quinta-feira, 31 de julho de 2014

Santo ofício: Qual a origem do nome Jeová?

Jeová

Muitas vezes somos abordados pelos chamados "TESTEMUNHAS DE JEOVÁ". Eles procuram nos convencer de que o Nome de Deus é Jeová, e que é muito importante tratá-LO por este nome. Além disso, eles têm outras doutrinas exóticas, que não cabe neste artigo tratar; entre outras coisas, eles dizem que Jesus não é Deus...

De onde veio este nome, "Jeová"?

Quando Deus Se revelou a Moisés, este perguntou a Ele qual o Seu nome. Deus respondeu: Eu sou O que sou (tradução da Vulgata pelo Pe. Mattos Soares). Este nome, traduzido como "Eu sou O que sou", é uma tradução do hebraico, do chamado Tetragrama, o Nome Inefável de Deus. É uma palavra hebraica com quatro letras : (Yud-Hei-Vav-Hei).

Esta palavra é uma forma arcaica do verbo "Ser" em hebraico. Devemos notar que o hebraico normalmente não apresenta o verbo "ser" no presente, já que apenas Deus É. Assim, em hebraico, dizemos "eu brasileiro", não "eu sou brasileiro", "Maria linda moça", não "Maria é uma linda moça".

Os judeus sempre tiveram um saudável respeito ao nome de Deus. O Tetragrama nunca é pronunciado pelos judeus; apenas o Sumo-Sacerdote, uma vez por ano (no dia de Yom Kippur), entrava no Santo dos Santos do Templo e sussurrava o nome. Isto era visto como algo extremamente perigoso, e na verdade o era.

O Sumo-Sacerdote entrava no Santo dos Santos com uma corda amarrada no pé, para ser puxado para fora em caso de morrer lá dentro, o que certamente ocorreria se ele estivesse impuro. Foi esse aliás o fim de muitos Sumo-Sacerdotes judeus.

Para evitar pronunciar o nome de Deus, os judeus, ao lerem as Escrituras, pronunciam no lugar do Tetragrama a palavra "Adonai", que significa "Senhor". Aliás esta também é a Tradição católica; qualquer tradução católica mais antiga da Bíblia usará "O Senhor" quando no texto hebraico encontramos o Tetragrama, e "Deus" quando encontramos o Nome "Elohim" (outro nome de Deus, designando a Sua Misericórdia, como o Tetragrama designa a Sua Justiça).

Mas o respeito dos judeus vai mais longe; eles não usam a palavra "Adonai", ou sequer a palavra "Elohim" ao falar de Deus fora da oração. Se for necessário traçar a diferença entre uma e outra (como ao comentar a oração ou um texto bíblico), eles dizem "Adokai" ou "Elokim".

Ao tratar de Deus em outras ocasiões, normalmente são usadas as expressões "Cadoch Barurrú" (que pode ser traduzida como "O Santo, louvado seja Ele") ou simplesmente "Rachem", que significa "O Nome". Estas pronúncias são transliterações para o sotaque carioca, com "R" soando aspirado, como o "H" em inglês.

O resultado disso é simples: a verdadeira pronúncia do Nome de Deus foi perdida. Como a língua hebraica não tem vogais (elas são escritas apenas em textos bíblicos, não em jornais ou livros, e são sinais parecidos com nossos acentos, colocados embaixo, em cima e ao lado das letras), qualquer tentativa de pronunciar o Nome de Deus é apenas uma suposição. Pode ser uma suposição educada, lendo-se o Tetragrama como normalmente seriam lidas as sílabas que o compõem em outras palavras, mas será sempre uma suposição.

Para evitar que alguém lesse por engano o Nome de Deus na oração (ao invés de substituí-lo por "Adonai"), os judeus normalmente escrevem as vogais da palavra "Adonai" com as consoantes do Tetragrama. Assim, o Tetragrama aparece cercado por sinais que são as vogais de "Adonai".

O heresiarca Martinho Lutero, ao fazer a sua tradução da Bíblia no século XVI, pegou um texto hebraico que continha justamente estas vogais em torno das consoantes do Tetragrama, e criou uma palavra que é na verdade composta pelas vogais de "Adonai" combinadas com as consoantes do Tetragrama: Jeová.

Assim, pela ignorância dos costumes judeus, foi introduzido como sendo o nome de Deus algo que na verdade é apenas uma mistura de duas palavras, sendo uma delas o Nome de Deus e a outra uma expressão que significa "O Senhor".

Lutero foi o fundador do protestantismo, e seus discípulos diretos e indiretos levaram adiante este nome falso, que acabou por ser aceito por muitos como sendo a pronúncia correta do Nome de Deus. Os "TESTEMUNHAS DE JEOVÁ" são simplesmente um ramo do protestantismo que levou às últimas consequências este engano, e dedica-se a propagar pelo mundo este erro de tradução.

Surge então a questão: como deveria ser pronunciado o Nome de Deus?

Se procurarmos a suposição mais bem fundada, pronunciaríamos "Iavé", ou "Javé" (a maior parte das palavras que começam com um som de "I" em hebraico têm som de "J" em outras línguas, como "Irruchaláim", em português Jerusalém). Mas o melhor mesmo é nos atermos à tradição da Igreja e dizer sempre "O Senhor", ou, melhor ainda, Jesus, o Nome acima de qualquer outro nome.

O importante não é pronunciarmos corretamente O Nome, mas sim O glorificarmos por nossos atos e palavras:

Pai Nosso, que estás no Céu, Santificado seja o Vosso Nome...

Carlos Ramalhete

Fonte: Pergunte e responderemos

sábado, 26 de julho de 2014

VII Domingo depois de Pentecostes "Pelos frutos conhece a qualidade da árvore" (Ev.)



As lições do Breviário terminam hoje a história do Rei Davi e começam a contar a história do rei salomão. Ao ascender ao trono de seu Pai, Salomão pediu a Deus que lhe desse sabedoria necessária para discernir o bem do mal e conduzir seu povo no caminho da justiça. E Deus respondeu-lhe: "Porque isto me pedes, porque não me pedes uma vida longa e venturosa, nem riqueza, nem a morte dos inimigos, mas apenas inteligência para praticar a justiça, farei o que tu queres. Dar-te-ei um coração tão sábio como nunca existiu sobre a face da terra. E dar-te-ei mais isto que não me pediste: Terás Glória e riqueza a tal ponto, que não se achará nenhum semelhante a ti em todos os séculos passados. E se andares nos meus caminhos e guardares os meus mandamentos como fez o teu pai Davi, Eu prolongarei os teus dias." E a promessa de Deus cumpriu-se, Salomão tornou-se um monarca poderoso e sábio, cuja a aliança era desejada pelos povos vizinhos. Rei pacífico, Salomão é a figura de Cristo, o príncipe da paz, proclamado pelas nações; sábio entre os sábios, pré anunciará a vinda do filho de Deus, a sabedoria incarnada que virá estabelecer finalmente e definitivamente a separação do bem e do mal e guiar seu povo nos caminhos do altíssimo. Melhor que Salomão ensinou Jesus a Sabedoria verdadeira que nos legou no evangelho e na palavra de sua esposa a Igreja. 


É extremamente necessário e indispensável que para entrarmos no reino dos céus, saber e amar de corpo e alma esta santa doutrina. A Epístola e o Evangelho deste domingo nos irá confirmar tal afirmação: "Não é aquele que diz Senhor, Senhor, que entrará no reino dos Céus, mas o que fizer a vontade de Deus". E São Paulo procura convencer-nos da mesma verdade e da necessidade para todos impreterível de pertencer a Cristo sem reservas e de lhe ser fiel até a morte.  E neste ponto Davi e Salomão são para nós uma lição ao mesmo tempo terrível e consoladora. Salomão não perseverou, foi infiel ao Senhor e a sua glória, ainda que deslumbrante, não tardou em diluir-se no vácuo onde se erguera. Faltou-lhe a consistência. Davi, não obstante o seu pecado terrível, é maior, porque chorou amargamente, e foi sincera sua conversão e sua piedade e até hoje inspira a piedade das almas santas. Peçamos a Deus que nos guie nos caminhos de sua justiça e que aparte de nós tudo o que nos pode causar dano e nos conceda tudo o que nos pode servir de auxílio.

Jesus nos advertiu contra os falsos profetas que iriam surgir ao
longo da história para preparar o caminho do anticristo


Leitura da Epístola:



Leitura da Santa Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (6,19-23) - Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus (7, 15-21): Naquele tempo disse Jesus: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado: Nossa Senhora dos anjos

A pouca distância da cidade de Assis, Itália, em uma espaçosa planície está situada a igreja de Nossa Senhora dos Anjos. 

A primeira ermida, foi construída no ano de 352, por quatro peregrinos vindos de Jerusalém, veneravam ali uma relíquia do túmulo da Santíssima Virgem, dedicada a Maria Assunta ao céu pelos anjos, e daí derivou o título, Santa Maria dos Anjos. Diz a lenda, que nas vésperas de algumas solenidades, desciam de noite numerosos coros de anjos que cantavam aleluias e muitas vozes e faziam grandes festas.

Por essa razão era conhecida desde tempo imemoriável como Santa Maria dos Anjos. Chamava-na também de Porciúncula, porque, conforme a tradição os beneditinos tinham vivido ali antes de se instalar no Monte Subásio, e lhes haviam dado uma pequena porção de terra para o cumprimento de suas obrigações monásticas.

A Basílica de Santa Maria dos Anjos de imponentes dimensões, é a sétima em ordem de grandeza entre as igrejas cristãs. 

Em março de 1569 foi colocada a pedra fundamental, pelo bispo de Assis Filippo Geri, da majestosa Basílica de Santa Maria dos Anjos, que por vontade do papa Pio V, abrigaria em seu interior a capela da Porciúncula. 

O projeto foi feito pelo arquiteto perugiano Galeazzo Alessi. A construção terminou somente em 1679. Com o terremoto de 1832 ficou totalmente danificada, porém, saíram ilesas a cúpula e a Capelinha da Porciúncula. Foi reconstruída por Luigi Poletti. Em 1930 foi colocada a estátua áurea de Nossa Senhora dos Anjos, obra do escultor Colasanti. 

No interno da Basílica há três naves, de uma grande beleza e harmonia, e uma série de capelas laterais. No centro debaixo da cúpula, se encontra a Capela da Porciúncula, decorada externamente com pinturas de Andréa d'Assisi. No teto um tabernáculo gótico, renovado depois do terremoto de 1832.

A construção de uma grandiosa basílica a Nossa Senhora dos anjos responderia ao desejo de englobar a pequena capela e os outros ambientes onde Francisco viveu, num único ambiente. E ser capaz de conter maior quantidade de peregrinos em visita a Porciúncula, restaurada por São Francisco a primeira capela de Santa Maria dos Anjos que o santo recebeu dos beneditinos de Subásio. Estão ali também o primeiro convento, e a capela do Trânsito, lugar onde São Francisco morreu em 4 de outubro de 1226.

Frei Tomás de Celano, primeiro biógrafo de São Francisco, narra o amor do santo para com aquele local dedicado à Nossa Senhora chamado "Porciúncula", que quer dizer "Pedacinho": "O santo teve uma preferência especial por esse lugar, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem na humildade e na extrema pobreza.

A Porciúncula, conserva todo o frescor da primitiva austeridade franciscana. As pedras recordam as mãos frágeis do restaurador Francisco de Assis. Milhões e milhões de pessoas se prostraram aqui para encontrar a paz e o perdão na grande indulgência da Porciúncula. Os peregrinos que chegam à porta da grande Basílica de Santa Maria dos anjos, se sentem atraídos pela pequena igreja, que está bem no coração do santuário.

Foi naquela capela que Francisco recebeu a célebre indulgência do "Dia do Perdão", celebrado anualmente a 2 de agosto. A festa do Perdão é ainda hoje uma da mais importantes da Ordem Franciscana. Esta indulgência foi estendida à toda Igreja Católica pelo Papa Pio XII. 
Diz a história: Uma noite do ano 1216, Francisco estava em profunda contemplação na pequena igrejinha da Porciúncula, quando improvisamente apareceu uma grande luz e Francisco viu sobre o altar Cristo revestido de luz e a sua direita a Mãe Santíssima cercada por uma multidão de anjos. Francisco adorou em silêncio com o rosto por terra o seu Senhor. 
- Pede o que deseja para a salvação das almas, disse Jesus.
A resposta de Francisco foi imediata.
- Santíssimo Pai, eu sei que sou um miserável e pecador, te peço para que todos os penitentes que se confessarem e irem visitar esta igreja seja lhes concedido amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todos as culpas.
Aquilo que tu me pedes, Francisco, é grande, lhe disse o Senhor. Porém de coisas maiores tu és digno e as terás. Acolho portanto, o teu pedido, mas quero que tu peças ao meu vigário na terra, de minha parte, esta indulgência

E Francisco se apresentou ao papa Onório II, que se encontrava em Perúgia e com simplicidade lhe contou a visão que tivera. O papa o escutou com atenção e depois de certa hesitação, lhe perguntou: Por quantos anos quer esta indulgência? Santo Padre, não peço anos, mas "almas" respondeu Francisco. E, feliz saiu apressado, mas o papa o chamou de volta e disse: Como, você não quer um documento? Santo Padre, para mim basta a vossa palavra! Se esta indulgência é obra de Deus, ele se encarregará de manifesta-la, eu não preciso de nenhum documento. Este documento deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o tabelião e os anjos as testemunhas.

Uns dias mais tarde, junto com os bispos da Úmbria, disse chorando ao povo reunido na Porciúncula: "Irmãos meus, quero mandar-vos todos para o Paraíso"!

No Brasil existem muitas paróquias e templos dedicadas a Nossa Senhora dos Anjos

Fonte: Paulinas

sexta-feira, 25 de julho de 2014

25 de Julho - São Cristóvão, Mártir


Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!

Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros).

As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.

Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.

Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.



Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.


25 de Julho - OS QUATORZE SANTOS PATRONOS

São designados pela liturgia pelo epiteto comum de Santos Patronos. Quatorze santos célebre pela eficácia de sua intercessão. Representados Ordinariamente juntos. a devoção do povo a estes santos tão compassivos e com necessidades dos homens tomou origem a maior parte das vezes em algum mosteiro célebre que possuía suas relíquias. Todos exceto São Gil que sofrera o martírio. O culto de alguns como São Jorge, São Cristóvão, Santa Bárbara, Santa Catarina e de Santa Margarida, espalharam-se muito durante a idade média e deu origem aos novos costumes e divertimentos populares. O nome deles ainda conservam grande popularidade:

São Jorge: Padroeiro dos Soldados

Santo Erasmo: Advogado das dores do ventre e dos viajantes do mar

São Brás: Advogado dos males da garganta

São Pantaleão: Patrono dos médicos

São Vito: Contra os animais peçonhentos

São Cristóvão: Padroeiro dos motoristas

São Dionísio: Contra as possessões diabólicas

São Ciríaco: Contra as doenças dos olhos e possessões

São Acácio: Contra as dores de Cabeça

Santo Eustáquio: Contra o fogo temporal e eterno

São Gil: Contra Epilepsia, Esquizofrenia e os males e medos da noite

Santa Margarida: Contra as dores de rins e pelas mulheres em trabalho de parto

Santa Bárbara: Contra os Raios e a morte repentina

Santa Catarina de Alexandria: Padroeira dos filósofos
oradores e advogados.
 Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

25 de Julho - FESTA DE SÃO TIAGO APÓSTOLO






Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor".

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras.

Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Mais tarde, voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte.

O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de são Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível.

Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a são Tiago, o Maior, com isso a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé.

Essa rota, conhecida como "caminho de Santiago de Compostela", foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi venerar as relíquias do apóstolo são Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.



Catedral de São Tiago de Compostela - Espanha


Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

Fonte: Paulinas

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Santo Ofício: Desmascarando as Testemunhas de Jeová - "EU FUI TESTEMUNHA DE JEOVÁ"

4. "É PROIBIDO. . ."
A maioria dos membros da seita são pessoas simples, modestas, que facilmente podem ser direcionadas. A fim de as explorar ao máximo, a Organização lhes impõe uma disciplina férrea, marcada por proibições e imposições. Estas normas têm o efeito psicológico de fazer crer às TdJ que são diferentes dos demais homens e, assim, se caracterizam como os únicos e verdadeiros adoradores de Deus na única religião verdadeira.
São mais de cinqüenta as proibições que cerceiam uma TdJ. Sejam aqui citadas as principais:
1) A TdJ não pode ser cantor(a), jogador de futebol ou praticante de atletismo. — Por isto o famoso tenor de ópera, chamado V.A., teve que abandonar a carreira para ser Testemunha.
É preciso renunciar também à música popular, pois esta leva a "adorar astros ou estrelas", além do quê tem letra "Bossa Nova" ou semelhante ou talvez esteja relacionada com algum Credo religioso falso.
2)   Não é permitido vender ou comprar bilhetes de loteria. — O jogo por dinheiro é condenado. Por isto nem os deficientes físicos recebem autorização para ser vendedores de bilhetes, se querem ser TdJ.
3)   É proibido fumar. Quem fuma, está sujeito à excomunhão.
4)   É proibido celebrar aniversário natalício. — Na Bíblia os dois únicos aniversariantes mencionados tornaram-se homicidas no dia do seu aniversário; assim o Faraó do Egito (cf. Gn 40, 20-22) e Herodes o Grande (cf. Mc 6,17-29).
5)   Não se deve celebrar aniversário de casamento.
6)   Não se deve brindar alguém levantando uma taça de vinho ou champagne, pois isto lembra as oferendas feitas a deuses pagãos.
7)   Não se deve celebrar o Natal, pois este é tido como festa pagã.
8)   As TdJ não devem casar-se "fora do Senhor" ou com quem não seja Testemunha.
9)   As TdJ não devem assistir a cerimônia de casamento que não seja de Testemunhas, mesmo que se trate de familiares seus.

10)  Também os bailes são proibidos, por terem origem pagã.
11)  Não é lícito apoiar Olimpíadas ou delas participar, porque estão relacionadas com as antigas celebrações gregas pagãs.
12)  Não jogar xadrez, pois este é um jogo de guerra, que teve origem há 1.400 anos. O tablado do xadrez foi a arena para batalhas entre cortes de reis e exércitos.
13)  Não se deve dar esmola aos mendigos. Motivo: há bandos de mendigos "profissionais" que recorrem a todos os artifícios para parecer carentes e suscitar a compaixão. A generosidade cristã se deixa orientar por 2Ts 3,10: "Se alguém não quer trabalhar, também não coma".
14)   Não usar trajes de luto quando morre um ente querido. — O cristão não se deve afligir pelo falecimento de pessoas amadas.
15)   As crianças nas escolas não devem saudar a bandeira nem participar de competições esportivas. Quando se canta o hino nacional, não se devem levantar em sinal de respeito. — A reverência às insígnias da pátria (bandeira, hino) é homenagem ao Estado. Ora todo Estado se acha sob a influência do Maligno.
16)   É proibido tomar parte ativa ou passiva em eleições civis ou políticas, pois a política também está sob o signo do Maligno.
17)   Não se devem apoiar campanhas caritativas, pois estas geralmente estão ligadas a uma falsa religião, parte da Grande Babilônia.
18)   Não se pode aceitar transfusão de sangue, nem quando a recusa ameaça de morte. — Com efeito, dizem, o sangue é a vida, e a vida pertence a Deus só; cf. Gn 9,4; Dt 12, 16-23; SI 30,10.
19)   Não se deve trabalhar em prol de alguma outra religião. — Alguém que aceita um emprego em alguma organização religiosa não jeovista, passa a fazer parte dela; adere à Grande Babilônia e deve ser expulso da Organização das TdJ.
20)   Não é lícito praticar a caça ou a pesca por mero amadorismo. — O protótipo do caçador é Nemrod (cf. Gn 10,9), que caçava para passar o tempo, conforme uma lenda popular.
21)   Não é permitido alimentar amizades muito estreitas por causa do perigo de favoritismos e sectarismo.
22)   Quanto a presentes, são proibidos no Natal e no aniversário natalício. Se uma TdJ recebe presente em alguma dessas datas, não o deve retribuir.
Nas outras datas em que seja lícito oferecer presentes, não se deve revelar o nome do doador do presente.
23)   Não é lícito romper um compromisso de casamento, ou seja, um noivado. Isto significaria falta de maturidade.
24)   Novelas de rádio e televisão vêm a ser desaconselhadas, pois, na maioria, são moralmente más.
25)   É proibido aos homens-servidores usar bigode ou barba.
26)   As mulheres não devem usar calças compridas.
27)   Não se leia o que é publicado fora da Organização. O leitor poderia ser contaminado por idéias religiosas heterogêneas, confiando em pensadores mundanos.
28)   É proibido procurar hospitais confessionais religiosos para tratar da saúde. Com efeito, tais instituições fazem parte da Grande Babilônia, o império mundial da falsa religião.
29)   A veneração de imagens é idolatria. Por isto quem tem o dom de pintar ou desenhar, deve abster-se de produzir quadros religiosos, como, por exemplo, o do retorno do filho pródigo, pois isto poderia dar ensejo a que alguém tropeçasse e caísse na idolatria.
30)   É obrigatório aos pais ensinar a Bíblia aos filhos, ainda que o façam com o chicote na mão. Por isto há casais que possuem em sua casa uma vara que aplicam aos filhos quando o julgam necessário.
31)   É obrigatório assistir às reuniões da Congregação; quem a elas falta, sofrerá castigo. Lê-se na revista "Torre de Vigia" 1964/658,22 o seguinte depoimento:
"Às vezes, quando me preparo para ir às reuniões, chegam visitas inesperadas. Se ficarmos em casa e as recebermos, deixaremos de assistir às reuniões, em que está o espírito de Jeová. Para não acontecer isto, podemos explicar que estamos ocupados nessa noite... Se não nos desejam acompanhar, você pode explicar-lhes e pedir-lhes que esperem até que volte ou, se isto não convém, pode convidá-las para outra ocasião. Não se intimide facilmente pela chegada de parentes ou conhecidos".
32)   É obrigatório receber o Batismo das Testemunhas, sem o qual não há possibilidade de salvação.
33)   A Organização incita seus membros a sair para pregar, mesmo que não o queiram ou estejam cansados. — Se o trabalho profissional é executado por alguém mesmo a contragosto e debaixo de chuva, quanto mais o trabalho em prol do Reino de Jeová...?!
Não é necessário acrescentar outros itens para ilustrar o espírito proselitista e fanático das TdJ. — Por suas concepções, têm suscitado problemas e conflitos vários em famílias e na sociedade civil.

Fonte: PERGUNTE E RESPONDEREMOS 390 – novembro 1994

quarta-feira, 23 de julho de 2014

23 de Julho - Santo Apolinário, Mártir

O nome, o culto, e a glória de Santo Apolinário são legados que recebemos da história, e também da arte de Ravena, a capital do Império Bizantino no Ocidente, no período de meados do século I e século II.

Lá, existem duas grandiosas igrejas dedicadas a santo Apolinário, ambas célebres na história da arte e do cristianismo. Na igreja nova de Santo Apolinário, no centro da cidade, encontramos o célebre mosaico representativo, mais extenso do que um quarteirão, com todos os mártires e as virgens. No destaque, encontra-se santo Apolinário. Na outra igreja, fora da cidade, está o outro esplendido mosaico, no qual, pela primeira vez, a figura de um santo, e não a de Cristo, ocupa o centro de uma composição, circundado por duas fileiras de ovelhas.

Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, segundo a tradição, teria sua origem no Oriente. A mando do próprio apóstolo Pedro, de quem foi discípulo, foi enviado para converter os pagãos nas terras ao norte do Império Romano.

A sua obra de evangelização transcorreu num ambiente repleto de imensas dificuldades, fruto do ódio, do egoísmo, da incredibilidade que o cercavam, além do culto aos ídolos pagãos que teve de combater. A tal apostolado dedicou toda a sua vida. Embora representado no mosaico da cidade, sereno e tranqüilo, na realidade era um homem de vida dura, combativa e atuante. Apolinário sempre foi considerado um mártir. Mártir de um suplício muito longo, que foi todo o seu episcopado.

Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua morte. A população da nova capital do Império Romano tornou-se exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto de seu primeiro bispo, considerado por eles um exemplo de santidade.

Dessa maneira se explica a grande devoção a ele, não somente em Ravena, mas em muitas outras localidades da Itália, da França e da Alemanha. Aliás, nessas regiões, foi amplamente difundida, devido os mosteiros beneditinos e camaldulenses que Apolinário ali fundara.

Apolinário morreu como mártir da fé no dia 23 de julho, durante as primeiras perseguições impostas contra os cristãos. Entretanto não se encontrou nenhuma referência indicando o ano e a localidade. Suas relíquias, encontradas nas catacumbas, foram enviadas para a catedral de Santo Apolinário, em Ravena, na Itália. A tradicional festa de Santo Apolinário, Padroeiro de Ravena, em 23 de julho, foi mantida pela Igreja.

Fonte: Paulinas

terça-feira, 22 de julho de 2014

Preparação para a morte: Da amorosa presença de Cristo no Santíssimo Sacramento do altar



PONTO III

Jesus no Santíssimo Sacramento ouve e recebe a todos para comunicar- nos sua graça, porque mais deseja o Senhor favorecer-nos com seus dons do que nós recebê-los. Deus, que é a Bondade infinita, generosa e difusiva por sua própria natureza, com-praz-se em comunicar os seus benefícios a todo mundo e se entristece quando as almas não acodem a pedir-lhes. Por que — diz o Senhor — não vos dirigis a mim? Porventura, hei sido para vós semelhante à terra estéril, quando me pedistes graças?... O após-tolo São João viu que o peito do Senhor resplandecia adornado por um cinto de ouro, símbolo da misericórdia de Cristo e da amorosa solicitude com que de-seja dispensar-nos sua graça (Ap 1,15). O Senhor sempre está pronto a auxiliar-nos; mas no Santíssimo Sacramento, como afirma o discípulo, concede e distribui, de modo especial, abundantíssimos favores. O beato Henrique Suso dizia que Jesus na Eucaristia atende com a maior complacência a nossas petições e súplicas.

Assim como as mães acham consolo e alívio, dando o peito generosamente, não só a seu próprio filho, mas também a outros pequeninos, o Senhor neste Sacramento a todos convida e nos diz: “Como a mãe acaricia a seu filho, assim eu vos consolarei” (Is 66,13). Ao Pe. Baltasar Álvares apareceu visivelmente Cristo na Eucaristia, mostrando-lhe as graças inumeráveis que trazia à disposição para prodigalizá-las aos homens; mas não havia quem as pedisse.

Bem-aventurada a alma que, ao pé do altar, se detém para solicitar a graça do Senhor! A condessa de Feria, que depois se fez religiosa de Santa Clara, permanecia ante o Santíssimo Sacramento todo o tempo de que podia dispor. Por isso, a chamavam a esposa do SS. Sacramento.

Ali recebia continuamente riquíssimos tesouros de graças. Perguntada por que passava tantas horas prostrada ante o Senhor Sacramentado, respondeu: “Desejaria ficar ali por toda a eternidade...

Perguntais o que se faz na presença do Santíssimo Sacramento... E que é que se deixa de fazer? Que faz um pobre na presença de um rico? E um enfermo diante do médico?... Agradece-se, ama-se, roga-se”.

Queixou-se o Senhor à sua fiel serva Irmã Margarida Alacoque da ingratidão com que os homens o tratam neste Sacramento de Amor.

Mostrando-lhe seu sagrado Coração em trono de chamas, cercado de espinhos e uma cruz ao alto, dá-lhe a entender a amorosa presença de Cristo na Eucaristia e diz: “Contempla este Coração que tanto tem amado aos homens e que nada omitiu, nem mesmo o consumir-se, para demonstrar-lhes seu amor. Mas em reconhecimento só recebo ingratidões da maior parte deles, pelas irreverências e os desprezos com que me tratam neste Sacramento. E o que mais deploro é que assim procedem não poucas almas que me são especialmente consagradas”.

Os homens deixam de entreter-se com Cristo, porque não o amam.

Recreiam-se horas inteiras falando com um amigo, mas enfadam-se logo em ficar com o Senhor! Como há de Jesus Cristo conceder-lhes seu amor? Se não afastam de seu coração os afetos terrenos, como há de entrar nele o amor divino? Ah, se pudesses dizer verdadeiramente de coração o que dizia São Filipe Néri ao ver o Santíssimo Sacramento: “Eis o meu amor” e não te cansarias nunca de estar horas e dias ante Jesus Sacramentado.

Para a alma que ama a Deus, essas horas pare-cem momentos.

São Francisco Xavier, fatigado pelo diário trabalho da salvação das almas, encontrava à noite apropriado descanso em permanecer diante do Santíssimo Sacramento. São João Francisco de Regis, famoso missionário da França, depois de ter empregado todo o dia na pregação, dirigia-se à igreja; e quando a encontrava fechada, ficava à porta, exposto às inclemências do tempo com o propósito de homenagear, ao menos de longe, a seu amado Senhor. São Luís Gonzaga desejava estar sempre na presença de Jesus Sacramentado; como, porém, os Superiores lhe proibissem que se entretivesse nesses atos prolongados de adoração, acontecia que, quando o santo jovem passava diante do altar, sentia de um lado que Jesus o atraía docemente para que com ele permanecesse, e de outro, obrigado pela obediência, a a-fastar-se.

Nesse caso dizia amorosamente: “Apartai-vos, Senhor, apartai-vos de mim; não me prendais junto de vós; deixai que de vós me separe, porque devo obedecer”. Portanto, meu irmão, se não sentes tão alto amor a Cristo, procura visitá-lo diariamente, que Ele saberá inflamar o teu coração. Sentes frio ou tibieza? Aproxima-te do fogo, como dizia Santa Catarina de Sena, e ditoso de ti se Jesus te conceder a graça de abrasar- te em seu amor! Então, não amarás mais as coisas da terra, mas as desprezarás todas, pois, segundo observa São Francisco de Sales: Quando em casa há fogo, tudo se lança pela janela.

AFETOS E SÚPLICAS

Ah, meu Jesus! Fazei que vos conheçamos e amemos! Sois tão amável, que só isto é suficiente para que vos amem todos os homens... E quão poucos são aqueles que se dedicam ao vosso amor! Ó Senhor! Entre estes ingratos também me achava eu. Não neguei minha gratidão às criaturas quando delas recebi mercês ou favores. Somente para convosco, que vos destes todo a mim, fui tão ingrato que cheguei a ofender-vos gravemente e ultrajar-vos com meus pecados. E vós, Senhor, em vez de abandonar-me, persistis em procurar-me e reclamais o meu amor, inspirando-me a lembrança daquele amoroso mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração (Mc 12,30). Pois bem! Já que, apesar de minha ingratidão, quereis que vos ame, prometo amar-vos, meu Deus. Assim o desejais, e eu, favorecido por vossa graça, não desejo outra coisa. Amo-vos, meu amor e meu tudo. Pelo sangue que derramastes por mim, ajudai-me e socorrei-me. Nele ponho a minha esperança, assim como na intercessão de vossa Mãe Maria Santíssima, cujas súplicas quereis que contribuam para a nossa salvação.

Rogai por mim, Santa Virgem Maria, a Jesus Cristo, meu Senhor; e posto que abrasais no amor divino a todos os que se vos consagram, com insistência vos peço: inflamai nele o meu coração, que tanto vos ama sempre.

V/: Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Requiescant in pace. R:/ Amém.

Fonte: Preparação para a Morte - Santo Afonso Maria de Ligório - Considerações sobre as verdades eternas - Tradução de Celso de Alencar - Versão PDF de FL. Castro - 2004 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Extremistas muçulmanos marcam casas de cristãos no Iraque obrigando-os a fugir (ACI Digital)



ROMA, 18 Jul. 14 / 03:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- As últimas famílias cristãs ainda presentes em Mosul (Iraque) estão deixando a cidade em direção a Erbil, Dohuk e outras populações do Curdistão que são consideradas zonas mais seguras.

Esta informação foi confirmada por fontes da agência vaticana Fides da comunidade caldeia (católica) local. O novo êxodo se acelerou nos últimos dois dias porque os extremistas muçulmanos (sunitas) e os militantes do autoproclamado Califado Islâmico começaram a marcar com letras de reconhecimento as casas dos cristãos e dos xiitas com o objetivo de ocupa-las depois.

Conforme informou o site www.Ankawa.com, a evacuação dos últimos cristãos também se deve à intensificação dos bombardeios realizados pelas forças armadas do governo em muitos bairros da cidade, especialmente de noite.

Em muitos povoados da planície de Nínive, a emergência principal neste momento se deve à suspensão do fornecimento de água, que se torna ainda mais insuportável pelas altas temperaturas, indica Fides.


Fonte: ACI Digital

sábado, 19 de julho de 2014

VI Domingo depois de Pentecostes "Comeram todos e ficaram saciados" (Ev.)

Jesus e o milagre da multiplicação dos pães e peixes
Um grande pensamento domina toda a liturgia de hoje: a necessidade de destruir o pecado por meio de um arrependimento sincero, e de pedir a Deus a graça de não cair novamente nele. É pelo Batismo que morremos para o pecado e é na Eucaristia que encontramos as forças necessárias para podermos caminhar sem desfalecer no caminho da virtude. A Igreja impregna ainda do pensamento destes dois sacramentos que conferiu aos fiéis na Páscoa e no dia de Pentecostes, e continua a falar deles neste tempo. As lições de matinas conta-nos com efeito o caso lamentável de Davi, em que este poderoso monarca sucumbiu as insinuações malignas da serpente, demonstrando que todo homem conserva sempre a lama original de que Deus o formou.

Queria Davi casar-se com Betsabé, esposa de um dos oficiais do exército, e para conseguir tal feito enviu o general Urias que andava em campanha para um lugar perigoso onde o risco de morte era iminente. Urias efetivamente morreu e Davi consegui se casar com Betsabé, de quem teve um filho. Mandou então o Senhor ao Rei o profeta Natan a dizer-lhe: "Ó Rei, havia na cidade dois homens, um rico outro pobre. O rico tinha ovelhas e manadas de bois em grande número, o pobre não tinha coisa alguma senão uma ovelhinha que ele comprara e criava e que tinha crescido juntamente em sua casa com seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do mesmo copo e dormindo no seu regaço. Ele lhe queria como filha. Como pois, um forasteiro quiseste ver o rico, não querendo pois, tocar nas suas ovelhas, nem nos seus bois, para dar um banquete aquele forasteiro tomou a ovelha do pobre para dar de comer ao hóspede". Davi indgnado exclamou: "Porque Deus, que tal homem era merecedor de tal morte!" E tornou Natan a dizer: "Pois és tu este homem. Tinha todas as donzelas de Israel mas para escolher sua esposa violentasse a mulher de Urias. Por isso Deus sucitará da tua própria casa a tua desgraça." Então Davi arrependido exclamou: "Ai de mim  que pequei contra o Senhor!" E tornou Natan: "Por causa do teu arrependimento o Senhor perdoou-te. Não morrerás mas serás castigado e o filho de betsabé perecerá." Passado o tempo o pequeno morria e Davi oprimido pela dor ia prostar diante do templo  diante de Deus.

Davia, comenta Santo Ambrósio, não pode tolerar o peso do pecado que oprimia e sem dilação  confessou diante do Senhor o seu crime. A maioria dos homens não o faz assim pois, onde se encontra hoje um homem mais rico que os seus vizinhos, que não se irrita com outras coisas consideradas indignas de sua considerada posição social, se seu confessor o repreende e aconselha a seguir por caminhos mais retos e mais santos! Mas os santos do Senhor que ardem por avançar nas apertadas fendas que levam a Deus, se lhes acontece de cair, levantam-se com maior ardor para a carreira e estimulados pela vergonha da queda, redobram de coragem no combate para ressacir, e sempre com vantagem, o inadvertido lapso.

A missa completa maravilhosamente as lições do breviário. Na Epístola São Paulo nos recorda com insistência, que, uma vez mortos para o pecado, no Batismo, devemos viver a vida nova, a vida que é sem pecado e que vem de Deus. Caso venha ocorrer que caindo em pecado, estando então na grande desgraça de nos despojar dessa vida nova, deveremos então recorrer aos pés de Deus implorar o seu perdão para continuarmos a louvá-lo em torno do altar. Deus não deixará de ouvir a nossa prece e de firmar os nossos passos na vereda dos seus mandamentos, porque ele diz que é a coragem, o escudo e o guia de seu povo. O Evangelho, finalmente, aponta-nos a fonte divina aonde devemos beber a força de que precisamos para seguir o Senhor até ao Céu sem desfalecer pelo caminho.


A multiplicação dos pães é com efeito figura da Eucaristia, que é viático para todos nós, não apenas no fim da vida quando se empreende a viagem para ó além, mas durante a vida toda. Ela aperfeiçoa a graça do Batismo, dando-nos força para não cair, e alentando e desenvolvendo a vida de Deus em nós até desabrocharmos na plenitude da pátria aonde vamos.

O Rei Davi


Leitura da Epístola da Missa:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rom. 6, 3-11) - Irmãos: Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele,  pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Evangelho do Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos (Mac 8, 1-9): Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, enão tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! Seus discípulos responderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto?  Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

 Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado: Aparição de Nossa Senhora em Banneux

Onde: Na Bélgica.

Quando: Em 1933.

A quem: Mariette Beco.

Os fatos: Nossa Senhora mais uma vez escolhe um distante, minúsculo e paupérrimo povoado para manifestar-se.

Ao agir assim, parece que a Mãe de Deus está querendo dizer a todos nós o seguinte:
Aqueles que não constam nos mapas e atlas dos homens, que os ignora, para “a geografia de Deus” são importantíssimos!

A agraciada dessa vez é uma menina, Marietta Beco, nascida em 25 de março de 1921, festa da Anunciação. Quando a Virgem Santíssima apareceu-lhe faltavam dois meses para completar 12 anos.
       
A primeira Aparição da Mãe de Deus ocorreu ao entardecer do dia 15 de janeiro de 1933, enquanto a menina cuidava da janela de casa o retorno de seu irmãozinho que tinha ido visitar um amigo.
       
Enquanto observava os arredores, eis que apareceu sobre o pequeno jardim uma suave luz, contendo em seu interior a imagem de uma Senhora. A descrição era a seguinte:

O vestido era de um branco alvíssimo, fechado até a gola e caimento em pregas amplas. Existia ainda uma faixa de um azul lindíssimo, solta em trono da cintura, com duas pontas que caíam na altura do joelho esquerdo. Sobre a cabeça, caindo nos ombros, um véu branquíssimo, transparente. No braço direito, pendurava-se um terço brilhante, com os cantos e o crucifixo dourados. Sobre o pé direito repousava uma rosa dourada.

Para todos que Mariette contou sobre sua visão, ninguém acreditou. Alguns ainda diziam que era influência das Aparições de Nossa Senhora em Beauraing, ocorrida no ano interior, e que ficava distante apenas 90 quilômetros.
       
Na terça – feria (17/01/1933) a menina recebeu de novo uma Aparição de nossa Mãe, no mesmo jardim e debaixo de um frio intenso.

Rezava de joelhos, sem se importar como os apelos de familiares e vizinhos para que volta-se a proteger-se dentro de casa. A garotinha apenas repetia:

Ela está me chamando... Então, já em estado de êxtase, tornou a estrada, acompanhada por parentes e amigos, até chegar em uma pequena fonte, ao lado da estrada. Após sair do êxtase as pessoas perguntaram:

- O que disse a Senhora?
Respondia a menina, repetindo as palavras da Mãe de DEUS:

- “Esta fonte está reservada para Mim...”

E despediu-se.
       
Depois desses fatos o pai da menina, um (marxista – socialista) praticamente ateu, pediu ao pároco, Padre Jamim, para confessá-lo. Foi o suficiente para torná-lo a chacota do povoado, onde predominava o socialismo.

Portanto, a Virgem Santíssima já  tinha operado o primeiro milagre, convertera o pai de sua escolhida.
       
Na Aparição do dia 19 de janeiro a Mãe de Deus, respondeu:

- “Eu sou a Virgem dos pobres....”

Indagada sobre a fonte, afirmou:

- "Esta fonte está reservada para todas as nações, para restaurar e para socorrer os doentes".

Despediu-se dizendo a menina:

- “Rezarei por ti. Até a vista..”
       
No dia seguinte, ao se manifestar, diz:

- “Desejo uma pequena capela”.
       
Em 02 de março, última Aparição de Nossa Senhora deixa uma mensagem secreta para a garotinha, e despede-se dizendo:

- “Eu sou a Mãe do Salvador, a Mãe de Deus. Reze bastante, adeus”.

Abençoando sua filha desaparece. Nessa ocasião centenas de pessoas já se faziam presentes.
       

Detalhes importantes:

__ No dia em que se comemorava 75 anos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes (11/02/1858) também aconteceu uma manifestação de nossa Mãe para Mariette. Inclusive a forma que Ela aparecia (roupa) lembrava muito a imagem de Lourdes;

__ Aconteceram muitas curas na fonte abençoada pela Santíssima Virgem;

__ Em todas as Aparições a Mãe de Deus insistiu muito para que as pessoas rezassem;

__ Uma comissão formada por dois padres, dois médicos e pessoas idôneas do local, foi constituída para investigar os fatos. A decisão favorável foi unânime;

__ No início dos anos 40 o bispo Kerkhofs, da diocese de Liége, submeteu todos as informações ao Vaticano. Para surpresa geral, pois normalmente esses casos demoram, a resposta veio rápida e afirmativa.  
Portanto, agora a devoção a Virgem dos pobres era oficial;

__ Pelo mundo toda essa devoção espalhou-se: 25 Igrejas, 300 capelas e mais de três mil monumentos;

__ No local foi construído um Santuário, que recebe a presença de mais de meio milhão de romeiros por ano;

__ Em honra a Virgem dos pobres foram construídos vários hospitais e cinco centros internacionais de informações;

__ Muitas pessoas se questionaram na época, e outras até hoje:
 Por que Nossa Senhora apareceu, praticamente em seqüência em dois povoados tão próximos, distantes apenas 90 km?
A resposta poderá ser a seguinte:

Ambas pertencem a região das Ardenas, onde ocorreu a terrível batalha de Bulge, no final da 1ª grande guerra mundial, que deixou um saldo trágico de mais de 167 mil soldados mortos.

Quem sabe por isso Nossa Senhora insistia tanto para que rezassem.

As cidades eram Banneux e Beauraing.

Fonte: Últimas e Derradeiras Graças