quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Santo Ofício: O Mito da "Superpopulação"

Uma "Bomba" Populacional?
 
Os controlistas nos venderam o controle de população como algo necessário e urgente... Têm-nos feito acreditar que somos muitos no mundo e que os países, especialmente os mais pobres, devem impor drásticas políticas de redução da taxa de natalidade, ou muito em breve, todos morreremos por falta de recursos ou porque, sendo muitos, poluiremos nossos planetas até torná-lo impossível de ser habitado.
 
Para não poucos católicos "venderam" a história de que somos muitos e de que a Igreja é "retrógrada" por opor-se ao controle da natalidade. Alguns, inclusive terminaram dizendo "sou católico... mas estou de acordo com o controle da natalidade".
 
Mas, ALTO!
 
Realmente é necessário o controle de natalidade?
 
Estamos ficando sem mantimentos?
 
Estamos ficando sem espaço?
 
As nações pobres são pobres porque têm muita gente?
 
Aqui temos algumas respostas aos mitos da superpopulação
 
O Nascimento de um Mito
 
O Mito do controle populacional não surgiu do nada nem tampouco é uma idéia moderna apoiada em dados científicos. É um mito criado pelo economista inglês Robert Thomas Malthus (1766-1834). Malthus aplicava um aumento aritmético às subsistências e um geométrico à população, adotando para suas projeções períodos de 25 anos cada um. Malthus aplicou esta hipótese a sua nativa Inglaterra: assim, nos primeiros 25 anos, população e abastecimento resultam iguais, porque ambos foram dobrados. No seguinte período a população chegaria aos 28 milhões, mas com um abastecimento adequado apenas para 21 milhões. Ao término do quarto período (que Malthus destaca como 1898), a população chegaria a 112 milhões, porém o abastecimento alcançaria somente a 35, ficando 77 milhões de seres totalmente privados de mantimentos.

                E que aconteceu? Bom... Qualquer um sabe que o país de Malthus -não um e sim quase dois séculos depois- conta com pouco menos de 58 milhões de habitantes e supera em 32 pontos o nível mínimo de necessidades calóricas per cápita.
 
A lei de Malthus e seu cálculo, simplesmente carecem de respaldo nos fatos; constituem um engano intelectual, típico da ciência do século XIX: atribuir aos fatos sociais complexos as características da matéria física e de variáveis e elementos de número manejáveis.
 
Tudo não passaria da anedota se não fora porque muitos e poderosos personagens fazem com que o cálculo maltusiano siga tendo vigência e que se invoque para justificar as políticas coercitivas e a quantidade exagerada de inversão publicitária feita com recursos públicos.
 
Desmentindo Mito por Mito
 
"Acabam-se os recursos”
 
Instituições como a Conferência das Nações Unidas para a Conservação dos Recursos chegou há predizer que para 1975 -quer dizer, muitos anos atrás- teriam se esgotado as reservas de chumbo, cromo, zinco e cobre do mundo.
 
Os mantimentos e outros recursos naturais, para 1980, não alcançariam para satisfazer as demandas do mundo inteiro e o pouco que tivesse seria vendido a preços exorbitantes.
 
A Verdade:
 
- O preço de todos os metais e minerais, incluindo o petróleo, registraram um decréscimo sustentado. Os metais não só não se tornaram escassos, mas também hoje são vendidos mais baratos que em 1968 ou 1975.
 
 
Fonte: ACI Digital

31 de Janeiro - São João Bosco, Confessor



S. João Bosco nasceu em Castelnuovo d'Asti, Piemonte, Itália, a 16 de Agosto de 1815, numa família de camponeses pobres. Desde pequeno sentiu-se chamado a dedicar a sua vida aos jovens, mas para realizar o seu sonho teve de vencer numerosas dificuldades e sujeitar-se a grandes privações e sacrifícios. Ordenado sacerdote em 1841, gastou todas as energias da sua natureza e todo o arrojo do seu zelo incansável na criação de obras educativas para a juventude abandonada, na defesa da fé ameaçada das classes populares, e na atividade missionária de evangelização de terras longínquas.

 A 5 de Agosto de 1872, São João Bosco, com outra Santa, Maria Domingas Mazzarello, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora (F.M.A) para a educação e promoção das jovens.  Anos depois, fundou os "Salesianos Externos", os "Cooperadores Salesianos". São leigos que desejam partilhar os mesmos anseios educativos para o bem da juventude pobre.

Desta espiritualidade salesiana, desabrochou um amplo movimento salesiano: um instituto de leigas consagradas (as "voluntárias de Dom Bosco"); muitas Congregações que aderem a este estilo de vida e tantos "amigos de Dom Bosco", que afetiva e operativamente se relacionam com este "mundo salesiano". Com sentimento de humilde gratidão, cremos que esta família não nasceu apenas de projeto humano mas por iniciativa de Deus.

Recebem o nome de "Salesianos" as pessoas que pertencem à Família Salesiana de São João Bosco. A Família Salesiana foi fundada por São João Bosco para a educação e promoção da juventude mais pobre e a classe popular. A 3 de Abril de 1874 a Igreja aprovou a Congregação Salesiana formada por Sacerdotes e Irmãos que se propõem serem "sinais e portadores do amor de Deus aos jovens, especialmente aos mais pobres". O fundador deu a esta Congregação Religiosa o nome de "Sociedade de S. Francisco de Sales" porque a espiritualidade deste santo devia inspirar um estilo educativo que denominou "Sistema Preventivo". Para distinguir esta Congregação de outros institutos inspirados também em S. Francisco de Sales, mas não fundados por S. João Bosco, os membros deste Instituto recebem a sigla de S.D.B. (Salesianos de Dom Bosco).

DECRETO PONTIFÍCIO (Por ocasião da canonização de Dom Bosco)

No decorrer do século XIX, quando por toda a  parte, chegavam à maturação os venenosos frutos de destruição da sociedade cristã, cujos germes haviam sido tão largamente disseminados pelo século anterior,  a Igreja,  principalmente na Itália, viu-se à mercê de muitas procelas contra si levantadas, nesses  tristes tempos, pela maldade dos  homens.  Contemporaneamente, porém, a  misericórdia divina enviou, para auxílio de  sua Igreja,  válidos campeões,  para que evitassem a ruína e  conservassem entre o nosso povo a  mais preciosa das heranças  recebidas dos Apóstolos – a fé genuína de Cristo.

De fato, no meio  das  dificuldades  daqueles  tempos, surgiram entre nós, homens de ilibadíssima santidade e, mercê de sua prodigiosa atividade, nenhum assalto dos  inimigos, logrou desmantelar as muralhas de Israel. 

Sobressai entre os demais, por elevação  e espírito de grandeza de obras, o Bem-Aventurado João Bosco que, no tristíssimo evoluir dos tempos se constituiu, durante o século passado, qual marco miliário apontando aos  povos o caminho da  salvação.  Porquanto,  “Deus o suscitou para justiça”, segundo a expressão de Isaías, e “dirigiu todos os  seus passos”.  E, na verdade,   o Bem-aventurado João Bosco, por virtude do Espírito Santo, resplandeceu diante de nós como modelo de sacerdote feito segundo o coração de Deus, como educador inigualável da juventude, como  fundador de novas famílias religiosas e  como propagador da fé. 

De humilde condição, nasceu João Bosco numa  casa campestre, perto de “Castelnuovo d’Asti”, de  Francisco   e  Margarida Occhiena, pobres mas virtuosos cristãos, aos 16 de agosto de  1815.  Tendo perdido o pai na tenra idade de  dois anos, cresceu na piedade sob a  sábia e  santa guia materna. Desde menino, resplandeceu nele  uma índole excelente, a que andavam unidas  grande agudeza de  engenho e tenacidade de  memória, aprendendo num instante quanto lhe era ensinado pelos  mestres, primando sempre, sem contestação, nas classes, pela rapidez no aprender e  facilidade de  intuição. 

Depois de  alguns anos de áspera e  laboriosa  pobreza,  que lhe rebusteceu a fibra, preparando-o para as mais árduas  provas,  com o consentimento da mãe e recomendação do bem-aventurado José Cafasso (*), entrou para o seminário de Chieri, onde,  por espaço de seis  anos, se dedicou com ótimo aproveitamento, aos estudos.   Recebeu, finalmente, a ordenação sacerdotal, em Turim, aos  05 de junho de  1841.  Poucos  meses após, admitido ao Colégio Eclesiástico de  São Francisco de Assis, sob a direção do bem-aventurado José Cafasso, exercitou com grande vantagem  das almas, o ministério sacerdoral nos hospitais,  nos cárceres, no confessionário e  na pregação da palavra de  Deus.

Formado assim neste exercício prático do  sagrado ministério, sentiu acender-se,  mais viva do que nunca em seu espírito,  a peculiar vocação alimentada por inspiração divina desde  sua adolescência, qual a  de  atender e dirigir para o bom caminho a  juventude, particularmente a  abandonada.  Sua perspicácia havia já intuído, de quanta utilidade devesse ser este meio para preservar a sociedade da  ruína a  que estava ameaçada e, para a atuação de tal desígnio, dirigiu os esforços de seu nobre coração com tão felizes resultados que, entre os educadores cristãos contemporâneos, figura ele  indubitavelmente,  em primeiro lugar.

O próprio nome “Oratório”, dado à sua instituição,  faz-nos ver  sobre quão firme base tenha construído todo o edifício, isto é,  sobre a doutrina e piedade cristã, sem a  que baldada se  torna, qualquer tentativa de  arrancar às paixões viciosas o coração dos jovens e endereça-lo para ideais  mais nobres.  Nisto, porém,  usava ele tanta doçura que os jovens quase que, espontaneamente, sorviam e amavam a  piedade, não já constrangidos, mas por verdadeira convicção, e uma vez  ganho seu afeto, levá-los-ia sem dificuldade  para o bem. 

A fim de perpetuar a  existência de sua obra e  prover assim mais eficazmente a  educação juvenil, animado pelo Bem-aventurado José Cafasso e pelo Papa Pio IX, de santa memória,  fundou a “Pia Sociedade de  São Francisco de Sales” e, algum tempo depois, o “Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora”. 

Hoje as  duas famílias formam  um conjunto de  quase  vinte mil membros,  espalhados por todo o mundo em cerca de  mil e quinhentas Casas.  Milhares e milhares de  crianças de ambos os sexos recebem sua formação literária e profissional.  Seus  Filhos e  Filhas também  se encarregam , generosamente,  da assistência aos  enfermos e aos leprosos e, alguns deles,  contraindo este terrível  morbo,  sucumbiram  vítimas  de sua caridade.  Dignos  filhos de tão grande Pai!

Nem deve  passar desapercebida a  instituição dos  Cooperadores, isto é,  uma associação de fiéis, em sua maioria  leigos que,  animados do  mesmo espírito da  Sociedade  Salesiana e  como essa  dispostos a  qualquer obra de caridade,  tem por escopo prestar, segundo as  circunstâncias,  válido  auxílio aos  párocos, aos  bispos  e ao mesmo Sumo  Pontífice.  Primeiro e  notável  ensaio de  “”Ação católica!”

 A Associação  foi aprovada por Pio IX e,  em vida ainda do bem-aventurado Jão Bosco,  alcançou  a  cifra de oitenta  mil sócios. 

Mas, o zelo das almas que lhe ardia no peito,  não se limitou tão somente ao  círculo das  nações católicas;  alargando o  horizonte de sua caridade, enviou os missionários de  sua família religiosa à conquista dos gentios  para Cristo. 

Aos primeiros que,  chefiados por João Cagliero, de santa e gloriosa  memória, se dedicaram  à evangelização das extremas terras da  América  Meridional, surgiram muitos e  muitos  outros  salesianos que espalhados agora aqui e ali pelo mundo,  levam intrepidamente o cristianismo aos povos infiéis.

 Quantas e quão grandes coisas  tenha ele  feito e  padecido pela  Igreja e  pela tutela dos direitos do romano Pontífice, seria difícil dizer-se.  Pode-se  aplicar, portanto, ao bem-aventurado João Bosco, as palavras que temos de Salomão:  Deus lhe deu sapiência e prudência  extremamente grande,  e magnitude imensurável como a areia  que está na praia do mar.  (3 Re,  4, 29).   Deu-lhe Deus sapiência,  pois que, renunciando a  todas as coisas terrenas, aspirou unicamente promover a  glória de Deus e a  salvação das almas. Era seu mote:  “Dai-me as  almas e ficai-vos com o resto”.

Cultivou em grau supremo a  humildade;  tornou-se insigne no espírito de oração, tendo a mente sempre unida a Deus,  se  bem que parecesse continuamente distraída por uma multidão de afazeres. 

Nutria  extraordinária devoção para com Maria Santíssima Auxiliadora,  e  experimentou inefável alegria quando pode  edificar em sua honra, na cidade de  Turim,  o célebre templo, do alto de  cuja cúpula campeia a  Virgem Auxiliadora, Mãe e  Rainha, sobre toda a casa de Valdoco. 

Morreu  santamente no Senhor, em Turim,  aos  31 de janeiro de  1888.  Crescendo, dia a dia,  sua fama de santidade, foram, pela Autoridade Ordinária, instaurados os processos;  a causa da beatificação foi introduzida por Pio X, de santa memória, em 1907.  A Beatificação foi depois solenemente celebrada na Basílica Vaticana, com regozijo de  toda a Igreja, no dia 2 de junho de 1929. 

Reencetada a  Causa no ano seguinte, foram feitos os processos sobre duas curas que pareciam devessem ser atribuídas a  milagre divino. Pelo decreto de 19 de novembro deste ano,  foram aprovados os dois milagres operados por Deus e  atribuídos à intercessão do Bem-aventurado. 

Desfeita a última dúvida, isto é,  se  em vista da aprovação dos  dois  milagres, depois que a Santa Sé concedera culto público ao Bem-aventurado,  se poderia  proceder com segurança à sua solene  Canonização.  Esta dúvida  foi proposta ao Eminentíssimo Cardeal Alexandre Verde, Ponente ou Relator da Causa, na Congregação geral da S.C. dos Ritos, realizada em presença do Santo Padre no dia 28 de novembro.  Todos os eminentíssimos Cardeais presentes, Oficiais, Prelados e  Padres Consultores deram parecer unânime e  afirmativo, parecer que o Santo Padre jubilosamente aceitou, deferindo, todavia, o seu juízo para o dia 3 de dezembro, primeiro domingo do advento. Portanto, o Santo Padre, em 3 de dezembro de  1933, dia também consagrado a São Francisco Xavier,  padroeiro da Obra da Propagação da fé, fez a solene  declaração neste sentido.  A canonização teve lugar a 1 de abril de  1934, no dia da Ressurreição, último Ano Santo da Redenção,  na presença de toda a  Corte Pontifical, no meio de um esplendor extraordinário,  diante de perto de  300.000 pessoas. 

(*) São José Cafasso – canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII. (Consta no texto como “bem-aventurado” porque o decreto pontifício é anterior à  sua canonização.) - Volta ao topo  

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Corpo Incorrupto
Seu corpo permanece incorrupto na Basílica Maria Auxiliadora de Turim, Itália. (Fonte da incorrupção: http://sanjuanbosco33135.tripod.com/id31.html).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Preparação para a morte: Da eternidade do inferno

Et ibunt hi in supplicium aeternum. E estes irão para o suplício eterno (Mt 25,46).

PONTO I

Se o inferno não fosse eterno, não seria inferno. A pena que dura pouco, não é grande pena. Se a um doente se rompe um abscesso ou queima uma ferida, não deixará de sentir dor vivíssima; como, porém, esta dor passa em breve não se pode considerá-la como tormento grave.

Seria, porém, grande suplício, se a intervenção cirúrgica perdurasse semanas ou meses. Quando a dor é intensa, ainda que seja breve, torna-se insuportável. E não apenas as dores, até os prazeres e as diversões, prolongando-se em demasia, um teatro, um concerto, continuando, sem interrupção, durante muitas horas, causaria tédio insofrível.

E se durassem um mês, um ano? Que será, pois, no inferno, onde não é música, nem teatro que sempre se ouve, nem leve dor que se padece, nem ligeira ferida ou superficial queimadura de ferro candente que atormenta, mas o conjunto de todos os males, de todas as dores não em tempo limitado, mas por toda a eternidade? (Ap 20,10).

Esta eternidade é de fé; não é simples opinião, mas sim verdade revelada por Deus em muitos lugares da Sagrada Escritura. “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno. — E irão estes ao suplício eterno. — Pagarão a pena de eterna perdição. Todos serão assolados pelo fogo” (Mt 25,41.46; 2Ts 1,8; Mc 9,48). Assim como o sal conserva o alimento, o fogo do inferno não só atormenta os condenados, mas, ao mesmo tempo, tem a propriedade do sal, conservando-lhes a vida. “Ali o fogo consome de tal modo — disse São Bernardo — que conserva sempre”.

Insensato seria aquele que, para desfrutar um dia de divertimentos, quisesse condenar-se a uma prisão de vinte ou trinta anos num calabouço! Se o inferno durasse, não cem anos, mas apenas dois ou três, já seria loucura incompreensível que por um instante de prazer nos condenássemos a esses dois ou três anos de tormento gravíssimo.

Mas não se trata de trinta nem de cem, nem de mil, nem de cem mil anos, trata-se de sofrer para sempre penas terríveis, dores sem fim, males incalculáveis sem alívio algum. Portanto, os santos gemiam e tremiam com razão, enquanto subsistia, com a vida neste mundo, o perigo de se condenarem. O bem-aventurado Isaías, posto que passasse os dias no deserto entre jejuns e penitências, exclamava: “Infeliz de mim, que ainda não estou livre das chamas infernais”.

AFETOS E SÚPLICAS

Se me tivésseis lançado no inferno, meu Deus, como tantas vezes mereci, e depois me tirásseis de lá em virtude da vossa grande misericórdia, quanto vos seria agradecido e que vida santa procuraria eu levar!...

E agora que, com clemência ainda maior, me tendes preservado da condenação eterna, que direi, Senhor? Tornarei a vos ofender e provocar a vossa ira a fim de que me condeneis àquele cárcere dos réprobos, onde tantos ardem por culpas menores que as minhas? Ah, meu Redentor, é o que fiz na vida passada! Em vez de empregar o tempo que me destes para chorar meus pecados, abusei dele para vos ofender.

Agradeço à vossa infinita bondade o ter-me aturado tanto tempo.

Se não fosse infinita, como houvera tolerado meus delitos? Agradecido, por me terdes esperado com tanta paciência até agora; agradecido, pela luz com que me iluminais, a fim de que reconheça minha demência e o mal que cometi, ofendendo-vos com meus pecados. Detesto-os, meu Jesus, e de todo o coração me arrependo. Perdoai-me, pela vossa sagrada paixão e morte; assisti-me com vossa graça para que jamais torne a ofender-vos. Devo temer, com razão, que, em caso de cometer novo pecado mortal, me abandonareis. Senhor, ponde diante de meus olhos esse temor justo, sempre que o demônio me provocar a ofender-vos.

Amo-vos, meu Deus, e não quero perder-vos. Ajudai-me com vossa divina graça.
Auxiliai-me também, Virgem Santíssima; fazei que sempre me valha de vós nas minhas tentações, a fim de que nunca mais perca o meu Deus. Ó Maria, vós sois a minha esperança

V/: Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Requiescant in pace. R:/ Amém.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004

29 de Janeiro - São Francisco de Sales, Confessor


Baluarte da Contra-Reforma e Doutor da Igreja. Uma das maiores figuras da Contra-Reforma católica na França, tido pelos seus contemporâneos — incluído o grande São Vicente de Paulo — como a mais perfeita imagem do Salvador então existente na Terra.

No início de novembro de 1622, São Francisco de Sales,  Bispo-Príncipe de Genebra, acompanhava o Duque da Sabóia na comitiva que ia de Chambéry a Avignon encontrar-se com o Rei Cristianíssimo, que era então o soberano francês Luís XIII. O Prelado aproveitou a ocasião para visitar os mosteiros da Visitação existentes no percurso, como cofundador que era dessa Congregação. Assim, chegou no dia 11 ao de Belley.Entre as freiras que, pressurosas, correram-lhe ao encontro, encontrava-se uma que ele muito estimava por sua inocência, virtude e simplicidade, e a quem por isso dera o nome de Clara Simpliciana. Esta, iluminada por luzes sobrenaturais, chorava desoladamente: “Oh, excelentíssimo Senhor!” disse-lhe sem subterfúgios, “vós morrereis neste ano! Eu vos suplico que peçais a Nosso Senhor e à Sua Santíssima Mãe que isso não ocorra”.

– “Como, minha filha?!”, respondeu surpreso o Prelado. “Não, não o farei. Não vos alegrais pelo fato de eu ir  descansar? Veja: estou tão cansado, com tanto peso, que já  não posso comigo. Que falta vos farei? Tendes a Constituição e deixar-vos-ei Madre Chantal, que vos bastará . Ademais, não devemos pôr nossas esperanças nos homens, que são mortais, mas só em Deus, que vive eternamente”.

Tais palavras como que resumem a vida e a obra de São Francisco de Sales, cuja festa comemoramos no dia 24 de janeiro. Embora ele contasse então com apenas 55 anos de idade e aparentemente não estivesse doente, entregou sua grande alma a Deus três dias antes que o ano terminasse, conforme predissera Irmã Simpliciana… (1)

A grande provação

Francisco de Sales, primogênito entre os 13 filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. Por devoção dos pais ao Poverello de Assis, recebeu seu nome e, chegado ao uso da razão, o menino escolheu-o por patrono e guia.

A virtuosa baronesa dedicou-se ela mesma, com a ajuda de bons preceptores, à educação de sua numerosa prole. Para seu primeiro filho escolheu, por sua piedade e ciência, o Pe. Déage, o qual, até sua morte, foi para Francisco um pai espiritual e guia. Acompanhava-o sempre, mesmo a Paris, onde o jovem barão radicou-se durante seus estudos universitários no Colégio de Clermont, dos jesuítas.

Com um precoce senso de responsabilidade e intuito de fazer sempre tudo que fosse da maior glória de Deus, Francisco estudou retórica, filosofia e teologia com um empenho que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor de consciências que caracterizaram seu trabalho apostólico.

Francisco, como primogênito, era herdeiro do nome de família e continuador de sua tradição. Por isso, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação. Convencia-se porém, cada vez mais, que Deus o chamava inteiramente a Seu serviço. Fez voto de castidade perfeita e colocou-se sob a proteção da Virgem das virgens.

Aos 18 anos, o jovem enfrentou a mais terrível provação de sua vida:  uma tão violenta tentação de desespero, que lhe causava a impressão de ter perdido a graça divina e estar destinado a odiar eternamente a Deus com os réprobos. Tal obsessão diabólica perseguia-o noite e dia, abalando-lhe até a saúde.

Ora, para alguém que, como ele, desde o início do uso da razão não procurava senão amar ardentemente a Deus, tal provação era o que havia de mais terrível.

Seria necessário um ato heróico para dela livrá-lo e ele o praticou: não se revoltava contra Deus, mesmo se Ele lhe fechasse as portas do Céu, e pedia, nesse caso, para amá-Lo ao menos nesta Terra.

“Senhor!” — exclamou certo dia na igreja de Saint Etienne des Grés, no auge de sua angústia –, “fazei com que eu jamais blasfeme contra Vós, mesmo que não esteja predestinado a ver-Vos no Céu. E se eu não hei de amar-Vos no outro mundo, concedei-me pelo menos que, nesta vida, eu Vos ame com todas as minhas forças!”.

Rezando depois humildemente o “Lembrai-Vos”, aos pés de Nossa Senhora, invadiu-lhe a alma uma tão completa paz e confiança, que a provação esvaiu-se como fumaça (2).

Calcando o mundo aos pés

Aos 24 anos, Francisco, com os estudos brilhantemente concluídos e já  doutor em leis, voltou para junto da família. O pai escolhera para ele a jovem herdeira de uma das mais nobres famílias do lugar. Apesar de sua pouca idade, ofereceram ao jovem doutor o cargo de membro do Senado saboiano. Humanamente falando, não se podia desejar mais.

Para espanto do pai, seu primogênito recusou tanto um quanto outro oferecimento. Só à mãe, que sabia de sua entrega a Deus, e a um tio, cônego da catedral de Genebra, explicou Francisco o motivo desse ato tido por insensato.

Faleceu nesse tempo o deão da catedral de Chambéry. O cônego Luís de Sales imediatamente obteve do Papa que nomeasse seu sobrinho para o posto vacante. Com muita dificuldade o Barão de Boisy consentiu enfim que aquele, no qual depositava suas maiores esperanças de triunfo neste mundo, se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Não podia ele prever que Francisco estava destinado à maior glória que um mortal pode atingir, que é a de ser elevado à honra dos altares; e, por acréscimo, como Doutor da Igreja!…

Zelo anticalvinista

Os cinco primeiros anos após sua ordenação, o Pe. Francisco consagrou-os à evangelização do Chablais, cidade situada na margem sul do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, empedernidos calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, contrapondo-lhes as lídimas verdades católicas. O missionário precisou fugir muitas vezes e esconder-se de enfurecidos hereges, e em algumas ocasiões só se salvou por verdadeiro milagre (3).

Assim, reconduziu ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas seduzidas pela heresia de Calvino. Ao mesmo tempo dava assistência religiosa aos soldados do castelo de Allinges, os quais, apesar de católicos de nome, eram ignorantes em religião e dissolutos. Seu renome começava já a repercutir como grande confessor e diretor de consciências.

Em 1599, o deão de Chambéry foi nomeado Bispo-coadjutor de Genebra; e, três anos depois, com o falecimento do titular, assumiu a direção dessa diocese.

Apóstolo entre os nobres

Esse fato ampliou muito o âmbito de ação de D. Francisco de Sales. Fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época, como Madame Acarie (depois uma das primeiras religiosas carmelitas na França, morta em odor de santidade), Santa Joana de Chantal, com quem fundou a Visitação.  Inúmeras donzelas da mais alta nobreza abandonaram o mundo, entrando nos mosteiros dessa nova congregação, na qual brilharam pelo esplendor de sua virtude.

Todos queriam ouvir o santo Bispo. Convidado a pregar em toda parte, era sempre rodeado de grande veneração, tornando-se necessário escolta militar para  protegê-lo das manifestações do entusiasmo popular.

A família real da Sabóia não resistia à atração do Bispo-Príncipe de Genebra, convidando-o constantemente para  pregar também na Corte. E não era a mais alta nobreza menos ávida que o povinho de ouvir aquele que já consideravam santo em vida.

Em 1608, ordenou e publicou as notas e conselhos que dera a uma sua prima por afinidade, a Sra. de Chamoisy, num livro que se tornaria imortal: Introdução à vida devota. Essa obra foi ocasião de várias conversões e carreou muitas vocações para os conventos da Visitação.

São Francisco de Sales desenvolveu seu lema no extraordinário livro que escreveu para suas filhas da Visitação, a pedido de Santa Joana de Chantal, o célebre Tratado do Amor de Deus: “a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida”.

Glorificado na Terra e no Céu

Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade. Santa Joana de Chantal, sua dirigida e cooperadora que o conheceu tão intimamente, escreveu: “Oh! meu Deus! Atrever-me-ei a dizê-lo? Sim, di-lo-ei: parece-me que nosso bem-aventurado pai era uma imagem viva do Filho de Deus, porque verdadeiramente a ordem e a economia desta santa alma era toda sobrenatural e divina. Muitas pessoas me disseram que, quando viam este bem-aventurado, parecia-lhes ver a Nosso Senhor na terra” (4).  E São Vicente de Paulo, sempre que saia de algum encontro mantido com São Francisco de Sales, exclamava: “Ah! quão bom deve ser Deus quando o excelentíssimo Bispo de Genebra é tão bondoso! (5)

Em seu leito de morte, o resplendor de seu rosto, que já  era visível em seus últimos anos de vida, aumentava por vezes muito mais, arrebatando de admiração os que o contemplavam.

Assim que faleceu, verdadeira multidão invadiu o convento das Visitandinas, em Lyon, na França,  para oscular-lhe os pés, tocar-lhe tecidos em seu corpo, encostar-lhe rosários. Ao abrirem seu corpo, os médicos constataram que o fígado do Santo se petrificara com o esforço que fizera sempre para dominar seu temperamento sangüíneo, e conservar constantemente aquela suavidade e doçura, aparentemente tão naturais nele, que conquistavam os corações mais empedernidos.

O culto ao santo começou no próprio momento de sua morte. E foi sempre recompensado, algumas vezes com estupendos milagres.

Durante a peste em Lyon, as irmãs visitandinas não bastavam para distribuir ao povo pedaços de tecido tocados no corpo do santo. Em Orleans, a Madre de la Roche mergulhava uma relíquia do venerado Prelado em água, a qual era distribuida à multidão enquanto durou a peste: um tonel por dia em média. Em Crest e em Cremieux, os representantes da cidade foram à igreja da Visitação fazer, em nome da cidade, voto solene de ir em peregrinação ao sepulcro do Bispo, caso cessasse a peste. E todos foram ouvidos.

Foi Santa Joana de Chantal quem iniciou as gestões para o processo de canonização de seu pai espiritual. Recolheu seus escritos privados, cartas, mesmo rascunhos não terminados, e trabalhou com afinco nesse sentido. Escreveu a autoridades civis e eclesiásticas e mesmo a Roma, pedindo que urgissem o início do processo de beatificação.

Mas a alegria de vê-lo elevado à honra dos altares ela só a teria no Céu, pois a celeridade dos processos humanos ficavam muito aquém dos desejos de seu ardente coração.

São Francisco de Sales faleceu em 28 de dezembro de 1622, tendo sido canonizado em 19 de abril de 1665.

O Papa Pio IX declarou-o Doutor da Igreja em 7 de julho de 1877. E Pio XI, na encíclica Rerum omnium,  de 1923, atribuiu-lhe o glorioso título de Patrono dos jornalistas e escritores católicos.

Notas:
1 – Mons. Bougaud, Juana Francisca Fremyot, Tipografia Católica, Madrid, 1924, vol. II, pp. 95/96.
2 – Cfr. Butler Vida de los Santos, edição em espanhol, México, D.F., 1968, vol. I., p. 199.
3 – Cfr. Joh J. Delaney, Dictionary of Saints, Doubleday, New York, 1980, p. 236.
4- Carta ao Pe. Juan de San Francisco, apud Mons. Bougaud, op.cit., vol. I p. 145.
5 – Apud Mons. Bougaud, id., pp. 142, 145.

Oferecido pela Revista Catolicismo

Fonte: Lepanto

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Liturgia Católica II: A Reforma Litúrgica - II. RITVS ROMANVS ET RITVS MODERNVS

No artigo “Quatrocentos anos de Missa Tridentina”, publicado em diversas revistas religiosas, o professor Rennings se aplicou a apresentar o novo missal, ou seja, o Ritus Modernus, como derivação natural e legítima da liturgia romana. Segundo o dito professor, não teria existido uma Missa de São Pio V se não unicamente por cento e trinta e quatro anos, ou seja, de 1570 a 1704, ano no qual apareceu sob as modificações desejadas pelo Romano Pontífice de então. Continuando com tal modo de proceder, Paulo VI, segundo Rennings, teria por sua vez reformado o Missale romanum para permitir aos fiéis entrever algo mais da inconcebível grandeza do dom que o Senhor fez à sua Igreja na Eucaristia.

Em seu artigo, Rennings habilmente se aferrou a um ponto fraco dos tradicionalistas: a expressão Missa Tridentina ou Missa de São Pio V. Propriamente falando uma Missa Tridentina ou de São Pio V nunca existiu, já que, seguindo as instâncias do Concílio de Trento, não foi formado um Novus Ordo Missae, dado que o Missale sancti Pii V não é mais que o Missal da Cúria Romana, que foi se formando em Roma muitos séculos antes, e difundido especialmente pelos franciscanos em numerosas regiões do Ocidente. As modificações efetuadas em sua época por São Pio V são tão pequenas, que são perceptíveis tão somente pelos olhos dos especialistas.

Agora, um dos expedientes a que recorre Rennings, consiste em confundir o Ordo Missae com o Proprium das missas dos diferentes dias e das diferentes festas. Os Papas, até Paulo VI, não modificaram o Ordo Missae, mesmo introduzindo novos próprios para novas festas, o que não destrói a chamada MissaTridentina mais do que os acréscimos ao Código Civil destroem o mesmo. Portanto, deixando de lado a expressão imprópria de Missa Tridentina, falamos melhor de um Ritus Romanus.

Fonte: A Reforma Litúrgica Romana - Monsenhor Klaus Gamber - Fundador do Instituto - Tradução por Luís Augusto Rodrigues Domingues (Teresina, PI - 2009) - Litúrgico de Ratisbona - Revisão por Edilberto Alves da Silva

28 de Janeiro - São Pedro Nolasco, Confessor


Pedro Nolasco viveu  de 1189-1256. Com São Raymond de Peñafort ele  fundou a Ordem dos Mercedarianos, uma comunidade religiosa que enviava resgate para os cristãos prisioneiros nas mãos dos sarracenos e mouros. Detalhes de sua vida são incertos mas ele provavelmente é natural de Languedoc, França. Após tomar parte nas cruzadas contra os hereges Albigensianos no sul da França, ele tornou-se o tutor do Rei James I de Aragon (1213-1276) e radicou-se em Barcelona.

Diz a tradição que em e resposta a uma visão (também experimentada por São Raymond de Peñhafort  e pelo Rei James) Pedro decidiu  fundar uma congregação religiosa dedicada a resgatar escravos cristãos dos mouros.

A visão foi  de Nossa Senhora das Mercês e disse-lhe: - "Deus quer que estabeleça uma Congregação Religiosa para o resgate dos cativos". Pedro não era um homem crédulo e por isso consultou o seu confessor São Raimundo de Penaforte, um dos mais notáveis teólogos de sua época. Qual não foi a surpresa de Pedro Nolasco ao saber que o Santo Doutor tivera o mesmo sonho e recebera ordem de animar os seus desígnios. Foram os dois pedir o apoio de D. Jaime I de Aragão e ficaram assombrados quando o piedoso monarca lhes anunciou que tivera o mesmo sonho e recebera a mesma ordem.

Daí tornou-se amigo de São Raymond de  Peñhafort e em 1218 com o apoio de James I, eles fundaram a Ordem dos Mercedários (em homenagem a Nossa Senhora das Mêrces). passaram a enviar membros para tentar resgatar presos cristãos. Com a aprovação da Ordem pelo bispo  Benrengarius de Barcelona e mais tarde pelo Papa Gregório IX em 1235 passaram a enviar membros para tentar resgatar presos cristãos e a angariar jóias, ouro e moedas para trocarem pelos presos e devotos para trocarem pelos escravos.

Alem dos três votos necessários a um religioso, os “mercedários” tinham ainda o quarto voto que era o de se trocar por um outro escravo preso, se fosse o caso. A não ser isto, as regras eram as mesmas da Ordem de Santo Agostinho.

 Pedro ficou preso por uns tempos na Argélia para servir como cativo no lugar de outro cristão e é notório que durante a sua jornada  para Granada e Valência  ele  conseguiu  libertar das prisões  mouras cerca de 400 cristãos cativos. Aposentado-se em 1249 devido a sua saúde ele foi substituído como Prior da Ordem por William de Bars. Ele foi canonizado em 1628 pelo Papa Urbano VIII. Diz ainda a tradição que ele teria tido uma visão de São Pedro, o apóstolo crucificado de cabeça para baixo.

Na arte litúrgica São Pedro de Nolasco é apresentado como um velho homem com o habito branco de Mercedário, com as armas de Aragon no peito, segurando um sino com a imagem da Virgem 2) com o rei vendo um grande sino com  a imagem da virgem 3)com a virgem dando a ele o escapulário 4) segurando uma corrente com vários escravos 5)  com a visão do céu  dado a ele por um anjo 6) tendo a visão de  São Pedro crucificado de cabeça para baixo.

Sua festa é celebrada no dia 28 de janeiro. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Domingo da Septuagésima: "Ide vós também para a minha vinha" (Ev.)






Depois assistirmos à recepção entusiástica com que a Igreja recebeu o Verbo encarnado, vamos entrar nos recessos tenebrosos da decadência humana.

A Septuagésima principia sempre na nona semana antes da Páscoa e compreende os três domingos denominados: Septuagésima, Sexagésima e Qüinquagésima. A designação derivante do sistema de numeração em uso, marca a série das dezenas sobre que recaem estes domingos. Com efeito se dividirmos as nove semanas antes da Páscoa em séries de dez dias, poderemos constatar que o primeiro Domingo dos 9 domingos cai na sétima dezena, o segundo na 6ª dezena e o terceiro na 5ª dezena.

A festa da Páscoa é móvel e pode ser celebrada conforme os anos, entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. Quando vem mais cedo, a Septuagésima começa ainda no tempo da Epifania.

O tempo da Septuagésima é o prelúdio do grande jejum da Quaresma e serve de preparação remota para as festas da Páscoa. Serve de transição a alma cristã que deve passar das alegrias do Natal para as penitências austeras da Quaresma. E se o jejum ainda não é rigoroso, a cor dos paramentos já é roxa, a cor da penitência. Não se reza o Glória, porque esse canto de alegria que celebrou Cristo nascido em nossa carne mortal, deve se cair durante este período de tristeza, que envolve a alma da Igreja por causa dos pecados dos homens, para irromper de novo no dia da ressurreição.

A Quaresma, de quarenta dias e as três décadas da Septuagésima, simbolizam perfeitamente os setenta anos de cativeiro na Babilônia. Este tempo termina para o ciclo litúrgico na Quarta-Feira de Cinzas.

A aproximação dos textos do breviário e do missal, essa semana, esclarece-lhes singularmente o sentido e a importância. As lições e os responsórios dos ofícios da noite são tirados do Gênesis e relatam a história da criação do mundo e do homem, a queda dos primeiros pais, a promessa do redentor e finalmente a morte de Abel e a seqüela das gerações até Noé. "No princípio, diz o livro santo, Deus criou o Céu e a Terra, formou o homem e colocou-o num Jardim de delícias para o cultivar". Jesus Cristo, observa São Gregório, diz-nos que o Reino dos Céus é semelhante a um Pai de família que assalaria um monte de operários para a sua vinha. Olha quem pode melhor representar o Pai de Família que o Criador, que governa com a sua providência tudo que é criado neste mundo e traz neste mundo os seus escolhidos como o Senhor traz o Servo na sua casa? A vinha é a Igreja. Todos os aplicaram com retidão à prática do bem e exortaram os outros com a palavra ou com o exemplo a enveredar pelos caminhos da virtude, são operários desta vinha. Pelos da primeira, terceira, sexta e nona hora, quis o Senhor designar o povo judeu, que desde o princípio se esforçou a servir a Deus na pessoa de seus profetas e de seus santos não cessou de trabalhar no cultivo da vinha. Pelos da Undécima, designou os gentios e a eles se dirige:" Porque estais aqui o dia todo sem fazer nada?" Todos os homens são pois convidados a trabalhar na vinha do Senhor, quer dizer, na própria santificação e na alheia, e glorificar por este modo a Deus. Mas Adão falhou na sua missão: "porque tu comeste do fruto da árvore que te ordenara que não comesse, a terra por tua causa será maldita e tirará dela teu sustento à força do trabalho. Só dará espinhos e cardos. Comerás o pão do suor do teu rosto até que voltes da terra donde saístes." Exilados do Paraíso, diz Santo Agostinho, o primeiro homem comunicou a pena de morte e reprovação a todos os descendentes. O gênero humano, assim condenado, foi por assim dizer afundado na desgraça que vai arrastando consigo através das misérias da vida. Os textos das missas estão cheios dos mesmos pensamentos. "Dores de morte me cercaram", diz o Intróito. E é com justiça, diz a oração, que sofremos pelos nossos pecados. A Epístola nos apresenta a vida como um circo onde é necessário lutar para ganhar a coroa. O denário da vida Eterna, acrescenta o evangelho, será dado só aquele que trabalhar na vinha do Senhor. Deus na sua sabedoria preferiu, diz Santo Agostinho, tirar bem do mal, e não permitir mal algum. Deus com efeito compadeceu-se dos homens e prometer-lhes um segundo Adão que restabeleceria a ordem perturbada pelo primeiro. O Paraíso era a "sombra duma vida mais perfeita". Exilados de lá com Adão veio nos abrir as portas e dar-nos a oportunidade de lá entrarmos. Senhor, canta a Igreja, vós sois o nosso auxílio na angústia e na indigência. Tendes o perdão convosco, iluminais sobre nós a vossa face e salvai-nos.

A missa da Septuagésima assim estudada prepara-nos para começar este novo período do ano litúrgico com uma compreensão mais perfeita dos mistérios pascais. Aprende-se melhor deste modo tudo o que a Páscoa representa e o que a Igreja nos ensina quando diz: Deus criou o homem duma maneira admirável e o resgatou de uma maneira mais admirável ainda.


Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor. 9, 24-27; 10, 1-5). Irmãos: Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o prêmio. Correi, pois, de tal maneira que o consigais. Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível.  Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros. (Não quero que ignoreis, irmãos), que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e que todos atravessaram o mar; todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar; todos comeram do mesmo alimento espiritual; todos beberam da mesma bebida espiritual (pois todos bebiam da pedra espiritual que os seguia; e essa pedra era Cristo). Não obstante, a maioria deles desgostou a Deus, pois seus cadáveres cobriram o deserto.



Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo: Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha. Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes ele: - Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário. Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo. Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: - Por que estais todo o dia sem fazer nada? Eles responderam: - É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: - Ide vós também para minha vinha. Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: - Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros. Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: - Os últimos só trabalharam uma hora... e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor. O senhor, porém, observou a um deles: - Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom? Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. [ Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.]



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

Nossa Senhora do Sábado: Nossa Senhora dos Navegantes

A tradição cristã nos mostra que antes de uma viagem todos os tripulantes e suas famílias participavam de uma missa no navio, para viajarem em comunhão com Jesus Cristo. Nela também o sacerdote invocava proteção também da Santíssima Mãe, que os navegantes consideravam a maior Estrela do Mar. Depois partiam transportando o Crucifixo e a imagem da Virgem Maria, para guarda-los dos perigos, inclusive no regresso. A devoção data da época dos cruzados, portanto, desde a Idade Média, quando navegavam pelo Mar Mediterrâneo com destino à Terra Santa. 

Ao longo do tempo essa devoção se propagou. Maria acabou ganhando o título de Nossa Senhora dos Navegantes. O povo simples erguia capelas, construía santuários, dedicados à Ela. Hoje são inúmeras as cidades e localidades batizadas com esse título, algumas delas tendo Nossa senhora dos Navegantes eleita a padroeira celeste. 

A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes chegou ao Brasil trazida pelos portugueses no século XVIII, precisamente através do representante do Conde Resende, Vice-Rei do Estado. Ele desembarcou no atual estado de Santa Catarina com a tarefa de demarcar uma sesmaria na praia de Itajaí, em 1795. Foi assim que no lado esquerdo do Rio grande de Itajaí, surgiu uma pequena vila, a localidade mais antiga do Estado. 

Em 1896, o vigário da igreja de Itajaí conseguiu erguer uma capela, no lado esquerdo do Rio grande Itajaí, sob a invocação de Nossa Senhora dos Navegantes, de São Sebastião e de Santo Amaro. Os habitantes do "outro lado", em 1907, no dia de Nossa Senhora dos Navegantes, celebraram com uma grande festa a conclusão das obras. 

Cinqüenta anos depois, em maio de 1962, o bairro de Navegantes foi elevado à categoria de Município. Desde então, a festa da Padroeira, em 02 de fevereiro, é celebrada com uma grande procissão fluvial, para a qual se deslocam os fieis de todas as paróquias vizinhas. Em 1996, a então igreja matriz de Nossa Senhora dos Navegantes ganhou da Cúria Metropolitana um Santuário Arquidiocesano sob a invocação da gloriosa padroeira. 

Todavia, Nossa Senhora dos Navegantes é a padroeira de inúmeras outras cidades brasileira, por isto a celebração de sua festa é sempre muito esperada pelos devotos. Todos querem homenagear a querida Padroeira participando da procissão, seguindo ou por terra ou nas embarcações, para agradecerem as graças e proteção alcançadas através de Jesus através da Santíssima Mãe Maria. 


Fonte: Paulinas

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

25 DE JANEIRO, FESTA DA CONVERSÃO DO APÓSTOLO SÃO PAULO (Aniversário da Cidade de São Paulo)





A Epístola vai tirar dos atos dos Apóstolos o episódio da conversão do que será sempre na Igreja o Apóstolo por excelência e de quem a doutrina admirável nos é com mais frequência recordada. Paulo de Tarso, perseguidor dos cristãos, transforma-se "no vaso de eleição" por tal modo cheio do Espírito Santo, que todos os povos hão-de aprender dele que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e salvador do mundo.

Era ao mesmo Cristo que Paulo atacava perseguindo os cristãos, porque todos são realmente membros de um só corpo de que é Cristo a cabeça. Depois de uma luta terrível com a graça, São Paulo se submete-se. Vê a Jesus no caminho e ouve sua voz. Daí em diante será o Apóstolo dos Gentios. 


Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (9, 1-22): Naquele tempo: Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes, e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse seguindo essa doutrina. Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão. Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer. Os homens que o acompanhavam enchiam-se de espanto, pois ouviam perfeitamente a voz, mas não viam  ninguém. Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco, onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber. Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor, numa visão, lhe disse: Ananias! Eis-me aqui, Senhor, respondeu ele. O Senhor lhe ordenou: Levanta-te e vai à rua Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso, chamado Saulo; ele está orando. (Este via numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.) Ananias respondeu: Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém. E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome. Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel. Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome. Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo. No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado. Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido. Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco. Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus. Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes? Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.

Fundação da cidade de São Paulo em  1554



Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (19, 27-29): Naquele tempo: Pedro então, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós?  Respondeu Jesus: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Santo Ofício: Homossexualismo: vício contra a natureza

Um amigo que várias vezes defendeu-me enquanto estava sendo processado pelo uso da palavra "abortista" publicou um artigo em que afirma não crer que o homossexualismo seja antinatural.

Não é fácil nem agradável corrigir um amigo. Mas a Escritura fala da correção fraterna como de um dever grave, por cuja omissão deveremos prestar contas a Deus (ver, por exemplo, Ez 3).

Constrangido pelo dever, escrevo no intuito de demonstrar que os atos libidinosos praticados entre pessoas do mesmo sexo são antinaturais. Servir-me-ei de Santo Tomás de Aquino: não de sua autoridade, mas de sua argumentação, que é puramente racional e não cita um versículo sequer de Bíblia quando trata desse assunto. 

Na Suma Teológica, o santo doutor pergunta "se o vício contra a natureza é o pecado maior nas espécies de luxúria" (II-II, q. 154, a. 12). Começando por enumerar as possíveis objeções à sua tese - como costuma fazer - o Aquinate depois vai ao "corpo" do artigo e explica que "a pior corrupção é a do princípio". Um pecado que corrompe a natureza do ato conjugal - como o a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo), as práticas aberrantes no acasalamento (entre pessoas de sexo diverso) e a masturbação (excitação sexual solitária) - é mais grave do que um pecado que "apenas contraria o que está determinado pela reta razão, resguardando-se os princípios naturais" - como o adultério (ato sexual entre uma pessoa casada e outra que não o próprio cônjuge) e a fornicação (ato sexual entre um homem e uma mulher solteiros).

O homossexualismo pertence à primeira classe dos pecados de luxúria. Ele não se contenta em usar da natureza contra a reta razão: viola a própria natureza. Entre os vícios contra a natureza, ele ocupa o segundo lugar, perdendo apenas para a bestialidade. Talvez seja por sua especial gravidade que esse pecado tenha sido escolhido como motivo de "orgulho", com marchas, campanhas e ameaça de perseguição aos discordantes ("homofóbicos"). Quem exalta o homossexualismo deve fazê-lo com a intenção de afrontar a Deus ao máximo.

Mas o que é a natureza? O mesmo que essência ou quididade. É aquilo que caracteriza a coisa em sua intimidade. Responde à pergunta: "o que é a coisa?"

Se perguntarmos: "o que é o ato sexual?", a resposta deverá incluir três notas: a dualidade, acomplementaridade e a fecundidade. Não pode haver um ato sexual solitário (masturbação), pois isso fere a dualidade. Não basta que haja duas pessoas, é preciso que elas sejam complementares (fisiológica e psicologicamente): um homem e uma mulher. É preciso ainda que tal ato seja realizado de modo a abrir-se à procriação: ele é naturalmente fecundo. Nada disso existe nos atos de homossexualismo.

Segundo o Direito Canônico - que extrai suas fontes tanto da Revelação quanto do Direito Natural - diz-se que o matrimônio foi consumado "se os cônjuges realizaram entre si, de modo humano, o ato conjugal apto por si para a geração da prole, ao qual por sua própria natureza se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam uma só carne" (cânon 1061, §1º). Este ato consiste em: erectio (ereção),penetratio (penetração), ejaculatio in vaginam (ejaculação dentro da vagina).

Os que não entendem que o homossexualismo seja antinatural, talvez usem "natural" no sentido de "habitual". O hábito, porém, não se confunde com a natureza. Um hábito acrescentado à natureza produz uma inclinação que a natureza, por si só, não tem. Um hábito contrário à natureza é capaz de inclinar a faculdade a agir contra a natureza. Tal inclinação habitual, não é, porém, natural.

No entanto, diz um provérbio que "o hábito é uma segunda natureza", isto é, tanto o hábito quanto a natureza produzem alguma tendência. Se a tendência produzida pelo hábito aperfeiçoa a natureza (a tendência de comer moderadamente, adquirida pela repetição de mortificações do paladar), ótimo. Se a tendência produzida pelo hábito corrompe a natureza (a tendência de praticar conjunção carnal com pessoas do mesmo sexo adquirida pela repetição de atos homossexuais), péssimo.

O movimento homossexualista tem tudo a ver com a causa antivida. Ele tenta destruir a família, que o saudoso Beato João Paulo II chamava "o santuário da vida". Se quisermos verdadeiramente defender a vida, temos que defender com todas as forças a virtude da castidade, que regula o instinto sexual segundo a razão. É aos puros de coração que Jesus fez esta maravilhosa promessa: "verão a Deus" (Mt 5, 8).

Fonte: Carlos Lodi da Cruz, Pe. Luiz. Apostolado Veritatis Splendor: Homossexualismo: vício contra a natureza. Disponível em http://www.veritatis.com.br/apologetica/familia-sociedade/1471-homossexualismo-vicio-contra-a-natureza, desde [28 de Junho de 2012];

Reportagem da Semana:



Rede Esgoto de Televisão

Um dos grandes beneficiados pela Revolução foi o senhor Roberto Marinho, das Organizações Globo, por isso nos apoiou nos vinte anos em que ela durou; depois, nos deu as costas. Em um dos últimos dias de março de 1964, o Almirante Aragão entrou na redação dele, com fuzileiros navais, para fechar o jornal O Globo. Testemunha disso? É o capitão da Aeronáutica que hoje é casado com a sobrinha do Roberto Marinho. Pediu demissão da FAB. Chama-se Luís Jacobina Vasconcelos. Esse foi um dos que teve a metralhadora apontada na cabeça. Se, realmente, o outro lado tivesse ganho não existiria o ‘Império Globo’. No entanto, o que fazem hoje conosco? Acho uma covardia que, ao mesmo tempo que nos massacram, não nos dão a chance de defesa, porque não abrem espaço para nada.

Tenente-Coronel Aviador Juarez de Deus Gomes da Silva - História Oral do Exército/1964, Tomo 10, pg. 415.

Hoje, as Organizações Globo, aparelhada por jornalistas esquerdosos, como Míriam Leitão, diabolizam o Exército e mistificam terroristas, como na série Anos Rebeldes. Para a “mídia de pau”, anos de dinamite, promovidos pelos terroristas, passaram a se chamar “anos de chumbo” - uma reação natural e obrigatória das Forças de Segurança para combater os esquerdistas que queriam implantar no Brasil uma ditadura comunista, à moda cubana. Alfredo Syrkis, do grupo terrorista de Carlos Lamarca, que participou do sequestro de dois embaixadores, o alemão e o suíço, “fugiu para o exterior, não exilado, depois foi anistiado e escreveu o livro ‘Os Carbonários’, que serviu de tema da série Anos Dourados da TV Globo. Só que a equipe da Globo, safadamente, escamoteou a realidade, mudou o nome dos países e em nenhum momento falou que era um movimento comunista; mas os episódios são mais ou menos os mesmos” (General-de-Divisão Raymundo Maximiliano Negrão Torres - História Oral do Exército/1964, Tomo 8, pg. 103). Na verdade, a série chamou-se Anos Rebeldes, não Anos Dourados, e teve inspiração, também, no livro de Zuenir Ventura, 1968, o ano que não terminou.

Em 2001, a TV Globo apresentou uma reportagem, Recontando os mortos da repressão, de autoria de Caco Barcellos, em que apresentava a versão do soldado desertor do Exército, Valdemar Rodrigues, de que teria participado do assassinato de dois terroristas e quem os matou teria sido um coronel do Exército. Tanto A Revolução Impossível, de Luís Mir, quanto Combate nas Trevas, de Jacob Gorender, afirmam que o casal de terroristas, João Antônio Santos Abi-Eçab e Catarina Helena Abi-Eçab, morreram em acidente, quando bateram em um caminhão, na região de Vassouras, RJ - provavelmente, a caminho de mais um ato terrorista. A mentira foi denunciada em uma série de textos do coronel do Exército José Luis Sávio Costa, no site Mídia Sem Máscara. Apesar do embuste, a mentira rendeu a Caco Barcellos dois prêmios de jornalismo, Embratel e Líbero Badaró.

Além da desinformação esquerdista promovida nas últimas décadas, a Rede Globo se esmera na destruição dos padrões éticos do povo brasileiro. Isto pode ser comprovado em suas novelas, onde impera o erotismo e a ética da malandragem. Depois de brincar com criminosos e corruptos na construção de seus enredos, anos após anos, o autor de novelas Sílvio de Abreu, cinicamente, se mostrou surpreendido quando foi realizada uma pesquisa sobre as personagens de uma de suas novelas, Belíssima. O apogeu da esbórnia ocorreu em Avenida Brasil, novela em que os atores fizeram sexo entre si, como se fosse a coisa mais natural do mundo, convivendo numa mesma casa, vale dizer, num mesmo cabaré. Na época, apareceu no Facebook a mais apropriada expressão para designar a suruba apresentada pela vênus platinada: Rede Esgoto de Televisão.

 A esbórnia em tempo integral continua com o Big Brother Brasil, já em 13ª edição. “Vamos dar uma espiadinha?” - convida Pedro Bial, babando esgoto de satisfação pelos cantos da boca.

Fonte: Mídia sem Máscaras

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Catecismo Romano: Da parte dos Sacramentos - O Batismo - profecias da água batismal

Quanto as visões proféticas não há dúvida de que a água do batismo estava designada e simbolizada naquelas águas, para as quais o profeta Isaías convidava tão generosamente os sequiosos (Is 55,1 ) ou, que Ezequiel viu em espírito jorrar do templo para fora; bem como naquela fonte que, na predição de Zacarias, ficava a disposição da casa de Davi e dos habitantes de Jerusalém, a fim de se purificar nela o pecador e a mulher legalmente contaminada.

Motivos de escolher a água: Em sua carta a Oceano, São Jerônimo alega várias razões, para provar quanto convinha a natureza e eficiência do batismo, que se tornasse a água como sua matéria sacramental.

Ao desenvolver esta doutrina, ensine os párocos que em primeiro lugar que, tratando-se de um sacramento necessário a todos, sem nenhuma excessão, para conseguirem salvar-se, a água era a matéria mais apropriada, por se encontrar em toda a parte, e por ficar ao alcance de todos, sem maior dificuldade.

Além disso, a água simboliza o efeito do batismo com a maior fidelidade. Assim como lava as imundícies, a água também exprime, de maneira muito sugestiva, a virtude e a finalidade do batismo, pela qual são lavadas as manchas do pecado.

Uma razão a mais é que a água tem a especial virtude de desalterar o corpo; de maneira análoga, o Batismo extingue parcialmente o ardor das paixões desordenadas.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)