sábado, 30 de novembro de 2013

I Domingo do Advento: "Vede a figueira e todas as árvores: quando começam a desabrochar, conheceis que está perto o verão". (Ev.)





Durante todo o tempo do advento a Igreja não perde de vista o duplo aparecimento do Senhor: Seu nascimento em Belém, cujo esplendor sempre atual se deve estender até o fim dos tempos, e seu regresso no dia do Juízo final para "condenar às chamas os pecadores e convidar os justos à bem-aventurança" (Hino de matinas). A missa do dia de hoje fala-nos destas duas vindas de Jesus: de misericórdia (1ª vinda) e da justiça (2ª vinda). Alguns passos referem-se indiferentemente a ambas (Intróito, Oração, Gradual, Alleluia), outros fazem apenas alusão ao nascimento do Salvador na humildade do presépio (comunhão, Post-comunhão), e outras finalmente falam de sua vinda como rei em todo o esplendor de seu poder e majestade (Epístola e Evangelho). Os acolhimentos que fizemos a Jesus, agora que ele nos vem salvar, ditará o que ele nos há de fazer quando ele nos vier julgar. Preparemo-nos, portanto, para a festa do Natal por meio de santas expiações e pela emenda de nossas vidas, para estarmos preparados para o julgamento final do qual dependerá, por toda eternidade, o nosso destino. Tenhamos confiança, pois "nenhum dos que esperam em Cristo será confundido" (Intróito, Gradual, Ofertório).


Era na basílica de Santa Maria Maior que todo o povo romano estacionava no primeiro domingo do Advento, para assistir a missa solene celebrada pelo Papa. Escolhia-se essa Igreja por ter sido Maria quem nos deu Jesus e por se conservarem aí as relíquias do presépio no qual a Santíssima Virgem colocou seu divino filho.

Epístola


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (13, 11-14) . Irmãos: Sabeis que isso é tanto mais importante porque sabeis em que tempo vivemos. Já é hora de despertardes do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites.


Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (21, 25-33): Naquele tempo: Disse Jesus a seus díscípulos: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.
Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas.
Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade.
Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.
Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores.
Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão.
Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus.
Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra.
Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 23 de novembro de 2013

Último Domingo depois de Pentecostes: "Então aparecerá no céu o sinal do filho do homem". (Ev.)

O ciclo litúrgico termina com esta ultima semana do ano eclesiástico, e com ela a história do mundo, que nos veio revelando desde a origem, no Advento até o seu término no último domingo depois de Pentecostes.


O breviário e o missal chamam a atenção para o fim do mundo e para o juízo final. Eis que o Senhor vai sair do seu lugar - diz o profeta Miqueias nas lições das orações de Matinas (Ofício divino). Descerá e pisará os altos da Terra. Destruirá as montanhas. E os vales fundir-se-ão como a cera na chama e como as águas que rolam para o abismo. E fará tudo isso por causa dos crimes de Jacó e dos pecados da casa de Israel. Depois de fulminar Israel com estas ameaças, o Profeta há de revelar a promessa de salvação. Cristo nascerá em Belém, e seu reino, o reino de Jerusalém celeste não terá fim. Os profetas Nahum, Abacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, que se leram durante a semana, confirmam o vaticínio de Miqueias. E Jesus no Evangelho começa por evocar a profecia de Daniel, que anuncia a a ruína total e definitiva do templo de Israel pelas armas romanas. Aquela abominável desolação era o castigo que o povo merecera por haver elevado ao auge, a sua infidelidade, rejeitando a pedra angular, que era Jesus Cristo. E nós sabemos como a profecia se realizou alguns anos após a morte do Salvador. A angústia foi tanta que se o assédio durasse por mais algum tempo nenhum judeu teria escapado da morte. Deus abreviou, porém, aqueles dias, para que se convertesse os que se salvassem depois desta prova tão rude. Assim acontecerá no fim do mundo "Tunc, então", quer dizer, quando Cristo voltar as atribulações serão mais angustiantes ainda. De novo reinará a abominação da desolação, porque "o homem da iniqüidade da oposição levantar-se-á, segundo o apóstolo, contra tudo que está ligado a Deus, e há de se sentar no templo e exigir um culto de divindade". Mas ainda Deus aqui abreviará estes dias terríveis por causa dos eleitos. Virá então o Senhor, não como da primeira vez, apagado e humilde num recanto da Terra, mas coroado de glória e fulgurante como um relâmpago. Os eleitos voarão ao seu encontro como as águias. Os cataclismos dos Céus e da terra darão sinais de sua vinda e todas as tribos verão o estandarte flutuante da Redenção e do filho do homem que se aproxima com grande poder e majestade. "Quando os maus desejos se apoderam de vós, comenta São Basílio, queria que pensassem naquele tribunal terrível onde todos de nós iremos ter de comparecer. Conduzidos um a um, nós, que estamos aqui a falar, daremos contas na presença do Universo de todas as ações de nossas vidas. E então aqueles que pecaram gravemente ver-se-ão cercados de anjos terríveis e disformes que os arrastarão para os abismos infernais e de confusão eterna. Isto deveis temer, e penetrados deste temor, servi-vos dele como um freio para cobrir a alma dos vícios e do pecado." E a Santa Igreja, instituindo no pensamento do Santo Doutor, exorta-nos pela boca de São Paulo, anda de maneira digna do Senhor, e há de frutificar de todas as espécies de obras, para que, fortalecidos com a graça divina, soframos com alegria e paciência as contrariedades da vida. Dando graças ao Pai que nos deu parte na herança do seu filho Nosso Senhor Jesus Cristo.


No fim dos tempos, tendo vencido totalmente os inimigos, que ressuscitarão para o castigo, e feito rei incontestável dos eleitos, que esperavam a sua vinda para entrar de corpo e alma na glória, Cristo deporá nas mãos do Pai o reino que conquistou por meio do seu Sangue, como homenagem perfeita da cabeça e dos membros. E será então a verdadeira Páscoa, a passagem plena a terra da promessa, a conquista e a ocupação definitiva da Jerusalém celeste, onde, nesse templo que não é obra humana, louvaremos o nome de Deus para sempre.

Epístola do Domingo:


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses (1, 9-14) - Irmãos: Por isso, também nós, desde o dia em que o soubemos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus: Naquele Tempo:
Jesus disse a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem o que é dito - então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas.
Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa.
E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias!
Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado;
porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.
Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.
Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais.
Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.
Eis que estais prevenidos.
Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais.
Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem.
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas.
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade.
Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra.
Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo.
Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta.
Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

Nossa Senhora do Sábado: Nossa Senhora da Paz de El Salvador


A devoção à Nossa Senhora da Paz começou na Espanha, no final do século XI. Sua difusão teve alcance nacional e chegou às América com os colonizadores espanhóis. El Salvador, o menor estado independente da América Central, o povo a elegeu Padroeira da Nação. O pequeno país está situado entre a costa do Pacífico e o Golfo de Fonseca, que o separa da Nicarágua. O território começou a ser conquistado em 1524, por Pedro de Alvarado. Fundou a primeira cidade chamada São Salvador, atual capital do país.

 Segundo a tradição, em 1682 os piratas ingleses assaltaram os povoados das ilhas e do litoral do Golfo de Fonseca. Mas foram expulsos pela resistência no porto de Amapala. Dizem que, ao fugirem jogaram algumas caixas ao mar. Nesse mesmo ano, uma foi encontrada por alguns mercadores salvadorenhos, nas areias de uma praia deserta. Colocaram a caixa no lombo de um burro e seguiram para São Miguel, a cidade mais próxima.

 Ao passarem em frente da atual Catedral, o burro com a caixa simplesmente parou e se recusou a andar. O único jeito era lhe tirar a carga. Ao descerem a caixa, o burro voltou a andar. Curiosos, os mercadores tentaram abrir a tampa, que se soltou facilmente. Nela, de fato havia um tesouro: uma formosa imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços. Com a chegada da imagem de Nossa Senhora, em São Miguel, cessaram os combates entre os nativos e os colonizadores. Por isso, a imagem recebeu o título de Nossa Senhora da Paz e começou a ser festejada em 21 de novembro.

 A imagem ganhou a palma de ouro exibida na mão direita, para lembrar sua intervenção em 1787. Na época, o vulcão Chaparrastique entrou em erupção e as lavas ardentes ameaçavam encobrir a cidade de São Miguel. O povo ficou reunido diante da imagem colocada na porta principal da Catedral, orando por sua ajuda. A fumaça do vulcão começou a sair em forma de uma palma, enquanto a corrente de lava mudava de direção, deixando de lado a cidade. O povo viu tudo aquilo como um milagre e sinal da proteção celeste da Virgem da Paz. Em sua honra, no exato local onde a lava se desviou, nasceu o povoado chamado "Milagre de la Paz".

 No Brasil existem várias igrejas dedicadas a Nossa Senhora da Paz. A mais conhecida fica no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. O templo possui uma belíssima arquitetura gótica e árabe. A sua história tem forte ligação com a da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, assim como a fundação do bairro de Ipanema, porque os antigos mercadores peruanos e bolivianos percorriam o caminho da Igrejinha, para chegar às praias do Arpoador e Ipanema.

 Nossa Senhora da Paz foi escolhida para Padroeira de Ipanema - RJ no final da Primeira Guerra Mundial, em agradecimento à paz restabelecida no planeta.

Fonte: Paulinas

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

22 de Novembro - Santa Cecília, Virgem e mártir

Viveu no terceiro século

Uma das mais famosas virgens mártires. Ela era um membro de uma família nobre e casou-se contra sua vontade com Valeriano, mas o convenceu a respeitar sua virgindade e ele se converteu ao cristianismo. Valeriano e o irmão de Cecília, Tiburcio foram presos e seu corpos martirizados. Eles foram decapitados no vilarejo de Pagus Tropius perto de Roma.
Quando estava enterrando os dois, Cecilia foi presa e julgada por Almachius, que a condenou a morte por asfixia, presa em uma sala de banho turco totalmente lacrada.
É a padroeira dos músicos porque diz a tradição que, quando foi colocada para morrer asfixiada na câmara de banho turco, não parava de cantar musicas de louvor ao Senhor e depois de longo tempo, os seus executores ficaram furiosos e mandaram que ela fosse degolada.

O soldado encarregado de cortar sua cabeça falhou de maneira inexplicável e Santa Cecília viveu por três dias antes de morrer pelos seus ferimentos em 16 de setembro. Ela foi enterrada no cemitério de São Callistus.
Seu nome entrou para a "Prece Euscaristica" bem cedo. O Papa Paschal I (817-824) mandou que suas relíquias fossem levadas para Trastevere. Assim suas relíquias estão hoje na Catedral de Santa Cecília em Trastevere.
É a santa que tem mais capelas e templos, com seu nome, na Europa.
Temos varias igrejas e capelas paroquiais com o seu nome em Boadella d'Empordà, Montcal, Sadernes, Les Serres, Terrades y Torrentbó. Tambem temos capelas em São Miquel de Pineda e outra na Catedral de Girona . Em Mieres se celebra uma festa no seu dia com todos os músicos da cidade e dos arredores.

Sua festa é celebrada no dia 22 de novembro.

Fonte: Cadê meu santo

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

21 de Novembro, Apresentação de Nossa Senhora

Depois de celebrarmos no dia 08 de Setembro o Natal da Senhora e, quatro dias depois o seu Santo nome de Maria que lhe foi imposto, vamos celebrar hoje a apresentação no templo dessa filha da benção. As três primeiras festas do ciclo marial são eco do ciclo Cristológico que igualmente celebra o natal do Senhor (25 de Dezembro), o Santíssimo Nome de Jesus (2 de Janeiro) e a Apresentação ao templo (2 de Fevereiro). A festa de hoje já se celebrava no Oriente no século VI. Gregório XI introduziu-a em Avinhão em 1562. Sixto V declarou-a de obrigação para toda a Igreja em 1850, e Clemente VIII elevou-a a uma categoria maior. O oferecimento da Senhora no templo confunde-se com o de Jesus; e o nosso deve confundir-se com o dela naquela unidade perfeita que Deus quer realizar por meio de Jesus Cristo.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

20 de Novembro - São Felix de Valois, Confessor


Nasceu na cidade de Paris no ano de 1127.

 Félix era príncipe da casa real de Valois da França. Tinha à sua disposição todas as comodidades da realeza, mas  possuía alma caridosa e despojada de vaidades. Desde a infância sentiu sua vocação florescer para o sacerdócio, pela precoce preocupação e cuidado com os necessitados.
 
 Detentor de uma grande fortuna pessoal, dava aos pobres tudo o que podia e com freqüência se privava, do próprio alimento para socorrê-los.
 Ainda jovem, tomou a decisão de seguir o chamado de Jesus Cristo. Completou seus estudos e recebeu a ordenação sacerdotal renunciando a todos os direitos aos títulos de nobreza e às riquezas terrenas. Escolheu ser um monge eremita, pois almejava uma vida solitária e humilde, dedicado somente à religião. Entretanto Deus tinha outros planos para sua vida.
 
 Foi procurado pelo amigo João da Mata, doutor e sacerdote, que queria seguir o seu modo de viver a espiritualidade. Félix, que lhe conhecia a cultura e a inteligência, aceitou-o como companheiro e não como discípulo. Foram três anos de aprendizado em que se uniram a santidade de Félix e a inteligência e praticidade de João da Mata.
 
 Naquele tempo aconteciam as incursões dos piratas que aterrorizavam o mar Mediterrâneo, assaltando navios e a Europa, atacando e invadindo as cidades portuárias. Eram os turcos muçulmanos, que se consideravam verdadeiros inimigos do cristianismo, por este motivo matavam, saqueavam e também prendiam os cristãos sobreviventes para que servissem como escravos.
 
 Um dia, Félix e João estavam caçando nos bosques de Cerfroi, em locais retirados, quando tiveram a mesma visão divina. Nela, Deus os chamava para lutar pela libertação dos cristãos que sofriam como escravos nas mãos dos muçulmanos através da formação de uma Ordem religiosa com tal finalidade. Sem se intimidar pelos riscos que a missão acarretaria, Félix e João iniciaram a Obra imediatamente. Viajaram para Roma exclusivamente para contar ao papa Inocêncio III a visão e pedir autorização para criar a Ordem.
 
 O papa, que também tivera a mesma visão, reconheceu os dois como os sacerdotes indicados pela Providência Divina. Assim, aprovou e promoveu a criação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos, ou "Padres Trinitários". O primeiro convento foi edificado em Cerfroi, no exato local da visão original. Enquanto João cuidava da organização da Ordem e de suas atividades apostólicas, Félix trabalhava na formação espiritual dos membros, cujo número crescia sempre mais, atraídos pela santidade de Félix.
 
 A luta foi tenebrosa, mas rapidamente recuperaram a liberdade e a condição social de muitos cristãos escravizados.  Os padres chegavam a entregar-se como escravos para coseguir realizar plenamente o trabalho de resgate. Assim, cumpria-se a profecia de outra visão de Félix: a de que os padres da Ordem passariam por vexames, perseguições para obter da liberdade e dignidade de cada um dos cristãos escravizados.
 
 Acendeu a pátria celeste em 1212, na Casa-mãe da Ordem, o primeiro convento fundado por ele, em Cerfroi.

 Beatificado em 1666, teve seu culto confirmado para toda a Igreja no final do século XVII.
 A celebração da memória de são Félix de Valois ocorre no dia 20 de novembro, data de sua morte.
Fonte: Últimas e Derradeiras graças

terça-feira, 19 de novembro de 2013

19 de Novembro - Santa Isabel de Hungria, Viúva


 
(1207-1231)*

Sobre a dura casca espiritual da Idade Média, irrompida pela graça de Deus, brotou uma das flores mais delicadas da Cristandade: Santa Isabel de Hungria. Nasceu no ano 1207 em um dos castelos - Saróspatak ou Posonio - de seu pai, André II rei da Hungria, que a teve com sua primeira mulher, Gertrudes, filha de Bertoldo IV, que corria em suas veias o sangue de Bela I, também rei de Hungria, pelo qual a princesinha Isabel veio a ser a mais preciosa flor da estirpe real húngara.

Abriu a princesinha seus olhos à luz em um ambiente de luxo e abundância que, por divino contraste, foi despertando em seu sensível coração anseios de evangélica pobreza.

Desde seu privilegiado posto na corte descia, desde muito pequena, para buscar aos necessitados, e os presentes que recebia de seus pais passavam logo para as mãos dos pobres. Em vão a vestiam conforme seu posto principesco, porque aproveitava o menos descuido para tirar as sedas e brocados, e dá-los aos pobres e voltar ao palácio com os farrapos da mais miserável de suas amiguinhas.

Conforme os costumes da época, foi prometida em sua mais tenra idade a Luís, filho de Herman I, da Turingia. Este compromisso matrimonial tinha, sem dúvida, a finalidade política de garantir a aliança de ambos países contra o rei Felipe de Suabia.

Um belo dia de primavera - 1213- quando os campos se espreguiçavam do gélido sono invernal, apresentou-se no castelo de Posonio uma embaixada turingia para buscar a prometida de seu príncipe herdeiro. O rei da Hungria, então no auge do poder e da riqueza da dinastia, dotou generosamente a sua filha dizendo aos emissários:

 "Saúdo a vosso senhor e rogo que se contente por enquanto com estas pobres prendas que, se Deus me dá vida, completarei com maiores riquezas". E revestindo com palavras tão modestas sua jactanciosa exibição, fez juntar-se um cúmulo de tesouros que deixaram admirados aos emissários, poucos acostumados a tais riquezas na abrupta e dura comarca de Turingia.


O matrimônio aconteceu no ano 1221, quer dizer, quando Isabel completava seus 14 anos, em Wartburgo de Turingia. E desta maneira a princesa, nascida em um país cheio de sol e de abundância como era a Hungria, veio parar na dura e pobre terra germânica.

A pobreza do povo estimulou ainda mais a caridade da princesa Isabel. Tudo parecia-lhe pouco para remediar aos necessitados: a prata de suas arcas, as jóias que trouxe como dote e até seus próprios alimentos e roupas. Enquanto podia, aproveitando as sombras da noite, deixava o palácio e visitava uma a uma as choças dos vassalos mais pobres para levar aos doentes e às crianças, sob seu manto, um cântaro de leite ou uma broa de pão. E até o próprio manto o entregou em um dia frio de inverno a uma pobre mendiga que tremia de frio pelo caminho, e qual não seria o seu assombro que, ao estender o arminho sobre a corcunda da anciã, viu transfigurar-se aquela na adorável imagem de Jesus Cristo. Por muito que escondesse suas mercês, não era raro que estas chegassem a ferir aos espíritos invejosos e mesquinhos. Não faltou quem acusasse à princesa ao próprio duque de estar dilapidando os caudais públicos e deixar vazios os celeiros e os armazéns. Luís queria a sua esposa com delírio, mas não pôde resistir, sem dúvida, o acosso de seus intendentes e pediu-lhes uma prova de sua acusação.

                          - Espere um pouco - disseram-lhe - e verás a senhora sair carregada de coisas.

Efetivamente, o duque teve que esperar pouco para ver sua mulher que saía, furtivamente, do palácio fechando cautelosamente a porta.

Violentamente a deteve e perguntou-lhe com dureza:

                          - O que estás levando na saia?

                          - Nada..., são rosas - respondeu Isabel tratando de se desculpar, sem lembrar que estava em pleno inverno.

E, ao estender o avental, eram rosas e não pães o que Isabel estava carregando, porque o Senhor quis sair fiador da palavra de sua serva.

Parece que sua sogra, a duquesa e viúva Sofia, não olhava a Isabel com bons olhos, talvez porque a caridade que ela fazia eram uma acusação ao seu egoísmo ou, simplesmente, porque acreditava que o carinho de Isabel, no coração de Luís, tinha substituído o seu. Com mais ou menos paixão aproveitava qualquer oportunidade para desvirtuar a Isabel frente aos olhos de seu marido. Segundo conta a lenda, voltou em certa ocasião o duque Luís de uma longa viagem e, ansioso para abraçar a sua esposa, foi procurá-la na alcova conjugal. Saiu ao seu encontro a duquesa Sofia, que tinha escutado atrás da porta vozes estranhas no quarto e preveniu-lhe dizendo:

                          - agora verás, meu filho, até onde chega a fidelidade de tua esposa. Forçou a porta o zeloso marido e, ao tirar da cobertura do leito, viu nele estendida a imagem de Cristo crucificado, que tinha se transfigurado o pobre leproso que Isabel tinha deitado em seu leito para curar-lhe as chagas.


O zelo dos pobres, nos quais ela sempre via a imagem transfigurada de Cristo, foi espiritualizando cada vez mais a sua vida. Sua alma generosa se assomava a seus olhos negros e profundos, que brilhavam como lamparinas de amor nos sombrios casebres dos pobres de Wartburgo. Por muito severas que fossem suas penitências, Isabel as recobria com carinho para não perder o encanto natural frente aos olhos de seu apaixonado marido. Mas não pôde, em troca, conciliar seu espírito franciscano com a frivolidade da vida cortesã.
Sob influência de seu confessor, extremamente severo, Conrado de Marburgo, que a proibiu inclusive de provar certas comidas, Isabel veio a ser uma viva acusação contra uma corte um tanto licenciosa, que começou a conspirar contra a princesa estrangeira.

Enquanto seu marido foi seu amparo, nada teve a temer a princesa Isabel, mas chegou um dia em que aos ouvidos do príncipe soou, como chamada irresistível, o clarim convocando a cruzada em nome de Frederico II.

Isabel não quis ser um obstáculo no caminho do príncipe cristão que oferecia sua lança para resgatar o Santo Sepulcro. Já seu pai, o rei André II, tinha voltado sobrevivente da Quinta cruzada, e cada vez era mais difícil vencer a desilusão e a indiferença dos reis e dos povos cristãos por coroar tão cavaleiresca empresa. O nobre coração de Luís acreditou, sem dúvida, mais obrigado a dar o exemplo e, deixando sua esposa sozinha, partiu com seus cavaleiros, com propósito de embarcar em Otranto para unir-se à cruzada. Poucos meses depois, Isabel recebia, das mãos de um emissário turingio, a cruz de seu marido, que tinha morrido vítima de uma epidemia.

Assim, pois, aos vinte anos - 1227 - a princesa Isabel ficou viúva e desamparada em uma corte estrangeira e hostil, e foi então quando realmente começou o seu calvário. Seu cunhado Herman, querendo substituir os filhos de Luís da herança do Ducado, acusou a Isabel de prodigalidade, e em verdade que ela tinha esvaziado até o fundo de sua arca para remediar a miséria do povo no temível "ano da fome" que a Europa inteira atravessava. As acusações de Herman encontraram eco na corte, e a princesa Isabel, expulsa do palácio, teve que buscar refúgio com seus três filhos e a companhia de duas serventes em Marburgo, a pátria de sua mãe. Em tão difícil situação, a socorreram seus tios, a abadessa Mectildis de Kitzingen e o bispo de Bamberg, que tinha abandonado o projeto que teve de casá-la de novo.

O pontífice Gregório IV nomeou Conrado de Marburgo seu "defensor". Os bons ofícios que este realizou conseguiram, por fim, que a princesa fosse indenizada com uma importante suma e que lhe fosse atribuída algumas posses na vila de Marburgo. Mas Isabel já não tinha nada que a ligasse ao mundo, e solenemente, na Igreja dos Frades Menores de Eisenach, renunciou a seus bens, vestiu o hábito cinza da Terceira Ordem e se consagrou inteiramente e de por a vida a praticar heroicamente a caridade. Anos mais tarde - 1228-29 - empreendeu a construção do hospital e Marburgo, cuja capela pôs sob a advocação do Padre Seráfico, São Francisco de Assis, recentemente canonizado.

Neste tempo, voltavam os cruzados dos Santos Lugares ardendo em febres e com suas carnes maceradas pela lepra, e a eles Isabel dedicava seus mais amorosos cuidados, em memória, sem dúvida, de seu marido, morto muito longe do alcance de suas mãos.
Isabel, firme em seu propósito de dedicar sua vida aos pobres e doentes, buscando neles o próprio Cristo, rejeitou uma e outra vez o chamado de seu pai, o rei da Hungria, que, valendo-se de nobres emissários e até da autoridade episcopal, tratava de convencê-la a voltar a seu país.

Em troca, acudiu solícita ao chamado do Senhor, e aos vinte e quatro anos -1231 - subiu ao céu para receber o prêmio merecido por ter dado água a tantos lábios sedentos, curado tantas feridas ulceradas e consolado tantos corações oprimidos.

A fama de sua santidade ficou bem patente no enterro, que comoveu toda a comarca. Pouco depois de sua morte, as hierarquias religiosas de três países e Conrado de Turingia, grande mestre que foi da Ordem Teutônica, promoveram na Santa Sede a declaração de suas heróicas virtudes, e o processo terminou com a solene cerimônia da canonização em 27 de maio de 1235 na Perusia, ainda em vida de seu pai, André II da Hungria. Sua festividade foi fixada para o 19 de novembro (mas, atualmente é celebrado no dia 17 do mesmo mês ). Alguns meses mais tarde foi colocada a primeira pedra da catedral gótica de Marburgo e nela rendeu-se o primeiro testemunho de veneração à santa princesa pelo imperador Frederico II à frente de seu povo.

Santa Isabel da Hungria foi erigida como Patrona da Terceira Ordem Franciscana e são muitas as congregações religiosas dedicadas à caridade que levam o seu nome, e são mais de setenta os templos que a têm por Patrona.

*Javier Martín Artajo, Santa Isabel de Hungria, no Ano Cristão, Tomo IV,
Madri, Ed. Católica (BAC 186), 1960, pp. 414-418


Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

18 Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo em Roma




Depois de celebrar no dia 05 de Agosto a dedicação de Santa Maria Maior, e no dia 29 de Setembro, a dedicação de São Miguel, a 09 de Novembro a de São João do Latrão e finalmente no final do ano litúrgico, todas as catedrais e dioceses comemoram a dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo. Todos estes aniversários ocorrem no tempo depois de pentecostes, período em que nos damos mais atenção ao refletir sobre a Igreja, dos quais estes templos são imagens vivas. A Basílica Vaticana de São Pedro e São Paulo fora dos muros, mandadas construir por Constantino no lugar onde constava ter sido o martírio dos dois apóstolos, cede importância apenas a São João do L atrão. São Pedro eleva-se no lugar do circo de Nero e guarda debaixo do altar-mor os restos do chefe da Igreja. É o centro do Cristianismo. Já notável no século IV, foi ampliada mais tarde e finalmente reconstruída no século XVI. Júlio II e Leão X convocaram os mais talentosos artistas do renascimento, e da inspiração de Bramante e Miguel Ângelo saiu a Igreja mais vasta e mais rica do Universo. Foi consagrada por Urbano VIII no dia 18 de novembro de 1626. A Basílica de São Paulo fica no extremo oposto da cidade. Tendo sido completamente destruída no incêndio de 1823, foi reconstruída a mando dos Pontífices Gregório XVI e Pio IX. Este último Pontífice consagrou-a no dia 10 de Dezembro de 1854 e reuniu o aniversário das duas dedicações sob a data primitiva de 18 de Novembro.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

sábado, 16 de novembro de 2013

VI Domingo Depois da Epifania "Revelarei coisas ocultas desde a Criação do Mundo" (Ev.)

Deus, diz São Paulo, falou-nos pelo seu Filho, a quem constitui herdeiro de tudo e do qual sendo esplendor da glória do Pai e a figura da sua substância e conservando tudo por meio da sua palavra, quis operar a purificação dos pecados, e está sentado a direita de Deus Pai. "A nenhum dos anjos disse Deus: Tu és meu Filho e hoje te gerei". E quando o enviou ao Mundo disse: "Que os anjos todos o Adorem". O Apóstolo, comenta Santo Atanásio, declara Jesus superior aos anjos para evidenciar a diferença que existe entre a natureza de Filho e das criaturas. A missa de hoje revela igualmente a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão claramente expressa no ofício de Matinas, como acabamos de ver. É Deus, porque revela as coisas ocultas em Deus e que o mundo ignora. A sua palavra é divina por ter o condão de apaziguar as tempestades das paixões e capaz de produzir na alma de quem a receber maravilhas de fé, de esperança e de caridade. A Igreja também é divina pois, pega em raiz divina, na palavra do Senhor e está admiravelmente figurada nas três medidas de farinha que a força expansiva do fermento leveda, e no grão de mostarda, a mais pequena das sementes, que em breve se torna árvore frondosa, onde as aves do céu gostam de nidificar.

Meditemos com frequência no Evangelho para que nos penetre e nos transforme como crescente e se forme, na nossa alma e na nossa vida, árvore frondosa a vergar de frutos de santidade. Desta maneira trabalhemos no alargamento do reino de Deus.


Leitura da Santa Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses: (ITess. 1, 2-10) Irmãos: Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, Em verdade, partindo de vós, não só ressoou a palavra do Senhor pela Macedônia e Acaia, mas também se propagou a fama de vossa fé em Deus por toda parte, de maneira que não temos necessidade de dizer coisa alguma. De fato, a nosso respeito, conta-se por toda parte qual foi o acolhimento que da vossa parte tivemos, e como abandonastes os ídolos e vos convertestes a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e aguardardes dos céus seu Filho que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira iminente. Deo Gratias.





Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (13, 31-35): Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Naquele tempo, Jesus em seguida, contou-lhes esta parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2)


(Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.)

16 de Novembro - Santa Gertrudes, Virgem

Conhecida tambem como Santa Gertrudes de Bravantes

Nasceu em 626 na Bélgica, filha caçula de Pepino I e Ida de Nivelles, irmã de Santa Begga. Ela devotou-se à vida religiosa desde cedo e recusou um casamento com um nobre para seguir a vida religiosa. Com a morte de Pepino em 639 e seguindo o conselho de Santo Amando de Maastrich, sua mãe Ida construiu um Monastério em Nivelles para onde ela e suas filhas se retiraram. Gertrudes tornou-se Abadessa do mosteiro de Nivelles muito jovem.

Ficou muito conhecida pela sua hospitalidade para com os peregrinos e para com os missionários Irlandeses. Ela deu ao Santo Foillan um pedaço de terra no qual ele construiu o monastério de Fosses.
Para ajudar São Ultan na sua evangelização em 656DC, Santa Gertrudes renunciou ao seu posto de Abadessa e passou o resto de sua vida estudando as escrituras e fazendo penitencia. Era mística e tinha visões. Teve uma visão que iria morrer com a idade de Jesus o que acabou acontecendo. Ela morreu aos 33 anos em 659 em Nivelles.

O culto a Santa Gertrudes espalhou-se pelos Países Baixos ( Holanda, Bélgica, Suíça ), pela Inglaterra, Escócia e vários folclores e lendas foram vinculadas ao seu nome.
Até 1822 devotos ofereciam camundongos de prata e de ouro no seu santuário em Colonha, Alemanha.
Os camundongos representavam as almas do purgatório, para as quais ela tinha grande devoção.
É padroeira dos jardineiros visto que a tradição diz que no dia de sua festa sempre é boa hora de plantar rosas e flores da primavera.
É tambem invocada como padroeira daqueles que morreram recentemente visto que ela teria tido uma visão na qual fez uma jornada de três dias ao outro mundo e que aqueles que fossem seus devotos passariam a primeira noite, após a morte, sob os cuidados de Santa Gertrudes, segunda em influencia apenas para o Arcanjo São Miguel.

A tradição diz que ela teria enviado seus súditos em uma viagem a um país distante, prometendo a eles que nada aconteceria durante a jornada. Quando se encontravam no meio do oceano um grande monstro marinho teria tentado soçobrar o barco mas, teria imediatamente desaparecido com a invocação de Santa Gertrudes.
Assim, em memória desta ocorrência, os viajantes durante a Idade Media tomavam uma bebida chamada "Sinte Geerts Minne"ou seja Gertrudenminte" ( uma especie de menta) antes de iniciar uma viagem.
Alguns escoceses dizem que esta bebida existe até hoje e seria benta pelo pároco da Igreja de Santa Gertrudes em Nivelles ou no seu Santuário em Colonha.

Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada: 1) uma Abadessa com camundongos rodeando seu báculo (cajado pastoral), 2) como uma Abadessa com camundongos a seus pés, 3) como uma Abadessa com camundongos correndo em seu manto 4) segurando uma ratazana, 5) segurando o báculo e com um gato junto dela.


Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_gertrudes_de_nivelles.htm

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

15 de Novembro - Santo Alberto Magno, Bispo, Confessor e Doutor


Santo Alberto foi sem dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não apenas dominava como Mestre a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo a São Tomás de Aquino), mas estendia seu saber às ciências naturais.

Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acúmulo de ciência não o impediu de ser um Frei dominicano, piedoso e observante.

Nomeado bispo de Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas logo que pôde pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou a sua cela, de monge humilde e sábio Foi chamado o Doutor Universal. O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade.

Quando ainda jovem, quase desistiu da vida religiosa, sentia dificuldades no entendimento do estudo da teologia. Mas segundo ele próprio, foi Nossa Senhora que o fez perseverar. Devotíssimo da Virgem Maria, durante as orações ela o teria aconselhado a não desistir, pois, se o fizesse, pouco a pouco os dons que tinha recebido lhe seriam tirados. Desde então, dizia: "Minha intenção última está na ciência de Deus".

Nasceu em 1206, na Alemanha, Alberto pertencia à influente e poderosa família Bolsadt, rica, nobre, cristã e de tradição militar. Piedoso desde a infância, Alberto recebeu uma educação muito aguçada, digna dos nobres.
Aos dezesseis anos, foi para a Universidade de Pádua, na Itália, onde, sob aos cuidados de Maria, completou os estudos superiores. Em 1229, tornou-se frade dominicano pregador. Ensinou nos principais pólos de cultura europeus de sua época, Itália, Alemanha e França. Em Paris, atraiu tantos estudantes e discípulos que teve de lecionar em praça pública.

Não estava interessado no poder e sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara e ao ensino na Universidade de Colônia. Já entrado nos setenta anos, foi incumbido pelo papa Urbano IV de liderar as cruzadas na Alemanha e na Boêmia.
Em 1274, teve participação decisiva na união da Igreja grega com a latina, no segundo Concílio de Lyon.

Três anos antes de sua morte, santo Alberto Magno começou a perder a memória. Mandou, então, construir sua própria sepultura, e rezava o ofício dos mortos todos os dias. Morreu, serenamente, no dia 15 de novembro de 1280.

O papa Pio XI canonizou-o proclamou-o doutor da Igreja em 1931.

Dez anos depois, o papa Pio XII declarou-o padroeiro dos estudiosos das ciências naturais.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Notícia da Semana: Cidade norte-americana processada por iniciar eventos com oração (ACI Digital)

Fonte: ACI Digital


A HAIA, 08 Nov. 13 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- Uma grande quantidade de pessoas das quase 100 mil que habitam na cidade de Greece, no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos, ainda não deixam o assombro pelo fato desta localidade ter sido processada ante a Corte Suprema por duas cidadãs que não toleram que os eventos públicos sejam iniciados com uma oração.

Nos dia 6 de novembro a Corte Suprema dos Estados Unidos escutou as alegações por escrito e orais do grupo Americans United for Separation of Church and State (Americanos pela separação entre Igreja e Estado), em representação de Susan Galloway e Linda Stephens, que afirmam que a cidade de Greece viola a Constituição por iniciar os eventos públicos rezando.


Embora a maioria das orações tenham sido presididas por ministros cristãos, o ato está aberto a representantes de qualquer credo.


Por sua parte, David Cortman, advogado do Alliance Defending Freedom que lidera a defesa de Greece, assinalou que “os membros da comunidade devem ter a liberdade de rezar sem serem censurados”.


“Começar os eventos rezando é uma liberdade entesourada que os autores da Constituição praticavam. Os americanos não devem ser obrigados a trair esta liberdade só para apaziguar alguém que diz ofendido por escutar uma oração”, disse Cortman em um comunicado sobre este caso.
O Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, um dos 26 organismos que apresentou um recurso a favor da cidade, argumentou que a Corte Suprema deve respeitar a atitude histórica de respeito à oração e à liberdade religiosa.


Eric Rassbach, conselheiro geral do Fundo Becket, afirma sobre este caso que “a Corte deve decidir se as cidades podem reconhecer e celebrar a diversidade religiosa do país ou se o governo deve tratar a identidade religiosa como uma ameaça”.


Além disso, explicaram os defensores da cidade de Greece, a Câmara de Senadores e a de Deputados nos Estados Unidos possuem capelães. Eles recordaram ainda que os primeiros grandes líderes da história da nação se referiam frequentemente a Deus e rezavam publicamente.


Fonte: ACI DIgital

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Catecismo Romano: O Batismo em más disposições


O Batismo em más disposições: 

Outra consideração. Não é licito baldar o uso de alguma coisa, que tenha relação com Cristo e Sua Igreja. Ora, quando à graça da justificação, é claro que o Batismo não terá nenhum valor para quem se propõe a "viver segundo a carne, e não segundo O espirito" (Romano 8, 4 ss).

Quanto ao valor do Sacramento, não pode haver dúvida alguma. A pessoa [mal disposta] recebe o caráter sacramental, contanto que, ao ser batizada na forma prescrita, tenha a intenção de receber o [Sacramento] que a Igreja administra.

Por esse motivo, respondeu o Príncipe dos Apóstolos àquela grande multidão de homens, que, "cheios de compunção" - como diz a Escritura - lhe perguntavam, a ele e aos Apóstolos, o que deveriam fazer: "Obrai penitencia, e cada um de vós seja batizado" (Atos 2,37). Noutra ocasião, disse-lhes: "Arrependei-vos, e convertei-vos, para que sejam perdoados os vossos pecados"(Atos 3,19).

Na epístola aos Romanos, São Paulo também diz, de maneira positiva, que todo aquele que recebe o Batismo, deve absolutamente morrer ao pecado. Admoesta-nos, por conseguinte, a não entregarmos "nossos membros ao pecado, como instrumentos de iniquidade"(Romanos 6,12), mas a consagrarmo-nos a Deus, "como tais que da morte tornaram à vida"(Romanos 6,13).

Consequências para a vida cristã

Pela assídua meditação destas verdades, os fiéis hão de mover-se, antes de tudo, a admirar profundamente a infinita bondade de Deus, que nos outorgou o Batismo, esse dom tão singular quão divino, sem nenhum merecimento de nossa parte, mas só por um efeito de Sua misericórdia.

Ainda mais. Quando lhes calar bem no espirita quão longe de qualquer culpa devem manter-se, em sua vida, aqueles que foram agraciados de tão grande beneficio, os fiéis não deixarão de reconhecer que o primordial dever do cristão é levar, todos os dias, uma vida tão santa e temente a Deus, como se cada dia acabassem de receber a graça sacramental do Batismo.

Ora, para atear no coração dos fiéis este amor à verdadeira piedade, não há meio mais eficaz do que explicarem os pastores, Com toda a diligência, quais são os efeitos do Batismo.

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - 1962 - Ed. Vozes)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Preparação para a morte: Da amorosa presença de Cristo no Santíssimo Sacramento do altar

Venite ad me omnes qui laboratis et onerati estis, et ego reficiam vos.
Vinde a mim todos os que vos achais sobrecarregados e atribulados, que eu vos aliviarei (Mt 11,28).


PONTO I

Ao partir deste mundo, depois de ter completado a obra da nossa redenção, o nosso amantíssimo Salvador não quis deixar-nos sós neste vale de lágrimas. “Nenhuma língua pode exprimir — dizia São Pedro de Alcântara — a grandeza do amor que Jesus tem às almas; por isso, ao deixar esta vida, o divino Esposo, receando que sua ausência fosse ocasião de olvido, deu-lhes como recordação este Sacramento santíssimo, no qual ele mesmo permanece; e não quis que entre ele e nós houvesse outro penhor para manter viva a memória”. Esta preciosa dádiva de Nosso Senhor Jesus Cristo merece todo o amor de nosso coração e por esse motivo dispôs que nestes últimos tempos fosse instituída a festa do seu Sagrado Coração, segundo revelou à sua serva Irmã Margarida Alacoque, a fim de que lhe rendêssemos homenagem por sua presença amorosa sobre o altar, e reparássemos, ao mesmo tempo, os desprezos e as injúrias que neste Sacramento tem recebido e recebe ainda da parte dos hereges e dos maus cristãos.

Permanece Jesus no Santíssimo Sacramento: primeiro, para que todos lhe falemos sem dificuldade; segundo, para conceder-nos audiência; e terceiro, para dispensar-nos suas graças. Fica presente em tantos altares diferentes para estar no alcance de todos os que o desejam encontrar. Na noite em que o Redentor se despediu de seus discípulos para morrer, estes, cheios de tristeza, choravam, porque deviam separar-se de seu querido Mestre. Jesus, porém, os consolou, dizendo-lhes e a todos nós: “Meus filhos, vou morrer por vós para provar o amor que vos tenho; porém, mesmo depois de minha morte não quero privar-vos da minha presença. Enquanto estiverdes neste mundo, estarei convosco no Santíssimo Sacramento do Altar. Deixo-vos meu corpo, minha alma, divindade, em suma, a mim mesmo. Não me separarei de vós”. Ficai certos de que eu mesmo estarei convosco até à consumação dos séculos (Mt 28,20). “Queria o Esposo — diz São Pedro de Alcântara — deixar companhia à esposa, para que em tamanha ausência não ficasse só, e por isso lhe deixou este Sacramento, no qual ele mesmo reside e era a melhor companhia que podia dar-lhe”. Os gentios, que imaginaram tantos deuses, não engendraram nenhum tão amoroso como o nosso Deus, que está tão perto de nós e com tanto amor nos assiste. “Não há outra nação tão grande que tenha os seus deuses tão perto dela, como o nosso Deus está presente a todos nós” (Dt 4,7).

A Santa Igreja, com razão,aplica esta passagem do Deuteronômio à festa do Santíssimo Sacramento. Jesus Cristo, portanto, vive nos altares como encerrado em prisões de amor. Os sacerdotes o fazem sair do sacrário para expô-lo aos fiéis ou para a santa comunhão e depois o encerram novamente. E o Senhor se compraz em permanecer ali de dia e de noite... E para que fim, meu Redentor, resolvestes ficar em tantas igrejas, mesmo que os homens fechem as portas do templo e vos deixem só? bastava que habitásseis ali conosco durante as horas do dia?... Mas, não! O Senhor quer morar no sacrário mesmo nas trevas da noite, não obstante a ausência de todos, esperando paciente que ao raiar do arrebol já o encontre quem deseja estar a seu lado. A esposa andava a procurar o seu Amado e perguntava a todos os que pelo caminho vinham: Vistes, porventura, aquele que ama a minha alma? (Ct 3,3). Como não o encontrasse, levantava a voz, dizendo: “Onde estás, meu esposo?... Dize-me, ó amado de minha alma, onde é que apascentas... onde é que repousas ao meio-dia (Ct 1,6). A esposa não o encontrava porque ainda não existia o Santíssimo Sacramento; mas agora, se uma alma deseja unir-se a Jesus Cristo, o seu Amado a está esperando em muitos templos. Não há aldeia, por mais pobre que seja, não há convento de religiosos que não tenha o Sacramento Santíssimo.

Em todos esses lugares, o Rei do céu se regozija em poder permanecer aprisionadona pobre moradazinha de pedra ou de madeira onde muitas vezes fica só, sem ter quem o sirva e apenas, iluminado por uma lâmpada de azeite... Ó Senhor! — exclama São Bernardo — isto não convém à vossa infinita majestade... Nada importa, responde Jesus Cristo: se isto não convém à minha majestade, satisfaz, entretanto, o meu amor.

Que ternos afetos experimentam os peregrinos, quando visitam a santa igreja de Loreto, ou os lugares da Terra Santa, o estábulo de Belém, o Calvário, o Santo Sepulcro, lugares, onde Cristo nasceu, morreu e foi sepultado!... Muito maior, porém, deve ser o nosso amor quando nos achamos na igreja em presença do próprio Jesus Cristo que reside no Santíssimo Sacramento! Dizia o venerável João d’Ávila que não havia para ele santuário de maior devoção e consolo que uma igreja em que houvesse Jesus Sacramentado. O Padre Baltasar Álvares lamentava-se por ver os palácios reais repletos de gente, e os templos, onde mora Cristo, solitários e abandonados... Ó meu Deus!... Se o Senhor tivesse concedido o privilégio de sua presença a uma única igreja na terra, à de São Pedro em Roma, por exemplo, e ali residisse apenas um dia por ano, quantos peregrinos, quantos personagens nobres, quantos monarcas procurariam ter a felicidade de estar naquele templo, no dia marcado, para reverenciar ao Rei do céu, que tinha descido novamente à terra! Que rico sacrário de ouro e de pedras preciosas lhe não seria preparado! Com quanta luz se iluminaria a igreja a fim de solenizar a presença de Cristo!... Mas não — disse o Redentor — não quero morar apenas numa igreja, nem por um dia só, nem procuro ostentação, nem riqueza, mas desejo viver contínua, diariamente, onde meus fiéis estão, para que todos me encontrem facilmente, sempre e a qualquer hora.

Se Jesus Cristo não tivesse inventado este inefável obséquio de amor, quem é que teria sido capaz de descobri-lo? Se, ao aproximar-se a hora da ascensão ao céu, alguém lhe tivesse dito: Senhor, para mostrar- nos vosso afeto, ficai conosco nos altares sob as espécies de pão, a fim de que vos encontremos quando for de nossa vontade, — quão temerária teria parecido tal petição!Mas o que nenhum homem jamais poderia imaginar, nosso amantíssimo Salvador o concebeu e realizou... E onde está, Senhor, nossa gratidão por mercê tão excelsa?... Se um príncipe poderoso viesse de longínquas terras com o fito expresso de que fosse visitado por um obscuro aldeão, não seria este extremamente ingrato se se recusasse a ver o príncipe, ou a querer vê-lo apenas de passagem?

AFETOS E SÚPLICAS

Ó Jesus, meu Redentor e amor de minha alma! A quão alto preço pagastes vossa morada na Eucaristia! Sofrestes primeiramente morte dolorosa antes de viver sobre nossos altares e, a seguir, inumeráveis injúrias no Sacramento, só porque quereis assistir-nos e regalar-nos com vossa presença real. Em compensação, nos descuidamos e nos esquecemos de visitar-vos, posto que bem saibamos que desejais as nossas visitas, com o fim de nos cumular de bens, quando permanecemos ante vós. Perdoai-me, Senhor, que também eu me conto no número destes ingratos... Mas doravante, meu Jesus, estou resolvido a visitar- vos freqüentemente e a conservar-me o mais tempo possível na vossa presença, a fim de dar-vos graças e amar-vos e pedir-vos mercês, pois tal é o fim que vos impeliu a ficar entre nós, recolhido aos sacrários e prisioneiro nosso de amor. Amo-vos, Bondade infinita, amo-vos, Pai amantíssimo; amo vos, Sumo Bem, mais digno de ser amado do que todas as coisas. Fazei que me esqueça a mim mesmo e a todas as coisas, e que somente do vosso amor me recorde, para viver o restante de meus dias unicamente ocupado em servir-vos. Fazei que a partir de hoje seja a minha maior delícia permanecer prostrado a vossos pés. Inflamai-me, inteiramente no vosso amor!...

Maria, minha mãe, alcançai-me grande amor ao Santíssimo Sacramento, e quando me virdes negligente, recordai-me a promessa que agora faço de o visitar diariamente!


V/: Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Requiescant in pace. R:/ Amém.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

11 de Novembro - São Martinho de Tours, Confessor

São Martin de Tours é mais conhecido como San Martin ou São Martinho e é um dos santos que tem mais igrejas, templos e capelas em sua homenagem no planeta. Somente em Girona na Espanha 50 igrejas o tem como padroeiro. Mas nao é nada porque na França ele tem cerca de 3500 paroquias com o seu nome, e é de longe o santo mais popular na França. A igreja de San Martin em Tours é hoje um santuário onde milhares vão em peregrinação no dia de sua festa.

 A devoção a São Martin é estendida a todo o mundo, mas França e Alemanha encabeçam a lista seguido de perto pela Espanha, Catalunha e Portugal.
 

São Martin e sua capa :

São Martin nasceu na Hungria no ano de 316 e foi educado em Pavai na Itália. Desde muito jovem tinha especial carinho pelos textos religiosos, mas aos 15 anos se viu obrigado e entrar para o exercito servindo a cavalo na guarda imperial e é neste período que surgiu a historia mais bela deste santo. Um dia de inverno muito frio a tropa entrou na cidade francesa de Amiens. Ali São Martin encontra um pobre semi nu que implora sua caridade, e nao tendo esmolas para dar São Martin sacou de sua espada e cortou a sua capa ao meio e deu a mesma para o pobre homem. Foi objeto de risadas e brincadeiras por parte de seus companheiros mas a ação caridosa foi docemente recompensada . A tradição conta que naquela mesma noite São Martin viu em sonhos Jesus Cristo vestido com o mesmo pedaço de pano que havia dado ao mendigo.

 Com isto converteu-se ao cristianismo, deixou o exército e retornou Pannonia onde sua mãe e outros foram convertidos por ele. Após anos de luta contra o "Arianismo" e sofrer perseguições dos hereges São Martin entrou para a Ordem de Santo Hilário de Poitiers e trono-se uma eremita em Ligugé cerca do ano de 360 e organizou a o primeiro monastério da França. Após uma década em Ligugé São Martin foi feito bispo de Tours em 371. Lá ele fundou a Abadia dos Marmoutier e lá viveu fazendo seus deveres episcopais. Ele convenceu as suas idéias ao usurpador Maximus Magno, em 388 na controvérsia Priscilliana. Mais tarde foi enviado a Roma e a Condes onde ele fundou outro centro religioso. Morreu no dia 8 de Novembro de 397. São Martin foi agraciado com muitos dons e graças e muitos milagres são atribuídos a sua intercessão.


Sua festa é celebrada no dia 11 de novembro.

Fonte: Cadê meu Santo