Contra os animais peçonhentos

São Cristóvão: Padroeiro dos motoristas

São Dionísio: Contra as possessões diabólicas

São Ciríaco: Contra as doenças dos olhos e possessões

São Acácio: Contra as dores de Cabeça

Santo Eustáquio: Contra o fogo temporal e eterno

São Gil: Contra Epilepsia, Esquizofrenia e os males e medos da noite

Santa Margarida: Contra as dores de rins e pelas mulheres em trabalho de parto

Santa Bárbara: Contra os Raios e a morte repentina

Santa Catarina de Alexandria: Padroeira dos filósofos
oradores e advogados.
 Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.