sábado, 25 de janeiro de 2014

III Domingo Depois da Epifania. “Dizei uma só palavra e meu servo será Curado” (Ev.)


Estes quatros domingos têm todos os mesmo intróitos, Gradual, Aleluia, Ofertório e Comunhão, e referem-se a todos igualmente a realeza de Cristo. Os dois milagres referidos no Evangelho de hoje tem ambos a mesma significação. O Primeiro é a cura de um leproso judeu. E Nosso Senhor quer que os príncipes dos sacerdotes constatem oficialmente o prodígio. O segundo é o do Centurião, dum pagão, que humildemente confessa sua indignidade e a sua fé. Todos os povos são convidados pois a tomar parte na herança do reino e no banquete da glória, em que a própria divindade será o pão de nossa alma. Filhos do reino de Deus, renovemos nossa fé na divindade de Cristo e proclamemo-la com atos de virtude e daquela caridade que constitui o grande mandamento e que São Paulo nos recorda na Epístola de hoje. “A graça na fé em Jesus diz Santo Agostinho, opera a caridade”. Que nada nos separe desta caridade, e que ela produza na nossa alma sentimentos de paz e de amor para com todos os homens.



Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos: Irmãos: Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.



Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus. Naquele Tempo: Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura. Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz... Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.



 Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

21 de Janeiro - Santa Inês, Virgem e Mártir

Entre as heroínas da Igreja primitiva, que derramaram o sangue em testemunho da fé é Santa Inês aquela a que os Santos Doutores da Igreja tecem os maiores elogios. São Jerônimo, em referência a esta santa, escreve: “Todos os povos são unânimes em louvar Santa Inês, porque vencendo a fraqueza da idade e o tirano, coroou a virgindade com a morte do martírio”. De modo semelhante se exprimem Santo Ambrósio e Santo Agostinho. Com Maria Santíssima e Santa Tecla, Santa Inês é invocada para obter-se a virtude da pureza.

Inês nasceu em Roma, descendente de família nobre. Logo que soube avaliar a excelência da pureza virginal, ofereceu-a a Deus, num santo voto. A riqueza, formosura e nobre origem de Inês fizeram com que diversos jovens, de famílias importantes de Roma a pedissem em casamento. A todos Inês respondia que seu coração já pertencia a um esposo invisível a olhos humanos. Do amor ao ódio é só um passo.

As declarações de amizade e afeto dos pretendentes seguiu-se a denúncia, que arrastou a donzela ao tribunal, para defender-se contra a acusação de ser cristã. A maneira por que o juiz a tratou para conseguir que abandonasse a religião, obedeceu ao programa costumeiro em tais ocasiões: elogios, desculpas, galanteios e promessas. Experimentada a ineficácia destes recursos, entravam em cena, imposições, ameaças, insultos, brutalidades. O juiz fez a Inês saborear todos os recursos da força inquisitorial da justiça romana.

Inês não se perturbou. Mesmo quando lhe mostraram os instrumentos de tortura, cujo simples aspecto era bastante para causar espanto ao homem mais forte, Inês os olhou com indiferença e desprezo. Arrastada com bruteza ao lugar onde se achavam imagens de deuses e intimada a queimar incenso, a donzela levantou as mãos puríssimas ao céu, para fazer o sinal da cruz. No auge do furor, vendo baldados todos os esforços e posta a ridículo sua autoridade, o juiz teve uma inspiração diabólica: de mandar a donzela a uma casa de pecado. Inês respondeu-lhe: “Jesus Cristo vela sobre a pureza de sua esposa e não permitirá que lh’a roubem. Ele é meu defensor e abrigo. Podes derramar o meu sangue. Nunca, porém, conseguirás profanar o meu corpo, que é consagrado a Jesus Cristo”.

A ordem do juiz foi executada e daí a pouco Inês se achava no lugar da prostituição. Dos diversos rapazes que lá estavam, só um teve o atrevimento de aproximar-se de Inês, com malignos intuitos. No momento, porém, em que ia estender a mão contra ela, caiu por terra , como fulminado por um raio. Os companheiros, tomados por um grande pavor, tiraram o corpo do infeliz e levaram-no para outro lugar. Não estava morto, como todos supuseram no primeiro momento, mas aos olhos faltou-lhes a luz. Inês rezou sobre ele e a cegueira desapareceu.

O juiz, profundamente humilhado com esta inesperada vitória da Santa, deu ordem para que fosse decapitada.

Ao ouvir esta sentença, a alma de Inês encheu-se de júbilo. Maior não podia ser a satisfação e a alegria da jovem noiva, ao ver aproximar-se o dia das núpcias, que o prazer que Inês experimentou, quando ouviu dos lábios do juiz o convite para as núpcias eternas com Jesus Cristo, seu celeste esposo. O algoz tinha recebido ordem para, antes de executar a sentença de morte, convidar a Inês para prestar obediência à intimação do juiz. Feito pela última vez Inês com firmeza o rejeitou. Ajoelhando-se, inclinou a cabeça, ao que parecia para prestar a Deus a última adoração aqui na terra, quando a espada do algoz lhe deu o golpe de morte. Os circunstantes, vendo este triste e ao mesmo tempo grandioso espetáculo, soluçavam alto.

Santa Inês completou o martírio aos 21 de janeiro de 304 ou 305. tendo apenas a idade de 13 anos. No tempo do imperador Constantino foi construída em Roma uma Igreja dedicada à gloriosa mártir.

Santa Inês é padroeira das Filhas de Maria, por causa da sua pureza Angélica. Os jardineiros também a veneram como padroeira, por ser o modelo perfeito da pureza, como Maria Santíssima, que é chamada “hortus conclusus”, horto fechado. É padroeira dos noivos, por ter-se chamado esposa de Cristo. Do nome Inês há duas interpretações, a grega e a latina. Inês em grego é Hagne, isto é, pura; em latim, agna significa cordeirinho. Na Igreja latina prevaleceu esta interpretação. Dois dias depois da sua morte, a mártir apareceu a seus pais, acompanhada de um grupo de virgens, tendo ao seu lado um cordeirinho. Santo Agostinho admitia as duas interpretações. “Inês, diz ele, significa em latim um cordeirinho e em grego, a pura”. – No dia da festa desta Santa, na sua igreja em Roma são apresentados e bentos cordeirinhos, de cuja lã são confeccionados os “palliums” dos Arcebispos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

20 de Janeiro - São Sebastião, Mártir - PADROEIRO PRINCIPAL DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO






São Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus foi martirizado. É uma pena que só se pode saber de sua história através das atas de seu martírio que foram escritas dois séculos mais tarde. Em quase todas as atas de martírios de santos e santas, os escribas tinham ordens de colocarem muitos detalhes do martírio e dar pouca ênfase ao martirizado.(isto era para assustar os futuros cristãos visto que as atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio, e na biblioteca de Roma).

Um soldado do exército, nosso santo nasceu em Narbona, França, no final do seculo III e desde muito pequeno seus pais mudadaram para a Milao onde cresceu e foi educado. Seu pai era millitar e nobre e ele quiz seguir a carreira do pai, chegando a ser capitão da primeira corte de guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas. Sua dedicação a sua carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Cumpre recordar que o império romano na época era governado no, oriente por Diocleciano e no ocidente por Maximiano. Maximiano ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados.


Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.



Maximiano empreendeu uma depuração de elementos cristãos nas forças armadas expulsando todos os cristãos de seus exércitos. Cabe dizer que o soldado do exercito romano era voluntário. Só era obrigatório servir, os filhos de militares, como era o caso do nosso Sebastião. Quando um soldado o denunciou. Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.

Ante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar as suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte. Mas Maximiano ordenou a sua morte de maneira a mais desumana. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem! Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte.


Irene, uma mulher cristã, providencial, que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, foram ao local onde estava o santo, e com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo.


O desamarraram e Irene o escondeu em sua própria casa e curou as suas feridas. Passado um tempo, nosso querido santo, já curado, quiz continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado. Maximiano não deu ouvidos os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte.


Outra versão conta que ele foi morto a pauladas e boladas de chumbo em 303DC e o Imperador ordenou que ele fosse jogado em um fossa de modo que os cristãos não o encontrassem.


Mas mais tarde Sebastião apareceu para uma cristã chamada Lucina e disse a ela :" em certo poço você me encontrará pendurado por um gancho e você deve me enterrar nas catacumbas dos apóstolos".


Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que Sebastião ordenou.
Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica.


Ele foi martirizado no ano de 287 DC. 


Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião. Na imagem acima uma foto de uma pintura (Museu de Pushkin) mostrando Irene curando as feridas de São Sebastião.


A Irene que cuidou de São Sebastião, é a Santa Irene cuja festa é celebrada no dia 30 de março.







Sua festa é celebrada no dia 20 de janeiro.



sábado, 18 de janeiro de 2014

II Domingo Depois a Epifania “Jesus transforma a água em vinho nas bodas de Cana”(Ev.)


Fiel as Promessas que fizera a Abraão, Deus enviou o seu Filho para resgatar o povo eleito, que não circunscrevia à orbita judaica somente mas compreendia os homens de todos os lugares e de todos os tempos, Jesus é, pois, aquele Rei que a terra toda deve adorar e servir. Havendo sido convidado às núpcias em Cana, diz Santo Agostinho, aceita o convite para nos revelar o profundo mistério que nelas se encobre e que é a união de Cristo com sua Igreja. Todos os Padres são Unânimes em ver neste milagre aí operado, além da confirmação da missão redentora de Cristo, o símbolo da Eucaristia e da Aliança que Jesus Cristo estabeleceu com as almas e selou com o sinete do seu sangue e a qual se consuma na sagrada comunhão. São as núpcias divinas na terra, prelúdio das eternas do Céu. Éramos água e Cristo fez-nos vinho, vinho novo, duma vinha que é também nova e que foi regada com o sangue do homem-Deus. Diz São Tomás de Aquino que a conversão da água em vinho é símbolo da transubstanciação, milagre tamanho, que faz do vinho eucarístico o sangue da aliança de paz que Deus estabeleceu com a sua Igreja.





Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (12, 6-16): Irmãos: Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.





Continuação do Santo Evangelho segundo São João (2,1-11): Naquele tempo: Celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.





Fonte: (Missal Cotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre Beneditino da Abadia de Santo Andre – 1950)

18 DE JANEIRO CÁTEDRA DE SÃO PEDRO EM ROMA




Cátedra de São Pedro em Roma
Postado por Elias, O Profeta

A festa da cadeira de Pedro tem por objetivo reivindicar a primazia universal do Príncipe dos Apóstolos e conserva apenas uma relação longínqua com a cadeira, sede material, que se venera na abside da Basílica Vaticana, como símbolo da autoridade suprema do Bispo de Roma.

Constituído por Cristo como chefe visível da Igreja, São Pedro, com os seus sucessores, são depositários do poder de ligar e desligar e conseqüentemente detentores da realeza de Cristo no mundo. O Evangelho da missa recorda-nos o episódio da confissão de São Pedro e da resposta de Cristo, com base e prova das prerrogativas do Chefe da Igreja. Quase toda a missa se pode dizer a afirmação contínua desta primazia. A Epístola é o primeiro capítulo do qual São Pedro escreveu de Roma aos fiéis da Ásia. A Igreja que trouxe sempre juntos os nomes dos dois grandes Apóstolos faz memória de São Paulo na missa de vésperas.

Onde está Pedro aí está a Igreja de Cristo. Quem não está sob Pedro está fora da "arca", fora da Igreja de Cristo, longe dos sinais de salvação e purificação do Senhor. Peçamos então, caros irmãos, a conversão dos que estão fora da Igreja do Senhor, para que Deus os ilumine com a luz da verdade, os restaurando e os submetendo a hierarquia constituída por Cristo Nosso Senhor.


Epístola

Leitura da Epístola de São Pedro Apóstolo (I Pedro 1, 1-7). Irmãos: Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são estrangeiros e estão espalhados no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia eleitos segundo a presciência de Deus Pai, e santificados pelo Espírito, para obedecer a Jesus Cristo e receber a sua parte da aspersão do seu sangue. A graça e a paz vos sejam dadas em abundância. Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus; para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos. É isto o que constitui a vossa alegria, apesar das aflições passageiras a vos serem causadas ainda por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé (mais preciosa que o ouro perecível, o qual, entretanto, não deixamos de provar ao fogo) redunde para vosso louvor, para vossa honra e para vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar.


Leitura do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (16,13-19): Naquele tempo: Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não revalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

15 de Janeiro, Santo Amaro, Abade

Conhecido no Brasil como Santo Amaro.

São Mauro foi um discípulo de São Benedito. Seu pai era um nobre romano de nome Equitius colocou o menino Maurus de 12 anos aos cuidados de Benedito de Nursia ( conhecido no Brasil como São Bento) em 522DC ,quando este estava ainda em Subiaco. O jovem cresceu obediente a regra de São Benedito e um modelo de monge.
São Gregório, o magno, conta a historia de Plácido, um companheiro monge, filho de um senador de nome Tertulius que caiu no lago quando foi buscara água e foi carregado pela correnteza. Orando em sua cela, São Benedito viu o fato em espirito, e enviou Maurus para salva-lo. Maurus obedeceu imediatamente e é dito que Maurus andou sobre as águas sem notar o fato e pegou Plácito pelos cabelos sem se afogar. Maurus atribuiu o milagre as orações de São Benedito, mas o santo abade dizia que o milagre era devido a obediência do discípulo.

Diz a tradição que Tertulius deu a Benedito o terreno em Monte Cassino onde ele construiu o seu primeiro monastério, em agradecimento a ter salvo seu filho Plácido.

Quando Benedito foi para Monte Cassino por volta de 525 ele deixou Maurus encarregado dos monastérios em Subiaco. A lenda diz que São Maurus foi o fundador e Abade do Mosteiro de Glanfeuil na França.

São Maurus é representado arte litúrgica da Igreja como um jovem beneditino andando sobre as águas para salvar Plácido; também é mostrado como um Abade beneditino, um livro e o báculo pastoral.

São Mauro faleceu em 580 DC de causas naturais.

Ele é invocado contra resfriados.

Sua festa é celebrada no dia 15 de janeiro

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

13 DE JANEIRO - COMEMORAÇÃO DO SANTO BATISMO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO








Do antigo ofício que se rezava neste dia e que nos recordava o batismo do Senhor e a manifestação de sua divindade restam-nos hoje somente a oração e o evangelho. O mais é a missa da Epifania. Neste tempo vemos aparecer de novo a figura de João Batista, que desempenhara papel relevante na liturgia do Advento. O Messias que anunciara chegou e começará em breve a vida pública de reparação e redenção do homem caído e arruinado pelo pecado e pelos caminhos de desvio que andava fora da casa paterna. João, que vira o Espírito Santo Descer sobre ele e que tinha ouvido o Pai declará-lo solenemente seu Filho vai, entes de de sumir na penumbra dos cárceres de Herodes  presta-lhe o último testemunho de fé. Vai proclamar diante te de Israel incrédulo que este é aquele que tira o pecado do mundo e batiza no Espírito Santo.

Jesus santificou com o contato de seu corpo santíssimo nas águas do Jordão, para que os de que futuro fossem mergulhados na água do batismo, se santificasse na água e no Espírito Santo (São Gregório de Naz.)

Epístola

Leitura do profeta Isaías (60, 1-6): Eis o que diz o Senhor Deus: Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.



Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (1, 29-34): Naquele tempo: No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel. (João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.) Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus.

 Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 11 de janeiro de 2014

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA E Iº DOMINGO APÓS A EPIFANIA "Jesus veio a Nazaré e vivia sujeito a eles" (Ev.)










"Não era a caso conveniente, diz São Leão, celebrar o nascimento real do filho do Pai Eterno, a casa de Davi, e os nomes gloriosos dessa antiga linhagem? Mas é mais doce ainda recordar a pequena casa de Nazaré e a humilde existência que aí se passa; é mais doce celebrar a vida obscura de Jesus. É aí que o divino infante se exercita no humilde ofício de José, aí, na sombra, cresce em idade, mostrando-se feliz por partilhar dos trabalhos de São José.

Que o suor, diz ele, banhe dos membros antes de os inundar a efusão do sangue do Redentor, que a mortificação do trabalho, sirva também de expiação para o gênero humano. Junto do Menino se encontra sua Mãe terna, junto do esposo a esposa dedicada. Como ela se julga feliz em poder aliviar, com efetuosos cuidados, as suas fadigas!". "Ó vós que não fostes isentos nem de preocupações e nem de trabalhos, e que conhecestes o infortúnio, olhai para os desgraçados que lutam contra as dificuldades da vida e se vêm na indigência".
Na humilde casa de Nazaré, Jesus, Maria e José santificam a vida familiar pelos exercícios das virtudes dolmética. Praticaram a a humildade, a paciência, a moderação, a ajuda mútua, a caridade, o respeito e a obediência, de que nos falam a Epístola e Evangelho da missa. Vivendo sempre no recolhimento da oração, encontraram alegria e paz. Oxalá a grande família que é a Igreja e cada lar cristão pratique na terra as virtudes que praticou a Sagrada Família a fim de que possa viver um dia em sua santa companhia no Céu.

Todo o judeu, depois dos doze anos, devia celebrar  anualmente em Jerusalém as grandes festas litúrgicas de Israel, a Páscoa, o Pentecostes e os Tabernáculos. A liturgia deste período, que nos vem apresentando desde o presépio a Infância do Salvador, faz-nos hoje subir a escarpa da cidade santa e contemplar o templo divino o divino infante no templo a interrogar, com doze anos apenas, os escarnecidos e os sapientes doutores da lei. E não foi isto diz Santo Ambrósio, sem um alto e profundo designo da providência. Queria ensinar por este modo aos doutores e a todos nós que, três dias após a tragédia do calvário, aquele que morrera para a redenção do mundo e que todos julgavam morto havia de ressuscitar e de se impor a nossa fé, sentado num trono de glória, como caminho, como verdade, como vida.

Deste pensamento, que domina toda a liturgia de hoje, podemos deduzir salutares princípio de renovação cristã. Todos sabemos muito bem que pela fé formamos um só corpo em Jesus Cristo. Ora para ocuparmos o lugar que nos compete como órgãos eficientes no corpo de Jesus Cristo, devemo-nos integrar evidentemente, antes de mais nada, no pensamento superior que dirige este corpo, compenetrarmo-nos da sabedoria de Jesus Cristo. E o pensamento de Jesus, tão clara e admiravelmente expresso na pobreza do presépio, na humildade da vida oculta, na caridade da vida pública e na abnegação do Gólgota, foi nos condessado pelo mesmo salvador naquela pequenina frase do Evangelho lida hoje: "É necessário que eu viva ocupado das coisas do meu Pai".

Esta sabedoria celeste escapa de certo a rudeza do nossos entendimento. Contrariando os instintos da carne em virtude da penitência e das renúncias que nos impõe indo por vezes até o ponto de sacrificar as nossas aspirações mais legítimas, estamos longe de compreender  o que ela envolve de providencial e de profundo: "E não compreenderam o que lhes dizia". Resta-nos seguir aqui e sempre o exemplo de Maria: "que conservava todas estas coisas dentro de seu coração"; e, meditando na atitude que o Senhor tomou no templo pedir a Deus a sabedoria para ver o que nos convém e força e vida para o cumpri.

Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses (3,12-17). Irmãos: Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Epístola (Leitura do I Domingo Após a Epifania)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos (12, 1-5). Irmãos:Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu. Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.


Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (2, 42-52) : Naquele tempo: Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

06 DE JANEIRO - SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR








SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
Postado por Elias, O Profeta 

A festa da Epifania que, antes de ser introduzida em Roma, já existia nas Igrejas do Oriente e em algumas do Ocidente, parece ter sido sua origem uma festa do Natal; o dia 06 de janeiro era para essas Igrejas, pouco mais ou menos o que o Natal de 25 de Dezembro, era para a Igreja de Roma.

Introduzida em Roma na segunda metade do século IV, a festa da Epifania tornou-se como que o complemento do Natal. A Igreja celebra hoje a manifestação de Nosso Senhor ao mundo inteiro e o grau de esplendor do mistério da Encarnação. São Leão e com ele toda a tradição cristã viu que nos reis magos, que pressurosos correm aos pés de Cristo, as primícias da gentilidade: eles trazem atrás de si todos os povos da Terra e, por isso, o mistério da Epifania, manifestação de Cristo ao mundo, abarca toda a história do mundo; é um mistério que os magos indicaram o começo, mas que continua a se desenrolar a medida que a Igreja se expande.

É este o sentido da grandiosa profecia de Isaías que a Igreja nos apresenta ao mesmo tempo na Epístola e nas lições das orações de Matinas. São Leão não deixa de se referir a este ponto. São ainda os frutos e conseqüências do mistério da Encarnação do Verbo que a Igreja canta na Antífona do Magníficat de 2ª Vésperas do Breviário Romano, ajuntando a vocação dos magos a sua união com Cristo, prefigurado pelas bodas de Cana, e o batismo dos seus filhos, anunciado pelo Senhor nas águas do Jordão.


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dia 

20

De Abril

Epístola

Leitura do profeta Isaías (60, 1-6): Eis o que diz o Senhor Deus: Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.


Evangelho da Festa:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (2, 1-12): Naquele tempo: Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2). Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

Feliz dia de Santos Reis!

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 4 de janeiro de 2014

FESTA DO SANTÍSSIMO NOME DE JESUS





A Igreja revela-nos as grandezas do Verbo incarnado, cantando as glórias do seu Santo Nome.

Era por ocasião do rito da circuncisão que os Judeus impunham o nome aos filhos; por isso a Igreja vai buscar hoje o Evangelho da festa da Circuncisão fazendo realçar as últimas palavras: "E foi-lhe dado o nome de Jesus, nome que já o anjo lhe havia dado antes de ser concebido no seio da Virgem". O nome Jesus significa Salvador, e diz São Pedro, que não foi dado aos homens outro nome, pelo qual nos possamos salvar.


É ao nome de Jesus, diz São Bernardo, que os coxos andam, que os cegos vêem e que os surdos ouvem. A pregação do nome de Jesus é a luz do mundo, o unguento que unge, reconforta e sustenta. O nome de Jesus é mel para os lábios, melodia para os ouvidos e alegria para o coração". Que durante a nossa vida ele nunca nos saia dos lábios para termos um dia a alegria de vermos o nosso junto do Dele inscrito no Céu.


As primeiras origens desta festa remontam o Século XVI em que eram Celebrada na Ordem de São Francisco. Em 1721, Inocêncio XIII, estendeu-a ao mundo inteiro.

Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (8, 4-12 ): Naquele tempo: Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.


Evangelho da Festa:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (2, 21): Naquele Tempo: Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

1º DE JANEIRO – SOLENIDADE DA CIRCUNCISÃO DO SENHOR (OITAVA DO NATAL)





Aliturgia deste dia celebra três festas. A primeira é que os antigos sacramentários designavam sob o título de Oitava do Senhor. É realmente, na sua maior parte uma missa de oitava a missa celebrada hoje.

Celebrava-se outrora na basílica de Santa Maria Maior uma segunda missa em honra da Mãe de Deus. Resta dela um vestígio nas orações da missa, retiradas da missa votiva de Nossa Senhora. São particularmente belas as antífonas de vésperas e a preferência por elas dadas a Santíssima Virgem revela a delicada atenção da Igreja em reconhecer quanto deve a mãe do Senhor.

Finalmente a terceira festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI. Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado "pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor"(Santo Ambrósio).
 
Epístola


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Tito (2, 11-15). Irmãos: Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!

Evangelho da Festa:
 
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (2, 21): Naquele Tempo: Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.
 
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.