terça-feira, 30 de setembro de 2014

30 de Setembro - São Jerônimo, Presbítero, Confessor e Doutor da Igreja

Doutor da igreja, e um dos maiores especialistas em bíblias de sua época

Ele nasceu em Stridonium perto de Aquiléia, Itália e estudou em Roma. Foi batizado na idade de 18 anos, mas foi criado desde pequeno como cristão .Em 374 foi para a Antiópia e teve um visão em que Cristo o admoestava dizendo:
"Ciceronianus es, non Christianus" "Você é um Cicerone e não um Cristão" uma condenação da preferencia de Jerônimo a literatura romana e não aos escritos cristãos. Ele foi então para Chalcis, no deserto da Síria e ficou lá por quatro anos, aprendendo hebreu e os escritos de São Paulo de Tebas. Após sua ordenação ele viveu em Constantinopla, hoje Istambul, estudando sob São Gregório Nazaianzus. Retornando a Roma ele chamou a atenção do Papa Damascus e serviu com secretario papal tornando-se uma figura muito popular até a morte de Damascus. Depois foi para Belém onde ficou lá com Santa Paula, São Eustáquio e outros, pregando na Palestina e no Egito. São Jerônimo devotou a sua via aos propósitos escolares traduzindo Sagradas Escrituras, revisando versões em Latin do Novo testamento principalmente a tradução da bíblia do grego para o Latin chamada "Vulgate ", na qual ficou 15 anos (teria sido uma sugestão do Papa Damascus). De 405 até a sua morte ele continuou a escrever e atacar a heresia Pelagiana. Seus outros trabalhos incluem :

1)"Uma Continuação da Historia Eclesiástica ".

2)"De Viris Illustribus" (uma apresentação dos maiores escritores dos anos anteriores).

3)Um grande número de cartas ; uma tradução de Origines e a tradução e comentários de uma vasta variedade de tratados controvertidos.

Ele morreu em 30 de setembro após longa doença.
Ele é honrado com sendo um dos primeiros estudiosos do início da Igreja e um gênio que deu uma grande contribuição para a área escolástica bíblica.

Na arte litúrgica ele mostrado as vezes como um cardeal atendido por um leão ou ainda como um eremita. Outras vezes como um escolástico.
Padroeiro dos bibliotecários e das secretárias.

Fonte: Cadê meu Santo

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

29 DE SETEMBRO - DEDICAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO








Roma consagrou mais 10 santuários dedicados ao culto do Arcanjo São Miguel. A festa de hoje é a mais antiga de Arcanjo. Comemora-se a dedicação do antigo santuário consagrado a São Miguel nos subúrbios de Roma, as sete milhas da Via Salária. A Missa composta para aquela festa é atualmente a missa do 18º domingo depois de pentecostes, que se reporta a uma dedicação de igreja.

Miguel quer dizer: "Quem como Deus?", recorda-nos o combate que se travou no Céu entre o Arcanjo de Deus, príncipe da milícia celeste, e o Demônio. A batalha que aí então começou, continua ainda depois da rebelião de Lúcifer, e há de continuar até o fim dos tempos. Nesta luta terrível entre as potências do bem e do mal, está de um lado Jesus Cristo e seus aliados, São Miguel e os Anjos, a Igreja e os Santos; do outro lado, satanás com os demônios e seus aliados.

Andamos pessoalmente envolvidos em contenda. Peçamos humildemente ao poderoso Arcanjo que nos guie e nos livre de perecer no dia do juízo final. Quando deste mundo sai uma alma, a Santa Igreja pede que o porta-estandarte São Miguel a introduza na luz Céu. Daqui nasceu o costume de representar São Miguel segurando uma Balança divina em que as almas devem ser pesadas. São Miguel também preside o culto de adoração que se deve tributar a Deus. Viu-o São João no Céu diante do altar, agitando o incenso que se evolava em perfume, juntamente com as orações dos Santos. O nome de São Miguel vem no Confíteor a seguir do nome de Maria Santíssima que é considerada a Rainha dos Anjos. Foi considerado patrono da Sinagoga e agora continua sendo patrono da Igreja Universal que sucedeu aquela.





Epístola

Leitura do Livro do Apocalipse (1, 1-5) : Naqueles dias: Revelou Deus estas coisas para manifestar aos seus servos o que deve acontecer em breve. Ele, por sua vez, por intermédio de seu anjo, comunicou ao seu servo João, o qual atesta, como palavra de Deus, o testemunho de Jesus Cristo e tudo o que viu. Feliz o leitor e os ouvintes se observarem as coisas nela escritas, porque o tempo está próximo. João às sete igrejas que estão na Ásia: a vós, graça e paz da parte daquele que é, que era e que vem da parte dos sete Espíritos que estão diante do seu trono e da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue


Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (18,1-10): Naquele tempo: Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus? Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe. Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno. Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena. Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus.



São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso guarda contra a maldade e as ciladas do Demônio. Instantemente e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere; e vós, príncipe da milícia celeste, com o poder divino, precipitai ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Amém

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 27 de setembro de 2014

XVI Domingo depois de pentecostes: "Tomando este homem pela mão, Ele o curou."(Ev)

Costuma ler-se por estas alturas no ofício de Matinas a história de Jó, Continuemos a nossa tarefa de estudo comparativo no texto do missal e do breviário.

Jó é o tipo de homem justo que o espírito do mal persegue e humilha para o excitar a revolta a Deus. E assim acontece de fato deixar a providência por um pouco nas mãos de Satanás para confessar na dor e na desgraça a Sabedoria de Deus e submeter-se incondicionalmente a sua vontade. Privado de todos os bens e abandonado só sobre o monturo, exposto as vaias dos maus e aos risos até dos seus amigos, o pobre Jó submetia confiadamente  aos juízos insondáveis de Deus e implorava a sua misericórdia. O Salmo do Intróito pode considerar-se a expressão exata da sua angústia. Era assim que Jó orava. Ele é o grito de todas as almas atribuladas. "Tende piedade de mim Senhor. Tenho gritado por vós durante todo o dia. Baixai vosso ouvido e escutai-me pois sou pobre e nada tenho de meu".

O ofertório e a comunhão exprimem de maneira surpreendente os sentimentos do grande perseguido da desventura: "Deitai sobre mim o vosso olhar e vinde em meu auxílio. Confundi e humilhai diante de mim todos aqueles que me querem tirar a vida. Senhor, não esquecei a vossa justiça. Vós conduzistes os meus passos desde a juventude. Agora, que estou velho, não me abandoneis Senhor". Deus, diziam os amigos de Jó para encorajá-lo, exalta os humildes e levanta e cura os aflitos de coração. E o evangelho da missa de hoje repete: Todo o que se elevar será humilhado, e todo o que se abaixar, será exaltado.
O Demônio tentando Jó

Deus com efeito, depois de provar Jó com as maiores humilhações, eleva-o novamente e dá-lhe o dobro de tudo quanto anteriormente possuía. Jó é figura de Cristo, que, depois das humilhações no Gólgota, seria exaltado a apoteose da ressurreição. É ainda a figura de todo o cristão, que terá lugar de hora no banquete das núpcias do Cordeiro se na terra praticar com amor e com fé a virtude da humildade. O orgulho, diz São Tomás, é um vício pelo qual o homem se eleva contra razão acima do que realmente é. O orgulho assenta conseqüentemente no erro e na ilusão. A humildade pelo contrário funda se na mesma verdade. É uma virtude que modera os ímpetos da alma e a inibe de se elevar acima do que é. É por isso que o orgulho também se chama soberba. A alma verdadeiramente humilde aceita subitamente o lugar que lhe cabe e que Deus, verdade suprema e infalível, lhe consignou. Humildade nas palavras, nas conversas, nos atos, nas provas, é a humildade genuína que Jó nos ensina e que o Senhor no evangelho de hoje nos aconselha. Vendo como os fariseus escolhiam os primeiros lugares, quis fazer-lhes compreender o mal grave de que estavam tomando e levá-los deste modo a procurar a cura. Curou com efeito primeiramente o hidrópico inflado no mal e procurou depois, velando a lâmina do escalpelo na gaze sutil da parábola, curar a hidropisia espiritual dessas pobres almas cegas e condutoras de cegos. O mundo só se encontra bem na exaltação e na enfatuação permanente do orgulho e esquece-se de que a humildade é a condição indispensável para entrar no reino de Deus.

Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Éfesos (3, 13-21) - Irmãos: Por isso vos rogo que não desfaleçais nas minhas tribulações que sofro por vós: elas são a vossa glória. Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra, para que vos conceda, segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que, pela virtude que opera em nós, pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos  ou entendemos, a ele seja dada glória na Igreja, e em Cristo Jesus, por todas as gerações de eternidade. Amém.



Evangelho do Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (14, 1-11) - Naquele tempo: Em Icônio, Paulo e Barnabé, segundo seu costume, entraram na sinagoga dos judeus e ali pregaram, de tal modo que uma grande multidão de judeus e de gregos se converteu à fé. Mas os judeus, que tinham permanecido incrédulos, excitaram os ânimos dos pagãos contra os irmãos. Não obstante, eles se demoraram ali por muito tempo, falando com desassombro e confiança no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça pelos milagres e prodígios que ele operava por mãos dos apóstolos. A população da cidade achava-se dividida: uns eram pelos judeus, outros pelos apóstolos. Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar, ao saberem disso, fugiram para as cidades da Licaônia, Listra e Derbe e suas circunvizinhanças. Ali pregaram o Evangelho. Em Listra vivia um homem aleijado das pernas, coxo de nascença, que nunca tinha andado. Sentado, ele ouvia Paulo pregar. Este, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés! Ele deu um salto e pôs-se a andar. Vendo a multidão o que Paulo fizera, levantou a voz, gritando em língua licaônica: Deuses em figura de homens baixaram a nós!
 

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

27 de Setembro: Santos Cosme e Damião, Mártires


Os Santos Cosme e Damião eram irmãos, descendentes de nobre família da Arábia. A mãe, teodata, deu aos filhos uma educação muito boa, e fez com que os belos talentos se lhes pudessem desenvolver sob a direção de sábios mestres. Fazendo os estudos na Síria, especializaram-se em medicina. 

                                                                    
 Pelo preparo científico e não menos pela pureza de costumes, mereceram a estima e admiração de todos, até dos próprios pagãos. AproveiTando-se desta última circunstância, de preferência procuraram exercer a profissão de médico entre as famílias pagãs, para deste modo terem ocasião de ganhá-las para o Catolicismo. Deus abençoou-os de tal maneira, que não parecia haver doença que resistisse à sua medicação.  Era visível esta proteção sobrenatural. 

                                                                     
A admiração e o pasmo dos pagãos, crescia ainda mais vendo que os médicos cristâos não aceitavam a mínima gratificação. Eram outras riquezas que os atraíam. A conversão das almas, que viviam nas trevas do paganismo, era obejto principal de toda sua atividade. Realmente conseguiram deitar a semente da doutrina cristã em muitos corações, e numerosas foram as conversões de pagãos ao cristianismo. 

                                                                     
Assim viveram alguns anos, como médicos missionários em Egra, na Cilícia. Essa atividade havia de chamar a atenção das autoridades, como de fato chamou. Tendo recebido ordens do governo imperial de Dioclesiano com referência à religião cristã e seus adeptos, uma das primeiras medidas corcitivas do governador Lísias, quando apareceu em Egra,  foi ordenar a prisão dos dois médicos, que lhe foram indicados como inimigos acérrimos das divindades pagãs.

                                                                     
Citados perante o tribunal de Lísias, este os interpelou sobre sua pátria e profissão. Deram as informaçõews exigidas, declarando que eram naturais da Arábia, e exerciam gratuitamente a ciência médica.  Protestaram contra a denúncia de se entregarem às práticas da feitiçaria. 

                                                                     
_ Curamos doenças - disseram ao governador - mais em nome de Jesus Cristo, do que pelo valor da nossa ciência. 

                                                                    
Lísias bradou:

                                                                    
 _ É preciso que adoreis aos deuses, sob pena de cruel tortura!

                                                                    
_ Teus deuses nenhum poder têm; adoramos o Criador do céu e da terra.

                                                                     
Para fazê-los mudar de convicção, Lísias mandou aplicar-lhes tormentos bárbaros. Vendo, porém, que eram inúteis esses processos, deu ordem para que fossem decapitados.  Cosme e Damião morreram mártires em 303.   Os corpos foram transportados para Cira, na Síria, e depositados numa igreja que lhes recebeu o nome.  O mesmo imperador, Justiniano I,  vendo_se favorecido em grave doença, construiu em Constantinopla uma igreja em honra destes padroeiros.  Parte das relíquias chegaram no século VI a Roma e a Munique (Baviera), onde repousam no altar mor da igreja de São Miguel. Deus glorificou com juitos milagres o nome de seus dois servos.

                                                                     
Os Santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e da Faculdade de Medicina.

Obs. A memória dos Santos Cosme e Damião sempre foi celebrada pelo calendário tradicional no dia 27 de Setembro, porém o Concílio Vaticano II alterou as datas das memórias e festividades de vários santos, inclusive a festa destes gloriosos mártires. Atualmente o calendário dedica o dia 26 de Setembro a festa de São Cosme e São Damião. Contudo, como este blog segue o missal tridentino, comemoramos a festa no dia original. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

26 de Setembro - São Cipriano e Santa Justina, Mártires


São Cipriano, cognominado o feiticeiro, natural de Antióquia, na Fenícia, foi pelos pais introduzido em todos os segredos da superstição, astrologia e feitiçaria. Para ampliar os conhecimentos na arte mágica, fez grandes viagens e visitou os centros principais do mundo, como Atenas, Menfis, Argos e a Índia. Mestre em todas as artes diabólicas da feitiçaria, entregou-se a uma vida desbravada. Para a religião cristã, havia só insultos;  crianças inocentes eram as suas vítimas prediletas; tendo-as enforcado, oferecia o sangue das mesmas como holocausto ao demônio, e nas entranhas ainda palpitantes procurava conhecer os segredos do futuro. Perseguição atroz fazia às donzelas, aproveitando-se de enredos diabólicos para demovê-las do caminho da virtude. Malogravam, porém, estes artifícios diante das jovens cristãs. 

                                                                     
Uma delas era Justina, que morava em Antióquia, cristã fervorosa, porém, filha de pais pagãos. Formosa de corpo e de espírito, pelo seu exemplo fez com que toda a família se convertesse ao cristianismo.  Agládio, jovem pagão,  ardia em paixão pela jovem cristã.  Não podendo, porém, cativar-lhe a afeição, recorreu aos artifícios mágicos de Cipriano.  Justina experimentou em si os acessos diabólicos, os quais conseguiu debelar pela oração e pelo sinal da cruz.  Vendo-se tão rudemente assaltada pelas tentações mais horríveis, a virgem recomendou-se freqüentemente à Rainha das Virgens e saiu vitoriosa das insídias do inimigo.   O fracasso de seus estratagemas mais poderosos, fez Cipriano duvidar do poder dos demônios, tanto que tomou a resolução de livrar-se deles. Lutas terríveis foram as conseqüencias desta mudança;  pois o demônio não ia privar-se de um instrumento para ele utilíssimo, como era Cipriano.  Apoderou-se do espírito deste uma profunda tristeza e a lembrança dos feitos passados levou-o quase ao desespero.  Deus mandou-lhe alívio pelo sacerdote Eusébio. As orações e as palavras confortadoras deste santo homem, fizeram com que Cipriano não desfalecesse no meio do caminho.  Grande foi a surpresa dos fiéis, quando viram o grande e terrível feiticeiro num Domingo entrar na igreja, conduzido por Eusébio.  O próprio bispo não quis acreditar no que via e pôs-se a duvidar da sinceridade desta conversão. Cipriano, porém, trouxe todos os livros cabalísticos e entregou-os ao fogo, Na presença de todo o povo, e distribuiu a sua fortuna entre os pobres. 

                                                                    
À vista desta mudança radical,  o bispo consentiu que Cipriano fosse batizado.  Junto com ele, Agládio recebeu o sacramento do Batismo.  Justina, vendo as maravilhas da divina graça, cortou a sua linda cabeleira e pelo voto de virgindade perpétua, dedicou-se ao serviço de Deus.  

                                                                     
A  conversão de Cipriano foi sincera e constante.  Os escândalos da vida passada, reparou-os pela conduta exemplar e pela prática das mais belas virtudes.  A dedicação à causa de Deus mereceu-lhe a dignidade de sacerdote e mais tarde de bispo.  Veio a perseguição diocleciana.  Cipriano foi Levado a Tiro, onde sofre atrozmente.  Também Justina, acusada de cristã, foi apresentada ao governador da Fenícia, que a submeter à flagelação crudelíssima.  Transportados para Nicomédia, onde se achava Diocleciano, pelo próprio imperador foram sentenciados à morte pela decapitação.  A sentença foi executada em 304.  As relíquias dos dois Mártires foram trasladadas para Roma, onde Rufina, cristã fervorosa da família dos Cláudios, erigiu uma igreja sob a invocação de Cipriano e Justina.   Hoje, os corpos destes dois grandes mártires, descansam na igreja de São João de Latrão, em Roma. 

NOTA -  Se São Cipriano detestou suas próprias obras de feitiçaria e queimou-as publicamente, com que direito se servem ainda hoje, muitos cristãos, do livro de São Cipriano, para fins supersticiosos e diabólicos?  Além de ser mais do que duvidoso que este livro seja da lavra de São Cipriano, é uma obra perniciosa, cuja leitura é proibida. 

Fonte: Página do Oriente

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

24 de Setembro - Nossa Senhora das Mercês


Este título da Virgem Maria deriva da Ordem das Mercês, cujo apostolado da redenção de cativos era na Idade Media chamado de obra de mercê ou misericórdia. A Ordem atribuiu sempre à Virgem Santíssima uma especial participação em sua fundação, motivo pelo qual a honrou ao longo dos séculos com especial devoção, seguindo o exemplo de São Pedro Nolasco, que já em 1249 dedicou-lhe uma Igreja. bem cedo, os religiosos deram à festividade geral da Virgem um sentido próprio. em 1600, foi-lhes permitido celebrar sob o título das Mercês a festa da natividade de Maria, e em 1616 é concedida a celebração litúrgica com textos próprios. em 1696, seu culto foi estendido a toda a Igreja.

Origem da devoção das Mercês


O vocábulo mercê, no séc. XIII, era sinônimo da obra de misericórdia corporal por antonomásia, qual era a de redimir cativos. Assim, por exemplo, as casas da Ordem de São Tiago, que costumavam receber cativos, são chamadas casas de mercê, na documentação medieval.
A 29 de abril de 1249, os frades obtiveram licença do bispo de Barcelona, Dom Pedro de Centelles, para edificar uma igreja dedicada a Santa Maria, em sua Casa-Hospital de Santa Eulália, construída próxima ao mar. O povo barcelonês, amante da brevidade, começou a chamar a comenda dos frades mercedários, singelamente, casa da Ordem das Mercês, e mais simplesmente ainda, As Mercês. Em consequência, a imagem de Santa Maria que todos veneravam na nova igreja da Casa das Mercês de Barcelona começou a ser conhecida como Santa Maria das Mercês. Nessa igreja, iniciou-se o culto a Maria com o título de Mercês, a partir de onde se estenderá a todas as igrejas em que se estabeleçam os mercedários. Doravente, todas as igrejas que construam serão dedicadas à sua Fundadora, a Virgem das Mercês, ou a ela terão dedicado um de seus altares.
Como atos em honra de Santa Maria das Mercês, a Ordem desde sue início praticou:
A entrega do hábito de Santa Maria aos novos frades e aos confrades. Dizia-se ao postulante: – Queres receber o hábito de Santa Maria? – e o peticionário respondia: - sim, quero. O Ofício diário de Santa Maria, obrigatório para todos os clérigos e o correspondente para os leigos.
A Missa e a Salve – rainha dos dias de sábado. É muito provável que o belo costume da Missa de Santa Maria e doa Canto da Salve – rainha em sua honra nos dias de sábado tenha sido introduzida na Ordem por disposição do próprio São Pedro Nolasco. Constante que, em 1307, Galcerán de Miralles legava à igreja da comenda de Nossa Senhora de Bell-lloch a quantidade de três libras de cera, para que mantivessem um círio acesso todos os sábados durante a celebração da missa da virgem e o canto da Salve-rainha.
Atos de imemorial culto mariano, e que bem poderiam provir dos tempos de Pedro Nolasco, eram a despedida dos redentores, no partir para a terra de mouros, que se fazia diante do altar da igreja; e na volta, a procissão de redentores e redimidos, com seus estandartes, até a igreja das Mercês, para agradecer à Celestial Protetora, pelo favor de seu amparo nas peripécias da viagem redentora.

O nome de Maria no título da Ordem


Um dos títulos com que, no início, era chamado o Instituto fundado por Pedro Nolasco, como já se disse, foi Ordem das Mercês ou da Misericórdia dos cativos. A esta denominação muito rapidamente se somou o nome de Maria.
A primeira vez que se encontra documentalmente o nome de Maria no título da ordem é na bula do papa Alexandre IV, Prout Scriptura testatur, dada em Perúgia a 3 de maio de 1258. O papa, escrevendo aos arcebispos, bispos, abades, etc., para informá-los das graças e das faculdades concedidas aos mercedários, por motivo da obra benéfica que praticam em favor dos cativos, diz: “Dado que o Mestre e os frades da B. Maria das mercês, outras vezes chamados de Santa Eulália... trabalham com todas as suas forças...”. O Papa, portanto, uniu o nome de Maria ao vocábulo mercê, obtendo a denominação Bem-aventurada Maria das Mercês, como parte do título da Ordem. Do contexto da bula infere-se que que o nome de Maria das Mercês já era conhecido. Não se deve supor que o Papa tenha usado o nome de Maria sem razão, nem o impôs por autoridade; ademais, o Papa não enviou a bula diretamente aos frades da Ordem. Há de se buscar uma explicação lógica na interdependência entre a Virgem Santíssima e a Ordem dedicada à redenção dos cativos. Os frades das Mercês estavam persuadidos de que a Virgem Maria, Mãe de Deus, interveio de modo direto na fundação da Ordem. Em consequência, os legisladores das constituições de 1272 oficializaram o nome de Maria no título, chamando-a: Ordem da Virgem Maria das Mercês da redenção dos cativos de Santa Eulália.
Por causa dessa convicção, nos documentos do séc. XIII não aparece nunca o nome do primeiro Mestre, Pedro Nolasco, no título da Ordem; para que toda glória e toda honra da fundação fossem atribuídos à celestial Senhora, mensageira da Trindade, àquela que a Ordem considera como fundadora e Mãe. Desde o historiador mercedário Nadal Gaver (1445), essa presença de Maria concretizou-se no relato da aparição da Virgem Maria a São Pedro Nolasco ordenando-lhe, porque era vontade de Deus, fundar uma Ordem em sua honra, destinada à redenção dos cativos.

Imagens de Maria, igrejas e santuários mercedários


Em todas as casas da Ordem, existiram desde o começo imagens de Maria das Mercês. A primeira foi de Barcelona, da Virgem sentada como o Menino, esculpida em mármore branco, mandada fazer por Pedro Nolasco e hoje conservada no museu da catedral barcelonesa. No séc. XIV, foi substituída, por ser demasiado pequena para o templo que se tornava grande, por outra imagem feita pelo escultor da catedral de Barcelona, Bernardo Roca, segundo contrato estipulado a 13 de setembro de 1361 entre o referido artista e o prior de Barcelona, Frei Bonananto de Prixana. É a que, como Padroeira de Barcelona, hoje preside o altar-mor da Basílica das Mercês da dita cidade.
Além da veneração e do culto a Maria das Mêrces, durante o primeiro século da Ordem Pedro Nolasco e seus frades sentiram especial predileção por igrejas em que se tributava culto a Maria, e, ou porque lhes foram confiadas as já existentes, ou porque a Ordem construiu-as e dedicou à invocações lugares de culto a Maria. O primeiro e mais notável santuário mariano da Ordem das Mercês, no séc. XIII, foi o de Santa Maria de EL Puig, em Valência.
Existem também outras igrejas dedicadas à Virgem: Santa Maria dels Prats (Tarragona), Santa Maria de Sarrion (Teruel), Santa Maria de Arguines (Castellón), Santa Maria de El Olivar (Estercuel), Santa Maria de Acosta (Huesca), Santa Maria de Montflorite (Huesca), Santa Maria de Perpignan (França) e Santa Maria de El Puig de Osterno ou Montetoro, Santuário Mariano da ilha de Menorca.No Brasil, existe 34 Paróquias dedicadas a Nossa Senhora das Mercês.

 Marianismo mercedário


Está fora de toda dúvida que a Ordem das Mercês nasceu, cresceu e atuou em clima saturado de amor e culto à sempre Virgem Maria.
Sem a intervenção, presença e apoio solícito da Celestial Rainha e Mãe, não podia explicar-se adequadamente: nem a origem da Ordem; nem o atrativo que sobre Pedro Nolasco e sues seguidores imediatos exerceram as igrejas dedicadas a Santa Maria; nem a ocorrência de consagrar e dedicar a Santa Maria a igreja da casa de Barcelona, cabeça e fundamento da Ordem, quando esta era conhecida por Casa, Hospital e Ordem de Santa Eulália; nem o empenho tenaz de introduzir o santo nome de Maria título da Ordem, depois de ter-se provado e usado vários; nem por que hábito branco da Ordem chamou-se hábito de Santa Maria; nem como uma Ordem de poucos frades e caráter militar; fundada por um simples leigo para a redenção de cativos foi capaz de introduzir na igreja uma nova invocação mariana, a de Santa Maria das Mercês.
Prova deste marianismo da Ordem, desde o início, é que todas as doações para a redenção eram feitas em nome de Maria. São numerosos os documentos existentes de doações feitas por benfeitores à Ordem para as redenções, em que se especifica a motivação mariana. Ferrer de Portell e sua mulher Escalona “para glória de Deus e da Virgem Maria e o bem de suas almas”, a 25 de outubro de 1234, ofereceram seus bens a Pedro Nolasco para redenção dos cativos. Igualmente Ramón de Morella, a 3 de março de 1245, no doar o hospital de Arguines a Pedro Nolasco, fê-lo << em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Bem-aventurada Virgem Maria, sua mãe>>. O Rei Jaime II, a 15 de maio de 1300, outorgava um benefício à Ordem << por reverência à Virgem Maria>>.
Se os fiéis davam essas esmolas para a honra de Maria, significa que os religiosos solicitavam-nas em seu nome, coisa que não teriam podido fazer se não estivessem convencidos de uma particular intervenção de Maria na fundação da Ordem.

Fonte: Site Mercedários

terça-feira, 23 de setembro de 2014

23 de Setembro - São Pio de Pietrelcina, Confessor


Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.

Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.


Fonte: Paulinas

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Eleições 2014 - O processo eleitoral na ótica da moral cristã



Estamos vivendo um momento importantíssimo para toda a sociedade brasileira, que exercerá influência direta e indireta na vida de mais de 190 milhões de pessoas. Este evento não pode ser ignorado ou simplesmente desprezado de forma desinteressada, para não incorrer o risco de sofrer consequências amargas e duradoras nos próximos anos.

Estamos falando do processo político-eleitoral de 2014, que irá decidir a ocupação dos cargos para deputados federais, senadores, governadores de estado e do mais elevado cargo do executivo, o de presidente da República.

Como cristão católicos, devemos ter a consciência de escolher os nossos representantes pautados na verdade, na ética, na moral e na transparência política. Ademais, não se pode se abster do seu dever, correndo-se o risco de cair no pecado da omissão, ou até mesmo de cometer pecado de forma comissiva. 

Infelizmente no Brasil não temos partidos de direita, ou seja, não temos partidos que defendam de forma exclusiva os direitos que protegem a vida, a propriedade privada, a menor intervenção estatal,  os valores familiares e etc. Portanto, devemos observar e escolher de maneira criteriosa os candidatos que tendem a defender os valores pregados e protegidos pela religião cristã. 

Devemos escolher os candidatos que são totalmente contra as párticas do aborto, da eutanásia, da legalização dos entorpecentes, da ideologia do gênero e demais práticas perversivas que são defendidas por interesses alheios a vida, a saúde e a moral católica. 

Lamentavelmente, existe uma doutrinação massiva nas escolas e universidades, a favor de ideologias de cunho marxista e do secularismo.  Assim sendo, devemos nos aprofundar melhor nos estudos, para conhecer, e assim, refutar estas teorias que contaminam o ambiente de nossas instituições, prejudicando o desenvolvimento e o progresso espiritual e social de toda a sociedade. 

O Marxismo cultural é um conjunto de idéias que visam uma doutrinação, tendo por base as idéias de Karl Marx e demais pensadores, em busca de uma revolução em toda sociedade, destruindo os valores e as tradições cristãs de nossa civilização, para assim, recriar um novo modelo de povo-nação pautada no pensamento anticristão. 

Não é muito difícil de identificar os seguidores destas ideologias perversivas, dado que, no Brasil, a maioria dos partidos políticos tem os seus projetos pautados no Marxismo cultural. Basta averiguar as suas siglas e suas bandeiras de tons avermelhados que não escondem as suas inspirações ditatoriais e anticatólicas. 

Há inclusive clérigos que seguem estes partidos, apoiando de forma incisiva as suas agendas socialistas. Contudo, não se pode deixar levar pelo discurso poético da reforma social e do amparo ao "pobre e oprimido", para justificar o apoio a ideologias heréticas e corrompedoras de almas.  Visto que, um discurso que destaca a defesa de "oprimidos" pode esconder temorosos projetos contra a ordem social e natural sancionada pela lei divina. 

O socialismo é uma doutrina extremamente materialista que viola direitos individuais e divinos da propriedade privada, da vida e da liberdade. Deste modo, não se deve deixar-se enganar com o discurso retórico da reforma social, para cair nas garras de um Estado ditatorial, controlador, antidemocrático e imoral. 

Não precisa ser um graduado ou um expert em história do mundo para ver os inúmeros exemplos da atuação desastrosa de socialistas pelo globo terrestre. Dado que, em Cuba, temos o mais próximo exemplo de cerceamento de direitos e liberdades individuais, juntamente com os desastrosos exemplos de estagnação econômica e social.  

Em todos os o países que sofreram golpes para a implantação forçada do socialismo, sobreveio uma truculenta e incisiva perseguição a Igreja e seus membros. Assim ocorreu na Russia em 1917, na Polônia do pós guerra, na China, em Cuba, na revolução Mexicana, na Guerra civil Espanhola e demais países como na Venezuela.  

Portanto, devemos ficar muito atentos e votar de maneira consciente, opinar na atuação dos candidatos eleitos, acompanhando o andamento dos projetos de leis e das demais atuações do congresso e do executivo, para assim garantir o pleno funcionamento das instituições democráticas longe de seguidores de ideologias anticristã e antidemocráticas.

Para finalizar, recordo-vos do caso das aparições de Nossa Senhora no agreste nordestino, que advertiu o Brasil em 1936 de uma possível guerra civil iniciada por socialistas, após a tomada do poder:

Trecho do diálogo entre a Virgem Maria e os videntes do agreste:

      Que é necessário fazer para desviar os castigos? – “Penitência e oração”.

      º Qual a invocação desta aparição? – “Das Graças”.

      º Que significa o sangue que corre das vossas mãos? – “O sangue que inundará o Brasil”.

      º Virá o comunismo a penetrar no Brasil? – “ Sim”.

      º Em todo o País? – “Sim”.

      º Os padres e os bispos sofrerão muito? – “Sim”.

      º Será como na Espanha? – “Quase”.

      º Quais as devoções que se devem praticar para afastar esses males?  - “ Ao coração de Jesus e a mim”.

      º Esta aparição é a repetição de La Salette? – “Sim”.

Fontes: (Aparição de Nossa Senhora do Agreste - Sacralidade) 


sábado, 20 de setembro de 2014

XV Domingo Depois de Pentecostes: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)

"Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)
As lições deste domingo são geralmente do livro de Jó, desse venerável patriarca da Idumeia, que Satanás quis experimentar com danada tenção para ver se este era realemante fiel a Deus com desinteresses ou porque lhe tinha cumulado de bens e riquezas. Um dia, diz o livro sagrado, Satanás apresentou-se diante de Deus e disse: Percorri a Terra inteira e vi seu servo Jó, que vós tem protegido e enriquecido de consideráveis riquezas. Estendei, no entanto, a vossa mão e tocai-lhe, juro-te que te amaldiçoará na tua face. E o Senhor respondeu: Vai e faze-lhe tudo que está em seu poder, mas não lhe retire a vida. Partiu Satanás e depois de tirar todos os bens, feriu-o com um chaga terrível e de odor insuportável, desde as plantas dos pés até a cabeça. É pensando na malícia de Satanás que a Igreja pede hoje ao Senhor que nos defenda das insídias do espírito das trevas. Jó clamava: "Na casa dos mortos é minha morada e o meu leito num lugar tenebroso. Disse ao pús que saia de suas chagas, tú és meu pai, e aos vermes, tú és a minha mãe e minha irmã. Consumiu a minha carne como um vestido roído de traças e os ossos pregaram-se na minha pele. Tende compaixão de mim, vós que ao menos que sois meus amigos, porque a mão do Senhor feriu-me". Porém ninguém atendia seu apelo, e desiludido dos falsos e ingratos, voltou-se para Deus, entoando o mais belo cântico de esperança que jamais se ouviu na face da Terra: "Eu sei que vive o meu Redentor, que me ressuscitará da terra no último dia. Então serei revestido da minha pele novamente e verei o meu Deus. Eu mesmo o verei e contemplarei com os meus olhos. Esta esperança vive dentro de mim.


A Santa Igreja, de que jó é figura, tem consciência dos ataques incessantes com que o demônio pretende destruí-la, e não cessa de pedir a Deus que a proteja, que a conduza e a defenda. A sua voz é ainda o eco da oração de Jó, a confissão humilde da sua impotência e a esperança invencível naquele que é poderoso e cheio de entranhas de misericórdia com os que o Invocam.


A Epístola é uma exortação freqüente e ansiosa para que andemos nos caminhos do Senhor e assim sejamos fiéis às aspirações do espírito. Se vivemos no espírito, andemos também em conformidade com ele, quer dizer, sejamos mais humildes, mais pacientes, tenhamos mais caridade com os que saem do caminho da justiça e pensemos que somos fracos também e que havemos de prestar apertadas contas dos nossos pecados a não dos pecados alheios.






O Evangelho, segundo a interpretação unânime dos padres, é um símbolo admirável da Igreja, deplorando os seus filhos que vivem em pecado mortal e pedindo aquele que veio a Terra para perdoar que se compadeça deles e os ressuscite.



Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas (5, 25-26; 6, 1-10) - Irmãos: Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós. Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão. E tem cuidado de ti mesmo, para que não caias também em tentação! Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine o seu procedimento. Então poderá gloriar-se do que lhe pertence e não do que pertence a outro. Pois cada um deve carregar o seu próprio fardo. Aquele que recebe a catequese da palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé.





Evangelho de Domingo:
 
Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas: Naquele tempo: Ia Jesus para uma cidade, chamada Naim; e iam com ele seus discípulo e uma multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado um defunto a sepultar, filho único de sua mãe; e esta era viúva; e ia com ela muita gente da cidade. E, tendo-a visto o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse: Não chores. E aproximou-se e tocou o esquife. E os que levavam pararam. Então disse Ele: Jovem, Eu te ordeno, levanta-te. E sentou-se o que estava morto, e começou a falar. E Jesus o entregou a sua mãe. E todos ficaram possuídos de temor, e glorificando a Deus, dizendo: Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus visitou o seu povo.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

SÁBADO DAS QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO (Dia de jejum e abstinência parcial)




No dia 15 do sétimo mês do ano, os judeus celebravam a festa dos tabernáculos, precedida das expiações em que o Sumo Sacerdotes, havendo-se previamente purificado na fonte que esteve em frente ao santuário, penetrava com o sangue das vítimas no Santo dos santos e orava junto do propiciatório. O sábado das têmporas de Setembro, que outrora era o sétimo mês do ano, recorda esta dupla festa de penitência e alegria. Os profetas Miqueias, Zacarias e Daniel que se lê hoje, fala-nos do perdão que Deus nunca nega os que procuram lavar-se da mácula do pecado e imploram nas contingências, uma vez ou outra da vida, a sua proteção. A Epístola da missa de hoje (Heb. 9 2,12), mostra a nova aliança que Jesus estabeleceu entre Deus e as almas penitentes, oferecendo no verdadeiro Santo dos santos, quer dizer no Céu, o sangue fecundo que derramou no calvário. E o Evangelho de hoje (Lc 13,6-17), quer nos lembrar o milagre que o Senhor operou libertando aquela mulher das garras do demônio, diz bem os que são os sacerdotes no desempenho do seu altíssimo ministério. Por isso essa missa pode ser utilizada muito bem num dia de ordenações.

Primeira Leitura do Dia:
Leitura do livro do Levítico (23, 26-32): O Senhor disse a Moisés: “No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembléia: humilhareis vossas, almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. Não fareis trabalho algum naquele dia, porque é um dia de expiação em que deve ser feita a expiação por vós diante do Senhor, vosso Deus. Todo aquele que se não humilhar nesse dia será cortado do meio de seu povo. E todo o que fizer nesse dia um trabalho qualquer, eu o suprimirei do meio de seu povo. Não fareis, pois, trabalho algum; esta é uma lei perpétua para vossos descendentes, em todos os lugares em que habitardes. Será para vós um sábado, um dia de repouso, e humilhareis vossas almas. No nono dia do mês, à tarde observareis um sábado, de uma tarde à tarde seguinte.
Segunda Leitura do Dia:
Leitura do Livro do Levítico (23, 39-43): No décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes colhido os produtos da terra, celebrareis uma festa ao Senhor durante sete dias. O primeiro dia será um dia de repouso, bem como o oitavo. No primeiro dia tomareis frutos de árvores formosas, folhas de palmeiras, ramos de árvores frondosas e de salgueiros da torrente; e alegrar-vos-eis durante sete dias diante do Senhor, vosso Deus. Cada ano celebrareis esta festa durante sete dias em honra do Senhor. Esta é uma lei perpétua para vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês. Habitareis em barracas de ramos durante sete dias: todo homem da geração de Israel habitará em barracas de ramos, para que saibam os vossos descendentes que eu fiz habitar os israelitas em barracas de ramos, quando os tirei do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”
Terceira Leitura do Dia:
Leitura do Livro Miquéias (7, 14,16; 18-20): Conduzi com o cajado o vosso povo, o rebanho de vossa herança que se encontra espalhado pelas brenhas, para o meio de vergéis; que ele paste como outrora em Basã e em Galaad. As nações os verão e sentirão vergonha de sua própria bravura; porão a mão na boca e seus ouvidos ficarão surdos; Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniqüidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia? Uma vez mais, tende piedade de nós! Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar! Mostrai a vossa fidelidade para com Jacó, e vossa piedade para com Abraão, como jurastes a nossos pais desde os tempos antigos!
Quarta Leitura do Dia:
Leitura do Livro do Profeta Zacarias (8, 14-19): Eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu decidira fazer-vos mal quando vossos pais excitaram a minha cólera - diz o Senhor dos exércitos - e não voltei atrás! Assim, resolvo agora fazer o bem a Jerusalém e à casa de Judá. Não temais. Eis o que deveis fazer: falai a verdade uns aos outros; julgai às portas de vossas cidades segundo a justiça e a sinceridade. Não maquineis o mal em vossos corações contra o próximo; não jureis falso, porque aborreço tudo isso - oráculo do Senhor. A palavra do Senhor dos exércitos foi-me dirigida nestes termos: eis o que diz o Senhor, dos exércitos: o jejum do sexto mês como também os do quinto e do nono serão doravante para Judá dias de regozijo e de alegria, dias de festa.
Quinta Leitura do Dia:
Leitura do Profeta Daniel (3, 47-51):  Então, as chamas, subindo a quarenta e nove côvados acima da fornalha, ultrapassaram a grade e queimaram os caldeus que se achavam perto. Mas o anjo do Senhor havia descido com Azarias e seus companheiros à fornalha e afastava o fogo. Fez do centro da fogueira como um lugar onde soprasse uma brisa matinal: o fogo nem mesmo os tocava, nem lhes fazia mal algum, nem lhes causava a menor dor. Então os três jovens elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus dentro da fornalha, neste cântico:
Hino de Daniel:



52. Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso
santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
53. Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
54. Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do
mais alto louvor e de eterna exaltação!
55. Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
56. Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
57. Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
58. Céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
59. Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
60. Águas e tudo o que está sobre os céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
61. Todos os poderes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
62. Sol e lua, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
63. Estrelas dos céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
64. Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
65. Ó vós, todos os ventos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
66. Fogo e calor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
67. Frio e geada, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
68. Orvalhos e gelos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
69. Frios e aragens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
70. Gelos e neves, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
71. Noites e dias, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
72. Luz e trevas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
73. Raios e nuvens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
74. Que a terra bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente!
75. Montes e colinas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
76. Tudo o que germina na terra, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
77. Mares e rios, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
78. Fontes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
79. Monstros e animais que vivem nas águas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
80. Pássaros todos do céu, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
81. Animais e rebanhos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
82. E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente!
84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
88. Ananias, Azarias e Misael, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente, porque ele nos livrou da
permanência nas trevas, salvou-nos da mão da morte; tirou-nos da fornalha ardente, e arrancou-nos do meio
das chamas.
89. Glorificai o Senhor porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia.
90. Homens piedosos, bendizei o Senhor, Deus dos deuses, louvai-o, glorificai-o, porque é eterna a sua
misericórdia!
Leitura da Epístola:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus (9, 2-12) - Irmãos: Consistia numa tenda: a parte anterior encerrava o candelabro e a mesa com os pães da proposição;
chamava-se Santo. Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. Aí estava o altar de ouro para os perfumes, e a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança; em cima da arca, os querubins da glória estendendo a sombra de suas asas sobre o propiciatório. Mas não é aqui o lugar de falarmos destas coisas pormenorizadamente. Assim sendo, enquanto na primeira parte do tabernáculo entram continuamente os sacerdotes para desempenhar as funções, no segundo entra apenas o sumo sacerdote, somente uma vez ao ano, e ainda levando consigo o sangue para oferecer pelos seus próprios pecados e pelos do povo. Com o que significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos ainda não estava livre, enquanto subsistisse o primeiro tabernáculo. Isto é também uma figura que se refere ao tempo presente, sinal de que os dons e sacrifícios que se ofereciam eram incapazes de justificar a consciência daquele que praticava o culto. Culto que consistia unicamente em comidas, bebidas e abluções diversas, ritos materiais que só podiam ter valor enquanto não fossem instituídos outros mais perfeitos. Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna.



Evangelho do dia:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (13, 6-17): Naquele tempo: Disse-lhes também esta comparação: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou. Disse ao viticultor: - Eis que três anos há que venho procurando fruto nesta figueira e não o acho. Corta-a; para que ainda ocupa inutilmente o terreno? Mas o viticultor respondeu: - Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo. Talvez depois disto dê frutos. Caso contrário, cortá-la-ás. Estava Jesus ensinando na sinagoga em um sábado. Havia ali uma mulher que, havia dezoito anos, era possessa de um espírito que a detinha doente: andava curvada e não podia absolutamente erguer-se. Ao vê-la, Jesus a chamou e disse-lhe: Estás livre da tua doença. Impôs-lhe as mãos e no mesmo instante ela se endireitou, glorificando a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo: São seis os dias em que se deve trabalhar; vinde, pois, nestes dias para vos curar, mas não em dia de sábado. Hipócritas!, disse-lhes o Senhor. Não desamarra cada um de vós no sábado o seu boi ou o seu jumento da manjedoura, para os levar a beber? Esta filha de Abraão, que Satanás paralisava há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão, em dia de sábado? Ao proferir estas palavras, todos os seus adversários se encheram de confusão, ao passo que todo o povo, à vista de todos os milagres que ele realizava, se entusiasmava.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SEXTA-FEIRA DAS QUATRO TEMPORAS DE SETEMBRO (Dia de jejum e abstinência)




A leitura de Oséias recorda-nos as palavras que este profeta dirigiu a Israel: "Converte-te, Israel, ao teu Deus e Senhor, porque te perderes por causa da sua iniqüidade" e a promessa que o Senhor afastará a sua ira dos israelitas se fizerem penitência. Uma formosa colheita de azeite, de vinho e de trigo, os produtos da estação outonal (hemisfério norte), consagrados ao Senhor nas têmporas de Setembro, são os símbolos das promessas que Deus, fez ao povo, de abundantes bênçãos. E o que Deus fez com Israel penitente, fez o Salvador com Maria Madalena, a quem muito foi perdoado porque muito amou.

Leitura do dia:
Leitura do livro de Oseias (14, 2-9) - Muni-vos de palavras (de súplicas) e voltai ao Senhor. Dizei-lhe: Perdoai todos os nossos pecados, acolheinos favoravelmente. Queremos oferecer em sacrifício a homenagem de nossos lábios. O assírio não nos salvará, não mais montaremos nossos cavalos, e não mais teremos como Deus obra alguma de nossas mãos, porque só junto de vós encontra o órfão compaixão. Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração, (porque minha cólera apartou-se deles). Serei para Israel como o orvalho; ele florescerá como o lírio, e lançará raízes como o álamo. Seus galhos estender-se-ão ao longe, sua opulência igualará à da oliveira e seu perfume será como o odor do Líbano. (Os de Efraim) virão sentar-se à sua sombra. Cultivarão o trigo. Crescerão com a vinha. E serão famosos como o vinho do Líbano. Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Eu mesmo, que o afligi, torná-lo-ei feliz. Eu sou como o cipreste sempre verde: graças a mim é que produzes fruto. Quem é sábio atenda a estas coisas! Que o homem inteligente reflita nelas, porque os caminhos do Senhor são retos. Os justos andam por eles, mas os pecadores neles tropeçam.

Evangelho do dia
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (7, 36-50) - Naquele tempo: Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais?  Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para
lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados te são os pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados? Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.