sábado, 24 de junho de 2017

III Domingo depois de Pentecostes: "Ele a procura até a encontrar" (Ev.)

A liturgia de hoje canta os tesouros insondáveis da misericórdia divina para com os homens. Como Jesus, que não veio chamar os justos e sim os pecadores, o Espírito Santo, que continua a ação benéfica e redentora de Cristo entre os homens, estabelece o reino de Deus na alma pecadora.
É o que a Igreja nos diz hoje no Breviário e no missal. Senão vejamos. Dizem as lições de matinas que os israelitas depois da morte de Heli se submeteram a Samuel e que, estando este já velho, lhe pediram um Rei. Ora havia então na tribo de Benjamim um jovem chamado Saul que era o mais belo e forte em Israel. E aconteceu que, andando à procura do gado que perdera, se dirigiu a Rama, onde se encontrava Samuel, e lhe perguntou se lhe sabia o paradeiro das reses. Disse-lhe o profeta que já tinham sido encontradas; e sabendo do Senhor que era aquele o escolhido para reinar Israel, derramou-lhe na cabeça óleo da unção e disse-lhe: O Senhor te ungiu para a cabeça de sua herança e tu salvará teu povo da mão de teu inimigo. Diz São Gregório que Saul, que fora enviado pelo pai a procura das muares perdidas, é figura de Jesus Cristo que também fora enviado pelo Pai celeste à procura das ovelhas extraviadas. E é também pelo fato de receber a unção real para libertar o povo, do mesmo modo que Jesus Cristo, o ungido por excelência, veio libertar-nos do poder do demônio, que continua a rodear-nos como leão rugidor. Daqui, sem dúvida, a escolha do Evangelho e da Epístola de hoje.

O evangelho é o da ovelha perdida e do bom pastor, que deixa as noventa e nove no deserto e va i procura-la pelas fragas e algares das ilusões da vida e a reconduz aos ombros para a segurança e fartura do aprisco. A Epístola expõe por sua vez os perigos a que as ovelhas do Senhor andam continuamente expostas. Vigiai, diz São Pedro, porque o Diabo inimigo rodeia-vos como leão rugidor, resisti-lhe firmes na fé. Este aviso anda, evidentemente, sempre acompanhado da certeza de que Deus é nosso protetor e de que não nos poderá faltar se o invocarmos. E lembrando-nos de Saúl e do fim que teve por se ter orgulhado contra o Senhor e desobedecido suas leis, façamos da nossa miséria motivo para pedir a Deus, "sem o qual nada é santo", que leve a cabo em nós a sua obra de misericórdia, a fim de que guiados por ele não percamos os bens eternos pelo engano dos temporais.
Epístola

Leitura da Epístola de São Pedro Apóstolo (IPed 5, 611). Caríssimos: Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.  A ele o poder na eternidade! Amém.




Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (15,1-10): Naquele tempo:
Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo.
Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida!
Então lhes propôs a seguinte parábola:
Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?
E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo,
e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido.
Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la?
E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido.
Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

24 DE JUNHO - SOLENIDADE DA NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA






Elias, O Profeta

Profeta do altíssimo, foi no antigo testamento figurado já por Isaías e Jeremias e de modo superior consagrado no ventre materno para anunciar o redentor e preparar os homens para anunciar o Redentor e preparar os homens para sua vinda. O evangelho refere os prodígios que acompanharam seu nascimento. Zacarias dá ao filho um nome que Deus lhe indicara pelo anjo e logo recupera a voz que perdera e cheio do Espírito Santo prediz o glorioso destino da criança; "Irás a frente do Altíssimo para aplanar os caminhos e anunciar ao povo a sabedoria da salvação". Gabriel dissera ao velho sacerdote que muitos seriam os que se haviam de regozijar com o nascimento do seu filho. Ele era com efeito a aurora da salvação e é ainda como tal que a Santa Igreja nos convida a celebrar todos os anos no dia 24 de Junho. Considerado o nascimento do Batista uma espécie de Natal do estio (Hemisfério Norte), prelúdio do Natal do Salvador e inteiramente pendente dele.


Santo Agostinho viu nas datas respectivas das duas festas, 24 de junho e 25 de dezembro, o símbolo duma relação essencial entre ambas. O nascimento do Batista ocorre numa data em que os dias (no hemisfério norte) se apaga diante daquele que anuncia e cuja influência irá gradualmente crescendo, porque "é necessário que ele cresça e eu diminua".

As fogueiras de São João derivam de uma velha tradição popular que acende pelos outeiros e que vem completar a solenidade litúrgica, simbolizando a luz que surge das trevas.

Peçamos a São João Batista que continue junto de nós o seu papel de percursor e que nos guie nos caminhos da vida eterna, e que São João Batista rogue por nós e por toda a Igreja universal.

Epístola

Leitura do profeta Isaías (49, 1-3,6 e 7) : Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome. Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava. E disse-me: Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei. E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força). Disse-me: Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo. Eis o que diz o Senhor, o Redentor, o Santo de Israel, ao objeto de desprezo dos homens e de horror das nações, ao escravo dos tiranos: diante de ti, reis se levantarão e príncipes se prostrarão, por causa do Senhor que é fiel, e do Santo de Israel que te elegeu.

Evangelho

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (1,57-68) : Naquele tempo Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavamse com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados. E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, nestes termos: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.


sábado, 17 de junho de 2017

II Domingo Depois de Pentecostes: "Trazei aqui os pobres, os estropiados..." (Ev.)

Elias, O Profeta

A Igreja fixou a celebração da festa do Corpo de Deus na quinta-feira que segue o primeiro domingo depois de pentecostes. Uma coincidência feliz colocou-a entre os dois domingos em que a epístola e o evangelho falam sobre a misericórdia divina e do dever da caridade fraterna que daí deriva para todos os homens. No evangelho do segundo domingo lemos que o reino dos céus é semelhante a um banquete nupcial. E nada pode simbolizar melhor, com efeito, a sagrada eucaristia, que é o banquete por excelência da união das almas com Jesus Cristo, seu esposo, e com todos os membros do corpo místico.

No breviário, a história de Samuel, destinado por Deus para a guarda da Arca do Senhor e sacerdote do Altíssimo, harmoniza-se perfeitamente com a liturgia eucarística. Naquele tempo diz o Breviário, a palavra do Senhor fez-se rara e não havia visões em Israel, porque Heli era orgulhoso e fraco e seus filhos infiéis e desleixados no serviço do Senhor. Então o Senhor manifestou-se a Samuel, menino ainda, e anunciou-lha ainda o castigo destinado a casa de Heli. E não tardou muito que a Arca fosse violada pelos filisteus e que Heli e seus filhos morressem. A censura mais amarga que a Sagrada Escritura repreende Heli é por ter colocado seus interesses particulares e a solicitude das coisas materiais acima do interesse e da solicitude das coisas do espírito.

Comentando a parábola do banquete São Gregório tem observações de fina penetração psicológica, quando, depois de notar que o homem é naturalmente inclinado a arrastar o coração pelas alegrias da terra, constata que, sempre que o faz, não tarda a sentir o tédio; ao passo que basta que prove as do espírito para nunca mais delas se saciar e crescer continuamente em si o desejo delas. Depois continua São Gregório a dizer: Provai e vede como o Senhor é bom. Não lhe podereis conhecer a suavidade se o não provais. Mas tocai com o paladar do coração o alimento da vida, para que, verificando o quanto é bom e suave, o passai realmente amar como convém. O homem quando pecou no paraíso, perdeu o direito e o prazer destas delícias, e saiu de lá, quando fechou a boca ao alimento das suavidades eternas. Donde nascidos neste exílio amargo, viemos já com fastio e ignoramos o que devemos desejar. O que é necessário é escutar o apelo do evangelho de e desprendermo-nos dos bens da terra para nos prendermos aos do Céu.

Epístola

Leitura da Epístola de São João Apóstolo (IJo 3, 13-18). Caríssimos: Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.
Evangelho de Domingo:

 Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas: Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus a seguinte parábola: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado.
Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado.
Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado.
Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir.
Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.
Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar.
O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa.
Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Semana Eucarística 2017: O milagre eucarístico de Buenos Aires


O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.

Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.

Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada, isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.

A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue
Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-a em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.

Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local, Cardeal Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.

Análises Clínicas
Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração.

Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"
Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras do tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.

O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.

Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de "carne e sangue" humanos. O médico declarou o seguinte:

"O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."
Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.

Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: "Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".

Fonte: Padre Paulo Ricardo

sábado, 10 de junho de 2017

FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Iº Domingo Depois de Pentecostes





Elias, O Profeta

O Espírito Santo cujo advento celebramos no dia de Pentecostes veio nos recordar neste última parte do ano (do pentecostes ao advento, 6 meses).  O que Jesus nos ensinou já na primeira (Do advento a Santíssima Trindade 06 meses). O dogma fundamental em torno do qual todo o cristianismo gravita é este da Santíssima Trindade, de quem tudo nos vem e a todos os que receberem o sinete do seu nome deve regressar. Depois de nos lembrar no decorrer do ano litúrgico o Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santificador e regenerador das almas, a Igreja recapitula hoje antes de mais os elementos fundamentais ao grande mistério em que adoramos a Deus uno em natureza e trino em pessoas.

Depois de celebrarmos a efusão do Espírito Santo, dizia São Roberto no Século XII, festejamos logo a seguir, no Domingo a Trindade Santíssima; e é bem feita  esta escolha, porque logo após a vinda do Divino Espírito Santo começou a pregação da fé e com a pregação da Santa Fé a administração do Santo Batismo em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo".

O dogma da Santíssima Trindade aparece constantemente na Liturgia da Igreja. É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo que se começa e acaba a missa, ofícios litúrgicos e os sacramentos. Todo salmo e fecham pelo Gloria patri. Os hinos pela doxologia e todas as orações concluem em termos cheios de devoção e de ternura para com as três Pessoas divinas. O Dogma da Santíssima Trindade resplandesce ainda nos templos. Os nosso avós compraziam-se em simbolizá-los na altura, na largura e no comprimento admiravelmente proporcionados das igrejas, no coro, nas naves, no trifório, nas três portas e muitas das vezes nas três torres. Sempre em toda parte, no mais pequeno pormenor da onamentação, o número três tem lugar de honra, marca um plano refletido, um pensamento de fé na Santíssima Trindade. A iconografia cristã também nos traduz, de diferente maneira, o mesmo pensamento.

Até o Século XII era comum representar o Pai por uma mão que saia das nuvens do céu a abençoar. Nos séculos XIII e XIV começou a aparecer a face e depois o busto inteiro. A partir do século XV começou o Pai a ser representado por um ancião usando vestes pontificais. Até o século XII a segunda pessoa da Santíssima Trindade era figurada com mais freqüência pela cruz ou pelo cordeiro, ou ainda por um jovem gracioso do jeito de Apolo do paganismo. Do século XI  ao XV, é o Cristo forte, já no vigor da idade, que nos aparece. A partir do Século XVI entra o costume de lhe por a cruz e de o representar freqüentemente pelo cordeiro. - O Espírito Santo aparecia nos primeiros séculos representado pela figura mais tradicional da pomba, tocando com as asas bertas na boca do Pai e na do Filho como argumento de sua procedência. A partir do século XI é a figura de um menino que encontramos por vezes.  No século XV, a terceira da santíssima trindade, assume proporções de um homem, semelhante ao Pai e o Filho, somente com a pomba nas mãos ou na cabeça para distinguir das outras pessoas. Depois do século XVI a pomba volta a tomar o lugar exclusivo na representação do Espírito Santo.

A Geometria concorreu também para a simbologia da Santíssima Trindade. O trevo teve por sua vez lugar de relevância na simbologia tradicional, e igualmente os três círculos enlaçados com a palavra unidade inscrito pelo lugar vazio pela intercessão. Foi ainda representada por uma cabeça com três faces distintas. Urbano VIII porém, em 1628 proibiu reproduzir esta perigosa e ridícula interpretação do grande mistério do Cristianismo.

A festa da Santíssima Trindade deve a sua Origem ao fato das ordenações do Sábado das Quatro Têmporas e celebrarem a tarde e se prolongarem até de manhã, não tendo o Domingo por este motivo liturgia própria. Como todos os domingos são consagrados à Santíssima Trindade, celebra-se no primeiro depois de pentecostes a missa votiva, composta no Século VII em honra deste mistério.

Façamos hoje, conformando-nos ao espírito da liturgia, na Santíssima e Eterna Trindade e na sua indivisível unidade.

Epístola do Domingo:

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rom 2, 33-36) - Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém.
Evangelho de Domingo:
Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus (28, 18-20): Naquele tempo:
Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.
Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Benedicta sit sancta Trinitas atque indivisa Unitas

sexta-feira, 9 de junho de 2017

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES



Elias, O Profeta


"O dom da piedade imprime-nos na alma a inclinação e facilidade de honrarmos a Deus como Pai e esperarmos nele com amor e confiança de filhos" (Pe. Meschler).

A estação de hoje tinha outrora lugar no santuário dos Doze Apóstolos. A abundância dos frutos da terra, que a Igreja implora no princípio da nova estação, é bem figura da chuva de mercês espirituais que o Espírito Santo derrama durante estes três dias nas almas dos fiéis.

As curas prodigiosas relatadas no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos são provas das constantes intervenções de Deus, que não cessa de procurar por todos os meios a salvação daqueles por quem entregou à morte o próprio Filho.

Epístola

Leitura do profeta Joel (2,13-24 e 26-27): Eis o que diz o Senhor Deus:  Alegrai-vos, filhos de Sião, e rejubilai no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dá as chuvas do outono no tempo oportuno, e faz cair chuvas copiosas sobre vós, as chuvas do outono e da primavera, como dantes. As eiras se encherão de trigo, os lagares transbordarão de vinho e de óleo novo. Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que fez maravilhas em vosso favor; e jamais meu povo será confundido. Sabereis então que estou no meio de Israel, que sou o Senhor, vosso Deus, e que não há outro. E jamais meu povo será confundido.


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (5,17-26): Naquele tempo: Um dia estava ele ensinando. Ao seu derredor estavam sentados fariseus e doutores da lei, vindos de todas as localidades da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor fazia-o realizar várias curas. Apareceram algumas pessoas trazendo num leito um homem paralítico; e procuravam introduzi-lo na casa e pô-lo diante dele. Mas não achando por onde o introduzir, por causa da multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o arriaram com o leito ao meio da assembléia, diante de Jesus.
Vendo a fé que tinham, disse Jesus: Meu amigo, os teus pecados te são perdoados.
Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer consigo mesmos: Quem é este homem que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?
Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, replicou-lhes: Que pensais nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: Perdoados te são os pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados (disse ele ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.
No mesmo instante, levantou-se ele à vista deles, tomou o leito e partiu para casa, glorificando a Deus. Todos ficaram transportados de entusiasmo e glorificavam a Deus; e tomados de temor, diziam: Hoje vimos coisas maravilhosas.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

quinta-feira, 8 de junho de 2017

QUINTA-FEIRA DE PENTECOSTES

Elias, O Profeta

"O dom da Ciência é uma luz sobrenatural que Espírito Santo infunde nas almas e que possui a prerrogativa de nos fazer ver que as verdades da fé são realmente dignas de serem admitidas mesmo à luz dos princípios da razão" (Pe. Meschler).

A estação celebra-se na Basílica de São Lourenço, cuja alma tão inflamada estava no amor do Espírito Santo que o não deixava de sentir as torturas do fogo a que tinha sido lançado. Escolheu-se esta Basílica para ter passo dos Atos dos Apóstolos que fala o diácono Felipe.

O Evangelho lembra-nos que o Senhor ao conferir aos Apóstolos o poder das curas, lhes confiou também a missão de pregar o reino de Deus a todos os homens. E este ministério não tem sido interrompido a partir do Pentecostes. A Igreja prossegue incasavelmente através de todas as idades na tarefa de apontar às almas os caminhos da vida e o Espírito Santo, que fecunda a sua pregação, opera por meio dela como força divina que renova a face da terra. Peçamos a Deus que prossiga na sua obra redentora e que nos torne dóceis à ação santificante do Espírito Santo, que não cessa de operar no mais íntimo das nossas almas.

Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (8, 5-8): Naquele tempo: Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo. A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos. Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria...

Evangelho do dia

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas: Naquele tempo:
Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.
Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.
Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.
Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés.
Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

quarta-feira, 7 de junho de 2017

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES

Elias, O Profeta


"O dom da fortaleza é a virtude permanente com que o Espírito Santo informa a nova vontade, para que, mediante ela, vençamos as dificuldades que nos desviam da prática do bem" (Pe. Meschler).

As quatro têmporas do inverno (verão - hemisfério Norte) coincidem sempre com a oitava de Pentecostes. A Igreja oferece a Deus as primícias da nova estação e ora com instância pelos novos presbíteros que no próximo sábado vão receber o Espírito Santo no sacramento da Ordem. A liturgia continua a falar aos neo-batizados e a recordar-lhes os milagres de Pentecostes e a multiplicação prodigiosa dos fiéis durante as maravilhas operadas pelos Apóstolos. Também eles foram conduzidos a Jesus, levados ao Pai, que os tirou do exílio de onde viviam, para gozarem da liberdade e dos privilégios com que Deus enobreceu o seu povo.

Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (2, 14-21 ): Naquele tempo: Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia. Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão. Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5)

 Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João: Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos:
Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia.
Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim.
Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.
Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

terça-feira, 6 de junho de 2017

TERÇA-FEIRA DE PENTECOSTES

Elias, O Profeta

"O dom do conselho é uma luz do Espírito Santo pelo qual a inteligência prática vê e julga, nos casos particulares, o que se deve fazer e os meios convenientes a empregar" (Pe. Meschler).

A Igreja continua a dirigir-se aos novos filhos que de a luz da graças do batismo, reunindo-os hoje a todos no santuário de Santa Anastácia. O perdão dos pecados, a participação do "Pão dos Anjos" e "Sagrados mistérios da Eucaristia", a presença e o auxílio do Espírito Santo, a confirmação que os revestiu da força e do alto e os defende continuamente das tramas do inimigo são tesouros preciosos, invocados na missa de hoje. O Evangelho diz tudo numa só palavra: entram no aprisco e são agora ovelhas do Bom Pastor, que veio, "para que as ovelhas encontrem a vida e a encontrem superabundante".

Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (8, 14-17 ): Naquele tempo: Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João: Naquele tempo:
Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.
A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.
Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.
Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.
Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.
O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

segunda-feira, 5 de junho de 2017

SÁBADO DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES

Elias, O Profeta



"O Temor de Deus é o fundamento dos outros dons. Defende-nos do pecado, porque nos faz considerar o respeito que devemos a justiça divina e a sua majestade" (Pe. Meschler).

Por motivo das ordenações a estação de hoje celebrava-se na basílica de São Pedro, que é pastor do rebanho de Jesus Cristo. O Espírito Santo depois de ter dado, na vigília de Pentecostes, à Igreja numerosos filhos, vai lhe dar hoje também novos sacerdotes que serão instrumentos da sua graça no mundo. Vai se derramar sobre eles como se derramou outrora sobre os Apóstolos a graça superabundante do Espírito Santo anunciado por Joel.

Já fizemos notar que as missas de sábado das Quatro Têmporas têm sempre cinco lições entre o Intróito e a Epístola e que a 5ª é invariavelmente a relação ao martírio dos três mancebos de Babilônia. A oração da missa inspira-se neste passo da Escritura e pede à Divina Bondade que nos defenda da chama das paixões e dos vícios. As leituras aludem a colheita e à oferenda das primícias, porque as Quatro Têmporas foram instituídas precisamente para obter a benção de Deus para a nova estação que principia. Quando os israelitas entraram na terra da promissão, ofereceram a Deus os primeiros frutos da terra. Havendo entrado na terra em que o Filho de Deus no legou, quer dizer, na Igreja Católica, ofereçamos também por nossa parte ao Senhor todos os frutos que a graça produzir em nós.

Primeira leitura

Leitura do profeta Joel (2, 28-32) : Eis o que diz o Senhor Deus: Derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas. Farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e turbilhões de fumo. O sol converter-se-á em trevas e a lua, em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do Senhor. Mas todo o que invocar o nome do Senhor será poupado, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão os que o Senhor tiver chamado.

Segunda Leitura:

Leitura do Livro do Levítico (23, 9-11; 15-17 e 21) : Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte: quando tiverdes entrado na terra que vos hei de dar, e fizerdes a ceifa, trareis ao sacerdote um molho de espigas como primícias de vossa ceifa. O sacerdote agitará esse molho de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: fará isso no dia seguinte ao sábado. “A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o molho para ser agitado, contareis sete semanas  completas. Contareis cinqüenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. Trareis de vossa casa dois pães feitos de dois décimos de flor de farinha, cozidos com fermento, para agitá-los como oferta; são as primícias do Senhor. Nesse mesmo dia anunciareis a festa e convocareis uma santa assembléia: não fareis trabalho algum servil. Esta é uma lei perpétua para vossos descendentes, em qualquer lugar onde habitardes.
Terceira leitura:
Leitura do Livro do Deuteronomio (26,1-11) : Naqueles dias: Disse Moisés aos filhos de Israel: Ouvi Israel, Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança, e ali te tiveres estabelecido, tomarás as primícias de todos os frutos do solo, que colheres na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e, pondo-as num cesto, irás ao lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus, para aí habitar seu nome. Apresentar-te-ás diante do sacerdote, que estiver em serviço naquele momento, e lhe dirás: reconheço hoje, diante do Senhor, meu Deus, que entrei na terra que o Senhor tinha jurado a nossos pais nos dar. O sacerdote, recebendo o cesto de tua mão depô-lo-á diante. do altar do Senhor, teu Deus. Dirás então em presença do Senhor, teu Deus: meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros, mas tornaram-se ali um povo grande, forte e numeroso. Os egípcios afligiram-nos e oprimiram-nos, impondo-nos uma penosa servidão. Clamamos então ao Senhor, o Deus de nossos pais, e ele ouviu nosso clamor, e viu nossa aflição, nossa miséria e nossa angústia. O Senhor tirou-nos do Egito com sua mão poderosa e o vigor de seu braço, operando prodígios e portentosos milagres. Conduziu-nos a esta região e deu-nos esta terra que mana leite mel. Por isso trago agora as primícias dos frutos do solo que me destes, ó Senhor. Dito isto, deporás o cesto diante do Senhor, teu Deus, prostrando-te em sua presença. Depois, alegrar-te-ás por todos os bens que o Senhor, teu Deus, te tiver dado, a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que mora no meio de ti.

Quarta leitura:

Leitura do Livro de Levítico (26, 3-12) : Naqueles dias disse o Senhor a Moisés: Falarás aos filhos de Israel e lhes dirá: Se seguirdes minhas leis e guardardes os meus preceitos e os praticardes, eu vos darei as chuvas nos seus tempos. A terra dará o seu produto e as árvores da terra se carregarão de frutos. A debulha do trigo prolongar-se-á até a vindima, e a vindima até a sementeira; comereis o vosso pão à saciedade, e habitareis em segurança na vossa terra. Darei paz à vossa terra, e vosso sono não será perturbado. Afastarei da terra os animais nocivos, e a espada não passará pela vossa terra. Quando perseguirdes os vossos inimigos, cairão sob vossa espada. Cinco dentre vós perseguirão um cento, e cem dos vossos perseguirão dez mil, e os vossos inimigos cairão sob vossa espada. Eu me voltarei para vós, e vos farei crescer; multiplicar-vos-ei e ratificarei a minha aliança convosco. Comereis as colheitas antigas, bem conservadas, e lançareis fora as velhas, para dar lugar às novas. Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos rejeitará. Andarei entre vós: serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo.

Quinta leitura:

Leitura do profeta Daniel (3, 47-51) : Naqueles dias: O anjo do Senhor havia descido com Azarias e seus companheiros à fornalha e afastava o fogo. Fez do centro da fogueira como um lugar onde soprasse uma brisa matinal: o fogo nem mesmo os tocava, nem lhes fazia mal algum, nem lhes causava a menor dor. Então os três jovens elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus dentro da fornalha, neste cântico:



Epístola

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (5, 1-5). Irmãos: Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.


Veni, Sancte Spiritus,
et emitte caelitus
lucis tuae radium.
Veni, pater pauperum,
veni, dator munerum
veni, lumen cordium.
Consolator optime,
dulcis hospes animae,
dulce refrigerium.
In labore requies,
in aestu temperies
in fletu solatium.
O lux beatissima,
reple cordis intima
tuorum fidelium.
Sine tuo numine,
nihil est in homine,
nihil est innoxium.
Lava quod est sordidum,
riga quod est aridum,
sana quod est saucium.
Flecte quod est rigidum,
fove quod est frigidum,
rege quod est devium.
Da tuis fidelibus,
in te confidentibus,
sacrum septenarium.
Da virtutis meritum,
da salutis exitum,
da perenne gaudium,


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas (4, 38-44): Naquele tempo:
Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela.
Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los.
Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava.
De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: Tu és o Filho de Deus. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo.
Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse.
Mas ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão.
E andava pregando nas sinagogas da Galiléia.
O Tempo Pascal termina hoje após a oração da hora de Noa (15h)

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960

SEGUNDA-FEIRA DE PENTECOSTES

Elias, O Profeta


"O Dom da inteligência ilumina-nos, projetando sobre as verdades reveladas uma luz viva, penetrante, extraordinária, e dando-nos a certeza do genuína da palavra de Deus." (Pe. Meschler)

A Igreja prolonga por mais oito dias a festa de Pentecostes. Os introitos desta semana cantam, como os das semanas de Páscoa, a grandeza do batismo e as riquezas que neles são conferidas aos batizados. O de hoje fala-nos da comunhão. A Epístola e o evangelho fala-nos de Jesus Cristo, necessária para a salvação, e que basta com o batismo para salvar todo aquele que acreditar. Foi o Senhor que disse. E São Pedro em um outro dia de Pentecostes, afirma-o aos Judeus deicidas, que os prodígios que se seguem confirmam que é assim realmente. A proclamação da Universalidade da redenção extensiva a todos os que acreditarem em Cristo, é doutrina essencial do Pentecostes e o fulcro sobre que gira toda a liturgia desta semana.

Possa Jesus e o Espírito Santo, cujo testemunho recolhemos da boca de Pedro, reunir-nos contra as ciladas do inimigo.

Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (10, 34 e 42-48 ): Naquele tempo: Então Pedro tomou a palavra e disse: Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João: Naquele tempo:
Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.
Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.
Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.

Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

sábado, 3 de junho de 2017

DOMINGO DE PENTECOSTES (50º dia após a Páscoa)












Elias, O Profeta

Lançara Jesus os fundamentos da Igreja e enriquecera-a com seus poderes. Faltava ainda o Espírito Santo para acabar a formação dos apóstolos. "O Espírito Santo virá sobre vós. Deixai-vos ficar, pois, na cidade até receberes a força do alto." A festa de hoje é a festa comemorativa da expansão da Igreja no mundo.



Dissera o divino mestre que o divino Paráclito viria e a Epístola mostra-nos o cumprimento da promessa. Era a hora terça, por volta de nove horas da manhã, quando se faz de repente sentir um vento impetuoso que encheu toda a casa, e línguas de fogo desceram sobre os apóstolos. Iluminados por esta luz e a transbordar por este fogo sagrado os apóstolos sentem-se novos e vão realmente renovar a face da terra. Este dom maravilhoso consistem para cada um de nós na plenitude da graça que recebemos no batismo e que se vai progressivamente desenvolvendo e ampliando até a maturação perfeita do céu Para os apóstolos era isto mesmo com mais o dever, de que a nossa dignidade e a nossa vocação, com mais o dever de a transmitir a todos os homens. Remissão dos pecados, justificação, redenção, filiação divina, caridade cristã, comunhão dos santos, tudo isto, que constitui a riqueza e a vida da Igreja, nos foi e continuará a ser dado pelos sucessores dos apóstolos.

O Pentecostes neste sentido não é apenas uma data comemorativa de um acontecimento passado, mas uma realidade presente, sempre viva no seio da Igreja e em nós. "Vinde Espírito Santo e enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor."


Epístola

Leitura dos Atos dos Apóstolos (2, 1-11 ): Naquele tempo: Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,  judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!


Seqüência









Veni, Sancte Spiritus,
et emitte caelitus
lucis tuae radium.


Veni, pater pauperum,
veni, dator munerum
veni, lumen cordium.


Consolator optime,
dulcis hospes animae,
dulce refrigerium.


In labore requies,
in aestu temperies
in fletu solatium.
O lux beatissima,
reple cordis intima
tuorum fidelium.
Sine tuo numine,
nihil est in homine,
nihil est innoxium.
Lava quod est sordidum,
riga quod est aridum,
sana quod est saucium.
Flecte quod est rigidum,
fove quod est frigidum,
rege quod est devium.
Da tuis fidelibus,
in te confidentibus,
sacrum septenarium.
Da virtutis meritum,
da salutis exitum,
da perenne gaudium,



     Evangelho de Domingo:


Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João (14, 23-31): Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos:
Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.
É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.
Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.



Veni, Sancte Spíritus, et emítte caelitus lucis tuae rádium. Alleluja alleluja!