sábado, 25 de julho de 2015

X Domingo Depois de Pentecostes: "Todo o que se exalta será humilhado, e todo que se humilha será exaltado." (Ev.)

O Fariseu e o Publicano
A Liturgia deste domingo procura inculcar no espírito dos fiéis o sentido justo da humildade cristã, que consiste em atribuir a Deus todo o bem verdadeiro e toda santidade. Porque os nossos atos, com efeito, só poderão ser sobrenaturais, isto é santos, se procederem do Espírito que Jesus enviou aos Apóstolos no dia de Pentecostes, e que não cessa de conceder aqueles que humildemente lho pedem. Pelo que a obra da nossa santificação é inteiramente impossível, se tentarmos realizá-la sozinhos. É necessário reconhecer a nossa incapacidade, as nossas más tendências, toda esta gama de coisas mínimas e imponderáveis que não vemos e nos fazem apalpar tristemente a lama original da nossa natureza; é necessário, digo, reconhecer tudo isto, ser humildes, portanto, para sentimos a necessidade de pedir e Deus ter ocasião de nos dar. Porque Deus reconhece longe os orgulhosos e vê de perto os humildes. O orgulho é, portanto, o maior inimigo das almas.

A Igreja desenvolve este pensamento, de modo tristemente realístico, nas lições do breviário. Atália, depois de ter cometido os mais graves atentados contra Deus de Jacó, de Abraão e dos profetas e de ter levado o seu arrojo e o seu orgulho ao ponto de levantar no átrio do templo um altar à Baal, foi lançada numa janela de seu palácio à rua e devorada pelos cães. E Joás, um pobre órfão, descendente de Davi, mas perseguido pela fúria de Atália, que procurava extinguir toda a família real para melhor assegurar a impunidade de seus crimes, foi alçado ao poder com sete anos de idade e dele deixou a Sagrada Escritura este belo elogio:"Joás praticou o que era justo diante de Deus". É que há duas classes de homens, conform diz Pascal: "Os santos que se julgam réus de todos os crimes e os pecadores que não encontram em sim culpa alguma. Os primeiros são humildes e Deus os glorificam, os segundos são orgulhosos e então Deus os abate e os castigam.


Coroação de Joás
 "Deus, segundo São João Crisóstomo, verbera o orgulhoso. Ele submergiu o mundo, queimou Sodoma, destruiu o exército dos egípcios, porque, não tenhamos dúvidas, foi Deus que feriu todos estes povos. Mas, direis vós, Deus é bom e é Pai. Todavia, estas não são palavras vazias, mas fatos que não podemos negar. Ou não foi punido o rico que desprezou Lázaro? E as Virgens tolas não foram repudiadas pelo esposo? O Senhor diz que sim! Ora pelo que o Senhor disse e fez no passado podemos prever o que fará no futuro. Tenhamos portanto sempre diante de nós o rio de fogo as cadeias que rolam, as trevas, o ranger dos dentes e o verme que dilacera. Será o modo mais eficaz de cultivarmos a humildade que nos faz dizer com a Igreja: "Clamei pelo Senhor e ele ouviu-me" (Intr.).

Defendei-me, Senhor, como a pupila dos olhos. Vós vede Senhor, o que é reto e justo (Grad.). Ao senhor elevei a minha alma e nele coloquei a minha esperança. Não me torneis, Senhor, objeto de irrisão para aqueles que me querem mal.

Meditemos além disso na grande lição do evangelho de hoje, do fariseu e do Publicano.

Santo Joás
Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor 12, 2-11) - Irmãos: Sabeis que, quando éreis pagãos, vos deixáveis levar, conforme vossas tendências, aos ídolos mudos. Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo. Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.

Evangelho de Domingo:
 Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas. Naquele tempo: Propôs Jesus esta parábola a uns que confiavam em si mesmo, como (se fossem) justos, e desprezavam os outros: Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um fariseu e outro publicano. O fariseu, de pé, orava no interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana; pago o dízimo de tudo o que possuo. O publicano, porém, conservando-se a distância não ousava ainda nem levantar aos olhos ao Céu, mas batia no peito dizendo: Meu Deus, tende piedade de mim pecador. Digo-vos que este voltou justificando para sua casa, e não outro; porque quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.
                      (Fonte Missal Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)

25 de Julho - São Cristóvão, Mártir


Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!

Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros).

As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.

Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.

Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.




Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.



25 de Julho - OS QUATORZE SANTOS PATRONOS

São designados pela liturgia pelo epiteto comum de Santos Patronos. Quatorze santos célebre pela eficácia de sua intercessão. Representados Ordinariamente juntos. a devoção do povo a estes santos tão compassivos e com necessidades dos homens tomou origem a maior parte das vezes em algum mosteiro célebre que possuía suas relíquias. Todos exceto São Gil que sofrera o martírio. O culto de alguns como São Jorge, São Cristóvão, Santa Bárbara, Santa Catarina e de Santa Margarida, espalharam-se muito durante a idade média e deu origem aos novos costumes e divertimentos populares. O nome deles ainda conservam grande popularidade:

São Jorge: Padroeiro dos Soldados

Santo Erasmo: Advogado das dores do ventre e dos viajantes do mar

São Brás: Advogado dos males da garganta

São Pantaleão: Patrono dos médicos

São Vito: Contra os animais peçonhentos

São Cristóvão: Padroeiro dos motoristas

São Dionísio: Contra as possessões diabólicas

São Ciríaco: Contra as doenças dos olhos e possessões

São Acácio: Contra as dores de Cabeça

Santo Eustáquio: Contra o fogo temporal e eterno

São Gil: Contra Epilepsia, Esquizofrenia e os males e medos da noite

Santa Margarida: Contra as dores de rins e pelas mulheres em trabalho de parto

Santa Bárbara: Contra os Raios e a morte repentina

Santa Catarina de Alexandria: Padroeira dos filósofos
oradores e advogados.
 Fonte: Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

25 de Julho - FESTA DE SÃO TIAGO APÓSTOLO






Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor".

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras.

Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Mais tarde, voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte.

O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de são Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível.

Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a são Tiago, o Maior, com isso a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé.

Essa rota, conhecida como "caminho de Santiago de Compostela", foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi venerar as relíquias do apóstolo são Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.



Catedral de São Tiago de Compostela - Espanha


Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

Fonte: Paulinas

quinta-feira, 23 de julho de 2015

23 de Julho - Santo Apolinário, Mártir

O nome, o culto, e a glória de Santo Apolinário são legados que recebemos da história, e também da arte de Ravena, a capital do Império Bizantino no Ocidente, no período de meados do século I e século II.

Lá, existem duas grandiosas igrejas dedicadas a santo Apolinário, ambas célebres na história da arte e do cristianismo. Na igreja nova de Santo Apolinário, no centro da cidade, encontramos o célebre mosaico representativo, mais extenso do que um quarteirão, com todos os mártires e as virgens. No destaque, encontra-se santo Apolinário. Na outra igreja, fora da cidade, está o outro esplendido mosaico, no qual, pela primeira vez, a figura de um santo, e não a de Cristo, ocupa o centro de uma composição, circundado por duas fileiras de ovelhas.

Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, segundo a tradição, teria sua origem no Oriente. A mando do próprio apóstolo Pedro, de quem foi discípulo, foi enviado para converter os pagãos nas terras ao norte do Império Romano.

A sua obra de evangelização transcorreu num ambiente repleto de imensas dificuldades, fruto do ódio, do egoísmo, da incredibilidade que o cercavam, além do culto aos ídolos pagãos que teve de combater. A tal apostolado dedicou toda a sua vida. Embora representado no mosaico da cidade, sereno e tranqüilo, na realidade era um homem de vida dura, combativa e atuante. Apolinário sempre foi considerado um mártir. Mártir de um suplício muito longo, que foi todo o seu episcopado.

Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua morte. A população da nova capital do Império Romano tornou-se exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto de seu primeiro bispo, considerado por eles um exemplo de santidade.

Dessa maneira se explica a grande devoção a ele, não somente em Ravena, mas em muitas outras localidades da Itália, da França e da Alemanha. Aliás, nessas regiões, foi amplamente difundida, devido os mosteiros beneditinos e camaldulenses que Apolinário ali fundara.

Apolinário morreu como mártir da fé no dia 23 de julho, durante as primeiras perseguições impostas contra os cristãos. Entretanto não se encontrou nenhuma referência indicando o ano e a localidade. Suas relíquias, encontradas nas catacumbas, foram enviadas para a catedral de Santo Apolinário, em Ravena, na Itália. A tradicional festa de Santo Apolinário, Padroeiro de Ravena, em 23 de julho, foi mantida pela Igreja.

Fonte: Paulinas

terça-feira, 21 de julho de 2015

IX Domingo depois de Pentecostes: "Não conheceste o tempo da tua visita"(Ev.)

"Não conheceste o tempo da tua visita"
A liturgia de hoje fala-nos dos castigos terríveis com que Deus há de punir os que renegam a Cristo. Perecerão Todos. Nenhum deles entrará no reino dos Céus. Pelo contrário, os que no meio das contrariedades e dos enganos deste mundo permanecem fiéis, serão arrancados das mãos dos inimigos e entrarão com o senhor para a glória do reino.

É o que nos sugere as lições de Matinas, Elias era de Judá e habitava Galaad. Por três vezes saiu o profeta para anunciar aos Israelitas prevaricadores os castigos terríveis e iminentes com que a justiça divina os ameaçavam  por seus crimes. A primeira por causa do escândalo de Acab e de Jezabel que tinha arrastado o povo a idolatria. A segunda devido aos 450 profetas de Baal, que ele fez condenar a morte. A terceira finalmente, ainda contra Jezabel. por tudo isso, Elias foi perseguido e teve que fugir para o monte Horeb, citado por Ocozias, flho de Jezabel a comparecer a sua presença, fez descer fogo do céus sobre os emissários do rei, morrendo todos queimados. Foi, pois como vemos, um paladino terrível dos direitos de Deus. Diz a sagrada escritura que foi elevado aos céus numa carroagem de fogo.



Profeta Santo Elias

"Elias, diz Santo Agostinho, é a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi perseguido pelos judeus, do mesmo modo que o Salvador, o verdadeiro Elias, foi rejeitado e desprezado por eles. Elias separou se do seu povo e Cristo abandonou a sinagoga e chamou para si os gentios." Arrancou Deus a Elias das mãos e da conspiração dos ímpios e arrebatou-o aos Céus num carro de fogo, do mesmo modo que libertou Cristo da espectativa dos seus inimigos e o fez subir ao Céu no dia da Ascensão. O triunfo do Salvador sobre aqueles que o odiavam, figurado pelo triunfo de Elias, deve ser também o nosso triunfo. Mas para isso, temos de permanecer fiéis ao Senhor sob pena de incorrermos dos castigos que vieram sobre os Judeus. São Paulo põe-nos de guarda contra este perigo e convida-nos a meditar na história de nossos pais: "Por que tudo o que sucedeu com eles é figura do que há de vir e foi escrito para nossa instrução, para nós que vivemos no fim dos tempos". No Evangelho os ensinamentos do Senhor, chorando sobre Jerusalém e expulsando do templo os vendilhões, são ainda uma lição de fidelidade. Procuremos assimilar bem estes pensamentos do ofertório, tão belos e tão sábios: "Os preceitos do Senhor são retos e dão alegria as almas: os seus juízos são mais suaves do que o mel puro dos favos. Por isso, ser-lhe-ei fiel.

Epístola



Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor 10, 6-13) - Irmãos:Estas coisas aconteceram para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos coisas más, como eles as cobiçaram. Nem vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo sentou-se para comer e para beber, e depois levantou-se para se divertir (Ex 32,6). Nem nos entreguemos à impureza como alguns deles se entregaram, e morreram num só dia vinte e três mil. Nem tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram, e pereceram mordidos pelas serpentes. Nem murmureis, como murmuraram alguns deles, e foram mortos pelo exterminador. Todas estas desgraças lhes aconteceram para nosso exemplo; foram escritas para advertência nossa, para nós que tocamos o final dos tempos. Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia. Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.

Santo Elias

Evangelho de Domingo:

 
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas.
Naquele Tempo: Aproximando-se Jesus de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela dizendo: Se ao menos neste dia, que te é dado, tu conhecesses ainda o que te pode te trazer a paz! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque virão para ti dias em que teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão por terra a ti e teus filhos, que estão dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra; porque não conheceste o tempo da tua visita. E, tendo entrado no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam nele, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é uma casa de oração; e vós fizeste dela um covil de ladrões. E todos os dias ensinava no templo.

(Fonte Missal Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)

sábado, 18 de julho de 2015

VIII Domingo depois de Pentecostes "Dá conta da tua administração" (Ev.)

O Espírito Santo que circula, por assim dizer, nas velas da Igreja, circula assim igualmente na vela de todos os fiéis e faz com que possamos dizer a verdade: "Pai-nosso que estais nos Céus" e que esperamos participar com Jesus Cristo na herança de Deus. Mas para merecermos entrar num dia nos tabernáculos eternos, é necessário que aqui na Terra vivamos realmente como filhos e que nos deixemos docilmente conduzir para onde nos levar o Espírito de Deus que deve orientar e informar toda a nossa vida. E aqui está aquela sabedoria cristã que a Igreja nos aconselha a pedir na oração da missa e que o Evangelho louva e diz que, em matéria de espírito, ultrapassa a previdência dos filhos dos séculos das coisas da Terra.

As lições do Breviário continuam a falar-nos de Salomão. Empregou muito bem o grande Rei a sua sabedoria em contruir um templo digno da glória do Senhor. Foi a sua Obra prima. Três anos demorou para juntar todo o material necessário: grandes pedras talhadas na montanha, as madeiras do Líbano e o ouro puríssimo que adornava os altares até o teto, porque nada havia na casa do Senhor que não fosse forrdo de Ouro. Quando a construção terminou, mandou celebrar as grandes solenidades da dedicação e nelas pronunciou a oração magnífica que a bíblia nos conserva e que inspirou muito os detalhes da dedicação de uma igreja.

As partes cantadas da missa de hoje resumem à maravilha e os sentimentos que orientavam o grande monarca na construção da obra e da composição da oração: uma grande idéia da majestade de Deus e do respeito aos devidos lugares santificados pela presença, aliada  uma confiança inabalável na proteção divina e na imensa bondade do Senhor.

O Rei Salomão e a Rainha de Sabá


Leitura da Epístola da Missa:

 Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (8, 12-17) - Irmãos: Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em verdade, está morto pelo pecado, mas o Espírito vive pela justificação. Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne.

Destruição do templo de Jerusalém pelos romanos no ano 70


Evangelho do Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (16,1-9) - Naquele tempo disse Jesus a seus dissípulos esta parábola: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens. Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens. O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha. Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego. Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu patrão? Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Disse-lhe: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta. Depois perguntou ao outro: Tu, quanto deves? Respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o administrador: Toma os teus papéis e escreve: oitenta. E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes. Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

16 de Julho - Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo (Nossa Senhora do Carmo)





A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.
Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.


De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria.


Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.


Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.


MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK


Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.


Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.


A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.


Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.


No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.


A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.


Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".


Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.


Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.


É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.


Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão.




PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO


Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.


O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3, III 1322)


Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII.


“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.


Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições:


1. Inscrição no registro da Irmandade.


2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.


3. Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.


4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes.


5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).


A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte.

sábado, 11 de julho de 2015

VII Domingo depois de Pentecostes "Pelos frutos conhece a qualidade da árvore" (Ev.)





As lições do Breviário terminam hoje a história do Rei Davi e começam a contar a história do rei salomão. Ao ascender ao trono de seu Pai, Salomão pediu a Deus que lhe desse sabedoria necessária para discernir o bem do mal e conduzir seu povo no caminho da justiça. E Deus respondeu-lhe: "Porque isto me pedes, porque não me pedes uma vida longa e venturosa, nem riqueza, nem a morte dos inimigos, mas apenas inteligência para praticar a justiça, farei o que tu queres. Dar-te-ei um coração tão sábio como nunca existiu sobre a face da terra. E dar-te-ei mais isto que não me pediste: Terás Glória e riqueza a tal ponto, que não se achará nenhum semelhante a ti em todos os séculos passados. E se andares nos meus caminhos e guardares os meus mandamentos como fez o teu pai Davi, Eu prolongarei os teus dias." E a promessa de Deus cumpriu-se, Salomão tornou-se um monarca poderoso e sábio, cuja a aliança era desejada pelos povos vizinhos. Rei pacífico, Salomão é a figura de Cristo, o príncipe da paz, proclamado pelas nações; sábio entre os sábios, pré anunciará a vinda do filho de Deus, a sabedoria incarnada que virá estabelecer finalmente e definitivamente a separação do bem e do mal e guiar seu povo nos caminhos do altíssimo. Melhor que Salomão ensinou Jesus a Sabedoria verdadeira que nos legou no evangelho e na palavra de sua esposa a Igreja. 


É extremamente necessário e indispensável que para entrarmos no reino dos céus, saber e amar de corpo e alma esta santa doutrina. A Epístola e o Evangelho deste domingo nos irá confirmar tal afirmação: "Não é aquele que diz Senhor, Senhor, que entrará no reino dos Céus, mas o que fizer a vontade de Deus". E São Paulo procura convencer-nos da mesma verdade e da necessidade para todos impreterível de pertencer a Cristo sem reservas e de lhe ser fiel até a morte.  E neste ponto Davi e Salomão são para nós uma lição ao mesmo tempo terrível e consoladora. Salomão não perseverou, foi infiel ao Senhor e a sua glória, ainda que deslumbrante, não tardou em diluir-se no vácuo onde se erguera. Faltou-lhe a consistência. Davi, não obstante o seu pecado terrível, é maior, porque chorou amargamente, e foi sincera sua conversão e sua piedade e até hoje inspira a piedade das almas santas. Peçamos a Deus que nos guie nos caminhos de sua justiça e que aparte de nós tudo o que nos pode causar dano e nos conceda tudo o que nos pode servir de auxílio.

Jesus nos advertiu contra os falsos profetas que iriam surgir ao
longo da história para preparar o caminho do anticristo


Leitura da Epístola:



Leitura da Santa Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (6,19-23) - Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus (7, 15-21): Naquele tempo disse Jesus: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

12 de Julho - São João Gualberto, Abade

 João Gualberto, descendia de família nobre e rica de Florença. Tendo recebido uma educação aprimorada, deixou-se mais tarde encantar pelas vaidades do mundo. O amor aos divertimentos tomou nele proporções tais que, esquecido dos bons princípios da moral, se entregou a uma vida cheia de liberdades perigosas


Deus, porém, vigiava e proporcionou-lhe os meios da sincera conversão. A ocasião foi a seguinte: Um fidalgo tinha assassinado Hugo, irmão único de João Gualberto. O pai jurou vingança e exigiu de João a promessa de tirar desforra, logo que a ocasião propícia se apresentasse. Não era necessária grande insistência, porque a alma de João fervia de ódio e de desejo de tirar vingança.


Era uma Sexta-feira Santa. João, voltando da fazenda, inesperadamente se viu em frente do inimigo. Parecia chegado o momento almejado. A estrada, tão estreita era, que dificilmente dava passagem a duas pessoas, e impossível era os dois inimigos não se acotovelarem. João, sem hesitar um momento, desembainhou a espada e, sequioso do sangue do inimigo, precipitou-se sobre o assassino do irmão. Este, ou porque lhe faltasse a coragem, ou porque não tivesse uma arma à mão, para se defender, caiu de joelhos e os braços abertos em cruz, disse a João: “Por amor de Jesus Cristo, que neste dia por nós morreu, tem piedade! Não me mates, por amor de Jesus Cristo!” . João, estupefato, sem saber no primeiro momento o que pensar, parou e não ousou dar um passo adiante. Lembrou-se do grandioso exemplo que o divino Redentor tinha dado, no dia da morte, perdoando os inimigos. Vindo-lhe à mente esta consideração, sentiu-se tomado de grande comoção e, como por encanto, desapareceram os ímpetos de vingança. Atirando para longe a espada, dirigiu-se ao inimigo, abraçou-o e disse: “Não me é possível negar-te o que me pediste em nome de Jesus Cristo. Não só te deixo a vida, mas ofereço-te a minha amizade. Pede a Deus que me perdoe os meus pecados.


Foi esta para João, a hora da conversão. Assim reconciliado com o inimigo, entrou numa Igreja, ajoelhou-se ao pé de um crucifixo e, em ardente oração, pediu a Jesus Cristo que lhe perdoasse os pecados. Chegando-se mais perto ao divino Redentor, viu a cabeça da imagem para ele se inclinar, em sinal de perdão. Profundamente impressionado por esta visão, João Gualberto tomou a resolução de dar um outro rumo à sua vida e dedicá-la ao serviço de Deus. Para este fim, foi ao convento de Miniates pedir admissão entre os religiosos. A princípio, encontrou a mais forte resistência do pai; este, estava resolvido, se preciso fosse, a empregar a força, para tirar o filho do convento. Diante, porém, da constância e firmeza inquebrantável deste, desistiu do plano e inteiramente se conformou.


João Gualberto, fiel aos seus propósitos, dentro de pouco tempo era, entre os religiosos, o primeiro em virtude e perfeição cristã.


Morreu o abade e os monges, reunidos em capítulo com o fim de eleger um sucessor, concentraram todos os votos em João Gualberto. Este relutou, não querendo aceitar a dignidade de superior e retirou-se com mais alguns companheiros, para a solidão, perto de Florença. Lá se associaram a dois eremitas e com eles levaram uma vida unicamente de oração e penitência.

Não tardou que viessem outros, jovens e velhos, atraídos pela santidade dos eremitas, a pedirem que os aceitassem em sua companhia. João Gualberto deu-lhes a regra de São Bento. Como, porém, o número dos postulantes crescesse de dia para dia, foi preciso construir um convento com Igreja. Passados uns anos, a nova Ordem, a de Valombrosa, possuía já doze conventos, os quais em João Gualberto reconheciam o superior.


Amável e caridoso para com os outros, era João austero e inclemente para consigo. Apesar de moléstia dolorosa no estômago, que o atormentava, não se dispensava nunca do jejum.


João Gualberto morreu em 1073, na idade de 73 anos, em Passignano, na Toscana. Celestino III inseriu-lhe o nome no catálogo dos santos.

sábado, 4 de julho de 2015

A cruzada moderna do islã



Felipe Marques Pereira*

Landa Cope em “Modelo social do Antigo Testamento” afirma que o islã nunca contribuiu com o avanço da ciência por acreditar que só existe a vontade de Alá [1]. Sendo os muçulmanos descrentes da existência de causas segundas enquanto leis, as leis naturais que juntas concorrem para a finalidade que tende o universo criado por Deus e que o homem encontrou na tentativa de superar suas limitações um dos motores do progresso científico.

A ocidentalização - mais ou mesmo forçada - do oriente médio tem provocado um novo fenômeno de Messianismo que aproxima o islã das ideologias totalitárias.

O discurso dos grupos terroristas, por exemplo, a Al-qaeda, vai de encontro com a doutrina marxista na crítica ao capitalismo e ao imperialismo Norte-Americano. Nos dias atuais, conhecer o Islã é muito importante para compreender os propósitos dos grupos terroristas que se articulam, em pelo menos três continentes, para realizar simultaneamente ataques terroristas, como os ocorridos na última semana.

O estado islâmico já ocupa e controla 50% do território Sírio além de parte do Iraque .
Por isso remeto o leitor a esse excelente artigo de Arai Daniele, retirado do site Pro Roma Mariana **:

Arai Daniele

O Islamismo é a religião surgida no Oriente Médio no 6º século. Desde então tem crescido mais que as outras, também devido à sua nota belicosa.

Hoje seu avanço em todo o mundo é o resultado também do recuo do Cristianismo.

Para os que dizem que este recuo é grandemente devido ao contraste da Fé com a mentalidade apoiada no progresso da ciência e da tecnologia, a demonstração contrária vem justamente do avanço dessa crença que nada concede à mentalidade moderna em nenhum campo. Então o que tem debilitado o Cristianismo já há séculos é outra coisa.

É o resultado da guerra que o mundo intelectual gnóstico e agnóstico, além destas outras crenças lhe movem através da violência mas também de filosofias e políticas anticristãs.

Tudo isto ainda não havia abalado a consistência da Cristandade até os anos Cinqüenta. 

Como, porém essa guerra surda ou aberta é secular e não tem prevalecido, a novidade desse avanço está num abate de suas defesas nos nossos tempos. Através de uma nova educação de massa alterada foi-se criando um vazio na consciência religiosa do homem ocidental, vazio preenchido por outras crenças e ideologias. Isto tem ocorrido no mundo ocidental cristão com a crescente dessacralização de tudo. Mas ainda não bastava. Finalmente, depois da 2ª Grande Guerra e da americanização da Europa, tudo agravou-se também no interno da Igreja com a escalada do «espírito do Vaticano 2º».

Note-se que essa dessacralização não ocorre onde domina o Islão. É uma tendência de «auto-demolição» que caracteriza o «espírito conciliar» embalado na utopia tresloucada de pacificar o mundo «aggiornando» a Igreja às liberdades e aos «direitos humanos» impostos pelas revoluções do iluminismo.

Já Pio XII na Encíclica «Humani generis» e depois no Discurso «Vous avez voulu» del 1955 acusa a contaminação de “tendências gnósticas, falsamente espiritualistas e puritanas”. Estas tendências gnósticas ocorreram também entre os Jesuítas, como escreve no seu amplo trabalho o P. Ennio Innocenti, «La Gnosi spuria», Città Ideale, Siena, 2013, vol. II, – Teologia e Gnosi – pp. 565 ss.

A encíclica de Pio XII denuncia o que está subjacente ao elaborado “retorno às origens”, mas indicando em termos claros que o alvo do ataque era o Magistério da Igreja e a Sua Autoridade além de sua Teologia fundamental, origem do que foi acusado em tom depreciativo de excesso de «manualística»… baseada num «neo-tomismo leonino», como diz o P. Paulo Ricardo, porque ilustrado e promovido no pontificado de Leão XIII.

Neste sentido, o prelado que nas suas palavras e atos mais seguiu esse desvio foi Joseph Ratzinger que, como membro saliente da Cúria romana, acabou sendo eleito «papa».
A sua «administração» caracterizou-se justamente pela promoção do que considerava a «necessária» abertura da Igreja aos progressos de duzentos anos de iluminismo! E raia o mais incrível ridículo a sua infida pregação aos muçulmanos dessa «necessidade», como vemos nesse seu discurso no Natal de 2006 (22.12):
  • «Num diálogo a ser intensificado com o Islão deveríamos ter presente o fato de que o mundo muçulmano se encontra hoje com grande urgência diante de uma tarefa muito semelhante à que foi imposta aos cristãos a partir dos tempos do iluminismo e que o Concílio Vaticano II, como fruto de uma longa pesquisa fadigosa, levou a soluções concretas para a Igreja católica. Trata-se da atitude que a comunidade dos fiéis deve assumir face às convicções e às exigências que se afirmaram no iluminismo. Por um lado, devemos contrapor-nos a uma ditadura da razão positivista que exclui Deus da vida da comunidade e das organizações públicas, privando assim o homem dos seus específicos critérios de medida. Por outro lado, é necessário aceitar as verdadeiras conquistas do iluminismo, os direitos do homem e especialmente a liberdade da fé e da sua prática, reconhecendo neles elementos fundamentais também para a autenticidade da razão. Como na comunidade cristã houve uma longa busca acerca da justa posição da fé face àquelas convicções uma busca que certamente nunca será concluída definitivamente assim também o mundo islâmico com a própria tradição se encontra perante a grande tarefa de encontrar em relação a isto as soluções adequadas. O conteúdo do diálogo entre cristãos e muçulmanos será neste momento sobretudo o de se empenhar neste compromisso para encontrar as soluções justas. Nós, cristãos, sentimo-nos solidários com quantos, precisamente com base na sua convicção religiosa de muçulmanos, se empenham contra a violência e pela sinergia entre fé e razão, entre religião e liberdade. Neste sentido, os dois diálogos de que falei completam-se reciprocamente.»
Entenderam? Um Islã pacífico deveria imitar os conciliares e ter o seu Vaticano 2º, uma espécie de Meca II para abrirem-se aos valores liberais da filosofia iluminista!

Isto até que seria útil, mas pelas razões opostas às alegadas por esse líder da anticrística demolição ecumenista: porque nisto residiu o abate das defesas cristãs.

Neste discurso de Bento 16 está representada toda a peçonha do Vaticano 2º, seja porque acusa implicitamente o Catolicismo de imobilismo diante das injustiças que
só o direito iluminista superou, seja porque quer que a Igreja se adapte ao que sempre condenou como revolucionário e anti-natural. Mas não é só, declara que a fé do Islã pode acordar-se e conviver perfeitamente com a Fé Cristã, come se fossem irmãs!

Resumindo a situação presente, antes de passar ao que o Islamismo sempre foi e pode ser descrito hoje com as mesmas palavras de Santo Tomás: a guerra contra a Igreja de Deus movida pelo mundo, pela carne e por todas as potências infernais é sempre a mesma. O que mudou nos tempos modernos e precipitou com os anticristos conciliares foi a sua defesa, hoje totalmente corroída pela presença desses inimigos, que um mundo desvairado tem por papas católicos, na Roma apostólica.

O fato é que enquanto eles lá estiverem reconhecidos como autoridades apostólicas não pode haver nenhuma real resistência, que não seja neutralizada já na sua origem.

Hoje a maiorias, anestesiadas pela pílula ecumenista conciliar, dormem o sono da inconsciência diante do crescente perigo mundial do flagelo islâmico, Quem vai acordá-las no meio desta grande apostasia? Parece que só o frio de uma inexorável desgraça.

Santo Tomás fala do Islã e da sabedoria que induz a grande conversão à Fé. E com este capítulo VI do Livro I da sua «Summa Contra Gentiles», vemos como o Mestre bem ilustrou uma verdade religiosa que tem plena valência histórica hoje. Seguindo o seu método, ele primeiro disserta sobre o que levou à benfazeja conversão dos povos.

“Tão maravilhosa conversão do mundo para a fé cristã é de tal modo certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que eles não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos os evidenciavam.

“Seria realmente o maior dos sinais miraculosos se o mundo tivesse sido induzido, sem aqueles maravilhosos sinais, por homens rudes e vulgares, a crer em verdades tão elevadas, a realizar coisas tão difíceis e a desprezar bens tão valiosos. Mas ainda: em nossos dias Deus, por meio dos seus santos, não cessa de operar milagres para a confirmação da fé (talvez esta é a única afirmação do Santo que esvaziou sua valência histórica nos nossos dias de apostasia geral, com «anticristos no Vaticano».

No entanto, os iniciadores de seitas errôneas seguiram caminho oposto, como se tornou patente em Maomé (o fundador do Islã): No islamismo creram homens brutalizados, inteiramente ignorantes da doutrina divina, que forçaram outros a crerem pela violência das armas.

“Maomé seduziu os povos com promessas atinentes aos desejos carnais (até no seu almejado paraíso de virgens), excitados que são pela concupiscência;

– Formulou também preceitos conformes àquelas promessas, relaxando, desse modo, os freios que retêm os apetites da carne.

– Além disso, não apresentou testemunhos da verdade, senão aqueles que facilmente podem ser conhecidos pela razão natural de qualquer medíocre ilustrado.

– Além disso, introduziu, em verdades que tinha ensinado, fábulas e falsas doutrinas.

– Também não apresentou sinais sobrenaturais. Ora, só mediante estes há conveniente 
testemunho da inspiração divina, enquanto uma ação visível, que não pode ser senão divina, mostra que o mestre da verdade está inspirado de modo invisível.

– Mas Maomé manifestou ter sido enviado pelo poder das armas, que também são sinais dos brigantes e dos tiranos.

– Ademais, desde o início, homens sábios, versados em coisas divinas e humanas, nele, não acreditaram.


– Nele, porém, acreditaram homens que, brutalizados no deserto, eram totalmente ignorantes da doutrina divina. No entanto, foi a multidão de tais homens que obrigou os outros a obedecerem, pela violência das armas, a uma lei.


– Finalmente, nenhum dos oráculos dos profetas que o antecederam dele deu testemunho, visto que ele deturpou com fabulosas narrativas quase todos os fatos do Antigo e do Novo Testamento.


– Tudo isso pode ser verificado ao se estudar a sua lei. Já também por isso, e de caso sagazmente pensado, não deixou para leitura de seus seguidores os livros do Antigo Testamento, para que não o acusassem de impostura.


– Fica assim comprovado que os que lhe dão fé à palavra crêem levianamente”.(Santo Tomás de Aquino, «Summa Contra Gentiles». Livro I, Capítulo VI)

Conclusão sobre o futuro do Islamismo

Visto que todo homem almeja à verdadeira felicidade, que também o Islã indica estar na outra vida, e visto que para alcançá-la Deus Pai nos criou à Sua imagem e semelhança, como pessoas capazes de entender e agir com inteligência e com vontade própria, a solução para os males deste mundo está na conversão à Verdade por Ele revelada.

Eis, pois, que o único futuro para a ordem neste mundo está no exato oposto do acima pregado pelo falso pastor e falso cristo Bento 16: “Trata-se, sim, da atitude que a comunidade dos fiéis [ao Islã] deve assumir face às convicções e às exigências que se afirmaram”… nunca do iluminismo mas da Igreja católica. Só nela se colhem frutos de uma fadigosa peregrinação nas sendas da Verdade, que levou a soluções concretas para todas as sociedades em todos os tempos, pela “admirável conversão do mundo para a fé cristã, que é de tal modo certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos os vão evidenciar”. Sim, mas quando os povos finalmente – seguindo o mandato divino – anatemizarem os falsos cristos e falsos profetas que trazem esse outro evangelho de perdição. Os falsos cristos, com as suas falsas doutrinas conciliares, entregam os povos à destruição neste mundo, ocultando a necessidade de conversão de todo homem à verdadeira Fé.

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Essa coluna esta sendo atualizada aos domingos, segundas ou terças-feiras.

 * Felipe Marques Pereira é um escritor conservador. Católico leigo estudou na PUC/PR.

Para entrar em contato envie um e-mail para:

felipemarquespereira2015@outlook.com



** https://promariana.wordpress.com/2014/11/18/o-futuro-do-islamismo-mundial-bem-vindo-pela-felonia-conciliar/
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Notas

[1] COPE, Landa. Modelo social do Antigo testamento.Ed. Jocum.