sábado, 18 de novembro de 2017

11 de Novembro - Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo em Roma





Depois de celebrar no dia 05 de Agosto a dedicação de Santa Maria Maior, e no dia 29 de Setembro, a dedicação de São Miguel, a 09 de Novembro a de São João do Latrão e finalmente no final do ano litúrgico, todas as catedrais e dioceses comemoram a dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo. Todos estes aniversários ocorrem no tempo depois de pentecostes, período em que nos damos mais atenção ao refletir sobre a Igreja, dos quais estes templos são imagens vivas. A Basílica Vaticana de São Pedro e São Paulo fora dos muros, mandadas construir por Constantino no lugar onde constava ter sido o martírio dos dois apóstolos, cede importância apenas a São João do L atrão. São Pedro eleva-se no lugar do circo de Nero e guarda debaixo do altar-mor os restos do chefe da Igreja. É o centro do Cristianismo. Já notável no século IV, foi ampliada mais tarde e finalmente reconstruída no século XVI. Júlio II e Leão X convocaram os mais talentosos artistas do renascimento, e da inspiração de Bramante e Miguel Ângelo saiu a Igreja mais vasta e mais rica do Universo. Foi consagrada por Urbano VIII no dia 18 de novembro de 1626. A Basílica de São Paulo fica no extremo oposto da cidade. Tendo sido completamente destruída no incêndio de 1823, foi reconstruída a mando dos Pontífices Gregório XVI e Pio IX. Este último Pontífice consagrou-a no dia 10 de Dezembro de 1854 e reuniu o aniversário das duas dedicações sob a data primitiva de 18 de Novembro.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

16 de Novembro - Santa Gertrudes, Abadessa


Monja beneditina (1256-1302)


A vida contemplativa foi a forma escolhida por santa Gertrudes para dedicar-se a Deus. Nascida em Eisleben, na Saxônia, em 1256, ao contrário do que alguns historiadores dizem, ela não pertencia à nobreza, mas seus pais eram bem estabelecidos e cristãos fervorosos.

Aos cinco anos de idade, foi entregue ao Mosteiro cisterciense de Helfa, onde cresceu adquirindo grande cultura profana e cristã. Possuidora de grande carisma místico, tornou-se religiosa consagrada. Conviveu no mosteiro com a grande mística Matilde de Magdeburg, mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro.

Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus.

A partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro "Mensageiro do divino amor", talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele, também conta que, constantemente, era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra.

Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus, culto que alcançaria enorme expansão, no futuro, com santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII.

Mais tarde, foi eleita abadessa, cargo que exerceu até o fim de seus dias. Adoeceu e sofreu muitas dores físicas por mais de dez anos até ir comungar com seu amado esposo, Jesus, na casa do Pai, em 1302.

A tradicional festa em sua memória, no dia 16 de novembro, foi autorizada e mantida nesta data pelo papa Clemente XII, em 1738.


Texto: Paulinas Internet



sábado, 11 de novembro de 2017

XXIII Domingo depois de Pentecostes: "Ele tomou a jovem pela mão e ela se levantou". (Ev.)



O tempo depois de pentecostes é a imagem da longa peregrinação que a Igreja vai descrevendo sobre a terra, e estes últimos domingos são, por assim dizer as etapas finais. E é por este motivo que se lê no breviário os profetas maiores e menores que nos falam no fim dos tempos. Jeremias, depois da deportação dos judeus para a Babilônia, corria para as muralhas em ruínas da cidade santa e gritava: "Vede, Senhor a solidão desta cidade outrora cheia de riquezas! Está sentada na desgraça e no luto a rainha dos povos. Tem chorado todas as noites e as suas faces estão cavadas pelas lágrimas". Mas pouco tempo depois clama, iluminado pela esperança do Redentor: "O Senhor resgatou e salvou seu povo. Eles hão-de voltar e abalar com cânticos a montanha de Sião". 

O profeta Ezequiel, que fora cativo para Babilônia, proclama os dias da libertação para todos os que quiserem andar nos caminhos da verdade: "Não quero a morte do ímpio, diz o Senhor, mas que ele se converta e viva. Deixai, deixai os caminhos errados". E contempla o grande templo do futuro onde se reunirá o povo para prestar a Deus um culto perfeito, quando estiver regressado as colinas eternas de Sião. Daniel, um dos cativos, declara a Nabucodonosor que a pedra que ele vira em sonhos derrubar a grade estátua de ouro, prata, ferro e barro, e tornar-se depois uma grande montanha, era a figura de Cristo cujo o reino ia de absorver todos os outros e substituir para sempre. Dos profetas menores a Igreja cita especialmente Oséias, que anuncia especialmente o término do reino de Israel e que há um povo que não era de Deus seria dito: "Vós sois os filhos do Deus vivo"; e que estão aos filhos de Judá e de Israel terá um só chefe. Palavras, diz santo Agostinho, que nos revelam claramente a vocação dos gentios e a união definitiva de todos os povos, no fim dos tempos, sob o estandarte comum da Redenção. O intróito da missa de hoje retirado do livro do Profeta Jeremias é um cântico de libertação. Que força não devemos sentir ao pensar no termo do nosso exílio que a Igreja nos assegura ao recordar-nos que os "pensamentos de Deus são pensamentos de paz".

O Aleluia e o Ofertório da missa de hoje são um grito de dor imensa, cheio de certezas consoladoras. A Epístola nos convida a renunciar aos prazeres da Terra para acertarmos os passos pelas veredas do Céu, onde temos os nossos direitos de cidadãos e donde esperamos o Salvador. Finalmente o Evangelho, o relato duplo de prodígio de cura e ressurreição, fala-nos também da infinita misericórdia de Deus que se há de revelar simultaneamente com a sua justiça no fim dos tempos, e de cuja grandeza e extensão, ainda que os milagres de Cristo nos dê uma idéia, só poderemos julgar a plena luz da revelação. E todos estamos compreendidos nesta grande obra de resgate que se opera continuamente. Peçamos a Deus com a Santa Igreja, que dê remate a obra que por sua infinita misericórdia começou em nós.



Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses (3, 17-21; 4,1-3): Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura. Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos. Exorto a Evódia, exorto igualmente a Síntique que vivam em paz no Senhor. E a ti, fiel Sínzigo, também rogo que as ajudes, pois que trabalharam comigo no Evangelho, com Clemente e com os demais colaboradores meus, cujos nomes estão inscritos no livro da vida.



Evangelho de Domingo: 


Continuação do Santo Evangelho de Nossos Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus (9, 18-26): Naquele Tempo: Falava Jesus, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá. Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos. Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto. Dizia consigo: Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada. Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente. Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes: Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme. Eles, porém, zombavam dele. Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. Esta notícia espalhou-se por toda a região.


(Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

09 DE NOVEMBRO - DEDICAÇÃO DA ARQUIBASÍLICA DO SANTÍSSIMO SALVADOR








Dentre as ricas e grandiosas basílicas romanas em que se celebram majestosamente as cerimônias do culto após as perseguições, destaca-se logo no primeiro plano aquela cuja dedicação comemoramos hoje. Situada no Monte Célio, o palácio lateranense pertencia então a Fausta, mulher de Constantino. Depois de se converter o imperador legou-o ao Papa para domicílio privado, fundando anexa ao palácio a igreja de Latrão que se tornou mãe de todas as igrejas do mundo. No dia 4 de novembro do ano 324, São Silvestre consagrou-a sob o título de Basílica do Santíssimo Salvador. Foi a primeira consagração pública de uma igreja. Muito depois já no século XII, foi dedicada a São João Batista, a quem já era dedicada o batistério adjacente, e daí ficou a se chamar de basílica de São João de Latrão. Nesta basílica e no palácio contíguo, reuniram-se, desde o século IV ao século XVI, mais de 25 concílios, dos quais cincos foram ecumênicos. Nesta mesma basílica eram celebradas as mais solenes festas do ano litúrgico. Lá se conferia as ordenações e os batismos aos catecúmenos no dia da Páscoa. O quinto domingo da quaresma se tinha início nela, onde também se iniciava a procissão do Domingo de Ramos e a Terça das rogações. As cerimônias de quinta-feira santa, Sábado Santo, Sábado In Albis e a vigília de Pentecostes eram realizadas nessa basílica. Tendo sido destruído o primeiro edifício, restaurou-o de novo Bento XIII em 1726. O aniversário desta última consagração foi fixado, como o da primeira, no dia 9 de novembro.

Missa Terribilis est

Epístola

Leitura do livro do Apocalipse (Apo 21,2-5)

Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Evangelho 

Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas (Luc 19, 1-10)

Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador... Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo. Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

sábado, 4 de novembro de 2017

XXII Domingo Após Pentecostes: "Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus" (Ev.)


Os Judeus submetidos ao império romano, deviam pagar anualmente a César um tributo que lhes era tanto mais odioso quanto lhes feria diretamente o espírito de domínio universal de que Israel acreditava ter recebido as promessas. De maneira que, se Jesus respondesse à pergunta capciosa dos rabinos que deviam pagar o tributo, indispunha o povo contra Ele; se respondesse que não, seria condenado pela autoridade de Roma. Julga­vam-se portanto da posse dum meio que lhes permitiria prender o Redentor.

Jesus, porém, com infinita sabedoria, sem procurar de modo nenhum furtar-se ao astuto dilema, aproveitou a ocasião para nos dar uma lição magnífica, dos nossos deveres cívicos e religiosos. De quem é esta imagem e inscrição: Perguntou Ele aos Judeus. De César, responderam. Pois então, dai a César que é de César e a Deus o que é de Deus. “A autoridade humana, que governa com o poder que lhe vem de Deus, devem-se os tributos materiais” o
acatamento às suas leis justas. A Deus deve-se amor, serviço e adoração, tributados de corpo e alma. Deve-se, de justiça, o culto litúrgico. Somos moeda cunhada por Deus à sua imagem e semelhança. E Deus reclama essa moeda como
César a sua.



O pároco celebra a Missa por intenção dos paroquianos.

Epístola de Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses (1, 6-11) - Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.



Evangelho de Domingo:

Continuação do Santo Evangelho segundo São Mateus: Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o
que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a
sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com
que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é
esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então
Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal
Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

04 de Novembro - São Carlos Borromeu, Confessor

Era filho do Conde Gilberto Borromeu e de Margarete de Medici , irmã do Papa Pio IV (1559-1656). O castelo de sua família era chamado de Arona e era localizado junto ao lago Maggiore ,na Itália. Com a idade de 12 anos foi enviado ao monastério Beneditino de Arona para sua educação. Ele estudou em Paris e Milão recebendo doutorado em lei civil e canônica em 1559. No ano seguinte foi nomeado Secretario de Estado pelo Papa Pio IV e mais tarde indicado como administrador de Milão. Ele teve um papel importantíssimo na Reforma Católica. Ele serviu como diplomata e se empenhou para que o papa a reconvocasse o Concílio de Trento que tinha sido suspenso em 1552. Ele desempenhou um grande papel neste Concílio escrevendo decretos e tomando ativamente nas deliberações.

 Seu pai morreu naquela época e Carlos recusou-se a receber o titulo de conde que seria dele. Ele foi ordenado sacerdote em 1563 e logo após Bispo de Milão. Ele não usou o título até que o novo catecismo, breviário e missal que ele havia escrito fosse aprovado pelo Concilio de Trento. Foi para Milão em 1566 e reformou a Diocese em toda a sua capacidade e adicionou o Colégio Inglês em Douai, França e convocou seis Concílios provinciais e seis Sínodos diocesanos. Em 1578 ele fundou a Ordem dos Oblatas de Santo Abrosio que hoje são chamados de Oblatas de São Carlos.

Em 1559 São Carlos foi ferido por um assassino de nome Jerome Donati Farima, um dos maiores inimigos das rigorosas reformas que Carlos implantou. No ano seguinte uma severa seca e fome e assolou a região e ele conseguiu com a ajuda de amigos em Milão alimentar 3.000 homens, mulheres e crianças por três meses. Em 1576 a praga assolou Milão e ele foi para a rua e pessoalmente cuidava das vitimas (os membros do governo oficial fugiram da cidade). Por quase um ano Carlos cuidou dos doentes e teve uma visão que a praga iria terminar, como realmente terminou.

Em 1580 ele ajudou os padres ingleses a votar as ilhas britânicas e em 1583 serviu com Núncio Apostólico na Suíça. Ele morreu na noite de 3 para 4 de novembro de 1584 em Milão. Foi canonizado em 1610.

Ele é patrono dos Borromeos, uma Congregação de enfermeiros/ras na Dioceses de Lugano e Basel e ainda da Sociedade Borromeo, de várias livrarias públicas, seminários, escolas , e é o patrono oficial da Universidade de Salzburg.

Ele é invocado contra as pragas. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um cardeal.

Fonte: Cadê meu Santo

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

2 DE NOVEMBRO, COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS






A festa de Todos os Santos anda inteiramente ligada à lembrança das almas ainda detidas no purgatório para expiar as faltas veniais e se purificarem da pena temporal que merecem pelos pecados cometidos, mas que no entanto estão confirmada em graça que hão de entrar no Céu um dia. Depois de celebrar com alegria a Igreja Triunfante do Céu, a Igreja da Terra estende sua solicitude maternal ao lugar de tormentos indivisíveis onde vivem as almas em estado de purificação, as quais pertencem igualmente a Igreja e à comunhão dos justos. Hoje, diz o martirológio romano, comemoração de todos os fiéis defuntos. "A nossa e comum piedosa mãe, a Igreja, depois de celebrar condignamente a memória dos seus filhos que já entraram na glória, procura auxiliar com sua poderosa intercessão junto a Jesus Cristo, seu esposo e Senhor, todos aqueles que gemem ainda nas penas do purgatório, para que se abreviem os dias de exílio e se vão reunir a sociedade dos Santos". Em nenhum outro lugar da liturgia se afirma, de modo tão realmente e belo, o misterioso vínculo que une num só corpo a Igreja Militante, Padecente e Triunfante. Nunca de certo se cumpriu de modo palpável o duplo dever de caridade que deriva para todo o cristão do fato da sua mesma incorporação no corpo Místico de Cristo. Em virtude do dogma tão consolador da comunhão dos santos, podem os merecimentos e sufrágios de qualquer de nós pode circular nas veias deste corpo santíssimo e afluir em ondas de vida nova e de consolador auxílio aos membros mais distantes e necessitados. De maneira que, sem lesar os direitos invioláveis da justiça divina que será aplicada em todo o rigor após esta vida, a Igreja pode conjugar as preces da terra e do Céu e suprir com elas o que falta às almas do purgatório, aplicando a estas almas santíssimas os merecimentos de Jesus Cristo por meio do Santo Sacrifício da missa, das indulgências, das esmolas e das demais obras de caridade. A liturgia, que tem como centro o Santo sacrifício do Calvário perpetuado nos nossos Altares, foi em todos os tempos o meio principal de que a Santa Igreja se serviu no cumprimento deste dever para com os que nos precederam. Começamos a encontrar nas missas dos defuntos já no século V. A Santo Odilo, IV Abade do mosteiro de Cluny, se deve portanto a celebre comemoração dos fiéis defuntos que ele instituiu no ano de 978 e mandou ser celebrada no dia seguinte a festa de todos os Santos. A influência desta ilustre congregação francesa estendeu em breve esta celebração em todo o mundo cristão. Por concessão de Bento XIV, todos os padres de Portugal, Espanha e Conquistas podem celebrar até três missas no dia 2 de Novembro. Este privilégio fora estendido por bento XV a toda Igreja Universal no ano de 1915. "As almas do purgatório, diz o Concílio de Trento, podem ser socorridas com sufrágio dos fiéis e de modo particularmente eficaz com a celebração da Santa Missa". E a razão disso reside no fato de que o sacerdote oferece a Deus oficialmente o resgate das almas, quer dizer o sangue de Jesus Cristo, em que o mesmo Senhor Jesus Cristo se oferece ao pai sob as espécies do pão e do vinho no ato do mesmo sacrifício do Senhor. Todos os dias no coração do cânon da missa, o sacerdote, em momento especial, em memória dos que adormeceram no Senhor e pede para eles o refrigério da luz e da paz. Não há pois dia, e missa que a Igreja não ore pelos mortos. Hoje porém, lembra-se particularmente de todos, preocupada com não deixar nenhum dos seu filhos sem o seu maternal socorro. Assistamos a todos a missa do dia 2 de Novembro e peçamos a Deus para os nossos mortos, que nada podem por si, a remissão dos pecados e o repouso eterno. Visitemos também os cemitérios, onde repousam, até que se complete para eles a vitória de Jesus Cristo sob o pecado e ressurjam revestido de glória para cantar os louvores de Deus para sempre.


Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (I Cor 15, 52-57). Irmãos: Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)?  Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!






Evangelho do dia:


Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (5,25-29): Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados.




Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

terça-feira, 31 de outubro de 2017

1º DE NOVEMBRO, SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS





O templo de Agripa fora consagrado no tempo de Augustus a todos os deuses do paganismo e por esse motivo denominado de Panteão. Bonifácio VIII mandou transladar para lá as relíquias de todos os mártires encontrado nas catacumbas e no dia 13 de Maio do ano 610 dedicou esta nova basílica a Todos os Mártires e a Mãe de Deus. A festa desta dedicação foi retomando com o tempo um caráter universal, sendo mais tarde consagrada a Virgem Santíssima e Todos os Santos, celebrada em dias diferentes nas diversas igrejas, e no ano de 835 fora fixada por Gregório IV no dia 1º de Novembro, Gregório VIII transferiu esta data a dedicação do Panteão. A festa de Hoje recorda pois e celebra a vitória do Deus Verdadeiro contra as falsas divindades do mundo pagão. Em razão de sua origem, a missa de hoje vai buscar numerosos textos da liturgia dos mártires. A Santa Igreja coloca-nos debaixo dos olhos a admirável visão do Céu, a visão dos doze mil inscritos (12 por ser um número perfeito e indica a plenitude) de cada tribo de Israel e da multidão sem conta, procedente de todos os povos, línguas e tribos, todos de pé diante do Cordeiro, vestidos de branco e palmas nas mãos. Jesus Cristo, Maria Santíssima, as falanges dos espíritos bem-aventurados distribuídos em nove coros, os apóstolos, os mártires envoltos na púrpura do sangue que verteram, os confessores vestidos de branco, o coro casto das virgens formam um majestoso cortejo.


Compõe-se dos que na terra andaram nos passos de Jesus, dos pobres de espírito, dos mansos, dos aflitos, dos que sofreram fome e sede de justiça, dos misericordiosos, dos puros, dos pacientes, dos que foram perseguidos pelo nome de Jesus. Alegrai-vos lhe dizia o Mestre, porque a vossa recompensa será grande nos Céus. Entre estes milhares de justos que foram discípulos fiéis de Jesus encontramos muitos de nossos parentes, amigos, filhos de nossa terra e de nossa aldeia, e que agora participam da glória de Cristo, Rei dos reis e coroa dos santos. Ao assistimos a missa de hoje lembremo-nos do sacerdócio de Cristo na terra, exercido invisivelmente nos nossos altares e que se identifica com o que é visivelmente no Céu. Os altares da terra onde reside o cordeiro de Deus e nos altares do Céu onde o cordeiro se ostenta de pé e em estado de vítima são um e o mesmo altar.



Epístola

Leitura do Livro do Apocalipse (7, 2-12) : Naqueles dias: Eu João, vi ainda outro anjo subir do oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais fora dado danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes. Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel; da tribo de Judá, doze mil assinalados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gad, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulon, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém.



Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São São Mateus (5, 1-12): Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. 




Confessores




Mártires




Virgens




Apóstolos




Doutores

Ladainha de Todos os Santos

Senhor, tende piedade de nós.Kyrie, eleison.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.Christe, eleison.
Senhor, tende piedade de nós.Kyrie, eleison.
Jesus Cristo, ouvi-nos.Christe, audi nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.Christe, exaudi nos.
Deus pai do ceu, tende piedade de nós.Pater de caelis Deus, miserere nobis.
Deus filho, redentor do mundo, tende piedade de nós.Fili Redemptor mundi Deus, miserere nobis.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.Spiritus Sancte Deus, miserere nobis.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.Sancta Trinitas, unus Deus, miserere nobis.
Santa Maria, rogai por nós.Sancta Maria, ora pro nobis.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.Sancta Dei Genetrix, ora pro nobis.
Santa Virgem das virgens, rogai por nós.Sancta Virgo virginum, ora pro nobis.
São Miguel, rogai por nós.Sancte Michael, ora pro nobis.
São Gabriel, rogai por nós.Sancte Gabriel, ora pro nobis.
São Rafael, rogai por nós.Sancte Raphael, ora pro nobis.
Todos os santos Anjos e Arcanjos, rogai por nós.Omnes sancti Angeli et Archangeli, orate pro nobis.
Todos as santas ordens de Espíritos bem-aventurados, rogai por nós.Omnes sancti beatorum Spirituum ordines, orate pro nobis.
São João Batista, rogai por nós.Sancte Ioannes Baptista, ora pro nobis.
São José, rogai por nós.Sancte Ioseph, ora pro nobis.
Todos os santos patriarcas e profetas, rogai por nós.Omnes sancti Patriarchae et Prophetae, orate pro nobis.
São Pedrorogai por nós.Sancte Petreora pro nobis.
São Paulo, rogai por nós.Sancte Paule, ora pro nobis.
Santo André, rogai por nós.Sancte Andrea, ora pro nobis.
São Thiago, rogai por nós.Sancte Iacobe (maior), ora pro nobis.
São João, rogai por nós.Sancte Ioannes, ora pro nobis.
São Tomé, rogai por nós.Sancte Thoma, ora pro nobis.
São Thiago, rogai por nós.Sancte Iacobe (minor), ora pro nobis.
São Felipe, rogai por nós.Sancte Philippe, ora pro nobis.
São Bartolomeu, rogai por nós.Sancte Bartolomaee, ora pro nobis.
São Mateus, rogai por nós.Sancte Matthaee, ora pro nobis.
São Simão, rogai por nós.Sancte Simon, ora pro nobis.
São Tadeu, rogai por nós.Sancte Thaddaee, ora pro nobis.
São Matias, rogai por nós.Sancte Matthia, ora pro nobis.
São Barnabé, rogai por nós.Sancte Barnaba, ora pro nobis.
São Lucas, rogai por nós.Sancte Luca, ora pro nobis.
São Marcos, rogai por nós.Sancte Marce, ora pro nobis.
Todos os santos apóstolos e evangelistas, rogai por nós.Omnes sancti Apostoli et Evangelistae, orate pro nobis.
Todos os santos Discípulos do Senhor, rogai por nós.Omnes sancti discipuli Domini, orate pro nobis.
Todos os santos inocentes, rogai por nós.Omnes sancti Innocentes, orate pro nobis.
São Estevão, rogai por nós.Sancte Stephane, ora pro nobis.
São Lorenço, rogai por nós.Sancte Laurenti, ora pro nobis.
São Vicente, rogai por nós.Sancte Vincenti, ora pro nobis.
Santos Fabiano e Sebastião, rogai por nós.Sancti Fabiane et Sebastiane, orate pro nobis.
Santos João e Paulo, rogai por nós.Sancti Iohannes et Paule, orate pro nobis.
Santos Cosme e Damião, rogai por nós.Sancti Cosma et Damiane, orate pro nobis.
Santos Gervásio e protasio, rogai por nós.Sancti Gervasi et Protasi, orate pro nobis.
Todos os santos Mártires, rogai por nós.Sancte Cypriane, ora pro nobis.
São Silvestre, rogai por nós.Sancte Sylvester, ora pro nobis.
São Gregório, rogai por nós.Sancte Gregori, ora pro nobis.
Santo Ambrósio, rogai por nós.Sancte Ambrosi, ora pro nobis.
São Angostinho, rogai por nós.Sancte Augustine, ora pro nobis.
São Jerônimo, rogai por nós.Sancte Hieronyme, ora pro nobis.
São Martim, rogai por nós.Sancte Martine, ora pro nobis.
São Nicolau, rogai por nós.Sancte Nicolae, ora pro nobis.
Todos os santos pontífices e confessores, rogai por nós.Omnes sancti Pontifices et Confessores, orate pro nobis.
Todos os santos doutores, rogai por nós.Omnes sancti Doctores, orate pro nobis.
Santo Antônio, rogai por nós.Sancte Antoni, ora pro nobis.
São Bento, rogai por nós.Sancte Benedicte, ora pro nobis.
São Bernardo, rogai por nós.Sancte Bernarde, ora pro nobis.
São Domingos, rogai por nós.Sancte Dominice, ora pro nobis.
São Francisco, rogai por nós.Sancte Francisce, ora pro nobis.
Todos os santos sacerdotes e levitas, rogai por nós.Omnes sancti Sacerdotes et Levitae, orate pro nobis.
Todos os santos Monges e eremitas, rogai por nós.Omnes sancti Monachi et Eremitae, orate pro nobis.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.Sancta Maria Magdalena, ora pro nobis.
Santa Águeda, rogai por nós.Sancta Agatha, ora pro nobis.
Santa Lúcia, rogai por nós.Sancta Lucia, ora pro nobis.
Santa Inês, rogai por nós.Sancta Anges, ora pro nobis.
Santa Cecília, rogai por nós.Sancta Caecilia, ora pro nobis.
Santa Anastásia, rogai por nós.Sancta Anastasia, ora pro nobis.
Todas as santas virgens e viúvas, rogai por nós.Omnes sanctae Virgines et Viduae, orate pro nobis.
Todos os santos e santas de Deus, intercedei por nós.Omnes Sancti et Sanctae Dei, intercedite pro nobis.
Sêde propício, perdoai-nos Senhor.Propitius esto, parce nos, Domine.
Sêde propício, ouvi-nos Senhor.Propitius esto, exaudi nos, Domine.
De todo o mal, livrai-nos Senhor.Ab omni malo, libera nos, Domine.
De todo o pecado, livrai-nos Senhor.Ab omni peccato, libera nos, Domine.
De vossa ira, livrai-nos Senhor.Ab ira tua, libera nos, Domine.
Da morte repentina e imprevista, livrai-nos Senhor.A subitanea et improvisa morte, libera nos, Domine.
Das ciladas do demônio, livrai-nos Senhor.Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine.
De toda a ira, ódio e má vontade, livrai-nos Senhor.Ab ira et odio et omni mala voluntate, libera nos, Domine.
Do espírito da fornicação, livrai-nos Senhor.A spiritu fornicationis, libera nos, Domine.
Do raio e da tempestade, livrai-nos Senhor.A fulgure et tempestate, libera nos, Domine.
Do flagelo do terremoto, livrai-nos Senhor.A flagello terraemotus, libera nos, Domine.
Da peste da fome e da guerra, livrai-nos Senhor.A peste, fame et bello, libera nos, Domine.
Da morte eterna, livrai-nos Senhor.A morte perpetua, libera nos, Domine.
Pelo mistério de vossa santa encarnação, livrai-nos Senhor.Per mysterium sanctae Incarnationis tuae, libera nos, Domine.
Pela vossa vinda, livrai-nos Senhor.Per adventum tuum, libera nos, Domine.
Pelo vosso nascimento, livrai-nos Senhor.Per nativitatem tuam, libera nos, Domine.
Por vosso batismo e santo jejum, livrai-nos Senhor.Per baptismum et sanctum ieiunium tuum, libera nos, Domine.
Por vossa cruz e paixão, livrai-nos Senhor.Per crucem et passionem tuam, libera nos, Domine.
Por vossa morte e sepultura, livrai-nos Senhor.Per mortem et sepulturam tuam, libera nos, Domine.
Por vossa santa ressurreição, livrai-nos Senhor.Per sanctam resurrectionem tuam, libera nos, Domine.
Por vossa admirável ascensão, livrai-nos Senhor.Per admirabilem ascensionem tuam, libera nos, Domine.
Pela vinda do Espírito Santo Consolador, livrai-nos Senhor.Per adventum Spiritus Sancti Paracliti, libera nos, Domine.
No dia do juízo, livrai-nos Senhor.In die iudicii, libera nos, Domine.
Pecadores que somos, nós vos rogamos: ouvi-nos.Peccatores, te rogamus, audi nos.
Que nos perdoeis, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut nobis parcas, te rogamus, audi nos.
Que useis de indulgência conosco, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut nobis indulgeas, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis conduzi-nos a verdadeira penitência, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut ad veram paenitentiam nos perducere digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis reagir e conservar a vossa santa igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut Ecclesiam tuam sanctam regere et conservare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis conservar a vossa santa religião o Sumo Pontífice e a todos as ordens da hierarquia eclesiástica, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut domum Apostolicum et omnes ecclesiasticos ordines in sancta religione conservare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis humilhar os inimigos da igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut inimicos sanctae Ecclesiae humiliare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis conceder a verdadeira paz e concórdia entre os reis e príncipes cristãos, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut regibus et principibus christianis pacem et veram concordiam donare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis conceder a paz e a união a todo o povo cristão, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut cuncto populo christiano pacem et unitatem largiri digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis chamar à unidade da Igreja, a todos os que estão alheios a ela, para iluminar todos os infiéis com a luz do Evangelho, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut omnes errantes ad unitatem Ecclesiae revocare, et infideles universos ad Evangelii lumen perducere digneris, te rogamus, audi nos.
Que vos digneis confortar-nos e conservar-nos em vosso santo serviço, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut nosmetipsos in tuo sancto servitio confortare et conservare digneris, te rogamus, audi nos.
Que levanteis nossos corações a desejar as coisas celestiais, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut mentes nostras ad caelestia desideria erigas, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis retribuir, com os bens eternos a todos os nossos benfeitores, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut omnibus benefactoribus nostris sempiterna bona retribuas, te rogamus, audi nos.
Que livreis da morte eterna nossas almas e as de nossos irmãos, parentes e benfeitores, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut animas nostras, fratrum, propinquorum et benefactorum nostrorum ab aeterna damnatione eripias, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis dar e conservar os frutos da terra, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut fructus terrae dare et conservare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis conceder o eterno descanso a todos os fiéis defuntos, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut omnibus fidelibus defunctis requiem aeternam donare digneris, te rogamus, audi nos.
Que nos digneis atender-nos, nós vos rogamos: ouvi-nos.Ut nos exaudire digneris, te rogamus, audi nos.
Filho de Deus, nós vos rogamos: ouvi-nos.Fili Dei, te rogamus, audi nos.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, parce nobis, Domine.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, exaudi nos, Domine.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Jesus Cristo, ouvi-nos.Christe, audi nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.Christe, exaudi nos.
Senhor, tende piedade de nós.Kyrie, eleison.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.Christe, eleison.
Senhor, tende piedade de nós.Kyrie, eleison.
Pai nosso (secreto)Pater noster (silentio)
E não nos dexeis cair em tentação.Mais livrai-nos do mal. Amem.Et ne nos inducas in tentationem.Sed libera nos a malo. Amem.





    "Ladainha de Todos os Santos"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=oracoes&subsecao=ladainhas&artigo=ladainha_santos&lang=bra
Online, 17/08/2011 às 23:50h



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960