sábado, 16 de setembro de 2017

XV Domingo Depois de Pentecostes: "Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)

"Jovem, eu te ordeno, levanta-te!" (Ev.)
As lições deste domingo são geralmente do livro de Jó, desse venerável patriarca da Idumeia, que Satanás quis experimentar com danada tenção para ver se este era realemante fiel a Deus com desinteresses ou porque lhe tinha cumulado de bens e riquezas. Um dia, diz o livro sagrado, Satanás apresentou-se diante de Deus e disse: Percorri a Terra inteira e vi seu servo Jó, que vós tem protegido e enriquecido de consideráveis riquezas. Estendei, no entanto, a vossa mão e tocai-lhe, juro-te que te amaldiçoará na tua face. E o Senhor respondeu: Vai e faze-lhe tudo que está em seu poder, mas não lhe retire a vida. Partiu Satanás e depois de tirar todos os bens, feriu-o com um chaga terrível e de odor insuportável, desde as plantas dos pés até a cabeça. É pensando na malícia de Satanás que a Igreja pede hoje ao Senhor que nos defenda das insídias do espírito das trevas. Jó clamava: "Na casa dos mortos é minha morada e o meu leito num lugar tenebroso. Disse ao pús que saia de suas chagas, tú és meu pai, e aos vermes, tú és a minha mãe e minha irmã. Consumiu a minha carne como um vestido roído de traças e os ossos pregaram-se na minha pele. Tende compaixão de mim, vós que ao menos que sois meus amigos, porque a mão do Senhor feriu-me". Porém ninguém atendia seu apelo, e desiludido dos falsos e ingratos, voltou-se para Deus, entoando o mais belo cântico de esperança que jamais se ouviu na face da Terra: "Eu sei que vive o meu Redentor, que me ressuscitará da terra no último dia. Então serei revestido da minha pele novamente e verei o meu Deus. Eu mesmo o verei e contemplarei com os meus olhos. Esta esperança vive dentro de mim.


A Santa Igreja, de que jó é figura, tem consciência dos ataques incessantes com que o demônio pretende destruí-la, e não cessa de pedir a Deus que a proteja, que a conduza e a defenda. A sua voz é ainda o eco da oração de Jó, a confissão humilde da sua impotência e a esperança invencível naquele que é poderoso e cheio de entranhas de misericórdia com os que o Invocam.


A Epístola é uma exortação freqüente e ansiosa para que andemos nos caminhos do Senhor e assim sejamos fiéis às aspirações do espírito. Se vivemos no espírito, andemos também em conformidade com ele, quer dizer, sejamos mais humildes, mais pacientes, tenhamos mais caridade com os que saem do caminho da justiça e pensemos que somos fracos também e que havemos de prestar apertadas contas dos nossos pecados a não dos pecados alheios.

O Evangelho, segundo a interpretação unânime dos padres, é um símbolo admirável da Igreja, deplorando os seus filhos que vivem em pecado mortal e pedindo aquele que veio a Terra para perdoar que se compadeça deles e os ressuscite.



Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas (5, 25-26; 6, 1-10) - Irmãos: Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós. Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão. E tem cuidado de ti mesmo, para que não caias também em tentação! Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine o seu procedimento. Então poderá gloriar-se do que lhe pertence e não do que pertence a outro. Pois cada um deve carregar o seu próprio fardo. Aquele que recebe a catequese da palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé.







Evangelho de Domingo:
 

Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas: Naquele tempo: Ia Jesus para uma cidade, chamada Naim; e iam com ele seus discípulo e uma multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado um defunto a sepultar, filho único de sua mãe; e esta era viúva; e ia com ela muita gente da cidade. E, tendo-a visto o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse: Não chores. E aproximou-se e tocou o esquife. E os que levavam pararam. Então disse Ele: Jovem, Eu te ordeno, levanta-te. E sentou-se o que estava morto, e começou a falar. E Jesus o entregou a sua mãe. E todos ficaram possuídos de temor, e glorificando a Deus, dizendo: Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus visitou o seu povo.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

15 de Setembro - Nossa Senhora das Dores




Maria Santíssima deixa-se ficar de pé junto a cruz de Nosso Senhor, e, como predissera Simeão, "uma de dor atravessara-lhe a alma". Impotente, vira seu filho nas angústias da morte e recolhera-lhe o último suspiro. A dor que lhe ferira, à beira da cruz, o seu coração maternal, merecera-lhe a palma do martírio. Celebrada já no século XVII com grande solenidade pelos servitas, a festa das sete dores de Maria, só em 1817 fora estendida a Igreja Universal, em memória dos sofrimentos que a Santa Igreja padecera na pessoa do Pontífice exilado e detido e depois restituído à liberdade por intercessão da Senhora.

Pio X elevou-a em 1908 a categoria de festa de segunda classe e em 1912 fixou-a a 15 de setembro, oitava da Natividade. Assim como a festa das Sete Dores no tempo da Paixão nos lembra a parte que Maria teve no sacrifício de Jesus, esta no tempo depois de Pentecostes diz-nos, e cuja a devoção as Dores de Maria aumentam nos tempos calamitosos que atravessa.


Epístola

Leitura do Livro de Judite (13, 22 e 23-25) : Naqueles dias: Então todos, adorando o Senhor, disseram a Judite: O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: Minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo! Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.


Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (19, 25-27): Naquele tempo: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.



Stabat mater dolorosa


juxta Crucem lacrimosa,

dum pendebat Filius.

Cuius animam gementem,


contristatam et dolentem

pertransivit gladius.

O quam tristis et afflicta


fuit illa benedicta,

mater Unigeniti!

Quae moerebat et dolebat,


pia Mater, dum videbat

nati poenas inclyti.

Quis est homo qui non fleret,


matrem Christi si videret

in tanto supplicio?

Quis non posset contristari


Christi Matrem contemplari

dolentem cum Filio?

Pro peccatis suae gentis


vidit Iesum in tormentis,

et flagellis subditum.

Vidit suum dulcem Natum


moriendo desolatum,

dum emisit spiritum.

Eia, Mater, fons amoris


me sentire vim doloris

fac, ut tecum lugeam.

Fac, ut ardeat cor meum


in amando Christum Deum

ut sibi complaceam.

Sancta Mater, istud agas,


crucifixi fige plagas

cordi meo valide.

Tui Nati vulnerati,


tam dignati pro me pati,

poenas mecum divide.

Fac me tecum pie flere,


crucifixo condolere,

donec ego vixero.

Juxta Crucem tecum stare,


et me tibi sociare

in planctu desidero.

Virgo virginum praeclara,


mihi iam non sis amara,

fac me tecum plangere.

Fac, ut portem Christi mortem,


passionis fac consortem,

et plagas recolere.

Fac me plagis vulnerari,


fac me Cruce inebriari,

et cruore Filii.

Flammis ne urar succensus,


per te, Virgo, sim defensus

in die iudicii.

Christe, cum sit hinc exire,


da per Matrem me venire

ad palmam victoriae.

Quando corpus morietur,


fac, ut animae donetur

paradisi gloria. Amen.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

14 DE SETEMBRO - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (XIV Domingo depois de Pentecostes)






A festa de hoje teve por objetivo único a invenção da Santa Cruz, levada a efeito por Santa Helena, e a dedicação das basílicas constantinianas, consagradas a 14 de setembro de 335. Mais tarde porém, além da memória destes acontecimentos dos quais referimos, foi a restituição da Santa Cruz feita pelos persas, que apoderara-se de Jerusalém e da relíquia da Vera Cruz. Quatorze anos mais tarde o imperador Heráclito derrotou Cósroas e exigiu dele a entrega da preciosa relíquia. Entrando em Jerusalém, quis levar ele mesmo a Santa Cruz com grande pompa real para a repor no Calvário, se sentiu preso por uma força invisível que o não deixou prosseguir. Zacarias Bispo de Jerusalém e testemunha presencial do fato, advertiu então: "com tais vestes estais longe de imitar a Jesus Cristo e a humildade com que levou consigo a Cruz". Heráclito despojou-se então das vestes riquíssimas que envergava, descalçou-se, cobriu-se com um manto ordinário e pode sem dificuldade levar a Santa Cruz até o Calvário. A morte do Senhor na cruz foi simultaneamente o seu trunfo e sacrifício. Ele o predissera na véspera da Paixão: "é agora que o príncipe deste mundo será lançado fora: e quando eu me elevar da terra, tudo atrairei a mim".

São Paulo constata-o por seu lado ao salientar que a exaltação de Cristo assenta no sofrimento e tira para nós a conseqüência: "Devemos gloriar-nos na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo". Unamo-nos em espírito com os fiéis na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém em Roma, que veneram hoje as relíquias da Santa Cruz, em que se operou o mistério da redenção dos homens.


Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses (2, 5-11). Irmãos: Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.




Evangelho da Festa:
Continuação do Santo Evangelho segundo São João: Naquele Tempo: Disse Jesus às turbas do Judeus: Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, atrairei tudo a mim. Dizia isto para designar de que morte havia de morrer. Respondeu-lhe a multidão: Nós aprendemos da lei que Cristo permanece eternamente; e como dizes tu que o filho do homem deve ser levantado? Quem é este filho do homem? Respondeu-lhes então Jesus: Ainda por um pouco de tempo está a luz convosco. Andai enquanto tendes luz, para que não surpreendam as trevas; quem caminha nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes luz, crede na luz para que sejais filhos da luz.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 9 de setembro de 2017

XIV Domingo depois de Pentecostes: "Salomão jamais se vestiu com um desses lírios" (Ev.)

"Salomão jamais se vestiu com um desses lírios" (Ev.)
As lições do breviário são tiradas do livro do Eclesiástico se o Domingo que vem for de Agosto ou caso o Domingo que vem seja Setembro será do livro de Jó. São Gregório ensina-nos comentando o livro do Eclesiástico assim: "Há homens ue sentregam inteiramente ao´prazer dos bens materiais, ignorantes sem dúvidas ou pelo menos esquecidos do tesouro deslumbrante e inexaurível que a matéria vela. Sem a saudades dos bens que ficam para além e que eles culpavelmente perderam, semtem-se felizes os mesquinhos, com um punhado de terra. Criados para a luz da verdade, não sente o dentro em si o desejo de olhar, e compreender, de se perderem nela. Desorientados no meio dos prazeres em que se precipitaram, chegam lhes a pensar que é a pátria ou exílio em que vivem e que é luz radiosa as trevas que os envolvem. Ao contrário, os eleitos para quem os bens da terra não tem valor algum, procuram sem descanso, entre as areias amargas do deserto amargo, a pérola preciosa que sua alma anseia. Presos pela terra na carne que também é terra, debatem-se, absolutamente destinados a desprezar o que passa para recolhe e o que permanece".
Para Jó é o tipo genuíno de homem desprendido da vontade e da plena resignação na vontade adorável a Deus: "Se de Deus recebemos os bens, porque também não deveriamos receber dele os males, se for servido no-lo mandar?" - dizia ele.
A Missa de hoje está rica nestes pensamentos. O Espírito Santo, que a Igreja recebeu no dia de pentecostes, formou em nós o homem novo que se opõe e procura destruir as inveteradas tendências do homem velho, que são as intemperanças da carne e busca insaciável das riquezas para satisfazer. O Espírito de Deus, o espírito de liberdade que habita em nós torna filhos do pai e irmãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, segrega-nos da servidão ignóbil do pecado, porque os que pertencem a Jesus Cristo, crucificaram a própria carne com os seus vícios e baixeza. Caminham em oposição irredutível com o espírito.



Convencido da verdade evangélica de que ninguém pode servir a dois senhores, o cristão põe-se de guarda contra si mesmo, contra as velhas paixões amortecidas talvez nas cinzas funerárias do velho homem, não vão às vezes ressuscitarem. "O que se deixa escravizar pelos bens deste mundo, diz Santo Agostinho, está as ordens de um senhor duro e terrível. Está debaixo da tirania do demônio. Sem dúvida, ele não o ama, pois quem é que pode amar o demônio? Todavia suporta-o. Por outro lado, também não odeia a Deus. Ninguém odeia a Deus no fundo da sua consciência. No entanto despreza e não o teme, como se estivesse seguro de está perdoado. Mas o Espírito Santo põe-no de atalaia contra estes perigos, quando nos diz pelo profeta que a misericórdia de Deus é infinita e que sua paciência nos convida a penitência. Se alguém pois quer amar a Deus em sinceridade e verdade, se alguém tem o desejo normal de ser feliz, considere a sentença do Senhor, procure em primeiro lugar o reino de Deus, e tudo mais virá por acréscimo."

Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas (5, 16-24) - Irmãos: Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.

Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Jesus Cristo, segundo São Mateus: Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Ninguém pode servir a dois Senhores ao mesmo tempo, porque ou odiará um e amará o outro, ou há de se afeiçoar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a riqueza. Portanto vos digo: Não andeis (demasiadamente) inquietos, nem o com o que (vos é preciso) para alimentar a vossa vida, nem com o que (vos é preciso) para vestir o vosso corpo. Porventura não vale mais a alma do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisão nos celeiros, e contudo vosso Pai Celeste as sustentam. Por ventura não sois vós muito mais do que elas? E quais de vós, por muito que pense, pode acrescentar um côncavo a sua estatura? E por que vos inquietais com o vestido? Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam. E digo vos todavia que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu jamais com um lírio deste. Se pois Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé! Não vos aflijais pois dizendo: O que comeremos, ou o que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque os pagãos procuram com (excessivo cuidado) todas essas coisas. Vosso pai sabe que tendes necessidade de todas elas. Buscai pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e sua Justiça, e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

08 DE SETEMBRO - NATIVIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM



Esta festa, mais antiga no Oriente, introduziu-se provavelmente na liturgia romana durante o século VII. Inocêncio IV deu-lhe Oitava no Concilio de Lião, em 1245. Na última centúria, serviu esta data de 8 de Setembro para fixar nove meses antes, a 8 de Dezembro, a festa da Imaculada Conceição. A Santa Igreja, celebrando a natividade da Santíssima Virgem, canta a aurora da redenção, que despontou com o aparecimento de Maria no mundo. Eva deu à luz a seus filhos na dor, Maria dá à luz o filho de Deus com júbilo. Eva levava consigo as nossas lágrimas, Marai a nossas alegrias. Invoquemos a Virgem a Virgem Santíssima com aquela invocação tão bela da sua ladainha: "Causa de nossa alegria".

Epístola
Leitura do Livro da Sabedoria (Provérbios 8, 22 - 35) : Naqueles dias: O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. E agora, meus filhos, escutai-me: felizes aqueles que guardam os meus caminhos. Ouvi minha instrução para serdes sábios, não a rejeiteis. Feliz o homem que me ouve e que vela todos os dias à minha porta e guarda os umbrais de minha casa! Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor.

Evangelho do dia:

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (1,1-16) : Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac. Isaac gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara. Farés gerou Esron. Esron gerou Arão. Arão gerou Aminadab. Aminadab gerou Naasson. Naasson gerou Salmon. Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias. Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa. Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias. Ozias gerou Joatão. Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias. Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias. Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no cativeiro de Babilônia. E, depois do cativeiro de Babilônia, Jeconias gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel. Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliacim. Eliacim gerou Azor. Azor gerou Sadoc. Sadoc gerou Aquim. Aquim gerou Eliud. Eliud gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 2 de setembro de 2017

XIII Domingo depois de Pentecostes: "Levanta-te, vai; a tua fé te salvou" (Ev)

Elias, O Profeta

Continua a Santa Igreja a ler os livros sapiensais começada no domingo passado pela celebrada sentença do sábio: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". Quando Salomão se deixou arrastar pela onda subversiva do amor das coisas da terra pensou e e chegou a convencer-se de que eram realmente grandes e admiráveis. E nessa convicção não se poupou a trabalhos e cuidados para amontoar ouro e a construir palácios e a se proporcionar os mais requintados prazeres, mas quando voltou-se a si mesmo, à luz da sabedoria divina, o abismo tenebroso e o nada que era aquilo tudo, arrancou este grito sublime e verdadeiramente digno dos céus: "Vaidade das vaidades é tudo vaidade". E não podemos exigir de Salomão uma sabedoria perfeita visto que vivia na lei antiga que não vedava de todo estas coisas, que diremos de nós que somos chamados a uma vida mais elevada senão que devemos imitar as virtudes celestes que são só espírito e inteligência? 
Toda missa de hoje anda precisamente sobre um ponto, e procura a excitar a nossa fé em Jesus Cristo, o único que nos poderá arrancar desta miséria em que vivemos. Já no antigo testamento, dizia São Paulo que era a fé em Jesus Cristo que o salvara. Existia a lei, é verdade, era por si impotente para resgatar o gênero humano e o próprio Abraão fora salvo pela fé. O Evangelho vem nos dizer o mesmo, quando o se lê que o Senhor curou dez leprosos e somente um voltou para lhe render graças. Os outros que não as deram foram rejeitados. Já o que voltou para agradecer o Senhor fora acolhido na Igreja de Cristo. Assim o Judeus por seu orgulho perderam também o reino que os profetas lhes anunciaram e o Filho de Deus lhes veio abrir. Pelo contrário, nós todos, descendentes dos gentios, dissemos a Jesus que colocamos nele toda a nossa esperança e que ele nos salvaria e alentaria com maná do seu corpo santíssimo até chegarmos à pátria que antevemos para além do deserto desta vida terrena.

Epístola de Domingo:
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas (3, 16 - 22) - Irmãos: Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: aos seus descendentes, como se fossem muitos, mas fala de um só: e a tua descendência (Gn 12,7), isto é, a Cristo. Afirmo, portanto: a lei, que veio quatrocentos e trinta anos mais tarde, não pode anular o testamento feito por Deus em boa e devida forma e não pode tornar sem efeito a promessa. Porque, se a herança se obtivesse pela lei, já não proviria da promessa. Ora, pela promessa é que Deus deu o seu favor a Abraão. Então que é a lei? É um complemento ajuntado em vista das transgressões, até que viesse a descendência a quem fora feita a promessa; foi promulgada por anjos, passando por um intermediário. Mas não há intermediário, tratando-se de uma só pessoa, e Deus é um só. Portanto, é a lei contrária às promessas de Deus? De nenhum modo. Se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, em verdade a justiça viria pela lei; mas a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem.

Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas. Naquele tempo: Sucedeu que, indo (Jesus) para Jerusalém, passava por meio da Samaria e da Galiléia. E, ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro de dez leprosos, que pararam ao longe; e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Tendo-os ele visto, disse-lhes: Ide, mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos, um voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se por terra a seus pés, dando-lhe graças; e este era samaritano. E Jesus disse: Não são dez os que foram curados? E os outros noves onde estão? Não se encontrou quem voltasse, e desse glória a Deus, senão este estrangeiro. E disse para ele: Levanta-te, vai; a tua fé te salvou.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 26 de agosto de 2017

XII Domingo Depois de Pentecostes "Colocou-o sobre seu jumento e teve cuidado dêle" (Ev.)

"Colocou-o sobre seu jumento e teve cuidado dêle"
A Igreja comça a ler neste tempo as parábolas de Salomão que foram escritas, como diz a escritura: "Para aprender a sabedoria e a disciplina, a justiça, para se entender as palavras da prudência e receber as intruções da doutrina, a justiça e a equidade e o juízo; para dar astúcia aos pequenos e ciência e compreenção aos mancebos. Porque o sábio que escuta, torna-se mais sábio e aos homens inteligentes é confiado o mando". Salomão era na penumbra do Velho Testamento, a figura de Jesus Cristo, sabedoria incarnada que veio trazer a terra o Verbo deslumbrante da Verdade. "Felizes, diz o Senhor no Evangelho, felizes os olhos que viram que vós vistes, pois em verdade vos digo que muitos Reis e Profetas desejaram ouvir o que estão ouvindo e ver o que estão vendo e não puderam ouvir e nem ver o que vós vistes e ouvistes." "Felizes, comenta São Beda, felizes sim, e mil vezes felizes, os que puderam conhecer os mistérios que o Senhor disse e foram revelados aos pequeninos e aos humildes." Voltemo-nos pois, todos para Crito e para sua Igreja para colhermos na sua doutrina aquela sabedoria superior que eve informar toda a nossa vida.

O Rei Salomão e a Rainha de Sabá
O Evangelho deste Domingo é o do bom samaritano. O Senhor revela-nos nele simultaneamente a lei que deve presidir a nova sociedade que vai fundar e a finalidade e necessidade da incarnação do Verbo. O homem, com efeito, depois do pecado original era um viajante que os ladrões tinham roubado e deixado quase morto a beira da estrada. Vieram os sacerdotes, os ministros do velho testamento, viram-no e foram adiantes impotentes para resgatar o gênero humano. Foi preciso que viesse o Salvador, o bom samaritano, "que se aproximou de nós, diz São Beda, fazendo-se homem e dobrando-se sobre a miséria a que tínhamos chegado, derramou nas nossas chagas o azeite e o vinho que são os sacramentos regeneradores da nossa alma. A hospedaria onde nos levou é sua Igreja. Aí nos cura e nos fortalece com o azeite dos Sacramentos e com o pão e o vinho da Eucaristia para continuarmos até o Céu a grande viagem que empreendemos".
O que o Senhor fez conosco e o que nos recomendou uma parábola do bom samaritano devemos praticá-lo sempre com todos os homens. É precisamente aqui que reside a nossa grandeza. Tornando-mos, por assim dizer, como Deus que fez chover sobre o justo e o injusto. O amor ao próximo, com efeito, possui qualquer coisa de divino. É sobrenatural na origem, porque procede do Espírito Santo; é sobrenatural no objeto, porque se dirige a Deus na pessoa de nossos irmãos. Amemos pois, e amenos todos os homens. Lancemos, nós que nos dizemos filhos da Igreja e discípulos de Cristo, lancemos contra a onda subversiva de ódio que incendeia o mundo o ataque da caridade de Cristo, porque, pensemos bem, só com esta arma poderemos vencer.
Iconografia do Rei Salomão

Epístola

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Conríntios (IICor 3, 4-9) - Irmãos: Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório), quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito! Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação !


Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas. Naquele tempo: Disse
Jesus a seus discípulos: ditosos os olhos que vêem o que vós vedes. Porque eu vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não viram; e ouvir o que vós ouvis, e não ouviram. E eis que se levantou um certo doutor da lei, e lhe disse para o tentar: Mestre, que devo eu fazer para possuir a vida eterna? Jesus disse-lhe: O que é que está escrito na lei? Como lês tu? Ele respondendo disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, e com todas as tuas forças, e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo. E Jesus disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás (eternamente). Mas ele, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é meu próximo? E Jesus retomando a palavra, disse: Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu na mão dos ladrões, que o despojaram (do que levava); e, tendo-o maltratado, retiraram-se, deixando-o meio morto. Ora aconteceu que passava pelo mesmo caminho um sacerdote, o qual, quando o viu, passou de largo. Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar, e, vendo-o, passou adiante. Mas um samaritano, que ia seu caminho, chegou perto dele; e, quando o viu, moveu-se de compaixão. E, aproximando-se ligou-lhe as feridas, lançando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem, e teve cuidado dele. E no dia seguinte tirou dois dinheiros, e deu-os ao estalajadeiro, e disse-lhe: Tem cuidado dele, e quanto gastares a mais, to satisfarei quando voltar. Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? Ele respondeu: O que usou de misericórdia. Então Jesus disse-lhe: Vai, e faze tu o mesmo.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Nossa Senhora do Sábado: Aparição de Nossa Senhora em Garabandal na Espanha – 1961


Onde aconteceu: Na Espanha.

Quando: Em 1961.

A quem: A quatro meninas.

Os fatos: Antes de detalharmos os acontecimentos dessa Aparição julgamos importante fazer as considerações a seguir.

Acreditamos piamente que dois motivos maiores levam Nossa Senhora a manifestar-se na face da terra:

A Glória de Deus e a Salvação das almas. A Santíssima Trindade infinito Amor, Misericórdia e também Justiça envia-nos sua amada Filha, Mãe e Esposa para iluminar o caninho correto para glorificarmos a Deus e salvar nossas almas. E essa ação amorosa e misericordiosa da Mãe de Deus e nossa tem se estendido pelos séculos a fora, nestes 2000 anos.

Para tanto ela vem alertar-nos e orientar-nos naquelas atitudes que não estão de acordo com a santa vontade da Trindade Santíssima.

Apesar de querer a todos junto Dele no paraíso, o Altíssimo sempre respeita o que deu ao homem, sua criatura, nesse caso o livre arbítrio. Ele deu-nos a vida, o mundo e tudo o que nele existe, seu amado Filho unigênito e seu inimaginável sofrimento, sua também amada Filha com suas indivisíveis dores, os profetas, a Igreja, os Anjos, os Santos, a Sagrada Escritura, sua presença viva na Eucaristia, os Mandamentos, os Sacramentos, a oração maior da Santa Missa, o Sacerdócio, o Santo Rosário, a Via Sacra, o Santo Sudário, o milagre de Lanciano para atestar cientificamente a ciência de Sua presença viva e real na Santíssima Eucaristia em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, o manto de Guadalupe e ainda periodicamente por todo o mundo, a presença visual da Santíssima Virgem Maria.

Que Deus! Que Pai! Quanto Amor! E mesmo assim não força-nos a nada, perdoando-nos constantemente no Sacramento da Reconciliação. Além de todo esse manancial de misericórdia, na grande maioria das Aparições da Rainha do Céu e da terra faz jorrar prodígios e sinais fenomenais vistos e até fotografados por milhares de pessoas.

E ainda, existem filhos ingratos que reclamam do Pai celestial, por não enxergarem nada do plano espiritual... Como irão ver, pois vivem como avestruzes, com a cabeça enterrada na terra, só buscando as coisas materiais? Por que escrevemos tudo isto neste momento? Para mostrar o quanto é grande a ingratidão dos homens! para com seu Deus Verdadeiro.
       
Voltando-nos agora especificamente para Garabandal, reafirmamos que todas as Aparições de Nossa Senhora são importantíssimas, porém esta, nós permitimos dizer, é vital. A seguir, com certeza, todos entenderão o porquê.
       
O profeta Amós no capitulo três, versículo sete, deixa-nos bastante claro um dos importantes propósitos da presença da Santíssima Virgem em Garabandal:
       
“Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos”.
       
Como acontece na grande maioria das Aparições os locais onde a Mãe de Deus se manifesta dificilmente estão nos mapas, pois tratam-se de pequenos povoados distantes dos grandes centros e principalmente escondidos em montanhas e cordilheiras íngremes de trabalho acesso.
Seus habitantes, são pessoas simples, pobres e que sobrevivem com dificuldade dos poucos recursos que conseguem obter de suas colheitas e animais. Porém, normalmente é gente de fé e oração, muita fé.
Entendemos com isso que Deus está mostrando o quanto ama e valoriza os humildes e a simplicidade.
Coerente, e não poderia ser diferente, com o Santo Evangelho, pois Nosso Senhor Jesus CRISTO não nasceu, não viveu, nem dirigiu-se aos palácios, mas aos campos, aos povoados e sofredores.
       
Em 1961, Garabandal era tudo isso, um aglomerado de aproximadamente 80 casas de pedra e 300 moradores, encravada em meio a uma grande cordilheira no norte da Espanha, também chamada montanhas cantábricas, pela proximidade do mar Cantábrico. A cidade próxima mais conhecida era Santander, no Golfo de Gasconha, distante aproximadamente 100 quilômetros.
       
Esse paupérrimo povoado, despido de todos os confortos da civilização, recebia energia elétrica apenas por algumas horas, e toda alimentação chegava transportada por animais, desde a sede do município, chamada Cosio. Inclusive o padre e o médico tinham grande dificuldade para lá chegar.
       
Porém, chamava atenção como reuniam-se diariamente, homens, mulheres e crianças, para rezar. Suas orações prediletas eram as ladainhas, o terço e a Via Sacra.
       
A primeira manifestação do Céus que se tem notícia ocorreu em 18 de junho de 1961 (domingo), no fim da tarde, quando quatro meninas terminavam de fazer uma peraltice inerente as suas idades, pois colhiam maçãs no pomar do vizinho. Eram elas:


__ Maria Concepción González (Conchita) de 12 anos, órfão de pai;

__ Jacinta González, 12 anos;

__ Maria Dolores Mazón (Loli), 12 anos;

__ Maria Cruz González Garrido, 11 anos;
       
Depois de cederem a tentação de pegar as frutas, mostravam-se todas com remorso, comentando que seus Anjos da Guarda deviam estar muito tristes. Nesse instante, apesar do céu estar limpo, sem nuvens, soou um forte e estranho trovão.
Uma delas comentou que o demônio devia estar contente, e então passaram a jogar pedras a escura, para espantar o maligno.

Em seguida, conta Conchita, “apareceu-me um figura muito bonita envolta numa luminosidade que não me feria a vista”. Ato contínuo entrou em estado de êxtase, sua cabeça voltou-se para trás e fixou os olhos no céu.
As outras três ficaram assustadas ao vê-la naquela situação, quando iam chamar sua mãe, olharam para onde Conchita mostrava, e gritavam: O Anjo!!! Nesse instante todas as quatro meninas ficaram em profundo, silencioso e contemplativo êxtase. A manifestação silenciosa do Anjo durou cerca de meia hora.
       
Esse fato foi presenciado e testemunhado por um morador do local, João Alvarez Seco (guarda civil), que relatava a ocorrência muito impressionado, afirmando que aquilo era muito estranho.

Em muitas Aparições de Nossa Senhora, os Anjos antecedem como uma  preparação. Em Fátima foi assim, primeiro manifestou-se o Anjo de Portugal.
       
A primeira Aparição da Mãe de Deus aconteceu um torno das 18 horas de um domingo, 02/julho/1961, enquanto as meninas caminhavam rezando o terço, dirigindo-se ao local da visão do Anjo, já acompanhadas por uma pequena multidão de devotos e curiosos.
       
A Rainha do Céu e da terra apareceu entre dois Anjos, um deles era São Miguel que já tinha se revelado e conversava com as meninas há duas semanas; o outro não revelou o nome. Quem sabe São Gabriel ou São Rafael, pois a Santíssima Virgem em outros locais pelo mundo já se manifestava entre dois Arcanjos. Visualmente, segundo as meninas, eram idênticas.
       
A Virgem Santíssima denominou-se Nossa Senhora do Monte Carmelo avalizando assim o fato de comemorarmos em 16 de julho, Nossa Senhora do Carmo.
       
Resumindo esta impressionante Aparição que durou quatro anos (1961 a 1965) e que teve mais de 1000 manifestações do Céus, precisamos divulgar as três profecias mais importantes e longas reveladas por nossa Mãe Celestial em uma Aparição, e que felizmente tem alertado a milhões de pessoas em todo o mundo, no últimos quarenta e dois anos.
       
Transcrevemos na integra as palavras de um sacerdote Jesuíta, Pe. Richard Foley, em uma de suas conferencias sobre Garabandal:
       
Três bombas de tempo foram acionadas em Garabandal, desde 1961. São bombas de tempo de uma espécie muito especial e sagrada, pois pertencem ao mundo sobrenatural da profecia; isso significa que elas concentram o nosso olhar em eventos divinos ainda escondidos no futuro.
Nós tomamos conhecimento desses três acontecimentos pro intermédio da própria Rainha dos profetas; eles são comumente denominados de o Aviso, o Milagre e o Castigo.
       
Assim sendo, já por mais de trinta anos agora, esse trio de profecias “bombas de tempo”, já acionadas, tem funcionado inexoravelmente, de forma regular e constante, na pequena e adormecida vila montanhosa. Cada segundo que se passa aproxima essas “bombas” de seus respectivos instantes finais, quando serão detonadas, acarretando terríveis resultados para o mundo inteiro, tanto no que será visto quanto no que será ouvido.

O AVISO – A primeira dessas três “bombas de tempo” é o Aviso.

Dele podemos dizer que jamais, desde a própria Encarnação, o Deus da Providência interveio tão dramaticamente, tão compassivamente e, também, tão universalmente na história da humanidade.
Nossa Senhora do Monte Carmelo de Garabandal nos assegura que o Aviso irá trazer, para cada ser humano que se encontrar vivo, na terra, naquele preciso instante, uma dádiva do Céus verdadeiramente prodigiosa, uma “negra-graça”. Virá como uma brilhante iluminação da consciência.
Tal fato nos tornará capazes de ver o nosso “eu” pecador como ele verdadeiramente é visto por Deus, e de reformá-lo, de acordo com o que vimos.
       
Para todos, sem exceção, essa experiência será um momento de verdade e, sem qualquer dúvida, também causará um grande choque, mas muito salutar.
Olhando para a divina luz que ensombra o panorama pecaminoso do nosso próprio íntimo, nós infalivelmente conseguiremos, como nunca antes, sentir a mais sincera contrição unida a uma espécie de aversão pelo pecado e a um fervente compromisso de evitá-lo no futuro.
       
Então, claramente, a “bomba de tempo” denominada Aviso está calculada para produzir uma explosão de santidade, em escala nada menos que global.
Será algo, inclusive, que poderá ser comparado a um Pentecostes planetário.
       
Certamente, algumas pessoas irão mostrar um coração suficientemente duro e serão cínicas o bastante para resistirem a essa jóia de graça. Podemos ir até mais adiante, supondo que alguns, entre aqueles que operam resistência, irão, inclusive, tentar racionalizar e considerar todo o Aviso como sendo uma alucinação coletiva, ou pan-fantasia, ou pseudo-conscientização... ou qualquer outra coisa do gênero. Podemos estar certos de que os jargões psicológicos serão enriquecidos com alguns bizarros neologismos.
       
No entanto, para a maioria das pessoas, o Aviso será, certamente, e de várias maneiras uma prova equivalente ao que foi a experiência da Estrada de Damasco.
       

O MILAGRE – A segunda “bomba de tempo”, já ativada e pulsando, segundo a segundo, em Garabandal, é o Milagre.

Ele terá lugar, de acordo com o que informam as videntes, dentro dos doze meses que se seguirão no Aviso; Em termos matemáticos, isso significa que poderá acontecer de 1 a 364 dias após. O fato se dará em Garabandal, às 20:30 hs de uma quinta feira, Festa de um santo Mártir da Eucaristia.
       
Qual forma terá esse Milagre?
Nós, realmente, não temos idéia, além do que Conchita nos conta: será assombroso! Segundo o que lhe foi dito nas aparições, irá ser o maior milagre já realizado por nosso Deus.
       
Seja como for, essa “bomba de tempo”, em particular, que exibirá um espetáculo nas montanhas escarpadas e ali deixará os seus efeitos, será um milagre incontavelmente maior do que aquele que aconteceu em Fátima, na última aparição.
E esse milagre de Garabandal está destinado a produzir uma explosão espiritual de inimagináveis proporções no mundo inteiro. Ele atuará, em muitos milhões de seres humanos, como um sensacional e virtualmente irresistível sina da presença e do poder de Deus, um sinal sagrado da Sua compaixão e da Sua amorosa bondade.
       
Ainda que somente aqueles que, naquele momento estiverem em um ponto de onde alcancem com a vista os pinheiros de Garabanal, possam ser, na verdade, testemunhas do Milagre, este será filmado por numerosas câmeras de televisão e exibido em milhões de telas aparelhos de tv, pelo mundo todo.
Podemos,razoavelmente, presumir que a maior parte dos espectadores de televisão, por toda a parte, irá arriscar um olhar um tanto tímido para a sua telinha, um pouco envergonhado por se sentir fazendo parte daquele grupo que crê em Garabandal; somente o fará, porém, no caso de, afinal de contas, poder existir algo de sério naquelas profecias malucas divulgadas por uma certa jovem atualmente uma mãe de família em Nova York, Conchita González Keena.
       
Ligado a profecia do Milagre e devendo segui-lo de imediato, um outro prodígio deverá acontecer. Nós o chamamos de Sinal. Ele aparecerá sobre os pinus (pinheiros) e ali permanecerá para sempre, indestrutível, testemunhando as aparições. Uma extraordinária e impressionante demonstração do poder de Deus e de seu amor redentor.
       

O CASTIGO – Temos, finalmente, de considerar a terceira “bomba de tempo” que caminha, passo a passo, para a sua explosão em Garabandal. Ela é denominada Castigo.
A sua função será a de punir o nosso mundo ingrato e pecador, caso ele não responda de forma correta ás graças que fluirão do Aviso e do Milagre.
       
Assim sendo, essa profética “bomba de tempo” possui uma chave de desligamento automático na estrutura de seu mecanismo. Em outras palavras, o Castigo será condicionado à forma como reagirá a raça humana, após receber as duas gigantescas explosões de graça que o precederão.
       
Conchita e as outras videntes de Garabandal mostraram, realmente, um vilumbre que será o Castigo, e elas se encontraram tomadas por verdadeiro terror. Faltam palavras para descrever a extensão e o nível das punições que Deus enviará para o mundo se esse persistir em sua pecaminosa e gritante ingratidão.
       
O que está previsto para o Castigo combina com o que Nossa Senhora preveniu em Fátima. Se Deus quiser, bastantes preces e sacrifícios de nossa parte irão ajudar a segurar a mão da Justiça Divina, e persuadirão essa mesma mão a desligar a terceira e terrível “bomba de tempo”.

1. Vejamos o que diz o Evangelho de São João: “E ele, quando vier, convencerá o mundo quanto ao pecado, e à justiça, e ao juízo”. Quanto ao pecado, porque não creram em mim; quanto a justiça porque vou para o Pai, e vós não me vereis mais, e quanto ao juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, aquele Espírito de verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem (também) é meu. Por isso eu vos disse que ele receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. (Jo16, 8-15)
       
Portanto, mais uma vez constatamos que as profecias reveladas nas aparições de caráter universal, ou seja, aplicadas a toda humanidade, estão no Santo Evangelho.

2. A conversão de São Paulo
         Um outro sacerdote, estudioso de Garabandal e amigo das videntes, Pe. Ensélvio Garcia de Pesquera, fez um resumo por tópicos do Aviso:

a)    Será de caráter terrivelmente aflitivo e impressionante;
b)    Terá uma dimensão universal, ou seja, alcançará a todos, um todas as partes;
c)     Veremos que é coisa do Céus, o que impedirá os homens de fazerem qualquer coisa que não seja implorar a misericórdia de Deus;
d)    Virá com uma finalidade de salvação, para que os bons se aproximem mais de Deus e os maus tomem a sério a necessidade de se emendarem;
e)    Ele virá, sem duvida, é virá antes do Milagre; ninguém, porém, sabe o dia e a hora;
f)      Sua hora, provavelmente, será uma hora de misteriosas trevas;
g)    Nessa hora não haverá outro refugio e consolo que não seja a oração.
         
            Ainda sobre o importante Aviso, disse Jacinta, outra das videntes, em fevereiro de 1978, a revista norte-americana “Needles”:
         
            “O Aviso será de duração muito curta, apenas de minutos, mas esse pouco tempo se fará tremendamente comprido pela dor que nos causará. Virá sobre nós como um fogo do Céu, que repercutirá profundamente no interior de cada um. A sua luz veremos, com toda a alegria, o estado da nossa própria consciência, viveremos aquilo que é perder a Deus, sentiremos a ação purificadora de uma chama abrasadora. Em poucas palavras, será como passar pelo Juízo Particular já em vida, dentro da intimidade de cada um”.
         
            Essa purificação do Aviso será necessário para nos deixar “em forma diante do Milagre. De outro modo, não conseguiríamos resistir à sobre humana e maravilhosíssima experiência que iremos ter do Milagre”.
       
Lembramos que os pecadores dos quais nos arrependemos e confessamos não nos serão dolorosamente apresentados no momento do Aviso purificador. Portanto, é muito importante nos mantermos em dia também com o Sacramento da Reconciliação com nosso amado Deus.
       
Muitíssimo mais se poderia contar sobre Garabandal, porém acreditamos que o cerne de tão profética manifestação foi aqui apresentado.
       
Outras considerações sobre Garabandal:

__ Dentre muitos fenômenos místicos que acompanham as verdadeiras Aparições de Nossa Senhora, citamos o fato testemunhado por centenas de pessoas, quando as meninas, de joelhos, em êxtase, recebiam a Sagrada Comunhão diretamente dos Céus, pois as Eucaristias materializavam-se no ar e vinham diretamente em suas bocas, sobre suas línguas, para espanto de todos os presentes;

__ As pequenas videntes também deslocavam-se, quando em êxtase, com grande rapidez, parecendo levitar, e ninguém conseguia acompanhá-las em seus percursos;

__ Nas Aparições que ocorriam no forte do inverno, com temperaturas negativas e chuva as meninas, não eram incomodadas pelo frio, nem pela lama, pois quando terminava o êxtase mostravam-se aquecidas, rosadas e sem nenhum sinal de sujeira nos pés, joelhos e pernas, apesar de terem estado ajoelhadas em meio a chuva;

__ Os santos Padre Pio de Pietrelcina e Madre Teresa de Calcutá eram divulgadores e defensores dessa magnífica obra de Deus. Pe. Pio inclusive trocava correspondência com as meninas, para encorajá-las durante as perseguições que sofreram; e foram terríveis.

__ Um dos Sacerdotes enviados pelo Vaticano para investigar os fatos, afirmava que iria lá para desmascarar a farsa.
Durante uma das Aparições da Santíssima Virgem para as meninas, ficou bem próximo delas para identificar a fraude. Qual não foi a surpresa dele, quando Nossa Senhora mostrou-se também a ele, por breve segundos... Ficou tão emocionado, em estado de grande euforia, que mesmo sendo um jovem padre, morreu do coração na viagem de retorno, em conseqüência da fortíssima emoção;

__ Em 21/01/1966, Sua Santidade, o Papa Paulo VI, dando vazão a sua certeza sobre a veracidade de Garabandal, e antecipando-se a palavra final do Santo Oficio, recebeu a menina Conchita, então com apenas 15 anos, e disse-lhe:
       
“Conchita, eu te abençôo; e comigo, te abençoará toda a Igreja!” Anteriormente já tinha afirmado: “Garabandal é a mais bela história da humanidade, depois do nascimento de Jesus Cristo. É a segunda vida da Santíssima Virgem nesta terra. É importantíssimo dar a conhecer ao mundo estas mensagens”.

Fonte: Ultimas e Derradeiras Graças

sábado, 19 de agosto de 2017

XI Domingo Depois de pentecostes: "Ephpheta! - Abre-te!" (Ev.)

"Ephpheta! - Abre-te!"
Separado das doze tribos do Norte, apenas morto Salomão e o reino de Judá durou 350 anos e contou vinte monarcas. Muitos entre eles foram ímpios e maus, tendo alguns como Salmão, acabado no pecado, quatro no entanto se distinguiram-se na virtude e armas que mereçam ser colocados em veneração do povo da Galiléia e dos varões ilustres de Israel. Ezequias que hoje nos recorda o breviário: "Confiou no Senhor, Deus de israel, e não teve semelhantes nos reis de judá. Por isso Deus foi sempre com ele. Quando Senacarib, rei dos assírios, se quis apoderar de Jerusalém, Ezequias subiu no templo e orou com tanto fervor como teria orado Davi e Salomão. Mandou-lhe então o Senhor o profeta Isaías para anunciar-lhe que não temesse. E com efeito o anjo exterminador do Senhor feriu de peste 185.000 assírios e Senacarib teve que retornar em marchas forçadas para Nínive. Alguns anos mais tarde caia o rei doente, e Isaías tinha anunciado-lhe que havia terminado seus dias. Temeu então Ezequias que Senacarib aproveitasse de sua morte para se vingar da derrota e cercar Jerusalém e pediu ao Senhor que prolongasse sua vida. Mais uma vez o Senhor ouviu as orações de Ezequias como nos descreve as Sagradas Escrituras: "Ouvi tuas orações e ouvi tuas lágrimas e curar-te-ei e subirás ao templo no terceiro dia." O Rei convalesceu, com efeito e Jerusalém foi libertada do terror dos inimigos. Ezequias prostado no leito e levantando três dias depois para defender o reino é a figura da morte e ressurreição do Senhor. Este pensamento domina toda a missa.

Santo Ezequias diante do Templo
O intróito proclama a vitória do povo de Deus e a fuga dos inimigos. Na epístola insiste São Paulo na ressurreição de Cristo, fundamento e garantia de nossa predestinação. No Evangelho, finalmente a cura do surdo e mudo com o Ephpheta que o Senhor pronunciou e a Igreja aplicou sabiamente no rito do batismo, recorda-nos que, passados da morte para a vida, ficamos daí em diante também "abertos" as coisas da fé.

Podemos também dizer que a escolha para o ofertório de um dos versículos do salmo 29 aplicado pela tradição da Igreja à ressurreição e ascensão do Senhor fora inspirada pela mesma ordem de idéias. De modo que a missa de hoje apresenta-se como uma espécie de tríptico. No primeiro plano, destaca-se a figura de Cristo ressurgindo glorioso do sepulcro; no painel da esquerda, Ezequias prostrado pela doença e curado por deus; à direita os frutos da vitória de Cristo aplicados ao povo pelo batismo.

É pois um programa de vida magnífico. Oxalá o ponhamos em práticas para vivermos com Cristo a vida nova e a que fomos chamados pela fé.

Profeta Santo Isaías

 Epístola:
leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (ICor 15, 1-10) - Irmãos: Eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado, e ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas, e em seguida aos Doze. Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais a maior parte ainda vive (e alguns já são mortos); depois apareceu a Tiago, em seguida a todos os apóstolos. E, por último de todos, apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a graça que ele me deu não tem sido inútil. Ao contrário, tenho trabalhado mais do que todos eles; não eu, mas a graça de Deus que está comigo.

Evangelho de domingo:




Continuação do santo evangelho segundo São Marcos. Naquele tempo: Saindo Jesus dos confins de Tiro, foi por Sidônia ao mar da Galiléia, atravessando o território da Decápole. E trouxeram-lhe um surdo-mudo, e suplicavam-lhe que lhe impusesse a mão. Então Jesus, tomando a parte dentre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e cuspindo, com saliva tocou a sua língua. E, levantando os olhos ao Céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephpheta, que quer dizer, abre-te. E imediatamente se lhe abriram os ouvidos, e se lhe soltou a prisão da língua, e falava claramente. E Jesus ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia, tanto mais o publicavam, e tanto mais se admiravam, dizendo: Tudo tem feito bem, fez que ouçam os surdos e falem os mudos.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.